Inovelon

União Europeia - português - EMA (European Medicines Agency)

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Ingredientes ativos:
Rufinamide
Disponível em:
Eisai GmbH
Código ATC:
N03AF03
DCI (Denominação Comum Internacional):
rufinamide
Grupo terapêutico:
Antiepilépticos,
Área terapêutica:
Epilepsia
Indicações terapêuticas:
Inovelon é indicado como terapia adjuvante no tratamento de convulsões associadas com Lennox Gastaut síndrome em pacientes de 4 anos de idade e mais velho.
Resumo do produto:
Revision: 21
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
EMEA/H/C/000660
Data de autorização:
2007-01-16
Código EMEA:
EMEA/H/C/000660

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B. FOLHETO INFORMATIVO

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Inovelon 100 mg comprimidos revestidos por película

Inovelon 200 mg comprimidos revestidos por película

Inovelon 400 mg comprimidos revestidos por película

Rufinamida

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

Neste folheto:

O que é Inovelon e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Inovelon.

Como tomar Inovelon

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Inovelon

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é Inovelon e para que é utilizado

Inovelon contém um medicamento chamado rufinamida. Pertence a um grupo de medicamentos

chamados antiepiléticos que são utilizados para tratar a epilepsia (uma situação na qual uma pessoa

tem crises convulsivas ou convulsões).

Inovelon é utilizado com outros medicamentos para tratar crises associadas ao síndroma de

Lennox-Gastaut em adultos, adolescentes e crianças a partir de 1 ano de idade. O síndroma de

Lennox-Gastaut é o nome dado a um grupo de epilepsias graves nas quais pode ter crises convulsivas

repetidas de vários tipos.

Inovelon foi receitado para si pelo seu médico para diminuir o número de crises ou convulsões.

2.

O que precisa de saber antes de tomar Inovelon

Não tome Inovelon:

se tem alergia à rufinamida ou aos derivados triazólicos ou a qualquer outro componente deste

medicamento (indicados na secção 6).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico se:

tem o síndrome congénito de QT curto ou antecedentes familiares deste tipo de síndrome

(perturbação elétrica do coração), já que este pode agravar ao tomar rufinamida.

sofrer de problemas hepáticos (do fígado), uma vez que existe informação limitada

relativamente à utilização de rufinamida neste grupo, assim a dose do seu medicamento pode ter

de ser aumentada de forma mais lenta. Se a sua doença hepática for grave, o médico pode

decidir que Inovelon não é recomendado para si.

lhe aparecer uma erupção cutânea (na pele) ou febre. Estes podem ser sinais de uma reação

alérgica. Consulte imediatamente o médico pois, muito ocasionalmente, esta situação pode

tornar-se grave.

experimentar um aumento no número, gravidade ou duração das suas crises; deve contactar

imediatamente o médico se isto acontecer.

sentir dificuldade em andar, movimentos anormais, tonturas ou sonolência; informe o médico se

acontecer qualquer uma destas situações.

se tomar este medicamento e tiver, em qualquer momento, pensamentos de automutilação ou de

se matar, contacte o seu médico imediatamente ou dirija-se a um hospital (ver secção 4).

Consulte o médico, mesmo se estes acontecimentos tiverem ocorrido em qualquer altura no passado.

Crianças

Inovelon não deve ser administrado a crianças com menos de 1 ano de idade porque não há suficiente

informação sobre a sua utilização neste grupo etário.

Outros medicamentos e Inovelon

Informe o médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros

medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Se estiver a tomar os seguintes

medicamentos: fenobarbital, fosfenitoína, fenitoína ou primidona, pode ter de ser cuidadosamente

monitorizado durante duas semanas no início ou no fim do tratamento com rufinamida ou após

qualquer alteração marcada da dose. Pode ser necessário proceder-se a uma alteração da dose dos

outros medicamentos já que poderão tornar-se ligeiramente menos eficazes quando administrados com

a rufinamida.

Medicamentos antiepiléticos e Inovelon

Caso o médico lhe receite ou recomende um tratamento adicional para a epilepsia (por ex. valproato)

tem de informá-lo que está a tomar Inovelon pois a dose pode precisar de ser ajustada.

Os adultos e crianças que estejam a tomar valproato ao mesmo tempo que a rufinamida terão níveis

elevados de rufinamida no sangue. Informe o seu médico se estiver a tomar valproato, uma vez que o

seu médico poderá achar necessário reduzir a sua dose de Inovelon.

Informe o médico se estiver a tomar contracetivos orais/hormonais, p. ex., “a pílula”. Inovelon pode

fazer com que a pílula não seja eficaz em evitar a gravidez. Portanto, recomenda-se que utilize um

método contracetivo seguro e eficaz, adicional, (tais como um método de barreira, p. ex.,

preservativos) enquanto estiver a tomar Inovelon.

Informe o médico se estiver a tomar um fluidificante do sangue (que torna o sangue mais líquido) –

varfarina. O médico pode necessitar de ajustar a dose.

Informe o médico se estiver a tomar digoxina (um medicamento utilizado para tratar doenças do

coração). O médico pode necessitar de ajustar a dose.

Inovelon com alimentos e bebidas

Ver a secção 3 – "Como utilizar Inovelon" para aconselhamento sobre como tomar inovelon com

alimentos e bebidas.

Gravidez, aleitamento e fertilidade

Se estiver grávida ou pensar que pode estar grávida ou estiver a planear ficar grávida, consulte o seu

médico ou farmacêutico antes de tomar Inovelon. Só deve tomar Inovelon durante sua gravidez se o

médico assim o indicar.

É aconselhada a não amamentar enquanto estiver a tomar Inovelon, já que não se sabe se rufinamida

estará presente no leite materno.

Se for uma mulher em idade fértil, tem de utilizar medidas contracetivas enquanto estiver a tomar

Inovelon.

Consulte o médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento ao mesmo tempo que o

Inovelon.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Inovelon pode fazer com que se sinta tonto, sonolento e pode afetar a sua visão, especialmente no

início do tratamento ou após um aumento da dose. Se isto lhe acontecer, não conduza nem utilize

máquinas.

Inovelon contém lactose

Inovelon contém lactose. Se foi informado pelo médico que tem intolerância a alguns açúcares,

contacte-o antes de tomar este medicamento.

3.

Como tomar Inovelon

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Pode demorar algum tempo até determinar a melhor dose de Inovelon para si. O seu médico irá

calcular a dose dependendo da sua idade, do seu peso e de estar, ou não, a tomar Inovelon com um

outro medicamento chamado valproato.

Crianças entre 1 e 4 anos de idade

A dose inicial recomendada é de 10 mg por dia por cada quilograma de peso corporal. É tomada em

duas doses iguais, uma metade de manhã e a outra metade à noite. A sua dose será calculada pelo seu

médico e poderá ser aumentada em 10 mg por cada quilograma de peso corporal, a cada três dias.

A dose diária máxima dependerá de estar também, ou não, a tomar valproato. A dose diária máxima se

não estiver a tomar valproato é de 45 mg por dia por cada quilograma de peso corporal. A dose diária

máxima se estiver a tomar valproato é de 30 mg por dia por cada quilograma de peso corporal.

Crianças com 4 anos ou mais de idade com menos de 30 kg de peso

A dose inicial recomendada é de 200 mg por dia. É tomada em duas doses iguais, uma metade de

manhã e outra metade à noite. A sua dose será calculada pelo seu médico e pode ser aumentada

em 200 mg a cada três dias.

A dose diária máxima dependerá de estar também, ou não, a tomar valproato. A dose diária máxima se

não estiver a tomar valproato é de 1.000 mg por dia. A dose diária máxima se estiver a tomar

valproato é de 600 mg por dia.

Adultos, adolescentes e crianças com 30 kg de peso ou mais

A dose inicial recomendada é de 400 mg por dia. É tomada em duas doses iguais, uma metade de

manhã e outra metade à noite. A sua dose será calculada pelo seu médico e pode ser aumentada

em 400 mg a cada dois dias.

A dose diária máxima dependerá de estar também, ou não, a tomar valproato. A dose diária máxima se

não estiver a tomar valproato é de 3.200 mg, dependendo do peso corporal. A dose diária máxima se

estiver a tomar valproato é de 2.200 mg por dia, dependendo do peso corporal.

Alguns doentes podem responder a doses mais baixas e o seu médico pode ajustar a dose dependendo

da maneira como responde ao tratamento.

Se tiver efeitos secundários o seu médico pode aumentar a dose mais lentamente.

Os comprimidos de Inovelon devem ser tomados duas vezes por dia, de manhã e à noite, com água.

Inovelon deve ser tomado com alimentos. Caso tenha dificuldades em engolir, pode esmagar os

comprimidos. Misture depois o pó com cerca de meio copo de água (100 ml) e beba imediatamente.

Também poderá partir os comprimidos em duas metades iguais e engolir com água.

Não reduza a dose nem deixe de tomar este medicamento a menos que o seu médico lhe diga para o

fazer.

Se tomar mais Inovelon do que deveria

Se tomar mais Inovelon do que deveria, informe o médico ou farmacêutico imediatamente, ou contacte

a urgência hospitalar mais próxima, levando consigo o medicamento.

Caso se tenha esquecido de tomar Inovelon

Caso se tenha esquecido de tomar uma dose, continue a tomar o medicamento como habitual. Não

tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Caso se tenha esquecido

de tomar mais de uma dose, aconselhe-se com o médico.

Se parar de tomar Inovelon

Caso o médico lhe aconselhar a parar o tratamento, siga as suas instruções relativamente à redução

gradual de Inovelon por forma a baixar o risco de um aumento das crises.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o médico ou farmacêutico.

4.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, Inovelon pode causar efeitos secundários, embora estes não se

manifestem em todas as pessoas.

Os seguintes efeitos secundários podem ser muito graves:

Erupção da pele e/ou febre. Estes podem ser sinais de uma reação alérgica. Se estes ocorrerem

informe imediatamente o seu médico ou dirija-se a um hospital.

Alteração do tipo de crises convulsivas que tem/crises convulsivas mais prolongadas (chamadas

estado de mal epilético), mais frequentes. Informe imediatamente o seu médico.

Um pequeno número de pessoas que está a ser tratada com antiepiléticos como Inovelon teve

pensamentos de autolesão ou de se matarem. Se em qualquer altura tiver estes pensamentos

contacte imediatamente o seu médico (ver secção 2).

Pode ter os seguintes efeitos secundários com este medicamento. Informe o médico caso apresente

algum dos seguintes:

Efeitos secundários muito frequentes (mais de 1 em cada 10 doentes) de Inovelon são:

Tonturas, dores de cabeça, náuseas, vómitos, sonolência, cansaço.

Efeitos secundários frequentes (mais de 1 em cada 100 doentes) de Inovelon são:

Problemas relacionados com o sistema nervoso incluindo: dificuldade em caminhar, movimento

anormal, convulsões/crises, movimentos oculares anormais, visão turva, tremores.

Problemas relacionados com o sistema digestivo incluindo: dor de estômago, obstipação,

indigestão, fezes moles (diarreia), perda ou alteração do apetite, perda de peso.

Infeções: infecção do ouvido, gripe, congestão nasal, infeção respiratória.

Adicionalmente, os doentes experimentaram também: ansiedade, insónia, hemorragias nasais,

acne, erupção cutânea, dores nas costas, períodos pouco frequentes, nódoas negras, lesões na

cabeça (em consequência de lesão acidental durante uma carise convulsiva).

Efeitos secundários pouco frequentes (entre 1 em 100 e 1 em 1.000 doentes) de Inovelon são:

Reações alérgicas e um aumento dos marcadores da função hepática (aumento das enzimas

hepáticas).

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste

folheto, fale com o seu médico. Também poderá comunicar efeitos secundários diretamente através do

sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V. Ao comunicar efeitos secundários, estará

a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

5.

Como conservar Inovelon

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister e na embalagem exterior.

O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não conservar acima de 30°C.

Não utilize este medicamento se verificar uma alteração no aspeto deste medicamento.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger

o ambiente.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Inovelon

A substância ativa é a rufinamida.

Cada comprimido revestido por película de 100 mg contém 100mg de rufinamida.

Cada comprimido revestido por película de 200 mg contém 200 mg de rufinamida.

Cada comprimido revestido por película de 400 mg contém 400 mg de rufinamida.

Os outros componentes são lactose mono-hidratada, celulose microcristalina, amido de milho,

croscarmelose sódica, hipromelose, estearato de magnésio, laurilsulfato de sódio e sílica

coloidal anidra. A película de revestimento consiste em hipromelose, macrogols (8000), dióxido

de titânio (E171), talco e óxido de ferro vermelho (E172).

Qual o aspeto de Inovelon e conteúdo da embalagem

Inovelon 100 mg comprimidos revestidos por película são comprimidos ovais, de cor rosa,

ligeiramente convexos, marcados em ambos os lados, com a gravação ‘Є261’ num dos lados e

sem qualquer inscrição no outro.

Estão disponíveis em embalagens de 10, 30, 50, 60 e 100 comprimidos revestidos por película.

Inovelon 200 mg comprimidos revestidos por película são comprimidos ovais, de cor rosa,

ligeiramente convexos, marcados em ambos os lados, com a gravação ‘Є262’ num dos lados e

sem qualquer inscrição no outro.

Estão disponíveis em embalagens de 10, 30, 50, 60 e 100 comprimidos revestidos por película.

Inovelon 400 mg comprimidos revestidos por película são comprimidos ovais, de cor rosa,

ligeiramente convexos, marcados em ambos os lados, com a gravação ‘Є263’ num dos lados e

sem qualquer inscrição no outro.

Estão disponíveis em embalagens de 10, 30, 50, 60, 100 e 200 comprimidos revestidos por

película.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Eisai GmbH

Edmund-Rumpler-Straße 3

60549 Frankfurt am Main

Alemanha

E-mail: medinfo_de@eisai.net

Fabricante:

Eisai GmbH

Edmund-Rumpler-Straße 3

60549 Frankfurt am Main

Alemanha

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do Titular

da Autorização de Introdução no Mercado:

België/Belgique/Belgien

Eisai SA/NV

Tél/Tel: +32 (0)800 158 58

Lietuva

Eisai GmbH

Tel: + 49 (0) 69 66 58 50

(Vokietija)

България

Eisai GmbH

Teл.: + 49 (0) 69 66 58 50

Luxembourg/Luxemburg

Eisai SA/NV

Tél/Tel: +32 (0)800 158 58

(Belgique/Belgien)

Česká republika

Eisai GesmbH organizačni složka

Tel: + 420 242 485 839

Magyarország

Eisai GmbH

Tel.: + 49 (0) 69 66 58 50

(Németország)

Danmark

Eisai AB

Tlf: + 46 (0) 8 501 01 600

(Sverige)

Malta

Associated Drug Co. Ltd

Tel: + 356 2277 8000

Deutschland

Eisai GmbH

Tel: + 49 (0) 69 66 58 50

Nederland

Eisai B.V.

Tél/Tel: + 31 (0) 900 575 3340

Eesti

Eisai GmbH

Tel: + 49 (0) 69 66 58 50

(Saksamaa)

Norge

Eisai AB

Tlf: + 46 (0) 8 501 01 600

(Sverige)

Ελλάδα

Arriani Pharmaceutical S.A.

Τηλ: + 30 210 668 3000

Österreich

Eisai GesmbH

Tel: + 43 (0) 1 535 1980-0

España

Eisai Farmacéutica, S.A.

Tel: + (34) 91 455 94 55

Polska

Eisai GmbH

Tel: + 49 (0) 69 66 58 50

(Niemcy)

France

Eisai SAS

Tél: + (33) 1 47 67 00 05

Portugal

Eisai Farmacêtica, Unipessoal Lda

Tel: + 351 214 875 540

Hrvatska

Eisai GmbH

Tel: + 49 (0) 69 66 58 50

România

Eisai GmbH

Tel: + 49 (0) 69 66 58 50

(Germania)

Ireland

Eisai GmbH

Tel: + 49 (0) 69 66 58 50

Slovenija

Eisai GmbH

Tel: + 49 (0) 69 66 58 50

(Nemčija)

Ísland

Eisai AB

Sími: + 46 (0)8 501 01 600

(Svíþjóð)

Slovenská republika

Eisai GesmbH organizačni složka

Tel.: + 420 242 485 839

(Česká republika)

Italia

Eisai S.r.l.

Tel: + 39 02 5181401

Suomi/Finland

Eisai AB

Puh/Tel: + 46 (0) 8 501 01 600

(Ruotsi)

Κύπρος

Arriani Pharmaceuticals S.A.

Τηλ: + 30 210 668 3000

(Ελλάδα)

Sverige

Eisai AB

Tel: + 46 (0) 8 501 01 600

Latvija

Eisai GmbH

Tel: + 49 (0) 69 66 58 50

(Vācija)

United Kingdom (Northern Ireland)

Eisai GmbH

Tel: + 49 (0) 69 66 58 50

(Germany)

Este folheto foi revisto pela última vez em {MM/AAAA}.

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Inovelon 40 mg/ml suspensão oral

Rufinamida

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

Neste folheto:

O que é Inovelon e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Inovelon

Como tomar Inovelon

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Inovelon

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é Inovelon e para que é utilizado

Inovelon contém um medicamento chamado rufinamida. Pertence a um grupo de medicamentos

chamados antiepiléticos, que são utilizados para tratar a epilepsia (uma situação na qual uma pessoa

tem crises convulsivas ou convulsões).

Inovelon é utilizado com outros medicamentos para tratar crises associadas ao síndroma de

Lennox-Gastaut em adultos, adolescentes e crianças a partir de 1 ano de idade. O síndroma de

Lennox-Gastaut é o nome dado a um grupo de epilepsias graves nas quais pode ter crises convulsivas

repetidas de vários tipos.

Inovelon foi receitado para si pelo seu médico para diminuir o número de crises ou convulsões.

2.

O que precisa de saber antes de tomar Inovelon

Não tome Inovelon:

se tem alergia à rufinamida ou aos derivados triazólicos ou a qualquer outro componente de

Inovelon (indicados na secção 6).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico se:

tem o síndrome congénito de QT curto ou antecedentes familiares deste tipo de síndrome

(perturbação elétrica do coração), já que este pode agravar ao tomar rufinamida.

sofre de problemas hepáticos. Existe informação limitada relativamente à utilização de Inovelon

neste grupo, portanto a dose do seu medicamento pode necessitar de ser aumentada de forma

mais lenta. Se a sua doença do fígado for grave, o médico pode decidir que Inovelon não é

recomendado para si.

lhe aparecer uma erupção cutânea ou febre. Estes podem ser sinais de uma reação alérgica.

Consulte imediatamente um médico pois, muito ocasionalmente, estas situações podem

tornar-se graves.

Leia o documento completo

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Inovelon 100 mg comprimidos revestidos por película

Inovelon 200 mg comprimidos revestidos por película

Inovelon 400 mg comprimidos revestidos por película

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Comprimido oral

Cada comprimido revestido por película contém 100 mg de rufinamida.

Cada comprimido revestido por película contém 200 mg de rufinamida.

Cada comprimido revestido por película contém 400 mg de rufinamida.

Excipientes com efeito conhecido:

Cada comprimido revestido por película de 100 mg contém 20 mg de lactose (na forma

mono-hidratada).

Cada comprimido revestido por película de 200 mg contém 40 mg de lactose (na forma

mono-hidratada).

Cada comprimido revestido por película de 400 mg contém 80 mg de lactose (na forma

mono-hidratada).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

100 mg: Ovais, de cor rosa, ligeiramente convexo, comprimento de aproximadamente 10,2 mm,

marcado em ambos os lados, gravado com ‘Є261’ num dos lados e sem qualquer inscrição no outro. O

comprimido pode ser dividido em metades iguais.

200 mg: Ovais, de cor rosa, ligeiramente convexo, comprimento de aproximadamente 15,2 mm,

marcado em ambos os lados, gravado com ‘Є262’ num dos lados e sem qualquer inscrição no outro. O

comprimido pode ser dividido em metades iguais.

400 mg: Ovais, de cor rosa, ligeiramente convexo, comprimento de aproximadamente 18,2 mm,

marcado em ambos os lados, gravado com ‘Є263’ num dos lados e sem qualquer inscrição no outro. O

comprimido pode ser dividido em doses iguais.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Inovelon é indicado como terapêutica adjuvante no tratamento de convulsões associadas ao síndrome

de Lennox-Gastaut (SLG), em doentes com 1 ano de idade ou mais.

4.2

Posologia e modo de administração

O tratamento com rufinamida deve ser iniciado por um médico com a especialidade de Pediatria ou

Neurologia com experiência no tratamento de epilepsia.

Inovelon suspensão oral e Inovelon comprimidos revestidos por película podem ser permutados em

doses iguais. Os doentes devem ser monitorizados durante o período de mudança.

Posologia

Utilização em crianças com 1 a menos de 4 anos de idade

Doentes que não estejam a tomar valproato:

O tratamento deve ser iniciado com uma dose de 10 mg/kg/dia, administrada em duas doses

igualmente divididas e separadas por um intervalo de aproximadamente 12 horas. De acordo com a

resposta clínica e a tolerabilidade, a dose pode ser aumentada a cada três dias em incrementos de, no

máximo, 10 mg/kg/dia, até obter uma dose alvo de 45 mg/kg/dia administrada em duas doses

igualmente divididas e separadas por um intervalo de aproximadamente 12 horas. Para esta população

de doentes, a dose máxima recomendada é de 45 mg/kg/dia.

Doentes que estejam a tomar valproato:

Uma vez que o valproato diminui significativamente a depuração de rufinamida, recomenda-se uma

dose máxima mais baixa de Inovelon em doentes que estejam a tomar valproato concomitantemente.

O tratamento deve ser iniciado com uma dose de 10 mg/kg/dia, administrada em duas doses

igualmente divididas e separadas por um intervalo de aproximadamente 12 horas. De acordo com a

resposta clínica e a tolerabilidade, a dose pode ser aumentada a cada três dias em incrementos de, no

máximo, 10 mg/kg/dia, até obter uma dose alvo de 30 mg/kg/dia administrada em duas doses

igualmente divididas e separadas por um intervalo de aproximadamente 12 horas. Para esta população

de doentes, a dose máxima recomendada é de 30 mg/kg/dia.

Se não for possível administrar a dose recomendada calculada de Inovelon, a dose deve ser

arredondada para o comprimido inteiro de 100 mg mais próximo.

Utilização em crianças com 4 anos de idade ou mais e com menos de 30 kg

Doentes < 30 kg que não estejam a tomar valproato:

O tratamento deve ser iniciado com uma dose diária de 200 mg. De acordo com a resposta clínica e a

tolerabilidade, a dose pode ser aumentada em incrementos de 200 mg/dia, com uma frequência até

cada três dias, até uma dose máxima recomendada de 1.000 mg/dia.

Foram estudadas doses até 3.600 mg/dia num número limitado de doentes.

Doentes < 30 kg que também estejam a tomar valproato:

Uma vez que o valproato diminui significativamente a depuração de rufinamida, recomenda-se uma

dose máxima mais baixa de Inovelon em doentes < 30 kg coadministrados com valproato. O

tratamento deve ser iniciado com uma dose diária de 200 mg. De acordo com a resposta clínica e a

tolerância, após um mínimo de 2 dias, a dose pode ser aumentada em 200 mg/dia até uma dose

máxima recomendada de 600 mg/dia.

Utilização em adultos, adolescentes e crianças com 4 anos de idade ou mais, com 30 kg ou mais

Doentes > 30 kg que não estejam a tomar valproato:

O tratamento deve ser iniciado com uma dose diária de 400 mg. De acordo com a resposta clínica e a

tolerabilidade, a dose pode ser aumentada em incrementos de 400 mg/dia, com uma frequência até

cada dois dias, até uma dose máxima recomendada, tal como indicado na tabela abaixo.

Intervalo de peso

30,0 – 50,0 kg

50,1 – 70,0 kg

≥ 70,1 kg

Dose máxima

recomendada

1.800 mg/dia

2.400 mg/dia

3.200 mg/dia

Foram estudadas doses até 4.000 mg/dia (no intervalo de 30 - -50 kg) ou 4.800 mg/dia (naqueles com

mais de 50 kg) num número limitado de doentes.

Doentes > 30 kg que também estejam a tomar valproato:

O tratamento deve ser iniciado com uma dose diária de 400 mg. De acordo com a resposta clínica e a

tolerabilidade, a dose pode ser aumentada em incrementos de 400 mg/dia, com uma frequência até

cada dois dias, até uma dose máxima recomendada, tal como indicado na tabela abaixo.

Intervalo de peso

30,0 – 50,0 kg

50,1 – 70,0 kg

70,1 kg

Dose máxima

recomendada

1.200 mg/dia

1.600 mg/dia

2.200 mg/dia

Idosos

A informação sobre a utilização de rufinamida em pessoas idosas é limitada. Uma vez que a

farmacocinética da rufinamida não é alterada nas pessoas idosas (ver secção 5.2), não é necessário um

ajuste posológico em doentes com mais de 65 anos de idade.

Compromisso renal

Um estudo em doentes com compromisso renal grave indicou não serem necessários ajustes na dose

nestes doentes (ver secção 5.2).

Compromisso hepático

A utilização em doentes com compromisso hepático não foi estudada. Recomenda-se precaução e um

ajuste cuidadoso da dose no tratamento de doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado. A

utilização em doentes com compromisso hepático grave não é recomendada.

Interrupção da rufinamida

Quando o tratamento com rufinamida é interrompido, esta deve ser retirada gradualmente. Em ensaios

clínicos, a interrupção de rufinamida foi alcançada reduzindo a dose, aproximadamente, 25% a cada

dois dias (ver secção 4.4).

No caso de uma ou mais doses omitidas, é necessário uma avaliação clínica individualizada.

Estudos abertos, não controlados, sugerem uma eficácia sustentada a longo prazo, apesar de não ter

sido realizado qualquer estudo controlado durante mais de três meses.

População pediátrica

A segurança e a eficácia de rufinamida em recém-nascidos ou em bebés e crianças com menos

de 1 ano de idade não foram ainda estabelecidas. Não existem dados disponíveis (ver secção 5.2).

Modo de administração

A rufinamida destina-se a ser utilizada pela via oral.

O comprimido deve ser tomado duas vezes por dia com água, de manhã e depois à noite, em duas

doses igualmente divididas.

Inovelon deve ser administrado com alimentos (ver secção 5.2). Se o doente tiver dificuldade em

engolir, os comprimidos podem ser esmagados e administrados com meio copo de água. Em

alternativa, utilize a linha de corte para partir o comprimido em duas metades iguais.

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa, derivados triazólicos ou a qualquer um dos excipientes

mencionados na secção 6.1.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Estado de mal epilético

Foram observados casos de estado de mal epilético durante o tratamento com rufinamida nos estudos

de desenvolvimento clínico, os quais não foram observados nos doentes a tomar placebo. Estes

episódios levaram à suspensão da rufinamida em 20% dos casos. Caso os doentes venham a

desenvolver novos tipos de convulsões e/ou experimentem um aumento na frequência de ocorrência

de estado de mal epilético, a razão benefício/risco da terapêutica deve ser reavaliada.

Suspensão de rufinamida

A rufinamida deve ser retirada gradualmente para reduzir a possibilidade de ocorrência de crises

epiléticas na paragem do tratamento. Em ensaios clínicos, a interrupção foi feita reduzindo a dose,

aproximadamente, 25% em cada dois dias. Não existem dados suficientes sobre a remoção de

medicamentos antiepiléticos concomitantes depois de se conseguir controlar as crises com a

introdução de rufinamida.

Reações do sistema nervoso central

O tratamento com rufinamida tem sido associado a tonturas, sonolência, ataxia e perturbações no

andar suscetíveis de aumentar a ocorrência de quedas acidentais nesta população (ver secção 4.8). Os

doentes e seus prestadores de cuidados devem ter cuidado até estarem familiarizados com os efeitos

potenciais deste medicamento.

Reações de hipersensibilidade

Ocorreram casos graves de síndroma de hipersensibilidade a medicamentos antiepiléticos incluindo

DRESS (Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms) e síndroma de Stevens-Johnson

associados à terapêutica com rufinamida. Os sinais e sintomas desta disfunção foram diversos; no

entanto, os doentes apresentavam tipicamente, apesar de não exclusivamente, febre e erupção cutânea

associados ao envolvimento de um outro sistema de órgãos. Outras manifestações associadas

incluíram linfadenopatia, resultados anormais nos testes da função hepática e hematúria. Uma vez que

a disfunção é variável na sua expressão, podem ocorrer outros sinais e sintomas de sistemas de órgãos

para além dos aqui mencionados. A síndroma de hipersensibilidade a fármacos antiepiléticos (FAE)

ocorreu numa associação temporal próxima do início da terapêutica com rufinamida e na população

pediátrica. No caso de se suspeitar desta reação, a rufinamida deve ser interrompida e deve iniciar-se

um tratamento alternativo. Todos os doentes que desenvolvam erupção cutânea enquanto estiverem a

tomar rufinamida, devem ser monitorizados de perto.

Encurtamento do intervalo QT

Num estudo exaustivo sobre o intervalo QT a rufinamida produziu uma diminuição no intervalo QTc

numa relação proporcional à sua concentração. Apesar de não se conhecer o mecanismo subjacente a

este efeito bem como a sua relevância para a segurança do medicamento, os médicos devem utilizar o

seu julgamento clínico ao prescrever a rufinamida a doentes em risco de sofrer de um encurtamento

adicional na duração do seu intervalo QTc (por exemplo, Síndroma QT-curto Congénito ou doentes

com antecedentes familiares deste síndroma).

Mulheres com potencial para engravidar

As mulheres em idade fértil devem utilizar contraceção eficaz durante o tratamento com Inovelon. Os

médicos devem tentar assegurar que é utilizada contraceção apropriada e devem utilizar o seu juízo

clínico para avaliar se os contracetivos orais, ou as doses dos componentes dos contracetivos orais, são

adequados com base na situação clínica individual dos doentes (ver secções 4.5 e 4.6).

Lactose

Inovelon contém lactose, desta forma, os doentes com problemas hereditários raros de intolerância à

galactose, deficiência de lactase de Lapp ou malabsorção de glicose-galactose não devem tomar este

medicamento.

Ideação suicída

Foram notificados ideação e comportamento suicidas em doentes tratados com antiepiléticos em várias

indicações. Uma meta-análise de ensaios aleatorizados, controlados com placebo de medicamentos

antiepiléticos também demonstrou um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento

suicidas. O mecanismo deste risco não é conhecido e os dados disponíveis não excluem a

possibilidade de um risco acrescido com Inovelon.

Por conseguinte, os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais de ideação e comportamentos

suicidas e o tratamento apropriado deve ser considerado. Os doentes (e os prestadores de cuidados dos

doentes) devem ser aconselhados a consultar um médico se surgirem sinais de ideação ou

comportamento suicidas.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Potencial para a rufinamida ser afetada por outros medicamentos

Outros medicamentos antiepiléticos

As concentrações de rufinamida não são sujeitas a alterações clinicamente relevantes quando

coadministrada com medicamentos antiepiléticos que se sabe serem indutores de enzimas.

O início da administração de valproato a doentes em terapêutica com Inovelon pode levar a um

aumento significativo nas concentrações plasmáticas de rufinamida. Desta forma, deve ser considerada

uma redução na dose de Inovelon em doentes que iniciem a terapêutica com valproato (ver

secção 4.2).

A adição ou descontinuação destes medicamentos ou o ajuste da sua dose durante a terapêutica com

rufinamida pode requerer um ajuste na posologia de rufinamida (ver secção 4.2).

Não foram observadas alterações significativas na concentração de rufinamida após coadministração

com lamotrigina, topiramato ou benzodiazepinas.

Potencial para a rufinamida afetar outros medicamentos

Outros medicamentos antiepiléticos

As interações farmacocinéticas entre a rufinamida e outros medicamentos antiepiléticos foram

avaliadas em doentes com epilepsia utilizando modelação farmacocinética populacional. A rufinamida

não aparenta ter qualquer efeito clinicamente relevante nas concentrações de estado estacionário da

carbamazepina, lamotrigina, fenobarbital, topiramato, fenitoina ou valproato.

Contracetivos orais

A coadministração de rufinamida 800 mg duas vezes por dia e um contracetivo oral combinado

(etinilestradiol 35 μg e noretindrona 1 mg) durante 14 dias resultou numa diminuição média da

0-24

do etinilestradiol em 22% e da AUC

0-24

da noretindrona em 14%. Não foram realizados

estudos com outros contracetivos orais ou implantes. As mulheres em idade fértil a utilizar

contracetivos hormonais são aconselhadas a utilizar um método contracetivo adicional que seja seguro

e eficaz (ver secções 4.4 e 4.6).

Enzimas do citocromo P450

A rufinamida é metabolizada por hidrólise, não sendo metabolizada em grau apreciável pelas enzimas

do citocromo P450. Adicionalmente, a rufinamida não inibe a atividade das enzimas do citocromo

P450 (ver secção 5.2). Desta forma, não é provável que ocorram interações clinicamente significativas

da rufinamida mediadas pela inibição do sistema do citocromo P450. Demonstrou-se que a rufinamida

induz a enzima CYP3A4 do citocromo P450 podendo, desta forma, reduzir as concentrações

plasmáticas de substâncias metabolizadas por esta enzima. O efeito é modesto a moderado. A

atividade média da CYP3A4, tal como avaliada pela depuração do triazolam, aumentou 55%

após 11 dias de tratamento com rufinamida 400 mg duas vezes por dia. A exposição do triazolam foi

reduzida em 36%. Doses mais elevadas de rufinamida podem resultar numa indução mais

pronunciada. Não é de excluir que a rufinamida possa também diminuir a exposição de substâncias

metabolizadas por outras enzimas ou transportados por outras proteínas transportadoras tais como a

glicoproteína P.

Recomenda-se que os doentes tratados com substâncias que são metabolizadas pelo complexo

enzimático CYP3A4 sejam cuidadosamente monitorizados durante duas semanas no início ou após o

fim do tratamento com rufinamida, ou após qualquer alteração significativa da dose. Pode ser

necessário considerar um ajuste na dose do medicamento concomitantemente administrado. Estas

recomendações devem também ser consideradas quando a rufinamida é utilizada concomitantemente

com substâncias com um intervalo terapêutico estreito como a varfarina e a digoxina.

Um estudo específico de interação em indivíduos saudáveis não revelou qualquer influência da

rufinamida numa dose de 400 mg duas vezes por dia na farmacocinética da olanzapina, um substrato

da CYP1A2.

Não estão disponíveis dados relativos à interação da rufinamida com o álcool.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Riscos relacionados com a epilepsia e com a medicação antiepilética em geral:

Demonstrou-se que, na descendência de mulheres com epilepsia, a prevalência de malformações é

duas a três vezes superior em comparação com a taxa de, aproximadamente, 3% encontrada na

população geral. Na população tratada, observou-se um aumento nas malformações com a politerapia,

no entanto, a extensão de responsabilidade do tratamento e/ou da doença não foi ainda elucidada.

Adicionalmente, a terapêutica antiepilética eficaz não deve ser interrompida abruptamente, uma vez

que o agravamento da doença é prejudicial tanto para a mãe como para o feto. O tratamento com

fármacos antiepiléticos (FAE) durante a gravidez deve ser cuidadosamente discutido com o médico

assistente.

Risco relacionado com a rufinamida:

Os estudos em animais não revelaram qualquer efeito teratogénico, mas observou-se fetotoxicidade na

presença de toxicidade materna (ver secção 5.3). O risco potencial para o ser humano é desconhecido.

No que respeita à rufinamida, não existem dados clínicos sobre as gravidezes a ele expostas.

Tendo em conta estes dados, a rufinamida não deverá ser utilizada durante a gravidez, nem em

mulheres em idade fértil que não estejam a utilizar medidas contracetivas, a menos que tal seja

claramente necessário.

Mulheres em idade fértil devem usar medidas contracetivas durante o tratamento com rufinamida. Os

médicos devem tentar assegurar-se de que é utilizada uma contraceção apropriada, e devem utilizar o

seu juízo clínico para avaliar se os contracetivos orais, ou as doses dos componentes dos contracetivos

orais, são adequadas com base na situação clínica individual de cada doente (ver secções 4.4 e 4.5).

No caso de uma mulher em tratamento com rufinamida planear ficar grávida, a utilização continuada

deste produto deve ser cuidadosamente ponderada. Durante a gravidez, a interrupção de um

antiepilético eficaz pode ser prejudicial, tanto para a mãe como para o feto, se resultar em

agravamento da doença.

Amamentação

Não se sabe se a rufinamida é excretada no leite materno humano. Devido aos potenciais efeitos

prejudiciais para o lactente, a amamentação deve ser evitada durante o tratamento materno com

rufinamida.

Fertilidade

Não existem dados sobre os efeitos na fertilidade após o tratamento com rufinamida.

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Inovelon pode causar tonturas, sonolência e visão turva. Dependendo da sensibilidade individual, o

rufinamida pode ter uma influência menor a maior sobre a capacidade para conduzir e utilizar

máquinas. Os doentes têm de ser avisados para ter cuidado durante a execução de atividades que

requeiram um elevado grau de alerta como, p. ex., conduzir ou operar maquinaria.

4.8

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

O programa de desenvolvimento clínico incluiu mais de 1.900 doentes, com diferentes tipos de

epilepsia, expostos à rufinamida. As reações adversas notificadas com maior frequência foram,

globalmente, cefaleias, tonturas, fadiga e sonolência. As reações adversas mais frequentes observadas

com uma incidência mais elevada do que o placebo, em doentes com síndroma de Lennox-Gastaut,

foram sonolência e vómitos. As reações adversas foram normalmente ligeiras a moderadas em termos

de gravidade. A taxa de interrupção em doentes com síndroma de Lennox-Gastaut devido a reações

adversas foi de 8,2% nos doentes a receber rufinamida e de 0% nos doentes a receber placebo. As

reações adversas mais frequentes que resultaram na interrupção no grupo de tratamento com

rufinamida foram erupção cutânea e vómitos.

Listagem de reações adversas

As reações adversas notificadas com uma incidência superior ao placebo, durante os estudos com

dupla-ocultação no síndroma de Lennox-Gastaut ou na totalidade da população exposta à rufinamida,

encontram-se listadas na tabela abaixo de acordo com os termos preferidos da MedDRA, por classes

de sistemas de órgãos e por frequência.

As frequências são definidas como: muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥ 1/100, < 1/10), pouco

frequentes (≥ 1/1.000, < 1/100), raras (≥ 1/10.000, < 1/1.000).

Classes de

sistemas de

órgãos

Muito

frequentes

Frequentes

Pouco frequentes

Raros

Infeções e

infestações

Pneumonia

Gripe

Nasofaringite

Otite

Sinusite

Rinite

Doenças do

sistema

imunitário

Hipersensibilidade*

Classes de

sistemas de

órgãos

Muito

frequentes

Frequentes

Pouco frequentes

Raros

Doenças do

metabolismo e

da nutrição

Anorexia

Disfunções alimentares

Diminuição do apetite

Perturbações do

foro

psiquiátrico

Ansiedade

Insónia

Doenças do

sistema nervoso

Sonolência*

Estado de mal epilético*

Convulsões

Problemas de

coordenação*

Nistagmo

Hiperatividade

psicomotora

Tremor

Cefaleias

Tonturas*

Afeções

oculares

Diplopia

Visão turva

Afeções do

ouvido e do

labirinto

Vertigens

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Epistaxe

Doenças

gastrointestinais

Náuseas

Dor abdominal superior

Vómitos

Obstipação

Dispepsia

Diarreia

Afeções

hepatobiliares

Aumento das enzimas

hepáticas

Afeções dos

tecidos

cutâneos e

subcutâneas

Erupção cutânea*

Acne

Afeções

musculosquelé-t

icas, dos tecidos

conjuntivos e

dos ossos

Dores nas costas

Doenças dos

órgãos genitais

e da mama

Oligomenorreia

Perturbações

gerais e

alterações no

local de

administração

Fadiga

Perturbação no andar*

Exames

complementares

de diagnóstico

Diminuição de peso

Complicações

Lesões na cabeça

Classes de

sistemas de

órgãos

Muito

frequentes

Frequentes

Pouco frequentes

Raros

de intervenções

relacionadas

com lesões e

intoxicações

Contusão

* Nota remissiva à secção 4.4

Informação adicional sobre populações especiais

População pediátrica (entre 1 ano a menos de 4 anos de idade)

Num estudo multicêntrico, aberto que comparou a adição de rufinamida a qualquer outro FAE à

escolha do investigador com o regime existente de 1 a 3 FAEs em doentes pediátricos, com 1 ano a

menos de 4 anos de idade e com -SLG não adequadamente controlada, 25 doentes, dos

quais 10 indivíduos tinham entre 1 a 2 anos de idade, foram expostos à rufinamida como terapêutica

adjuvante durante 24 semanas, com uma dose de até 45 mg/kg/dia, em 2 doses divididas. Os TEAEs

(acontecimentos adversos emergentes com o tratamento) mais frequentemente notificados no grupo de

tratamento da rufinamida (que ocorreram em ≥ 10% dos indivíduos) foram infeção das vias

respiratórias superiores e vómitos (28,0% cada), pneumonia e sonolência (20,0% cada), sinusite, otite

média, diarreia, tosse e pirexia (16,0% cada), e bronquite, obstipação, congestão nasal, erupção

cutânea, irritabilidade e perda de apetite (12,0% cada). A frequência, tipo e gravidade destas reações

adversas foi semelhante à que se observou em crianças com 4 anos de idade ou mais, em adolescentes

e em adultos. A caracterização etária em doentes com menos de 4 anos de idade não foi identificada na

base de dados de segurança limitada devido ao pequeno número de doentes no estudo.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma

vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema

nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

Após uma sobredosagem aguda, o estômago pode ser esvaziado por lavagem gástrica ou por indução

de emese. Não existe qualquer antídoto específico para a rufinamida. O tratamento deve ser de suporte

e pode incluir hemodiálise (ver secção 5.2).

A administração de doses múltiplas de 7.200 mg/dia não foram associadas a quaisquer sinais ou

sintomas importantes.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: antiepiléticos, derivados da carboxamida; código ATC: N03AF03.

Mecanismo de ação

A rufinamida modula a atividade dos canais de sódio, prolongando o seu estado inativo. A rufinamida

demonstrou ser ativa numa variedade de modelos animais de epilepsia.

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EMA/857520/2011

EMEA/H/C/000660

Inovelon (rufinamida)

Um resumo sobre Inovelon e porque está autorizado na UE

O que é Inovelon e para que é utilizado?

Inovelon é um medicamento para epilepsia utilizado no tratamento de doentes com um ou mais anos

de idade que sofrem de síndrome de Lennox-Gastaut, um tipo raro de epilepsia que afeta normalmente

crianças, mas que se pode prolongar durante a idade adulta. A síndrome de Lennox-Gastaut é uma das

formas mais graves de epilepsia em crianças. Os seus sintomas incluem vários tipos de crises (ataques

epiléticos), uma atividade elétrica anormal no cérebro, dificuldades de aprendizagem e problemas

comportamentais. O Inovelon é utilizado como adjuvante (terapêutica adicional) de outros

medicamentos antiepiléticos.

A síndrome de Lennox-Gastaut é uma doença rara, e Inovelon foi designado medicamento órfão

(medicamento utilizado em doenças raras) em 20 de outubro de 2004. Mais informações sobre a

designação de medicamento órfão podem ser encontradas aqui:

ema.europa.eu/Find medicine/Human

medicines/Rare disease designation.

Inovelon contém a substância ativa rufinamida.

Como se utiliza Inovelon?

Inovelon é um medicamento sujeito a receita médica e o tratamento com Inovelon deve ser iniciado

por um pediatra (um médico especializado no tratamento de crianças) ou um neurologista (um médico

especializado no tratamento de doenças cerebrais) com experiência no tratamento da epilepsia.

A dose de Inovelon a ser administrada depende da idade e do peso do doente, bem como se o doente

está a tomar valproato (outro medicamento antiepilético). O tratamento em crianças com menos de 4

anos de idade inicia-se geralmente com uma dose diária de 10 mg por quilograma de peso corporal.

Em doentes mais velhos, o tratamento inicia-se geralmente com uma dose diária de 200 ou 400 mg. A

dose é depois ajustada, de dois em dois dias, consoante a resposta do doente ao tratamento.

Inovelon deve ser administrado com água e alimentos. A dose diária é dividida em duas doses iguais,

uma a ser administrada de manhã e a outra à noite em intervalos de 12 horas.

O medicamento não deve ser utilizado em doentes com problemas hepáticos graves. Para mais

informações sobre a utilização de Inovelon, consulte o Folheto Informativo ou contacte o seu médico

ou farmacêutico.

Inovelon (rufinamida)

EMA/478642/2018

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Como funciona o Inovelon?

A substância ativa do Inovelon, a rufinamida, atua ligando-se a canais especiais (canais de sódio) na

superfície das células cerebrais que controlam a sua atividade elétrica. Ao ligar-se a estes canais, a

rufinamida evita que transitem de um estado inativo para um estado ativo. Isto atenua a atividade das

células cerebrais e evita que a atividade elétrica anormal se propague através do cérebro. Desta

forma, reduz-se a probabilidade de ocorrência de uma crise.

Quais os benefícios demonstrados por Inovelon durante os estudos?

Num estudo principal que incluiu 139 doentes com idades entre os 4 e os 30 anos (três quartos dos

doentes tinham menos de 17 anos), Inovelon reduziu o número e a gravidade das crises. Todos os

doentes sofriam de síndrome de Lennox-Gastaut não controlada, apesar do tratamento contínuo

durante pelo menos quatro semanas com até três outros medicamentos antiepiléticos. O estudo

comparou os efeitos de administrar concomitantemente comprimidos de Inovelon ou de placebo

(tratamento simulado) com outros medicamentos que os doentes estivessem a tomar. As principais

medidas de eficácia foram a alteração do número de crises nas quatro semanas após o início da

administração de Inovelon ou de placebo, em comparação com o período de quatro semanas anterior,

bem como a alteração na gravidade das crises avaliada numa escala de 7 pontos pelo progenitor ou

tutor do doente.

Os doentes que tomaram Inovelon apresentaram uma redução de 35,8 % no número total de crises,

diminuindo de uma média de 290 crises durante o período de quatro semanas anterior ao início do

tratamento com Inovelon. Verificou-se uma redução de 1,6 % nos doentes que adicionaram placebo ao

tratamento já existente.

Os doentes que tomaram adicionalmente Inovelon também apresentaram uma redução de 42,5 % no

número de crises «tónico-atónicas» (um tipo comum de crise epilética em doentes com síndrome de

Lennox-Gastaut que frequentemente causa a queda do doente no chão), em comparação com um

aumento de 1,9 % nos doentes que tomaram adicionalmente placebo.

Uma melhoria na gravidade das crises foi notificada em cerca de metade dos doentes que tomaram

Inovelon, em comparação com um terço dos que receberam o placebo.

Um estudo que incluiu 37 crianças com idades entre 1 e 4 anos foi inconclusivo devido ao número

reduzido da amostra e ao facto de o desenho do estudo não abranger o benefício do medicamento.

Contudo, outras análises comprovaram que as doses administradas consoante o peso corporal em

crianças entre 1 e 4 anos de idade produziram níveis do medicamento no organismo similares aos

observados em doentes mais velhos tratados com doses padrão. Dado que a doença atua da mesma

forma em ambos os grupos etários, poderá ser então expetável que o Inovelon tenha um mecanismo

de ação similar em crianças de 1 a 4 anos de idade.

A empresa apresentou igualmente os resultados de um estudo que demonstrou que a suspensão oral

produziu os mesmos níveis de substância ativa no sangue que os comprimidos.

Quais são os riscos associados a Inovelon?

Os efeitos secundários mais frequentes associados a Inovelon (observados em mais de 1 em cada

10 doentes) são sonolência, dores de cabeça, tonturas, vómitos e cansaço. Para a lista completa dos

efeitos secundários comunicados relativamente a Inovelon, consulte o Folheto Informativo.

Inovelon (rufinamida)

EMA/478642/2018

Página 3/3

Inovelon não pode ser utilizado em doentes com hipersensibilidade (alergia) à rufinamida, a derivados

do triazol (tais como alguns medicamentos utilizados no tratamento de infeções fúngicas) ou a

qualquer outro componente do medicamento.

Porque está Inovelon autorizado na UE?

A Agência Europeia de Medicamentos concluiu que os benefícios de Inovelon são superiores aos seus

riscos e o que medicamento pode ser autorizado para utilização na UE.

Que medidas estão a ser adotadas para garantir a utilização segura e eficaz

de Inovelon?

No Resumo das Características do Medicamento e no Folheto Informativo foram incluídas

recomendações e precauções a observar pelos profissionais de saúde e pelos doentes para a utilização

segura e eficaz de Inovelon.

Tal como para todos os medicamentos, os dados sobre a utilização de Inovelon são continuamente

monitorizados. Os efeitos secundários comunicados com Inovelon são cuidadosamente avaliados e são

tomadas quaisquer medidas necessárias para proteger os doentes.

Outras informações sobre Inovelon

A 16 de janeiro de 2007, Inovelon recebeu uma Autorização de Introdução no Mercado, válida para

toda a UE.

Mais informações sobre Inovelon podem ser encontradas no sítio da internet da

Agência: ema.europa.eu/Find medicine/Human medicines/European public assessment reports.

Este resumo foi atualizado pela última vez em 08-2018.

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