Ivabradina Ciclum 5 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Ivabradina
Disponível em:
Ciclum Farma Unipessoal, Lda.
Código ATC:
C01EB17
DCI (Denominação Comum Internacional):
Ivabradina
Dosagem:
5 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Ivabradina, cloridrato 5.39 mg
Via de administração:
Via oral
Classe:
3.5.1 - Antianginosos
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
Genérico
Área terapêutica:
ivabradine
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Blister 14 unidade(s) Comercializado Número de Registo: 5711353 CNPEM: 50108085 CHNM: 10069774 Grupo Homogéneo: Ivabradina | A101 | Oral | 5 mg | [1-20] unidades; Blister 56 unidade(s) Comercializado Número de Registo: 5711361 CNPEM: 50108107 CHNM: 10069774 Grupo Homogéneo: Ivabradina | A101 | Oral | 5 mg | [21-60] unidades; Blister 14 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5711346 CNPEM: 50108085 CHNM: 10069774 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 56 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5711379 CNPEM: 50108107 CHNM: 10069774 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
NL/H/3626/002/DC
Data de autorização:
2017-04-03

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APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Ivabradina Ciclum 5 mg comprimidos revestidos por película

Ivabradina Ciclum 7,5 mg comprimidos revestidos por película

Ivabradina

Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a

rápida identificação de nova informação de segurança. Poderá ajudar, comunicando

quaisquer

efeitos

secundários

tenha.

Para

saber

como

comunicar

efeitos

secundários, veja o final da secção 4.

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Ivabradina Ciclum e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Ivabradina Ciclum

3. Como tomar Ivabradina Ciclum

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Ivabradina Ciclum

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Ivabradina Ciclum e para que é utilizado

Ivabradina Ciclum (ivabradina) é um medicamento para o coração, usado para

tratar:

- A angina de peito estável sintomática (que causa dor de peito) em doentes adultos,

cuja frequência cardíaca (ritmo do coração) seja igual ou superior a 70 batimentos

por minuto. É usado em doentes adultos que não toleram ou não possam tomar

medicamentos para o coração chamados bloqueadores beta. É também usado em

combinação com bloqueadores beta em doentes adultos que não tenham a sua

condição completamente controlada com o bloqueador beta.

- Insuficiência cardíaca crónica em doentes adultos que tenham uma frequência

cardíaca (ritmo do coração) igual ou superior a 75 batimentos por minuto. O

medicamento é utilizado em combinação com a terapêutica padrão, incluindo

terapêutica

bloqueadores

beta

quando

bloqueadores

beta

são

contraindicados ou não tolerados.

Sobre a angina de peito estável (normalmente referida como “angina”)

A angina estável é uma doença de coração que ocorre quando o coração não recebe

oxigénio suficiente. Aparece geralmente entre os 40 e os 50 anos de idade. O

sintoma mais comum da angina é dor de peito ou desconforto. A angina aparece

mais frequentemente quando o coração bate mais rápido em situações de exercício,

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emoção, exposição ao frio ou após uma refeição. Este aumento da frequência

cardíaca (ritmo do coração) pode causar dor no peito nas pessoas que sofrem de

angina.

Sobre a insuficiência cardíaca crónica

Insuficiência cardíaca crónica é uma doença do coração que ocorre quando o coração

não consegue bombear sangue suficiente para o resto do seu corpo. Os sintomas

mais comuns da insuficiência cardíaca são falta de ar, fadiga, cansaço e tornozelos

inchados.

Como atua o Ivabradina Ciclum?

Ivabradina Ciclum atua principalmente reduzindo a frequência cardíaca (ritmo do

coração) em alguns batimentos por minuto. Diminui assim a necessidade do coração

em oxigénio, especialmente em situações em que é mais provável a ocorrência de

um ataque de angina. Deste modo, Ivabradina Ciclum ajuda a controlar e reduzir o

número de ataques de angina.

Além

disso,

como

frequência

cardíaca

(ritmo

coração)

elevada

afeta

negativamente o funcionamento do coração e o prognóstico vital em doentes com

insuficiência

cardíaca

crónica,

ação

específica

ivabradina

diminuir

frequência cardíaca (ritmo do coração) ajuda a melhorar o funcionamento do coração

e o prognóstico vital nestes doentes.

2. O que precisa de saber antes de tomar Ivabradina Ciclum

Não tome Ivabradina Ciclum

- se tem alergia à ivabradina ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6);

- se a sua frequência cardíaca (ritmo do coração) em repouso antes do tratamento

for muito baixa (inferior a 70 batimentos por minuto);

- se sofre de choque cardiogénico (uma situação cardíaca tratada em hospital);

- se sofrer de uma perturbação do ritmo cardíaco;

- se estiver a sofrer um ataque cardíaco;

- se sofrer de tensão arterial muito baixa;

- se sofrer de angina instável (uma forma grave na qual a dor de peito ocorre muito

frequentemente e com ou sem esforço);

- se tiver insuficiência cardíaca que piorou recentemente;

- se o batimento do coração for imposto exclusivamente pelo seu pacemaker;

- se sofrer de problemas graves do fígado;

- se já estiver a tomar medicamentos para o tratamento de infeções fúngicas (tais

como

cetoconazol,

itraconazol),

antibióticos

macrólidos

(tais

como

josamicina,

claritromicina, telitromicina ou eritromicina tomada oralmente), medicamentos para

tratar

infeções

(tais

como

nelfinavir,

ritonavir)

nefezadona

(medicamento para tratar depressão) ou diltiazem, verapamilo (utilizado para a

tensão arterial elevada ou angina de peito);

- se for uma mulher que possa engravidar e se não estiver a usar contraceção de

confiança;

- se estiver grávida ou a tentar engravidar;

- se estiver a amamentar.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Ivabradina Ciclum

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- se sofrer de perturbações do ritmo cardíaco (tal como batimento cardíaco irregular,

palpitações, aumento das dores no peito) ou fibrilhação auricular mantida (um tipo

irregular de batimento cardíaco), ou uma anormalidade no eletrocardiograma (ECG)

denominada por “síndrome de QT longo”,

- se tiver sintomas de cansaço, tonturas ou falta de ar (isto pode significar que o seu

coração abrandou demasiado),

- se tem sintomas de fibrilhação auricular (frequência arterial no pulso em repouso

invulgarmente elevada (mais de 110 batimentos por minuto) ou irregular, sem

qualquer razão aparente, tornando-se difícil de medir),

- se teve um AVC recente (derrame cerebral),

- se sofre de hipotensão (tensão baixa) ligeira a moderada,

- se sofre de tensão arterial não controlada, especialmente após uma alteração do

seu tratamento anti-hipertensor.

- se sofre de insuficiência cardíaca grave ou insuficiência cardíaca com uma

anormalidade no ECG denominada como “bloqueio de ramo”,

- se sofrer de doença ocular retiniana crónica,

- se sofre de problemas moderados de fígado,

- se sofrer de problemas renais graves.

Se qualquer destas situações se aplicar a si, fale imediatamente com o seu médico

antes ou durante o tratamento com Ivabradina Ciclum.

Crianças

Ivabradina Ciclum não é indicado para crianças e adolescentes menores de 18 anos.

Outros medicamentos e Ivabradina Ciclum

Informe

médico

farmacêutico

estiver

tomar,

tiver

tomado

recentemente, ou vier a tomar outros medicamentos.

Informe o seu médico se estiver a tomar qualquer dos seguintes medicamentos, uma

vez que pode ser necessário um ajuste da dose de Ivabradina Ciclum ou a sua

monitorização:

- fluconazol (um medicamento antifúngico)

- rifampicina (um antibiótico)

- barbitúricos (para dificuldade em dormir ou epilepsia)

- fenitoína (para epilepsia)

- hipericão ou erva de S. João (tratamento à base de ervas para a depressão)

- medicamentos que prolongam o intervalo QT para tratar quer alterações do ritmo

cardíaco quer outras condições:

- quinidina, disopiramida, ibutilida, sotalol, amiodarona (para tratar perturbações do

ritmo cardíaco)

- bepridilo (para tratar angina de peito)

- certos tipos de medicamentos para tratar ansiedade, esquizofrenia ou outras

psicoses (tais como pimozida, ziprasidona, sertindol)

- medicamentos antimaláricos (tais como mefloquina ou halofantrina)

- eritromicina intravenosa (um antibiótico)

- pentamidina (medicamento antiparasitário)

- cisaprida (contra o refluxo gastroesofágico).

- alguns tipos de diuréticos que podem diminuir o nível de potássio no sangue, tais

como a furosemida, hidroclorotiazida, indapamida (usada no tratamento de edema e

tensão arterial elevada).

Ivabradina Ciclum com alimentos e bebidas

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Evite o sumo de toranja durante o tratamento com Ivabradina Ciclum.

Gravidez e amamentação

Não tome Ivabradina Ciclum se estiver grávida ou estiver a planear engravidar (ver

“Não tome Ivabradina Ciclum”).

Se estiver grávida e tiver tomado Ivabradina Ciclum, fale com o seu médico.

Não tome Ivabradina Ciclum se tiver possibilidade de engravidar, a não ser que use

medidas contracetivas de confiança (ver “ Não tome Ivabradina Ciclum).

Não tome Ivabradina Ciclum se estiver a amamentar (ver “Não tome Ivabradina

Ciclum”). Fale com o seu médico se estiver a amamentar ou pretender amamentar,

uma vez que a amamentação deve ser descontinuada se estiver a tomar Ivabradina

Ciclum.

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas:

Ivabradina

Ciclum

pode

causar

temporariamente

fenómenos

visuais

luminosos

(luminosidade transitória no campo visual, ver “Efeitos secundários possíveis”). Se

isto lhe acontecer, tenha cuidado quando conduzir ou utilizar máquinas nas ocasiões

em que possam ocorrer alterações súbitas na intensidade da luz, especialmente

quando conduzir à noite.

Ivabradina Ciclum contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem alguma

intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Ivabradina Ciclum

Tome

este

medicamento

exatamente

como

indicado

pelo

médico

farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Ivabradina Ciclum deve ser tomado durante as refeições.

Os comprimidos revestidos por película Ivabradina Ciclum 5 mg podem ser divididos

em doses iguais.

Se está a ser tratado para a angina de peito estável

A dose inicial não deve exceder um comprimido de Ivabradina Ciclum 5 mg duas

vezes por dia. Se ainda tiver sintomas de angina e se tiver tolerado bem a dose de 5

mg duas vezes por dia, a dose pode ser aumentada. A dose de manutenção não

deve exceder os 7,5 mg duas vezes por dia. O seu médico irá prescrever a dose

certa para si. A dose habitual é de um comprimido de manhã e um comprimido à

noite. Em alguns casos (por exemplo, se for idoso), o seu médico pode prescrever

metade da dose, isto é, meio comprimido de Ivabradina Ciclum 5 mg (o que

correspondente a 2,5 mg de ivabradina) de manhã e meio comprimido de 5 mg à

noite.

Se está a ser tratado para a insuficiência cardíaca crónica

A dose inicial habitualmente recomendada é um comprimido de Ivabradina Ciclum 5

duas

vezes

aumentando

necessário

para

comprimido

Ivabradina Ciclum 7,5 mg duas vezes por dia. O seu médico decidirá sobre a dose

apropriada para si. A dose habitual é um comprimido de manhã e um comprimido à

noite. Nalguns casos (por ex. se for idoso), o seu médico pode prescrever metade da

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dose i.e. meio comprimido de Ivabradina Ciclum 5 mg (correspondente a 2,5 mg de

ivabradina) de manhã e meio comprimido de 5 mg à noite.

Se tomar mais Ivabradina Ciclum do que deveria:

Uma dose elevada de Ivabradina Ciclum pode provocar-lhe falta de ar ou cansaço

porque o seu coração bate menos. Se isto acontecer, contacte o seu médico

imediatamente.

Caso se tenha esquecido de tomar Ivabradina Ciclum:

Caso se tenha esquecido de tomar uma dose de Ivabradina Ciclum, tome a próxima

dose à hora habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se

esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Ivabradina Ciclum:

Como o tratamento para a angina ou para a insuficiência cardíaca crónica é

normalmente um tratamento prolongado, deve falar com o seu médico antes de

parar de tomar este medicamento.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver a impressão de que Ivabradina

Ciclum é demasiado forte ou demasiado fraco.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode ter efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Os efeitos secundários mais comuns com este medicamento são dependentes da

dose e relacionados com o seu modo de ação:

Efeitos secundários muito frequentes (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas)

Fenómenos

luminosos

visuais

(breves

momentos

luminosidade

aumentada,

causados frequentemente por alterações súbitas na intensidade da luz). Também

podem ser descritos como uma auréola, luzes coloridas intermitentes, decomposição

de imagens ou imagens múltiplas. Geralmente, estes ocorrem durante os primeiros

dois

meses

tratamento,

após

quais

podem

ocorrer

repetidamente

desaparecer durante ou após o tratamento.

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

Modificação do funcionamento cardíaco (os sintomas são uma diminuição do ritmo do

coração). Esta situação, em particular, pode ocorrer durante os primeiros 2 a 3

meses de tratamento.

Outros efeitos secundários também notificados:

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

Contração rápida e irregular do coração, perceção anormal do batimento cardíaco,

tensão arterial não controlada, dor de cabeça, tonturas e visão turva (visão

nebulada).

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas)

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Palpitações e batimentos cardíacos extra, sentir-se doente (náusea), obstipação

(prisão

ventre),

diarreia,

abdominal,

sensação

de rotação

(vertigens),

dificuldade em respirar (dispneia), cãibras musculares, alterações dos parâmetros

laboratoriais: elevados níveis de ácido úrico no sangue, excesso de eosinófilos (um

tipo de glóbulos brancos) e elevada creatinina no sangue (produto de degradação do

músculo), erupção na pele, angioedema (tal como inchaço da face, língua ou

garganta, dificuldade em respirar ou engolir), tensão arterial baixa, desmaio,

sensação de cansaço, sensação de fraqueza, traçado anormal do ECG, visão dupla,

alteração visual.

Efeitos secundários raros (podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas)

Urticária, comichão, pele vermelha, sensação de mal-estar.

Efeitos secundários muito raros (podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas)

Batimentos irregulares do coração.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED I.P. através dos contactos

abaixo.

comunicar

efeitos

secundários,

estará

ajudar

fornecer

mais

informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel.: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Ivabradina Ciclum

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior, blister ou frasco, após “VAL.:”. O prazo de validade corresponde ao último

dia do mês indicado.

Este medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

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Qual a composição de Ivabradina Ciclum

- A substância ativa é ivabradina (sob a forma de cloridrato)

Ivabradina Ciclum 5 mg: 1 comprimido revestido por película contém 5 mg de

ivabradina (equivalente a 5,390 mg de cloridrato de ivabradina).

Ivabradina Ciclum 7,5 mg: 1 comprimido revestido por película contém 7,5 mg de

ivabradina (equivalente a 8,085 mg de cloridrato de ivabradina).

outros

componentes

são:

Betadex,

celulose

microcristalina,croscarmelose

sódica,estearato de magnésio (núcleo do comprimido); hipromelose (HPMC 2910),

lactose mono-hidratada, dióxido de titânio (E 171), macrogol 4000, óxido de ferro

vermelho (E 172), óxido de ferro amarelo (E 172), óxido de ferro negro (E 172)

(revestimento do comprimido)

Qual o aspeto de Ivabradina Ciclum e conteúdo da embalagem

Ivabradina Ciclum 5 mg são comprimidos revestidos por película, cor de rosa,

redondos, de aproximadamente 8,7 mm, com a marcação “I9VB” e ranhura numa

das faces e “5” na outra face.

Ivabradina Ciclum 7,5 mg são comprimidos revestidos por película, cor de rosa,

redondos, de aproximadamente 9,5 mm, com a marcação “I9VB” e ranhura numa

das faces e “7.5” na outra face.

comprimidos

encontram-se

disponíveis

embalagem

blister

PVC/PE/PVDC/Alu ou Alu/Alu com 14, 28, 28 (amostra), 56, 98, 100 ou 112

comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular

Ciclum Farma Unipessoal, Lda.

Quinta da Fonte, Edifício D. Amélia

Piso 1 – Ala B

2770-229 Paço de Arcos

Fabricante

Synthon Hispania SL

C/ Castelló no 1, Pol. Las Salinas, Sant Boi de Llobregat, 08830, Barcelona

Espanha

Synthon BV

Microweg 22, 6545 CM Nijmegen

Holanda

Synthon, s.r.o.

Brněnská 32/čp. 597, 678 01 Blansko

República Checa

STADA Arzneimittel AG

Stadastrasse 2 – 18, 61118 Bad Vilbel

Alemanha

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STADA Arzneimittel GmbH

Muthgasse 36, 1190 Wien

Áustria

Clonmel Healthcare Ltd.

Waterford Road, Clonmel, Co. Tipperary

Irlanda

Centrafarm Services B.V.

Nieuwe Donk 9, 4879 AC Etten-Leur

Holanda

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:

Áustria:

Ivabradin STADA 5 mg Filmtabletten

Ivabradin STADA 7,5 mg Filmtabletten

Alemanha:

Ivabradin AL 5 mg Filmtabletten

Ivabradin AL 7,5 mg Filmtabletten

Espanha:

Ivabradina STADA 5 mg comprimidos recubiertos con película EFG

Ivabradina STADA 7,5 mg comprimidos recubiertos con película

França:

IVABRADINE EG 5 mg, comprimé pelliculé

IVABRADINE EG 7,5 mg, comprimé pelliculé

Irlanda:

Ivabradine 5 mg film-coated tablets

Ivabradine 7.5 mg film-coated tablets

Itália:

IVABRADINA EG

Holanda:

Ivabradine CF 5 mg, filmomhulde tabletten

Ivabradine CF 7,5 mg, filmomhulde tabletten

Portugal:

Ivabradina Ciclum

Eslovénia:

Ivabradin STADA 5 mg filmsko obložene tablete

Ivabradin STADA 7,5 mg filmsko obložene tablete

Eslováquia:

Ivabradín STADA 5 mg filmom obalené tablety

Ivabradín STADA 7,5 mg filmom obalené tablety

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida

identificação de nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que

notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas. Para saber como notificar reações

adversas, ver secção 4.8.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Ivabradina Ciclum 5 mg comprimidos revestidos por película

Ivabradina Ciclum 7,5 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Ivabradina Ciclum 5 mg comprimidos revestidos por película

Um comprimido revestido por película contém 5 mg de ivabradina (equivalente a 5,390

mg de cloridrato de ivabradina).

Excipiente com efeito conhecido: 1,344 mg de lactose mono-hidratada

Ivabradina Ciclum 7,5 mg comprimidos revestidos por película

Um comprimido revestido por película contém 7,5 mg de ivabradina (equivalente a 8,085

mg de cloridrato de ivabradina).

Excipiente com efeito conhecido: 2,016 mg de lactose mono-hidratada

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

[Ivabradina Ciclum 5 mg comprimidos revestidos por película]

Comprimidos revestidos por película, rosa, redondos, de aproximadamente 8,7 mm, com

a marcação “I9VB” e ranhura numa das faces e “5” na outra face.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

[Ivabradina Ciclum 7,5 mg comprimidos revestidos por película]

Comprimidos revestidos por película, rosa, redondos, de aproximadamente 9,5 mm, com

a marcação “I9VB” e ranhura numa das faces e “7.5” na outra face.

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4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Tratamento sintomático da angina de peito crónica estável

A ivabradina está indicada para o tratamento sintomático da angina de peito crónica

estável em adultos com doença arterial coronária com ritmo sinusal normal e uma

frequência cardíaca

70 bpm. A ivabradina está indicada:

- em adultos com intolerância ou em que seja contraindicado o uso de bloqueadores beta.

- ou em combinação com os bloqueadores beta em doentes controlados inadequadamente

com um bloqueador beta na dose ótima.

Tratamento da insuficiência cardíaca crónica

A ivabradina está indicada na insuficiência cardíaca crónica classe NYHA II a IV com

disfunção sistólica, em doentes com ritmo sinusal e cuja frequência cardíaca é

75 bpm,

em associação com a terapêutica padrão, incluindo terapêutica com bloqueadores beta ou

quando a terapêutica com bloqueadores beta está contraindicada ou não é tolerada (ver

secção 5.1).

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Estão disponíveis comprimidos revestidos por película contendo 5 mg e 7,5 mg de

ivabradina.

Tratamento sintomático da angina de peito crónica estável

Recomenda-se que a decisão de iniciar ou ajustar o tratamento se baseie numa série de

medições

frequência

cardíaca,

electrocardiograma

(ECG)

monitorização

ambulatória de 24 horas.

A dose inicial de ivabradina não deve exceder as 5 mg duas vezes por dia em doentes

com idade inferior a 75 anos. Após três a quatro semanas de tratamento, se o doente ainda

tiver sintomas, a dose inicial for bem tolerada e a frequência cardíaca em repouso

continuar acima dos 60 bpm, a dose pode ser aumentada para a dose seguinte em doentes

a tomar 2,5 mg ou 5 mg duas vezes por dia. A dose de manutenção não deve exceder 7,5

mg duas vezes por dia.

Se não houver melhoria dos sintomas da angina de peito nos 3 meses seguintes ao início

do tratamento com ivabradina, este deve ser descontinuado.

Adicionalmente, a descontinuação do tratamento deve ser considerada se a resposta for

apenas sintomática e quando não existir uma redução clínica relevante na frequência

cardíaca em repouso no período de três meses.

Se, durante o tratamento, a frequência cardíaca diminuir abaixo de 50 batimentos por

minuto

(bpm)

repouso,

doente

apresentar

sintomas

relacionados

bradicardia tais como tonturas, fadiga ou hipotensão, a dose deve ser titulada para baixo

incluindo a dose mais baixa de 2,5 mg duas vezes por dia (metade de um comprimido de

5 mg duas vezes por dia). Após a diminuição da dose, a frequência cardíaca deve ser

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monitorizada (ver secção 4.4). O tratamento deve ser descontinuado se a frequência

cardíaca permanecer inferior a 50 bpm ou se persistirem sintomas de bradicardia, mesmo

com a diminuição da dose.

Tratamento da insuficiência cardíaca crónica

O tratamento tem de ser iniciado apenas nos doentes com insuficiência cardíaca estável.

Recomenda-se que o médico assistente tenha experiência no tratamento da insuficiência

cardíaca crónica.

A dose inicial de ivabradina normalmente recomendada é de 5 mg duas vezes ao dia.

Após duas semanas de tratamento, a dose pode ser aumentada para 7,5 mg duas vezes ao

dia se a frequência cardíaca em repouso estiver persistentemente acima dos 60 bpm ou

diminuída para 2,5 mg duas vezes ao dia (metade do comprimido de 5 mg duas vezes ao

dia) se a frequência cardíaca em repouso estiver persistentemente abaixo dos 50 bpm ou

em caso de sintomas relacionados com bradicardia, como sejam tonturas, fadiga ou

hipotensão. Se a frequência cardíaca estiver entre os 50 e 60 bpm, a dose de 5 mg duas

vezes ao dia deve ser mantida.

Se durante o tratamento, a frequência cardíaca em repouso diminuir persistentemente

abaixo

batimentos

minuto

(bpm)

doente

apresentar

sintomas

relacionados com bradicardia, a dose deve ser diminuída para a dose inferior mais

próxima nos doentes a tomarem 7,5 mg duas vezes ao dia ou 5 mg duas vezes ao dia. Se a

frequência cardíaca aumentar persistentemente acima de 60 batimentos por minuto em

repouso, a dose pode ser aumentada para a dose superior mais próxima nos doentes a

tomarem 2,5 mg duas vezes ao dia ou 5 mg duas vezes ao dia.

O tratamento deve ser descontinuado se a frequência cardíaca se mantiver abaixo dos 50

bpm ou os sintomas de bradicardia persistirem (ver secção 4.4).

População especial

Idosos

Em doentes com 75 anos ou mais, deve ser considerada a dose inicial mais baixa (2,5 mg

duas vezes por dia i.e. meio comprimido de 5 mg duas vezes por dia) antes da titulação

crescente, se necessário.

Compromisso renal

Não é necessário ajuste da dose em doentes com insuficiência renal e clearance da

creatinina acima de 15 ml/min (ver secção 5.2).

Não existem dados disponíveis em doentes com clearance da creatinina abaixo de 15

ml/min. A ivabradina deve ser, portanto, usada com precaução nesta população.

Compromisso hepático

Não é necessário ajuste da dose em doentes com compromisso hepático ligeiro. Devem

tomar-se precauções quando se usa a ivabradina em doentes com compromisso hepático

moderado. A ivabradina está contraindicada para utilização em doentes com insuficiência

hepática grave, dado que não foi estudada nesta população e porque se antecipa um

grande aumento da exposição sistémica (ver secções 4.3 e 5.2).

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

População pediátrica

A segurança e eficácia de ivabradina no tratamento da insuficiência cardíaca crónica em

crianças com menos de 18 anos de idade não foram estabelecidas.

Os dados atualmente disponíveis encontram-se descritos na secção 5.1 e 5.2, mas não

pode ser feita qualquer recomendação posológica.

Modo de administração

Os comprimidos devem ser tomados duas vezes por dia por via oral, i.e. uma vez de

manhã e outra à noite durante as refeições (ver secção 5.2).

4.3 Contraindicações

- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Frequência

cardíaca

repouso

abaixo

batimentos

minuto

antes

tratamento

- Choque cardiogénico

- Enfarte agudo do miocárdio

- Hipotensão grave (< 90/50 mmHg)

- Insuficiência hepática grave

- Síndrome do nódulo sinusal

- Bloqueio sino-auricular

- Insuficiência cardíaca aguda ou instável

Dependência

pacemaker

(frequência

cardíaca

imposta

exclusivamente

pelo

pacemaker)

- Angina instável

- Bloqueio AV de 3º grau

- Combinação com fortes inibidores do citocromo P450 3A4, tais como antifúngicos azol

(cetoconazol, itraconazol), antibióticos macrólidos (claritromicina, eritromicina oral,

josamicina,

telitromicina),

inibidores

protease

(nelfinavir,

ritonavir)

nefazodona (ver secções 4.5 e 5.2)

- Associação com verapamil ou diltiazem, que são inibidores moderados do CYP3A4,

com propriedades de reduzir a frequência cardíaca (ver secção 4.5)

- Gravidez, aleitamento e mulheres com potencial para engravidar que não estejam a usar

medidas contracetivas apropriadas (ver secção 4.6)

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Precauções especiais

Falta de benefício nos resultados clínicos, em doentes com angina de peito crónica

estável sintomática

A ivabradina está indicada apenas para o tratamento sintomático da angina de peito

crónica

estável,

visto

não tem

benefícios

resultados

cardiovasculares

(por

exemplo: enfarte do miocárdio ou morte cardiovascular) (ver secção 5.1).

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

Medição de frequência cardíaca

Dado que a frequência cardíaca pode variar consideravelmente ao longo do tempo, uma

série de medições da frequência cardíaca, ECG ou monitorização ambulatória de 24 horas

devem ser considerados para determinar a frequência cardíaca em repouso antes do início

do tratamento com ivabradina e em doentes em tratamento com ivabradina quando a

titulação é considerada. Esta recomendação também

se aplica a doentes com uma

frequência cardíaca baixa, em particular, quando a frequência cardíaca diminui abaixo de

50 bpm, ou após redução da dose (ver secção 4.2).

Arritmias cardíacas

ivabradina

não

eficaz

tratamento

prevenção

arritmias

cardíacas

provavelmente perde a sua eficácia quando ocorre uma taquiarritmia (por ex. taquicardia

ventricular ou supraventricular). Portanto a ivabradina não é recomendada em doentes

com fibrilhação auricular ou outras arritmias cardíacas que interferem com a função do

nódulo sinusal.

O risco de desenvolver fibrilhação auricular aumenta em doentes tratados com ivabradina

(ver secção 4.8). A fibrilhação auricular tem sido mais comum em doentes que utilizam

concomitantemente amiodarona ou potentes antiarrítmicos de classe I. Recomenda-se a

monitorização

clínica

regular

ocorrência

fibrilhação

auricular

(persistente

paroxística) dos doentes tratados com ivabradina, que deve também incluir monitorização

por ECG se clinicamente indicado (i.e. em caso de angina agravada, palpitações, pulso

irregular).

Os doentes devem ser informados dos sinais e sintomas da fibrilhação auricular e

avisados para contactarem o seu médico, se estes ocorrerem.

Caso se desenvolva fibrilhação auricular durante o tratamento com ivabradina, a relação

entre os benefícios e os riscos da continuação do tratamento deve ser cuidadosamente

reconsiderada.

Doentes

insuficientes

cardíacos

crónicos

defeitos

condução

intraventricular

(bloqueio do ramo esquerdo do feixe, bloqueio do ramo direito do feixe) e dessincronia

ventricular devem ser cuidadosamente monitorizados.

Utilização em doentes com bloqueio AV de 2º grau

A ivabradina não é recomendada em doentes com bloqueio AV de 2º grau.

Utilização em doentes com frequência cardíaca baixa

A ivabradina não pode ser iniciada em doentes com uma frequência cardíaca em repouso

abaixo de 70 batimentos por minuto (ver secção 4.3).

Se, durante o tratamento, a frequência cardíaca em repouso descer persistentemente

abaixo de 50 bpm ou se o doente apresentar sintomas relacionados com bradicardia tais

como tonturas, fadiga ou hipotensão, a dose deve ser titulada para baixo ou o tratamento

deve ser descontinuado se a frequência cardíaca abaixo de 50 bpm persistir ou persistirem

os sintomas de bradicardia (ver secção 4.2).

Combinação com bloqueadores dos canais de cálcio

A utilização concomitante de ivabradina com bloqueadores dos canais do cálcio que

reduzem a frequência cardíaca, tais como verapamilo ou diltiazem é contraindicada (ver

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

secções 4.3 e 4.5). Não surgiu qualquer problema de segurança relacionado com a

combinação

ivabradina

nitratos

bloqueadores

canais

cálcio

dihidropiridínicos tal como a amlodipina. Não foi estabelecida eficácia adicional da

ivabradina em combinação com os bloqueadores dos canais de cálcio dihidropiridínicos

(ver secção 5.1).

Insuficiência cardíaca crónica

A insuficiência cardíaca deve estar estável antes de se considerar o tratamento com

ivabradina. A ivabradina deve ser usada com precaução em doentes com insuficiência

cardíaca com classificação funcional IV pela NYHA devido à quantidade limitada de

dados nesta população.

A utilização de ivabradina não é recomendada imediatamente após um AVC porque não

existem dados nesta situação.

Função visual

Ivabradina influencia a função retiniana. Não existe evidência de efeito tóxico na retina

tratamento

longo

prazo

ivabradina

(ver

secção5.1).

interrupção

tratamento deve ser considerada se ocorrer alguma deterioração inesperada na função

visual. Devem tomar-se precauções em doentes com retinite pigmentosa.

Precauções de utilização

Doentes com hipotensão

Os dados existentes são limitados em doentes com hipotensão ligeira a moderada, e a

ivabradina

deve

utilizada

precaução

nestes

doentes.

ivabradina

contraindicada em doentes com hipotensão grave (pressão arterial < 90/50 mmHg) (ver

secção 4.3).

Fibrilhação auricular – Arritmias cardíacas

Não existe evidência de risco de bradicardia (excessiva) no retorno ao ritmo sinusal

quando é iniciada cardioversão farmacológica em doentes tratados com ivabradina. No

entanto, na ausência de dados extensos, deve ser considerada cardioversão elétrica não

urgente 24 horas após a última dose de ivabradina.

Utilização em doentes com síndrome QT congénito ou tratados com medicamentos que

prolongam o intervalo QT

A utilização de ivabradina deve ser evitada em doentes com síndrome QT congénito ou

tratados com

medicamentos que prolongam o intervalo QT (ver secção 4.5). Se a

combinação for necessária, impõe-se cuidadosa monitorização cardíaca.

A diminuição da frequência cardíaca, como a causada pela ivabradina, pode exacerbar o

prolongamento do intervalo QT, o que pode dar origem a arritmias graves, em particular

Torsades de pointes.

Doentes hipertensos que requerem modificações do tratamento da pressão arterial

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

No estudo SHIFT houve mais doentes a apresentarem episódios de aumento da pressão

arterial quando tratados com ivabradina (7,1%) comparativamente com doentes tratados

com placebo (6,1%). Estes episódios ocorreram com mais frequência pouco tempo após a

modificação do tratamento da pressão arterial, foram transitórios, e não afetaram o efeito

do tratamento da ivabradina. Quando forem feitas modificações ao tratamento de doentes

com insuficiência cardíaca crónica tratados com ivabradina, a pressão arterial deve ser

monitorizada em intervalos apropriados (ver secção 4.8).

Excipientes

Como os comprimidos contêm lactose, doentes com problemas hereditários raros de

intolerância à galactose, de deficiência de

lactase ou de

mal-absorção de glucose-

galactose não deverão tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Interações farmacodinâmicas

Utilização concomitante não recomendada

Medicamentos que prolongam o intervalo QT

- Medicamentos cardiovasculares que prolongam o intervalo QT (por ex. quinidina,

disopiramida, bepridilo, sotalol, ibutilida, amiodarona).

- Medicamentos não cardiovasculares que prolongam o intervalo QT (por ex. pimozida,

ziprasidona, sertindol, mefloquina, halofantrina, pentamidina e cisaprida, eritromicina

intravenosa).

A utilização concomitante de ivabradina com medicamentos cardiovasculares e não

cardiovasculares que prolongam o intervalo QT deve ser evitada porque o prolongamento

intervalo

pode

exacerbado

pela

redução

frequência

cardíaca.

combinação for necessária, impõe-se cuidadosa monitorização cardíaca (ver secção 4.4).

Uso concomitante com precaução

Diuréticos depletores de potássio (diuréticos tiazidicos e diuréticos da ansa): hipocaliemia

pode aumentar o risco de arritmias. Como a ivabradina pode causar bradicardia, a

combinação

hipocalemia

bradicardia

fator

predisposição

para

aparecimento de arritmias graves, especialmente em doentes com o intervalo QT longo,

de origem congénita ou induzido por uma substância.

Interações farmacocinéticas

Citocromo P450 3A4 (CYP3A4)

ivabradina é

metabolizada só pelo CYP3A4 e é um

inibidor muito

fraco deste

citocromo. A ivabradina demonstrou não influenciar o metabolismo e as concentrações

plasmáticas de outros substratos do CYP3A4 (inibidores fracos, moderados e fortes). Os

inibidores e indutores do CYP3A4 são suscetíveis a uma interação com a ivabradina e

influenciam

metabolismo

farmacocinética

numa

extensão

clinicamente

significativa. Estudos de interação medicamentosa estabeleceram que os inibidores do

CYP3A4 aumentam as concentrações plasmáticas de ivabradina, enquanto os indutores

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

as diminuem. As concentrações plasmáticas aumentadas de ivabradina podem estar

associadas ao risco de bradicardia excessiva (ver secção 4.4).

Utilização concomitante contraindicada

A utilização concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 tais como os antifúngicos

azol (cetoconazol, itraconazol), antibióticos macrolidos (claritromicina, eritromicina oral,

josamicina,

telitromicina),

inibidores

protease

(nelfinavir,

ritonavir)

nefazodona está contraindicada (ver secção 4.3). Os inibidores potentes do CYP3A4,

cetoconazol (200 mg uma vez por dia) e josamicina (1 g duas vezes por dia), aumentaram

a exposição plasmática média da ivabradina em 7 a 8 vezes.

Inibidores moderados do CYP3A4: estudos específicos de interação em voluntários

saudáveis e doentes mostraram que a combinação de ivabradina com os agentes que

reduzem

frequência

cardíaca

diltiazem

verapamilo

resultou

aumento

exposição da ivabradina (aumento de 2 a 3 vezes na AUC) e numa redução adicional da

frequência cardíaca de 5 bpm.

A utilização concomitante da

ivabradina com estes

medicamentos é contraindicada (ver secção 4.3).

Utilização concomitante não recomendada

Sumo de toranja: a exposição à ivabradina aumentou 2 vezes após a coadministração com

sumo de toranja. Assim, a ingestão de sumo de toranja deve ser evitada.

Utilização concomitante com precauções

- Inibidores moderados do CYP3A4: a utilização concomitante de ivabradina com outros

inibidores moderados de CYP3A4 (ex. fluconazol) pode ser considerada com a dose

inicial de 2,5 mg duas vezes por dia e se a frequência cardíaca em repouso estiver acima

de 70 bpm, com monitorização da frequência cardíaca.

- Indutores do CYP3A4: os indutores do CYP3A4 (por ex. rifampicina, barbitúricos,

fenitoína, Hypericum perforatum [hipericão]) podem diminuir a exposição e a atividade

da ivabradina. A utilização concomitante de medicamentos indutores do CYP3A4 pode

requerer um ajuste de dose de ivabradina. A combinação de ivabradina 10 mg duas vezes

por dia com o hipericão demonstrou reduzir a AUC da ivabradina para metade. A

ingestão do hipericão deve ser restrita durante o tratamento com ivabradina.

Outras utilizações concomitantes

Estudos específicos de interação medicamentosa demonstraram que não existe efeito

clinicamente

significativo

seguintes

medicamentos

farmacocinética

farmacodinâmica

ivabradina:

inibidores

bomba

protões

(omeprazol,

lansoprazol), sildenafil, inibidores da redutase HMG CoA (sinvastatina), bloqueadores

dos canais de cálcio dihidropiridinicos (amlodipina, lacidipina), digoxina e varfarina.

Adicionalmente não houve qualquer efeito clinicamente significativo da ivabradina sobre

a farmacocinética da sinvastatina, amlodipina, lacidipina, sobre a farmacocinética e

farmacodinâmica da digoxina, varfarina e sobre a farmacodinâmica da aspirina.

Nos ensaios clínicos iniciais de fase III foram combinados normalmente com a ivabradina

sem evidência de problemas de segurança, os seguintes medicamentos: inibidores do

enzima conversor da angiotensina, antagonistas da angiotensina II, bloqueadores beta,

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

diuréticos, antagonistas da aldosterona, nitratos de curta e longa ação, inibidores da

redutase HMG CoA, fibratos, inibidores da bomba de protões, antidiabéticos orais,

aspirina e outros medicamentos anti-plaquetários.

População pediátrica

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Mulheres com potencial para engravidar

mulheres

potencial

para

engravidar

devem

usar

medidas

contracetivas

apropriadas durante o tratamento (ver secção 4.3).

Gravidez

Não existem dados ou uma quantidade limitada de dados sobre a utilização de ivabradina

em mulheres grávidas. Estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva. Estes

estudos revelaram efeitos embriotóxico e teratogênico (ver secção 5.3). Desconhece-se o

risco potencial para o ser humano. Portanto, a ivabradina está contraindicada durante a

gravidez (ver secção 4.3).

Amamentação

Os estudos em animais indicam que a ivabradina é excretada no leite. Portanto, a

ivabradina está contraindicada durante a amamentação (ver secção 4.3).

As mulheres que precisam de tratamento com a ivabradina devem parar de amamentar, e

escolher outra maneira de alimentar as suas crianças.

Fertilidade

Estudos em ratos não revelaram efeitos na fertilidade masculina e feminina (ver secção

5.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Um estudo específico para determinar a possível influência da ivabradina na capacidade

de conduzir foi efetuado em voluntários saudáveis no qual não foi evidenciada qualquer

alteração na capacidade de conduzir. Contudo, na experiência pós-comercialização, têm

sido notificados casos de comprometimento da capacidade de conduzir devido a sintomas

visuais.

ivabradina pode causar

fenómenos luminosos transitórios que

consistem

principalmente em fosfenos (ver secção 4.8). A possível ocorrência destes fenómenos

luminosos deve ser tida em conta durante a condução ou utilização de máquinas em

situações onde possam ocorrer variações súbitas da intensidade da luz, especialmente

durante a condução noturna.

A ivabradina não tem influência na capacidade de utilizar máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

A ivabradina foi estudada em ensaios clínicos envolvendo cerca de 45.000 participantes.

As reações adversas mais frequentes com ivabradina, fenómenos luminosos (fosfenos) e

bradicardia, são dose dependente e estão relacionadas com o efeito farmacológico do

medicamento.

Tabela com a lista de reações adversas

seguintes

reações

adversas

foram

notificadas

durante

ensaios

clínicos

são

apresentadas por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência:

muito frequentes (

1/10); frequentes (

1/100 a <1/10); pouco frequentes (

1/1.000 a

<1/100); raros (

1/10.000 a <1/1.000); muito raros (< 1/10.000); desconhecido (não pode

ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Classes de sistemas de órgãos

Frequência

Termo preferido

Doenças do sangue e do

sistema linfático

Pouco frequentes

Eosinofilia

Doenças do metabolismo e

da nutrição

Pouco frequentes

Hiperuricémia

Cefaleias, geralmente durante o

primeiro mês de tratamento

Frequentes

Tonturas, possivelmente relacionadas

com bradicardia

Doenças do sistema nervoso

Pouco

frequentes*

Síncope, possivelmente relacionada

com bradicardia

Muito frequentes

Fenómenos luminosos (fosfenos)

Frequentes

Visão turva

Diplopia

Afeções oculares

Pouco

frequentes*

Alteração visual

Afeções do ouvido e do

labirinto

Pouco frequentes

Vertigem

Bradicardia

Bloqueio AV de 1º grau (intervalo PQ

prolongado no ECG)

Extrassístoles ventriculares

Frequentes

Fibrilhação auricular

Pouco frequentes

Palpitações, extrassístoles

supraventriculares

Bloqueio atrioventricular de 2º grau,

Bloqueio atrioventricular de 3º grau

Cardiopatias

Muito raros

Síndrome do nó sinoatrial

Frequentes

Pressão arterial não controlada

Vasculopatias

Pouco

frequentes*

Hipotensão, possivelmente relacionada

com bradicardia

Doenças respiratórias,

torácicas e do mediastino

Pouco frequentes

Dispneia

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

Náusea

Obstipação

Diarreia

Doenças gastrointestinais

Pouco frequentes

Dor abdominal*

Angioedema

Pouco

frequentes*

Erupção cutânea

Eritema

Prurido

Afeções dos tecidos cutâneos

e subcutâneos

Raros*

Urticária

Afeções musculosqueléticas

e dos tecidos conjuntivos

Pouco frequentes

Cãibras musculares

Astenia, possivelmente relacionada com

a bradicardia

Pouco

frequentes*

Fadiga, possivelmente relacionada com

a bradicardia

Perturbações gerais e

alterações no local de

administração

Raros*

Mal-estar geral, possivelmente

relacionada com bradicardia

Creatinemia elevada

Exames complementares de

diagnóstico

Pouco frequentes

ECG com o intervalo QT prolongado

* – Frequência calculada com base nos acontecimentos adversos detetados a partir das

notificações espontâneas dos ensaios clínicos.

Descrição de determinadas reações adversas

Fenómenos luminosos (fosfenos) foram reportados por 14,5% dos doentes, descritos

como um aumento transitório da luminosidade numa área limitada do campo visual. São

geralmente desencadeados por variações súbitas na intensidade da luz. Os fosfenos

podem também ser descritos como um halo, imagem decomposta (efeito estroboscópico

ou caleidoscópico), luzes coloridas e brilhantes, ou imagens

múltiplas (persistência

retinal). O aparecimento dos fosfenos ocorre geralmente durante os primeiros dois meses

de tratamento após os quais podem ocorrer repetidamente. Os fosfenos foram geralmente

notificados como de intensidade ligeira a moderada. Todos os fosfenos desapareceram

durante ou após o tratamento, dos quais a maioria (77,5%) desapareceram durante o

tratamento. Menos de 1% dos doentes alteraram a sua rotina diária ou interromperam o

tratamento por causa dos fosfenos.

Bradicardia foi reportada por 3,3% dos doentes, particularmente durante os primeiros 2 a

3 meses do início do tratamento. 0,5% dos doentes apresentaram bradicardia grave igual

ou inferior a 40 bpm.

No estudo SIGNIFY foi observada fibrilhação auricular em 5,3% dos doentes a tomarem

ivabradina em comparação com 3,8 % no grupo de controlo. Numa análise conjunta de

todos os ensaios clínicos de Fase II / III controlados e com dupla ocultação, com duração

de pelo menos 3 meses, incluindo mais de 40.000 doentes, a incidência de fibrilhação

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

auricular foi de 4,86% em doentes tratados com ivabradina em comparação com 4,08%

no grupo de controlo, o que corresponde a uma taxa de risco de 1,26, 95% IC [1,15-1,39].

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas através:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet:http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt.

4.9 Sobredosagem

Sintomas

A sobredosagem pode originar bradicardia grave e prolongada (ver secção 4.8).

Tratamento

A bradicardia grave deve ser tratada sintomaticamente em meio especializado. No caso

de bradicardia com baixa tolerância hemodinâmica deve ser considerado o tratamento

sintomático

incluindo

medicamentos

intravenosos

beta-estimulantes

tais

como

isoprenalina. Pode ser instituída, se necessário, terapêutica com pacemaker provisório.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:3.5.1

Aparelho

Cardiovascular.

Vasodilatadores.

Antianginosos.

Código ATC: C01EB17

Mecanismo de ação

A ivabradina é um agente que diminui puramente a frequência cardíaca, atuando através

da inibição seletiva e específica da corrente If do “pacemaker” cardíaco que controla a

despolarização diastólica espontânea no nódulo sinusal e regula a frequência cardíaca. Os

efeitos cardíacos são específicos do nódulo sinusal sem efeito nos tempos de condução

intra-auricular, auriculo-ventricular ou intraventricular, nem sobre a contractilidade do

miocárdio ou sobre a repolarização ventricular.

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

A ivabradina pode também interagir com a corrente Ih retiniana que é muito parecida

com a If cardíaca. Participa na resolução temporal do sistema visual reduzindo a resposta

retina

estímulos

luminosos

brilhantes.

Desencadeado

circunstâncias

específicas (tais como alterações repentinas da luminosidade), a inibição parcial da Ih

pela

ivabradina

justifica

fenómenos

luminosos

podem

ocasionalmente

apresentados pelos doentes. Os fenómenos luminosos (fosfenos) são descritos como um

aumento transitório da luminosidade numa área limitada do campo visual (ver secção

4.8).

Efeitos farmacodinâmicos

A principal propriedade

farmacodinâmica da

ivabradina

no homem é uma redução

específica da frequência cardíaca, dose dependente. A análise da redução da frequência

cardíaca com doses até 20 mg duas vezes por dia, indicam uma tendência para um efeito

plateau, o que é consistente com um risco reduzido de bradicardia grave abaixo de 40

bpm (ver secção 4.8).

doses

usualmente

recomendadas,

redução

frequência

cardíaca

aproximadamente 10 bpm em repouso e durante o exercício. Isto origina uma redução da

carga de trabalho cardíaco e do consumo de oxigénio pelo miocárdio. A ivabradina não

influencia a condução intracardíaca, a contractilidade (sem efeito inotrópico negativo) ou

a repolarização ventricular:

- em estudos clínicos de eletrofisiologia, a ivabradina não teve efeito sobre os tempos de

condução auriculo-ventricular ou intraventricular ou sobre os intervalos QT corrigidos;

- em doentes com disfunção ventricular esquerda (fração de ejeção ventricular esquerda

(FEVE) entre 30 e 45%), a ivabradina não apresentou qualquer influência deletéria

sobre a FEVE.

Eficácia e segurança clínicas

A eficácia antianginosa e anti-isquémica da ivabradina foi estudada em cinco ensaios

aleatorizados em dupla ocultação (três versus placebo, um versus atenolol e um versus

amlodipina). Estes ensaios incluíram um total de 4.111 doentes com angina de peito

estável, dos quais 2.617 receberam ivabradina.

A ivabradina 5 mg duas vezes por dia mostrou ser eficaz nos parâmetros da prova de

esforço ao fim de 3 a 4 semanas de tratamento. A eficácia foi confirmada com 7,5 mg

duas vezes por dia. Em particular, o benefício adicional relativamente a 5 mg duas vezes

por dia foi estabelecido num estudo controlado por referência, versus atenolol: a duração

total do exercício no vale aumentou em cerca de 1 minuto após um mês de tratamento

com 5 mg duas vezes por dia e melhorou em cerca de mais 25 segundos após um período

adicional de 3 meses com titulação forçada para 7,5 mg duas vezes por dia.

Neste

estudo,

benefícios

antianginosos

anti-isquémicos

ivabradina

foram

confirmados em doentes com idade igual ou superior a 65 anos. A eficácia de 5 e 7,5 mg

duas vezes por dia foi consistente em todos os estudos nos parâmetros da prova de

esforço

(duração

total

exercício,

tempo

para

angina

limitante,

tempo

para

aparecimento de angina e tempo para depressão de 1 mm do segmento ST) e foi

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

associada a uma diminuição de cerca de 70% da taxa de crises de angina. O regime de

administração de ivabradina duas vezes por dia assegurou eficácia uniforme durante 24

horas.

Num estudo aleatorizado controlado com placebo em 889 doentes, ivabradina adicionada

ao atenolol 50 mg o.d. demonstrou eficácia adicional em todos os parâmetros TTE no

vale da atividade do medicamento (12 horas após a toma oral).

estudo

aleatorizado

controlado

placebo

doentes,

ivabradina

não

mostrou

eficácia

adicional

sobre

amlodipina

o.d.

vale

atividade

medicamento (12 horas após toma oral) enquanto que no pico mostrou uma eficácia

adicional (3-4 horas após toma oral).

estudo

aleatorizado

controlado

placebo

1277

doentes,

ivabradina

demonstrou

eficácia

adicional

estatisticamente

significativa

resposta

tratamento (definido como uma diminuição de pelo menos 3 ataques de angina por

semana e / ou um aumento do tempo para depressão de 1 mm do segmento ST de pelo

menos 60 s durante um TTE em passadeira) adicionado à amlodipina 5 mg o.d. ou à

nifedipina GITS 30 mg o.d. no vale da atividade do medicamento (12 horas após a

ingestão oral de ivabradina) ao longo de um período de tratamento de 6 semanas (OR =

1,3, IC 95% [1,0-1,7], p = 0,012). A ivabradina não mostrou eficácia adicional nos

objetivos secundários dos parâmetros do TTE no vale da atividade do medicamento

enquanto uma eficácia adicional foi mostrada no pico (3-4 horas após a ingestão de

ivabradina oral).

A eficácia da ivabradina manteve-se completamente durante os períodos de tratamento de

3 ou 4 meses nos ensaios de eficácia. Não houve evidência de tolerância farmacológica

(perda de eficácia) desenvolvida durante o tratamento nem de fenómenos “rebound” após

descontinuação súbita do tratamento. Os efeitos antianginosos e anti-isquémicos da

ivabradina foram associados a reduções dependentes da dose da frequência cardíaca e

com uma diminuição significativa do produto frequência pressão (frequência cardíaca x

pressão sistólica) em repouso e durante o exercício. Os efeitos sobre a pressão arterial e a

resistência vascular periférica foram reduzidos e clinicamente não significativos.

Foi demonstrada uma redução mantida da frequência cardíaca em doentes tratados com

ivabradina

pelo

menos

durante

(n=713).

Não

observou

influência

metabolismo da glucose ou lipídico.

A eficácia antianginosa e anti-isquémica da ivabradina foi mantida em doentes diabéticos

(n = 457) com um perfil de segurança semelhante ao da população em geral.

Foi realizado um grande estudo, BEAUTIFUL, em 10917 doentes com doença arterial

coronária e disfunção ventricular esquerda (FEVE < 40%) já tratados com a terapêutica

considerada ótima, em que 86,9% dos doentes recebiam bloqueadores beta. O critério

principal de eficácia foi o resultado combinado da morte cardiovascular, hospitalização

por EM agudo ou hospitalização por novo aparecimento ou agravamento da insuficiência

cardíaca.

estudo

não

apresentou

diferença

frequência

resultado

primário

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

combinado do grupo ivabradina em comparação com o grupo placebo (risco relativo

ivabradina:placebo 1,00, p=0,945).

Num subgrupo post-hoc de doentes com angina sintomática na aleatorização (n=1507)

não foi identificado qualquer sinal de segurança relativamente à morte cardiovascular,

hospitalização

agudo

insuficiência

cardíaca

(ivabradina

12,0%

versus

placebo15,5%, p=0,05).

Foi realizado um grande estudo, SIGNIFY, em 19.102 doentes com doença arterial

coronária e sem insuficiência cardíaca clínica (FEVE> 40%) já tratados com a terapêutica

considerada ótima. Foi utilizado um esquema terapêutico superior à posologia aprovada

(dose inicial de 7,5 mg duas vezes por dia (5 mg duas vezes por dia, se a idade

75 anos)

e titulada até 10 mg duas vezes por dia). O critério principal de eficácia foi o resultado

combinado de morte cardiovascular ou EM não fatal. O estudo não mostrou diferenças

entre

taxa

objetivo

composto

primário

(OCP)

grupo

ivabradina

comparação com o grupo do placebo (risco relativo da ivabradina/placebo 1,08, p =

0,197). Bradicardia foi reportada em 17,9% dos doentes no grupo da ivabradina (2,1% no

grupo placebo). 7,1% dos doentes durante o estudo receberam verapamil, diltiazem ou

fortes inibidores do CYP 3A4.

Foi observado um pequeno aumento, estatisticamente significativo, do objetivo composto

primário num subgrupo pré-especificado de doentes com angina classe II CCS ou

superior no início do estudo (n = 12.049) (taxa anual de 3,4% versus 2,9%, risco relativo

da ivabradina/placebo 1,18, p = 0,018), mas não no subgrupo da população total de

doentes com angina classe

I CCS (n = 14.286) (risco relativo da ivabradina/placebo

1,11,

0,110).

dose

superior

aprovada

utilizada

estudo

não

explica

completamente estes resultados.

O estudo SHIFT foi um grande estudo multicêntrico, internacional, aleatório, duplamente

cego e controlado com placebo, realizado em 6505 doentes adultos com IC crónica

estável (com duração

4 semanas), classe NYHA II a IV, com redução da fração de

ejeção ventricular esquerda (FEVE

35%) e a frequência cardíaca em repouso

70 bpm.

Os doentes receberam o tratamento padrão, incluindo bloqueadores beta (89%), IECAs

e/ou

antagonistas

Angiotensina

(91%),

diuréticos

(83%),

antagonistas

aldosterona (60%). No grupo da ivabradina, 67 % dos doentes foram tratados com 7,5 mg

duas vezes ao dia. A mediana da duração do seguimento foi de 22,9 meses. O tratamento

com ivabradina foi associado com uma redução média da frequência cardíaca de 15 bpm

a partir do valor base de 80 bpm. A diferença da frequência cardíaca entre o ramo da

ivabradina e do placebo foi de 10,8 bpm aos 28 dias, 9,1 bpm aos doze meses e 8,3 bpm

aos 24 meses.

O estudo demonstrou clinicamente e estatisticamente uma redução significativa do risco

relativo de 18 % na taxa do objetivo primário composto pela mortalidade cardiovascular

e hospitalizações por agravamentos da insuficiência cardíaca (risco relativo:0,82, IC 95%

[0,75:0,90] – p<0,0001) evidente após 3 meses do início do tratamento. A redução do

risco

absoluto

4,2%.

resultados

objetivo

primário

são

motivados

principalmente

pelos

resultados

insuficiência

cardíaca,

hospitalização

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

agravamento da insuficiência cardíaca (redução do risco absoluto em 4,7%) e morte por

insuficiência cardíaca (redução do risco absoluto em 1,1%).

Efeito do tratamento no objetivo primário composto, seus componentes e objetivos

secundários

Ivabradina

(N=3241)

n (%)

Placebo

(N=3264)

n (%)

Risco relativo

[IC 95%]

Valor do p

Objetivo primário composto

793 (24.47)

937 (28.71)

0.82 [0.75; 0.90]

<0.0001

Componentes do composto:

- Morte cardiovascular

- Hospitalização por agravamento

da IC

449 (13.85)

514 (15.86)

491 (15.04)

672 (20.59)

0.91 [0.80; 1.03]

0.74 [0.66; 0.83]

0.128

<0.0001

Outros objetivos secundários:

- Morte por todas as causas

- Morte por insuficiência cardiaca

- Hospitalização por qualquer

causa

- Hospitalização por razões

cardiovasculares.

503 (15.52)

113 (3.49)

1231

(37.98)

977 (30.15)

552 (16.91)

151 (4.63)

1356

(41.54)

1122

(34.38)

0.90 [0.80; 1.02]

0.74 [0.58;0.94]

0.89 [0.82;0.96]

0.85 [0.78; 0.92]

0.092

0.014

0.003

0.0002

A redução do objetivo primário foi observada de forma consistente, independentemente

do género, classe NYHA, insuficiência cardíaca de etiologia isquémica ou não-isquémica

e história prévia de diabetes ou hipertensão.

No subgrupo de doentes com FC

75 bpm (n=4150), a maior redução foi observada no

objetivo

primário

composto

(risco

relativo:

0,76,

[0,68;0,85]

p<0.0001) e para outros objetivos secundários, incluindo morte por todas as causas (risco

relativo: 0,83, 95% IC [0,72;0,96] – p=0,0109) e morte cardiovascular (risco relativo:

0,83, IC 95% [0,71;0,97] – p=0,0166]). Neste subgrupo de doentes, o perfil de segurança

da ivabradina está em linha com o da população em geral.

Um efeito significativo foi observado no objetivo primário composto para a generalidade

do grupo de doentes que receberam tratamento com bloqueador beta (risco relativo: 0,85,

IC 95% [0,76;0,94]). No subgrupo de doentes com FC

75 bpm e com a dose alvo

recomendada de bloqueador beta, não foi observado qualquer benefício estatisticamente

significativo no objetivo primário composto (risco relativo: 0,97, IC 95% [0,74;1,28]) e

outros

objetivos

secundários,

incluindo

hospitalização

agravamento

insuficiência

cardíaca

(risco

relativo:

0,79,

[0,56;1,10])

morte

insuficiência cardíaca (risco relativo: 0,69, 95% IC [0,31;1,53]).

Houve uma melhoria significativa da classe NYHA nos últimos dados recolhidos, 887

(28%) dos doentes tratados com ivabradina melhoraram versus 776 (24%) dos doentes

com placebo (p=0,001).

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

Num estudo aleatorizado controlado com placebo em 97 doentes, os dados recolhidos

durante as investigações específicas de oftalmologia, com o objetivo de documentar a

função

sistemas

cone

bastonete

visual

ascendente

seja,

electroretinograma, campos visuais estático e cinético, visão de cores, acuidade visual ),

em doentes tratados com ivabradina para a angina de peito crónica estável ao longo de 3

anos, não mostrou qualquer toxicidade retiniana.

População pediátrica

Um estudo aleatorizado, duplamente cego, controlado com placebo foi realizado em 116

doentes pediátricos (17 com idade entre [6-12[ meses, 36 com idade entre [1-3[ anos e 63

idade

entre

[3-18[

anos)

insuficiência

cardíaca

crónica

cardiomiopatia

dilatada

tratados

terapêutica

considerada

ótima.

doentes

receberam

ivabradina (proporção 2:1).

A dose inicial foi de 0,02 mg / kg duas vez ao dia no subgrupo de idades [6-12[ meses,

0,05 mg / kg duas vezes ao dia nos grupos [1-3[anos e [3-18[anos com <40 kg e 2,5 mg

duas vezes ao dia no grupo [3 -18[anos e com

40 kg. A dose foi adaptada dependendo

da resposta terapêutica, com doses máximas de 0,2 mg / kg duas vezes ao dia, 0,3 mg/kg

duas vezes ao dia e 15 mg duas vezes ao dia, respetivamente. Neste estudo, a ivabradina

foi administrada sob a forma de solução oral ou comprimido duas vezes ao dia. A

ausência de diferenças farmacocinéticas entre as 2 formulações foi demostrada num

estudo randomizado aberto com dois períodos cruzados em 24

voluntários adultos

saudáveis.

Uma redução de 20% da frequência cardíaca (FC), sem bradicardia, foi conseguida em

69,9% dos doentes no grupo da ivabradina versus 12,2% no grupo do placebo durante o

período de titulação de 2 a 8 semanas (Odds Ratio: E = 17,24, IC 95% [5,91 ; 50,30]).

As doses médias (mg / kg duas vezes ao dia) de ivabradina que permitiram alcançar uma

redução de 20 % da FC foram de 0,13 ± 0,04 mg/kg duas vezes ao dia, 0,10 ± 0,04 mg/kg

duas vezes ao dia e 4,1 ± 2,2 mg duas vezes ao dia nos subgrupos de idade [1-3[ anos, [3-

18[ anos e <40 kg e [3-18[ anos e

40 kg, respetivamente.

A FEVE média aumentou de 31,8% para 45,3% em M012 no grupo da ivabradina versus

35,4% para 42,3% no grupo placebo. Houve uma melhoria da classe NYHA em 37,7%

nos doentes a tomarem ivabradina contra 25,0% no grupo placebo. Estas melhorias não

foram estatisticamente significativas.

O perfil de segurança, após um ano, foi semelhante ao descrito em doentes adultos com

insuficiência cardíaca crónica.

Os efeitos a longo prazo da ivabradina no crescimento, puberdade e desenvolvimento

geral, bem como a eficácia a longo prazo da terapia com ivabradina na infância para

reduzir a morbidade e mortalidade cardiovascular não foram estudados.

Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de apresentação dos

resultados dos estudos com Ivabradina Ciclum em todos os sub-grupos da população

pediátrica para o tratamento da angina de peito.

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de apresentação dos

resultados dos estudos com Ivabradina Ciclum em crianças com menos de 6 meses para o

tratamento da insuficiência cardíaca crónica.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Em condições fisiológicas, a ivabradina liberta-se rapidamente e é altamente solúvel (>

10 mg/ml). A ivabradina é o S-enantiómero sem bioconversão demonstrada in vivo. O

derivado N-desmetilado da ivabradina foi identificado como o principal metabolito ativo

no homem.

Absorção e biodisponibilidade

A ivabradina é rápida e quase completamente absorvida após administração oral, com um

pico plasmático alcançado ao fim de cerca de 1 hora em jejum. A biodisponibilidade

absoluta dos comprimidos revestidos é cerca de 40%, devido ao efeito de primeira

passagem no intestino e no fígado.

Os alimentos retardaram a absorção em cerca de 1 hora, e aumentaram a exposição

plasmática em cerca de 20 a 30%. A toma do comprimido durante as refeições é

recomendada de forma a diminuir a variabilidade intra-individual à exposição (ver secção

4.2).

Distribuição

A ivabradina liga-se às proteínas plasmáticas em cerca de 70% e o volume de distribuição

no estado de equilíbrio é cerca de 100 l nos doentes. A concentração plasmática máxima

após administração crónica da dose recomendada de 5 mg duas vezes por dia, é 22 ng/ml

(CV=29%). A concentração plasmática média é de 10 ng/ml (CV=38%) no estado de

equilíbrio.

Biotransformação

A ivabradina é extensamente metabolizada pelo fígado e pelo intestino por oxidação,

exclusivamente através do citocromo P450 3A4 (CYP3A4). O principal metabolito ativo

é o derivado N-desmetilado (S 18982), com uma exposição de cerca de 40% do composto

original. O metabolismo deste metabolito ativo envolve também o CYP3A4. Ivabradina

tem baixa afinidade para o CYP3A4, não mostra indução ou inibição clinicamente

relevante do CYP3A4 e portanto não é provável que modifique o metabolismo do

substrato

CYP3A4

concentrações

plasmáticas.

Inversamente

potentes

inibidores e indutores podem afetar substancialmente as concentrações plasmáticas da

ivabradina (ver secção 4.5).

Eliminação

A ivabradina é eliminada com uma semi-vida principal de 2 horas (70-75% da AUC) no

plasma e com semi-vida efetiva de 11 horas. A clearance total é cerca de 400 ml/min e a

clearance renal é cerca de 70 ml/min. A excreção de metabolitos ocorre numa extensão

semelhante por via urinária e gastrointestinal. Cerca de 4% da dose oral é excretada

inalterada na urina.

Linearidade/não linearidade

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

A cinética da ivabradina é linear num intervalo de dose oral de 0,5-24 mg.

Populações especiais

- Idosos: não se observaram diferenças farmacocinéticas (AUC e Cmáx) entre doentes

idosos (

65 anos), muito idosos (

75 anos) e a população em geral (ver secção 4.2).

- Compromisso renal: o impacto da insuficiência renal (clearance da creatinina de 15 a 60

ml/min) sobre a farmacocinética da ivabradina é mínimo, em relação com a reduzida

contribuição da clearance renal (cerca de 20%) para a eliminação total quer para a

ivabradina quer para o seu principal metabolito S 18982 (ver secção 4.2).

- Compromisso hepático: em doentes com compromisso hepático ligeiro (com um score

de Child-Pugh até 7) a AUC não ligado da ivabradina e o principal metabolito ativo

foram cerca de 20% superiores aos de indivíduos com função hepática normal. Os dados

são insuficientes para tirar conclusões em doentes com compromisso hepático moderado.

Não existem dados disponíveis em doentes com insuficiência hepática grave (ver secção

4.2 e 4.3).

- População pediátrica: O perfil farmacocinético da ivabradina nos doentes pediátricos,

entre

meses

anos,

insuficiência

cardíaca

crónica

similar

farmacocinética descrita nos adultos, quando se utiliza o esquema posológico baseado na

idade e no peso.

Relação farmacocinética/farmacodinâmica (PC/PD)

análise

relação

PC/PD

demonstrou

que a

frequência

cardíaca

diminui

quase

linearmente com o aumento das concentrações plasmáticas de ivabradina e do S 18982

para doses até 15-20 mg duas vezes por dia. Para doses superiores, a diminuição da

frequência cardíaca deixa de ser proporcional às concentrações plasmáticas de ivabradina

e tende a alcançar um plateau. Exposições elevadas à ivabradina que podem ocorrer

quando a ivabradina é administrada em combinação com fortes inibidores do CYP3A4,

podem originar uma diminuição excessiva da frequência cardíaca, embora este risco seja

reduzido com inibidores moderados do CYP3A4 (ver secções 4.3, 4.4 e 4.5). A relação

PC/PD da ivabradina nos doentes pediátricos, entre os 6 meses e os 18 anos, com

insuficiência cardíaca crónica é similar à relação PC/PD descrita nos adultos.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos

convencionais

farmacologia

segurança,

toxicidade

dose

repetida,

genotoxicidade,

potencial

carcinogénico.

estudos

toxicidade

reprodutiva

não

demonstraram efeito da ivabradina sobre a fertilidade de ratos machos e fêmeas. Quando

as fêmeas grávidas foram tratadas durante a organogénese com exposições próximas às

doses terapêuticas observou-se uma maior incidência de fetos com defeitos cardíacos no

rato e um pequeno número de fetos com ectrodactilia no coelho.

Nos cães que receberam ivabradina (doses de 2, 7 ou 24 mg/Kg/dia) durante um ano

observaram-se

alterações

reversíveis

função

retiniana

não

associadas

quaisquer danos das estruturas oculares. Estes dados são consistentes com o efeito

farmacológico da ivabradina relacionado com a sua interação com correntes I

ativadas

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

por hiperpolarização na retina, que partilham uma extensa homologia com a corrente I

pacemaker cardíaco.

Outros estudos a longo prazo de doses repetidas e de carcinogenicidade não revelaram

alterações clinicamente relevantes.

Avaliação do Risco Ambiental (ARA)

A avaliação do risco ambiental da ivabradina tem sido conduzida de acordo com as

guidelines Europeias da ARA.

Os resultados destas avaliações suportam a falta de risco ambiental da ivabradina e que a

ivabradina não representa uma ameaça para o ambiente.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Núcleo

Betadex

Celulose microcristalina

Croscarmelose sódica

Estearato de magnésio

Revestimento por película

Hipromelose (HPMC 2910)

Lactose mono-hidratada

Dióxido de titânio (E 171)

Macrogol 4000

Óxido de ferro vermelho (E 172)

Óxido de ferro amarelo (E 172)

Óxido de ferro negro (E 172)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

APROVADO EM

03-04-2017

INFARMED

Blisters de PVC/PE/PVDC/Alu ou Alu/Alu acondicionados em embalagens de cartão

com 14, 28, 28 (amostra), 56, 98, 100 ou 112 comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Ciclum Farma Unipessoal, Lda.

Quinta da Fonte, Edifício D. Amélia

Piso 1 - Ala B

2770-229 Paço de Arcos

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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