Hepsera

União Europeia - português - EMA (European Medicines Agency)

Compre agora

Ingredientes ativos:
adefovir dipivoxil
Disponível em:
Gilead Sciences Ireland UC
Código ATC:
J05AF08
DCI (Denominação Comum Internacional):
adefovir dipivoxil
Grupo terapêutico:
Inibidores de nucleósidos e nucleotídeos reversos da transcriptase reversa
Área terapêutica:
Hepatite B, Crônica
Indicações terapêuticas:
Hepsera é indicado para o tratamento da hepatite B crônica em adultos com:doença hepática compensada com evidências de replicação viral ativa, a persistência de elevados no soro de alanina-aminotransferase (ALT) e níveis de evidência histológica de ativos de fígado, inflamação e fibrose. Início de Hepsera o tratamento só deve ser considerada quando o uso de uma alternativa agente antiviral com um maior barreira genética de resistência não está disponível ou adequado (consulte a secção 5. 1);doença hepática descompensada em combinação com um segundo agente, sem resistência cruzada para Hepsera.
Resumo do produto:
Revision: 27
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
EMEA/H/C/000485
Data de autorização:
2003-03-06
Código EMEA:
EMEA/H/C/000485

Documentos em outros idiomas

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - búlgaro

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - búlgaro

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - búlgaro

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - espanhol

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - espanhol

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - espanhol

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - tcheco

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - tcheco

06-05-2021

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - dinamarquês

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - dinamarquês

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - dinamarquês

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - alemão

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - alemão

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - alemão

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - estoniano

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - estoniano

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - estoniano

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - grego

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - grego

06-05-2021

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - inglês

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - inglês

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - inglês

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - francês

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - francês

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - francês

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - italiano

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - italiano

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - italiano

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - letão

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - letão

06-05-2021

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - lituano

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - lituano

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - lituano

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - húngaro

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - húngaro

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - húngaro

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - maltês

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - maltês

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - maltês

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - holandês

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - holandês

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - holandês

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - polonês

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - polonês

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - polonês

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - romeno

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - romeno

06-05-2021

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - eslovaco

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - eslovaco

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - eslovaco

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - esloveno

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - esloveno

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - esloveno

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - finlandês

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - finlandês

06-05-2021

Relatório de Avaliação Público Relatório de Avaliação Público - finlandês

27-05-2013

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - sueco

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - sueco

06-05-2021

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - norueguês

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - norueguês

06-05-2021

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - islandês

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - islandês

06-05-2021

Folheto informativo - Bula Folheto informativo - Bula - croata

06-05-2021

Características técnicas Características técnicas - croata

06-05-2021

Leia o documento completo

B. FOLHETO INFORMATIVO

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Hepsera 10 mg comprimidos

adefovir dipivoxil

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados

neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é Hepsera e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Hepsera

Como tomar Hepsera

Efeitos indesejáveis possíveis

Como conservar Hepsera

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é Hepsera e para que é utilizado

O que é Hepsera

Hepsera contém a substância ativa adefovir dipivoxil e pertence a um grupo de medicamentos

chamado de medicamentos antivíricos.

Para que é utilizado

Hepsera é utilizado para tratar a hepatite B crónica, uma infeção com o vírus da hepatite B (VHB), em

adultos. A infeção com o vírus da hepatite B conduz à lesão do fígado. Hepsera reduz a quantidade de

vírus no seu organismo, e tem demonstrado reduzir a lesão no fígado.

2.

O que precisa de saber antes de tomar Hepsera

Não tome Hepsera

Se tem alergia

ao adefovir, ao adefovir dipivoxil ou a qualquer outro componente deste

medicamento (indicados na secção 6).

Informe imediatamente o seu médico

se puder ter alergia ao adefovir, ao adefovir dipivoxil ou

a qualquer outro componente de Hepsera.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico antes de utilizar Hepsera.

Informe o seu médico se tiver tido doenças nos rins

, ou se as análises tiverem indicado que

tem problemas nos seus rins. Hepsera pode afetar o funcionamento dos seus rins. O risco de isto

ocorrer aumenta com a utilização prolongada de Hepsera. O seu médico deve pedir análises para

verificar se os seus rins e o seu fígado estão a funcionar da forma apropriada, antes e durante o

seu tratamento. Dependendo dos resultados, o seu médico pode alterar a frequência com que

toma Hepsera.

Se tiver mais de 65 anos de idade o seu médico poderá monitorizar a sua saúde mais de perto.

Não pare de tomar Hepsera

sem o aconselhamento do seu médico.

Após parar de tomar Hepsera informe imediatamente o seu médico

sobre quaisquer

sintomas novos, não habituais ou que possam ter agravado, que detete após paragem do

tratamento. Alguns doentes tiveram sintomas ou análises ao sangue indicando um agravamento

da sua hepatite após paragem do tratamento com Hepsera. É melhor para o seu médico

monitorizar a sua saúde após paragem do tratamento com Hepsera. Poderá precisar de fazer

análises ao sangue durante vários meses após o tratamento.

Uma vez que tenha iniciado a toma de Hepsera:

Esteja atento a possíveis sinais de acidose láctica –

ver secção 4, Efeitos indesejáveis

possíveis

O seu médico poderá pedir análises ao sangue em cada três meses

para verificar que o

seu medicamento está a manter a sua infeção de hepatite B crónica sob controlo.

Tome cuidado para não infetar outras pessoas

. Hepsera não reduz o risco de transmitir o

VHB a outras pessoas através do contacto sexual ou contaminação sanguínea. Deve continuar a

tomar as precauções para o evitar. Está disponível uma vacina para proteger as pessoas em risco

de serem infetadas com o VHB.

Se estiver infetado com o VIH este medicamento não irá controlar a sua infeção pelo VIH.

Crianças e adolescentes

Não utilize Hepsera em crianças

ou adolescentes com idade inferior a 18 anos.

Outros medicamentos e Hepsera

Não tome Hepsera se estiver a tomar quaisquer medicamentos contendo tenofovir.

Informe o seu médico ou farmacêutico

se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se

vier a tomar outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica e

medicamentos tradicionais à base de plantas obtidos sem receita medica.

É especialmente importante informar o seu médico

se estiver a tomar ou tiver tomado

recentemente algum dos seguintes medicamentos que podem lesar os seus rins, ou interagir com

Hepsera:

vancomicina e aminoglicosídeos, utilizados para infeções bacterianas

anfotericina B, para infeções fúngicas

foscarneto, cidofovir ou tenofovir disoproxil fumarato, para infeções virais

pentamidina, para outros tipos de infeção.

Hepsera com alimentos, bebidas e álcool

Hepsera pode ser tomado com ou sem alimentos (ver secção 3).

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico

ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Informe imediatamente o seu médico se estiver grávida

ou a planear engravidar.

Desconhece-se se a utilização de Hepsera durante a gravidez humana é segura.

Utilize um método contracetivo eficaz

para evitar engravidar, se for uma mulher em idade

fértil a tomar Hepsera.

Não amamente enquanto tomar Hepsera.

Desconhece-se se a substância ativa deste

medicamento é excretada no leite materno.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Hepsera não deve afetar a sua capacidade para conduzir veículos ou utilizar quaisquer ferramentas ou

maquinaria.

Hepsera contém lactose

Se é intolerante à lactose, ou se lhe tiver sido dito que tem intolerância a alguns açúcares, fale com o

seu médico antes de tomar Hepsera.

Hepsera contém sódio

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido ou seja, é

praticamente “isento de sódio”.

3.

Como tomar Hepsera

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Isto para garantir que o seu

medicamento é totalmente eficaz e para reduzir o desenvolvimento de resistência ao tratamento. Fale

com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose recomendada é um comprimido de 10 mg cada dia, tomado por via oral com ou sem

alimentos.

Uma dose diferente

pode ser dada a doentes com

problemas nos rins

Se tomar mais Hepsera do que deveria

Se tiver tomado acidentalmente demasiados comprimidos de Hepsera, consulte imediatamente o seu

médico ou o hospital mais próximo.

Caso se tenha esquecido de tomar Hepsera

É importante que não se esqueça de nenhuma dose.

Se se esquecer de uma dose

de Hepsera, tome-a o mais rapidamente possível, e depois tome a

dose seguinte prevista na hora normal.

Se for quase hora da próxima dose

, não tome a dose esquecida. Espere e tome a dose seguinte

na hora normal. Não tome uma dose a dobrar para compensar um comprimido que se esqueceu

de tomar (duas doses muito próximas).

Se tiver enjoos (com vómitos) menos de 1

hora após tomar Hepsera

tome outro comprimido.

Não necessita de tomar outro comprimido se vomitar mais de uma hora após tomar Hepsera.

Se parar de tomar Hepsera

Informe imediatamente o seu médico sobre quaisquer sintomas novos

, não habituais ou que

possam ter agravado, que detete após paragem do tratamento. Ver secção 2 para mais detalhes.

Não pare de tomar Hepsera

sem o aconselhamento do seu médico.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4.

Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não

se manifestem em todas as pessoas.

Efeitos indesejáveis muito raros (podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas)

A acidose láctica é um efeito indesejável grave mas muito raro com a toma de Hepsera.

Pode causar demasiado ácido láctico no sangue e aumento do fígado. A acidose láctica ocorre

com mais frequência nas mulheres, particularmente se tiverem excesso de peso. As pessoas com

doença do fígado também podem estar em risco.

Alguns dos sinais de acidose láctica

são:

Sentir enjoos (náuseas) e estar enjoado (vómitos)

Dor de estômago

Contacte imediatamente o seu médico

caso tenha algum destes sintomas. Eles são os

mesmos que alguns efeitos indesejáveis frequentes de Hepsera. Caso tenha algum deles, é pouco

provável que seja grave, mas é necessário verificar. O seu médico irá monitorizá-lo

regularmente enquanto tomar Hepsera.

Efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas)

Lesão nas células tubulares do rim

Efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)

Dor de cabeça

Sentir enjoos (náuseas)

Diarreia

Problemas digestivos incluindo gases ou desconforto após as refeições

Dor de estômago

Problemas nos rins, como demonstrado pelas análises ao sangue

Informe um médico ou farmacêutico se estiver preocupado com algum destes efeitos.

Efeitos indesejáveis muito frequentes (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas)

Fraqueza

Informe um médico ou farmacêutico se estiver preocupado com este efeito.

Efeitos indesejáveis antes ou após ter sido submetido a um transplante de fígado

Alguns doentes experienciaram:

Erupção cutânea e comichão - frequente

Sentir enjoos (náuseas) ou estar enjoado (vómitos) - frequente

Falência dos rins - frequente

Problemas nos rins - muito frequente

Informe um médico ou farmacêutico se estiver preocupado com algum destes efeitos.

Também as análises podem apresentar diminuições no fosfato (frequente) ou aumentos na

creatinina (muito frequente) no sangue.

Outros efeitos indesejáveis possíveis

A frequência dos efeitos indesejáveis seguintes é desconhecida (a frequência não pode ser calculada a

partir dos dados disponíveis):

Falência dos rins

Problemas de rins podem causar perda de resistência nos ossos (que causa dor nos ossos e por

vezes provoca fraturas) e dor ou fraqueza muscular.

Inflamação do pâncreas (pancreatite).

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste

folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis

diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V. Ao comunicar

efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

5.

Como conservar Hepsera

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no frasco e na embalagem exterior

após {EXP}. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não conservar acima de 30°C. Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade. Manter

o frasco bem fechado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger

o ambiente.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Hepsera

A substância ativa de Hepsera é o adefovir dipivoxil. Cada comprimido contém 10 mg de

adefovir dipivoxil.

Os outros componentes são: amido pré-gelificado, croscarmelose sódica, lactose

mono-hidratada, talco e estearato de magnésio.

Qual o aspeto de Hepsera e conteúdo da embalagem

Hepsera 10 mg comprimidos são comprimidos redondos, brancos a esbranquiçados. Os comprimidos

contêm a inscrição “GILEAD” e “10” num dos lados e a forma estilizada de um fígado no outro. Os

comprimidos de Hepsera 10 mg são fornecidos em frascos contendo 30 comprimidos e exsicante de

sílica gel. O exsicante de sílica gel encontra-se dentro de uma bolsa individual ou de um pequeno tubo

e não deve ser engolido.

Estão disponíveis as seguintes apresentações: embalagens exteriores contendo 1 frasco de

30 comprimidos e embalagens exteriores contendo 90 (3 frascos de 30) comprimidos. É possível que

não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Gilead Sciences Ireland UC

Carrigtohill

County Cork, T45 DP77

Irlanda

Fabricante

Gilead Sciences Ireland UC

IDA Business & Technology Park

Carrigtohill

County Cork

Irlanda

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do Titular

da Autorização de Introdução no Mercado:

België/Belgique/Belgien

Gilead Sciences Belgium SRL-BV

Tél/Tel: + 32 (0) 24 01 35 50

Lietuva

Gilead Sciences Poland Sp. z o.o.

Tel: + 48 22 262 8702

България

Gilead Sciences Ireland UC

Тел.: + 353 (0) 1 686 1888

Luxembourg/Luxemburg

Gilead Sciences Belgium SRL-BV

Tél/Tel: + 32 (0) 24 01 35 50

Česká republika

Gilead Sciences s.r.o.

Tel: + 420 (0) 910 871 986

Magyarország

Gilead Sciences Ireland UC

Tel: + 353 (0) 1 686 1888

Danmark

Gilead Sciences Sweden AB

Tlf: + 46 (0) 8 5057 1849

Malta

Gilead Sciences Ireland UC

Tel: + 353 (0) 1 686 1888

Deutschland

Gilead Sciences GmbH

Tel: + 49 (0) 89 899890-0

Nederland

Gilead Sciences Netherlands B.V.

Tel: + 31 (0) 20 718 36 98

Eesti

Gilead Sciences Poland Sp. z o.o.

Tel: + 48 22 262 8702

Norge

Gilead Sciences Sweden AB

Tlf: + 46 (0) 8 5057 1849

Ελλάδα

Gilead Sciences Ελλάς Μ.ΕΠΕ.

Τηλ: + 30 210 8930 100

Österreich

Gilead Sciences GesmbH

Tel: + 43 1 260 830

España

Gilead Sciences, S.L.

Tel: + 34 91 378 98 30

Polska

Gilead Sciences Poland Sp. z o.o.

Tel: + 48 22 262 8702

France

Gilead Sciences

Tél: + 33 (0) 1 46 09 41 00

Portugal

Gilead Sciences, Lda.

Tel: + 351 21 7928790

Hrvatska

Gilead Sciences Ireland UC

Tel: + 353 (0) 1 686 1888

România

Gilead Sciences Ireland UC

Tel: + 353 (0) 1 686 1888

Ireland

Gilead Sciences Ireland UC

Tel: + 353 (0) 214 825 999

Slovenija

Gilead Sciences Ireland UC

Tel: + 353 (0) 1 686 1888

Ísland

Gilead Sciences Sweden AB

Sími: + 46 (0) 8 5057 1849

Slovenská republika

Gilead Sciences Slovakia s.r.o.

Tel: + 421 (0) 232 121 210

Italia

Gilead Sciences S.r.l.

Tel: + 39 02 439201

Suomi/Finland

Gilead Sciences Sweden AB

Puh/Tel: + 46 (0) 8 5057 1849

Κύπρος

Gilead Sciences Ελλάς Μ.ΕΠΕ.

Τηλ: + 30 210 8930 100

Sverige

Gilead Sciences Sweden AB

Tel: + 46 (0) 8 5057 1849

Latvija

Gilead Sciences Poland Sp. z o.o.

Tel: + 48 22 262 8702

United Kingdom

(Northern Ireland)

Gilead Sciences Ireland UC

Tel: + 44 (0) 8000 113 700

Este folheto foi revisto pela última vez em {MM/AAAA}.

Outras fontes de informação

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu.

Este folheto está disponível em todas as línguas da UE/EEE no sítio da internet da Agência Europeia

de Medicamentos.

Leia o documento completo

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Hepsera 10 mg comprimidos

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 10 mg de adefovir dipivoxil.

Excipiente(s) com efeito conhecido

Cada comprimido contém 107,4 mg de lactose (na forma mono-hidratada).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimidos.

Comprimidos brancos a esbranquiçados, redondos, achatados, com margens biseladas, com 7 mm de

diâmetro, com a gravação “GILEAD” e “10” num lado e a forma estilizada de um fígado no outro.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

O Hepsera é indicado em adultos para o tratamento de hepatite B crónica com:

doença hepática compensada com evidência de replicação viral ativa, elevação persistente dos

níveis séricos de alanina aminotransferase (ALT) e evidência histológica de inflamação ativa e

fibrose. Só se deve considerar iniciar o tratamento com Hepsera quando não for possível ou

apropriada a utilização de um agente antiviral alternativo com uma barreira genética mais

elevada à resistência (ver secção 5.1).

doença hepática descompensada em associação a um segundo agente sem resistência cruzada a

Hepsera.

4.2

Posologia e modo de administração

A terapêutica deve ser iniciada por um médico com experiência no tratamento da hepatite B crónica.

Posologia

Adultos

A dose recomendada de Hepsera é de 10 mg (um comprimido) uma vez ao dia por via oral, com ou

sem alimentos.

Não devem ser administradas doses superiores às recomendadas.

Desconhece-se a duração ótima do tratamento. A relação entre a resposta ao tratamento e a evolução a

longo prazo, como por exemplo para carcinoma hepatocelular ou cirrose descompensada, é ainda

desconhecida.

Em doentes com doença hepática descompensada, deve utilizar-se adefovir sempre em associação a

um segundo agente, sem resistência cruzada ao adefovir, para reduzir o risco de resistência e para se

atingir uma rápida supressão viral.

Os doentes devem ser monitorizados semestralmente para parâmetros bioquímicos, virológicos e

serológicos de infeção a vírus da hepatite B (VHB).

Pode-se considerar a interrupção do tratamento quando:

Nos doentes positivos para AgHBe sem cirrose, o tratamento deve ser administrado durante

pelo menos 6-12 meses após a confirmação de seroconversão para anti-HBe (perda de AgHBe e

indetetabilidade de ADN-VHB com deteção de anti-HBe) ou até seroconversão para anti-HBs

ou no caso de perda de eficácia (ver secção 4.4). A ALT sérica e os níveis de ADN-VHB

deverão ser avaliados regularmente após a interrupção do tratamento para detetar qualquer

recidiva virológica tardia.

Nos doentes negativos para AgHBe sem cirrose, o tratamento deve ser administrado pelo menos

até seroconversão para anti-HBs ou se há evidência de perda de eficácia. Com o tratamento

prolongado para mais de 2 anos, é recomendada uma reavaliação regular para confirmar que a

continuação da terapêutica selecionada se mantém apropriada para o doente.

Nos doentes com doença hepática descompensada ou cirrose, não se recomenda terminar o tratamento

(ver secção 4.4).

População idosa

Não há dados disponíveis que apoiem a recomendação de uma dose para doentes com idade superior a

65 anos (ver secção 4.4).

Doentes com compromisso renal

O adefovir é eliminado por excreção renal e é necessário ajustar o intervalo de dosagem em doentes

com depuração da creatinina < 50 ml/min ou em diálise. A frequência de dosagem recomendada de

acordo com a função renal não deve ser ultrapassada (ver secções 4.4 e 5.2). O intervalo de dosagem

proposto foi baseado numa extrapolação de dados, limitados, obtidos em doentes com doença renal em

fase terminal (ESRD) e pode não ser o intervalo ótimo.

Doentes com depuração da creatinina entre 30 e 49 ml/min

Nestes doentes, recomenda-se administrar adefovir dipivoxil (1 comprimido de 10 mg) a cada

48 horas. Existem apenas dados limitados de segurança e eficácia desta diretriz relativa ao ajuste do

intervalo entre doses. Por conseguinte, a resposta clínica ao tratamento e a função renal devem ser

cuidadosamente monitorizadas nestes doentes (ver secção 4.4).

Doentes com depuração da creatinina < 30 ml/min e doentes em diálise

Não existem dados de segurança e eficácia que fundamentem a utilização de adefovir dipivoxil em

doentes com uma depuração da creatinina < 30 ml/min ou em diálise. Por conseguinte, não se

recomenda a utilização de adefovir dipivoxil nestes doentes e esta deve apenas ser considerada se os

benefícios potenciais superarem os riscos potenciais. Nesse caso, os dados limitados disponíveis

sugerem que em doentes com uma depuração da creatinina entre 10 e 29 ml/min, o adefovir dipivoxil

(1 comprimido de 10 mg) pode ser administrado a cada 72 horas; em doentes em hemodiálise, o

adefovir dipivoxil (1 comprimido de 10 mg) pode ser administrado a cada 7 dias após 12 horas de

diálise contínua (ou 3 sessões de diálise, com 4 horas de duração cada). Estes doentes devem ser

cuidadosamente monitorizados quanto a possíveis reações adversas e de forma a garantir a

manutenção da eficácia (ver secções 4.4 e 4.8). Não estão disponíveis recomendações relativas ao

ajuste do intervalo entre doses para outros doentes em diálise (e.g. doentes em diálise peritoneal

ambulatória) ou doentes não hemodializados com uma depuração da creatinina inferior a 10 ml/min.

Doentes com compromisso hepático

Não é necessário qualquer ajuste de dose em doentes com compromisso hepático (ver secção 5.2).

Doentes com resistência clínica

Os doentes refratários à lamivudina e os doentes portadores do VHB com evidência de resistência à

lamivudina (mutações no rtL180M, rtA181T e/ou rtM204I/V) não devem ser tratados com

monoterapia de adefovir dipivoxil de forma a reduzir o risco de resistência ao adefovir. Adefovir pode

ser usado em associação com lamivudina nos doentes refratários à lamivudina e nos doentes

portadores do VHB com mutações no rtL180M e/ou rtM2041I/V. No entanto, para doentes portadores

do VHB que apresentem a mutação rtA181T, devem ser tidos em consideração regimes de tratamento

alternativos devido ao risco de suscetibilidade reduzida ao adefovir (ver secção 5.1).

De forma a reduzir o risco de resistências em doentes a receber adefovir dipivoxil em monoterapia,

deverá ser considerada uma alteração do tratamento se o ADN-VHB sérico se mantiver acima de

1.000 cópias/ml no final ou depois de um ano de tratamento.

População pediátrica

A segurança e a eficácia de Hepsera em crianças com menos de 18 anos não foram estabelecidas. Os

dados atualmente disponíveis encontram-se descritos na secção 5.1. Hepsera não é recomendado para

utilização em crianças com menos de 18 anos.

Modo de administração

Hepsera comprimidos deve ser tomado uma vez ao dia por via oral, com ou sem alimentos.

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Geral

Os doentes devem ser advertidos que o tratamento com adefovir dipivoxil não provou reduzir o risco

de transmissão do vírus da hepatite B a outras pessoas, pelo que devem ser tomadas as precauções

adequadas.

Função renal

O adefovir é excretado por via renal, através de uma combinação de filtração glomerular e secreção

tubular ativa. O tratamento com adefovir dipivoxil pode originar compromisso renal. O tratamento

prolongado com adefovir dipivoxil pode aumentar o risco de compromisso renal. Não obstante o risco

de compromisso renal em doentes com função renal adequada ser baixo, este é especialmente

importante tanto em doentes de risco, ou em doentes que apresentem uma disfunção renal subjacente,

como também em doentes que estão a tomar medicamentos que possam afetar a função renal.

Recomenda-se que a depuração da creatinina seja calculada em todos os doentes antes do início da

terapêutica com adefovir dipivoxil e que a função renal (depuração da creatinina e fosfato sérico) seja

monitorizada de quatro em quatro semanas durante o primeiro ano e de três em três meses daí em

diante. Nos doentes em risco de compromisso renal, deverá ser tida em consideração uma

monitorização mais frequente da função renal.

Em doentes que desenvolvam insuficiência renal e tenham doença hepática avançada ou cirrose, deve

considerar-se o ajuste do intervalo de dosagem de adefovir ou o tratamento com uma terapêutica

alternativa para a hepatite B. Não se recomenda terminar o tratamento da hepatite B crónica nestes

doentes.

Doentes com depuração da creatinina entre 30 e 49 ml/min

Nestes doentes, o intervalo entre doses de adefovir dipivoxil deve ser ajustado (ver secção 4.2). Para

além disso, a função renal deve ser cuidadosamente monitorizada, com uma frequência adaptada ao

estado clínico do doente.

Doentes com depuração da creatinina < 30 ml/min e doentes em diálise

Não se recomenda adefovir dipivoxil em doentes com uma depuração da creatinina < 30 ml/min ou em

diálise. Nestes doentes, a administração de adefovir dipivoxil deve apenas ser considerada se os

benefícios potenciais superarem os riscos potenciais. Caso o tratamento com adefovir dipivoxil seja

considerado essencial, então o intervalo entre doses deve ser ajustado (ver secção 4.2). Estes doentes

devem ser cuidadosamente monitorizados quanto a possíveis reações adversas e de forma a garantir a

manutenção da eficácia.

Doentes que estejam sob medicação que possa afetar a função renal

O adefovir dipivoxil não deve ser administrado concomitantemente com tenofovir disoproxil fumarato

(Viread).

Aconselha-se a atuar com precaução em doentes que estejam sob outra medicação que possa afetar a

função renal ou que são excretados por via renal (por ex. ciclosporina e tacrolímus, aminoglicosídeos

administrados por via intravenosa, anfotericina B, foscarneto, pentamidina, vancomicina, ou

medicamentos secretados pelo mesmo transportador renal, o transportador humano de aniões

orgânicos 1 (hOAT1), como por exemplo o cidofovir). Nestes doentes, a administração concomitante

de 10 mg de adefovir dipivoxil com medicamentos pode originar um aumento das concentrações

séricas de adefovir ou dos medicamentos administrados concomitantemente A função renal destes

doentes deve ser cuidadosamente monitorizada, com uma frequência adaptada ao estado clínico do

doente.

Para segurança renal em doentes com VHB resistente à lamivudina pré e pós-transplante, ver

secção 4.8.

Função hepática

As exacerbações espontâneas da hepatite B crónica são relativamente frequentes e caracterizam-se por

aumentos transitórios da ALT sérica. Após o início da terapêutica antiviral, os níveis séricos de ALT

podem aumentar em alguns doentes à medida que os níveis séricos de ADN-VHB diminuem. Em

doentes com doença hepática compensada, estes aumentos séricos de ALT não são normalmente

acompanhados de aumento dos níveis séricos de bilirrubina nem de descompensação hepática (ver

secção 4.8).

Os doentes com doença hepática avançada ou cirrose podem estar em maior risco de descompensação

hepática após exacerbação da hepatite, a qual pode ser fatal. Nestes doentes, incluindo doentes com

doença hepática descompensada, não se recomenda terminar o tratamento e estes doentes devem ser

cuidadosamente monitorizados durante o tratamento.

Caso estes doentes desenvolvam insuficiência renal, ver acima

Função renal

Caso seja necessário terminar o tratamento, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados

durante vários meses após paragem do tratamento, uma vez que foram observadas exacerbações da

hepatite após descontinuação de adefovir dipivoxil 10 mg. Estas exacerbações ocorreram na ausência

de seroconversão para anti-HBe e apresentaram-se sob a forma de aumento dos níveis de ALT e de

ADN-VHB no soro. O aumento dos níveis séricos de ALT que ocorreram em doentes com função

hepática compensada tratados com 10 mg de adefovir dipivoxil não foi acompanhado de alterações

clínicas e laboratoriais associadas a descompensação hepática. Os doentes devem ser cuidadosamente

monitorizados após paragem do tratamento. A maior parte das exacerbações da hepatite após paragem

do tratamento verificaram-se nas 12 semanas após a descontinuação de adefovir dipivoxil 10 mg.

Acidose láctica e hepatomegália grave com esteatose

A ocorrência de acidose láctica (na ausência de hipoxémia), por vezes fatal, normalmente associada a

hepatomegália grave e esteatose hepática, foi notificada em doentes medicados com análogos

nucleósidos. Uma vez que o adefovir dipivoxil é estruturalmente semelhante a análogos nucleósidos

este risco não pode ser excluído. O tratamento com análogos nucleósidos deve ser interrompido caso

ocorra um aumento rápido dos níveis de aminotransferase, hepatomegália progressiva ou acidose

metabólica/láctica de etiologia desconhecida. Sintomas digestivos benignos, como por exemplo

náuseas, vómitos e dor abdominal podem indicar o desenvolvimento de acidose láctica. Casos graves,

por vezes fatais, estiveram associados a pancreatite, falência e esteatose hepáticas, falência renal e

níveis séricos elevados de lactato. Deve-se atuar com precaução quando se prescrevem análogos

nucleósidos a doentes (principalmente mulheres obesas) com hepatomegália, hepatite ou outros fatores

de risco conhecidos para doença hepática. Estes doentes devem ser cuidadosamente observados.

Para diferenciar entre aumento dos níveis de aminotransferases devido a resposta ao tratamento e

aumento potencialmente relacionado com acidose láctica, os médicos devem confirmar se as

alterações da função hepática estão ou não associadas a melhorias de outros marcadores laboratoriais

de hepatite B crónica.

Co-infeção com hepatite C ou D

Não existem dados sobre a eficácia do adefovir dipivoxil em doentes co-infetados com hepatite C nem

com hepatite D.

Co-infeção com VIH

Os dados disponíveis sobre a segurança e eficácia de 10 mg de adefovir dipivoxil em doentes com

hepatite B crónica co-infetados com VIH são limitados. Até à data, não existem evidências de que a

dosagem diária de 10 mg de adefovir dipivoxil resulte no aparecimento de mutações de resistência na

transcriptase reversa do VIH associadas ao adefovir. No entanto, existe um risco potencial de seleção

de estirpes de VIH resistentes ao adefovir com possível resistência cruzada para outros fármacos.

Tanto quanto possível, o tratamento da hepatite B com adefovir dipivoxil em doentes co-infetados

com VIH deve ser reservado àqueles cujo ARN-VIH esteja controlado. O tratamento com 10 mg de

adefovir dipivoxil não demonstrou ser eficaz contra a replicação do VIH, pelo que não deve ser

utilizado para controlar uma infeção por VIH.

Idosos

A experiência clínica em indivíduos com > 65 anos de idade é muito limitada. Deve-se atuar com

precaução quando se prescreve adefovir dipivoxil a idosos, tendo em conta a maior frequência de

insuficiência renal ou cardíaca nestes doentes, o aumento de doenças concomitantes e a utilização de

outros medicamentos concomitantemente.

Resistência

Resistência ao adefovir dipivoxil (ver secção 5.1) pode resultar num aumento da carga viral a qual

poderá resultar numa exacerbação da hepatite B e, no caso de função hepática diminuída, levar a

descompensação hepática e a possível resultado fatal. A resposta virológica poderá ser monitorizada

cuidadosamente nos doentes tratados com adefovir dipivoxil, com determinações de ADN-VHB cada

3 meses. Deverão ser efetuados testes de resistência se ocorrer um aumento viral. No caso de

emergência de resistência, o tratamento deverá ser modificado.

Hepsera contém lactose mono-hidratada. Por conseguinte, os doentes com problemas hereditários

raros de intolerância à galactose, deficiência em lactase de Lapp, ou má absorção de glucose-galactose

não devem tomar este medicamento.

Excipientes

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido ou seja, é

praticamente “isento de sódio”.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Tendo como base os resultados das experiências

in vitro

, nas quais o adefovir não influenciou

nenhuma das isoformas comuns do sistema CYP, que se sabe estarem envolvidas no metabolismo de

fármacos nos seres humanos e com base no mecanismo de eliminação conhecido do adefovir, a

possibilidade de ocorrência de interações entre o adefovir e outros medicamentos, mediadas pelo

sistema CYP450, é baixa. Um estudo clínico em doentes com transplante hepático demonstrou que

não ocorre interação farmacocinética quando o adefovir dipivoxil 10 mg uma vez ao dia é

administrado concomitantemente com o tacrolímus, um imunossupressor que é predominantemente

metabolizado via o sistema CYP450. Uma interação farmacocinética entre o adefovir e o

imunossupressor, ciclosporina, é também considerada pouco provável uma vez que a ciclosporina

partilha a mesma via metabólica do tacrolímus. No entanto, dado que o tacrolímus e a ciclosporina

podem afetar a função renal, recomenda-se a monitorização cuidadosa quando qualquer um destes

fármacos é coadministrado com o adefovir dipivoxil (ver secção 4.4).

A administração concomitante de 10 mg de adefovir dipivoxil e 100 mg de lamivudina não alterou o

perfil de farmacocinética de nenhum dos medicamentos.

O adefovir é excretado por via renal, através de uma combinação de filtração glomerular e secreção

tubular ativa. A administração concomitante de 10 mg de adefovir dipivoxil com outros medicamentos

que são eliminados por secreção tubular ou que alteram a função tubular pode aumentar as

concentrações séricas do adefovir ou do medicamento coadministrado (ver secção 4.4).

Devido à elevada variabilidade farmacocinética do interferão peguilado, não é possível obter uma

conclusão definitiva relativamente ao efeito da administração concomitante do adefovir e do interferão

peguilado no perfil de farmacocinética de ambos os medicamentos. Apesar de ser improvável uma

interação farmacocinética porque os dois medicamentos são eliminados por diferentes vias,

recomenda-se precaução quando os dois medicamentos forem coadministrados.

População pediátrica

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

A utilização de adefovir dipivoxil deve ser acompanhada pela utilização de métodos contracetivos

eficazes.

Gravidez

A quantidade de dados sobre a utilização de adefovir dipivoxil em mulheres grávidas é limitada ou

inexistente.

Os estudos em animais nos quais se administrou adefovir por via intravenosa em doses tóxicas

revelaram toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). Os estudos em animais realizados com doses por

via oral não indicaram efeitos teratogénicos nem efeitos tóxicos para o feto.

Adefovir dipivoxil não é recomendado durante a gravidez e em mulheres com potencial para

engravidar que não utilizam métodos contracetivos. O adefovir dipivoxil só deve ser utilizado durante

a gravidez se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto.

Não existem dados sobre o efeito do adefovir dipivoxil na transmissão de VHB da mãe para o filho.

Assim, de forma a prevenir a aquisição de VHB neonatal devem ser seguidos os

procedimentos-padrão recomendados relativamente a imunização dos recém-nascidos.

Amamentação

Desconhece-se se adefovir dipivoxil é excretado no leite humano. Não pode ser excluído qualquer

risco para os recém-nascidos/lactentes. Recomenda-se que as mães que estão a ser tratadas com

adefovir dipivoxil não amamentem os seus filhos.

Fertilidade

Não estão disponíveis dados em seres humanos sobre o efeito de adefovir dipivoxil na fertilidade. Os

estudos em animais não indicam efeitos nefastos de adefovir dipivoxil sobre a fertilidade masculina e

feminina.

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Espera-se que os efeitos de Hepsera sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas sejam nulos ou

desprezáveis. Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

4.8

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

Em doentes com doença hepática compensada, as reações adversas notificadas com maior frequência

durante 48 semanas de tratamento com adefovir dipivoxil foram astenia (13 %), cefaleias (9 %), dor

abdominal (9 %) e náuseas (5 %).

Em doentes com doença hepática descompensada, as reações adversas notificadas mais

frequentemente durante e até 203 semanas de tratamento com adefovir dipivoxil, foram aumento da

creatinina (7 %) e astenia (5 %).

Resumo tabulado das reações adversas

A avaliação das reações adversas baseia-se na experiência da vigilância pós-comercialização e em três

estudos clínicos principais em doentes com hepatite B crónica:

dois estudos controlados com placebo, nos quais 522 doentes com hepatite B crónica e doença

hepática compensada receberam um tratamento, em dupla ocultação, de 10 mg de adefovir

dipivoxil (n=294) ou placebo (n=228) durante 48 semanas.

um estudo aberto, em doentes pré (n=226) e pós-transplante hepático (n=241) com VHB

resistente à lamivudina foram tratados com 10 mg de adefovir dipivoxil uma vez ao dia, até às

203 semanas (mediana de 51 e de 99 semanas, respetivamente).

As reações adversas consideradas pelo menos possivelmente relacionadas com o tratamento estão

indicadas a seguir, por classes de sistemas de órgãos e por frequência (ver Tabela 1). Os efeitos

indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

As frequências são definidas como muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥ 1/100 a < 1/10), pouco

frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100) ou desconhecido (identificadas através de vigilância de segurança

pós-comercialização e a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Tabela 1: Resumo tabulado das reações adversas associadas ao adefovir dipivoxil baseado em

estudo clínico e experiência de pós-comercialização

Frequência

Adefovir dipivoxil

Doenças do sistema nervoso:

Frequentes:

Cefaleias

Doenças gastrointestinais:

Frequentes:

Diarreia, vómitos, dor abdominal, dispepsia, náuseas, flatulência

Desconhecido:

Pancreatite

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos:

Frequentes:

Erupção cutânea, prurido

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos:

Desconhecido:

Osteomalacia (manifestada como dores ósseas e contribuindo infrequentemente

para fraturas) e miopatia, ambos associados com tubulopatia renal proximal

Doenças renais e urinárias:

Muito frequentes:

Aumento da creatinina

Frequentes:

Falência renal, alteração da função renal, hipofosfatemia

Pouco frequentes:

Tubulopatia renal proximal (incluindo síndrome de Fanconi)

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Muito frequentes:

Astenia

Descrição de reações adversas selecionadas

Exacerbação de hepatite

Após a interrupção do tratamento com 10 mg de adefovir dipivoxil, ocorreram evidências clínicas e

laboratoriais de exacerbação de hepatite (ver secção 4.4).

Dados de segurança a longo prazo em doentes com doença hepática compensada

Num estudo de segurança a longo prazo de 125 doentes com doença hepática compensada, negativos

para AgHBe, o perfil de acontecimentos adversos em geral não foi alterado após uma exposição

mediana de 226 semanas. Não foram observadas alterações clinicamente significativas na função

renal. No entanto, foram notificados aumentos médios a moderados nas concentrações de creatinina

sérica, hipofosfatemia e uma diminuição das concentrações de carnitina em 3 %, 4 % e 6 % dos

doentes, respetivamente, em tratamento prolongado.

Num estudo de segurança a longo prazo de 65 doentes com doença hepática compensada, positivos

para AgHBe (após uma exposição mediana de 234 semanas), 6 doentes (9 %) apresentavam aumentos

confirmados na creatinina sérica de pelo menos 0,5 mg/dl em relação aos valores basais, tendo 2 dos

doentes interrompido o estudo devido a concentrações de creatinina sérica elevadas. Os doentes com

um aumento confirmado de creatinina de ≥ 0,3 mg/dl na semana 48 apresentavam um risco superior

estatisticamente significativo de um aumento subsequente confirmado na creatinina de ≥ 0,5 mg/dl.

Foram notificadas hipofosfatémia e diminuição nas concentrações de carnitina, ambas em 3 % dos

doentes em tratamento prolongado.

Com base nos dados pós-comercialização, o tratamento prolongado com adefovir dipivoxil pode levar

a uma alteração progressiva da função renal resultando em compromisso renal (ver secção 4.4).

Dados de segurança em doentes com doença hepática descompensada

A toxicidade renal é um aspeto importante do perfil de segurança do adefovir dipivoxil em doentes

com doença hepática descompensada. Em estudos clínicos com doentes em lista de espera para

transplante ou pós-transplante hepático, quatro por cento (19/467) dos doentes interromperam o

tratamento com adefovir dipivoxil devido a acontecimentos adversos renais.

População pediátrica

Como os dados de segurança e eficácia são insuficientes, Hepsera não deve ser utilizado em crianças

com idade inferior a 18 anos (ver secções 4.2 e 5.1).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma

vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema

nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

A administração diária de 500 mg de adefovir dipivoxil durante 2 semanas e de 250 mg durante

12 semanas esteve associada aos distúrbios gastrointestinais indicados anteriormente e anorexia.

Caso ocorra sobredosagem, o doente deve ser vigiado e monitorizado para sinais de toxicidade e deve

ser instituído um tratamento de suporte adequado, caso seja necessário.

O adefovir pode ser removido através de hemodiálise; a depuração média do adefovir por hemodiálise

é de 104 ml/min. Não foi estudada a eliminação do adefovir por diálise peritoneal.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Análogos nucleósidos e nucleótidos inibidores da transcriptase reversa,

código ATC: J05AF08.

Mecanismo de ação

O adefovir dipivoxil é um pró-fármaco oral do adefovir, um nucleótido fosfonado acíclico, análogo do

monofosfato de adenosina, que é transportado de forma ativa para o interior das células de mamíferos,

onde é convertido em difosfato de adefovir pelas enzimas do hospedeiro. O difosfato de adefovir inibe

a polimerase do VHB ao competir com o substrato natural (trifosfato de desoxiadenosina) e, após

incorporação no ADN viral, origina a terminação da cadeia de ADN.

Efeitos farmacodinâmicos

O difosfato de adefovir inibe a polimerase do ADN-VHB de forma seletiva em concentrações 12, 700

e 10 vezes inferiores às necessárias para inibir as polimerases de ADN humanas α, β e γ,

respetivamente. O difosfato de adefovir possui uma semi-vida intracelular de 12 a 36 horas em

linfócitos ativados e não ativados, respetivamente.

O adefovir é ativo

in vitro

contra hepadnavírus, incluindo estirpes de VHB com mutações de

resistência para a lamivudina (rtL180M, rtM204I, rtM204V, rtL180M/rtM204V), para o famciclovir

(rtV173L, rtP177L, rtL180M, rtT184S ou rtV207I) e estirpes com mutações de escape da

imunoglobulina da hepatite B (rtT128N e rtW153Q), e

in vivo

em modelos animais de replicação do

hepadnavírus.

Eficácia e segurança clínicas

A demonstração do benefício da utilização de adefovir dipivoxil baseia-se na avaliação das respostas

histológica, virológica, serológica e bioquímica de adultos com:

hepatite B crónica, AgHBe positivo e AgHBe negativo, e doença hepática compensada.

hepatite B crónica com resistência a lamivudina e doença hepática compensada e

descompensada, incluindo doentes pré e pós-transplante hepático e doentes co-infetados com

VIH. Na maioria dos estudos, nos doentes que apresentavam falência à terapêutica com

lamivudina, o adefovir dipivoxil, 10 mg, foi adicionado à terapêutica com lamivudina.

Nestes estudos clínicos os doentes apresentavam replicação viral ativa

(ADN-VHB ≥ 100 000 cópias/ml) e níveis séricos de ALT elevados (≥ 1,2 x limite superior do normal

(ULN-

Upper Limit of Normal

Dados de doentes com doença hepática compensada

Em dois estudos controlados com placebo envolvendo doentes com hepatite B crónica,

AgHBe positivo e AgHBe negativo, com doença hepática compensada (total n=522), um número

significativamente superior de doentes (p < 0,001) dos grupos de 10 mg de adefovir dipivoxil (53 % e

64 %, respetivamente) apresentou melhoria histológica à 48ª semana em comparação com os grupos

de placebo (25 % e 33 %). A melhoria foi definida como uma redução de dois pontos ou mais da

pontuação necro-inflamatória do Índice de Knodell, sem agravamento simultâneo da pontuação da

fibrose do Índice Knodell. A melhoria histológica observada foi independente das características

demográficas e da hepatite B no início, incluindo tratamento anterior com interferão alfa. Níveis basais

elevados de ALT (≥ 2 x ULN) e de pontuação do Índice de Atividade Histológica (IAH) de Knodell

(≥ 10) e níveis basais baixos de ADN-VHB (< 7,6 log

cópias/ml) mostraram estar associados a

aumento da melhoria histológica. As avaliações, realizadas em ocultação, da pontuação da atividade

necro-inflamatória e de fibrose nas biópsias hepáticas, basal e à 48ª semana, demonstraram que houve

uma melhoria das graduações necro-inflamatórias e fibrose nos doentes tratados com 10 mg de

adefovir dipivoxil em comparação com os doentes tratados com placebo.

Leia o documento completo

EMA/297985/2013

EMEA/H/C/000485

Resumo do EPAR destinado ao público

Hepsera

adefovir dipivoxil

Este é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR) relativo ao Hepsera. O seu

objetivo é explicar o modo como o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) avaliou o

medicamento a fim de emitir um parecer favorável à concessão de uma autorização de introdução no

mercado, bem como as suas recomendações sobre as condições de utilização do Hepsera.

O que é o Hepsera?

O Hepsera é um medicamento que contém a substância ativa adefovir dipivoxil. Encontra-se disponível

sob a forma de comprimidos (10 mg).

Para que é utilizado o Hepsera?

O Hepsera é utilizado para o tratamento de doentes adultos com hepatite B (uma doença do fígado

causada por uma infeção pelo vírus da hepatite B) crónica (de longa duração). É utilizado em doentes

com:

doença hepática compensada (em que o fígado apresenta lesões, mas funciona normalmente) e

que revelam sinais de que o vírus ainda se está a multiplicar e de lesões no fígado (níveis elevados

de enzima hepática alanina aminotransferase (ALT) e sinais de danos observados nos tecidos

hepáticos em exame microscópico). Uma vez que o vírus da hepatite B pode tornar-se resistente

ao Hepsera, o médico deverá considerar a possibilidade de prescrição do Hepsera apenas quando

outros medicamentos com menos probabilidade de acarretar resistência não puderem ser

utilizados;

doença hepática descompensada (em que o fígado apresenta lesões e não funciona normalmente).

Para reduzir o risco de desenvolvimento de resistência, o Hepsera deverá ser utilizado em

associação com outros medicamentos anti-hepatite B que não causem resistência da mesma forma

que o Hepsera.

O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.

7 Westferry Circus

Canary Wharf

London E14 4HB

United Kingdom

An agency of the European Union

Telephone

+44 (0)20 7418 8400

Facsimile

+44 (0)20 7418 8416

E-mail

info@ema.europa.eu

Website

www.ema.europa.eu

© European Medicines Agency, 2013. Reproduction is authorised provided the source is acknowledged.

Como se utiliza o Hepsera?

O tratamento com o Hepsera deve ser iniciado por um médico com experiência no tratamento da

hepatite B crónica. A dose recomendada é de 10 mg uma vez por dia. A duração do tratamento

depende do estado e da resposta do doente ao tratamento. Os doentes devem ser monitorizados

semestralmente. O Hepsera deve ser administrado com menor frequência em doentes com problemas

renais.

O Hepsera não é recomendado em doentes com doença renal grave ou em diálise (uma técnica de

purificação do sangue), devendo a possibilidade da sua utilização ser considerada nestes doentes

apenas se os seus benefícios potenciais forem superiores aos seus riscos potenciais.

Para mais informações, consulte o Resumo das Características do Medicamento (também parte do

EPAR).

Como funciona o Hepsera?

A substância ativa do Hepsera, o adefovir dipivoxil, é um «pró-fármaco» que se converte em adefovir

no organismo. O adefovir é um agente antivírico da classe dos «análogos nucleósidos». O adefovir

interfere com a ação de uma enzima viral, a polimerase do ADN, que está envolvida na formação de

ADN viral. O adefovir impede o vírus de produzir ADN e de se multiplicar e disseminar.

Como foi estudado o Hepsera?

O Hepsera foi estudado em dois estudos principais, nos quais foi comparado com um placebo

(tratamento simulado). O primeiro estudo incluiu 511 doentes «positivos para o AgHBe» (infetados

com o vírus comum da hepatite B) e o segundo incluiu 184 doentes «negativos para o AgHBe»

(infetados com um vírus que sofreu uma mutação (alteração) para uma forma de hepatite B crónica

mais difícil de tratar). Os dois estudos avaliaram a eficácia do tratamento através da observação da

evolução das lesões no fígado após 48 semanas de tratamento, por meio de biópsia ao fígado

(procedimento em que é recolhida uma amostra de tecido deste órgão, observada depois ao

microscópio).

Qual o benefício demonstrado pelo Hepsera durante os estudos?

O Hepsera foi mais eficaz do que o placebo no retardamento da progressão da doença hepática. Entre

os doentes que tomaram Hepsera, em 53 % dos positivos para o AgHBe e em 64 % dos negativos

para o AgHBe observou-se, por meio de biópsia, uma melhoria dos danos no fígado, em comparação

com 25 % e 33 %, respetivamente, nos doentes tratados com um placebo.

Qual é o risco associado ao Hepsera?

Os efeitos secundários mais frequentes associados ao Hepsera (observados em mais de 1 em 10

doentes) são o aumento da creatinina (um marcador de problemas renais) e astenia (fraqueza). Para a

lista completa dos efeitos secundários comunicados relativamente ao Hepsera, consulte o Folheto

Informativo.

O Hepsera é contraindicado em pessoas hipersensíveis (alérgicas) ao adefovir dipivoxil ou a qualquer

outro componente do medicamento.

Hepsera

EMA/297985/2013

Página 2/3

Por que foi aprovado o Hepsera?

O Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) concluiu que os benefícios do Hepsera são

superiores aos seus riscos e recomendou a concessão de uma autorização de introdução no mercado

para o medicamento.

Outras informações sobre o Hepsera

Em 6 de março de 2003, a Comissão Europeia concedeu uma Autorização de Introdução no Mercado,

válida para toda a União Europeia, para o medicamento Hepsera.

O EPAR completo sobre o Hepsera pode ser consultado no sítio Internet da Agência em:

ema.europa.eu/Find medicine/Human medicines/European public assessment reports. Para mais

informações sobre o tratamento com o Hepsera, leia o Folheto Informativo (também parte do EPAR) ou

contacte o seu médico ou farmacêutico.

Este resumo foi atualizado pela última vez em 05-2013.

Hepsera

EMA/297985/2013

Página 3/3

Produtos Similares

Pesquisar alertas relacionados a este produto

Ver histórico de documentos

Compartilhe esta informação