Grinterol 250 mg Cápsula

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Ácido ursodesoxicólico
Disponível em:
Grindeks, S.A.
Código ATC:
A05AA02
DCI (Denominação Comum Internacional):
Acid ursodesoxicólico
Dosagem:
250 mg
Forma farmacêutica:
Cápsula
Composição:
Ácido ursodesoxicólico 250 mg
Via de administração:
Via oral
Classe:
6.9.2 - Medicamentos para tratamento da litíase biliar
Tipo de prescrição:
MSRM Medicamento sujeito a receita médica
Grupo terapêutico:
Genérico
Área terapêutica:
ursodeoxycholic acid
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Blister 50 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5708052 CNPEM: 50088335 CHNM: 10047233 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 60 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5708060 CNPEM: 50088335 CHNM: 10047233 Grupo Homogéneo: N/A; Blister 100 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5708078 CNPEM: 50166328 CHNM: 10047233 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
NL/H/3712/001/DC
Data de autorização:
2017-03-13

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APROVADO EM

16-01-2019

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Grinterol 250 mg cápsulas

Ácido ursodesoxicólico

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é Grinterol e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Grinterol

Como tomar Grinterol

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Grinterol

Conteúdo da embalagem e outras informações

O que é Grinterol e para que é utilizado

Este medicamento contém ácido ursodesoxicólico – um ácido biliar natural. No

entanto, apenas uma pequena quantidade é encontrada na bílis humana.

Grinterol é utilizado:

Para a dissolução de cálculos biliares compostos por colesterol em doentes:

- que tenham um ou mais cálculos biliares radiolucentes ao raio-X (radio-negativos),

de preferência com um diâmetro não superior a 2 cm, numa vesícula biliar

funcionante;

- para os quais a cirurgia não é uma opção;

- nos quais tem sido demonstrada a supersaturação do colesterol através de testes

químicos feitos à bílis;

- Antes e depois da dissolução do cálculo biliar por ondas de choque (litotrícia);

Para o tratamento de uma condição em que as vias biliares, no fígado, estão danificadas,

conduzindo a uma acumulação de bílis. Tal pode causar fibrose hepática. O fígado não

pode estar de tal forma danificado que não funcione de forma adequada. Esta condição é

chamada colangite biliar primária (CBP, também conhecida por cirrose biliar primária).

Para o tratamento de doença hepática associada com fibrose cística (mucoviscidose) em

crianças e adolescentes com idade entre 6-18 anos.

O que precisa de saber antes de tomar Grinterol

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Não tome Grinterol

se tem alergia ao ácido ursodesoxicólico ou ácidos biliares, ou a qualquer

outro componente deste medicamento (indicados na secção 6).

se tem uma inflamação aguda da vesícula biliar ou do trato biliar;

se os seus ductos biliares estão obstruídos (canal biliar comum ou obstrução

do canal cístico);

se sofre frequentemente de dores tipo cãibras na zona superior do abdómen

(cólicas biliares);

se o seu médico lhe disse que tem cálculos biliares calcificados;

se a capacidade de contração da sua vesícula biliar está comprometida;

se é uma criança com os ductos biliares obstruídos (atresia biliar) e tem um

fraco fluxo biliar, mesmo após uma cirurgia.

Pergunte ao seu médico acerca de qualquer uma das condições acima indicadas.

Deve também perguntar se já teve alguma destas condições ou se não tem a certeza

se tem alguma delas.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Grinterol. Este medicamento

deve ser usado sob supervisão médica.

O seu médico deve analisar a sua função hepática regularmente a cada 4 semanas

durante os primeiros 3 meses de tratamento. Após este período de tempo, deve ser

monitorizada com intervalos de 3 meses.

Se está a tomar este medicamento para dissolver os cálculos biliares, o seu médico

deve realizar exames à sua vesícula biliar após 6-10 meses de tratamento.

Se é mulher e está a tomar este medicamento para dissolver os cálculos biliares,

deve

utilizar

método

contracetivo

não-hormonal

eficaz,

contracetivos hormonais (a pílula) podem estimular a formação de cálculos biliares.

Se toma este medicamento para o tratamento da CBP, em casos raros, os sintomas

(por ex.: comichão) podem agravar-se no início do tratamento. Neste caso, deve

falar com o seu médico sobre a redução da sua dose inicial.

Informe o seu médico se tiver diarreia, uma vez que esta pode exigir uma redução

na dose ou interrupção do tratamento com Grinterol.

Crianças

Não existem restrições de idade para a utilização de Grinterol 250 mg cápsulas

exceto na fibrose cística (entre os 6 e 18 anos).

Outros medicamentos e Grinterol

Informe

médico

farmacêutico

estiver

tomar,

tiver

tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

O efeito deste medicamento pode ser alterado (interações):

É possível existir uma redução no efeito dos seguintes medicamentos quando tomar

Grinterol:

colestiramina, colestipol (medicamentos usados para diminuir os níveis de

lípidos no sangue) ou antiácidos contendo hidróxido de alumínio ou esmectite (óxido

de alumínio) (preparações que se ligam aos ácidos gástricos). Se estiver a tomar um

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medicamento que contenha uma destas substâncias ativas, deve tomá-lo pelo menos

duas horas antes ou depois de tomar Grinterol;

ciprofloxacina, dapsona (antibióticos), nitrendipina (medicamento usado para

tratar a pressão arterial alta) e outros medicamentos que são eliminados de forma

semelhante:

pode

necessário

médico

altere

dose

destes

medicamentos.

É possível existir uma alteração do efeito dos seguintes medicamentos quando

tomar Grinterol:

ciclosporina (medicamento que reduz a atividade do sistema imunitário). Se

está a ser tratado com ciclosporina, o seu médico deve verificar a concentração de

ciclosporina no seu sangue. O seu médico irá ajustar a dose, se necessário;

rosuvastatina (medicamento usado para tratar níveis elevados de lípidos no

sangue).

Se está a tomar Grinterol para dissolver cálculos biliares informe o seu médico se

estiver a tomar simultaneamente medicamentos que contenham estrogénios (por

ex.: pílula) ou determinados medicamentos que reduzem os níveis de colesterol, por

ex.: clofibrato. Estes medicamentos podem estimular a formação de cálculos biliares

e por conseguinte, contrariar a dissolução dos cálculos biliares pelo Grinterol.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Gravidez

Não deve tomar Grinterol durante a gravidez a menos que o seu médico considere

que é absolutamente necessário.

A utilização de ácido ursodesoxicólico durante os primeiros três meses de gravidez

pode afetar o feto.

Mulheres em idade fértil

Mesmo que não esteja grávida, deverá discutir esta possibilidade com o seu médico.

As mulheres em idade fértil só devem ser tratadas caso utilizem simultaneamente

métodos contracetivos fiáveis.

Recomendam-se

medidas

contracetivas

não

hormonais

utilização

contracetivos orais com baixo teor de estrogénios (a pílula). Se está a tomar

Grinterol para a dissolução de cálculos biliares, deverá usar apenas medidas

contracetivas não hormonais eficazes, pois os contracetivos hormonais podem

estimular a formação de cálculos biliares.

O seu médico deverá verificar que não está grávida antes de iniciar o tratamento.

Amamentação

Existem apenas alguns casos documentados da toma de ácido ursodesoxicólico

durante a amamentação. Os níveis de ácido ursodesoxicólico no leite materno são

muito baixos. Portanto, as reações adversas em lactentes são improváveis.

Fertilidade/capacidade de engravidar

Estudos em animais não demonstraram qualquer efeito deste medicamento na

fertilidade/capacidade de engravidar.

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INFARMED

Até à data não há experiência que demonstre uma influência deste medicamento na

fertilidade humana/potencial fértil.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não são necessárias precauções especiais.

Como tomar Grinterol

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Para dissolução de cálculos biliares de colesterol (isoladamente ou em combinação

com litotrícia)

Posologia

A dose recomendada é 2-4 cápsulas de Grinterol (8-10 mg de ácido ursodesoxicólico

por kg de peso corporal) a serem tomadas com uma refeição da seguinte forma:

- numa dose diária de 2 cápsulas: ambas as cápsulas com uma refeição à noite;

- numa dose diária de 3 cápsulas: 1 cápsula de manhã e 2 à noite;

- numa dose diária de 4 cápsulas: 2 cápsulas de manhã e 2 à noite.

Modo de administração

Engula as cápsulas inteiras com um copo de água ou outro líquido. Tome as cápsulas

regularmente.

Duração do tratamento

São geralmente necessários 6-24 meses para a dissolução dos cálculos biliares. A

duração do tratamento depende do tamanho dos cálculos biliares existentes no início

do tratamento. Caso não se verifique uma diminuição do tamanho dos cálculos

biliares após 12 meses, a terapêutica deve ser interrompida.

A cada 6 meses, o seu médico deve verificar se o tratamento está a ser eficaz. Em

cada um destes exames de acompanhamento, deve verificar-se se ocorreu uma

acumulação de cálcio nos cálculos, que provoque um endurecimento dos mesmos,

desde a última vez. Caso isso se verifique, o seu médico irá interromper o

tratamento.

Deve continuar o tratamento mesmo que os seus sintomas tenham desaparecido: a

interrupção do tratamento pode resultar num prolongamento da duração total do

tratamento. O tratamento deve ser continuado por 3-4 meses após a dissolução dos

cálculos biliares.

Para o tratamento da colangite biliar primária (doença inflamatória crónica dos

ductos biliares)

Posologia

Estadio I-III

dose

diária

depende

peso

corporal. Durante

primeiros 3

meses

tratamento deve tomar Grinterol de manhã, à tarde e à noite. Com a melhoria dos

valores da função hepática, a dose diária pode ser administrada numa toma diária

única, à noite.

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INFARMED

Grinterol 250 mg cápsulas

Primeiros 3 meses

Meses seguintes

Peso corporal

(kg)

De manhã

À tarde

À noite

À noite

(uma

dia)

47-62

63-78

79-93

94-109

mais de 110

Estadio IV

No início do tratamento devem ser tomadas 2-3 cápsulas por dia de Grinterol com a

refeição:

- numa dose diária de 2 cápsulas: 1 cápsula de manhã e 1 à noite.

- numa dose diária de 3 cápsulas: 1 cápsula de manhã e 2 à noite.

Se responder bem a esta posologia (após análises ao sangue/ou opinião do seu

médico), o seu médico irá prescrever-lhe uma dose mais elevada (posologia tal como

para o tratamento do estadio I-III)

Modo de administração

Engula as cápsulas inteiras com um copo de água ou outro líquido. Tome as cápsulas

regularmente.

Duração do tratamento

A administração de Grinterol na colangite biliar primária não está limitada em termos

de tempo.

Nota

Se sofre de colangite biliar primária, os sintomas da sua doença, por ex. comichão,

podem agravar-se no início do tratamento. Isto ocorre apenas em casos raros. Neste

caso, a terapêutica pode ser continuada com uma dose diária de Grinterol mais

baixa. O seu médico irá então aumentar a dose diária todas as semanas, até

alcançar novamente a dose adequada.

Utilização em crianças e adolescentes (dos 6 aos 18 anos) no tratamento da doença

hepática associada com fibrose cística

Posologia

A dose diária recomendada é 20 mg por kg de peso corporal, dividida em 2-3 doses.

Se necessário, o seu médico pode aumentar a dose para 30 mg por kg de peso

corporal, por dia.

Peso

corporal

(kg)

Dose diária

(mg/kg

de peso corporal)

Grinterol 250 mg cápsulas

De manhã

À tarde

À noite

20-29

17-25

30-39

19-25

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INFARMED

Modo de administração

Engula as cápsulas inteiras com um copo de água ou outro líquido. Tome as cápsulas

regularmente.

Se tiver dificuldade em engolir, a cápsula pode, caso seja necessário, ser aberta e o

conteúdo adicionado, por exemplo, a um iogurte.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se sentir que o efeito de Grinterol é

demasiado forte ou demasiado fraco.

Se tomar mais Grinterol do que deveria

Pode ocorrer diarreia em casos de sobredosagem. Informe imediatamente o seu

médico se continuar com diarreia. Se tiver diarreia, certifique-se que bebe líquidos

suficientes para repôr os fluídos do seu corpo e o balanço eletrolítico (sal).

Caso se tenha esquecido de tomar Grinterol

Não tome mais cápsulas da próxima vez, deve continuar o tratamento com a dose

prescrita.

Se parar de tomar Grinterol

Fale sempre com o seu médico antes de decidir interromper o tratamento com

Grinterol ou decidir parar o tratamento precocemente.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Frequentes (podem afetar menos de 1 em 10 pessoas):

fezes moles, soltas ou diarreia.

Muito raros (podem afetar menos de 1 em 10.000 pessoas):

no tratamento da cirrose biliar primária: dor grave na zona superior direita do

abdómen, agravamento acentuado da cirrose hepática que regride parcialmente após

a interrupção do tratamento;

40-49

20-25

50-59

21-25

60-69

22-25

70-79

22-25

80-89

22-25

90-99

23-25

100-109

23-25

>110

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calcificação dos cálculos biliares (endurecimento dos cálculos biliares devido a

acumulação de cálcio);

urticária.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P., através dos contactos

abaixo.

comunicar

efeitos

secundários,

estará

ajudar

fornecer

mais

informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED,

I.P.

Direção

Gestão

Risco

Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha

Medicamento:

800222444

(gratuita)

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Como conservar Grinterol

Não conservar acima de 30ºC.

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Grinterol

A substância ativa é o ácido ursodesoxicólico.

Cada cápsula contém 250 mg de ácido ursodesoxicólico.

Os outros excipientes são: amido de milho, sílica coloidal hidratada , estearato de

magnésio (E 470B); cápsula de gelatina (composição do corpo e cabeça): dióxido de

titânio (E 171), gelatina (E 441).

Qual o aspeto de Grinterol e conteúdo da embalagem

Cápsulas de gelatina branca, tamanho 0, aproximadamente de 21,7 mm x 7,64 mm.

O conteúdo - pó branco a esbranquiçado.

As cápsulas estão acondicionadas em blisters de PVC/Alumínio.

10 cápsulas por blister.

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5, 6 ou 10 blisters (50, 60 ou 100 cápsulas) estão acondicionados numa caixa de

cartão.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

AS Grindeks.

Krustpils iela 53,

Rīga, LV-1057,

Letónia

Tel:

+371

67083205

Fax:

+371

67083505

E-Mail: grindeks@grindeks.lv

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes:

Bélgica URSOGRIX 250 mg harde capsules

República Checa

URSOGRIX

Croácia

URSOGRIX 250 mg tvrde kapsule

Dinamarca

Ursogrix

Estónia

URSOGRIX

Letónia

URSOGRIX 250 mg cietās kapsulas

Lituânia

URSOGRIX 250 mg kietosios kapsulės

Holanda

GRINTEROL 250 mg harde capsules

Noruega

URSOGRIX 250 mg harde kapsler

PolóniaURSOXYN

Portugal

GRINTEROL 250 mg cápsulas

Suécia Ursogrix 250 mg hårda kapslar

Reino Unido

Ursodeoxycholic Acid 250 mg Capsules, hard

Este folheto foi revisto pela última vez em 07/2018.

Leia o documento completo

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

NOME DO MEDICAMENTO

Grinterol 250 mg cápsulas

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada cápsula contém 250 mg de ácido ursodesoxicólico.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula.

Cápsulas de gelatina branca, tamanho 0, aproximadamente de 21,7 mm x 7,64 mm. O

conteúdo - pó branco a esbranquiçado.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

Indicações terapêuticas

Dissolução de cálculos biliares de colesterol em doentes:

que tenham um ou mais cálculos biliares radiolucentes ao raio-X (radio-

negativos), de preferência com um diâmetro não superior a 2 cm, numa vesícula biliar

funcionante;

que recusem a intervenção cirúrgica ou para os quais não são indicados

procedimentos cirúrgicos;

- nos quais tem sido demonstrada a supersaturação do colesterol através de

testes químicos feitos à bílis obtida por via de amostras do duodeno;

Como medicação adjuvante antes e depois da dissolução dos cálculos

biliares por ondas de choque (litotrícia);

Colangite biliar primária (CBP, também conhecida por cirrose biliar primária).

População pediátrica

Afeções hepatobiliares, como resultado de fibrose cística em crianças e adolescentes com

idades compreendidas entre 6 e 18 anos.

Posologia e modo de administração

Posologia

Dissolução de cálculos biliares (isoladamente ou em combinação com litotrícia).

A dose diária recomendada é 8-10 mg de ácido ursodesoxicólico por kg de peso corporal,

equivalente a 2-4 cápsulas, a serem tomadas à refeição da seguinte forma:

- numa dose diária de 2 cápsulas: ambas as cápsulas com uma refeição à noite;

- numa dose diária de 3 cápsulas: 1 de manhã e 2 à noite;

- numa dose diária de 4 cápsulas: 2 de manhã e 2 à noite.

A duração do processo de dissolução com este medicamento é de 6 meses a 2 anos,

dependendo do tamanho inicial dos cálculos biliares. Para uma avaliação adequada dos

resultados terapêuticos, é necessário, no início do tratamento, determinar de forma

exata

tamanho

cálculos

biliares

existentes

posteriormente

monitorizá-los

APROVADO EM

16-01-2019

INFARMED

regularmente, por exemplo, a cada 3 a 4 meses, por intermédio de raios-X e/ou

ecografia.

Em doentes cujos cálculos biliares não reduziram de tamanho ao fim de 6 meses de

tratamento com a dose indicada, recomenda-se que seja determinado o índice litogénico

biliar por via de amostras do duodeno. Se a bílis tiver um índice >1,0, é improvável que

se possa obter um resultado favorável, sendo preferível considerar uma forma de

tratamento diferente para os cálculos biliares. O tratamento deve ser continuado por 3 a

4 meses após a ecografia de seguimento ter confirmado que ocorreu dissolução completa

dos cálculos biliares.

Descontinuação do tratamento

descontinuação

tratamento

semanas

conduz

recuperação

supersaturação da bílis e prolonga a duração total da terapêutica. A descontinuação do

tratamento após a dissolução dos cálculos biliares pode ser seguida de reincidência.

Tratamento da colangite biliar primária (CBP)

Estadio I-III

A dose diária recomendada depende do peso corporal e varia entre 12-16 mg de ácido

ursodesoxicólico por kg de peso corporal (3-7 cápsulas).

Durante os primeiros 3 meses de tratamento, este medicamento deve ser administrado

em doses divididas ao longo do dia. Se a função hepática melhorar, a dose diária total

pode ser administrada numa toma diária única, à noite.

Cápsulas

Primeiros 3 meses

Meses seguintes

Peso corporal

(kg)

Dose diária

(mg/kg

peso

corporal)

De manhã

À tarde

À noite

À noite

(uma

47-62

12-16

63-78

13-16

79-93

13-16

94-109

14-16

Mais de 110

Estadio IV

Deve ser administrada inicialmente apenas metade da dose normal (ver posologia para

os estadios I-III) em combinação com níveis elevados de bilirrubina sérica (> 40 µg/l;

conjugada), (6 - 8 mg de ácido ursodesoxicólico por kg de peso corporal por dia,

equivalente a cerca de 2-3 cápsulas).

Subsequentemente, a função hepática deve ser rigorosamente monitorizada durante

várias semanas (uma vez a cada 2 semanas durante 6 semanas). Se não se verificar

deterioração da função hepática (FA, ALT, AST, gama-GT, bilirrubina) e se não houver

agravamento do prurido, a dose pode ser aumentada ainda mais até atingir a dose

habitual. No entanto, a função hepática deve ser novamente monitorizada de forma

cuidadosa durante várias semanas. Mais uma vez, se não ocorrer deterioração da função

hepática, o doente pode manter a dose normal a longo prazo.

Doentes com colangite biliar primária (estadio IV) sem níveis aumentados de bilirrubina

sérica podem receber imediatamente a dose inicial normal (ver posologia para estadios I-

III).

APROVADO EM

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INFARMED

Contudo, nestes casos aplica-se igualmente a monitorização rigorosa da função hepática,

como descrito acima; o tratamento da CBP terá de ser avaliado regularmente com base

nos parâmetros hepáticos (laboratoriais) e resultados clínicos.

A utilização deste medicamento na CBP não está limitada em termos de tempo.

População pediátrica

Crianças e adolescentes com fibrose cística com idades compreendidas entre 6 a 18

anos:

20 mg de ácido ursodesoxicólico por kg de peso corporal por dia em 2 a 3 doses

divididas, com um aumento até 30 mg/kg/dia, se necessário.

Modo de administração

Para uso oral.

As cápsulas devem ser engolidas inteiras, com algum líquido. O medicamento deve ser

tomado regularmente. Se, devido ao tamanho da cápsula, o doente tiver dificuldade em

engolir, a cápsula pode ser aberta e o conteúdo adicionado, por exemplo, a um iogurte,

caso seja necessário.

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa, ácidos biliares ou a qualquer um dos

excipientes mencionados na secção 6.1;

inflamação aguda da vesícula ou do trato biliar;

oclusão do trato biliar (oclusão do canal biliar comum ou do canal cístico);

episódios frequentes de cólicas biliares;

cálculos biliares calcificados opacos ao raio-X;

compromisso da contratilidade da vesícula biliar.

População pediátrica:

Portoenterostomia mal sucedida ou falta de recuperação do fluxo biliar normal em

crianças com atresia biliar.

Advertências e precauções especiais de utilização

Peso

corporal

(kg)

Dose

diária

(mg/kg

peso

corporal)

Grinterol 250 mg cápsulas

De manhã

À tarde

À noite

20-29

17-25

30-39

19-25

40-49

20-25

50-59

21-25

60-69

22-25

70-79

22-25

80-89

22-25

90-99

23-25

100-109

23-25

>110

APROVADO EM

16-01-2019

INFARMED

O ácido ursodesoxicólico deve ser utilizado sob supervisão médica.

Durante os primeiros 3 meses de tratamento, os parâmetros da função hepática AST

(SGOT), ALT (SGPT), ALP e γ-GT devem ser monitorizados pelo médico a cada 4

semanas e, em seguida, a cada 3 meses. Para além de permitir a diferenciação dos

doentes que respondem e dos que não respondem

ao tratamento da CBP, esta

monitorização permitirá também a deteção precoce de uma potencial deterioração da

função hepática, particularmente em doentes com CBP em estado avançado.

Quando utilizado na dissolução dos cálculos biliares

De forma a avaliar o progresso terapêutico da dissolução dos cálculos biliares e a detetar

atempadamente qualquer calcificação dos cálculos biliares, dependendo do tamanho dos

cálculos, a vesícula deve ser visualizada (colecistografia oral) na sua globalidade e nas

zonas de oclusão, com o doente de pé e em supino (controlo ecográfico), 6 – 10 meses

após o início do tratamento.

Caso não seja possível visualizar a vesícula no raio-X, ou se existir calcificação dos

cálculos biliares, compromisso da contratilidade da vesícula ou episódios frequentes de

cólicas biliares, o tratamento com este medicamento deve ser descontinuado.

As doentes do sexo feminino que se

encontram

a receber tratamento com este

medicamento

para

dissolução

cálculos

biliares,

devem

usar

método

contracetivo não hormonal eficaz, uma vez que os contracetivos hormonais podem

aumentar a formação de cálculos biliares (ver secções 4.5 e 4.6).

Quando utilizado para tratar doentes com CBP em estado avançado

Em casos muito raros observou-se uma descompensação da cirrose hepática, a qual

regrediu parcialmente após a suspensão do tratamento.

Em doentes com CBP, em casos raros, os sintomas clínicos podem agravar-se no início

do tratamento, por ex. o prurido pode aumentar. Neste caso, a dose deste medicamento

deve ser reduzida para uma cápsula de 250 mg por dia e de seguida gradualmente

aumentada para a dose recomendada conforme descrito na secção 4.2.

Caso ocorra diarreia a dose deve ser reduzida e, em caso de diarreia persistente, o

tratamento deve ser descontinuado.

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Este medicamento não deve ser administrado concomitantemente com colestiramina,

colestipol ou antiácidos contendo hidróxido de alumínio e/ou esmectite (óxido de

alumínio), pois estas preparações podem ligar-se ao Grinterol no intestino e inibem assim

absorção

eficácia.

Caso

seja

necessária

utilização

alguma

destas

substâncias, a sua administração deverá ser efetuada pelo menos 2 horas antes ou após

a toma de Grinterol.

Este medicamento pode afetar a absorção de ciclosporina a partir do intestino. Nos

doentes

tratados

ciclosporina,

médico

deverá

verificar

concentrações

sanguíneas desta substância e, caso seja necessário, ajustar a dose de ciclosporina.

Devido ao efeito do ácido ursodesoxicólico na secreção de ácidos biliares, existe, em

teoria, a possibilidade da absorção de outras substâncias lipofílicas ser afetada.

Em casos isolados, Grinterol pode reduzir a absorção de ciprofloxacina.

estudo

clínico

voluntários

saudáveis,

utilização

concomitante

deste

medicamento (500 mg/dia) e rosuvastatina (20 mg/dia) resultou em níveis plasmáticos

APROVADO EM

16-01-2019

INFARMED

ligeiramente aumentados de rosuvastatina. Desconhece-se a relevância clínica desta

interação também no que se refere a outras estatinas.

Este medicamento reduz as concentrações plasmáticas máximas (Cmáx) e a área sob a

curva

(AUC)

antagonista

cálcio,

nitrendipina,

voluntários

saudáveis.

Recomenda-se

monitorização

cuidadosa

caso

concomitante

nitrendipina e Grinterol. Pode ser necessário aumentar a dose de nitrendipina. Foi

também notificada uma interação com redução do efeito terapêutico da dapsona. Estas

observações, em conjunto com dados in vitro, poderão indicar que o Grinterol pode

induzir enzimas 3A do citocromo P450. Não foi, no entanto, observada indução num

estudo de interação bem

concebido com budesonida, um conhecido substrato do

citocromo P450 3A.

Os estrogénios e os fármacos que reduzem os níveis sanguíneos de colesterol, como é o

caso do clofibrato, aumentam a secreção de colesterol hepático e podem por isso

estimular a formação de cálculos biliares; um efeito que contraria o deste medicamento,

usado para a dissolução dos cálculos biliares.

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem, ou são limitados, dados sobre o uso de Grinterol em mulheres grávidas.

Estudos em animais mostraram toxicidade reprodutiva durante a fase inicial da gestação

(ver secção 5.3). Portanto, este medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez,

a não ser que seja manifestamente necessário.

Mulheres com potencial para engravidar

Mulheres com potencial para engravidar devem receber tratamento com Grinterol apenas

se estiverem a usar contraceção fiável: é recomendada contraceção não-hormonal ou

oral com baixo teor de estrogénios. No entanto, em doentes que estejam a tomar este

medicamento para dissolução de cálculos biliares, deve ser usada contraceção não-

hormonal eficaz, uma vez que os contracetivos hormonais orais podem aumentar a

formação de cálculos biliares (ver secção 4.4).

A possibilidade de uma gravidez deve ser excluída antes do início do tratamento.

Amamentação

Segundo alguns casos documentados de mulheres a amamentar, a quantidade de

Grinterol no leite foi muito baixa e não se esperam reações adversas em lactentes.

Fertilidade

Estudos com animais não mostraram qualquer efeito deste medicamento na fertilidade

(ver secção 5.3). Não estão disponíveis dados sobre os efeitos na fertilidade após

tratamento com este medicamento em seres humanos.

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Grinterol 250 mg cápsulas sobre a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas são nulos ou desprezáveis.

Efeitos indesejáveis

avaliação

efeitos

indesejáveis

baseia-se

seguintes

frequências:

muito

frequentes (≥1/10), frequentes (>1/100 to <1/10), pouco frequentes (>1/1 000 to

<1/100), raros (>1/10 000 to <1/1 000), muito raros (<1/10 000), desconhecido (não

pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Doenças gastrointestinais

APROVADO EM

16-01-2019

INFARMED

Frequentes: fezes pastosas ou diarreia.

Muito raros: dor grave na parte superior direita do abdómen, durante o tratamento da

CBP.

Afeções hepatobiliares

Muito raros: calcificação de cálculos biliares; descompensação da

cirrose hepática

(durante o tratamento de estados avançados da CBP), que regridem parcialmente após a

descontinuação do tratamento.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Muito raros: urticária.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas através do INFARMED, I.P.:

INFARMED,

I.P.

Direção

Gestão

Risco

Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha

Medicamento:

800222444

(gratuita)

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Sobredosagem

Pode ocorrer diarreia em casos de sobredosagem. Em geral, outros sintomas de

sobredosagem são improváveis uma vez que a absorção deste medicamento diminui com

o aumento da dose, aumentando assim a sua excreção nas fezes.

Não são necessárias medidas específicas e as consequências da diarreia devem ser

tratadas sintomaticamente com reposição de fluidos e do equilíbrio eletrolítico.

Informações adicionais sobre populações especiais

A terapêutica prolongada com doses elevadas deste medicamento (28-30 mg/kg/dia) em

doentes com colangite esclerosante primária (utilização off-label) foi associada a taxas

mais elevadas de reações adversas graves.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 6.9.2 – Aparelho digestivo. Medicamentos que atuam no

fígado e vias biliares. Medicamentos para tratamento da litíase biliar, código ATC:

A05AA02

Os ácidos biliares são os componentes mais importantes da bílis e desempenham uma

função

estimulação

produção

bílis.

ácidos

biliares

são

igualmente

importantes para manter o colesterol dissolvido na bílis. Em indivíduos saudáveis, o rácio

entre as concentrações de colesterol e os ácidos biliares na vesícula biliar é tal que o

colesterol é mantido dissolvido a maior parte do dia. Por conseguinte, não se formam

cálculos biliares na vesícula biliar (a bílis é não-litogénica). Em doentes com cálculos

biliares de colesterol na vesícula biliar, este rácio encontra-se alterado e a bílis está

supersaturada com colesterol (a bílis é litogénica). Após algum tempo, tal pode causar

APROVADO EM

16-01-2019

INFARMED

precipitação dos cristais de colesterol e a formação de cálculos biliares na vesícula biliar.

Este medicamento é capaz de converter bílis litogénica em bílis não-litogénica e também

dissolver gradualmente os cálculos biliares de colesterol.

Estudos sobre o efeito deste medicamento na colestase em doentes com drenagem biliar

deficiente e sobre os sintomas clínicos em doentes com cirrose biliar mostraram um

rápido declínio nos sintomas colestáticos no sangue (medidos por níveis aumentados de

fosfatase alcalina (FA), gama-GT e bilirrubina) e prurido, assim como redução da fadiga

na maioria dos doentes.

População pediátrica

Fibrose cística

Está disponível, a partir de relatórios clínicos, experiência de longa duração de mais de

10 anos, relativa ao tratamento com este medicamento em doentes pediátricos com

distúrbios hepatobiliares como resultado da fibrose cística (DHAFC). Foi demonstrado que

o tratamento com este medicamento pode diminuir a proliferação dos ductos biliares,

interromper a progressão das alterações histológicas e mesmo reverter as alterações

hepatobiliares, quando é administrado no estadio precoce da DHAFC. O tratamento com

este medicamento deve ser iniciado logo que seja feito o diagnóstico de DHAFC, de forma

a otimizar o efeito do tratamento.

Propriedades farmacocinéticas

Cerca de 60 – 80% do ácido ursodesoxicólico administrado por via oral é rapidamente

absorvido no jejuno e íleo superior por transporte passivo e no íleo terminal por

transporte ativo.

Após absorção, o ácido ursodesoxicólico passa para o fígado (existe um “efeito de

primeira passagem” considerável), onde é conjugado com glicina ou taurina e em

seguida

excretado

trato

biliar.

Apenas

pequena

quantidade

ácido

ursodesoxicólico é encontrada na circulação sistémica e é excretada por via renal.

Com exceção da conjugação, o ácido ursodesoxicólico não é metabolizado. No entanto,

pequena

quantidade

ácido

ursodesoxicólico

administrado

oral

convertida, sob a influência das bactérias intestinais, em ácido 7-ceto-litocólico ou ácido

litocólico,

após

cada

circulação

entero-hepática,

enquanto

desconjugação

bacteriana no duodeno também ocorre.

Uma vez que o ácido ursodesoxicólico, ácido 7-ceto-litocólico e ácido litocólico são

relativamente pouco solúveis em água, uma grande quantidade é excretada através da

bílis nas fezes. O ácido ursodesoxicólico absorvido é reconjugado pelo fígado; 80% do

ácido litocólico produzido no duodeno é excretado nas fezes, mas os 20% restantes são

sulfatados após absorção pelo fígado aos conjugados litocólicos insolúveis, que são

posteriormente excretados

através da bílis e das fezes. O

ácido 7-ceto litocólico

absorvido é reduzido a ácido quenodesoxicólico no fígado.

O ácido litocólico pode causar lesões hepáticas colestáticas quando o fígado não é capaz

de efetuar a sulfatação do ácido litocólico. Embora em alguns doentes tenha sido

observada uma capacidade reduzida de sulfatação do ácido litocólico no fígado, não

existe provisoriamente qualquer evidência clínica que sugira que possa existir uma

associação

entre

lesão

hepática

colestática

terapêutica

ácido

ursodesoxicólico.

Após administrações repetidas, a concentração de ácido ursodesoxicólico na bílis atinge o

estado estacionário após cerca de 3 semanas: no entanto, a concentração total de ácido

ursodesoxicólico nunca é superior a cerca de 60% da concentração total de ácido biliar

na bílis, mesmo em doses elevadas.

APROVADO EM

16-01-2019

INFARMED

Após a descontinuação da terapêutica com ácido ursodesoxicólico, a concentração de

ácido ursodesoxicólico na bílis após uma semana diminui drasticamente para 5-10% da

concentração no estado estacionário.

A semivida biológica do ácido ursodesoxicólico é de 3,5 – 5,8 dias.

Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos

convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade

e potencial carcinogénico.

Toxicidade aguda

Estudos de toxicidade aguda em animais não revelaram quaisquer lesões tóxicas.

Toxicidade crónica

Estudos de toxicidade subcrónica em macacos mostraram efeitos hepatotóxicos nos

grupos que receberam doses mais elevadas. Estes efeitos incluem tanto as alterações

funcionais

(por

exemplo,

alterações

enzimas

hepáticas)

como

alterações

morfológicas

tais

como

proliferação

ducto

biliar,

inflamação

portal

necrose

hepatocelular. Estes efeitos tóxicos são muito provavelmente devidos ao ácido litocólico,

um metabolito do ácido ursodesoxicólico, que em macacos (ao contrário dos seres

humanos)

não

metabolizado.

experiência

clínica

confirma

efeitos

hepatotóxicos descritos não têm relevância aparente em seres humanos.

Potencial carcinogénico e mutagénico

Estudos de longa duração em ratinhos e ratos não revelaram evidência de potencial

carcinogénico ou mutagénico do ácido ursodesoxicólico.

Toxicidade reprodutiva

Em estudos em ratos, ocorreram malformações na cauda a uma dose elevada de 2000

mg de ácido ursodesoxicólico por kg de peso corporal. Não se observaram efeitos

teratogénicos em coelhos, embora se tenham observado, em doses elevadas de 100 mg

por kg de peso corporal ou mais.

Este medicamento não teve qualquer efeito na fertilidade em ratos e não afetou o

desenvolvimento peri-/pós-natal da descendência.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

Lista dos excipientes

Amido de milho

Sílica coloidal hidratada

Estearato de magnésio (E 470B)

Cápsula de gelatina

Composição do corpo e cabeça

Dióxido de titânio (E 171)

Gelatina (E 441)

Incompatibilidades

Não aplicável.

Prazo de validade

APROVADO EM

16-01-2019

INFARMED

4 anos

Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC.

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

Natureza e conteúdo do recipiente

As cápsulas estão acondicionadas em blisters de PVC/Alumínio.

cápsulas

blister.

blisters

(50,

cápsulas)

estão

acondicionados numa caixa de cartão.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

AS Grindeks.

Krustpils iela 53,

Rīga, LV-1057,

Letónia

Tel:

+371

67083205

Fax:

+371

67083505

E-Mail: grindeks@grindeks.lv

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO

MERCADO

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

07/2018

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