Procoralan

União Europeia - português - EMA (European Medicines Agency)

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Ingredientes ativos:
cloridrato de ivabradina
Disponível em:
Les Laboratoires Servier
Código ATC:
C01EB17
DCI (Denominação Comum Internacional):
ivabradine
Grupo terapêutico:
Terapia cardíaca
Área terapêutica:
Angina Pectoris; Heart Failure
Indicações terapêuticas:
Tratamento sintomático da angina de peito crônica estável A Ivabradina está indicada para o tratamento sintomático de angina de peito crônica estável na doença da artéria coronária adultos com ritmo sinusal normal e freqüência cardíaca ≥ 70 bpm. Ivabradine is indicated :in adults unable to tolerate or with a contraindication to the use of beta-blockersor in combination with beta-blockers in patients inadequately controlled with an optimal beta-blocker dose. Tratamento da insuficiência cardíaca crônica Ivabradina é indicado na insuficiência cardíaca crônica da classe NYHA II a IV com disfunção sistólica, em pacientes com ritmo sinusal e cuja freqüência cardíaca é ≥ 75 bpm, em combinação com terapia padrão, incluindo terapia beta-bloqueadora ou quando beta-bloqueador A terapia está contra-indicada ou não é tolerada.
Resumo do produto:
Revision: 22
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
EMEA/H/C/000597
Data de autorização:
2005-10-25
Código EMEA:
EMEA/H/C/000597

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B. FOLHETO INFORMATIVO

Folheto informativo: Informação para o doente

Procoralan 5 mg comprimidos revestidos por película

Procoralan 7,5 mg comprimidos revestidos por película

ivabradina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é Procoralan e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Procoralan

Como tomar Procoralan

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Procoralan

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é Procoralan e para que é utilizado

Procoralan (ivabradina) é um medicamento para o coração, usado para tratar:

A angina de peito estável sintomática (que causa dor de peito) em doentes adultos, cuja

frequência cardíaca (ritmo do coração) seja igual ou superior a 70 batimentos por minuto. É

usado em doentes adultos que não toleram ou não possam tomar medicamentos para o coração

chamados bloqueadores beta. É também usado em combinação com bloqueadores beta em

doentes adultos que não tenham a sua condição completamente controlada com o bloqueador

beta.

Insuficiência cardíaca crónica em doentes adultos que tenham uma frequência cardíaca (ritmo do

coração)

igual

superior

batimentos

minuto.

medicamento

utilizado

combinação com a terapêutica padrão, incluindo terapêutica com bloqueadores beta ou quando os

bloqueadores beta são contraindicados ou não tolerados.

Sobre a angina de peito estável (normalmente referida como “angina”):

A angina estável é uma doença de coração que ocorre quando o coração não recebe oxigénio

suficiente. O sintoma mais comum da angina é dor de peito ou desconforto.

Sobre a insuficiência cardíaca crónica:

Insuficiência cardíaca crónica é uma doença do coração que ocorre quando o coração não consegue

bombear sangue suficiente para o resto do seu corpo. Os sintomas mais comuns da insuficiência

cardíaca são falta de ar, fadiga, cansaço e tornozelos inchados.

Como atua o Procoralan?

A ação específica da ivabradina na redução da frequência cardíaca ajuda:

a controlar e reduzir o número de ataques de angina, diminuindo a necessidade do coração em

oxigénio,

a melhorar o funcionamento do coração e prognóstico de vida em doentes com insuficiência

cardíaca crónica.

2.

O que precisa de saber antes de tomar Procoralan

Não tome Procoralan

se tem alergia à ivabradina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na

secção 6);

se a sua frequência cardíaca (ritmo do coração) em repouso antes do tratamento for muito baixa

(inferior a 70 batimentos por minuto);

se sofre de choque cardiogénico (uma situação cardíaca tratada em hospital);

sofrer

perturbação

ritmo

cardíaco

(síndrome

nódulo

sinusal,

bloqueio

sinoatrial, bloqueio AV de 3º grau);

se estiver a sofrer um ataque cardíaco;

se sofrer de tensão arterial muito baixa;

sofrer

angina

instável

(uma

forma

grave

qual

peito

ocorre

muito

frequentemente e com ou sem esforço);

se tiver insuficiência cardíaca que piorou recentemente;

se o batimento do coração for imposto exclusivamente pelo seu

pacemaker

se sofrer de problemas graves do fígado;

estiver

tomar

medicamentos

para

tratamento

infeções

fúngicas

(tais

como

cetoconazol,

itraconazol),

antibióticos

macrólidos

(tais

como

josamicina,

claritromicina,

telitromicina ou eritromicina tomada oralmente), medicamentos para tratar as infeções por VIH

(tais

como

nelfinavir,

ritonavir)

nefezadona

(medicamento

para

tratar

depressão)

diltiazem, verapamil (utilizado para a tensão arterial elevada ou angina de peito);

se for uma mulher que possa engravidar e se não estiver a usar contraceção de confiança;

se estiver grávida ou a tentar engravidar;

se estiver a amamentar.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Procoralan:

se sofrer de perturbações do ritmo cardíaco (tal como batimento cardíaco irregular, palpitações,

aumento das dores no peito) ou fibrilhação auricular mantida (um tipo irregular de batimento

cardíaco), ou uma anormalidade no eletrocardiograma (ECG) denominada por “síndrome de QT

longo”,

se tiver sintomas de cansaço, tonturas ou falta de ar (isto pode significar que o seu coração

abrandou demasiado),

se tem sintomas de fibrilhação auricular (frequência do pulso em repouso invulgarmente

elevada (mais de 110 batimentos por minuto) ou irregular, sem qualquer razão aparente,

tornando-se difícil de medir),

se teve um AVC recente (derrame cerebral),

se sofre de hipotensão (tensão baixa) ligeira a moderada,

- se sofre de tensão arterial não controlada, especialmente após uma alteração do seu tratamento

anti-hipertensor.

se sofre de insuficiência cardíaca grave ou insuficiência cardíaca com uma anormalidade no

ECG denominada como “bloqueio de ramo”,

se sofrer de doença ocular retiniana crónica,

se sofre de problemas moderados de fígado,

se sofrer de problemas renais graves.

Se qualquer destas situações se aplicar a si, fale imediatamente com o seu médico antes ou durante o

tratamento com Procoralan.

Crianças

Não administre este medicamento a crianças e adolescentes menores de 18 anos. Os dados disponíveis

são insuficientes para esta faixa etária.

Outros medicamentos e Procoralan

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou vier a tomar

outros medicamentos.

Informe o seu médico se estiver a tomar qualquer dos seguintes medicamentos, uma vez que pode ser

necessário um ajuste da dose de Procoralan ou a sua monitorização:

fluconazol (um medicamento antifúngico)

rifampicina (um antibiótico)

barbitúricos (para dificuldade em dormir ou epilepsia)

fenitoína (para epilepsia)

hipericão ou erva de S. João (tratamento à base de ervas para a depressão)

medicamentos que prolongam o intervalo QT para tratar quer alterações do ritmo cardíaco quer

outras condições:

quinidina, disopiramida, ibutilida, sotalol, amiodarona (para tratar perturbações do ritmo

cardíaco)

bepridilo (para tratar angina de peito)

certos tipos de medicamentos para tratar ansiedade, esquizofrenia ou outras psicoses (tais

como pimozida, ziprasidona, sertindol)

medicamentos antimaláricos (tais como mefloquina ou halofantrina)

eritromicina intravenosa (um antibiótico)

pentamidina (medicamento antiparasitário)

cisaprida (contra o refluxo gastroesofágico).

alguns tipos de diuréticos que podem diminuir o nível de potássio no sangue, tais como a

furosemida, hidroclorotiazida, indapamida (usada no tratamento de edema e tensão arterial

elevada).

Procoralan com alimentos e bebidas

Evite o sumo de toranja durante o tratamento com Procoralan.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico

ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Não tome Procoralan se estiver grávida ou estiver a planear engravidar (ver “Não tome Procoralan”).

Se estiver grávida e tiver tomado Procoralan, fale com o seu médico.

Não tome Procoralan se tiver possibilidade de engravidar, a não ser que use medidas contracetivas de

confiança (ver “ Não tome Procoralan).

Não tome Procoralan se estiver a amamentar (ver “Não tome Procoralan”). Fale com o seu médico se

estiver a amamentar ou pretender amamentar, uma vez que a amamentação deve ser descontinuada se

estiver a tomar Procoralan.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Procoralan pode causar temporariamente fenómenos visuais luminosos (luminosidade transitória no

campo visual, ver “Efeitos secundários possíveis”).

Se isto lhe acontecer, tenha cuidado quando conduzir ou utilizar máquinas nas ocasiões em que

possam ocorrer alterações súbitas na intensidade da luz, especialmente quando conduzir à noite.

Procoralan contém lactose.

Se foi informado pelo seu médico que tem alguma intolerância a alguns

açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3.

Como tomar Procoralan

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Procoralan deve ser tomado durante as refeições.

O comprimido de Procoralan 5 mg pode ser dividido em doses iguais.

Se está a ser tratado para a angina de peito estável

A dose inicial não deve exceder um comprimido de Procoralan 5 mg duas vezes por dia. Se ainda tiver

sintomas de angina e se tiver tolerado bem a dose de 5 mg duas vezes por dia, a dose pode ser

aumentada. A dose de manutenção não deve exceder os 7,5 mg duas vezes por dia. O seu médico irá

prescrever a dose certa para si. A dose habitual é de um comprimido de manhã e um comprimido à

noite. Em alguns casos (por exemplo, se tiver 75 anos ou mais), o seu médico pode prescrever metade

da dose, isto é, meio comprimido de Procoralan 5 mg (o que correspondente a 2,5 mg de ivabradina)

manhã

meio

comprimido

noite.

Se está a ser tratado para a insuficiência cardíaca crónica

A dose inicial habitualmente recomendada é um comprimido de Procoralan 5 mg duas vezes por dia

aumentando se necessário para um comprimido de Procoralan 7,5 mg duas vezes por dia. O seu

médico decidirá sobre a dose apropriada para si. A dose habitual é um comprimido de manhã e um

comprimido à noite. Nalguns casos (por ex. se tiver 75 anos ou mais), o seu médico pode prescrever

metade da dose i.e. meio comprimido de Procoralan 5 mg (correspondente a 2,5 mg de ivabradina) de

manhã e meio comprimido de 5 mg à noite.

Se tomar mais Procoralan do que deveria:

Uma dose elevada de Procoralan pode provocar-lhe falta de ar ou cansaço porque o seu coração bate

menos. Se isto acontecer, contacte o seu médico imediatamente.

Caso se tenha esquecido de tomar Procoralan:

Caso se tenha esquecido de tomar uma dose de Procoralan, tome a próxima dose à hora habitual.

Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

O calendário impresso na placa que contém os comprimidos ajuda-o a lembrar-se de quando tomou o

último comprimido de Procoralan.

Se parar de tomar Procoralan:

Como o tratamento para a angina ou para a insuficiência cardíaca crónica é normalmente um

tratamento prolongado, deve falar com o seu médico antes de parar de tomar este medicamento.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver a impressão de que Procoralan é demasiado forte ou

demasiado fraco.

Caso

ainda

tenha

dúvidas

sobre

utilização

deste

medicamento,

fale

médico

farmacêutico.

4.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode ter efeitos secundários, embora estes não se

manifestem em todas as pessoas.

Os efeitos secundários mais comuns com este medicamento são dependentes da dose e relacionados

com o seu modo de ação:

Muito frequente

(pode afetar mais de 1 em cada 10 pessoas)

Fenómenos

luminosos

visuais

(breves

momentos

luminosidade

aumentada,

causados

frequentemente por alterações súbitas na intensidade da luz). Também podem ser descritos como uma

auréola, luzes coloridas intermitentes, decomposição de imagens ou imagens múltiplas. Geralmente,

estes

ocorrem

durante

primeiros

dois

meses

tratamento,

após

quais

podem

ocorrer

repetidamente e desaparecer durante ou após o tratamento.

Frequentes

(pode afetar até 1 em cada 10 pessoas)

Modificação do funcionamento cardíaco (os sintomas são uma diminuição do ritmo do coração). Esta

situação, em particular, pode ocorrer durante os primeiros 2 a 3 meses de tratamento.

Outros efeitos secundários também notificados:

Frequentes

(pode afetar até 1 em cada 10 pessoas)

Contração rápida e irregular do coração (fibrilhação auricular), perceção anormal do batimento

cardíaco (bradicardia, extrassístoles ventriculares, bloqueio AV de 1º grau (intervalo PQ prolongado

do ECG)), tensão arterial não controlada, dor de cabeça, tonturas e visão turva (visão nebulada).

Pouco frequentes

(pode afetar até 1 em cada 100 pessoas)

Palpitações e batimentos cardíacos extra, sentir-se doente (náusea), obstipação (prisão de ventre),

diarreia, dor abdominal, sensação de rotação (vertigens), dificuldade em respirar (dispneia), espasmos

musculares (contração involuntária dos músculos), elevados níveis de ácido úrico no sangue, excesso

de eosinófilos (um tipo de glóbulos brancos) e elevada creatinina no sangue (produto de degradação

do músculo), erupção na pele, angioedema (tal como inchaço da face, língua ou garganta, dificuldade

em respirar ou engolir), tensão arterial baixa, desmaio, sensação de cansaço, sensação de fraqueza,

traçado anormal do ECG, visão dupla, alteração visual.

Raros

(pode afetar até 1 em cada 1.000 pessoas)

Urticária, comichão, pele vermelha, sensação de mal-estar.

Muito raros

(pode afetar até 1 em cada 10.000 pessoas)

Batimentos irregulares do coração (bloqueio AV de 2º grau, bloqueio AV de 3º grau, síndrome do

nódulo sinusal).

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste

folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos secundários

diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V. Ao comunicar

efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

5.

Como conservar Procoralan

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e blister, após

“EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Este medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger

o ambiente.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Procoralan:

- A substância ativa é ivabradina (sob a forma de cloridrato)

Procoralan 5 mg comprimidos revestidos por película:

Cada comprimido revestido por película contém 5 mg de ivabradina (sob a forma de cloridrato).

Procoralan 7,5 mg comprimidos revestidos por película:

Cada comprimido revestido por película contém 7,5 mg de ivabradina (sob a forma de cloridrato).

- Os outros componentes são:

- Núcleo do comprimido

: lactose mono-hidratada, estearato de magnésio (E 470 B), amido de milho,

maltodextrina, sílica coloidal anidra (E 551),

- Revestimento por película:

hipromelose (E 464), dióxido de titânio (E 171), macrogol (6000),

glicerol (E 422), estearato de magnésio (E 470 B), óxido de ferro amarelo (E 172) e óxido de ferro

vermelho (E 172).

Qual o aspeto de Procoralan e conteúdo da embalagem

Procoralan 5 mg são comprimidos de cor salmão, oblongos revestidos por película, com ranhura em

ambas as faces, gravados com “5” numa face e

na outra.

Procoralan 7,5 mg são comprimidos de cor salmão, triangulares revestidos por película, gravados com

“7,5” numa face e

na outra.

Os comprimidos de Procoralan estão disponíveis em embalagens calendário (Alumínio/PVC blister)

com 14, 28, 56, 84, 98, 100 ou 112 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Les Laboratoires Servier

50, rue Carnot

92284 Suresnes cedex - França

Fabricante

Les Laboratoires Servier Industrie

905 route de Saran

45520 Gidy - França

Servier (Ireland) Industrie Ltd

Gorey Road

Arklow - Co. Wicklow

Irlanda

Przedsiebiorstwo Farmaceutyczne ANPHARM S.A.

ul. Annopol 6B – 03-236 Warzawa

Polónia

Laboratorios Servier, S.L.

Avda. de los Madroños, 33

28043 Madrid

Espanha

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do Titular

da Autorização de Introdução no Mercado.

België/Belgique/Belgien

S.A. Servier Benelux N.V.

Tél/Tel: +32 (0)2 529 43 11

Lietuva

UAB ”SERVIER PHARMA”

Tel: +370 (5) 2 63 86 28

България

Сервие Медикал ЕООД

Тел.: +359 2 921 57 00

Luxembourg/Luxemburg

S.A. Servier Benelux N.V.

Tél/Tel: +32 (0)2 529 43 11

Česká republika

Servier s.r.o.

Magyarország

Servier Hungaria Kft.

Tel: +420 222 118 111

Tel.: + 36 1 238 77 99

Danmark

Servier Danmark A/S

Tlf: +45 36 44 22 60

Malta

V.J. Salomone Pharma Ltd

Tel: + 356 21 22 01 74

Deutschland

Servier Deutschland GmbH

Tel: +49 (0)89 57095 01

Nederland

Servier Nederland Farma B.V.

Tel: +31 (0)71 5246700

Eesti

Servier Laboratories OÜ

Tel:+ 372 664 5040

Norge

Servier Danmark A/S

Tlf: +45 36 44 22 60

Ελλάδα

ΣΕΡΒΙΕ ΕΛΛΑΣ ΦΑΡΜΑΚΕΥΤΙΚΗ ΕΠΕ

Τηλ: +30 210 939 1000

Österreich

Servier Austria GmbH

Tel: +43 (1) 524 39 99

España

Laboratorios Servier S.L.

Tel: +34 91 748 96 30

Polska

Servier Polska SP. Z O.O.

Tel.: + 48 (0) 22 594 90 00

France

Les Laboratoires Servier

Tél: +33 (0)1 55 72 60 00

Portugal

Servier Portugal, Lda

Tel: +351 21 312 20 00

Hrvatska

Servier Pharma, d. o. o.

Tel.: +385 (0)1 3016 222

România

Servier Pharma SRL

Tel: +4 021 528 52 80

Ireland

Servier Laboratories (Ireland) Ltd.

Tel: +353 (0)1 – 663 8110

Slovenija

Servier Pharma d.o.o.

Tel: + 386 (0)1 563 48 11

Ísland

Servier Laboratories

C/o Icepharma hf

Sími: +354 540 8000

Slovenská republika

Servier Slovensko spol. s r.o.

Tel: +421 (0) 2 5920 41 11

Italia

Servier Italia S.p.A.

Tel: +39 06 669081

Suomi/Finland

Servier Finland Oy

P./Tel: +358 (0)9 279 80 80

Κύπρος

C.A. Papaellinas Ltd.

Τηλ: +357 22741741

Sverige

Servier Sverige AB

Tel: +46(8)5 225 08 00

Latvija

SIA Servier Latvia

Tel: + 371 67502039

United Kingdom (Northern Ireland)

Servier

Laboratories (Ireland) Ltd

Tel: +44 (0)1-753 666409

Este folheto foi revisto pela última vez em

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos:

http://www.ema.europa.eu.

Leia o documento completo

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Procoralan 5 mg comprimidos revestidos por película

Procoralan 7,5 mg comprimidos revestidos por película

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Procoralan 5 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 5 mg de ivabradina (sob a forma de cloridrato).

Excipiente com efeito conhecido:

Cada comprimido revestido por película contém 63,91 mg de lactose mono-hidratada.

Procoralan 7,5 mg comprimidos revestidos por película

Cada comprimido revestido por película contém 7,5 mg de ivabradina (sob a forma de cloridrato).

Excipiente com efeito conhecido:

Cada comprimido revestido por película contém 61,215 mg de lactose mono-hidratada.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Procoralan 5 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película, de cor salmão, oblongo, com ranhura em ambas as faces, gravado

com “5” numa face e

na outra face.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

Procoralan 7,5 mg comprimidos revestidos por película

Comprimido revestido por película, de cor salmão, triangular, gravado com “7,5” numa face e

outra face.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Tratamento sintomático da angina de peito crónica estável

A ivabradina está indicada para o tratamento sintomático da angina de peito crónica estável em adultos

com doença arterial coronária com ritmo sinusal normal e uma frequência cardíaca ≥ 70 bpm. A

ivabradina está indicada:

em adultos com intolerância ou em que seja contraindicado o uso de bloqueadores beta.

ou em combinação com os bloqueadores beta em doentes controlados inadequadamente com um

bloqueador beta na dose ótima.

Tratamento da insuficiência cardíaca crónica

A ivabradina está indicada na insuficiência cardíaca crónica classe NYHA II a IV com disfunção

sistólica, em doentes adultos com ritmo sinusal e cuja frequência cardíaca é

75 bpm, em associação

com a terapêutica padrão, incluindo terapêutica com bloqueadores beta ou quando a terapêutica com

bloqueadores beta está contraindicada ou não é tolerada (ver secção 5.1).

4.2

Posologia e modo de administração

Posologia

Tratamento sintomático da angina de peito crónica estável

Recomenda-se que a decisão de iniciar ou ajustar o tratamento se baseie numa série de medições de

frequência cardíaca, electrocardiograma (ECG) ou monitorização ambulatória de 24 horas.

A dose inicial de ivabradina não deve exceder as 5 mg duas vezes por dia em doentes com idade

inferior a 75 anos. Após três a quatro semanas de tratamento, se o doente ainda tiver sintomas, a dose

inicial for bem tolerada e a frequência cardíaca em repouso continuar acima dos 60 bpm, a dose pode

ser aumentada para a dose seguinte em doentes a tomar 2,5 mg ou 5 mg duas vezes por dia. A dose de

manutenção não deve exceder 7,5 mg duas vezes por dia.

Se não houver melhoria dos sintomas da angina de peito nos 3 meses seguintes ao início do tratamento

com ivabradina, este deve ser descontinuado.

Adicionalmente, a descontinuação do tratamento deve ser considerada se a resposta for apenas

sintomática e quando não existir uma redução clínica relevante na frequência cardíaca em repouso no

período de três meses.

Se, durante o tratamento, a frequência cardíaca diminuir abaixo de 50 batimentos por minuto (bpm)

em repouso, ou se o doente apresentar sintomas relacionados com bradicardia tais como tonturas,

fadiga ou hipotensão, a dose deve ser titulada para baixo incluindo a dose mais baixa de 2,5 mg duas

vezes por dia (metade de um comprimido de 5 mg duas vezes por dia). Após a diminuição da dose, a

frequência cardíaca deve ser monitorizada (ver secção 4.4). O tratamento deve ser descontinuado se a

frequência cardíaca permanecer inferior a 50 bpm ou se persistirem sintomas de bradicardia, mesmo

com a diminuição da dose.

Tratamento da insuficiência cardíaca crónica

O tratamento tem de ser iniciado apenas nos doentes com insuficiência cardíaca estável. Recomenda-

se que o médico assistente tenha experiência no tratamento da insuficiência cardíaca crónica.

A dose inicial de ivabradina normalmente recomendada é de 5 mg duas vezes ao dia. Após duas

semanas de tratamento, a dose pode ser aumentada para 7,5 mg duas vezes ao dia se a frequência

cardíaca em repouso estiver persistentemente acima dos 60 bpm ou diminuída para 2,5 mg duas vezes

ao dia (metade do comprimido de 5 mg duas vezes ao dia) se a frequência cardíaca em repouso estiver

persistentemente abaixo dos 50 bpm ou em caso de sintomas relacionados com bradicardia, como

sejam tonturas, fadiga ou hipotensão. Se a frequência cardíaca estiver entre os 50 e 60 bpm, a dose de

5 mg duas vezes ao dia deve ser mantida.

Se durante o tratamento, a frequência cardíaca em repouso diminuir persistentemente abaixo dos 50

batimentos por minuto (bpm) ou se o doente apresentar sintomas relacionados com bradicardia, a dose

deve ser diminuída para a dose inferior mais próxima nos doentes a tomarem 7,5 mg duas vezes ao dia

ou 5 mg duas vezes ao dia. Se a frequência cardíaca aumentar persistentemente acima de 60

batimentos por minuto em repouso, a dose pode ser aumentada para a dose superior mais próxima nos

doentes a tomarem 2,5 mg duas vezes ao dia ou 5 mg duas vezes ao dia.

O tratamento deve ser descontinuado se a frequência cardíaca se mantiver abaixo dos 50 bpm ou os

sintomas de bradicardia persistirem (ver secção 4.4).

Populações especiais

Idosos

Em doentes com 75 anos ou mais, deve ser considerada a dose inicial mais baixa (2,5 mg duas vezes

por dia i.e. meio comprimido de 5 mg duas vezes por dia) antes da titulação crescente, se necessário.

Compromisso renal

Não é necessário ajuste da dose em doentes com insuficiência renal e

clearance

da creatinina acima de

15 ml/min (ver secção 5.2).

Não existem dados disponíveis em doentes com

clearance

da creatinina abaixo de 15 ml/min. A

ivabradina deve ser, portanto, usada com precaução nesta população.

Compromisso hepático

Não é necessário ajuste da dose em doentes com compromisso hepático ligeiro.

Devem tomar-se precauções quando se usa a ivabradina em doentes com compromisso hepático

moderado.

A ivabradina está contraindicada para utilização em doentes com insuficiência hepática grave, dado

que não foi estudada nesta população e porque se antecipa um grande aumento da exposição sistémica

(ver secções 4.3 e 5.2).

População pediátrica

A segurança e eficácia de ivabradina em crianças com menos de 18 anos de idade não foram

estabelecidas.

Os dados atualmente disponíveis para o tratamento da insuficiência cardíaca crónica encontram-se

descritos na secção 5.1 e 5.2, mas não pode ser feita qualquer recomendação posológica.

Não existem dados disponíveis para o tratamento sintomático da angina de peito crónica estável.

Modo de administração

Os comprimidos devem ser tomados duas vezes por dia por via oral, i.e. uma vez de manhã e outra à

noite durante as refeições (ver secção 5.2).

4.3

Contraindicações

- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

- Frequência cardíaca em repouso abaixo de 70 batimentos por minuto antes do tratamento

- Choque cardiogénico

- Enfarte agudo do miocárdio

- Hipotensão grave (< 90/50 mmHg)

- Insuficiência hepática grave

-

Síndrome do nódulo sinusal

- Bloqueio sino-auricular

- Insuficiência cardíaca aguda ou instável

- Dependência de

pacemaker

(frequência cardíaca imposta exclusivamente pelo

pacemaker

- Angina instável

- Bloqueio AV de 3º grau

-

Combinação

fortes

inibidores

citocromo

P450

3A4,

tais

como

antifúngicos

azol

(cetoconazol, itraconazol), antibióticos macrólidos (claritromicina, eritromicina oral, josamicina,

telitromicina), inibidores da protease do VIH (nelfinavir, ritonavir) e nefazodona (ver secções 4.5 e

5.2)

Associação

verapamil

diltiazem,

são

inibidores

moderados

CYP3A4,

propriedades de reduzir a frequência cardíaca (ver secção 4.5)

- Gravidez, aleitamento e mulheres com potencial para engravidar que não estejam a usar medidas

contracetivas apropriadas (ver secção 4.6)

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Falta de benefício nos resultados clínicos, em doentes com angina de peito crónica estável sintomática

A ivabradina está indicada apenas para o tratamento sintomático da angina de peito crónica estável,

visto que não tem benefícios nos resultados cardiovasculares, por exemplo, enfarte do miocárdio ou

morte cardiovascular (ver secção 5.1).

Medição de frequência cardíaca

Dado que a frequência cardíaca pode variar consideravelmente ao longo do tempo, uma série de

medições

frequência

cardíaca,

monitorização

ambulatória

horas

devem

considerados para determinar a frequência cardíaca em repouso antes do início do tratamento com

ivabradina e em doentes em tratamento com ivabradina quando a titulação é considerada. Esta

recomendação também se aplica a doentes com uma frequência cardíaca baixa, em particular, quando

a frequência cardíaca diminui abaixo de 50 bpm, ou após redução da dose (ver secção 4.2).

Arritmias cardíacas

A ivabradina não é eficaz no tratamento ou prevenção de arritmias cardíacas e provavelmente perde a

sua eficácia quando ocorre uma taquiarritmia (por ex. taquicardia ventricular ou supraventricular).

Portanto a ivabradina não é recomendada em doentes com fibrilhação auricular ou outras arritmias

cardíacas que interferem com a função do nódulo sinusal.

O risco de desenvolver fibrilhação auricular aumenta em doentes tratados com ivabradina (ver secção

4.8). A fibrilhação auricular tem sido mais comum em doentes que utilizam concomitantemente

amiodarona ou potentes antiarrítmicos de classe I.

Recomenda-se a monitorização clínica regular da ocorrência de fibrilhação auricular (persistente ou

paroxística) dos doentes tratados com ivabradina, que deve também incluir monitorização por ECG se

clinicamente indicado (i.e. em caso de angina agravada, palpitações, pulso irregular). Os doentes

devem ser informados dos sinais e sintomas da fibrilhação auricular e avisados para contactarem o seu

médico, se estes ocorrerem.

Caso se desenvolva fibrilhação auricular durante o tratamento com ivabradina, a relação entre os

benefícios e os riscos da continuação do tratamento deve ser cuidadosamente reconsiderada.

Doentes insuficientes cardíacos crónicos com defeitos na condução intraventricular (bloqueio do ramo

esquerdo

feixe,

bloqueio

ramo

direito

feixe)

dessincronia

ventricular

devem

cuidadosamente monitorizados.

Utilização em doentes com bloqueio AV de 2º grau

A ivabradina não é recomendada

em doentes com bloqueio AV de 2º grau.

Utilização em doentes com frequência cardíaca baixa

A ivabradina não pode ser iniciada em doentes com uma frequência cardíaca em repouso abaixo de 70

batimentos por minuto (bpm) (ver secção 4.3).

Se, durante o tratamento, a frequência cardíaca em repouso descer persistentemente abaixo de 50 bpm

ou se o doente apresentar sintomas relacionados com bradicardia tais como tonturas, fadiga ou

hipotensão, a dose deve ser titulada para baixo ou o tratamento deve ser descontinuado se a frequência

cardíaca abaixo de 50 bpm persistir ou persistirem os sintomas de bradicardia (ver secção 4.2).

Combinação com bloqueadores dos canais de cálcio

A utilização concomitante de ivabradina com bloqueadores dos canais do cálcio que reduzem a

frequência cardíaca, tais como verapamilo ou diltiazem é contraindicada (ver secções 4.3 e 4.5). Não

surgiu qualquer problema de segurança relacionado com a combinação de ivabradina com nitratos e

bloqueadores dos canais de cálcio dihidropiridínicos, tal como a amlodipina. Não foi estabelecida

eficácia

adicional

ivabradina

combinação

bloqueadores

canais

cálcio

dihidropiridínicos (ver secção 5.1).

Insuficiência cardíaca crónica

A insuficiência cardíaca deve estar estável antes de se considerar o tratamento com ivabradina. A

ivabradina deve ser usada com precaução em doentes com insuficiência cardíaca com classificação

funcional IV pela NYHA devido à quantidade limitada de dados nesta população.

A utilização de ivabradina não é recomendada imediatamente após um AVC porque não existem

dados nesta situação.

Função visual

Ivabradina influencia

a função retiniana. Não

existe

evidência

de efeito

tóxico

retina com

tratamento a longo prazo com ivabradina (ver secção 5.1). A interrupção do tratamento deve ser

considerada se ocorrer alguma deterioração inesperada na função visual. Devem tomar-se precauções

em doentes com retinite pigmentosa.

Doentes com hipotensão

Os dados existentes são limitados em doentes com hipotensão ligeira a moderada, e a ivabradina deve

ser utilizada com precaução nestes doentes. A ivabradina é contraindicada em doentes com hipotensão

grave (pressão arterial < 90/50 mmHg) (ver secção 4.3).

Fibrilhação auricular – Arritmias cardíacas

Não existe evidência de risco de bradicardia (excessiva) no retorno ao ritmo sinusal quando é iniciada

cardioversão farmacológica em doentes tratados com ivabradina. No entanto, na ausência de dados

extensos, deve ser considerada cardioversão elétrica não urgente 24 horas após a última dose de

ivabradina.

Utilização em doentes com síndrome QT congénito ou tratados com medicamentos que prolongam o

intervalo QT

A utilização de ivabradina deve ser evitada em doentes com síndrome QT congénito ou tratados com

medicamentos que prolongam o intervalo QT (ver secção 4.5). Se a combinação for necessária, impõe-

se cuidadosa monitorização cardíaca.

diminuição

frequência

cardíaca,

como

causada

pela

ivabradina,

pode

exacerbar

prolongamento do intervalo QT, o que pode dar origem a arritmias graves, em particular

Torsades de

pointes

Doentes hipertensos que requerem modificações do tratamento da pressão arterial

Quando forem feitas modificações ao tratamento de doentes com insuficiência cardíaca crónica

tratados com ivabradina, a pressão arterial deve ser monitorizada em intervalos apropriados (ver

secção 4.8).

Excipientes

Este medicamento contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à

galactose, de deficiência total de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este

medicamento.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Interações farmacodinâmicas

Utilização concomitante não recomendada

Medicamentos que prolongam o intervalo QT

Medicamentos cardiovasculares que prolongam o intervalo QT (por ex. quinidina, disopiramida,

bepridilo, sotalol, ibutilida, amiodarona).

Medicamentos

não

cardiovasculares

prolongam

intervalo

(por

pimozida,

ziprasidona,

sertindol,

mefloquina,

halofantrina,

pentamidina

cisaprida,

eritromicina

intravenosa).

A utilização concomitante de ivabradina com medicamentos cardiovasculares e não cardiovasculares

que prolongam o intervalo QT deve ser evitada porque o prolongamento do intervalo QT pode ser

exacerbado pela redução da frequência cardíaca. Se a combinação for necessária, impõe-se cuidadosa

monitorização cardíaca (ver secção 4.4).

Uso concomitante com precaução

Diuréticos depletores de potássio (diuréticos tiazidicos e diuréticos da ansa)

A hipocaliemia pode aumentar o risco de arritmias. Como a ivabradina pode causar bradicardia, a

combinação de hipocalemia e bradicardia é um fator de predisposição para o aparecimento de

arritmias graves, especialmente em doentes com o intervalo QT longo, de origem congénita ou

induzido por uma substância.

Interações farmacocinéticas

A ivabradina é metabolizada só pelo CYP3A4 e é um inibidor muito fraco deste citocromo. A

ivabradina demonstrou não influenciar o metabolismo e as concentrações plasmáticas de outros

substratos do CYP3A4 (inibidores fracos, moderados e fortes). Os inibidores e indutores do CYP3A4

são suscetíveis a uma interação com a ivabradina e influenciam o seu metabolismo e farmacocinética

numa extensão clinicamente significativa. Estudos de interação estabeleceram que os inibidores do

CYP3A4 aumentam as concentrações plasmáticas de ivabradina, enquanto os indutores as diminuem.

concentrações

plasmáticas

aumentadas

ivabradina

podem

estar

associadas

risco

bradicardia excessiva (ver secção 4.4).

Utilização concomitante contraindicada

Inibidores potentes do CYP3A4

utilização

concomitante

inibidores

potentes

CYP3A4

tais

como

antifúngicos

azol

(cetoconazol,

itraconazol),

antibióticos

macrolidos

(claritromicina,

eritromicina

oral,

josamicina,

telitromicina), inibidores da protease do VIH (nelfinavir, ritonavir) e nefazodona está contraindicada

(ver secção 4.3). Os inibidores potentes do CYP3A4, cetoconazol (200 mg uma vez por dia) e

josamicina (1 g duas vezes por dia), aumentaram a exposição plasmática média da ivabradina em 7 a 8

vezes.

Inibidores moderados do CYP3A4

Estudos específicos de interação em voluntários saudáveis e doentes mostraram que a combinação de

ivabradina com os agentes que reduzem a frequência cardíaca diltiazem ou verapamilo resultou num

aumento da exposição da ivabradina (aumento de 2 a 3 vezes na AUC) e numa redução adicional da

frequência cardíaca de 5 bpm. A utilização concomitante da ivabradina com estes medicamentos é

contraindicada (ver secção 4.3).

Utilização concomitante não recomendada

A exposição à ivabradina aumentou 2 vezes após a coadministração com sumo de toranja. Assim, a

ingestão de sumo de toranja deve ser evitada.

Utilização concomitante com precauções

Inibidores moderados do CYP3A4

utilização

concomitante

ivabradina

outros

inibidores

moderados

CYP3A4

(ex.

fluconazol) pode ser considerada com a dose inicial de 2,5 mg duas vezes por dia e se a frequência

cardíaca em repouso estiver acima de 70 bpm, com monitorização da frequência cardíaca.

Indutores do CYP3A4

indutores

CYP3A4

(por

rifampicina,

barbitúricos,

fenitoína,

Hypericum

perforatum

[hipericão]) podem diminuir a exposição e a atividade da ivabradina. A utilização concomitante de

medicamentos indutores do CYP3A4 pode requerer um ajuste de dose de ivabradina. A combinação

de ivabradina 10 mg duas vezes por dia com o hipericão demonstrou reduzir a AUC da ivabradina

para metade. A ingestão do hipericão deve ser restrita durante o tratamento com ivabradina.

Outras utilizações concomitantes

Estudos específicos de interação demonstraram que não existe efeito clinicamente significativo dos

seguintes medicamentos na farmacocinética e farmacodinâmica da ivabradina: inibidores da bomba de

protões

(omeprazol,

lansoprazol),

sildenafil,

inibidores

redutase

(sinvastatina),

bloqueadores dos canais de cálcio dihidropiridinicos (amlodipina, lacidipina), digoxina e varfarina.

Adicionalmente

não

houve

qualquer

efeito

clinicamente

significativo

ivabradina

sobre

farmacocinética da sinvastatina, amlodipina, lacidipina, sobre a farmacocinética e farmacodinâmica da

digoxina, varfarina e sobre a farmacodinâmica da aspirina.

Nos ensaios clínicos iniciais de fase III foram combinados normalmente com a ivabradina sem

evidência de problemas de segurança, os seguintes medicamentos: inibidores do enzima conversor da

angiotensina,

antagonistas

angiotensina

bloqueadores

beta,

diuréticos,

antagonistas

aldosterona, nitratos de curta e longa ação, inibidores da redutase HMG CoA, fibratos, inibidores da

bomba de protões, antidiabéticos orais, aspirina e outros medicamentos anti-plaquetários.

População pediátrica

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Mulheres com potencial para engravidar

As mulheres com potencial para engravidar devem usar medidas contracetivas apropriadas durante o

tratamento (ver secção 4.3).

Gravidez

Não existem dados ou uma quantidade limitada de dados sobre a utilização de ivabradina em mulheres

grávidas. Estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva. Estes estudos revelaram efeitos

embriotóxico e teratogênico (ver secção 5.3). Desconhece-se o risco potencial para o ser humano.

Portanto, a ivabradina está contraindicada durante a gravidez (ver secção 4.3).

Amamentação

Os estudos em animais indicam que a ivabradina é excretada no leite. Portanto, a ivabradina está

contraindicada durante a amamentação (ver secção 4.3).

As mulheres que precisam de tratamento com a ivabradina devem parar de amamentar, e escolher

outra maneira de alimentar as suas crianças.

Fertilidade

Estudos em ratos não revelaram efeitos na fertilidade masculina e feminina (ver secção 5.3).

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos da ivabradina sobre a capacidade de utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis.

Um estudo específico para determinar a possível influência da ivabradina na capacidade de conduzir

foi efetuado em voluntários saudáveis no qual não foi evidenciada qualquer alteração na capacidade de

conduzir.

Contudo,

experiência

pós-comercialização,

têm

sido

notificados

casos

comprometimento da capacidade de conduzir devido a sintomas visuais. A ivabradina pode causar

fenómenos luminosos transitórios que consistem principalmente em fosfenos (ver secção 4.8). A

possível ocorrência destes fenómenos luminosos deve ser tida em conta durante a condução ou

utilização de máquinas em situações onde possam ocorrer variações súbitas da intensidade da luz,

especialmente durante a condução noturna.

4.8

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas mais frequentes com a ivabradina são fenómenos luminosos (fosfenos) (14,5%) e

bradicardia (3,3%). São reações dose dependentes e estão relacionadas com o efeito farmacológico do

medicamento.

Tabela com a lista de reações adversas

As seguintes reações adversas foram notificadas durante ensaios clínicos e são apresentadas por ordem

decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência: muito frequentes (≥1/10); frequentes

(≥1/100 a <1/10); pouco frequentes (≥1/1.000 a <1/100); raros (≥1/10.000 a <1/1.000); muito raros (<

1/10.000); desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Classes de sistemas de órgãos

Frequência

Termo preferido

Doenças do sangue e do sistema

linfático

Pouco frequente

Eosinofilia

Doenças do metabolismo e da

nutrição

Pouco frequente

Hiperuricémia

Doenças do sistema nervoso

Frequente

Cefaleias, geralmente durante o

primeiro mês de tratamento

Tonturas, possivelmente relacionadas

com bradicardia

Pouco frequente

Síncope, possivelmente relacionada

com bradicardia

Afeções oculares

Muito frequente

Fenómenos luminosos (fosfenos)

Frequente

Visão turva

Pouco frequente*

Diplopia

Alteração visual

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequente

Vertigem

Cardiopatias

Frequente

Bradicardia

Bloqueio AV de 1º grau (intervalo

PQ prolongado no ECG)

Extrassístoles ventriculares

Fibrilhação auricular

Pouco frequente

Palpitações, extrassístoles

supraventriculares, ECG com o

intervalo QT prolongado

Muito raro

Bloqueio atrioventricular de 2º grau,

Bloqueio atrioventricular de 3º grau

Síndrome do nó sinoatrial

Vasculopatias

Frequente

Pressão arterial não controlada

Pouco frequente

Hipotensão, possivelmente

relacionada com bradicardia

Doenças respiratórias, torácicas e

do mediastino

Pouco frequente

Dispneia

Doenças gastrointestinais

Pouco frequente

Náusea

Obstipação

Diarreia

Dor abdominal

Afeções dos tecidos cutâneos e

subcutâneos

Pouco frequente

Angioedema

Erupção cutânea

Raro

Eritema

Prurido

Urticária

Afeções musculosqueléticas e dos

tecidos conjuntivos

Pouco frequente

Espasmos musculares

Doenças renais e urinárias

Pouco frequente

Creatinemia elevada

Perturbações gerais e alterações no

local de administração

Pouco frequente

Astenia, possivelmente relacionada

com a bradicardia

Fadiga, possivelmente relacionada

com a bradicardia

Raro

Mal-estar geral, possivelmente

relacionada com bradicardia

Frequência calculada com base nos acontecimentos adversos detetados a partir das notificações

espontâneas dos ensaios clínicos.

Descrição de determinadas reações adversas

Fenómenos luminosos (fosfenos) foram reportados por 14,5% dos doentes, descritos como um

aumento

transitório

luminosidade

numa

área

limitada

campo

visual.

São

geralmente

desencadeados por variações súbitas na intensidade da luz. Os fosfenos podem também ser descritos

como um halo, imagem decomposta (efeito estroboscópico ou caleidoscópico), luzes coloridas e

brilhantes, ou imagens múltiplas (persistência retinal). O aparecimento dos fosfenos ocorre geralmente

durante os primeiros dois meses de tratamento após os quais podem ocorrer repetidamente. Os

fosfenos foram geralmente notificados como de intensidade ligeira a moderada. Todos os fosfenos

desapareceram durante ou após o tratamento, dos quais a maioria (77,5%) desapareceram durante o

tratamento. Menos de 1% dos doentes alteraram a sua rotina diária ou interromperam o tratamento por

causa dos fosfenos.

Bradicardia foi reportada por 3,3% dos doentes, particularmente durante os primeiros 2 a 3 meses do

início do tratamento. 0,5% dos doentes apresentaram bradicardia grave igual ou inferior a 40 bpm.

No estudo SIGNIFY foi observada fibrilhação auricular em 5,3% dos doentes a tomarem ivabradina

em comparação com 3,8 % no grupo de controlo. Numa análise conjunta de todos os ensaios clínicos

de Fase II / III controlados e com dupla ocultação, com duração de pelo menos 3 meses, incluindo

mais de 40.000 doentes, a incidência de fibrilhação auricular foi de 4,86% em doentes tratados com

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EMA/142695/2018

EMEA/H/C/000597

Procoralan (ivabradina)

Um resumo sobre Procoralan e porque está autorizado na UE

O que é Procoralan e para que é utilizado?

Procoralan é um medicamento para o coração utilizado no tratamento dos sintomas da angina crónica

estável (dores no peito, maxilar e costas, originadas por esforço físico) em adultos com doença arterial

coronária (doença do coração causada pela obstrução dos vasos sanguíneos que transportam o sangue

ao músculo cardíaco). O medicamento é utilizado em doentes com ritmo cardíaco normal e cuja

frequência cardíaca seja igual ou superior a 70 batimentos por minuto. É utilizado em doentes que não

possam ser tratados com bloqueadores beta (outro tipo de medicamento para o tratamento da angina)

ou em associação com um bloqueador beta em doentes cuja doença não seja controlada apenas com o

tratamento com bloqueadores beta.

Procoralan é igualmente utilizado em doentes com insuficiência cardíaca crónica (quando o coração não

consegue bombear sangue suficiente para o resto do corpo) com um ritmo cardíaco normal e cuja

frequência cardíaca seja igual ou superior a 75 batimentos por minuto. É utilizado em associação com

tratamentos padrão, incluindo bloqueadores beta, ou em doentes que não podem ser tratados com

bloqueadores beta.

Procoralan contém a substância ativa ivabradina.

Como se utiliza Procoralan?

Procoralan está disponível sob a forma de comprimidos (5 e 7,5 mg) e só pode ser obtido mediante

receita médica.

A dose inicial recomendada é de 5 mg duas vezes ao dia, administrados com as refeições; o médico

poderá aumentar a dose para 7,5 mg duas vezes ao dia ou reduzi-la para 2,5 mg (meio comprimido de

5 mg) duas vezes ao dia, em função da frequência cardíaca e dos sintomas do doente. Nos doentes

com mais de 75 anos de idade, poderá ser utilizada uma dose inicial mais baixa de 2,5 mg duas vezes

ao dia. O tratamento terá de ser interrompido se a frequência cardíaca se situar constantemente

abaixo dos 50 batimentos por minuto ou se os sintomas de bradicardia (frequência cardíaca baixa)

persistirem apesar da redução da dose. Quando utilizado na angina, o tratamento deve ser

interrompido se não se verificarem melhorias nos sintomas após 3 meses. Para além disso, o médico

deve considerar a interrupção do tratamento se o medicamento tiver um efeito limitado na melhoria

dos sintomas de angina ou no abrandamento da frequência cardíaca no prazo de 3 meses.

Procoralan (ivabradina)

EMA/142695/2018

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Para mais informações sobre a utilização de Procoralan, consulte o Folheto Informativo ou contacte o

seu médico ou farmacêutico.

Como funciona Procoralan?

Os sintomas da angina são causados pelo facto de o coração não receber sangue oxigenado suficiente.

Na angina estável, estes sintomas surgem durante um esforço físico. A substância ativa do Procoralan,

a ivabradina, atua através do bloqueio das «correntes I

» no nódulo sinusal, o «pacemaker» do

coração que controla as contrações do coração e regula a frequência cardíaca. Quando estas correntes

ficam bloqueadas, a frequência cardíaca baixa, pelo que o coração tem menos trabalho a fazer e

necessita de menos sangue oxigenado. Consequentemente, o Procoralan reduz ou previne os sintomas

da angina.

Os sintomas da insuficiência cardíaca surgem quando o coração não consegue bombear sangue

suficiente para o resto do corpo. Ao diminuir a frequência cardíaca, o Procoralan reduz a pressão

exercida no coração, o que permite retardar a progressão da insuficiência cardíaca e melhorar os

sintomas.

Quais os benefícios demonstrados por Procoralan durante os estudos?

Angina

Procoralan foi comparado com um placebo (tratamento simulado) e com outros tratamentos em cinco

estudos principais que incluíram mais de 4000 doentes adultos com angina crónica estável. O principal

parâmetro de eficácia foi o tempo durante o qual os doentes conseguiam exercitar-se numa bicicleta

ou passadeira rolante, tempo esse medido no início e no final de cada estudo. Cada estudo teve uma

duração de três a quatro meses.

Num dos estudos que incluiu 360 doentes, os resultados mostraram que o medicamento foi mais eficaz

do que o placebo. Num estudo que incluiu 939 doentes, o medicamento foi tão eficaz como o atenolol

(um bloqueador beta) e, num estudo que incluiu 1195 doentes, foi tão eficaz como a amlodipina (outro

medicamento utilizado no tratamento da angina). Num quarto estudo que incluiu 889 doentes,

Procoralan foi mais eficaz do que o placebo, quando ambos foram associados ao atenolol. Porém, um

quinto estudo que incluiu 728 doentes revelou que a associação de Procoralan a amlodipina não

resultou num benefício adicional.

Um sexto estudo comparou Procoralan com um placebo em 19 102 doentes com doença arterial

coronária e sem insuficiência cardíaca clínica. O principal parâmetro de eficácia foi uma redução no

risco de morte por problemas cardíacos e de ataque cardíaco não fatal.

Neste estudo, verificou-se com o Procoralan, em comparação com um placebo, um aumento ligeiro,

mas significativo, do risco combinado de morte cardiovascular ou ataque cardíaco não fatal num

subgrupo específico de doentes com angina sintomática (taxas de incidência anuais de 3,4 % vs

2,9 %). No entanto, importa salientar que os doentes neste estudo receberam doses superiores à dose

recomendada (até 10 mg duas vezes ao dia).

Insuficiência cardíaca

O Procoralan foi comparado com um placebo num estudo principal que incluiu mais de 6500 doentes

com insuficiência cardíaca crónica moderada a grave. Os resultados mostraram que Procoralan foi mais

eficaz do que o placebo na prevenção da morte por doença cardíaca ou por doença dos vasos

Procoralan (ivabradina)

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sanguíneos, ou da hospitalização devido ao agravamento da insuficiência cardíaca: 24,5 % (793 num

total de 3241) dos doentes tratados com Procoralan morreram ou foram hospitalizados devido ao

agravamento da insuficiência cardíaca, em comparação com 28,7 % (937 num total de 3264) dos

doentes tratados com um placebo.

Quais são os riscos associados a Procoralan?

O efeito secundário mais frequente associado a Procoralan (que pode afetar mais de 1 em cada 10

pessoas) é a ocorrência de fenómenos luminosos ou «fosfenos» (um aumento temporário da

luminosidade no campo visual). A bradicardia (frequência cardíaca baixa) é um efeito frequente (pode

afetar 1 em cada 10 pessoas). Para a lista completa dos efeitos secundários comunicados

relativamente a Procoralan, consulte o Folheto Informativo.

Procoralan é contraindicado em doentes com uma frequência cardíaca em repouso abaixo de 70

batimentos por minuto, tensão arterial muito baixa, diversos tipos de cardiopatias (incluindo choque

cardiogénico, perturbações do ritmo cardíaco, ataque cardíaco, insuficiência cardíaca instável ou aguda

(súbita) e angina instável) ou problemas graves no fígado. É contraindicado em mulheres grávidas, a

amamentar ou em mulheres que possam engravidar e que não utilizam métodos contracetivos

adequados. Procoralan não pode ser administrado em simultâneo com vários outros medicamentos.

Para a lista completa de restrições de utilização relativas a Procoralan, consulte o Folheto Informativo.

Porque está Procoralan autorizado na UE?

A Agência Europeia de Medicamentos concluiu que Procoralan demonstrou ser eficaz no tratamento da

angina crónica e apresenta um perfil de segurança aceitável e, por esse motivo, constitui um

tratamento alternativo para os doentes que não possam tomar bloqueadores beta ou cuja doença não

seja controlada com estes medicamentos. Concluiu igualmente que Procoralan foi eficaz no tratamento

da insuficiência cardíaca crónica, com um perfil de segurança aceitável. A Agência Europeia de

Medicamentos concluiu que os benefícios de Procoralan são superiores aos seus riscos e o

medicamento pode ser autorizado para utilização na UE.

Para o tratamento da angina, Procoralan foi inicialmente aprovado para doentes com uma frequência

cardíaca igual ou superior a 60 batimentos por minuto. No entanto, a sua utilização foi posteriormente

limitada a doentes com uma frequência cardíaca igual ou superior a 70 batimentos por minuto.

Que medidas estão a ser adotadas para garantir a utilização segura e eficaz

de Procoralan?

No Resumo das Características do Medicamento e no Folheto Informativo foram incluídas

recomendações e precauções a observar pelos profissionais de saúde e pelos doentes para a utilização

segura e eficaz de Procoralan.

Tal como para todos os medicamentos, os dados sobre a utilização de Procoralan são continuamente

monitorizados. Os efeitos secundários comunicados com Procoralan são cuidadosamente avaliados e

são tomadas todas as medidas necessárias para proteger os doentes.

No âmbito de um procedimento ao abrigo do artigo 20.º do Regulamento (CE) n.º 726/2004. Pode consultar

informações adicionais aqui.

Procoralan (ivabradina)

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Outras informações sobre Procoralan

A 25 de outubro de 2005, Procoralan recebeu uma Autorização de Introdução no Mercado, válida para

toda a UE.

Mais informações sobre Procoralan podem ser encontradas no sítio da internet da Agência:

ema.europa.eu/medicines/human/EPAR/Procoralan

Este resumo foi atualizado pela última vez em 11-2018.

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