Rextol 1 µg Cápsula mole

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Paricalcitol
Disponível em:
Rafarm, S.A.
Código ATC:
H05BX02
DCI (Denominação Comum Internacional):
Paricalcitol
Dosagem:
1 µg
Forma farmacêutica:
Cápsula mole
Composição:
Paricalcitol 0.001 mg
Via de administração:
Via oral
Classe:
9.6.3 - Vitaminas D
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
Genérico
Área terapêutica:
paricalcitol
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Blister 28 unidade(s) - 1 µg/unidade Comercializado Número de Registo: 5671029 CNPEM: 50048910 CHNM: 10090423 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 7 unidade(s) - 1 µg/unidade Não Comercializado Número de Registo: 5671011 CNPEM: 50164660 CHNM: 10090423 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 30 unidade(s) - 1 µg/unidade Não Comercializado Número de Registo: 5671102 CNPEM: 50048910 CHNM: 10090423 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
PT/H/0451/003/DC
Data de autorização:
2017-02-09

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APROVADO EM

25-07-2017

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Rextol 1 micrograma Cápsulas Moles

Paricalcitol

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Rextol e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Rextol

3. Como tomar Rextol

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Rextol

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Rextol e para que é utilizado

Rextol é uma forma sintética da vitamina D activa.

A vitamina D activa é necessária para o funcionamento normal de muitos tecidos do

organismo, incluindo a hormona paratiroideia e os ossos. Nas pessoas que têm

função função renal normal, esta forma activa da vitamina D é produzida de forma

natural pelos rins, mas em caso de insuficiência renal a produção de vitamina D

activa está marcadamente reduzida. Por conseguinte, Rextol proporciona uma fonte

de vitamina D activa quando o organismo não consegue produzir quantidade

suficiente e ajuda a evitar as consequências dos baixos níveis de vitamina D activa

nos doentes com doença renal (Estadios 3, 4 e 5) nomeadamente níveis elevados de

hormona paratiroideia, que podem causar problemas ósseos.

2. O que precisa de saber antes de tomar Rextol

Não tome Rextol:

se tem alergia (hipersensibilidade) ao paricalcitol ou a qualquer outro componente

deste medicamento (indicados na secção 6).

se tiver níveis muito elevados de cálcio ou de vitamina D no seu sangue.

O seu médico dir-lhe-à se estas situações se aplicam ao seu caso.

Advertências e precauções

Antes de iniciar o tratamento, é importante limitar a quantidade de fósforo na sua

dieta.

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Podem ser necessários medicamentos de ligação ao fosfato para controlar os níveis

de fósforo. Se estiver a tomar ligantes de fosfato à base de cálcio, o seu médico

pode precisar de ajustar a sua dose.

O seu médico pode necessitar fazer-lhe análises para controlar o seu tratamento.

Em alguns pacientes com doença renal crônica, estadios 3 e 4, foi observado um

aumento nos níveis sanguíneos de uma substância chamada creatinina. No entanto,

este aumento não reflete uma redução da função renal.

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25-07-2017

INFARMED

Outros medicamentos e Rextol

Informe

seu médico

farmacêutico se

estiver

tomar

ou tiver tomado

recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita

médica.

Alguns medicamentos podem afectar a acção de Rextol ou tornar mais provável o

aparecimento de efeitos secundários. É particularmente importante informar o seu

médico se está a tomar cetoconazol (usado para tratar infecções fungícas como por

exemplo

candida

aftas),

colestiramina

(utilizada

para

baixar

níveis

colesterol), medicamentos para o coração ou para a tensão arterial (por ex. digoxina

e diuréticos) ou medicamentos contendo níveis elevados de cálcio. É também

importante mencionar se está a tomar medicamentos que contêm magnésio ou

alumínio, por exemplo, alguns tipos de medicamentos para a indigestão (antiácidos)

e ligantes de fosfato.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Rextol com alimentos e bebidas

Rextol pode ser tomado com ou sem alimentos.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou pensa vir a engravidar, informe o seu médico antes de tomar

Rextol.

Não existem dados suficientes sobre a utilização de paricalcitol em mulheres

grávidas. Desconhece-se o risco potencial para o ser humano, pelo que o paricalcitol

não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que tal seja claramente

necessário.

Desconhece-se se o paricalcitol passa através do leite do ser humano. Quando tomar

Rextol informe o seu médico antes de amamentar.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Rextol não deve afectar a sua capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.

Rextol contém etanol

Este medicamento contém uma pequena quantidade de etanol (um álcool), menos

de 100 mg por cápsula, que pode modificar ou aumentar o efeito de outros

medicamentos. Isto pode ser prejudicial para pessoas que sofrem de doença

hepática, alcoolismo, epilepsia, lesão ou doença cerebral, assim como nas mulheres

grávidas ou a amamentar e em crianças.

3. Como tomar Rextol

Tomar Rextol sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou

farmacêutico se tiver dúvidas.

Doença renal crónica, Estadios 3 e 4

A dose habitual é uma cápsula diária ou em dias alternados, até três vezes por semana. O

seu médico usará os resultados das suas análises para decidir qual a dose correcta para si.

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INFARMED

Uma vez iniciado Rextol, pode ser necessário ajustar a dose, dependendo da sua resposta

ao tratamento. O seu médico ajudará a determinar a dose correcta de Rextol para si.

Doença renal crónica, Estadio 5

A dose habitual é uma cápsula, em dias alternados, até três vezes por semana. O seu

médico usará os resultados das suas análises para decidir qual a dose correcta para si.

Uma vez iniciado Rextol, pode ser necessário ajustar a dose, dependendo da sua resposta

ao tratamento. O seu médico ajudará a determinar a dose correcta de Rextol para si.

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Doença hepática

Se sofrer de doença hepática ligeira a moderada, não será necessário ajustar a sua dose.

No entanto, não existe experiência em doentes com doença hepática grave.

Crianças

Não existe informação sobre o uso de Rextol em crianças.

Idosos

Existe experiência limitada sobre o uso de paricalcitol em doentes com 65 anos de idade

ou mais. Em geral, não se verificaram diferenças globais na segurança ou eficácia entre

os doentes com 65 anos de idade ou mais e os doentes mais jovens.

Se tomar mais Rextol do que deveria

Rextol em excesso pode causar níveis anormalmente elevados de cálcio no sangue, o que

pode ser prejudicial. Os sintomas que podem surgir logo após a ingestão de demasiado

Rextol incluem uma sensação de fraqueza e/ou tonturas, dores de cabeça, náuseas (má

disposição) ou vómitos, boca seca, prisão de ventre, dores nos músculos ou ossos e um

sabor metálico na boca.

Os sintomas que podem desenvolver-se durante um período mais longo com demasiado

Rextol incluem perda de apetite, tonturas, perda de peso, irritação nos olhos, nariz a

pingar, comichão na pele, sensação de calor e febre, perda de desejo sexual e dor

abdominal grave (devido a inflamação do pâncreas) e pedras nos rins. A sua tensão

arterial pode ser afectada e pode observar-se batimento cardíaco irregular (palpitações).

Os resultados das análises de sangue e urina podem mostrar colesterol, ureia e azoto

elevados e níveis elevados das enzimas hepáticas. Rextol raramente pode causar

alterações mentais incluindo confusão, tonturas, insónias ou nervosismo.

Se tomar demasiado Rextol ou tiver algum dos efeitos descritos acima, deve consultar um

médico imediatamente.

Caso se tenha esquecido de tomar Rextol

Se esqueceu de tomar uma dose, tome-a logo que se lembre. No entanto, se estiver quase

na hora de tomar a próxima dose, não tome a dose que se esqueceu de tomar;

simplesmente continue a tomar Rextol como lhe foi recomendado anteriormente (dose e

hora) pelo seu médico.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Rextol

A não ser que o seu médico lhe tenha dito para parar o tratamento, é importante continuar

a tomar

Rextol de acordo com as instruções do seu médico.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

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25-07-2017

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4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Informe

médico

imediatamente

sentir

algum

seguintes

efeitos

secundários:

Em doentes com doença renal crónica, estadios 3 e 4

Os mais frequentes (pelo menos 1 em 100 doentes) incluem erupção cutânea e

indisposição gástrica.

Um aumento dos níveis sanguíneos de uma substância chamada cálcio, assim como

da quantidade de cálcio vezes a quantidade de uma outra substância no sangue

chamado fosfato (em pacientes com doença renal crónica significativa) podem

ocorrer.

Os menos frequentes (pelo menos 1 em 1000 doentes) incluem reacções alérgicas

(como por exemplo falta de ar, respiração asmática, erupção, comichão ou inchaço

da face e lábios); pode ocorrer comichão na pele e aftas na boca, assim como prisão

de ventre, boca seca, cãibras musculares, tonturas e um sabor estranho na boca.

Podem também ocorrer alterações nos testes da função hepática.

Se tiver uma reacção alérgica, contacte o seu médico imediatamente.

Em doentes com doença renal crónica, estadio 5

Os efeitos secundários mais frequentes (pelo menos 1 em 100 doentes) incluem

diarreia, azia

(refluxo ou indigestão), perda de apetite, tonturas, dor no peito e acne. Podem

ocorrer níveis anormais de cálcio no sangue

Os efeitos secundários mais frequentes (pelo menos 1 em 100 doentes) observados

em doentes durante o tratamento com paricalcitol injectável são: dor de cabeça,

sabor estranho na boca, comichão, níveis diminuídos da hormona paratiroideia,

níveis aumentados de cálcio e níveis aumentados de fósforo.

Efeitos secundários menos frequentes (pelo menos 1 em 1000 doentes) observados

em doentes durante o tratamento com paricalcitol injectável são: batimento cardíaco

irregular, tendência para hemorragias, alteração das análises da função hepática,

perda de peso, paragem cardíaca, batimento cardíaco muito rápido, redução de

glóbulos brancos, redução de glóbulos vermelhos, glândulas inchadas, acidente

cerebrovascular, acidente cerebrovascular transitório, coma, desmaio, tonturas,

convulsões, formigueiro, torpor, pressão aumentada nos olhos, olhos inflamados,

olhos vermelhos, dor nos ouvidos, congestão pulmonar, hemorragia nasal, falta de

ar, respiração ruidosa, tosse, fluxo sanguíneo reduzido nos intestinos, hemorragia

anal, mal-estar gástrico, dificuldade em engolir, sindroma de intestino irritável,

diarreia, prisão de ventre, azia, vómitos, náuseas, boca seca, má disposição, erupção

com comichão, erupção, vesículas, queda de cabelo, crescimento de pêlos, suores

nocturnos, dor no local da injecção, sensação de queimadura na pele, dor nas

articulações, dor muscular, dor nas costas, rigidez nas articulações, contracções

musculares, níveis elevados de hormona paratiroideia, perda de apetite, diminuição

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25-07-2017

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do apetite, infecção sanguínea, pneumonia, gripe, constipação, garganta irritada,

infecção vaginal, cancro da mama, tensão arterial baixa, tensão arterial elevada, dor

no peito, alteração da marcha, inchaço nas pernas, inchaço geral, desconforto no

peito, febre, fraqueza, dor, cansaço, sentir-se mal, sede, sensação anormal, dor no

peito, alergia, dificuldade em ter uma erecção, alterações na consciência, confusão,

ansiedade, falta de sono, nervosismo, agitação.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar

efeitos

secundários

diretamente

através

sistema

nacional

notificação:

INFARMED,

I.P.

Direção

Gestão

Risco

Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha

Medicamento:

800222444

(gratuita)

Fax:

Sítio

internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre

a segurança deste medicamento.

5. Como conservar Rextol

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não utilize Rextol após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e no rótulo,

após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Rextol

A substância ativa é paricalcitol. Cada cápsula contém 1 micrograma de paricalcitol.

outros

componentes

são:

triglicerídeos

cadeia

média,

etanol anidro,

hidroxitolueno butilado.

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O revestimento das cápsulas contém: gelatina, glicerol anidro, dióxido de titânio (E

171), óxido de ferro negro (E 172).

Qual o aspeto de Rextol e conteúdo da embalagem

Rextol1 micrograma cápsulas moles apresenta-se numa cápsula cinzenta e oval

Embalagem: caixa com 7, 28 ou 30 cápsulas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

RAFARM SA

12, Korinthou street,

154 51 Neo Psychico, Athens,

Greece

Tel +302106776550

Representante local:

Fresenius Kabi Pharma Portugal, Lda

Tel: +351 214 241 280

Fabricante

G.A. PHARMACEUTICALS S.A. Agisilaou 46, 17341 Athens, Grécia

Rafarm S.A. Thesi Pousi-Xatzi, Agiou Louka, Paiania, Attiki, TK 19002, Greece.

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) com os seguintes nomes:

Portuga: Rextol

Grecia: Rextol

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09-02-2017

INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Rextol 1 micrograma cápsulas moles

Rextol

2 microgramas cápsulas moles

Rextol

4 microgramas cápsulas moles

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada cápsula mole contém: 1 micrograma de paricalcitol.

Cada cápsula mole contém: 2 microgramas de paricalcitol.

Cada cápsula mole contém: 4 microgramas de paricalcitol.

Excipientes: Etanol anidro 1.420 mg

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula mole.

Cápsula de 1 micrograma: Cápsula de gelatina mole, cinzenta, tamanho 2, oval

Cápsula de 2 microgramas: Cápsula de gelatina mole, castanho claro, tamanho 2, oval

Cápsula de 4 microgramas: Cápsula de gelatina mole, amarelo claro, tamanho 2, oval

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Rextolestá indicado para a prevenção e tratamento de doentes com hiperparatiroidismo

secundário associado a insuficiência renal crónica (doença renal crónica, Estadios 3 e 4) e

doentes com insuficiência renal crónica (doença renal crónica, Estadio 5) submetidos a

hemodiálise ou a diálise peritoneal.

4.2 Posologia e modo de administração

Rextolpode ser tomado com ou sem alimentos.

Doença Renal Crónica (DRC), Estadios 3 e 4

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09-02-2017

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Rextoldeve ser administrado uma vez ao dia, diariamente ou três vezes por semana,

tomado em dias alternados.

Dose Inicial

A dose inicial baseia-se nos níveis basais da hormona paratiróide intacta (iPTH).

Quadro 1. Dose Inicial

Valor basal da iPTH

Dose Diária

Dose Três Vezes por Semana*

500 pg/ml (56 pmol/l)

1 micrograma

2 microgramas

> 500 pg/ml (56 pmol/l)

2 microgramas

4 microgramas

* Para ser administrada apenas em dias alternados

Titulação da Dose

A dose deve ser individualizada com base nos níveis séricos ou plasmáticos da iPTH,

com monitorização do cálcio e fósforo séricos. O Quadro 2 apresenta uma sugestão para

titulação da dose.

Quadro 2. Titulação da Dose

Ajuste de Dose com intervalos de 2 a 4 Semanas

Nível de iPTH Relativamente ao

Valor Basal

Dose Diária

Dose

Três

Vezes

Semana

Inalterado ou aumentado

Diminuído <30%

Aumentar

micrograma

Aumentar 2 microgramas

Diminuído

30%,

Manter

Manter

Diminuído> 60%

iPTH < 60 pg/ml (7 pmol/l)

Diminuir

micrograma

Diminuir

2 microgramas

Para ser administrada apenas em dias alternados.

Se um doente estiver a tomar a dose mais baixa em regime diário ou de três vezes por

semana e se for necessária uma redução na dose, a frequência das doses pode ser

diminuída.

Os níveis de cálcio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados após o início do

tratamento e durante os períodos de titulação da dose. Se se observar hipercalcemia ou

um produto cálcio x fósforo persistentemente elevado e superior a 55 mg

(4,4 mmol

), a dose de cálcio baseada nos ligantes de fosfato deve ser reduzida ou suspensa.

Alternativamente, a dose de Rextolpode ser diminuída ou temporariamente interrompida.

Se interrompido, o tratamento deve ser reiniciado com a dose mais baixa, quando o cálcio

sérico e o produto cálcio x fósforo se encontram no limite desejado.

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INFARMED

Doença Renal Crónica (DRC), Estadio 5

Rextoldeve ser administrado três vezes por semana, em dias alternados.

Dose Inicial

A dose inicial de Rextolem microgramas baseia-se no nível basal da iPTH (pg/ml)/60

[(pmol/l)/7] até uma dose inicial máxima de 32 microgramas.

Titulação da Dose

A dose subsequente deve ser individualizada e basear-se nos níveis de iPTH, cálcio e

fósforo séricos. Uma sugestão de titulação da dose de paricalcitol cápsulas baseia-se na

seguinte fórmula:

Titulação da dose (microgramas) = valor mais recente nível iPTH (pg/ml)

Titulação da dose (microgramas) = valor mais recente nível iPTH (pmol/l)

Os níveis séricos de cálcio e fósforo devem ser cuidadosamente monitorizados após o

início do tratamento, durante os períodos de titulação da dose e com administração

concomitante de potentes inibidores do citocrómio P450 3A. Se se observar cálcio sérico

elevado ou produto Ca x P elevado e o doente estiver a receber um ligante de fosfato à

base de cálcio, a dose de ligante deve ser diminuída ou suspensa ou o doente pode ser

mudado para um ligante de fosfato que não seja à base de cálcio.

Se o cálcio sérico for > 11,0 mg/dl (2,8 mmol/l) ou o produto Ca x P for > 70 mg

(5,6

mmol2/l2) ou a iPTH

150 mg/ml, a dose deve ser diminuída entre 2 a 4 microgramas

abaixo do valor calculado para a iPTH/60 (pg/ml) [iPTH/7 (pmol/l)] mais recente. Se

forem necessários ajustes adicionais, a dose de paricalcitol cápsulas deve ser reduzida ou

interrompida até normalização destes parâmetros.

À medida que a iPTH se aproxima do limite alvo (150-300 pg/ml), podem ser necessários

pequenos ajustes individuais da dose de modo a estabilizar a iPTH. Nas situações nas

quais a monitorização da iPTH, do Ca ou P ocorre menos frequentemente do que uma vez

por semana, pode justificar-se uma dose inicial ou uma titulação da dose mais baixas.

Grupos especiais

Compromisso hepático:

Não é necessário ajuste da dose em doentes

compromisso hepático

ligeiro a

moderado. Não existe experiência em doentes com compromisso hepático grave (ver

secção 5.2).

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INFARMED

População pediátrica:

segurança

eficácia

Cápsulas

Rextolem

doentes

pediátricos

não

foram

estabelecidas (ver Secção 5.1).

Idosos:

Não se observaram diferenças gerais na segurança e eficácia entre os doentes idosos (65 -

75 anos) e doentes mais jovens, mas não se pode excluir uma maior sensibilidade em

alguns indivíduos mais idosos.

4.3 Contraindicações

O paricalcitol não deve ser administrado em doentes com evidência de toxicidade à

vitamina D, hipercalcemia ou hipersensibilidade ao paricalcitol ou a qualquer um dos

excipientes deste medicamento.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

A supressão excessiva da hormona paratiroideia pode resultar em aumento nos níveis

séricos de cálcio e pode originar doença metabólica óssea. É necessária monitorização do

doente e titulação individual da dose para que sejam atingidos os resultados fisiológicos

apropriados.

Caso se desenvolva hipercalcemia clinicamente importante e o doente esteja a receber um

ligante de fosfato à base de cálcio, a dose deste medicamento deve ser reduzida ou

interrompida.

A hipercalcemia crónica pode estar associada a calcificação vascular generalizada e

outras calcificações nos tecidos moles.

Os medicamentos contendo vitamina D ou fostato não devem ser tomados em conjunto

com paricalcitol devido a um risco acrescido de hipercalcemia e elevação de produto Ca

x P (consulte a Secção 4.5).

A toxicidade pelos digitálicos é potenciada pela hipercalcemia de qualquer causa, pelo

que deverá ter-se precaução quando os digitálicos são prescritos concomitantemente com

paricalcitol (ver secção 4.5).

doentes

pré-diálise,

paricalcitol,

como

outros

ativadores

recetores

vitamina D, pode aumentar a creatinina sérica (e, assim, diminuir a (TFG) [TFGe]) sem

alterar a taxa de filtração glomerular (TFG) real.

Usar com precaução ao administrar paricalcitol concomitantemente com cetoconazol (ver

secção 4.5).

Precauções relativas a excipientes:

Este medicamento contém pequenas quantidades de etanol (álcool), menos de 100 mg por

cápsula de 1 mcg, 2 mcg e 4 mcg, o que pode ser prejudicial para os doentes que sofrem

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

de alcoolismo (ver secções 2 e 4.2). Para ser tido em consideração nas mulheres grávidas

ou que estejam a amamentar, crianças e grupos de elevado risco, como por exemplo

doentes com doença hepática ou epilepsia.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Cetoconazol: Sabe-se que o cetoconazol é um inibidor inespecífico de várias enzimas do

citocrómio P450. Os dados disponíveis in vivo e in vitro sugerem que o cetoconazol pode

interagir com as enzimas que são responsáveis pelo metabolismo do paricalcitol e outros

análogos da vitamina D. Deverá usar-se com precaução ao administrar paricalcitol com

cetoconazol. O efeito de doses múltiplas de cetoconazol administradas de 200 mg, duas

vezes ao dia, durante 5 dias, na farmacocinética do paricalcitol cápsulas foi estudado em

indivíduos saudáveis. A Cmax do paricalcitol foi minimamente afectada, mas a AUC0-

praticamente duplicou na presença do cetoconazol. A semi-vida média do paricalcitol foi

de 17,0 horas na presença do cetoconazol relativamente a 9,8 horas, quando o paricalcitol

foi administrado isoladamente (ver secção PRECAUÇÕES 4.4). Os resultados deste

estudo indicam que após a administração de paricalcitol, por via oral ou intravenosa, é

possível que a amplificação máxima da AUCinf do paricalcitol de uma interacção

medicamentosa com cetoconazol não seja superior a cerca do dobro.

Não foram efectuados estudos específicos de interacção. A toxicidade pelos digitálicos é

potenciada pela hipercalcemia de qualquer causa, pelo que deverá usar-se com precaução

quando os digitálicos são prescritos concomitantemente com paricalcitol.

Medicamentos à base de fosfatos ou produtos medicinais relacionados com vitamina D

não

devem

tomados

concomitantemente

paricalcitol

devido

risco

aumentado de hipercalcemia e aumento do produto Ca x P (ver secção 4.4).

Doses

elevadas

medicamentos

contendo

cálcio

diuréticos

tiazídicos

podem

aumentar o risco de hipercalcemia.

preparações

contendo

magnésio

(por

antiácidos)

não

devem

tomadas

concomitantemente com medicamentos à base de vitamina D, porque pode ocorrer

hipermagnesemia.

As preparações contendo alumínio (por ex. antiácidos, ligantes de fosfato) não devem ser

administradas cronicamente com medicamentos à base de Vitamina D, porque podem

verificar-se níveis sanguíneos aumentados de alumínio e toxicidade óssea pelo alumínio.

Medicamentos que diminuem a absorção intestinal das vitaminas lipossolúveis, como a

colestiramina, podem interferir na absorção de Rextolcápsulas.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Não existem dados suficientes sobre a utilização de paricalcitol em mulheres grávidas. Os

estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). Desconhece-se o

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

risco potencial para o ser humano, pelo que o paricalcitol não deve ser utilizado durante a

gravidez, a menos que tal seja claramente necessário.

Amamentação:

Desconhece-se se o paricalcitol é excretado no leite do ser humano. Estudos em animais

demonstraram excreção de paricalcitol ou dos seus metabolitos no leite materno, em

pequenas quantidades. Deverá ser tomada uma decisão sobre continuar/descontinuar o

tratamento com Rextol, tendo em consideração o benefício da amamentação para a

criança e o benefício do tratamento com Rextolpara a mulher.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. No

entanto, espera-se que o paricalcitol tenha um efeito insignificante na capacidade de

conduzir ou utilizar máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

Doença Renal Crónica, Estadios 3 e 4

A segurança de paricalcitol cápsulas foi avaliada em três estudos clínicos multicêntricos

de 24 semanas, duplamente cegos e controlados com placebo que incluiram 220 doentes

Doença

Renal

Crónica,

Estadios

Não

observaram

diferenças

estatisticamente significativas entre os doentes tratados com paricalcitol e placebo na

incidência de hipercalcemia paricalcitol cápsulas (2/106, 2%) vs placebo (0/111, 0%) ou

produto cálcio x fósforo elevado (13/106, 12%) vs placebo (7/111, 6%).

A reacção adversa mais frequentemente descrita nos doentes tratados com paricalcitol foi

erupção cutânea, que ocorreu em 2% dos doentes.

Todos

acontecimentos

adversos

pelo

menos

possivelmente

relacionados

paricalcitol,

tanto

clínica

como

laboratorialmente,

são

apresentados

Quadro

segundo a classificação MedDRA por classes de sistemas de órgãos, reacção adversa e

frequência. São usadas as seguintes categorias de frequência: muito frequentes (

1/10),

frequentes

1/100,

<1/10);

pouco

frequentes

1/1000,

<1/100);

raros

1/10.000,

<1/1000); muito raros (<1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos

dados disponíveis).

Quadro 3. Reacções Adversas Descritas nos Estudos Clínicos para a Doença Renal

Crónica nos Estadios 3 & 4

Classes de Sistemas de

Órgãos

Reacção Adversa

Frequência

Exames complementares de

diagnóstico

Enzimas hepáticas anormais

Pouco frequentes

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

Doenças do sistema nervoso

Tonturas

Disgeusia

Pouco frequentes

Pouco frequentes

Doenças gastrointestinais

Desconforto gástrico

Obstipação

Xerostomia

Frequentes

Pouco frequentes

Pouco frequentes

Afecções dos tecidos

cutâneos e subcutâneos

Erupção cutânea

Prurido

Urticária

Frequentes

Pouco frequentes

Pouco frequentes

Afecções musculosqueléticas

e dos tecidos conjuntivos

Espasmos musculares

Pouco frequentes

Doenças do sistema

imunitário

Hipersensibilidade

Pouco frequentes

Doença Renal Crónica, Estadio 5

A segurança de paricalcitol cápsulas foi avaliada num estudo clínico multicêntrico de 12

semanas, duplamente cego, controlado com placebo que envolveu 88 doentes com

Doença

Renal

Crónica,

Estadio

Não

verificaram

diferenças

estatisticamente

significativas entre os doentes tratados com paricalcitol e os doentes tratados com

placebo na incidência de hipercalcemia, paricalcitol cápsulas (1/61, 2%) vs placebo (0/26,

0,0%) ou aumento do produto cálcio x fósforo, paricalcitol cápsulas (6/61, 10%) vs

placebo (1/26, 4%).

Todos

acontecimentos

adversos

pelo

menos

possivelmente

relacionados

paricalcitol,

tanto

clínica

como

laboratorialmente,

são

apresentados

Quadro

segundo a classificação MedDRA por classes de sistemas de órgãos, reacção adversa e

frequência. São usadas as seguintes categorias de frequência: muito frequentes (

1/10),

frequentes

1/100,<1/10);

pouco

frequentes

1/1000,

<1/100);

raros

1/10.000,

<1/1000); muito raros (<1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos

dados disponíveis).

Quadro 4. Reacções Adversas Descritas no Estudo de Fase III, para a Doença Renal

Crónica, no Estadio 5

Classes de Sistemas de

Órgãos

Reacção Adversa

Frequência

Doenças do sistema nervoso

Tonturas

Frequentes

Doenças gastrointestinais

Diarreia

Doença de refluxo gastroesofágico

Frequentes

Frequentes

Afecções dos tecidos

Acne

Frequentes

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

cutâneos e subcutâneos

Doenças do metabolismo e

da nutrição

Hipercalcemia

Hipocalcemia

Diminuição do apetite

Frequentes

Frequentes

Frequentes

Doenças dos órgãos genitais

e da mama

Sensibilidade mamária

Frequentes

As reações adversas que se seguem foram observadas durante os estudos clínicos e na

pós-comercialização com paricalcitol injectável.

Classes de Sistemas de

Órgãos

Reacção Adversa

Frequência

Tempo de hemorragia

prolongado,

aspartato

aminotransferase

aumentada,

exames

laboratoriais

alterados,

perda de peso

Pouco frequentes

Aumento da creatinina sanguínea *

Pouco frequentes

Exames complementares de

diagnóstico

Produto

fosfato

cálcio

aumentado

Frequentes

Cardiopatias

Paragem cardíaca, arritmia,

flutter auricular

Pouco frequentes

Doenças do sangue e do

sistema linfático

Anemia, leucopenia,

linfadenopatia

Pouco frequentes

Cefaleias, disgeusia

Frequentes

Doenças do sistema nervoso

Coma, acidente

cerebrovascular,

acidente

isquémico

transitório,

síncope,

mioclónus,

hipoestesia, parestesia,

tonturas

Pouco frequentes

Afecções oculares

Glaucoma, conjuntivite

Pouco frequentes

Afecções do ouvido e do

labirinto

Distúrbios auditivos

Pouco frequentes

Doenças respiratórias,

torácicas e do mediastino

Edema pulmonar, asma,

dispneia, epistaxis, tosse

Pouco frequentes

Doenças gastrointestinais

Hemorragia rectal, colite,

diarreia, gastrite, dispepsia,

disfagia,

abdominal,

Pouco frequentes

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

obstipação,

náuseas,

vómitos,

xerostomia,

problemas

gastrointestinais

Hemorragia gastrointestinal

Desconhecido

Prurido

Frequentes

Afecções dos tecidos

cutâneos e subcutâneos

Dermatite bulhosa, alopecia,

hirsutismo,

erupção

cutânea,

hiperhidrose

Pouco frequentes

Afecções

musculoesqueléticas

tecidos conjuntivos

Artralgia, rigidez articular, dor

lombar,

espasmos

musculares,

mialgia

Pouco frequentes

Hipoparatiroidismo

Frequentes

Doenças endócrinas

Hiperparatiroidismo

Pouco frequentes

Hipercalcemia

Hiperfosfatemia

Frequentes

Doenças do metabolismo e

da nutrição

Hipercalemia, hipocalcemia,

anorexia

Pouco frequentes

Infecções e infestações

Sepsis, pneumonia, infecção,

faringite,

infecção

vaginal,

síndrome gripal

Pouco frequentes

Neoplasias benignas,

malignas

não

especificadas

(incluindo quistos e pólipos)

Cancro da mama

Pouco frequentes

Vasculopatias

Hipertensão, hipotensão

Pouco frequentes

Perturbações gerais e

alterações no local de

administração

Alterações da marcha, edema,

edema periférico, dor, dor no

local

injecção,

pirexia,

torácica, agravamento da situação,

astenia, mal-estar, sede

Pouco frequentes

Hipersensibilidade

Pouco frequentes

Doenças do sistema

imunitário

Edema laríngeo, angioedema,

urticária

Desconhecido

Doenças dos órgãos genitais

e da mama

Dor mamária, disfunção

eréctil

Pouco frequentes

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

Perturbações do foro

psiquiátrico

Estado de confusão, delírio,

despersonalização, agitação,

insónia, nervosismo

Pouco frequentes

* Esta reacção adversa foi observada em estudos com doentes em pré-diálise (Ver

também a secção 4. 4).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas através do sistema nacional de notificação:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

administração

excessiva

paricalcitol

cápsulas

pode

causar

hipercalcemia,

hipercalciuria, hiperfosfatemia e supressão excessiva da hormona paratiróide. A ingestão

elevada

cálcio

fósforo

concomitante

paricalcitol

cápsulas

pode

causar

anomalias semelhantes.

O tratamento de doentes com hipercalcemia clinicamente importante consiste de uma

redução imediata da dose ou interrupção do tratamento com paricalcitol e inclui uma

dieta pobre em cálcio, suspensão dos suplementos de cálcio, mobilização do doente,

atenção ao desequilíbrio hidro-electrolítico, avaliação das anomalias electrocardiográficas

(crítica nos doentes tratados com digitálicos) e hemodiálise ou diálise peritoneal contra

uma dializado isento de cálcio, se necessário.

Sinais e sintomas de intoxicação pela Vitamina D associados a hipercalcemia incluem:

A curto prazo: Fraqueza, cefaleias, sonolência, náuseas, vómitos, xerostomia, obstipação,

dor muscular, dor óssea e sabor metálico.

longo

prazo:

Anorexia,

perda

peso,

conjuntivite

(calcificação),

pancreatite,

fotofobia,

rinorreia,

purido,

hipertermia,

diminuição

líbido,

aumentado,

hipercolesterolemia, AST e ALT elevados, calcificação ectópica, hipertensão, arritmias

cardíacas, sonolência, morte e, raramente, psicose manifesta.

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

Os níveis séricos de cálcio devem ser monitorizados frequentemente até normocalcemia.

O paricalcitol não é significativamente removido pela diálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Antiparatiroideus, código ATC: H05BX02

Mecanismo de acção:

Mecanismo de acção

O paricalcitol é um análogo sintético do calcitriol, uma vitamina D biologicamente

activa, com modificações na cadeia lateral (D2) e no anel A (19-nor). Contrariamente ao

calcitriol, o paricalcitol é um activador selectivo do receptor da vitamina D (VDR). O

paricalcitol controla selectivamente o VDR na glândula paratiroideia sem aumentar o

VDR no intestino e é menos activo na reabsorção óssea. O paricalcitol também controla o

receptor de sensibilização ao cálcio na glândula paratiroideia. Como consequência, o

paricalcitol reduz os níveis da hormona paratiroideia (PTH) inibindo a proliferação

paratiroideia e diminuindo a síntese e a secreção da PTH, com impacto mínimo nos

níveis de cálcio e fósforo e pode actuar directamente nas células ósseas para manter o

volume ósseo e melhorar a mineralização superficial. A correcção dos níveis anormais da

PTH, com normalização da homeostase do cálcio e fósforo, pode evitar ou tratar a doença

óssea metabólica associada à doença renal crónica.

Eficácia Clínica

Doença Renal Crónica, Estadios 3-4

O objectivo primário de eficácia de pelo menos duas reduções consecutivas

30 % do

valor basal da iPTH foi obtido em 91% dos doentes tratados com paricalcitol cápsulas e

13% dos doentes tratados com placebo (p <0,001). A fosfatase alcalina sérica específica

para o osso e a osteocalcina sérica estavam significativamente diminuídas (p <0,001) nos

doentes tratados com paricalcitol cápsulas comparativamente com o placebo, o que é

associado a uma correcção da resposta óssea elevada devido a hiperparatiroidismo

secundário. Não se verificou deterioração nos parâmetros da função renal na taxa de

filtração glomerular estimada (através da formula MDRD) e detectou-se creatinina sérica

nos doentes tratados com paricalcitol cápsulas em comparação com os doentes tratados

com placebo. Um número significativamente maior de doentes tratados com paricalcitol

cápsulas

apresentou

redução

proteínas

urinárias,

medida

tira

semiquantitativa, comparativamente com os doentes tratados com placebo.

Doença Renal Crónica, Estadio 5

O objectivo primário de eficácia de pelo menos duas reduções consecutivas

30 % do

valor basal da iPTH foi obtido em 88% dos doentes tratados com paricalcitol cápsulas e

13% dos doentes tratados com placebo (p < 0,001).

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

Dados clínicos pediátricos com paricalcitol injectável (IV)

segurança

eficácia

paricalcitol

foram

avaliadas

estudo

aleatório,

duplamente cego, controlado com placebo, efectuado durante 12 semanas em 29 doentes

com idades compreendidas entre 5-19 anos, com doença renal crónica em fase terminal,

submetidos a hemodiálise. Os seis doentes mais jovens tratados com paricalcitol IV neste

estudo tinham 5-12 anos de idade. A dose inicial de paricalcitol IV foi de 0,04 mcg/kg, 3

vezes por semana, com base num nível de iPTH inferior a 500 pg/ml ou 0,08 mcg/kg, 3

vezes por semana, com base num nível de iPTH

500 pg/ml, respectivamente. A dose de

paricalcitol IV foi ajustada com incrementos de 0,04 mcg/kg, com base nos níveis séricos

de iPTH, cálcio e Ca x P. 67% dos doentes tratados com paricalcitol IV e 14% dos

doentes tratados com placebo completaram o estudo. 60% dos indivíduos no grupo

paricalcitol

tiverem

reduções

consecutivas

desde

iPTH

inicial

comparativamente com 21% dos doentes no grupo placebo. 71% dos doentes que

receberam placebo suspenderam o tratamento devido a aumentos excessivos nos níveis

de iPTH. Nenhum dos indivíduos no grupo paricalcitol IV ou placebo desenvolveu

hipercalcemia. Não estão disponíveis dados para doentes com idade inferior e 5 anos.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O paricalcitol é bem absorvido. Em indivíduos saudáveis, após a administração oral de

paricalcitol

dose

0,24

mcg/kg,

biodisponibilidade

média

absoluta

aproximadamente 72 %; a concentração plasmática máxima (Cmax) foi de 0,630 ng/ml

(1,512 pmol/ml) às 3 h e a área abaixo da curva de concentração (AUC0-

) foi de 5,25

ngh/ml

(12,60

pmolh/ml).

biodisponibilidade

média

absoluta

doentes

hemodiálise (HD) e em diálise peritoneal (DP) é, respectivamente, 79 % e 86 %, com um

intervalo de confiança máximo a 95 % de respectivamente 93% e 112%. Um estudo de

interacção com alimentos em indivíduos saudáveis indicou que a Cmax e AUC0-

não

sofreram alteração quando o paricalcitol foi administrado com uma refeição com elevado

teor de lípidos comparativamente com a administração em jejum. Por conseguinte,

paricalcitol Cápsulas pode ser tomado independentemente da ingestão de alimentos.

A Cmax e AUC0-

do paricalcitol aumentaram proporcionalmente acima dos limites de

dose de 0,06 a 0,48 microgramas/kg em indivíduos saudáveis. Após administração de

doses múltiplas, quer diariamente quer três vezes por semana, em indivíduos saudáveis, a

exposição em estado de equilíbrio foi atingida no período de sete dias.

Distribuição

O paricalcitol apresenta extensa ligação às proteínas plasmáticas (> 99 %). A proporção

entre o paricalcitol no sangue e a concentração plasmática do paricalcitol foi de cerca de

0,54 acima dos limites da concentração de 0,01 a 10 ng/ml (0,024 a 24 pmol/ml)

indicando que uma pequena quantidade de fármaco está associada às células sanguíneas.

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

O volume médio de distribuição aparente após uma dose de 0,24 microgramas/kg de

paricalcitol em indivíduos saudáveis foi de 34 litros.

Metabolismo e Excreção

Após administração oral de uma dose 0,48 microgramas/kg de 3H-paricalcitol, o fármaco

original foi largamente metabolizado com apenas cerca de 2 % da dose eliminada

inalterada nas fezes e não foi encontrado fármaco original na urina. Aproximadamente

70% da radioactividade foi eliminada nas fezes e 18 % foi recuperada na urina. A maioria

exposição

sistémica

fármaco

original.

Dois

metabolitos

insignificantes,

relativamente ao paricalcitol, foram detectados no plasma do ser humano. Um metabolito

identificado como 24(R)-hidroxi paricalcitol, enquanto outro metabolito não foi

identificado. O metabolito 24(R)-hidroxi paricalcitol é menos activo que o paricalcitol

num modelo de rato in vivo para supressão da PTH.

Os dados in vitro sugerem que o paricalcitol é metabolizado por múltiplas enzimas

hepáticas e não hepáticas, incluindo mitocontrias do CYP24, assim como o CYP3A4 e

UGT1A4. Os metabolitos identificados incluem o produto da 24(R)-hidroxilação, assim

como 24,26- e 24,28- dihidroxilação e glucuronidação directa.

Eliminação

Em indivíduos saudáveis, a semi-vida média de eliminação do paricalcitol é de cinco a

sete horas nos limites de dose estudados de 0,06 a 0,48 mcg/kg. O grau de acumulação

foi consistente com a semi-vida e frequência da dose. O processo de hemodiálise não teve

praticamente nenhum efeito na eliminação do paricalcitol.

Grupos Especiais

Idosos

A farmacocinética do paricalcitol não foi estudada em doentes com idade superior a 65

anos.

Pediatria

A farmacocinética do paricalcitol não foi estudada em doentes com menos de 18 anos de

idade.

Sexo

A farmacocinética do paricalcitol após doses simples superiores ao limite de dose de 0,06

a 0,48 microgramas/kg foi independente do sexo.

Compromisso Hepático

Num estudo efectuado com paricalcitol intravenoso, a eliminação de paricalcitol (0,24

microgramas/kg) foi comparada em doentes com compromisso hepático ligeira (n=5) e

moderada (n=5) (segundo o método Child-Pugh) e indivíduos com função hepática

normal (n=10). A farmacocinética do paricalcitol não ligado foi semelhante nos limites

da função hepática avaliada neste estudo. Não são necessários ajustes da dose nos doentes

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

compromisso

hepático

ligeiro

moderado.

Não

avaliada

influência

compromisso hepático grave na farmacocinética do paricalcitol.

Compromisso Renal

farmacocinética

paricalcitol

após

administração

dose

simples

caracterizada em doentes com Doenção Renal Crónica de Estadio 3 ou com compromisso

renal moderado (n=15, GFR = 36,9 a 59,1 ml/min/1,73 m2), Doença Renal Crónica de

Estadio 4 ou compromisso renal grave (n= 14, GFR = 13,1 a 29, ml/min/1,73 m2) e

Doença Renal Crónica de Estadio 5 ou doença renal terminal (n= 14 em hemodiálise

(HD) e n= 8 em diálise peritoneal (DP). Como para a 1,25 (OH)2 D3 endógena, a

farmacocinética do paricalcitol após administração oral foi significativamente afectada

pelo compromisso renal, como descrito no Quadro 5. Comparativamente com indivíduos

saudáveis, os doentes com Doença Renal Crónica de Estádios 3, 4 e 5 mostraram CL/F

diminuída e semi-vida aumentada.

Quadro 5. Comparação da Média ± DP dos Parâmetros de Farmacocinética em Diferentes

Estadios de Compromisso Renal versus Indivíduos Saudáveis

Doença Renal Crónica

Estadio 5

Parâmetros

Farmacocinético

Indivíduos

saudáveis

Doença

Renal

Crónica

Estadio 3

Doença

Renal

Crónica

Estadio 4

Dose

(microgramas/kg

0,240

0,047

0,036

0,240

0,240

CL/F (L/h)

3,6 ± 1,0

1,8 ± 0,5

1,5 ± 0,4

1,8 ± 0,8

1,8 ± 0,8

5,9 ± 2,8

16,8 ± 2,6

19,7 ± 7,2

13,9 ± 5,1

17.7 ± 9,6

0,06

0,01

0,06 ± 0,01

0,07 ± 0,02

0,09

0,04

0,13

0,08

* Medidos na concentração de 15 nM de paricalcitol.

Após

administração

oral

paricalcitol

cápsulas,

perfil

farmacocinético

paricalcitol

para

Doença

Renal

Crónica,

Estadios

comparável.

conseguinte, não são necessários ajustes da dose especiais além dos recomendados (ver

secção 4.2)

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os resultados mais importantes nos estudos de toxicidade de doses repetidas em roedores

e cães foram geralmente atribuídos à actividade calcémica do paricalcitol. Efeitos não

claramente

relacionados

hipercalcemia

incluíram

redução

contagem

leucócitos, atrofia no timo de cães e valores APTT alterados (aumentados nos cães,

diminuídos nos ratos). Nos ensaios clínicos com paricalcitol não foram observadas

alterações nos leucócitos.

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

O paricalcitol não afectou a fertilidade nos ratos e não houve evidência de actividade

teratogénica nos ratos ou coelhos. Doses elevadas de outras preparações de vitamina D

usadas durante a gravidez em animais originaram teratogénese. O paricalcitol mostrou

afectar

viabilidade

fetal

como

também

promoveu

aumento

importante

mortalidade peri e pós-natal de ratos recém- nascidos, quando administrado em doses

tóxicas para as mães.

paricalcitol

não

apresentou

potencial

genotóxico

numa

série

ensaios

genotoxicidade in vitro e in vivo.

Os estudos de carcinogenicidade em roedores não revelaram quaisquer riscos especiais

para o uso no homem.

As doses administradas e/ou exposições sistémicas ao paricalcitol foram ligeiramente

superiores às exposições a doses terapêuticas/sistémicas.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Conteúdo das cápsulas:

Etanol anidro

Hidroxitolueno butilado

Triglicerídeos de cadeia média

Revestimento da cápsula:

Gelatina

Glicerol (anidro)

Dióxido de titânio

óxido de ferro negro (para cápsulas de 1 mcg)

óxido de ferro amarelo e óxido de ferro vermelho (para cápsulas de 2 mcg)

óxido de ferro amarelo (para cápsulas de 4 mcg)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blister com película de PVC/PE/PVDC e folha de alumínio [AquaBa160/Alu].

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

Cada embalagem contém 7, 28 ou 30 cápsulas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

RAFARM SA

12, Korinthou street,

154 51 Neo Psychico, Athens,

Greece

Tel +302106776550

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Leia o documento completo

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

Summary Public Assessment Report

Generics

Rextol

1 µg ; 2 µg; 4 µg Capsule, Soft

(Paricalcitol)

PT/H/0451/003-005/DC

Date:

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

Summary Public Assessment Report

Generics

Rextol 1 µg, 2 µg and 4 µg Soft Capsule

This is a summary of the public assessment report (PAR) for Rextol It explains how

Rextol was assessed and its authorisation recommended as well as its conditions of

use. It is not intended to provide practical advice on how to use Rextol.

For practical information about using Rextol, patients should read the package leaflet

or contact their doctor or pharmacist.

What is Rextol and what is it used for?

Rextol 1 µg, 2 µg and 4 µg Soft Capsule is a ‘generic medicine’. This means that

Rextol 1 µg, 2 µg and 4 µg Soft Capsule is similar to a ‘reference medicine’ already

authorised in the European Union (EU) called Zemplar soft capsule.

Rextol is indicated for the prevention and treatment of secondary hyperparathyroidism

associated with chronic renal insufficiency (chronic kidney disease Stages 3 and 4)

patients and chronic renal failure (chronic kidney disease Stage 5) patients on

haemodialysis or peritoneal dialysis.

How does Rextol work?

Rextol is a synthetic form of active vitamin D analog of calcitriol .

Active vitamin D is required for the normal function of many tissues in the body,

including the parathyroid gland and bones. In people who have normal kidney

function, this active form of vitamin D is naturally produced by the kidneys, but in

kidney failure the production of active vitamin D is markedly reduced. Rextol therefore

provides a source of active vitamin D, when the body cannot produce enough and

helps to prevent the consequences of low levels of active vitamin D, in patients with

kidney disease (Stages 3, 4 and 5) namely high levels of parathyroid hormone which

can cause bone problems.

How is Rextol used?

The pharmaceutical form of Rextol is Soft Capsule and the route of administration is

oral.

Please read section 3 of the PL for detailed information on dosing recommendations,

the route of administration, and the duration of treatment.

The medicine can only be obtained with a prescription.

What benefits of Rextol have been shown in studies?

Because Rextol is a generic medicine, studies in patients have been limited to tests to

determine that it is bioequivalent to the reference medicine, is Zemplar . Two

medicines are bioequivalent when they produce the same levels of the active

substance in the body.

The company provided data from the published literature on Paricalcitol.

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

What are the possible side effects of Rextol?

Because Rextol is a generic medicine and is bioequivalent to the reference medicine,

its benefits and possible side effects are taken as being the same as the reference

medicine.

For the full list of restrictions, see the package leaflet.

Why is Rextol approved?

It was concluded that, in accordance with EU requirements, Rextol 1 µg, 2 µg and 4

µg Soft Capsule has been shown to have comparable quality and to be

bioequivalent/be comparable to Zemplar soft capsule. Therefore, the INFARMED, I.P.

decided that, as for reference medicine called Zemplar soft capsule, the benefits are

greater than its risk and recommended that it can be approved for use.

What measures are being taken to ensure the safe and effective use of Rextol?

A risk management plan has been developed to ensure that Rextol is used as safely as

possible. Based on this plan, safety information has been included in the summary of

product characteristics and the package leaflet for Rextol, including the appropriate

precautions to be followed by healthcare professionals and patients.

Known side effects are continuously monitored. Furthermore new safety signals

reported by patients/healthcare professionals will be monitored/reviewed continuously

as well.

Other information about Rextol

The marketing authorisation for Rextol 1 µg, 2 µg and 4 µg Soft Capsule was granted

on 09-02-2017

The full PAR for Rextol can be found on the website

http://www.infarmed.pt/infomed/inicio.php

. For more information about treatment

with Rextol, read the package leaflet or contact your doctor or pharmacist.

This summary was last updated in MM-YYYY.

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

Public Assessment Report

Scientific discussion

Rextol

1 µg ; 2 µg; 4 µg Capsule, Soft

(Paricalcitol)

PT/H/0451/003-005/DC

Date:

This module reflects the scientific discussion for the approval of Rextol. The

procedure was finalised at 09-11-2015. For information on changes after this

date please refer to the module ‘Update’.

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

Introduction

Based on the review of the quality, safety and efficacy data, the Member States have

agreed in granting a marketing authorisation for Rextol 1 µg, 2 µg and 4 µg Soft

Capsule, from RAFARM SA.

Rextol is indicated for the prevention and treatment of secondary hyperparathyroidism

associated with chronic renal insufficiency (chronic kidney disease Stages 3 and 4)

patients and chronic renal failure (chronic kidney disease Stage 5) patients on

haemodialysis or peritoneal dialysis.

Rextol is a synthetic form of active vitamin D analog of calcitriol.

Active vitamin D is required for the normal function of many tissues in the body,

including the parathyroid gland and bones. In people who have normal kidney

function, this active form of vitamin D is naturally produced by the kidneys, but in

kidney failure the production of active vitamin D is markedly reduced. Rextol therefore

provides a source of active vitamin D, when the body cannot produce enough and

helps to prevent the consequences of low levels of active vitamin D, in patients with

kidney disease (Stages 3, 4 and 5) namely high levels of parathyroid hormone which

can cause bone problems.

A comprehensive description of the indications and posology is given in the SmPC.

This decentralized procedure (DCP) application concerns a generic version of

Paricalcitol under the name Rextol.

For this generic application the originator product is Zemplar soft capsule by Abbvie

Ldaott, registered in Portugal by mutual recognition procedure since 14-12-2007.

The marketing authorization was granted on 09-02-2017 based on Directive

2001/83/EC article 10.1 (a) (iii) first paragraph and the Marketing Authorisation

Holder is RAFARM SA.

Quality aspects

Introduction

Capsule, soft.

1 microgram capsule: Grey, size 2, oval, soft gelatin capsules

2 micrograms capsule: Light brown, size 2, oval, soft gelatin capsules

4 micrograms capsule: Light yellow, size 2, oval, soft gelatin capsules

Capsule contents:

Ethanol anhydrous

Butylhydroxytoluene

Medium chain triglycerides

Capsule shell:

Gelatin

Glycerol anhydrous

Titanium dioxide

For 1mcg capsules: Iron oxide black

For 2mcg capsules: Iron oxide yellow & Iron oxide red

For 4mcg capsules: Iron oxide yellow

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

Rextol is available in PVC/PE/PVDC sheet and an aluminium sheet [AquaBa160 / Alu]

blister.

Each carton contains 7, 28 or 30 capsules.

Not all pack sizes may be marketed.

Drug Substance

General Information

Nomenclature

INN:

Paricalcitol

IUPAC name: 19-Nor-1-α, 25-dihydroxyvitamin D2

(1α,3β,7Ε,22Ε)-19-Nor-9,10-secoergosta-5,7,22-triene-1,3,25-triol.

(7E,22E)-19-Nor-9,10-secoergosta-5,7,22-triene-1α,3β,25-triol

CAS number:

[131918-61-1]

Structure

Molecular formula:

Molecular weight:

416.64

General properties

Appearance

White to almost white powder.

Solubility

Paricalcitol is soluble in ethanol, insoluble in water.

Hygroscopicity

Hygroscopic.

Polymorphism

Paricalcitol exhibits polymorphism.

Melting point

The product contains paricalcitol as the drug ingredient. The chemical-pharmaceutical

documentation and Quality Overall Summary in relation to Rextol are of sufficient

quality in view of the present European regulatory requirements.

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

The control tests and specifications for drug substance product are adequately drawn

Stability studies have been performed with the drug substance. No significant changes

in any parameters were observed.

Medicinal Product

The development of the product has been described, the choice of excipients is

justified and their functions explained.

The product specifications cover appropriate parameters for this dosage form.

Validations of the analytical methods have been presented. Batch analysis has been

performed on 3 batches. The batch analysis results show that the finished products

meet the specifications proposed.

The conditions used in the stability studies are according to the ICH stability guideline.

The control tests and specifications for drug product are adequately drawn up.

Non-clinical aspects

Pharmacodynamic, pharmacokinetic and toxicological properties of paricalcitol are well

known. As paricalcitol is a widely used, well-known active substance, the applicant has

not provided additional studies and further studies are not required. An overview

based on literature review is, thus, appropriate.

Ecotoxicity/environmental risk assessment (ERA)

The predict environmental risk assessment is under the limit factor 0.01 µg/L. No

particular risks to the environment of Rextol use can be foreseen.

Discussion on the non-clinical aspects

Since this product has been shown to be essentially similar to a product approved

based on a full application with regard to preclinical data, no further such data have

been submitted or are considered necessary.

Clinical aspects

This decentralised procedure includes 3 strenghts (1µg, 2µg and 4µg) of the generic

version of Paricalcitol Rafarm SA. The applicant was submitted the bioequivalence

study for the strength 4µg and the results were extrapolated to the strengths 1µg and

2µg based on the biowaiver .

Biowaiver is granted for the strengths 1µg and 2µg as all requirements specified in the

Guideline on The Investigation of Bioequivalence (CPMP/EWP/QWP/1401/98

Rev.1/Corr*). Data from dissolution tests with the three strengths of the test product

was submitted.

Conclusion on bioequivalence studies:

Based on the submitted bioequivalence study Rextol 1 µg, 2 µg and 4 µg Soft Capsule

is considered bioequivalent with Zemplar.

Risk Management Plan

The MAH has submitted a risk management plan, in accordance with the requirements

of Directive 2001/83/EC as amended, describing the pharmacovigilance activities and

interventions designed to identify, characterise, prevent or minimise risks relating to

Rextol 1 µg, 2 µg and 4 µg Soft Capsule.

APROVADO EM

09-02-2017

INFARMED

Discussion on the clinical aspects

This type of application refers to information that is contained in the pharmacological-

toxicological and clinical part of the dossier of the authorisation of the reference

product. A reference product is a medicinal product authorised and marketed on the

basis of a full dossier, i.e. including chemical, biological, pharmaceutical,

pharmacological-toxicological and clinical data. This information is not fully available in

the public domain. Authorisations for generic products are therefore linked to the

‘original’ authorized medicinal product, which is legally allowed once the data

protection time of the dossier of the reference product has expired. For this kind of

application, it was demonstrated that the pharmacokinetic profile of the product is

similar to the pharmacokinetic profile of the reference product. This generic product

can be used instead of its reference product.

User consultation

A user consultation with target patient groups on the package information leaflet (PIL)

has been performed on the basis of a bridging report. The bridging report submitted

by the applicant has been found acceptable.

Overall conclusion, benefit/risk assessment and recommendation

The application for Rextol 1 µg, 2 µg and 4 µg Soft Capsule contains adequate quality,

non-clinical and clinical data and the bioequivalence has been shown. A benefit/risk

ratio comparable to the reference product can therefore be concluded.

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