Kanuma

União Europeia - português - EMA (European Medicines Agency)

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Ingredientes ativos:
sebelipase alfa
Disponível em:
Alexion Europe SAS
Código ATC:
A16
DCI (Denominação Comum Internacional):
sebelipase alfa
Grupo terapêutico:
Outro aparelho digestivo e metabolismo produtos,
Área terapêutica:
Metabolismo lipídico, erros nascidos
Indicações terapêuticas:
Kanuma está indicado para terapia de reposição enzimática a longo prazo (ERT) em pacientes de todas as idades com deficiência de lipase de ácido lisossomal (LAL).
Resumo do produto:
Revision: 6
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
EMEA/H/C/004004
Data de autorização:
2015-08-28
Código EMEA:
EMEA/H/C/004004

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B. FOLHETO INFORMATIVO

Folheto informativo: Informação para o utilizador

KANUMA 2 mg/ml concentrado para solução para perfusão

sebelipase alfa

Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de

nova informação de segurança. Poderá ajudar, comunicando quaisquer efeitos indesejáveis que você

ou o seu filho tenham. Para saber como comunicar efeitos indesejáveis, veja o final da secção 4.

Leia com atenção todo este folheto antes de lhe ser administrado este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico.

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados

neste folheto, fale com o seu médico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é KANUMA e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de lhe ser administrado KANUMA

Como é administrado KANUMA

Efeitos indesejáveis possíveis

Como conservar KANUMA

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é KANUMA e para que é utilizado

KANUMA contém a substância ativa sebelipase alfa. A sebelipase alfa é semelhante à enzima natural

lipase ácida lisossomal (LAL), que o organismo utiliza para decompor as gorduras. É utilizada para

tratar doentes de todas as idades com deficiência de lipase ácida lisossomal (deficiência de LAL).

A deficiência de LAL é uma doença genética que conduz a danos no fígado, colesterol elevado no

sangue e outras complicações devido à acumulação de certos tipos de gorduras (ésteres do colesterol e

triglicéridos).

Como funciona o KANUMA

Este medicamento é uma terapêutica de substituição enzimática. Tal significa que substitui a enzima

LAL que está em falta ou é deficiente nos doentes com deficiência de LAL. Este medicamento

funciona diminuindo a acumulação de gordura que causa complicações médicas, incluindo

deficiências de crescimento, danos no fígado e complicações cardíacas. Melhora também os níveis de

gorduras no sangue, incluindo LDL elevado (colesterol mau) e triglicéridos.

2.

O que precisa de saber antes de lhe ser administrado KANUMA

Não lhe pode ser administrado KANUMA

Se você ou o seu filho já tiveram reações alérgicas potencialmente fatais à sebelipase alfa que

não possam ser controladas quando você ou o seu filho receberem novamente o medicamento,

ou a ovo ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6).

Advertências e precauções

Se forem tratados com KANUMA, você ou o seu filho poderão ter um efeito indesejável

enquanto lhes está a ser administrado o medicamento ou durante as horas após a perfusão (ver

secção 4). Tal é conhecido como uma reação à perfusão (administração gota-a-gota) que por

vezes pode ser grave e pode incluir uma reação alérgica, que pode pôr a vida em risco e

necessitar de tratamento médico. A primeira vez que Kanuma é administrado a si ou ao seu

filho, deve ser observado por um profissional de saúde durante 1 hora para despistar quaisquer

sinais de uma reação à perfusão.

Se você ou o seu filho tiverem uma reação grave à perfusão

como esta, procure imediatamente assistência médica

. Se você ou o seu filho tiverem uma

reação à perfusão poderão ser-lhes administrados medicamentos adicionais para tratar ou ajudar

a prevenir reações futuras. Estes medicamentos poderão incluir antialérgicos, medicamentos

para reduzir a febre e/ou corticosteroides (um tipo de medicamento anti-inflamatório).

Se a reação à perfusão for grave, o seu médico poderá parar a perfusão de KANUMA e começar

a administrar a si ou ao seu filho o tratamento médico apropriado.

Durante o tratamento, pode ocorrer o desenvolvimento de proteínas contra KANUMA no

sangue, também chamadas anticorpos antifármaco. Fale com o seu médico se a eficácia de

KANUMA diminuir.

Este medicamento pode conter proteínas de ovo. Se você ou o seu filho tiverem alergia ao ovo

ou antecedentes de alergias a ovos, informe o seu médico ou enfermeiro (ver

Não lhe pode ser

administrado KANUMA

Outros medicamentos e KANUMA

Informe o seu médico se você ou o seu filho estiverem a utilizar, tiverem utilizado recentemente ou se

vierem a utilizar outros medicamentos.

Gravidez

A quantidade de dados sobre a utilização de sebelipase alfa em mulheres grávidas é inexistente. Como

medida de precaução, não lhe deve ser administrado KANUMA se estiver grávida.

Amamentação

Não se sabe se a sebelipase alfa passa para o leite humano. Informe o seu médico se estiver a

amamentar ou se planeia fazê-lo. O seu médico ajudá-la-á a decidir se deve parar a amamentação ou se

dever parar de tomar KANUMA, tendo em conta o benefício da amamentação para o bebé e o

benefício de KANUMA para a mãe.

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico

antes de utilizar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

KANUMA pode ter um efeito reduzido sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Os efeitos

adversos da sebelipase alfa incluem tonturas, as quais podem afetar a capacidade de conduzir ou

utilizar máquinas.

KANUMA contém sódio

Este medicamento, quando diluído com uma solução para perfusão de cloreto de sódio a 9 mg/ml

(0,9%) para administração intravenosa, contém 33 mg de sódio (o componente principal do sal de

cozinha/mesa) na dose recomendada. Isto é equivalente a 1,7% da ingestão diária máxima de sódio

recomendada na dieta para um adulto. Informe o seu médico se você ou o seu filho estão a fazer uma

dieta com ingestão controlada de sódio.

3.

Como é administrado KANUMA

A dose que você ou o seu filho recebem é baseada no seu peso corporal ou no peso corporal do seu

filho.

Lactentes (< 6 meses de idade)

Para os doentes que apresentam sinais e sintomas da doença em lactentes, a dose inicial recomendada

é de 1 mg/kg uma vez por semana. Poderão considerar-se ajustes da dose com base na resposta do seu

filho ao tratamento.

Crianças e adultos

A dose recomendada é de 1 mg por kg de peso corporal, uma vez em semanas alternadas, através de

um gota-a-gota numa veia.

Cada perfusão durará aproximadamente 1 a 2 horas. Você ou o seu filho poderão ser monitorizados

pelo médico ou enfermeiro durante uma hora adicional após a perfusão. KANUMA deverá ser

iniciado numa idade o mais precoce possível e destina-se a ser utilizado por um período prolongado.

O seu médico ou enfermeiro irá administrar KANUMA a si ou ao seu filho por perfusão (gota a gota)

numa veia. O medicamento será diluído antes de ser administrado a si ou ao seu filho.

4.

Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não

se manifestem em todas as pessoas.

Os efeitos indesejáveis foram observados enquanto o medicamento estava a ser administrado aos

doentes ou pouco depois (reações à perfusão). Os efeitos indesejáveis mais graves poderão incluir uma

reação alérgica (observados com muita frequência [podem afetar mais de 1 em 10 pessoas] em

lactentes com menos de 6 meses de idade ou com frequência [podem afetar até 1 em 10 pessoas] em

crianças e adultos) com sintomas que incluem dificuldade em respirar, respiração rápida, batimento do

coração rápido, desconforto no peito, inchaço ligeiro das pálpebras, olhos vermelhos, corrimento

nasal, rubor, urticária, comichão, diarreia, palidez, pieira, níveis baixos de oxigénio no sangue,

vermelhidão da pele e irritabilidade.

Se você ou o seu filho tiverem sintomas como estes, procure

imediatamente assistência médica.

Se você ou o seu filho tiverem uma reação à perfusão poderão

ser-lhes administrados medicamentos adicionais para tratar ou ajudar a prevenir reações futuras. Se a

reação à perfusão for grave, o seu médico poderá parar a perfusão de KANUMA na veia e começar a

administrar um tratamento médico apropriado.

Os efeitos indesejáveis muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em 10 pessoas) notificados

em lactentes (1 a 6 meses de idade) são:

Hipersensibilidade (irritabilidade, agitação, vómitos, urticária, eczema, comichão, palidez e

hipersensibilidade aos medicamentos), reações alérgicas graves (reações anafiláticas)

Inchaço das pálpebras

Batimento rápido do coração

Dificuldade em respirar

Diarreia, vómitos

Erupção na pele, erupção na pele saliente

Febre

Diminuição do oxigénio no sangue, aumento da tensão arterial, respiração rápida, desenvolvimento de

proteínas no sangue

Os efeitos indesejáveis muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em 10 pessoas) notificados

em crianças e adolescentes (4 aos 18 anos de idade) e adultos são:

Tonturas

Dores de estômago, diarreia

Cansaço, febre

Os efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas) notificados em crianças e

adolescentes (4 aos 18 anos de idade) e adultos são:

Reação alérgica grave (reação anafilática), hipersensibilidade (arrepios, eczema, inchaço da garganta,

náuseas, comichão e urticária)

Batimento rápido do coração

Vermelhidão da pele, tensão arterial baixa

Falta de ar

Inchaço do estômago

Erupção, pele vermelha inchada

Desconforto no peito, reação no local de perfusão

A frequência, tipo e gravidade das reações adversas nas crianças são semelhantes aos dos adultos.

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se você ou o seu filho tiverem quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis

não indicados neste folheto, fale com o seu médico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis

diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V. Ao comunicar

efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste

medicamento.

5.

Como conservar KANUMA

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no rótulo e na embalagem exterior,

após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Conservar no frigorífico (2 °C a 8 °C). Não congelar. Não agitar. Conservar na embalagem de origem

para proteger da luz.

Para as soluções diluídas, recomenda-se a utilização imediata. Caso não seja utilizada imediatamente,

a solução diluída poderá ser conservada até 24 horas entre 2 °C e 8 °C ou até 12 horas abaixo de

25 °C.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger

o ambiente.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de KANUMA

A substância ativa é sebelipase alfa. Cada ml de concentrado contém 2 mg de sebelipase alfa.

Cada frasco para injetáveis contém 20 mg de sebelipase alfa em 10 ml.

Os outros componentes são citrato de sódio (ver secção 2 em ‘KANUMA contém sódio’), ácido

cítrico monohidratado, albumina sérica humana e água para preparações injetáveis.

Qual o aspeto de KANUMA e conteúdo da embalagem

KANUMA é fornecido sob a forma de concentrado para solução para perfusão (concentrado estéril). É

uma solução transparente a ligeiramente opalescente e incolor a ligeiramente colorida.

Apresentações: 1 frasco para injetáveis contendo 10 ml de concentrado.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Alexion Europe SAS

103-105 rue Anatole France

92300 Levallois-Perret

França

Fabricante:

Almac Pharma Services

Seagoe Industrial Estate

Craigavon BT63 5UA

Reino Unido

Alexion Pharma International Operations Unlimited Company

College Business and Technology Park

Blanchardstown

Dublin 15

Irlanda

Este folheto foi revisto pela última vez em .

Outras fontes de informação

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu

. Também existem

links

para outros sítios da

internet sobre doenças raras e tratamentos.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:

Na ausência de estudos de compatibilidade, este medicamento não deve ser misturado com outros

medicamentos.

Cada frasco para injetáveis de KANUMA destina-se a uma única utilização. KANUMA tem de ser

diluído com solução para perfusão de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%), utilizando técnica asséptica.

A solução diluída deve ser administrada aos doentes utilizando um kit de perfusão de baixa ligação às

proteínas equipado com um filtro de 0,2 μm em linha de baixa ligação às proteínas, com uma área de

superfície superior a 4,5 cm

conforme disponível para evitar a oclusão do filtro.

Preparação da perfusão de sebelipase alfa

KANUMA deve ser preparado e utilizado de acordo com os seguintes passos. Deve utilizar-se uma

técnica asséptica.

O número de frascos para injetáveis a diluir para perfusão deve ser determinado com base no

peso do doente e na dose prescrita.

Recomenda-se aguardar que os frascos para injetáveis de KANUMA atinjam uma temperatura

entre 15 °C e 25 °C antes da diluição para minimizar o potencial de formação de partículas da

proteína sebelipase alfa na solução. Os frascos para injetáveis não devem ficar fora do

frigorífico mais de 24 horas antes da diluição para perfusão. Os frascos para injetáveis não

devem ser congelados, aquecidos ou colocados no micro-ondas e devem ser protegidos da luz.

Os frascos para injetáveis não devem ser agitados. Antes da diluição, o concentrado nos frascos

para injetáveis deve ser inspecionado visualmente; o concentrado deve ser transparente a

ligeiramente opalescente, incolor a ligeiramente colorido (amarelo). Devido à natureza proteica

do medicamento, poderão encontrar-se partículas ligeiras (por exemplo, fibras translúcidas

finas) no concentrado contido nos frascos para injetáveis, o que é aceitável para utilização.

Não utilizar se o concentrado estiver turvo ou se contiver partículas estranhas.

Até 10 ml de concentrado devem ser retirados lentamente de cada frasco para injetáveis e

diluídos com solução para perfusão de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%). Ver Tabela 1 para os

volumes totais de perfusão recomendados por intervalo de peso. A solução deve ser

cuidadosamente misturada e não deve ser agitada.

Tabela 1: Volumes de perfusão recomendados*

Dose de 1 mg/kg

Dose de 3 mg/kg**

Dose de 5 mg/kg***

Intervalo de peso (kg)

Volume total de

perfusão (ml)

Volume total de

perfusão (ml)

Volume total de

perfusão (ml)

1-10

11-24

25-49

50-99

100-120

* O volume de perfusão deve basear-se na dose prescrita e deve ser preparado até uma concentração

final de sebelipase alfa de 0,1-1,5 mg/ml.

** Para doentes que não atingiram uma resposta clínica ótima com uma dose de 1 mg/kg.

*** Para doentes com manifestação de deficiência de LAL nos primeiros 6 meses de vida que não

atingiram uma resposta clínica ótima com uma dose de 3 mg/kg.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências

locais.

Leia o documento completo

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de

nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas. Para saber como notificar reações adversas, ver secção 4.8.

1.

NOME DO MEDICAMENTO

KANUMA 2 mg/ml concentrado para solução para perfusão

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada ml de concentrado contém 2 mg de sebelipase alfa*.

Cada frasco para injetáveis de 10 ml contém 20 mg de sebelipase alfa.

* Produzida na clara de ovo de

Gallus

transgénico por tecnologia de ADN recombinante (rADN).

Excipiente com efeito conhecido

Cada frasco para injetáveis contém 33 mg de sódio.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Concentrado para solução para perfusão (concentrado estéril).

Solução transparente a ligeiramente opalescente, incolor a ligeiramente colorida.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

KANUMA é indicado para a terapêutica de substituição enzimática (TSE) prolongada em doentes de

todas as idades com deficiência de lipase ácida lisossomal (LAL).

4.2

Posologia e modo de administração

O tratamento com KANUMA deve ser supervisionado por um profissional de saúde, com experiência

no controlo de doentes com deficiência de LAL, outras doenças metabólicas ou doenças hepáticas

crónicas. KANUMA deve ser administrado por um profissional de saúde com a formação adequada

que possa controlar emergências médicas.

Posologia

É importante iniciar o tratamento o mais cedo possível após o diagnóstico de deficiência de LAL.

Para instruções acerca das medidas preventivas e monitorização das reações de hipersensibilidade, ver

secção 4.4.

Após a ocorrência de uma reação de hipersensibilidade, deve considerar-se um tratamento

prévio apropriado de acordo com o nível de cuidados (ver secção 4.4).

Lactentes (< 6 meses de idade)

A dose inicial recomendada em lactentes (< 6 meses de idade) que apresentam deficiência de LAL

rapidamente progressiva é de 1 mg/kg administrado como perfusão intravenosa uma vez por semana.

Deve considerar-se o aumento progressivo da dose com base na resposta a critérios clínicos e

bioquímicos, incluindo, p. ex., crescimento fraco (especialmente a circunferência do braço, CB),

deterioração dos marcadores bioquímicos (p. ex., transaminases hepáticas, ferritina, proteína C-reativa

e parâmetros de coagulação), organomegalia persistente ou agravada, aumento da frequência de

infeções intercorrentes e agravamento persistente de outros sintomas (p. ex., sintomas

gastrointestinais):

deve considerar-se um aumento progressivo da dose para 3 mg/kg em caso de uma resposta

clínica subótima após um mínimo de 4 perfusões;

deve considerar-se um novo aumento progressivo da dose até um máximo de 5 mg/kg em caso

de uma resposta clínica subótima após um mínimo de 4 perfusões adicionais.

Outros ajustes de dose, como uma redução da dose ou uma extensão do intervalo de dose, podem ser

feitos numa base individual com base na obtenção e manutenção de objetivos terapêuticos. Estudos

clínicos avaliaram doses entre 1 mg/kg e 5 mg/kg uma vez por semana, com um doente a receber uma

dose mais elevada de 7,5 mg/kg uma vez por semana. Não foram estudadas doses superiores a

7,5 mg/kg.

Crianças e adultos

A dose recomendada em crianças e adultos que não apresentam deficiência de LAL rapidamente

progressiva antes dos 6 meses de idade é de 1 mg/kg administrado como perfusão intravenosa uma vez

de duas em duas semanas. Deve considerar-se um aumento progressivo da dose para 3 mg/kg uma vez

de duas em duas semanas com base na resposta clínica.

Populações especiais

Compromisso renal

Não se recomenda o ajuste da dose em doentes com compromisso renal com base no atual

conhecimento da farmacocinética e da farmacodinâmica da sebelipase alfa (ver secção 5.2).

Compromisso hepático

Não se recomenda o ajuste da dose em doentes com compromisso hepático com base no atual

conhecimento da farmacocinética e da farmacodinâmica da sebelipase alfa (ver secção 5.2).

População idosa (

65 anos)

A segurança e eficácia da sebelipase alfa em doentes com mais de 65 anos não foram avaliadas, não se

podendo recomendar regimes posológicos alternativos para estes doentes (ver secção 5.1).

Doentes com excesso de peso

A segurança e eficácia da sebelipase alfa em doentes com excesso de peso não foram totalmente

avaliadas e, portanto, nesta altura não se podem recomendar regimes posológicos alternativos para

estes doentes.

População pediátrica

A administração da sebelipase alfa a lactentes com insuficiência multiorgânica confirmada deve ficar

ao critério do médico assistente.

Modo de administração

KANUMA destina-se apenas a utilização intravenosa (IV).

O volume total da perfusão deve ser administrado ao longo de aproximadamente 2 horas. Poderá

considerar-se uma perfusão de 1 hora depois de estabelecida a tolerabilidade do doente. O período de

perfusão poderá ser prolongado no caso de aumento progressivo da dose.

KANUMA deve ser administrado através de um filtro de 0,2 μm (ver secção 6.6).

Para instruções acerca da diluição do medicamento antes da administração, ver secção 6.6.

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade potencialmente fatal (reação anafilática) à substância ativa quando as tentativas de

reexposição são mal sucedidas, ou a ovo ou qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1

(ver secção 4.4).

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Rastreabilidade

De modo a melhorar a rastreabilidade dos medicamentos biológicos, o nome e o número de lote do

medicamento administrado devem ser registados de forma clara.

Reações de hipersensibilidade incluindo anafilaxia

Foram notificadas reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia, em doentes tratados com

sebelipase alfa; ver secção 4.8. Por conseguinte, deverá estar prontamente disponível o apoio clínico

adequado ao administrar sebelipase alfa. Se ocorrerem reações graves, a perfusão de sebelipase alfa

deve ser imediatamente parada e o tratamento médico apropriado deve ser iniciado. Devem ser

considerados os riscos e benefícios da readministração de sebelipase alfa após uma reação grave.

Após a primeira perfusão de sebelipase alfa, incluindo a primeira perfusão após um aumento

progressivo da dose, os doentes devem ser observados durante 1 hora a fim de monitorizar quaisquer

sinais ou sintomas de anafilaxia ou uma reação de hipersensibilidade grave.

O controlo das reações de hipersensibilidade poderá incluir a interrupção temporária da perfusão, a

redução da velocidade de perfusão e/ou o tratamento com anti-histamínicos, antipiréticos e/ou

corticosteroides. Para os doentes que tenham tido reações alérgicas durante a perfusão, deverá agir-se

com prudência aquando da readministração. Caso seja interrompida, a perfusão poderá ser retomada a

uma velocidade mais lenta com os aumentos tolerados. O tratamento prévio com antipiréticos e/ou

anti-histamínicos poderá evitar reações subsequentes nos casos em que foi necessário tratamento

sintomático.

Em casos de reações graves à perfusão e em casos de falta ou perda de efeito, os doentes devem fazer

análises quanto à presença de anticorpos.

Este medicamento poderá conter vestígios de proteínas de ovo. Os doentes com alergias conhecidas ao

ovo foram excluídos dos estudos clínicos (ver secção 4.3).

Imunogenicidade

À semelhança de todas as proteínas terapêuticas, existe potencial de imunogenicidade. No programa

clínico da sebelipase alfa, os doentes foram regularmente testados quanto à presença de anticorpos

antifármaco (AAF) contra a sebelipase alfa para determinar o potencial de imunogenicidade da

sebelipase alfa. Os doentes com resultado positivo para AAF também foram testados quanto à

presença de anticorpos com atividade inibitória. Em estudos clínicos, detetou-se a presença de

atividade inibitória em alguns momentos de avaliação pós-linha basal (ver secção 4.8). De um modo

geral, não é possível concluir-se sobre a relação entre o desenvolvimento de AAF/anticorpos com

atividade inibitória e reações de hipersensibilidade associadas ou uma resposta clínica subótima.

Em estudos clínicos, 3 doentes homozigóticos para uma deleção que afeta ambos os alelos dos genes

Lipase A, ácido lisossomal (LIPA) e Colesterol 25-Hidroxilase desenvolveram anticorpos com

atividade inibitória associada a uma resposta clínica subótima. Estes doentes foram submetidos a

terapêutica imunomoduladora isolada ou em combinação com transplante de células estaminais

hematopoiéticas (TCEH) ou transplante de medula óssea (TMO), resultando numa melhoria da

resposta clínica à sebelipase alfa.

Excipientes

Este medicamento contém 33 mg de sódio por frasco para injetáveis, equivalente a 1,7% da ingestão

diária máxima recomendada pela OMS de 2 g de sódio para um adulto. É administrado numa solução

para perfusão de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) (ver secção 6.6). Esta informação deve ser tida em

consideração em doentes numa dieta com ingestão controlada de sódio.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não foram realizados estudos de interação.

Uma vez que se trata de uma proteína humana recombinante, a sebelipase alfa é um candidato

improvável às interações medicamentosas mediadas pelo citocromo P450 ou a outras interações

medicamentosas.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Os dados sobre a utilização de sebelipase alfa em mulheres grávidas é inexistente ou limitada. Os

estudos em animais não indicam efeitos nefastos diretos ou indiretos no que respeita à toxicidade

reprodutiva (ver secção 5.3). Como medida de precaução, é preferível evitar a utilização de sebelipase

alfa durante a gravidez.

Amamentação

Não existem dados de estudos sobre mulheres a amamentar. Desconhece-se se a sebelipase alfa é

excretada no leite humano. Tem de ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação

ou a descontinuação/abstenção da terapêutica com sebelipase alfa tendo em conta o benefício da

amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.

Fertilidade

Não existem dados clínicos sobre os efeitos de sebelipase alfa na fertilidade. Os estudos em animais

não revelam indícios de fertilidade comprometida (ver secção 5.3).

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de KANUMA sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são reduzidos. Foram

notificados acontecimentos adversos de tonturas com a utilização de sebelipase alfa, os quais podem

afetar a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas (ver secção 4.8).

4.8

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

Os dados descritos abaixo refletem a exposição à sebelipase alfa em 125 doentes com doses que

variam entre 0,35 mg/kg uma vez de duas em duas semanas, e 7,5 mg/kg uma vez por semana em

estudos clínicos (ver secção 5.1), com uma duração de tratamento que varia entre 1 dia e 60,5 meses

(5 anos).

Entre os 106 doentes pediátricos e adultos incluídos em estudos clínicos, 102 (96,2%) receberam

sebelipase alfa com uma duração mediana de exposição de 33 meses (6; 59 meses). A duração

mediana da exposição para os 19 lactentes incluídos em estudos clínicos foi de 35,5 meses (1 dia a

60 meses).

As reações adversas mais graves, manifestadas por 4% dos doentes em estudos clínicos, foram sinais e

sintomas consistentes com anafilaxia. Os sinais e sintomas incluíram desconforto no peito, hiperemia

conjuntival, dispneia, hiperemia, edema da pálpebra, rinorreia, sofrimento respiratório grave,

taquicardia, taquipneia, irritabilidade, rubor, prurido, urticária, estridor, hipoxia, palidez e diarreia.

Lista tabelada de reações adversas

Os dados constantes da Tabela 1 descrevem reações adversas notificadas em lactentes que receberam

sebelipase alfa em estudos clínicos. Os dados constantes da Tabela 2 descrevem reações adversas

notificadas em crianças e adultos que receberam sebelipase alfa em estudos clínicos.

As reações adversas são indicadas por classe de sistemas de órgãos (CSO) e por frequência. As

frequências são definidas de acordo com a seguinte convenção: muito frequentes (

1/10); frequentes

1/100, < 1/10), pouco frequentes (

1/1.000, < 1/100), raros (

1/10.000, < 1/1.000), muito raros

(< 1/10.000) e desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Tabela 1: Reações adversas notificadas em lactentes a receber sebelipase alfa (N = 19 doentes)

Classe de sistemas de órgãos do

MedDRA

Termo preferencial do MedDRA

Frequência

Doenças do sistema imunitário

Hipersensibilidade

Reação anafilática

Muito frequentes

Afeções oculares

Edema da pálpebra

Muito frequentes

Cardiopatias

Taquicardia

Muito frequentes

Doenças respiratórias, torácicas e

do mediastino

Dificuldade respiratória

Muito frequentes

Doenças gastrointestinais

Vómitos

Diarreia

Muito frequentes

Afeções dos tecidos cutâneos e

subcutâneos

Erupção cutânea

Erupção cutânea maculopapular

Muito frequentes

Perturbações gerais e alterações no

local de administração

Pirexia

Hipertermia

Muito frequentes

Exames complementares de

diagnóstico

Presença de anticorpo antifármaco

específico

Temperatura corporal aumentada

Saturação de oxigénio diminuída

Tensão arterial aumentada

Frequência cardíaca aumentada

Frequência respiratória aumentada

Muito frequentes

Pode incluir: irritabilidade, agitação, vómitos, urticária, eczema, prurido, palidez e hipersensibilidade

a fármacos.

Ocorreu em 3 lactentes tratados em estudos clínicos. Com base no termo preferencial “reação

anafilática” e na aplicação dos critérios de Sampson para identificar sinais/sintomas consistentes com

anafilaxia.

Tabela 2: Reações adversas notificadas em crianças e adultos

d

a receber sebelipase alfa

(N = 106 doentes)

Classe de sistemas de órgãos do

MedDRA

Termo preferencial do MedDRA

Frequência

a

Doenças do sistema imunitário

Hipersensibilidade

Muito frequentes

Reação anafilática

Frequentes

Doenças do sistema nervoso

Tonturas

Muito frequentes

Cardiopatias

Taquicardia

Frequentes

Vasculopatias

Hiperemia

Hipotensão

Frequentes

Doenças respiratórias, torácicas e

do mediastino

Dispneia

Frequentes

Doenças gastrointestinais

Dor abdominal

Diarreia

Muito frequentes

Ocorreu em 2 doentes tratados em estudos clínicos. Com base no termo preferencial “reação

anafilática” e na aplicação dos critérios de Sampson para identificar sinais/sintomas consistentes

com anafilaxia.

Pode incluir: arrepios, eczema, edema da laringe, náuseas, prurido, urticária.

Inclui: extravasão no local de perfusão, dor no local de perfusão, urticária no local de perfusão.

Descrição de reações adversas selecionadas

Hipersensibilidade

Cinco de 125 (4%) doentes tratados com sebelipase alfa, incluindo 3 de 19 (16%) lactentes e 2 de 106

(2%) crianças e adultos, em estudos clínicos manifestaram sinais e sintomas graves consistentes com

anafilaxia à sebelipase alfa. Ocorreu anafilaxia durante a perfusão até 1 ano após o início do

tratamento.

Em estudos clínicos, 59 de 125 (47%) doentes tratados com sebelipase alfa, incluindo 13 de 19 (68%)

lactentes e 46 de 106 (43%) crianças e adultos, manifestaram pelo menos uma reação de

hipersensibilidade (selecionada com base num conjunto validado e pré-determinado de termos

agrupados para identificar potenciais reações de hipersensibilidade). Ocorreram sinais e sintomas

consistentes com uma reação de hipersensibilidade ou que poderiam estar relacionados com a mesma

em dois ou mais doentes, incluindo, entre outros, dor abdominal, agitação, broncoespasmo, arrepios,

diarreia, edema da pálpebra, eczema, edema da face, hipertensão, irritabilidade, edema da laringe,

tumefação labial, náuseas, edema, palidez, prurido, pirexia/temperatura corporal aumentada, erupção

cutânea, taquicardia, urticária e vómitos. A maioria das reações ocorreu durante ou dentro de 4 horas

da conclusão da perfusão.

Hiperlipidemia transitória

Consistente com o seu mecanismo de ação conhecido, foram observados aumentos assintomáticos do

colesterol e dos triglicéridos circulantes após o início do tratamento. Estes aumentos ocorreram em

geral dentro das primeiras 2 a 4 semanas e melhoraram dentro de mais 8 semanas de tratamento. Ver

secção 5.1.

Imunogenicidade

Existe potencial de imunogenicidade (ver secção 4.4). Os doentes desenvolveram anticorpos

antifármaco (AAF) à sebelipase alfa. Observou-se uma maior ocorrência de positividade dos AAF na

população de lactentes (10/19 doentes), em comparação com as crianças e adultos.

Entre 125 doentes com deficiência de LAL incluídos em estudos clínicos, 19/125 (15%) doentes

testaram positivo para anticorpos antifármaco (AAF) em algum momento de avaliação após o início

do tratamento com sebelipase alfa (9 doentes pediátricos e adultos e 10 lactentes). Nos doentes

pediátricos e adultos com deficiência de LAL, a positividade dos AAF foi transitória, observando-se

titulações geralmente baixas de AAF. Observou-se persistência da positividade dos AAF nos

10 lactentes e uma persistência de titulações elevadas de AAF em 3 dos 10 lactentes. Entre estes

19 doentes, 11 (58%) também apresentaram a presença de anticorpos com atividade inibitória em

algum momento de avaliação pós-linha basal.

Notificação de suspeitas de reações adversas

Distensão abdominal

Frequentes

Afeções dos tecidos cutâneos e

subcutâneos

Erupção cutânea

Erupção papular

Frequentes

Perturbações gerais e alterações

no local de administração

Fadiga

Pirexia

Muito frequentes

Desconforto no peito

Reação do local de perfusão

Frequentes

Exames complementares de

diagnóstico

Temperatura corporal aumentada

Frequentes

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma

vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema

nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

Nos estudos clínicos, as doses de sebelipase alfa foram exploradas até aos 7,5 mg/kg uma vez por

semana e não foram identificados sinais ou sintomas após as doses superiores. Para o controlo das

reações adversas, ver secções 4.4 e 4.8.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Outros produtos do trato alimentar e metabolismo, enzimas; código ATC:

A16AB14

Deficiência de lipase ácida lisossomal (LAL)

A deficiência de LAL é uma doença rara associada a morbilidade e mortalidade significativas, que

afeta indivíduos desde a infância até à idade adulta. A deficiência de LAL nos lactentes é uma

emergência médica com rápida progressão da doença ao longo de um período de semanas, tipicamente

fatal nos primeiros 6 meses de vida. A deficiência de LAL é uma doença autossómica recessiva de

armazenamento lisossomal caracterizada por um defeito genético que resulta numa diminuição

acentuada ou perda de atividade da enzima lipase ácida lisossomal (LAL).

A atividade deficiente da enzima LAL resulta na acumulação lisossomal de ésteres do colesterol e

triglicéridos numa variedade de populações celulares, órgãos e sistemas de órgãos, entre os quais

hepatócitos e macrófagos. No fígado, esta acumulação conduz a hepatomegalia, teor de gordura no

fígado aumentado, elevação das transaminases assinalando lesão crónica do fígado e progressão para

fibrose, cirrose e complicações de doença hepática em fase terminal. No baço, a deficiência de LAL

resulta em esplenomegalia, anemia e trombocitopenia. A acumulação de lípidos na parede do intestino

conduz a má absorção e falha no crescimento. A dislipidemia é frequente, com o colesterol de

lipoproteínas de baixa densidade (LDL-C) e os triglicéridos elevados e o colesterol de lipoproteínas de

alta densidade (HDL-C) baixo, associados ao teor de gordura no fígado aumentado e às elevações das

transaminases. Além da doença hepática, os doentes com deficiência de LAL têm um risco acrescido

de doença cardiovascular e aterosclerose acelerada.

Mecanismo de ação

A sebelipase alfa é uma lipase ácida lisossomal humana recombinante (rhLAL).

A sebelipase alfa liga-se aos recetores da superfície celular através de glicanos expressos na proteína e

é subsequentemente internalizada nos lisossomas. A sebelipase alfa catalisa a hidrólise lisossomal dos

ésteres do colesterol e triglicéridos para colesterol livre, glicerol e ácidos gordos livres. A substituição

da atividade da enzima LAL conduz a reduções do teor de gordura no fígado e das transaminases, e

ativa o metabolismo dos ésteres do colesterol e triglicéridos no lisossoma, conduzindo a reduções do

LDL-C e não HDL-C, triglicéridos e aumentos do HDL-C. A melhoria do crescimento ocorre em

resultado da redução de substratos no intestino.

Estudos clínicos

Lactentes que apresentam deficiência de LAL

Estudo LAL-CL03

O estudo LAL-CL03 foi um estudo multicêntrico, aberto e de braço único de sebelipase alfa em

9 doentes com menos de 24 meses de idade e com diagnóstico confirmado de deficiência de LAL e

falha no crescimento com início antes dos 6 meses de idade. Os doentes apresentavam também doença

hepática rapidamente progressiva e hepatoesplenomegalia grave. A idade mediana dos doentes no

momento de início do regime posológico era de 3 meses (intervalo = 1 a 6 meses). A duração mediana

da exposição à sebelipase alfa foi de 55,5 meses por doente (intervalo = 1 dia a 60 meses). Os doentes

receberam sebelipase alfa a 0,35 mg/kg uma vez por semana durante as primeiras 2 semanas e depois

1 mg/kg uma vez por semana. Com base na resposta clínica, o aumento progressivo da dose para

3 mg/kg uma vez por semana verificou-se logo ao fim de 1 mês e até 20 meses após o início do

tratamento a 1 mg/kg uma vez por semana em 6 doentes. Em dois destes 6 doentes, a dose foi

subsequentemente aumentada progressivamente para 5 mg/kg uma vez por semana, tal como

permitido pelo protocolo do estudo.

A eficácia foi avaliada comparando a experiência de sobrevivência de doentes tratados com sebelipase

alfa que sobreviveram para além dos 12 meses de idade no estudo LAL-CL03 com um grupo histórico

de lactentes não tratados que apresentavam deficiência de LAL com características clínicas

semelhantes. No LAL-CL03, 6 de 9 lactentes tratados com sebelipase alfa sobreviveram para além dos

12 meses (67% de sobrevivência aos 12 meses, IC 95%: 30% a 93%). Com o tratamento continuado

até aos 48 meses de idade, 1 doente adicional faleceu aos 15 meses de idade. No grupo histórico, 0 de

21 doentes sobreviveu para além dos 8 meses de idade (0% de sobrevivência aos 12 meses, IC 95%:

0% a 16%).

A sebelipase alfa resultou em melhorias dos níveis de alanina aminotransferase (ALT)/aspartato

aminotransferase (AST) (indicando uma diminuição na lesão hepática) e em aumento de peso;

observaram-se melhorias nas primeiras semanas de tratamento, que se mantiveram até ao fim do

estudo. Da linha basal até à Semana 240 (Mês 60), as reduções médias de ALT e AST foram de

-43,5 U/l e -45,25 U/l, respetivamente. Da linha basal até à Semana 240, o percentil peso/idade médio

melhorou de 12,74% para 43,17% e os níveis médios de albumina sérica aumentaram de 26,9 g/l para

31,98 g/l, O aumento progressivo da dose para 3 mg/kg uma vez por semana foi associado a melhorias

adicionais no aumento de peso, linfadenopatia e albumina sérica.

Estudo LAL-CL08

O estudo LAL-CL08 foi um estudo multicêntrico, aberto de sebelipase alfa em 10 lactentes com

≤ 8 meses de idade e com diagnóstico confirmado de deficiência de LAL rapidamente progressiva a

necessitar de intervenção urgente, incluindo, entre outras, distensão abdominal acentuada e

hepatomegalia, insuficiência de desenvolvimento geral, perturbação da coagulação, anemia grave e/ou

irmão com deficiência de LAL rapidamente progressiva.

A idade mediana dos doentes incluídos no estudo na data da primeira perfusão de sebelipase alfa era

de 3 meses (intervalo: 0,5 a 4 meses). Oito (80%) doentes completaram o estudo. A duração mediana

da exposição foi de 34 meses (intervalo: 1 a 37 meses). Dois (20%) doentes foram considerados como

terminação prematura devido a morte. Os 10 doentes receberam uma dose inicial de 1 mg/kg uma vez

por semana. Cada um dos 9 doentes que sobreviveram para além da Semana 4 recebeu um aumento

progressivo da dose até 3 mg/kg uma vez por semana, e 7 destes doentes receberam um aumento

progressivo da dose subsequente até 5 mg/kg uma vez por semana, tal como permitido no protocolo de

estudo. Um dos doentes recebeu um novo aumento progressivo da dose até 7,5 mg/kg uma vez por

semana. Dois doentes receberam uma redução da dose subsequente, que ocorreu após procedimentos

de transplante bem sucedidos; um doente foi submetido a TMO e o outro doente foi submetido a um

TCEH. As percentagens (intervalos de confiança [IC] de 95%) de doentes sobreviventes aos 12, 18, 24

e 36 meses de idade foram de 90% (55,5%; 99,7%), 80% (44,4%; 97,5%), 80% (44,4%; 97,5%) e 75%

(34,9%; 96,8%), respetivamente. Dois doentes tinham < 36 meses de idade no momento da conclusão

do estudo e foram excluídos da análise de sobrevida aos 36 meses. Observaram-se reduções na AST,

gama-glutamiltransferase (GGT) e bilirrubina total e aumentos na albumina sérica na população total

do estudo, com alterações medianas desde a linha de base até à última avaliação de -34,5 U/l, -

66,67 UI/l, -63,64 μmol/l e 33,33 g/l, respetivamente.

A altura e o peso aumentaram gradualmente. As alterações medianas em relação à linha de base nas

pontuações-Z de peso/altura (P/A) foram diminuindo ao longo da Semana 4. A partir da Semana 24,

verificaram-se melhorias consistentes. Na Semana 144, a alteração mediana (intervalo) nas

pontuações-Z de P/A foi de 3,07 (-1,0; 5,3) em relação à linha de base.

Crianças e adultos com deficiência de LAL

Estudo LAL-CL02

O estudo LAL-CL02 foi um estudo multicêntrico, em dupla ocultação e controlado por placebo em

66 crianças e adultos com deficiência de LAL. Os doentes foram aleatorizados para receberem

sebelipase alfa a uma dose de 1 mg/kg (n = 36) ou placebo (n = 30) uma vez de duas em duas semanas

(qow) durante 20 semanas no período em dupla ocultação. A idade mediana aquando da aleatorização

era de 16,5 anos, intervalo de 4–58 anos (36% tinham < 12 anos de idade e 71% tinham < 18 anos de

idade). Para a entrada no estudo, os doentes tinham de apresentar níveis de ALT

1,5 vezes o limite

superior do normal (LSN). A maioria dos doentes (58%) tinha colesterol LDL > 190 mg/dl aquando da

entrada para o estudo e 24% dos doentes com colesterol LDL > 190 mg/dl estavam a tomar

medicamentos para baixar os lípidos. Dos 32 doentes que fizeram uma biópsia ao fígado aquando da

entrada para o estudo, 100% tinham fibrose e 31% tinham cirrose. A faixa etária dos doentes com

indícios de cirrose na biópsia era dos 4 aos 21 anos.

Foram avaliados os seguintes parâmetros de avaliação final: normalização da ALT, diminuição do

colesterol LDL, diminuição do colesterol não HDL, normalização da AST, diminuição dos

triglicéridos, aumento do colesterol HDL, diminuição do teor de gordura no fígado avaliado por

imagem por ressonância magnética - eco de gradiente multi-eco (MEGE-MRI) e melhoria da esteatose

hepática medida por morfometria.

Observou-se uma melhoria estatisticamente significativa em vários parâmetros de avaliação final no

grupo tratado com sebelipase alfa em comparação com o grupo de placebo na conclusão do período de

20 semanas em dupla ocultação do estudo, como apresentado na Tabela 3. A redução absoluta do nível

médio de ALT foi de -57,9 U/l (-53%) no grupo tratado com sebelipase alfa e -6,7 U/l (-6%) no grupo

de placebo.

Tabela 3: Parâmetros de avaliação final primários e secundários de eficácia no LAL-CL02

Parâmetro de avaliação final

Sebelipase

alfa

(n = 36)

Placebo

(n = 30)

Valor de P

d

Parâmetro de avaliação primário final

Normalização de ALT

0,0271

Parâmetros de avaliação secundários final

Colesterol LDL, alteração percentual média em relação

à linha basal

-28%

< 0,0001

Colesterol não HDL, alteração percentual média em

relação à linha basal

-28%

< 0,0001

Normalização de AST

0,0003

Triglicéridos, alteração percentual média em relação à

linha basal

-25%

-11%

0,0375

Colesterol HDL, alteração percentual média em relação

à linha basal

-0,3%

< 0,0001

Teor de gordura no fígado

, alteração percentual média

em relação à linha basal

-32%

< 0,0001

Proporção de doentes que atingiram a normalização definida como 34 ou 43 U/l, em função da

idade e do sexo.

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EMA/446507/2015

EMEA/H/C/004004

Resumo do EPAR destinado ao público

Kanuma

sebelipase alfa

Este é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR) relativo ao Kanuma. O seu

objetivo é explicar o modo como a Agência avaliou o medicamento a fim de recomendar a sua

autorização na UE, bem como as suas condições de utilização. Não tem por finalidade fornecer

conselhos práticos sobre a utilização do Kanuma.

Para obter informações práticas sobre a utilização do Kanuma, os doentes devem ler o Folheto

Informativo ou contactar o seu médico ou farmacêutico.

O que é o Kanuma e para que é utilizado?

O Kanuma é um medicamento utilizado no tratamento de doentes de todas as idades com deficiência

de lipase ácida lisossomal. Esta é uma doença hereditária causada pela falta de uma enzima chamada

lipase ácida lisossomal, a qual é necessária para decompor as gorduras no interior das células. Quando

a enzima está ausente ou presente apenas em níveis baixos, as gorduras acumulam-se nas células do

organismo e provocam sintomas como falha no crescimento e lesões hepáticas.

Dado o número de doentes com deficiência de lipase ácida lisossomal ser reduzido, a doença é

considerada rara, pelo que o Kanuma foi designado medicamento órfão (medicamento utilizado em

doenças raras) a 17 de dezembro de 2010.

O Kanuma contém a substância ativa sebelipase alfa.

Como se utiliza o Kanuma?

O tratamento com o Kanuma deve ser supervisionado por um médico com experiência no tratamento

da deficiência de lipase ácida lisossomal, outras doenças metabólicas ou doenças hepáticas. O

tratamento deve ser administrado por um profissional de saúde com a formação adequada que possa

controlar emergências médicas (como uma alergia grave). O medicamento só pode ser obtido

mediante receita médica.

Kanuma

EMA/446507/2015

Página 2/3

O Kanuma está disponível na forma de concentrado a ser reconstituído numa solução para perfusão

(administração gota a gota) numa veia. A dose recomendada é de 1 mg por quilograma de peso

corporal, administrado uma vez de duas em duas semanas. A perfusão deve ter a duração de 1 a 2

horas.

Nos doentes com uma doença rapidamente progressiva antes dos 6 meses de idade, uma dose de

1 mg/kg é administrada uma vez por semana ao invés de uma vez de duas em duas semanas; nestes

doentes, a dose pode ser aumentada para 3 mg/kg uma vez por semana com base na resposta ao

tratamento.

O Kanuma deve ser iniciado logo que possível após o diagnóstico e destina-se a um uso de longa

duração.

Como funciona o Kanuma?

A substância ativa do Kanuma, a sebelipase alfa, é uma cópia da enzima em falta nos doentes com

deficiência de lipase ácida lisossomal. A sebelipase alfa substitui a enzima em falta, ajudando na

decomposição das gorduras e impedindo que se acumulem no organismo.

Quais os benefícios demonstrados pelo Kanuma durante os estudos?

O Kanuma foi analisado em 2 estudos principais em doentes com deficiência de lipase ácida lisossomal.

O primeiro estudo incluiu 9 lactentes com falha no crescimento ou outras evidências de doença

rapidamente progressiva nos 6 primeiros meses de vida. O estudo demonstrou que 6 de um total de 9

lactentes que receberam o Kanuma sobreviviam à idade de 1 ano. Também se observaram melhorias

do crescimento em todos os 6 lactentes sobreviventes.

O segundo estudo incluiu 66 doentes (crianças e adultos) e comparou o Kanuma com um placebo

(tratamento simulado). O principal parâmetro de eficácia foi a percentagem de doentes que

alcançaram níveis normais de uma enzima hepática chamada ALT ao fim de 5 meses de tratamento.

Níveis altos das enzimas ALT constituem um sinal de lesão hepática. Neste estudo, 31 % dos doentes

que receberam o Kanuma (11 e 36) alcançaram níveis normais de enzimas ALT, em comparação com

7 % dos doentes que receberam o placebo (2 em 30).

Quais são os riscos associados ao Kanuma?

Os efeitos secundários mais graves associados ao Kanuma (observados em cerca de 3 doentes em

cada 100) são sinais e sintomas de reações alérgicas graves. Estes incluem desconforto no peito, olhos

vermelhos, inchaço das pálpebras, dificuldades respiratórias, erupção cutânea pruriginosa, urticária,

rubor, corrimento nasal, batimentos cardíacos rápidos e respiração rápida. Foi também notificado,

sobretudo em lactentes, o desenvolvimento de anticorpos contra o medicamento. Se isto acontecer, o

Kanuma poderá não funcionar corretamente. Para a lista completa dos efeitos secundários

comunicados relativamente ao Kanuma, consulte o Folheto Informativo.

O uso do Kanuma é contraindicado em doentes com uma reação alérgica potencialmente fatal à

substância ativa que ocorre novamente após a paragem e o novo início do tratamento. O uso do

medicamento é também contraindicado em doentes com alergia potencialmente fatal a ovos ou a

qualquer um dos componentes do Kanuma.

Por que foi aprovado o Kanuma?

O Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência concluiu que os benefícios do

Kanuma são superiores aos seus riscos e recomendou a sua aprovação para utilização na UE. O Comité

Kanuma

EMA/446507/2015

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constatou a ausência de quaisquer tratamentos eficazes para a deficiência de lipase ácida lisossomal e

a elevada taxa de mortalidade em lactentes com doença rapidamente progressiva. O CHMP considerou

que o Kanuma levou a melhorias significativas da sobrevivência em lactentes, tendo sido eficaz na

melhoria dos sintomas da doença em doentes de todas as idades. Em termos de segurança, não foram

identificados problemas significativos e os efeitos secundários graves foram raros ou controláveis.

Contudo, são necessários dados adicionais sobre os benefícios e a segurança do medicamento a longo

prazo.

Que medidas estão a ser adotadas para garantir a utilização segura e eficaz

do Kanuma?

Foi desenvolvido um plano de gestão dos riscos para garantir a utilização segura do Kanuma. Com

base neste plano, foram incluídas informações de segurança no Resumo das Características do

Medicamento e no Folheto Informativo do Kanuma, incluindo as precauções apropriadas a observar

pelos profissionais de saúde e pelos doentes.

Além disso, a empresa que comercializa o Kanuma está a realizar um estudo em lactentes com doença

rapidamente progressiva e irá criar um registo de doentes de todas as idades para obter informações

adicionais sobre os benefícios e a segurança do Kanuma a longo prazo, em particular no que se refere

ao risco de reações alérgicas e ao desenvolvimento de anticorpos contra o medicamento. A empresa

também fornecerá material informativo a todos os médicos que poderão prescrever o Kanuma,

incentivando-os a inscrever doentes no registo e informando-os sobre como monitorizar os anticorpos

nos doentes e como gerir doentes que desenvolvem reações alérgicas graves.

Podem ser encontradas informações adicionais no resumo do plano de gestão dos riscos

Outras informações sobre o Kanuma

O EPAR completo e o resumo do plano de gestão dos riscos relativos ao Kanuma podem ser

consultados no sítio Internet da Agência em: ema.europa.eu/Find medicine/Human

medicines/European public assessment reports. Para mais informações sobre o tratamento com o

Kanuma, leia o Folheto Informativo (também parte do EPAR) ou contacte o seu médico ou

farmacêutico.

O resumo do parecer emitido pelo Comité dos Medicamentos Órfãos para o Kanuma pode ser

consultado no sítio Internet da Agência em: ema.europa.eu/Find medicine/Human medicines/Rare

disease designation.

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