Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal 20 mg + 25 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida
Disponível em:
Generis Phar - Promoção de Medicamentos, Unip. Lda.
Código ATC:
C09DA08
DCI (Denominação Comum Internacional):
Olmesartan medoxomilo + Hydrochlorothiazide
Dosagem:
20 mg + 25 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Olmesartan medoxomilo 20 mg - Hidroclorotiazida 25 mg
Via de administração:
Via oral
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.2.2 Antagonistas dos receptores da angiotensina; 3.4.1.1 Tiazidas e análogos
Área terapêutica:
olmesartan medoxomil and diuretics
Resumo do produto:
5706312 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 5 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado Em escoamento até 27/02/2020 - 10080646 - 50110160 ; 5706270 - Blister 10 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 5 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado Em escoamento até 27/02/2020 - 10080646 - 50110152 ; 5706320 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 5 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado Em escoamento até 27/02/2020 - 10080646 - 50110179 ; 5706304 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 5 Ano(s)Condições: Não necessita de precauções especiais - Não comercializado Em escoamento até 27/02/2020 - 10080646 - 50110152
Status de autorização:
Revogado (07 de Outubro de 2019)
Número de autorização:
16/H/0050/002
Data de autorização:
2017-02-06

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APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal 20 mg + 12,5 mg comprimidos

revestidos por película

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal 20 mg + 25 mg comprimidos

revestidos por película

Olmesartan medoxomilo medoxomilo + hidroclorotiazida

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

- Se tiver quaisquer efeitos

indesejáveis

, incluindo possíveis efeitos

indesejáveis

não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal

3. Como tomar Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal

4. Efeitos

indesejáveis

possíveis

5. Como conservar Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal e para que é utilizado

O Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal contém duas substâncias ativas,

o olmesartan medoxomilo e a hidroclorotiazida, que são utilizadas para tratar a tensão

arterial elevada (hipertensão):

olmesartan

medoxomilo

pertence

grupo

medicamentos

designados

antagonistas dos recetores da angiotensina II. Diminui a tensão arterial por relaxamento

dos vasos sanguíneos.

- A hidroclorotiazida pertence a um grupo de

medicamentos designados diuréticos

tiazídicos. Diminui a tensão arterial ajudando o organismo a eliminar os fluidos em

excesso fazendo os rins produzir mais urina.

será

prescrito

Olmesartan

medoxomilo

Hidroclorotiazida

Labesfal

olmesartan medoxomilo em monoterapia não tiver controlado adequadamente a sua

tensão

arterial.

Quando

administradas

juntamente,

duas

substâncias

ativas

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal ajudam a reduzir a tensão arterial

em maior grau do que cada substância ativa administrada em separado.

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Pode estar já a tomar medicamentos para tratar a sua tensão arterial elevada, mas o seu

médico

pode

considerar

necessário

tome

Olmesartan

medoxomilo

Hidroclorotiazida Labesfal para a baixar mais.

A tensão arterial elevada pode ser controlada com medicamentos como Olmesartan

medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal comprimidos. Provavelmente, o seu médico

também aconselhou algumas alterações no seu estilo de vida para ajudar a diminuir a sua

tensão arterial (como por exemplo, controlar o peso, deixar de fumar, evitar bebidas

alcoólicas e diminuir a quantidade de sal na dieta). O seu médico poderá ter recomendado

que faça exercício físico regular, como por exemplo andar ou nadar. É importante seguir

as instruções do médico.

2. O que precisa de saber antes de tomar Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal

Não tome Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal se:

tem alergia (hipersensibilidade) ao olmesartan medoxomilo ou à hidroclorotiazida ou a

qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6) ou a substâncias

similares à hidroclorotiazida (sulfonamidas)

tiver mais do que três meses de gravidez (também é preferível não tomar Olmesartan

medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal no início da gravidez – ver secção Gravidez)

tem problemas renais graves

tem níveis sanguíneos baixos de potássio e sódio ou níveis sanguíneos elevados de cálcio

ou de ácido úrico (com sintomas de gota ou pedras nos rins) que não melhoram quando

tratados

problemas

hepáticos

graves

amarelecimento

pele

olhos

(icterícia)

problemas de drenagem da bílis da vesícula biliar (obstrução biliar, por exemplo, pedras

na vesícula).

Se pensa que algum destes aspetos se aplica a si, ou se não tem a certeza, não tome os

comprimidos. Fale primeiro com o seu médico e siga os conselhos que lhe forem dados.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Olmesartan medoxomilo +

Hidroclorotiazida Labesfal.

Antes de tomar os comprimidos, informe o seu médico se tiver algum dos seguintes

problemas de saúde:

problemas renais ligeiros a moderados ou se tiver feito recentemente um transplante renal

doenças hepáticas

insuficiência cardíaca ou problemas com as válvulas cardíacas ou músculos cardíacos

vómitos (estar enjoado) ou diarreia graves ou que durem vários dias

tratamento com doses elevadas de diuréticos ou se está a fazer uma dieta com baixo teor

em sal

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problemas nas glândulas suprarrenais (por exemplo, aldosteronismo primário)

diabetes

lúpus eritematoso (uma doença autoimune)

alergias ou asma.

caso tenha tido cancro da pele ou se desenvolver uma lesão cutânea inesperada

durante o tratamento. O tratamento com hidroclorotiazida, no caso particular da

utilização de doses elevadas a longo prazo, pode aumentar o risco de alguns tipos de

cancro da pele e do lábio (cancro da pele não-melanoma). Proteja a sua pele contra

a exposição solar e a radiação ultravioleta, enquanto estiver a tomar Olmesartan

medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal.

Contacte o seu médico se tiver diarreia que seja grave, persistente e que cause perda de

peso substancial. O seu médico poderá avaliar os seus sintomas e decidir sobre como

continuar a sua medicação para a tensão arterial.

Se tiver alguma destas condições o seu médico poderá querer vê-lo mais frequentemente

e realizar alguns testes.

O Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal pode induzir um aumento dos

níveis sanguíneos de gordura e de ácido úrico (causa de gota – inchaço doloroso das

articulações). O seu médico poderá necessitar de controlar estes níveis recorrendo a

análises clínicas.

Este medicamento pode afetar os níveis de algumas substâncias químicas no seu sangue

denominadas

eletrólitos.

médico

poderá

necessitar

controlar

estes

níveis

recorrendo a análises clínicas. Os sinais de alterações eletrolíticas são: sede, secura da

boca, dores musculares ou cãibras, fadiga muscular, tensão arterial baixa (hipotensão),

fraqueza,

apatia,

cansaço,

sonolência

agitação,

náuseas,

vómitos,

fluxo

urinário

reduzido, frequência cardíaca aumentada. Informe o seu médico se detetar estes sintomas.

Como com qualquer medicamento que reduz a tensão arterial, uma diminuição excessiva

da tensão arterial em doentes com perturbações da circulação sanguínea a nível do

coração e do cérebro pode causar um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral. O

seu médico irá assim controlar cuidadosamente a sua tensão arterial.

O tratamento com o Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal deverá ser

interrompido antes de qualquer teste da função paratiroideia.

Se pratica desporto de competição, este medicamento pode induzir um resultado positivo

num teste antidoping.

Deve informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida. Olmesartan

medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal não está recomendado no início da gravidez e

não deve ser tomado após o terceiro mês de gravidez, uma vez que pode ser gravemente

prejudicial para o bebé se utilizado a partir desta altura (ver secção Gravidez).

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Crianças e adolescentes

O Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal não é recomendado em crianças

e adolescentes com idade inferior a 18 anos.

Outros medicamentos e Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente,

ou se vier a tomar outros medicamentos.

Isto aplica-se, em particular, aos seguintes medicamentos:

medicamentos que podem alterar os níveis de potássio no sangue:

suplementos de potássio (bem como substitutos do sal contendo potássio)

diuréticos

heparina (para tornar o sangue mais fluido)

laxantes

esteroides

hormona adrenocorticotrófica (ACTH)

carbenoxolona (medicamento utilizado para tratar as úlceras da boca e do estômago)

penicilina G sódica (também denominada benzilpenicilina sódica, um antibiótico)

alguns

fármacos

utilizados

alívio

tais

como

ácido

acetilsalicílico

salicilatos

lítio (medicamento para tratamento de alterações de humor e algumas depressões).

Quando utilizado ao mesmo tempo, o Olmesartan

medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal pode aumentar a toxicidade do lítio. Se tem que tomar lítio, o seu médico irá

monitorizar os seus níveis sanguíneos de lítio.

medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) (medicamentos utilizados para

aliviar a dor, o inchaço e outros sintomas de inflamação, incluindo artrite). Quando

utilizados ao mesmo tempo que o Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal,

podem aumentar o risco de insuficiência renal. O efeito do Olmesartan medoxomilo +

Hidroclorotiazida Labesfal pode ser reduzido pelos AINEs

outros medicamentos para reduzir a tensão arterial (anti-hipertensores), pois o efeito do

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal pode ser aumentado

comprimidos para dormir, sedativos e antidepressivos. Quando utilizados ao mesmo

tempo que o Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal podem causar uma

redução súbita da tensão arterial em pé

alguns

medicamentos

como

baclofeno

tubocurarina,

usados

para

relaxar

músculos

amifostina e alguns outros medicamentos utilizados no tratamento do cancro, tais como a

ciclofosfamida ou o metotrexato

colestiramina e colestipol, medicamentos para baixar os níveis de gordura no sangue

cloridrato de colessevelam, um medicamento que baixa o nível de colesterol no seu

sangue, pois o efeito de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal pode ser

diminuído.

médico

pode

aconselhá-lo

tomar

Olmesartan

medoxomilo

Hidroclorotiazida Labesfal pelo menos 4 horas antes do cloridato de colessevelam.

agentes anticolinérgicos, tais como a atropina e o biperideno

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medicamentos tais como tioridazina, cloropromazina, levomepromazina, trifluoperazina,

ciamemazina,

sulpirida,

amissulprida,

pimozida,

sultoprida,

tiaprida,

droperidol

haloperidol, utilizados para tratar algumas perturbações do foro psiquiátrico

alguns medicamentos tais como a quinidina, hidroquinidina, disopiramida, amiodarona,

sotalol ou digitálicos, utilizados para tratar problemas cardíacos

medicamentos como a mizolastina, pentamidina, terfenadina, dofetilida, ibutilida ou

injeções de eritromicina que podem alterar o ritmo cardíaco

medicamentos antidiabéticos orais (como a metformina) ou insulina, utilizados para

baixar o açúcar no sangue

bloqueadores beta e diazóxido, medicamentos utilizados para tratar a tensão arterial

elevada

níveis

baixos

açúcar

sangue,

respetivamente.

Olmesartan

medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal pode potenciar o efeito de aumento de açúcar

no sangue

metildopa, um medicamento utilizado para tratar a tensão arterial elevada

medicamentos como a noradrenalina, utilizados para aumentar a tensão arterial e diminuir

o ritmo cardíaco

difemanil, utilizado para tratar um batimento cardíaco lento ou diminuir a sudação

medicamentos como o probenecida, sulfimpirazona e alopurinol, utilizados para tratar a

gota

suplementos de cálcio

amantadina, um fármaco antiviral

ciclosporina, um medicamento utilizado para impedir a rejeição de órgãos transplantados

certos antibióticos denominados tetraciclinas ou esparfloxacina

anfotericina, um medicamento utilizado para tratar infeções fúngicas

alguns antiácidos, utilizados para tratar a acidez do estômago em demasia, tais como o

hidróxido de alumínio e magnésio, dado que a ação de Olmesartan medoxomilo +

Hidroclorotiazida Labesfal pode ser ligeiramente diminuída

cisaprida, utilizado para aumentar a progressão da comida no estômago e intestino

halofantrina, utilizado para a malária.

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal com alimentos, bebidas e álcool

O Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal pode ser tomado com ou sem

alimentos.

Deve

tomar

cuidado

quando

beber

álcool

enquanto

está

tomar

Olmesartan

medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal, pois algumas pessoas sentem sensação de

desmaio ou tonturas. Se tal acontecer, não ingira qualquer tipo de álcool, incluindo vinho,

cerveja ou sumos de bebida gaseificada com bebida alcoólica (alcopops).

Doentes de raça negra

Tal como com outros medicamentos similares, o efeito de diminuição da tensão arterial

do Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal pode ser ligeiramente menor

em doentes de raça negra.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o

meu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

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INFARMED

Gravidez

Deve informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida. O seu

médico

normalmente

aconselhá-la-á

interromper

Olmesartan

medoxomilo

Hidroclorotiazida Labesfal antes de engravidar ou assim que estiver grávida, e a tomar

outro medicamento em vez de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal.

Este medicamento não está recomendado durante a gravidez e não pode ser tomado após

o terceiro mês de gravidez, uma vez que pode ser gravemente prejudicial para o bebé se

utilizado a partir desta altura.

Amamentação

Deverá informar o seu médico de que se encontra a amamentar ou que está prestes a

iniciar a amamentação. Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal não está

recomendado em mães a amamentar e o seu médico poderá indicar outro tratamento para

si se desejar amamentar.

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Durante o tratamento da hipertensão pode ocorrer sonolência ou tonturas. Neste caso, não

conduza nem utilize máquinas até que os sintomas desapareçam. Aconselhe-se com o seu

médico.

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal contém lactose

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

dose

recomendada

comprimido

Olmesartan

medoxomilo

Hidroclorotiazida Labesfal 20 mg + 12,5 mg.

No entanto, se a sua tensão arterial não estiver controlada, o seu médico poderá decidir

alterar a dose para 1 comprimido por dia de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal 20 mg + 25 mg.

Tome o comprimido com água. Sempre que possível, deve tomar a dose diária à mesma

hora, por exemplo, ao pequeno-almoço.

É importante continuar o tratamento com este medicamento até que o seu médico lhe dê

outras instruções.

Se tomar mais Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal do que deveria

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Se tomar mais comprimidos do que deveria, ou se uma criança acidentalmente engolir um

ou mais comprimidos, dirija-se imediatamente ao seu médico ou ao serviço de urgência

mais próximo levando a sua embalagem do medicamento consigo.

Caso se tenha esquecido de tomar Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal

No caso de se ter esquecido de tomar uma dose, tome a dose normal no dia seguinte

como habitualmente. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se

esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal

É importante continuar o tratamento com Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal até que o seu médico lhe dê outras instruções.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

4. Efeitos

indesejáveis

possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos

indesejáveis

, no

entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Contudo, os dois efeitos

indesejáveis

seguintes podem ser graves:

- Podem ocorrer raramente reações alérgicas que podem afetar todo o corpo, com edema

(inchaço) facial, da boca e/ou laringe juntamente com prurido (comichão) e erupção.

Neste caso, pare de tomar Olmesartan

medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal

contacte o seu médico imediatamente.

- Pode ocorrer uma diminuição demasiado acentuada da tensão arterial em indivíduos

suscetíveis

como

resultado

reação

alérgica.

Pode

ocorrer

pouco

frequentemente

sensação

cabeça

leve

desmaio.

Neste

caso,

pare

tomar

Olmesartan

medoxomilo

Hidroclorotiazida

Labesfal,

contacte

médico

imediatamente e deite-se.

O Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal é uma combinação de duas

substâncias ativas e a informação que se segue refere-se, em primeiro lugar, aos efeitos

indesejáveis

comunicados

até

agora

combinação

olmesartan

medoxomilo

hidroclorotiazida (para além dos já mencionados em cima) e em segundo lugar aos que

são conhecidos para as substâncias ativas em separado.

Estes

são

outros

efeitos

indesejáveis

conhecidos

até

agora

Olmesartan

medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal (se estes efeitos

indesejáveis

ocorrerem, eles

são frequentemente ligeiros e não necessita de parar o seu tratamento):

Efeitos

indesejáveis

frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

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tonturas

fraqueza

dores de cabeça

fadiga

dor no peito

inchaço dos tornozelos, pés, pernas, mãos ou braços.

Efeitos

indesejáveis

pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

aceleração do batimento cardíaco (palpitações)

erupção na pele, eczema

vertigens

tosse

indigestão, dor abdominal

náuseas, vómitos

diarreia

cãibras e dores musculares

dor nas articulações, braços e pernas

dor de costas

dificuldade de ereção nos homens

sangue na urina

alterações nos resultados das análises ao sangue. Estas incluem aumento dos níveis

sanguíneos de gordura; aumento dos níveis sanguíneos de ureia ou ácido úrico; aumento

da creatinina; aumento ou diminuição dos níveis sanguíneos de potássio; aumento dos

níveis sanguíneos de cálcio; aumento dos níveis de açúcar no sangue; aumento dos níveis

da função hepática. O seu médico verificará estes níveis através de análises ao sangue e

dir-lhe-á se precisa de fazer alguma coisa.

Efeitos

indesejáveis

raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas):

sensação de mal-estar

perturbações de consciência

protuberâncias na pele (pápulas)

insuficiência renal aguda

alterações nos resultados das análises ao sangue. Estas incluem aumento do azoto ureico

sanguíneo; diminuição dos valores de hemoglobina e do hematócrito. O seu médico

verificará estes níveis através de análises ao sangue e dir-lhe-á se precisa de fazer alguma

coisa.

Efeitos

indesejáveis

adicionais notificados com a utilização de olmesartan medoxomilo

ou hidroclorotiazida isoladamente:

Olmesartan medoxomilo:

Efeitos

indesejáveis

frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

bronquite

tosse

corrimento nasal ou nariz entupido

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dor de garganta

dor abdominal

indigestão

diarreia

náuseas

gastroenterite

dor nas articulações ou ossos, dor de costas

sangue na urina

infeção do trato urinário

sintomas do tipo gripal

alterações nos resultados das análises ao sangue. Estas incluem aumento dos níveis

sanguíneos de gordura, aumento dos níveis sanguíneos de ureia ou ácido úrico, aumento

dos níveis da função hepática e muscular.

Efeitos

indesejáveis

pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

reações alérgicas rápidas que podem afetar o corpo todo e podem causar problemas em

respirar, bem como uma rápida descida da tensão arterial que pode ainda levar a desmaio

(reações anafiláticas)

edema da face

angina (dor ou sensação de desconforto no peito, conhecida como angina de peito)

sensação de mal-estar

erupção na pele alérgica, prurido (comichão), exantema (erupção na pele), protuberâncias

na pele (pápulas)

alterações nos resultados das análises ao sangue. Estas incluem número reduzido de um

tipo de células sanguíneas denominadas plaquetas (trombocitopenia).

Efeitos

indesejáveis

raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas):

compromisso da função renal

falta de energia

alterações nos resultados das análises ao sangue. Estas incluem aumento do potássio

sanguíneo.

Hidroclorotiazida:

Efeitos

indesejáveis

muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas):

alterações nos resultados das análises ao sangue, incluindo aumento dos níveis de gordura

e de ácido úrico sanguíneos.

Efeitos

indesejáveis

frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

sensação de confusão

dor abdominal

indisposição gástrica

sensação de inchaço

diarreia

náuseas, vómitos

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prisão de ventre

excreção de glucose na urina

alterações nos resultados das análises ao sangue. Estas incluem aumento dos níveis

sanguíneos de creatinina; ureia, cálcio e açúcar; diminuição dos níveis sanguíneos de

cloreto, potássio, magnésio e sódio; aumento da amilase sérica (hiperamilasemia).

Efeitos

indesejáveis

pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

diminuição ou perda de apetite

dificuldade respiratória grave

reações da pele anafiláticas (reações de hipersensibilidade)

agravamento da miopia pré-existente

eritema, reações da pele à luz, prurido (comichão), manchas purpúreas ou manchas na

pele devido a pequenas hemorragias (púrpura), protuberâncias na pele (pápulas).

Efeitos

indesejáveis

raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas):

glândulas salivares inchadas e dolorosas

número diminuído de células brancas sanguíneas

número diminuído de plaquetas sanguíneas

anemia

depressão da medula óssea

agitação

sensação de depressão

perturbações do sono

sensação de desinteresse (apatia)

formigueiro e dormência

convulsões

visão dos objetos em amarelo, visão turva, olhos secos

batimento cardíaco irregular

inflamação dos vasos sanguíneos

coágulos de sangue (trombose ou embolia)

inflamação do pulmão

acumulação de líquido nos pulmões

inflamação do pâncreas

icterícia

infeção da vesícula biliar

sintomas de lúpus eritematoso tais como erupção na pele

dor nas articulações e mãos e dedos frios

reações alérgicas da pele

descamação e bolhas na pele

inflamação não infeciosa do rim (nefrite intersticial)

febre

fraqueza muscular (causando, por vezes, dificuldade no movimento).

Efeitos

indesejáveis

muito raros (podem afetar até 1 em 10000 pessoas):

desequilíbrio eletrolítico levando a um nível anormalmente baixo de cloreto no sangue

(alcalose hipoclorémica)

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obstrução do intestino (ileus paralítico).

Efeitos indesejáveis de frequência desconhecida (a frequência não pode ser calculada

a partir dos dados disponíveis)

cancro da pele e do lábio (cancro da pele não-melanoma).

Comunicação de efeitos

indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos

indesejáveis

, incluindo possíveis efeitos

indesejáveis

não

indicados

neste

folheto,

fale

médico ou

farmacêutico.

Também

poderá

comunicar efeitos

indesejáveis

diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo. Ao comunicar efeitos

indesejáveis

, estará a ajudar a fornecer mais informações

sobre a segurança deste medicamento.

Sítio da internet:

http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente) ou

através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail:

farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior.

O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao

seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal

As substâncias ativas são: olmesartan medoxomilo e hidroclorotiazida.

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Cada comprimido revestido por película de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal 20 mg + 12,5 mg contém 20 mg de olmesartan medoxomilo e 12,5 mg de

hidroclorotiazida.

Cada comprimido revestido por película de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

20 mg + 25 mg contém 20 mg de olmesartan medoxomilo e 25 mg de hidroclorotiazida.

Os outros componentes são:

Lactose

mono-hidratada,

hidroxipropilcelulose

baixa

substituição,

hidroxipropilcelulose, celulose microcristalina, estearato de magnésio, hipromelose 2910

(6cps), talco, dióxido de titânio (E 171), óxido de ferro vermelho (E 172).

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal 20 mg + 12,5 mg contém ainda

óxido de ferro amarelo (E 172).

Qual o aspeto de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal e conteúdo da

embalagem

Os comprimidos de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal 20 mg + 12,5

mg são comprimidos revestidos de cor amarela a laranja, redondos, biconvexos e lisos de

ambos os lados.

Os comprimidos de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal 20 mg + 25

mg são comprimidos revestidos de cor rosa a cor de pêssego, redondos, biconvexos e

lisos de ambos os lados.

Este medicamento encontra-se disponível em blisters OPA/Alu/PVC-Alu de 10, 14, 28 e

56 unidades.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Generis Phar – Promoção de Medicamentos, Unipessoal, Lda.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

Fabricante

Generis Farmacêutica, S.A.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

Laboratório Medinfar – Produtos Farmacêuticos S.A.

Rua Henrique Paiva Couceiro, 27

2700-451 Amadora

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal 20 mg + 12,5 mg comprimidos

revestidos por película

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal 20 mg + 25 mg comprimidos

revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal 20 mg + 12,5 mg comprimidos contém 20 mg de olmesartan medoxomilo e 12,5

mg de hidroclorotiazida

Cada comprimido revestido por película de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal 20 mg + 25 mg contém 20 mg de olmesartan medoxomilo e 25 mg de

hidroclorotiazida

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Cada comprimido revestido por película de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal 20 mg + 12,5 mg contém 131,2 mg de lactose monohidratada.

Cada comprimido revestido por película de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal 20 mg + 25 mg contém 118,7 mg de lactose monohidratada.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimidos revestidos por película.

Os comprimidos revestidos por película de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal 20 mg + 12,5 mg são de cor amarela a laranja, redondos, biconvexos e lisos de

ambos os lados.

Os comprimidos revestidos por película de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal 20 mg + 25 mg são comprimidos revestidos de cor rosa a cor de pêssego,

redondos, biconvexos e lisos de ambos os lados.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

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Tratamento da hipertensão essencial.

A combinação de dose fixa de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal está

indicada em doentes adultos cuja tensão arterial não está adequadamente controlada com

olmesartan medoxomilo em monoterapia.

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Adultos

O Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal não deve ser utilizado como

terapêutica

inicial,

doentes

cuja

tensão

arterial

não

esteja

adequadamente

controlada

olmesartan

medoxomilo

monoterapia.

Olmesartan

medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal é administrado uma vez por dia, com ou sem

alimentos.

Quando

clinicamente

apropriado,

pode

considerada

mudança

direta

monoterapia com 20 mg de olmesartan medoxomilo para a combinação fixa, tendo em

atenção que o efeito anti-hipertensor do olmesartan medoxomilo atinge o seu máximo

cerca de 8 semanas após o início do tratamento (ver secção 5.1).

Recomenda-se a titulação da dose dos componentes individuais:

- olmesartan medoxomilo 20 mg + hidroclorotiazida 12,5 mg pode ser administrado em

doentes cuja tensão arterial

não esteja adequadamente controlada pela

monoterapia

otimizada com olmesartan medoxomilo 20 mg

- olmesartan medoxomilo 20 mg + hidroclorotiazida 25 mg pode ser administrado em

doentes

cuja

tensão

arterial

não

esteja

adequadamente

controlada

olmesartan

medoxomilo 20 mg + hidroclorotiazida 12,5 mg.

Idosos (idade igual ou superior a 65 anos)

Em idosos a dosagem recomendada da combinação é idêntica à usada nos adultos.

Compromisso renal

Quando o Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal é utilizado em doentes

com compromisso renal ligeiro a moderado (depuração da creatinina 30 – 60 ml/min),

recomenda-se a monitorização periódica da função renal (ver secção 4.4). O Olmesartan

medoxomilo

Hidroclorotiazida

Labesfal

está

contraindicado

doentes

compromisso renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min) (ver secção 4.3).

Afeção hepática

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal deve ser usado com precaução em

doentes com afeção hepática ligeira a moderada (ver secções 4.4, 5.2). Em doentes com

afeção hepática moderada, a dose inicial recomendada de olmesartan medoxomilo é de

10 mg uma vez por dia e a dose máxima não deve exceder os 20 mg uma vez por dia.

É aconselhável uma monitorização cuidadosa da tensão arterial e da função renal em

doentes

afeção

hepática

estão

tratamento

diuréticos

e/ou

outros

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fármacos anti-hipertensores. Não existe experiência com olmesartan medoxomilo em

doentes com afeção hepática grave.

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal não deve ser usado em doentes

com afeção hepática grave (ver secções 4.3, 5.2), colestase e obstrução biliar (ver secção

4.3).

População pediátrica

A segurança e eficácia de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal em

crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos não foram ainda estabelecidas. Não

existem dados disponíveis.

Modo de administração

comprimido

deve

engolido

quantidade

suficiente

líquido

(por

exemplo, um copo de água). O comprimido não deve ser mastigado e deve ser tomado à

mesma hora todos os dias. Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal pode

ser administrado com ou sem alimentos

4.3 Contraindicações

- Hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos excipientes mencionados

secção

outras

substâncias

derivadas

sulfonamida

(dado

hidroclorotiazida é um fármaco derivado da sulfonamida)

- Compromisso renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min).

- Hipocaliemia refractária, hipercalcemia, hiponatremia e hiperuricemia sintomática.

- Afeção hepática grave, colestase e afeções biliares obstrutivas.

- Segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secções 4.4 e 4.6).

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Depleção do volume intravascular

Pode ocorrer hipotensão sintomática, especialmente após a primeira toma, em doentes

com depleção de volume e/ou de sódio devido a terapêutica diurética intensiva, restrição

de sal na dieta, diarreia ou vómitos. Estas situações devem ser corrigidas antes da

administração de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal.

Outras afeções que estimulam o sistema renina-angiotensina-aldosterona:

doentes

cujo

tónus

vascular

função

renal

dependem

predominantemente

atividade

sistema

renina-angiotensina-aldosterona

(por

exemplo,

doentes

insuficiência

cardíaca

congestiva

grave

doença

renal

subjacente,

incluindo

estenose da artéria renal), o tratamento com fármacos que afetam este sistema foi

associado a hipotensão aguda, azotemia, oligúria ou, raramente, a insuficiência renal

aguda.

Hipertensão renovascular

Existe um risco acrescido de hipotensão grave e de insuficiência renal quando doentes

com estenose bilateral das artérias renais ou estenose da artéria que irriga um rim único

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funcional são tratados com medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina-

aldosterona.

Compromisso renal e transplante renal

O Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal não deverá ser utilizado em

doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min) (ver secção

4.3). Não é necessário ajuste posológico em doentes com compromisso renal ligeiro a

moderado

(depuração

creatinina

ml/min,

<

ml/min).

entanto,

administração deste medicamento neste grupo de doentes deverá ser feita com precaução

e recomenda-se a monitorização periódica dos níveis séricos de potássio, creatinina e

ácido úrico. Em doentes com compromisso renal pode ocorrer azotemia associada aos

diuréticos tiazídicos. Se se verificar que o grau de compromisso renal aumenta, é

necessária

reavaliação

tratamento,

podendo

considerar-se

possibilidade

suspensão da terapêutica diurética. Não existe experiência com a administração de

olmesartan medoxomilo + hidroclorotiazida em doentes com transplante renal recente.

Afeção hepática

Atualmente não existe experiência com olmesartan medoxomilo em doentes com afeção

hepática grave. Além disso, pequenas alterações no equilíbrio hidro-eletrolítico durante a

terapêutica tiazídica podem precipitar coma hepático em doentes com afeção hepática ou

doença hepática progressiva.

Consequentemente, deve ter-se precaução em doentes com afeção hepática ligeira a

moderada (ver secção 4.2). A utilização de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal

doentes

afeção

hepática

grave,

colestase

obstrução

biliar

está

contraindicada (ver secções 4.3, 5.2).

Estenose da válvula aórtica ou mitral; cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva

Como acontece com outros vasodilatadores, recomenda-se precaução especial em doentes

com estenose aórtica ou mitral ou cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva.

Aldosteronismo primário

Geralmente, os doentes com aldosteronismo primário não respondem aos fármacos anti-

hipertensores

atuam

através

inibição

sistema

renina-angiotensina.

conseguinte,

não

recomenda

utilização

Olmesartan

medoxomilo

Hidroclorotiazida Labesfal nestes doentes.

Efeitos metabólicos e endócrinos

A terapêutica com tiazidas pode diminuir a tolerância à glucose. Em doentes diabéticos

poderá ser necessário ajuste posológico de insulina ou de fármacos hipoglicemiantes

orais (ver secção 4.5). Durante a terapêutica tiazídica a diabetes mellitus latente pode

manifestar-se.

Níveis de colesterol

e triglicéridos aumentados são efeitos

indesejáveis conhecidos

associados à terapêutica diurética tiazídica.

alguns

doentes

terapêutica

tiazidas

pode

ocorrer

hiperuricemia

desencadear-se uma crise de gota.

Desequilíbrio eletrolítico

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Tal como em qualquer doente sob terapêutica diurética, deverá ser feita a determinação

periódica adequada dos eletrólitos séricos.

As tiazidas, incluindo a hidroclorotiazida, podem causar desequilíbrio hidro-eletrolítico

(incluindo hipocaliemia, hiponatremia e alcalose hipoclorémica). Os sinais de aviso de

desequilíbrio hidro-eletrolítico são secura da boca, sede, fraqueza, letargia, sonolência,

agitação,

dores

musculares

cãimbras,

fadiga

muscular,

hipotensão,

oligúria,

taquicardia e distúrbios gastrointestinais tais como náuseas e vómitos (ver secção 4.8).

O risco de hipocaliemia é maior em doentes com cirrose hepática, em doentes com

estimulação

diurese,

doentes

recebem

quantidade

inadequada

eletrólitos por via oral e em doentes sob terapêutica concomitante com corticosteroides

ou ACTH (ver secção 4.5).

Por outro lado, devido ao antagonismo dos recetores de angiotensina II (AT1) pelo

componente olmesartan medoxomilo do Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal, pode ocorrer hipercaliemia, especialmente em presença de compromisso renal

e/ou de insuficiência cardíaca e de diabetes mellitus. Recomenda-se uma monitorização

adequada do potássio sérico em doentes de risco. Os diuréticos poupadores de potássio,

suplementos

potássio

substitutos

contendo

potássio

outros

medicamentos que possam elevar os níveis de potássio (por exemplo, a heparina) devem

ser administrados concomitantemente com precaução com Olmesartan medoxomilo +

Hidroclorotiazida Labesfal (ver secção 4.5).

Não existe evidência de que o olmesartan medoxomilo possa reduzir ou prevenir a

hiponatremia

induzida

diuréticos.

défice

cloreto

geralmente

ligeiro

habitualmente não requer tratamento.

As tiazidas podem diminuir a excreção urinária do cálcio e causar um aumento ligeiro e

intermitente do cálcio sérico na ausência de perturbações conhecidas do metabolismo do

cálcio. A hipercalcemia pode evidenciar um hiperparatiroidismo não diagnosticado. As

tiazidas deverão ser suspensas antes de se efetuarem testes da função paratiroideia.

Verificou-se que as tiazidas aumentam a excreção urinária de magnésio, o que pode

resultar em hipomagnesemia.

Com temperaturas elevadas pode ocorrer hiponatremia de diluição em doentes com

edemas.

Lítio

Como com outros medicamentos contendo antagonistas dos recetores da angiotensina II e

tiazida em combinação, não é recomendada a administração concomitante de Olmesartan

medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal e lítio (ver secção 4.5).

Enteropatia semelhante a esprue

Em casos muito raros foi notificada diarreia crónica grave com perda de peso substancial

em doentes a tomar olmesartan medoxomilo, alguns meses a anos após o início do

medicamento, possivelmente causada por uma reação de hipersensibilidade retardada

localizada. As biópsias intestinais dos doentes demonstraram muitas vezes atrofia das

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vilosidades.

doente

desenvolver

estes

sintomas

durante

tratamento

olmesartan medoxomilo, devem excluir-se outras etiologias. Considerar a descontinuação

de olmesartan medoxomilo nos casos em que não foi identificada outra etiologia. Em

casos em que os sintomas desaparecem e a enteropatia semelhante a esprue é confirmada

por biópsia, o tratamento com olmesartan medoxomilo não deve ser reiniciado.

Diferenças étnicas:

Como com todos os outros antagonistas dos recetores da angiotensina II, o efeito de

diminuição da tensão arterial de olmesartan

medoxomilo é

ligeiramente

menor em

doentes de raça negra do que em doentes de outras raças, possivelmente devido a uma

prevalência mais elevada de casos de níveis reduzidos de renina na população negra

hipertensa.

Teste antidoping

A hidroclorotiazida presente neste medicamento pode induzir um resultado positivo num

teste antidoping.

Gravidez

Os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem ser iniciados durante a

gravidez. A não ser em situações em que a manutenção da terapêutica com antagonistas

dos recetores da angiotensina II seja considerada essencial, nas doentes que planeiem

engravidar o tratamento deve ser alterado para anti-hipertensores cujo perfil de segurança

durante a gravidez esteja estabelecido.

Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com antagonistas dos recetores da

angiotensina II deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada

terapêutica alternativa (ver secção 4.3. e 4.6.).

Outras

Na arteriosclerose geral, nos doentes com doença cardíaca isquémica ou com doença

isquémica cerebrovascular, há sempre o risco de uma redução excessiva da tensão arterial

poder resultar em enfarte do miocárdio ou em acidente vascular cerebral.

Podem ocorrer reações de hipersensibilidade à hidroclorotiazida em doentes com ou sem

antecedentes de alergia ou asma brônquica, sendo embora mais prováveis em doentes

com estes antecedentes.

Foi referida a exacerbação ou ativação de lúpus eritematoso sistémico com a utilização de

diuréticos tiazídicos.

Hidroclorotiazida

Cancro da pele não-melanoma

dois

estudos epidemiológicos

baseados no

registo nacional

de cancro

Dinamarca foi observado um aumento do risco de cancro da pele não-melanoma

(NMSC) [carcinoma basocelular (BCC) e carcinoma espinocelular (SCC)] com uma

dose cumulativa crescente de exposição a hidroclorotiazida (HCTZ). A atividade

fotossensibilizadora da HCTZ pode atuar como mecanismo para o NMSC.

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INFARMED

Os doentes em tratamento com HCTZ devem ser informados do risco de NMSC e

aconselhados a observar regularmente a sua pele. Quaisquer novas lesões da pele

suspeitas devem ser imediatamente comunicadas ao médico. Os doentes devem ser

aconselhados a tomar medidas preventivas tais como limitação da exposição à luz

solar e à radiação ultravioleta e, em caso de exposição, a utilização de proteção

adequada com vista a minimizar o risco de cancro da pele. As lesões cutâneas

suspeitas devem ser rapidamente examinadas, nomeadamente através de exames

histológicos de biópsias. A utilização de HCTZ também poderá ter que ser reavaliada

em doentes com antecedentes de NMSC (ver também secção 4.8).

Este medicamento contém lactose

Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de

lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Interações

potenciais

relacionadas

combinação

olmesartan

medoxomilo

hidroclorotiazida

Uso concomitante não recomendado:

Lítio:

Foram referidos aumentos reversíveis das concentrações séricas e da toxicidade do lítio

durante a administração concomitante de lítio com inibidores da enzima de conversão da

angiotensina e, raramente, com antagonistas dos recetores da angiotensina II. Além disso,

a depuração renal do lítio é reduzida pelas tiazidas e consequentemente pode aumentar o

risco

toxicidade

lítio.

conseguinte,

não

recomendada

utilização

concomitante de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal e lítio (ver secção

4.4).

utilização

concomitante

necessária

recomenda-se

monitorização

cuidadosa dos níveis séricos de lítio.

Uso concomitante com precaução:

Baclofeno:

Pode ocorrer uma potenciação do efeito anti-hipertensor.

Anti-inflamatórios não esteroides:

AINEs (i.e. ácido acetilsalicílico (>3 g/dia), inibidores da COX-2 e AINEs não seletivos)

podem reduzir o efeito anti-hipertensor dos diuréticos tiazídicos e dos antagonistas dos

recetores da angiotensina II.

Em alguns doentes com a função renal comprometida (por exemplo, doentes desidratados

ou idosos com insuficiência renal), a administração concomitante de antagonistas dos

recetores da angiotensina II e de agentes inibidores da cicloxigenase pode resultar num

risco acrescido de deterioração da função renal, incluindo possível insuficiência renal

aguda, geralmente reversível. Por conseguinte, a combinação deve ser administrada com

precaução, especialmente nos idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e

deve ser dada particular atenção à monitorização da função renal no início da terapêutica

e regularmente ao longo do tratamento.

APROVADO EM

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INFARMED

Uso concomitante condicionado:

Amifostina:

Pode ocorrer uma potenciação do efeito anti-hipertensor.

Outros fármacos anti-hipertensores:

O efeito de redução da tensão arterial do Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida

Labesfal pode ser potenciado pela utilização concomitante de outros fármacos anti-

hipertensores.

Álcool, barbitúricos, narcóticos ou antidepressivos:

Pode ocorrer uma potenciação da hipotensão ortostática.

Interações potenciais relacionadas com olmesartan medoxomilo

Uso concomitante não recomendado:

Fármacos que afetam os níveis de potássio:

Com base na experiência com a utilização de outros medicamentos que afetam o sistema

renina-angiotensina, a utilização concomitante de diuréticos poupadores de potássio, de

suplementos de potássio, de substitutos do sal que contenham potássio ou de outros

fármacos que possam aumentar os níveis do potássio sérico (por exemplo, heparina,

IECA) pode causar aumento do potássio sérico (ver secção 4.4). Se forem prescritos

concomitantemente

Olmesartan

medoxomilo

Hidroclorotiazida

Labesfal

medicamentos que afetam os níveis de potássio, recomenda-se uma monitorização dos

níveis plasmáticos de potássio.

Agente sequestrador de ácidos biliares, colessevelam:

A administração concomitante do agente sequestrador de ácidos biliares, cloridrato de

colessevelam, reduz a exposição sistémica e o pico de concentração plasmática do

olmesartan e reduz o t1/2. A administração de olmesartan medoxomilo pelo menos 4

horas antes da administração de cloridrato de colessevelam diminuiu o efeito de interação

dos fármacos. Deve considerar-se administrar o olmesartam medoxomilo pelo menos 4

horas antes da administração de cloridrato de colessevelam (ver secção 5.2).

Informação adicional:

Após tratamento com antiácidos (hidróxido de alumínio e magnésio) registou-se uma

ligeira redução na biodisponibilidade do olmesartan.

olmesartan

medoxomilo

não

teve

efeito

significativo

farmacocinética

farmacodinamia da varfarina nem na farmacocinética da digoxina.

A administração concomitante de olmesartan medoxomilo com pravastatina não teve

efeitos clinicamente relevantes na farmacocinética de cada componente em indivíduos

saudáveis.

O olmesartan não teve efeitos inibidores clinicamente relevantes nas enzimas 1A1/2,

2A6, 2C8/9, 2C19, 2D6, 2E1 e 3A4 do citocromo P450 humano in vitro, e não teve

efeitos ou teve efeitos indutores mínimos nas atividades do citocromo P450 do rato. Não

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04-03-2019

INFARMED

são esperadas interações clinicamente relevantes entre o olmesartan e medicamentos

metabolizados pelas enzimas do citocromo P450 acima mencionadas.

Interações potenciais relacionadas com hidroclorotiazida:

Uso concomitante não recomendado:

Fármacos que afetam os níveis de potássio:

O efeito depletor de potássio da hidroclorotiazida (ver secção 4.4) pode ser potenciado

pela administração concomitante de outros fármacos associados à diminuição de potássio

e hipocaliemia (por exemplo, outros diuréticos caliuréticos, laxantes, corticosteroides,

ACTH,

anfotericina,

carbenoxolona,

penicilina

sódica

derivados

ácido

salicílico). Não se recomenda, portanto, o uso concomitante destes fármacos.

Uso concomitante com precaução:

Sais de cálcio:

Os diuréticos tiazídicos podem aumentar os níveis séricos de cálcio devido à diminuição

da sua excreção. Se a prescrição de suplementos de cálcio for necessária, os níveis séricos

cálcio

devem

monitorizados

dosagem

cálcio

deve

ajustada

conformidade.

Colestiramina e resinas de colestipol:

A absorção da hidroclorotiazida é prejudicada em presença de resinas de troca aniónica.

Glicosidos digitálicos:

A hipocaliemia ou a hipomagnesemia induzida por diuréticos tiazídicos podem favorecer

o início de arritmias cardíacas induzidas por digitálicos.

Fármacos afetados pelos desequilíbrios do potássio sérico:

É recomendada uma monitorização periódica do potássio sérico e a realização de ECG

quando o Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal é administrado com

medicamentos afectados pelos desequilíbrios do potássio sérico (por exemplo, glicosidos

digitálicos e antiarrítmicos) e com os seguintes medicamentos indutores de “torsades de

pointes” (taquicardia ventricular) (incluindo alguns antiarrítmicos), sendo a hipocaliemia

um fator de predisposição para “torsades de pointes” (taquicardia ventricular):

- Antiarrítmicos Classe Ia (por exemplo, quinidina, hidroquinidina, disopiramida).

- Antiarrítmicos Classe III (por exemplo, amiodarona, sotalol, dofetilida, ibutilida).

- Alguns antipsicóticos (por exemplo, tioridazina, cloropromazina, levomepromazina,

trifluoperazina,

ciamemazina,

sulpirida,

sultoprida,

amissulprida,

tiaprida,

pimozida,

haloperidol, droperidol)

- Outros (por exemplo, bepridilo, cisaprida, difemanil, eritromicina I.V., halofantrina,

mizolastina, pentamidina, esparfloxacina, terfenadina, vincamina I.V.).

Relaxantes não despolarizantes do músculo esquelético (por exemplo, tubocurarina):

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

O efeito dos relaxantes não despolarizantes do músculo esquelético pode ser potenciado

pela hidroclorotiazida.

Agentes anticolinérgicos (por exemplo, atropina, biperideno):

Aumento da biodisponibilidade dos diuréticos tiazídicos pela diminuição da motilidade

gastrointestinal e do ritmo de esvaziamento do estômago.

Medicamentos antidiabéticos (agentes orais e insulina):

O tratamento com tiazida pode influenciar a tolerância à glucose. Pode ser necessário

ajustar a dosagem do medicamento antidiabético (ver secção 4.4).

Metformina:

A metformina deve ser utilizada com precaução devido ao risco de acidose láctica

induzida

possível

insuficiência

renal

funcional

relacionada

hidroclorotiazida.

Bloqueadores beta e diazóxido:

O efeito hiperglicémico dos bloqueadores beta e do diazóxido pode ser potenciado pelas

tiazidas.

Aminas vasopressoras (por exemplo, noradrenalina):

O efeito das aminas vasopressoras pode ser diminuído.

Fármacos utilizados no tratamento da gota (por exemplo, probenecida, sulfimpirazona e

alopurinol):

Poderá ser necessário proceder a um ajuste da dosagem dos fármacos uricosúricos uma

vez que a hidroclorotiazida pode aumentar os níveis séricos de ácido úrico. Poderá ser

necessário aumentar a dosagem de probenecida ou sulfimpirazona. A administração

concomitante de tiazídicos pode aumentar a incidência de reações de hipersensibilidade

ao alopurinol.

Amantadina:

As tiazidas podem aumentar o risco de efeitos adversos causados pela amantadina.

Agentes citotóxicos (por exemplo, ciclofosfamida, metotrexato):

As tiazidas podem diminuir a excreção renal de medicamentos citotóxicos e potenciar os

seus efeitos mielossupressores.

Salicilatos:

No caso de dosagens elevadas de salicilatos, a hidroclorotiazida pode aumentar o efeito

tóxico dos salicilatos no sistema nervoso central.

Metildopa:

registo

casos

isolados

anemia

hemolítica

concomitante

hidroclorotiazida e metildopa.

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INFARMED

Ciclosporina:

A terapêutica concomitante com ciclosporina pode aumentar o risco de hiperuricemia e

complicações do tipo gota.

Tetraciclinas:

A administração concomitante de tetraciclinas e tiazidas aumenta o risco de uricemia

induzida por tetraciclina. Provavelmente, no caso da doxiciclina esta interação não é

aplicável.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Devido

efeitos

sobre

gravidez

cada

substâncias

ativas

deste

medicamento, a utilização de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal não

recomendada

durante

primeiro

trimestre

gravidez

(ver

secção

4.4).

administração

Olmesartan

medoxomilo

Hidroclorotiazida

Labesfal

está

contraindicada durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez

(ver secções 4.3 e 4.4).

Olmesartan medoxomilo

A administração de antagonistas dos recetores da angiotensina II não é recomendada

durante

primeiro

trimestre

gravidez

(ver

secção

4.4).

administração

antagonistas dos recetores da angiotensina II está contraindicada durante o segundo e

terceiro trimestres de gravidez (ver secções 4.3 e 4.4).

A evidência epidemiológica relativa ao risco de teratogenicidade após a exposição aos

IECA durante o 1º trimestre de gravidez não é conclusiva; contudo, não é possível excluir

um ligeiro aumento do risco. Enquanto não existem dados de estudos epidemiológicos

controlados relativos ao risco associado aos antagonistas dos recetores da angiotensina

(ARA), os riscos para esta classe de fármacos poderão ser semelhantes. A não ser que a

manutenção

tratamento

seja

considerada

essencial,

doentes

planeiem engravidar a medicação deve ser substituída por terapêuticas anti-hipertensoras

alternativas cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido.

Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com antagonistas dos recetores da

angiotensina II deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada

terapêutica alternativa.

A exposição aos antagonistas dos recetores da angiotensina II durante o segundo e

terceiro trimestres de gravidez está reconhecidamente associada à indução de toxicidade

fetal em humanos (diminuição da função renal, oligohidrâmnio, atraso na ossificação do

crânio) e toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia) (ver secção

5.3.).

No caso de a exposição a antagonistas dos recetores da angiotensina II ter ocorrido a

partir do segundo trimestre de gravidez, recomenda-se a monitorização ultrassonográfica

da função renal e dos ossos do crânio.

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

Recém-nascidos

cujas

mães

estiveram

expostas

antagonistas

recetores

angiotensina

devem

cuidadosamente

observados

sentido

diagnosticar

hipotensão (ver secções 4.3. e 4.4.).

Hidroclorotiazida

A experiência decorrente da administração da hidroclorotiazida durante a gravidez,

particularmente durante o primeiro trimestre, é limitada. Os estudos em animais são

insuficientes.

A hidroclorotiazida atravessa a barreira placentária. Com base no mecanismo de ação

farmacológico da hidroclorotiazida, a sua administração durante o segundo e o terceiro

trimestres pode comprometer a perfusão fetoplacentária e pode causar efeitos fetais e

neonatais tais como icterícia, distúrbios no equilíbrio eletrolítico e trombocitopenia.

hidroclorotiazida

não

deve

administrada

edema

gestativo,

hipertensão

gravidez ou pré-eclampsia devido ao risco de diminuição do volume plasmático e

hipoperfusão placentária, sem efeitos benéficos relativamente ao curso da doença.

A hidroclorotiazida não deve ser administrada na hipertensão essencial em mulheres

grávidas, exceto nas raras situações em que não pode ser utilizada outra alternativa

terapêutica.

Amamentação

Olmesartan medoxomilo

Uma vez que não se encontra disponível informação sobre a utilização de Olmesartan

medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal durante a amamentação, a terapêutica com

Olmesartan

medoxomilo

Hidroclorotiazida

Labesfal

não

está

recomendada

são

preferíveis terapêuticas alternativas cujo perfil de segurança durante a amamentação

esteja estabelecido, particularmente em recém-nascidos ou pré-termo.

Hidroclorotiazida

A hidroclorotiazida é excretada no leite humano em pequenas quantidades. As tiazidas

em doses elevadas causando uma intensa diurese podem inibir a produção de leite.

O uso de Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal durante a amamentação

não está recomendado. Se o Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal for

utilizado durante a amamentação as doses devem ser mantidas as mais baixas possíveis.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal apresenta uma influência ligeira

ou moderada na capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Tonturas ou fadiga podem

ocorrer ocasionalmente em doentes submetidos a terapêutica anti-hipertensora, podendo

diminuir a capacidade de reação.

4.8 Efeitos indesejáveis

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

As reações adversas mais frequentemente relatadas durante o tratamento com Olmesartan

medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal são cefaleias (2,9%), tonturas (1,9%) e fadiga

(1,0%).

A hidroclorotiazida pode causar ou exacerbar uma depleção de volume que pode levar a

desequilíbrio eletrolítico (ver secção 4.4).

Em ensaios clínicos envolvendo 1155 doentes tratados com combinações de olmesartan

medoxomilo e hidroclorotiazida nas dosagens de 20 mg + 12,5 mg ou 20 mg + 25 mg e

466 doentes tratados com placebo durante períodos até 21 meses, a frequência global de

reações

adversas

terapêutica

combinada

olmesartan

medoxomilo

hidroclorotiazida foi similar à terapêutica com placebo.

As interrupções devidas a reações adversas foram também similares para olmesartan

medoxomilo + hidroclorotiazida 20 mg + 12,5 mg – 20 mg + 25 mg (2%) e placebo (3%).

A frequência global de reações adversas com olmesartan medoxomilo + hidroclorotiazida

relativamente ao placebo aparentou não estar relacionada com a idade (< 65 anos versus

65 anos), sexo ou raça, embora a frequência de tonturas tenha sido ligeiramente

superior em doentes com idade

75 anos.

Adicionalmente,

segurança

olmesartan

medoxomilo

hidroclorotiazida

como

combinação de dose elevada foi estudada em ensaios clínicos realizados em 3709 doentes

receberam

olmesartan

medoxomilo

combinação

hidroclorotiazida

dosagens de 40 mg + 12,5 mg e 40 mg + 25 mg.

As reações adversas do olmesartan medoxomilo + hidroclorotiazida em ensaios clínicos,

estudos de segurança pós-autorização e notificações espontâneas estão resumidas na

tabela em baixo, bem como as reações adversas dos componentes individuais, olmesartan

medoxomilo

hidroclorotiazida,

baseadas

perfil

segurança

conhecido

destas

substâncias.

Foi utilizada a seguinte terminologia para classificar a ocorrência das reações adversas:

muito

frequente

1/10);

frequente

1/100

a <1/10);

pouco

frequente

1/1.000

<1/100); rara (

1/10.000 a <1/1.000); muito rara (<1/10.000).

Frequência

Classe

sistemas

de órgãos MedDRA

Reações adversas

Olmesartan

medoxomilo

Hidroclorotia

zida

Olmesart

medoxo

milo

Hidroclorotiaz

Infeções

infestações

Sialadenite

Rara

Anemia aplástica

Rara

Depressão

medula óssea

Rara

Anemia hemolítica

Rara

Leucopenia

Rara

Doenças

sangue

sistema

linfático

Neutropenia/Agran

ulocitoce

Rara

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

Trombocitopenia

Pouco

frequente

Rara

Doenças do sistema

imunitário

Reações

anafiláticas

Pouco

frequente

Pouco

frequente

Anorexia

Pouco

frequente

Glicosúria

Frequente

Hipercalcemia

Frequente

Hipercolesterolemi

Pouco

frequente

Muito

frequente

Hiperglicemia

Frequente

Hipercaliemia

Rara

Hipertrigliceridemi

Pouco

frequente

Frequent

Muito

frequente

Hiperuricemia

Pouco

frequente

Frequent

Muito

frequente

Hipocloremia

Frequente

Alcalose

hipoclorémica

Muito rara

Hipocaliemia

Frequente

Hipomagnesemia

Frequente

Hiponatremia

Frequente

Doenças

metabolismo

nutrição

Hiperamilasemia

Frequente

Apatia

Rara

Depressão

Rara

Agitação

Rara

Perturbações do foro

psiquiátrico

Perturbações

sono

Rara

Estado confuso

Frequente

Convulsões

Rara

Perturbações

consciência

(tais

como

perda

consciência)

Rara

Tonturas/Sensação

de cabeça leve

Frequente

Frequent

Frequente

Cefaleias

Frequente

Frequent

Rara

Perda de apetite

Pouco

frequente

Parestesia

Rara

Tonturas posturais

Pouco

frequente

Doenças do sistema

nervoso

Sonolência

Pouco

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

frequente

Síncope

Pouco

frequente

Diminuição

formação

líquido lacrimal

Rara

Visão

turva

transitória

Rara

Agravamento

miopia

pré-

existente

Pouco

frequente

Afeções oculares

Xantopsia

Rara

Afeções do ouvido e

do labirinto

Vertigens

Pouco

frequente

Pouco

frequente

Rara

Angina de peito

Pouco

frequente

Arritmias cardíacas

Rara

Doenças cardíacas

Palpitações

Pouco

frequente

Embolia

Rara

Hipotensão

Pouco

frequente

Rara

Angeíte

necrótica

(vasculite, vasculite

cutânea)

Rara

Hipotensão

ortostática

Pouco

frequente

Pouco

frequente

Vasculopatias

Trombose

Rara

Bronquite

Frequent

Tosse

Pouco

frequente

Frequent

Dispneia

Rara

Pneumonia

intersticial

Rara

Faringite

Frequent

Edema pulmonar

Rara

Dificuldade

respiratória

Pouco

frequente

Doenças

respiratórias,

torácicas

mediastino

Rinite

Frequent

Dor abdominal

Pouco

frequente

Frequent

Frequente

Doenças

gastrointestinais

Obstipação

Frequente

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

Diarreia

Pouco

frequente

Frequent

Frequente

Dispepsia

Pouco

frequente

Frequent

Irritação gástrica

Frequente

Gastroenterite

Frequent

Meteorismo

Frequente

Náuseas

Pouco

frequente

Frequent

Frequente

Pancreatite

Rara

Ileus paralítico

Muito rara

Vómitos

Pouco

frequente

Pouco

frequente

Frequente

Enteropatia

semelhante

esprue (ver secção

4.4)

Muito

rara

Colecistite aguda

Rara

Afeções

hepatobiliares

Icterícia

(icterícia

intra-hepática

colestática)

Rara

Dermatite alérgica

Pouco

frequente

Reacções

anafilácticas

cutâneas

Rara

Edema

angioneurótico

Rara

Rara

Reações

tipo

lúpus

eritematoso

cutâneo

Rara

Eczema

Pouco

frequente

Eritema

Pouco

frequente

Exantema

Pouco

frequente

Reações

fotossensibilidade

Pouco

frequente

Prurido

Pouco

frequente

Pouco

frequente

Púrpura

Pouco

frequente

Afeções dos tecidos

cutâneos

subcutâneos

Erupção cutânea

Pouco

Pouco

Pouco

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

frequente

frequente

frequente

Reativação

lúpus

eritematoso

cutâneo

Rara

Necrólise

epidérmica tóxica

Rara

Urticária

Rara

Pouco

frequente

Pouco

frequente

Atralgia

Pouco

frequente

Artrite

Frequent

Dorsalgia

Pouco

frequente

Frequent

Espasmos

musculares

Pouco

frequente

Rara

Fraqueza muscular

Rara

Mialgia

Pouco

frequente

Pouco

frequente

Dores

extremidades

Pouco

frequente

Paresia

Rara

Afeções

musculosqueléticas

tecidos

conjuntivos

Dor esquelética

Frequent

Insuficiência

renal

aguda

Rara

Rara

Hematúria

Pouco

frequente

Frequent

Nefrite intersticial

Rara

Insuficiência renal

Rara

Disfunção renal

Rara

Doenças

renais

urinárias

Infeção

trato

urinário

Frequent

Doenças dos órgãos

genitais e da mama

Disfunção eréctil

Pouco

frequente

Pouco

frequente

Astenia

Frequente

Pouco

frequente

Dor torácica

Frequente

Frequent

Edema facial

Pouco

frequente

Fadiga

Frequente

Frequent

Febre

Rara

Perturbações

gerais

e alterações no local

de administração

Sintomas

tipo

Frequent

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

gripal

Letargia

Rara

Mal-estar

Rara

Pouco

frequente

Frequent

Edema periférico

Frequente

Frequent

Fraqueza

Pouco

frequente

Aumento

alanina

aminotransferase

Pouco

frequente

Aumento

aspartato

aminotransferase

Pouco

frequente

Aumento do cálcio

no sangue

Pouco

frequente

Aumento

creatinina

sangue

Pouco

frequente

Rara

Frequente

Aumento da cratina

fosfoquinase

sangue

Frequent

Aumento

glucose no sangue

Pouco

frequente

Diminuição

hematócrito

sanguíneo

Rara

Diminuição

hemoglobina

sanguínea

Rara

Aumento

lípidos no sangue

Pouco

frequente

Diminuição

potássio no sangue

Pouco

frequente

Aumento

potássio no sangue

Pouco

frequente

Aumento

ureia

no sangue

Pouco

frequente

Frequent

Frequente

Aumento do azoto

ureico sanguíneo

Rara

Aumento do ácido

úrico sanguíneo

Rara

Exames

complementares

diagnóstico

Aumento da gama

Pouco

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

glutamil trasferase

frequente

Aumento

enzimas hepáticas

Frequent

Hidroclorotiazida:

Frequência

Classe de sistemas

de órgãos MedDRA

Reações adversas

Olmesartan

medoxomilo

Hidroclorotia

zida

Olmesart

medoxo

milo

Hidroclorotiaz

Neoplasias

benignas, malignas

e não especificadas

(incluindo quistos e

pólipos)

Cancro

pele

não-melanoma

(carcinoma

basocelular

carcinoma

espinocelular)

Desconhecido

Foram relatados casos singulares de rabdomiólise em associação temporal com a toma de

bloqueadores dos recetores da angiotensina II.

Descrição de reações adversas selecionadas

Cancro

pele não-melanoma:

base nos

dados

disponíveis

de estudos

epidemiológicos observou-se uma associação entre a HCTZ e o NMSC, dependente

da dose cumulativa (ver também secções 4.4 e 5.1).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas através de:

Sítio da internet:

http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

(preferencialmente) ou

através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

E-mail:

farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

Não existe informação disponível específica em relação aos efeitos ou tratamento da

sobredosagem com Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal. O doente deve

ser cuidadosamente monitorizado e o tratamento deve ser sintomático e de suporte.

A abordagem depende do período desde a ingestão e da gravidade dos sintomas. As

medidas sugeridas incluem indução do vómito e/ou lavagem gástrica. O carvão vegetal

ativado pode ser útil no tratamento da sobredosagem. Os eletrólitos séricos e os níveis de

creatinina deverão ser monitorizados com frequência. Se ocorrer hipotensão, o doente

deverá

colocado

decúbito

dorsal,

procedendo-se

administração

rápida

suplementos de sal e volume.

Prevê-se que as manifestações mais prováveis de uma sobredosagem com olmesartan

medoxomilo

consistam

hipotensão

taquicardia,

podendo

também

ocorrer

bradicardia. A sobredosagem com hidroclorotiazida está associada à depleção eletrolítica

(hipocaliemia, hipocloremia) e desidratação, decorrentes de uma diurese excessiva. Os

sinais e sintomas mais frequentes de sobredosagem consistem em náuseas e sonolência.

A hipocaliemia poderá induzir espasmos musculares e/ou agravamento de arritmias

cardíacas associadas à administração concomitante de glicosidos digitálicos ou de alguns

fármacos antiarrítmicos.

Não há informação relativamente à possibilidade de diálise do olmesartan medoxomilo

ou da hidroclorotiazida.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

3.4.2.2

Aparelho

Cardiovascular,

Anti-hipertensores,

Modificadores do eixo renina angiotensina, Antagonistas dos recetores da angiotensina e

3.4.1.1 Aparelho Cardiovascular, Anti-hipertensores, Diuréticos, Tiazidas e análogos

Código ATC: C09DA08.

Mecanismo de ação / Efeitos farmacodinâmicos

O Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal é uma combinação de um

antagonista dos recetores da angiotensina II, o olmesartan medoxomilo, e de um diurético

tiazídico, a hidroclorotiazida. A combinação destes componentes tem um efeito anti-

hipertensor aditivo, reduzindo a tensão arterial em maior grau do que cada componente

em separado.

administração

Olmesartan

medoxomilo

Hidroclorotiazida

Labesfal proporciona uma redução eficaz e suave da tensão arterial durante 24 horas.

O olmesartan medoxomilo é um antagonista seletivo dos recetores da angiotensina II

(tipo AT1), ativo por via oral. A angiotensina II é a principal hormona vasoativa do

sistema

renina-angiotensina-aldosterona

desempenha

papel

significativo

fisiopatologia da hipertensão. Os efeitos da angiotensina II incluem vasoconstrição,

estimulação da síntese e libertação de aldosterona, estimulação cardíaca e reabsorção

renal de sódio. O olmesartan inibe os efeitos vasoconstritor e secretor de aldosterona da

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

angiotensina II por bloqueio da sua ligação ao recetor AT1 em tecidos, incluindo o

músculo liso vascular e a glândula suprarrenal. A ação do olmesartan é independente da

origem ou via de síntese da angiotensina II. O antagonismo seletivo em relação aos

recetores da angiotensina II (tipo AT1) do olmesartan induz um aumento dos níveis

plasmáticos de renina e das concentrações da angiotensina I e angiotensina II e alguma

diminuição das concentrações plasmáticas da aldosterona.

Na hipertensão, o olmesartan medoxomilo induz uma diminuição da tensão arterial de

longa duração e dose-dependente. Não se registou qualquer ocorrência de hipotensão

após

primeira

dose,

taquifilaxia

durante

tratamento

longo

prazo

hipertensão reacional após suspensão abrupta do tratamento.

A administração uma vez por dia de olmesartan medoxomilo induz uma redução eficaz e

suave da tensão arterial durante um período de 24 horas. A administração uma vez por

induziu

redução

tensão

arterial

semelhante

verificou

administração duas vezes por dia da mesma dose total diária.

Em tratamento continuado, as reduções máximas da tensão arterial são atingidas 8

semanas após o início da terapêutica, embora uma proporção substancial da redução da

tensão arterial seja observada logo após 2 semanas de tratamento.

O efeito do olmesartan medoxomilo na mortalidade e morbilidade não é ainda conhecido.

estudo

“Randomised

Olmesartan

Diabetes

Microalbuminuria

Prevention”

(ROADMAP), realizado em 4447 doentes com diabetes tipo 2, normoalbuminúria e pelo

menos um

fator de risco cardiovascular adicional,

investigou se o tratamento com

olmesartan podia adiar o início de microalbuminúria. Durante o período de seguimento

mediano, com duração de 3,2 anos, os doentes receberam ou olmesartan ou placebo em

adição a outros agentes anti-hipertensores, exceto IECAs ou ARAs.

Para o endpoint primário, o estudo demonstrou uma redução significativa do risco no

tempo

para

início

microalbuminúria,

favor

olmesartan.

Após

ajuste

para

diferenças

pressão

arterial,

esta

redução

risco

não

estatisticamente

significativa. 8,2% (178 de 2160) dos doentes no grupo olmesartan e 9,8% (210 de 2139)

dos doentes no grupo placebo desenvolveram microalbuminúria.

Em relação aos endpoints secundários, ocorreram acontecimentos cardiovasculares em 96

doentes (4,3%) com olmesartan e em 94 doentes (4,2%) com placebo. A incidência de

mortalidade cardiovascular foi mais elevada com olmesartan comparativamente com o

tratamento placebo (15 doentes (0,7%) vs. 3 doentes (0,1%)), apesar de as taxas para

acidente vascular cerebral não fatal (14 doentes (0,6%) vs. 8 doentes (0,4%)), enfarte do

miocárdio não fatal (17 doentes (0,8%) vs. 26 doentes (1,2%)) e mortalidade não

cardiovascular (11 doentes (0,5%) vs. 12 doentes (0,5%)) serem similares. A mortalidade

global com olmesartan aumentou numericamente (26 doentes (1,2%) vs. 15 doentes

(0,7%)),

principalmente

impulsionado

número

mais

elevado

acontecimentos cardiovasculares fatais.

O estudo “Olmesartan Reducing Incidence of End-stage Renal Disease in Diabetic

Nephropathy Trial” (ORIENT) investigou os efeitos do olmesartan nos resultados renais

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

e cardiovasculares em 577 doentes japoneses e chineses, aleatorizados, com diabetes tipo

2 e com nefropatia evidente. Durante um período de seguimento mediano de 3,1 anos, os

doentes

receberam

olmesartan

placebo

adição

outros

agentes

anti

hipertensores, incluindo IECAs.

O endpoint primário composto (tempo até ao primeiro acontecimento de duplicação da

creatinina sérica, doença renal terminal, morte por todas as causas) ocorreu em 116

doentes no grupo olmesartan (41,1%) e 129 doentes no grupo placebo (45,4%) (HR 0,97

(95% IC 0,75 a 1,24); p=0,791). O endpoint cardiovascular secundário composto ocorreu

em 40 doentes tratados com olmesartan (14,2%) e 53 doentes tratados com placebo

(18,7%). Este endpoint cardiovascular composto incluiu morte cardiovascular em 10

(3,5%) doentes a tomar olmesartan versus 3 (1,1%) doentes a tomar placebo, mortalidade

global 19 (6,7%) versus 20 (7,0%), acidente vascular cerebral não fatal 8 (2,8%) versus

11 (3,9%) e enfarte do miocárdio não fatal 3 (1,1%) versus 7 (2,5%), respetivamente.

A hidroclorotiazida é um diurético tiazídico. O mecanismo do efeito antihipertensor dos

diuréticos

tiazídicos

não

totalmente

conhecido.

tiazidas

interferem

mecanismo

tubular

renal

reabsorção

eletrólitos,

aumentando

diretamente

excreção de sódio e de cloreto em quantidades aproximadamente equivalentes. A ação

diurética da hidroclorotiazida reduz o volume plasmático, aumenta a atividade plasmática

da renina e aumenta a secreção de aldosterona, com aumento consequente de potássio

urinário e perda de bicarbonato e diminuição de potássio sérico. A relação renina-

aldosterona é mediada pela angiotensina II e consequentemente a coadministração de um

antagonista dos recetores da angiotensina II tende a reverter a perda de potássio associada

aos diuréticos tiazídicos. Com a hidroclorotiazida, o início da diurese ocorre cerca de 2

horas

após

administração

efeito

máximo

ocorre

cerca

horas

após

administração, enquanto a ação persiste durante cerca de 6 a 12 horas.

Estudos

epidemiológicos

demonstraram

tratamento

longo

prazo

hidroclorotiazida

monoterapia

reduz

risco

mortalidade

morbilidade

cardiovascular.

Hidroclorotiazida

Cancro da pele não-melanoma:

Com base nos dados disponíveis de estudos epidemiológicos, observou-se uma

associação entre a HCTZ e o NMSC, dependente da dose cumulativa. Um estudo

incluiu uma população constituída por 71 533 casos de BCC e por 8 629 casos de

SCC, em 1 430 833 e 172 462 controlos, respetivamente, da população em estudo.

Uma utilização elevada de HCTZ (≥50 000 mg cumulativos) foi associada a uma taxa

de 000 mg cumulativos) foi associada a uma taxa de probabilidade (OR) ajustada de

1,29 (95 % IC: 1,23-1,35) para BCC e 3,98 (95 % IC: 3,68-4,31) para SCC.

Observou-se uma clara relação da resposta à dose cumulativa para BCC e SCC.

Outro estudo revelou uma possível associação entre o carcinoma espinocelular (SCC)

do lábio e a exposição à HCTZ: 633 casos de SCC do lábio foram identificados em 63

067 controlos da população, com base numa amostragem longitudinal (risk-set

sampling). Foi demonstrada uma associação dose-resposta com uma taxa de

probabilidade (OR) ajustada de 2,1 (95 % IC: 1,7-2,6), aumentando OR para 3,9

(95 % IC: 3,0-4,9) para uma utilização elevada (25 000 mg HCTZ) e para OR de 7,7

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

(95 % IC: 5,7-10,5) para a dose cumulativa mais elevada (aprox.100 000 mg HCTZ)

(ver também secção 4.4).

Eficácia e segurança clínicas

A combinação de olmesartan medoxomilo e hidroclorotiazida induz reduções aditivas na

tensão arterial, as quais geralmente aumentam com a dose de cada componente.

Num conjunto de estudos controlados com placebo, a administração das combinações 20

mg + 12,5 mg e 20 mg + 25 mg de olmesartan medoxomilo + hidroclorotiazida resultou

em reduções médias da tensão arterial sistólica/diastólica no vale, deduzido o efeito

placebo, de 12/7 mmHg e 16/9 mmHg, respetivamente. A idade e o sexo não tiveram

efeitos clinicamente relevantes na resposta ao tratamento com a terapêutica combinada

olmesartan medoxomilo + hidroclorotiazida.

Em doentes não suficientemente controlados com 20 mg de olmesartan medoxomilo em

monoterapia, a administração de 12,5 mg e 25 mg de hidroclorotiazida induziu reduções

adicionais da tensão arterial sistólica/diastólica de 24 horas medidas por monitorização

ambulatória de 7/5 mmHg e 12/7 mmHg, respetivamente, quando comparadas com os

valores

basais

olmesartan

medoxomilo

monoterapia.

reduções

médias

adicionais da tensão arterial sistólica/diastólica no vale comparadas com os valores

basais,

medida

convencionalmente,

foram

11/10

mmHg

16/11

mmHg,

respetivamente.

A eficácia da terapêutica combinada de olmesartan medoxomilo + hidroclorotiazida

manteve-se durante o tratamento a longo prazo (um ano). A interrupção da terapêutica

olmesartan

medoxomilo,

terapêutica

concomitante

hidroclorotiazida, não resultou em hipertensão reacional.

Atualmente não são ainda conhecidos os efeitos da dose combinada fixa de olmesartan

medoxomilo + hidroclorotiazida na mortalidade e na morbilidade cardiovascular.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção e distribuição

Olmesartan medoxomilo

O olmesartan medoxomilo é um pró-fármaco. É rapidamente convertido no metabolito

farmacologicamente ativo, olmesartan, por esterases na mucosa intestinal e no sangue

portal, durante a absorção pelo trato gastrointestinal.

O olmesartan medoxomilo ou a fração molecular medoxomilo da cadeia lateral não foram

detetados intactos no plasma ou excreções. A biodisponibilidade absoluta média do

olmesartan na formulação de comprimidos foi de 25,6%.

O pico médio de concentração plasmática (C

) de olmesartan é atingido cerca de 2

horas

após

administração

oral

olmesartan

medoxomilo

concentrações

plasmáticas de olmesartan aumentam de forma quase linear com doses orais únicas

crescentes até cerca de 80 mg.

Os alimentos tiveram um efeito mínimo na biodisponibilidade do olmesartan, pelo que o

olmesartan medoxomilo pode ser administrado com ou sem alimentos.

Não

foram

observadas

diferenças

clinicamente

relevantes

farmacocinética

olmesartan relacionadas com o sexo.

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

O olmesartan apresenta uma forte ligação às proteínas plasmáticas (99,7%), no entanto, o

potencial

para originar

interações de deslocação clinicamente significativas

entre o

olmesartan

outros

fármacos

coadministrados

forte

ligação

proteínas

plasmáticas

baixo

comprova

pela

ausência

interações

clinicamente

significativas entre o olmesartan medoxomilo e a varfarina). A ligação do olmesartan às

células sanguíneas é insignificante. O volume médio de distribuição após a administração

intravenosa é baixo (16 – 29 l).

Hidroclorotiazida

Após

administração

oral

olmesartan

medoxomilo

hidroclorotiazida

combinação, o tempo médio para atingir o pico das concentrações de hidroclorotiazida

foi de 1,5 a 2 horas após a administração. A hidroclorotiazida tem uma ligação às

proteínas plasmáticas de 68% e o seu volume de distribuição aparente é de 0,83 – 1,14

l/kg.

Biotransformação e eliminação

Olmesartan medoxomilo

depuração

plasmática

total

(coeficiente

variação,

19%)

relativamente lenta quando comparada com o fluxo sanguíneo hepático (cerca de 90 l/h).

Após uma dose oral única de olmesartan medoxomilo marcado com 14C, 10 a 16% da

radioatividade administrada foi excretada na urina (a grande maioria nas 24 horas após a

administração da dose) e a restante radioactividade recuperada foi excretada nas fezes.

Considerando a disponibilidade sistémica de 25,6%, pode calcular-se que o olmesartan

absorvido é eliminado por excreção renal (cerca de 40%) e hepatobiliar (cerca de 60%).

radioatividade

recuperada

totalmente

identificada

como

olmesartan.

Não

detetado

qualquer

outro

metabolito

significativo.

recirculação

entero-hepática

olmesartan é mínima.

Uma vez que uma grande proporção de olmesartan é excretada por via biliar, a utilização

em doentes com obstrução biliar é contraindicada (ver secção 4.3).

A semivida de eliminação terminal do olmesartan variou entre 10 e 15 horas após

administração de doses orais múltiplas. O estado de equilíbrio foi atingido após as

primeiras doses e não se observou acumulação adicional 14 dias após a administração

repetida. A depuração renal foi aproximadamente de 0,5 a 0,7 l/h e foi independente da

dose.

Hidroclorotiazida

A hidroclorotiazida não é metabolizada no homem e é excretada quase completamente

como fármaco inalterado na urina. Cerca de 60 % da dose oral é eliminada como fármaco

inalterado em 48 horas. A depuração renal é cerca de 250 – 300 ml/min. A semivida de

eliminação terminal da hidroclorotiazida é de 10 a 15 horas.

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal

disponibilidade

sistémica

hidroclorotiazida

diminui

cerca

quando

coadministrada

olmesartan

medoxomilo,

esta

diminuição

ligeira

não

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

qualquer relevância clínica. A cinética do olmesartan não é afetada pela coadministração

com a hidroclorotiazida.

Farmacocinética em populações especiais

Idosos (idade igual ou superior a 65 anos)

Em doentes hipertensos, a AUC de olmesartan no estado de equilíbrio aumentou em

cerca de 35% em idosos (65 – 75 anos) e em cerca de 44% em muito idosos (

75 anos)

em comparação com o grupo etário mais jovem (ver secção 4.2).

Dados ainda limitados sugerem que a depuração sistémica da hidroclorotiazida é inferior

em idosos, quer saudáveis quer hipertensos, em comparação com voluntários jovens e

saudáveis.

Compromisso renal

Em doentes com compromisso renal, a AUC de olmesartan no estado de equilíbrio

aumentou 62%, 82% e 179% em doentes com compromisso renal ligeiro, moderado e

grave respetivamente, em comparação com os controlos saudáveis (ver secções 4.2, 4.4).

A semivida da hidroclorotiazida é prolongada em doentes com compromisso renal.

Compromisso hepático

Após administração oral única, os valores da AUC de olmesartan foram 6% e 65% mais

elevados em doentes com afeção hepática ligeira e moderada, respetivamente, do que nos

correspondentes

controlos

saudáveis.

fração livre

olmesartan

horas

após

administração a indivíduos saudáveis, doentes com afeção hepática ligeira e doentes com

afeção hepática moderada foi, respetivamente, 0,26%, 0,34% e 0,41%. Após doses

repetidas em doentes com afeção hepática moderada, os valores médios da AUC de

olmesartan

foram,

novamente,

cerca

mais

elevados

seus

correspondentes controlos saudáveis. Os valores médios da C

de olmesartan foram

similares nos doentes com afeção hepática e nos indivíduos saudáveis. O olmesartan

medoxomilo não foi avaliado em doentes com afeção hepática grave (ver secções 4.2,

4.4).

afeção

hepática

não

influencia

significativamente

farmacocinética

hidroclorotiazida.

Interações medicamentosas

Agente sequestrador de ácidos biliares, colessevelam

A administração concomitante de 40 mg de olmesartan medoxomilo e de 3750 mg de

cloridrato de colessevelam em indivíduos saudáveis, resultou numa redução de 28% na

e numa redução de 39% na AUC de olmesartan.

Foram

observados

efeitos

menores,

reduções

AUC,

respetivamente, quando o olmesartan medoxomilo foi administrado 4 horas antes do

cloridrato de colessevelam. A semivida de eliminação de olmesartan foi reduzida em 50 -

52% independentemente de ter sido administrado concomitantemente, ou 4 horas antes

do cloridrato de colessevelam (ver secção 4.5).

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

5.3 Dados de segurança pré-clínica

O potencial tóxico das combinações olmesartan medoxomilo + hidroclorotiazida foi

avaliado em estudos de toxicidade oral de dose repetida durante seis meses, em ratos e

cães.

como

verificou

administração

cada

substância

isolada

administração de outros fármacos da mesma classe, foi o rim o principal órgão alvo de

toxicidade

combinação.

combinação

olmesartan

medoxomilo

hidroclorotiazida

induziu

modificações

função

renal

(aumentos

ureia

creatinina sérica). Dosagens elevadas causaram degenerescência tubular e regeneração

nos rins de ratos e cães, provavelmente devido a uma mudança na hemodinâmica renal

(perfusão renal reduzida resultante de hipotensão com hipoxia tubular e degeneração das

células tubulares).

Adicionalmente, a combinação olmesartan medoxomilo + hidroclorotiazida causou uma

diminuição dos parâmetros eritrocitários (eritrócitos, hemoglobina e hematócrito) e uma

diminuição do peso cardíaco no rato.

Estes efeitos, também observados com outros antagonistas dos recetores AT1 e com

inibidores

ECA,

parecem

sido

induzidos

pela

ação

farmacológica

doses

elevadas de olmesartan

medoxomilo e serão irrelevantes para o homem

nas doses

terapêuticas recomendadas.

Estudos

genotoxicidade

usando

combinação

olmesartan

medoxomilo

hidroclorotiazida bem como os componentes individuais não mostraram qualquer sinal de

atividade genotóxica clinicamente relevante.

O potencial carcinogénico da combinação olmesartan medoxomilo + hidroclorotiazida

não foi investigado, dado que não existiu evidência de efeitos carcinogénicos relevantes

para os dois componentes individuais em condições de uso clínico.

Não houve evidência de teratogenicidade em ratos e ratinhos tratados com combinações

de olmesartan medoxomilo + hidroclorotiazida. Tal como esperado nesta classe de

fármacos,

observada

toxicidade

fetal

ratos,

evidenciada

reduções

significativas

peso

feto,

quando

tratados

combinações

olmesartan

medoxomilo + hidroclorotiazida durante a gestação (ver secções 4.3, 4.6).

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido

Lactose mono-hidratada

Hidroxipropilcelulose de baixa substituição

Hidroxipropilcelulose

Celulose microcristalina

Estearato de magnésio

Revestimento

Hipromelose 2910 (6cps)

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

Lactose mono-hidratada

Talco

Dióxido de titânio (E 171)

Óxido de ferro vermelho (E 172)

Olmesartan medoxomilo + Hidroclorotiazida Labesfal 20 mg + 12,5 mg contém ainda

óxido de ferro amarelo (E 172).

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

5 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens de 10, 14, 28 e 56 comprimidos acondicionados em blisters OPA/Alu/PVC-

Alu.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Generis Phar – Promoção de Medicamentos, Unipessoal, Lda.

Rua João de Deus, 19

2700-487 Amadora

Portugal

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

04-03-2019

INFARMED

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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