Fluvastatina Anova 40 mg Cápsula

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Fluvastatina
Disponível em:
Laboratórios Anova - Produtos Farmacêuticos, Lda.
Código ATC:
C10AA04
DCI (Denominação Comum Internacional):
Fluvastatin
Dosagem:
40 mg
Forma farmacêutica:
Cápsula
Composição:
Fluvastatina sódica 43.9 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 10 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
fluvastatin
Resumo do produto:
5280441 - Blister 10 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 18 Mese(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Conservar ao abrigo da humidade - Não comercializado - 10006539 - 50004387 ; 5280458 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 18 Mese(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Conservar ao abrigo da humidade - Não comercializado - 10006539 - 50004395 ; 5280466 - Blister 56 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 18 Mese(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Conservar ao abrigo da humidade - Não comercializado - 10006539 - 50004409
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
PT/H/1664/02/DC
Data de autorização:
2010-03-22

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o doente

Fluvastatina Anova 20 mg cápsulas

Fluvastatina Anova 40 mg cápsulas

(fluvastatina)

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários

não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é Fluvastatina Anova e para que é utilizada

O que precisa de saber antes de tomar Fluvastatina Anova

Como tomar Fluvastatina Anova

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Fluvastatina Anova

Conteúdo da embalagem e outras informações

O que é Fluvastatina Anova e para que é utilizada

Fluvastatina Anova contém a substância ativa fluvastatina sódica que pertence a um

grupo de medicamentos denominados estatinas, que são utilizados para redução dos

lípidos: reduzem a gordura (lípidos) no seu sangue. Estes medicamentos são

utilizados em doentes que não atingem o controlo apenas com dieta e exercício.

Fluvastatina Anova é um medicamento utilizado para tratar níveis elevados de

gordura no sangue, em particular o colesterol total e o chamado “mau” colesterol ou

colesterol LDL, que está associado a um aumento do risco de doenças do coração e

acidente vascular cerebral:

− em doentes adultos com níveis elevados de colesterol no sangue

− em doentes adultos com níveis elevados de colesterol e de triglicéridos (outro tipo

de lípido do sangue)

O seu médico pode também receitar Fluvastatina Anova para prevenir outros

acontecimentos cardíacos graves (ex. ataque cardíaco) em doentes que já foram

submetidos a cateterismo cardíaco com intervenção num vaso cardíaco.

O que precisa de saber antes de tomar Fluvastatina Anova

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10-02-2016

INFARMED

Siga

cuidadosamente

todas

instruções

médico.

Podem

diferir

informação que está neste folheto.

Não tome Fluvastatina Anova:

- se tem alergia à fluvastatina ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6)

- se tem atualmente problemas de fígado, ou níveis persistentemente elevados ou

inexplicáveis de certas enzimas hepáticas (transaminases)

- se está grávida ou a amamentar (ver “Gravidez e amamentação”).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Fluvastatina Anova:

se já teve uma doença de fígado. Serão normalmente feitas análises para

avaliar o funcionamento do fígado antes de começar Fluvastatina Anova, quando a

sua dose é aumentada e em determinados intervalos durante o tratamento para

verificar efeitos secundários

se tem uma doença renal

se tem uma doença da tiroide (hipotiroidismo)

se tem ou alguém da sua família tem antecedentes clínicos de perturbações

musculares

se teve problemas musculares com outro medicamento usado para redução

dos lípidos

se bebe regularmente grandes quantidades de álcool

se tem uma infeção grave

se tem a pressão arterial muito baixa (os sinais podem incluir tonturas,

sensação de desmaio)

se realiza exercício muscular excessivo controlado ou não controlado

se vai ser submetido a uma cirurgia

se tem perturbações metabólicas, endócrinas ou eletrolíticas graves como

diabetes descompensada e potássio baixo no sangue.

se estiver a tomar ou tiver tomado nos últimos 7 dias um medicamento

chamado ácido fusídico (um medicamento para infeções bacterianas), por via oral ou

por injeção. A combinação de ácido fusídico e fluvastatina pode levar a problemas

musculares graves (rabdomiólise).

Enquanto estiver a tomar este medicamento o seu médico irá avaliar se tem diabetes

ou está em risco de vir a ter diabetes. Estará em risco de vir a ter diabetes se tem

níveis elevados de açúcares e gorduras no sangue, excesso de peso ou pressão

arterial elevada.

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INFARMED

Se alguma destas situações se aplicar a si, informe o seu médico antes de tomar

Fluvastatina Anova. O seu médico irá pedir-lhe uma análise sanguínea antes de lhe

receitar Fluvastatina Anova.

Se durante o tratamento com Fluvastatina Anova, desenvolver sintomas ou sinais

tais como náuseas, vómitos, perda de apetite, olhos ou pele amarela, confusão,

euforia ou depressão, atraso mental, fala indistinta, perturbações do sono, tremores,

nódoas negras ou hemorragias com mais facilidade, estes podem ser sinais de

insuficiência hepática. Neste caso contacte um médico imediatamente.

Se desenvolver problemas respiratórios, incluindo tosse persistente e/ou falta de ar

ou febre, contacte o seu médico.

Informe igualmente o seu médico ou farmacêutico se sentir uma fraqueza muscular

constante.

Podem

necessários

testes

medicamentos

adicionais

para

diagnosticar e tratar este problema.

Idosos

Se tem mais de 70 anos o seu médico pode querer verificar se apresenta fatores de

risco para doenças musculares. Pode necessitar de análises sanguíneas específicas.

Crianças e adolescentes

Fluvastatina Anova não foi estudada e não deve ser utilizada em crianças com menos

de 9 anos. Para informação sobre a dose adequada a crianças e adolescentes com

mais de 9 anos de idade, ver secção 3.

Não há experiência de utilização de Fluvastatina Anova em associação com ácido

nicotínico, colestiramina ou fibratos em crianças e adolescentes.

Outros medicamentos e Fluvastatina Anova

Informe

médico

farmacêutico

estiver

tomar,

tiver

tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Fluvastatina Anova pode ser tomado sozinho ou com outros medicamentos usados

para reduzir o colesterol receitados pelo seu médico.

Após ingestão de uma resina, por exemplo colestiramina (usada principalmente para

tratar o colesterol elevado) aguarde pelo menos 4 horas antes de tomar Fluvastatina

Anova.

Informe o seu médico ou farmacêutico se está a tomar algum dos seguintes:

ciclosporina (um medicamento usado para suprimir o sistema imunitário)

fibratos (exemplo: gemfibrozil), ácido nicotínico (niacina) ou sequestrantes

dos ácidos biliares (medicamentos usados para baixar os níveis do "mau" colesterol)

\fluconazol (um medicamento usado para tratar infeções por fungos)

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rifampicina, (um antibiótico)

fenítoina (um medicamento usado para tratar a epilepsia)

anticoagulantes orais, como a varfarina (medicamentos usados para reduzir a

coagulação sanguínea)

glibenclamida (um medicamento usado para tratar a diabetes)

colquicina (usado para tratar a gota).

Se precisa de tomar ácido fusídico oral para o tratamento de uma infeção bacteriana

vai precisar parar temporariamente de utilizar este medicamento. O seu médico irá

dizer-lhe quando é seguro reiniciar fluvastatina. Tomar fluvastatina com ácido

fusídico

pode,

raramente,

levar

fraqueza

muscular,

sensibilidade

(rabdomiólise). Ver mais informações sobre rabdomiólise no ponto 4.

Gravidez e amamentação

Não tome Fluvastatina Anova se está grávida ou a amamentar, uma vez que a

substância ativa pode ter efeitos nefastos sobre o feto e desconhece-se se a

substância ativa é excretada no leite materno.

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Utilize um método contracetivo eficaz durante todo o período de tratamento com

Fluvastatina Anova.

Se engravidar enquanto está a tomar este medicamento, pare de tomar Fluvastatina

Anova e consulte o seu médico. O seu médico irá discutir consigo o potencial risco de

tomar fluvastatina durante a gravidez.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não existe informação sobre os efeitos de Fluvastatina Anova sobre a sua capacidade

de conduzir e utilizar máquinas.

Como tomar Fluvastatina Anova

Tome

este

medicamento

exatamente

como

indicado

pelo

médico

farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

O seu médico recomendar-lhe-á uma dieta para redução do colesterol. A dieta deve

ser mantida durante o tratamento com Fluvastatina Anova.

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INFARMED

O intervalo de dose recomendado para adultos é de 20 a 80 mg por dia e depende

da redução de colesterol que se pretende atingir. O seu médico pode efetuar ajustes

de dose com intervalos de 4 semanas ou mais.

O seu médico dir-lhe-á exatamente quantas cápsulas de Fluvastatina Anova deve

tomar. Dependendo da sua resposta ao tratamento, o seu médico pode sugerir uma

dose maior ou menor.

Tome a sua dose à noite ou ao deitar.

Se está a tomar Fluvastatina Anova duas vezes por dia, tome uma cápsula de manhã

e outra à noite ou ao deitar.

Modo de administração

Engula a cápsula inteira com um copo de água. Pode tomar Fluvastatina Anova com

ou sem alimentos.

Utilização em crianças e adolescentes

Em crianças (com 9 anos de idade ou mais) a dose inicial recomendada é 20 mg por

dia. A dose máxima diária é 80 mg. O seu médico pode efetuar ajustes de dose com

intervalos de 6 semanas.

Se tomar mais Fluvastatina Anova do que deveria

acidentalmente

tomou

mais

Fluvastatina

Anova

deveria,

contacte

imediatamente o seu médico. Pode ter necessidade de assistência médica.

Caso se tenha esquecido de tomar Fluvastatina Anova

Tome uma dose assim que se lembrar. No entanto, não tome se faltarem menos de

4 horas para a dose seguinte. Neste caso tome a sua próxima dose à hora habitual.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Fluvastatina Anova

Para manter os benefícios do seu tratamento não deve parar de tomar Fluvastatina

Anova sem que o médico lhe diga para o fazer. Deve continuar a tomar Fluvastatina

Anova como lhe foi receitado para manter os níveis do ‘mau’ colesterol baixos.

Fluvastatina Anova não irá curar a sua doença mas ajuda a controlá-la. Os seus

níveis do colesterol devem ser verificados regularmente para avaliar a sua evolução.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

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Alguns efeitos secundários podem ser graves. Se pensa que tem algum dos

seguintes

efeitos

secundários,

pare

tomar

este

medicamento

contacte

imediatamente o seu médico ou dirija-se ao serviço de urgência do hospital mais

próximo.

Muito raros: podem afetar até 1 em 10.000 pessoas

se tiver dores musculares inexplicáveis, sensibilidade ou fraqueza muscular,

especialmente se esta for constante. Estes podem ser sinais precoces de uma

possível degradação muscular grave. Estes podem ser evitados se o seu médico

interromper o tratamento com fluvastatina o mais rapidamente possível. Estes

efeitos secundários também se verificam com medicamentos similares desta classe

(estatinas)

se sentir cansaço não habitual ou febre, amarelecimento da pele e olhos,

urina de coloração escura (sinais de hepatite)

se tiver hemorragias ou nódoas negras com mais facilidade (sinais de uma

diminuição do número de plaquetas sanguíneas, que ajudam o sangue a coagular)

se tiver sinais de reações da pele como erupção na pele, urticária (erupção na

pele com comichão), vermelhidão, comichão, inchaço da face, pálpebras e lábios

se tiver inchaço da pele, dificuldade em respirar, tonturas (sinais de reação

alérgica grave)

se tiver lesões na pele vermelhas ou roxas (sinais de inflamação dos vasos

sanguíneos)

se tiver uma mancha vermelha na pele particularmente na face, que pode ser

acompanhada por fadiga, febre, náuseas, perda de apetite (sinais de reação tipo

lúpus eritematoso)

se tiver dor aguda na região superior do estômago (sinais de pâncreas

inflamado)

Desconhecido: a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis

se tem sinais de inflamação, inchaço e irritação de um tendão. Em alguns

casos, isso pode levar a rutura do tendão

problemas respiratórios incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre

diabetes - pode sentir fome, muita sede e urinar grandes quantidades. Isto é

mais provável de ocorrer se tiver níveis elevados de açúcares e gorduras no seu

sangue, tiver excesso de peso e tiver pressão arterial elevada. O seu médico irá

monitorizá-lo enquanto toma este medicamento.

Se sentir alguns destes, informe imediatamente o seu médico.

Outros efeitos secundários:

Frequentes: podem afetar até 1 em 10 pessoas

dificuldade em dormir

dor de cabeça

mal-estar de estômago por exemplo indigestão

dor abdominal

náuseas (sentir-se enjoado)

valores anormais das análises ao sangue para os músculos e o fígado.

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Muito raros: podem afetar até 1 em 10.000 pessoas

sensação de dormência ou formigueiro nas mãos e nos pés

alterações ou diminuição da sensibilidade

Outros efeitos secundários possíveis (a frequência não pode ser calculada a partir

dos dados disponíveis):

impotência

distúrbios do sono, incluindo insónia e pesadelos

perda de memória

dificuldades sexuais

depressão

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo.

comunicar

efeitos

secundários,

estará

ajudar

fornecer

mais

informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Como conservar Fluvastatina Anova

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na cartonagem e no

blister após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não conservar acima de 25ºC. Conservar na embalagem de origem para proteger da

humidade.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

Conteúdo da embalagem e outras informações

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INFARMED

Qual a composição de Fluvastatina Anova

Fluvastatina Anova apresenta-se na forma de cápsulas em duas dosagens, contendo

cada uma 20 mg ou 40 mg de substância ativa fluvastatina sódica em cada cápsula.

Cada cápsula também contém amido de milho, crospovidona, talco, estearato de

magnésio. O invólucro da cápsula contém óxido de ferro, dióxido de titânio, água e

gelatina e a tinta de impressão contém óxido de ferro e goma laca.

Qual o aspeto de Fluvastatina Anova e conteúdo da embalagem

Fluvastatina Anova 20 mg cápsulas são cápsulas de cor amarelo pálido, marcadas

com “FL 20” no corpo e com “G” na cabeça.

Fluvastatina Anova 40 mg cápsulas são cápsulas de cor vermelha, marcadas com “FL

40” no corpo e com “G” na cabeça.

Fluvastatina Anova Cápsulas apresenta-se em blisters de:

10, 14, 15, 28, 30, 50, 56, 98, 100, 500 cápsulas

É possível que não sejam comercializadas todas as embalagens

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Laboratórios Anova - Produtos Farmacêuticos, Lda.

Parque Expo - Edifício Atlantis

Avenida D. João II, Lote 1.06.2.2 C - 7.3 e 7.4

1990-095 Lisboa

Tel: +351 21 412 7200

Fax: +351 21 412 7219

Fabricante

McDermott Laboratories (como Gerard Laboratories), 35/36 Baldoyle Industrial

Estate, Grange Road, Dublin 13, Irlanda.

Mylan Hungary Kft. H-2900, Komárom, Mylan utca 1, Hungria.

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) com as seguintes denominações:

Dinamarca:

Stavatin

Portugal:

Fluvastatina Anova

Este folheto foi revisto pela última vez em fevereiro de 2016

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INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Fluvastatina Anova 20 mg cápsulas

Fluvastatina Anova 40 mg cápsulas

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada cápsula contém 20 mg de fluvastatina como fluvastatina sódica

Cada cápsula contém 40 mg de fluvastatina como fluvastatina sódica

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsulas

Fluvastatina Anova 20 mg são cápsulas são nº 3 de gelatina dura, de corpo amarelo

pálido, marcadas com “FL 20” em tinta preta e uma cabeça amarela pálida marcada com

“G” em tinta preta, contendo um pó esbranquiçado a amarelado, ou amarelo acastanhado

claro ou amarelo avermelhado claro. Dimensões: comprimento 15,0 - 16,5 mm

Fluvastatina 40 mg são cápsulas são nº 1 de gelatina dura, de corpo vermelho, marcadas

com “FL 40” em tinta preta e uma cabeça vermelha marcada com “G” em tinta preta,

contendo um pó esbranquiçado a amarelado, ou amarelo acastanhado claro ou amarelo

avermelhado claro. Dimensões: comprimento 18,0 - 20,0 mm

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Dislipidemia

Tratamento de adultos com hipercolesterolemia primária ou dislipidemia mista, como um

adjuvante da dieta, quando a resposta à dieta e a outros tratamentos não-farmacológicos

(por exemplo, exercício, redução de peso) não é adequada.

Prevenção secundária na doença cardíaca coronária

Prevenção secundária de acontecimentos adversos cardíacos graves em adultos com

doença cardíaca coronária, após intervenções coronárias percutâneas (ver secção 5.1).

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INFARMED

4.2 Posologia e modo de administração

Posologia

Adultos

Dislipidemia

Antes de iniciar o tratamento com fluvastatina, os doentes devem ser submetidos a uma

dieta padrão de redução do colesterol, que deve manter-se durante o tratamento.

As doses iniciais e de manutenção devem ser individualizadas de acordo com os valores

iniciais de C-LDL e com o objetivo do tratamento a atingir.

O intervalo de dose recomendado é de 20 mg a 80 mg/ dia. Em doentes que precisam de

uma redução de C-LDL < 25%, pode ser utilizada uma dose inicial de uma cápsula de 20

mg, à noite. Em doentes que precisam de uma redução de C-LDL

25%, a dose inicial

recomendada é de 40 mg, uma cápsula, à noite. A dose pode ser aumentada até 80 mg por

dia, administrada numa cápsula de 40 mg duas vezes por dia (uma de manhã e uma à

noite).

O efeito hipolipemiante máximo com uma dada dose do fármaco é obtido em 4 semanas.

As doses devem ser ajustadas com intervalos de 4 semanas ou mais.

Prevenção secundária na doença cardíaca coronária

Em doentes com doença cardíaca coronária após intervenções coronárias percutâneas, a

dose diária adequada é de 80 mg (1 cápsula de 40 mg duas vezes ao dia).

Fluvastatina Anova é eficaz em monoterapia. Quando Fluvastatina Anova é usada em

associação com colestiramina ou outras resinas, deve ser administrada, pelo menos, 4

horas depois da administração da resina para evitar interação significativa devido à

ligação do fármaco à resina. Nos casos em que é necessária a coadministração com um

fibrato

niacina,

benefício

risco

tratamento

concomitante

devem

cuidadosamente avaliados (sobre a utilização com fibratos e niacina ver secção 4.5).

População pediátrica

Crianças e adolescentes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica:

Antes do início do tratamento com Fluvastatina Anova em crianças e adolescentes com 9

ou mais anos de idade que sofram de hipercolesterolemia familiar heterozigótica, o

doente deve ser submetido a uma dieta padrão de redução do colesterol, e mantida

durante o tratamento.

A dose inicial recomendada é uma cápsula de 20 mg. Ajustes posológicos, devem ser

feitos com intervalos de 6 semanas. As doses devem ser individualizadas de acordo com

os níveis basais de C-LDL e com o objetivo terapêutico a atingir. A dose máxima diária

administrada é de 80 mg com uma cápsula de 40 mg duas vezes por dia.

O uso de fluvastatina em associação com o ácido nicotínico, colestiramina, ou fibratos

em crianças e adolescentes não foi estudado.

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INFARMED

A fluvastatina apenas foi estudada em crianças com 9 ou mais anos de idade com

hipercolesterolemia familiar heterozigótica.

Compromisso Renal

A fluvastatina é depurada pelo fígado, sendo excretados pela urina menos de 6% da dose

administrada. A farmacocinética da fluvastatina permanece inalterada em doentes com

insuficiênciarenal ligeira a grave. Assim, não são necessários ajustes posológicos nestes

doentes, devido à experiência limitada com doses > 40 mg/dia, em caso de compromisso

renal grave (CLCr <0,5 mL/seg ou 30 mL/min), estas doses devem ser iniciadas com

precaução.

Compromisso Hepático

Fluvastatina está contraindicada em doentes com doença hepática ativa ou elevações

inexplicadas e persistentes as transaminases séricas (ver secções 4.3, 4.4 e 5.2).

Idosos

Não são necessários ajustes posológicos nesta população.

Modo de administração

Via oral.

Fluvastatina Anova cápsulas pode ser tomada com ou sem alimentos e deve ser engolida

inteira com um copo de água.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade

substância

ativa

qualquer

excipientes

mencionados na secção 6.1.

Doença hepática ativa ou elevações inexplicadas e persistentes das transaminases

séricas (ver secções 4.2, 4.4 e 4.8).

Durante a gravidez e amamentação (ver secção 4.6).

Advertências e precauções especiais de utilização

Função Hepática:

Foram notificados casos pós-comercialização de insuficiência hepática fatal e não fatal

com algumas estatinas incluindo a fluvastatina. Embora não tenha sido determinada uma

relação causal com o tratamento com fluvastatina, os doentes devem ser aconselhados a

notificar quaisquer potenciais sintomas ou sinais potenciais de insuficiência hepática (por

ex., náuseas, vómitos, perda de apetite, icterícia, função cerebral comprometida, nódoas

negras ou hemorragia fácil) e a interrupção do tratamento deve ser considerada.

Tal como com outros agentes hipolipemiantes, recomenda-se que sejam realizados testes

à função hepática antes do início do tratamento e 12 semanas após o início do tratamento

ou aumento da dose e periodicamente depois disso, em todos os doentes. Se um aumento

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

da aspartato aminotransferase (AST) ou alanina aminotransferase (ALT) exceder 3 vezes

o limite superior do normal (LSN) e persistir, o tratamento deve ser suspenso. Em casos

muito raros, foi observada a ocorrência de hepatite possivelmente relacionada com o

fármaco, que regrediu com a interrupção do tratamento.

Deve ser tida precaução quando a fluvastatina é administrada a doentes com antecedentes

de doença hepática ou elevada ingestão de álcool.

Músculo Esquelético:

Miopatia foi raramente notificada com fluvastatina. Casos de miosite e de rabdomiólise

foram notificados muito raramente. Em doentes com mialgias difusas não explicadas,

hipersensibilidade muscular dolorosa ou fraqueza muscular e/ou um aumento acentuado

dos valores da creatinina quinase (CK), terão de ser consideradas miopatia, miosite ou

rabdomiólise. Os doentes devem, assim, ser aconselhados a comunicar imediatamente

dores musculares não explicadas, sensibilidade muscular ou fraqueza

muscular, em

particular se acompanhadas de febre ou mal-estar geral.

Foram notificados casos muito raros de uma miopatia necrosante imunomediada (IMNM)

durante

após

tratamento

algumas

estatinas.

IMNM

caracterizada

clinicamente por fraqueza muscular proximal e elevação da creatina quinase sérica, que

persistem apesar da interrupção do tratamento com estatinas.

Determinação da creatinina quinase:

Não existe evidência atual para requerer por rotina a monitorização da creatinina quinase

plasmática total ou de outros níveis de enzimas musculares nos doentes assintomáticos a

tomar estatinas. Se a CK tiver de ser medida, a determinação não deve ser efetuada após

exercício violento ou na presença de alguma causa alternativa plausível de aumento da

CK, já que isto dificulta a interpretação dos valores.

Antes do tratamento:

Tal como com todas as outras estatinas, os médicos devem prescrever fluvastatina com

precaução

doentes

fatores

predisposição

para

rabdomiólise

suas

complicações. Antes de iniciar o tratamento com fluvastatina, o nível da creatinina

quinase deve ser determinado nas seguintes situações:

Compromisso renal

Hipotiroidismo

Antecedentes pessoais ou familiares de perturbações musculares hereditárias

Antecedentes de toxicidade muscular com uma estatina ou fibrato

Abuso de álcool

Sepsia

Hipotensão

Exercício muscular excessivo

Cirurgia major

Distúrbios metabólicos graves, endócrinos ou eletrólitos

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10-02-2016

INFARMED

idosos

(idade

> 70

anos),

necessidade

determinação

deve

considerada,

acordo

presença

outros

fatores

predisposição

para

rabdomiólise.

Nestas situações, o risco do tratamento deve ser considerado em relação ao possível

benefício e é recomendada a monitorização clínica. Se os níveis basais de CK estiverem

significativamente elevados (> 5 x o limite superior do normal), devem ser novamente

determinados 5 a 7 dias mais tarde para confirmar os resultados. Se os níveis basais de

CK ainda estiverem significativamente elevados (> 5 x o limite superior do normal), o

tratamento não deve ser iniciado.

Durante o tratamento:

Se ocorrerem sintomas musculares como dor, fraqueza ou cãibras em doentes a tomar

fluvastatina, os níveis de CK devem ser medidos. O tratamento deve ser interrompido se

se verificar que estes níveis estão significativamente elevados (> 5 x o limite superior do

normal).

Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário, mesmo que os

níveis de CK estejam elevados em menos do que 5x ULN, deve ser considerada a

interrupção do tratamento.

Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK voltarem ao normal, pode então ser

considerada a reintrodução da fluvastatina ou de outra estatina na dose mais baixa e sob

monitorização cuidadosa.

Foi notificado risco aumentado de miopatia em doentes medicados com medicamentos

imunossupressores (incluindo a ciclosporina), fibratos, ácido nicotínico ou eritromicina

juntamente com outros inibidores da redutase da HMG-CoA. Após a comercialização

foram notificados casos isolados de miopatia durante a administração concomitante de

fluvastatina com ciclosporina e fluvastatina com colquicina.

A fluvastatina deve ser usada com precaução em doentes a receber esses medicamentos

concomitantemente (ver secção 4.5).

Ácido fusídico

A fluvastatina não deve ser administrada concomitantemente com formulações sistémicas

de ácido fusídico ou no prazo de 7 dias após ter sido interrompido o tratamento com

ácido fusídico. Nos doentes em que a utilização de ácido fusídico sistémico é considerada

essencial, o tratamento com estatinas deverá ser suspenso durante o período de duração

do tratamento com ácido fusídico.

Foram notificados casos de rabdomiólise (incluindo alguns casos fatais) em doentes a

fazer esta associação de estatinas e ácido fusídico (ver secção 4.5). O doente deve ser

aconselhado a procurar aconselhamento médico imediatamente se apresentar quaisquer

sintomas de fraqueza muscular, dor ou sensibilidade dolorosa.

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

A terapia com estatina pode ser reintroduzida sete dias após a última dose de ácido

fusídico.

Em circunstâncias excecionais, quando é necessário um tratamento prolongado de ácido

fusídico sistémico, por exemplo para o tratamento de infeções graves, a necessidade de

administração concomitante de fluvastatina e ácido fusídico só deve ser considerada

numa base caso a caso e sob supervisão médica rigorosa.

Doença pulmonar intersticial:

Foram notificados casos raros de doença pulmonar intersticial com algumas estatinas,

especialmente

tratamentos

longa

duração

(ver

secção

4.8).

sintomas

observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado de saúde em

geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de desenvolvimento de doença

pulmonar intersticial, a terapêutica com estatina deve ser interrompida.

Diabetes Mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas como classe podem elevar a glicemia e, em

alguns doentes com elevado risco de ocorrência futura de diabetes, podem induzir um

nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de diabetes é adequado. Este risco é,

no entanto, suplantado pela redução do risco vascular verificado das estatinas e, portanto,

não deve ser uma condição para interromper a terapêutica. Os doentes em risco (glicemia

jejum

entre

mmol/L,

> 30

kg/m2,

triglicéridos

aumentados,

hipertensão) devem ser monitorizados tanto clinica como bioquimicamente, de acordo

com as orientações nacionais.

População pediátrica

Crianças e adolescentes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica:

Nos doentes com idade inferior a 18 anos, a eficácia e segurança não foram estudadas em

períodos de tratamento superiores a dois anos. Não existem dados disponíveis acerca da

maturação física, intelectual e sexual durante períodos de tratamento prolongados. Não

foi estabelecida a eficácia a longo termo da terapêutica com fluvastatina na infância, para

reduzir a morbilidade e mortalidade no estado adulto (ver secção 5.1).

A fluvastatina apenas foi estudada em crianças com idade igual ou superior a 9 anos com

hipercolesterolemia familiar heterozigótica (ver detalhes na secção 5.1). No caso de

crianças na pré-puberdade, devido ao facto da experiência ser limitada neste grupo, os

potenciais riscos e benefícios devem ser avaliados cuidadosamente antes de se iniciar o

tratamento.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Não existem dados disponíveis para a utilização de fluvastatina em doentes com a

condição muito rara de hipercolesterolemia familiar homozigótica.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

Fibratos e niacina:

A administração concomitante de fluvastatina com bezafibrato, gemfibrozil, ciprofibrato

niacina

(ácido

nicotínico)

não

efeito

clinicamente

significativo

biodisponibilidade da fluvastatina ou de outro agente hipolipemiante. Uma vez que foi

observado um risco aumentado de miopatia e/ou de rabdomiólise em doentes a receber

inibidores da redutase da HMG-CoA juntamente com qualquer uma destas moléculas, o

benefício e o risco do tratamento concomitante devem ser cuidadosamente avaliados e

estas associações devem apenas ser usadas com precaução (ver secção 4.4).

Ácido fusídico:

O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado pela administração

concomitante de ácido fusídico sistémico com estatinas. O mecanismo desta interação (se

é farmacodinâmico, farmacocinético ou ambos) ainda é desconhecido. Foram notificados

casos de rabdomiólise (incluindo alguns casos fatais) em doentes medicados com esta

associação.

necessário

tratamento

ácido

fusídico,

tratamento

fluvastatina deverá ser suspenso durante o período de duração do tratamento com ácido

fusídico. (Ver secção 4.4.)

Colquicinas:

Foram notificados casos isolados de miotoxicidade, incluindo dor e fraqueza muscular e

rabdomiólise com a administração concomitante de colquicina. O benefício e o risco do

tratamento concomitante devem ser cuidadosamente avaliados e essas associações devem

apenas ser usadas com precaução (ver secção 4.4).

Ciclosporina:

Estudos

doentes

transplantados

renais

indicam

biodisponibilidade

fluvastatina (até 40 mg/dia) não se eleva de forma clinicamente significativa em doentes

regimes

estáveis

ciclosporina.

resultados

outro

estudo

fluvastatina de libertação modificada (80 mg de fluvastatina) foi administrada a doentes

transplantados renais medicados com um regime estável de ciclosporina, mostrou que a

exposição à fluvastatina (AUC) e a concentração máxima (Cmáx) aumentaram em 2

vezes comparativamente com os dados históricos em voluntários saudáveis. Ainda que

estes aumentos dos níveis de fluvastatina não tenham sido clinicamente significativos,

esta associação deve ser usada com precaução (ver secção 4.4). A dose inicial e de

manutenção de fluvastatina deve ser tão baixa quanto possível quando em associação

com a ciclosporina.

Tanto fluvastatina cápsulas (40 mg) como de fluvastatina de libertação modificada 80 mg

não

tiveram

efeito

sobre

biodisponibilidade

ciclosporina

quando

administrada

simultaneamente.

Varfarina e outros derivados cumarínicos:

Em voluntários saudáveis, a utilização de fluvastatina e varfarina (em dose única) não

influenciou negativamente os níveis plasmáticos da varfarina e os tempos da protrombina

em comparação com a varfarina isolada.

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

entanto,

foram

notificados

muito

raramente,

casos

isolados

episódios

hemorragias

e/ou

tempos

protrombina

aumentados

doentes

tratados

fluvastatina

concomitantemente

varfarina

outros

derivados

cumarínicos.

Recomenda-se que os tempos da protrombina sejam monitorizados quando se inicia ou

interrompe o tratamento com fluvastatina ou se altera a posologia em doentes medicados

com varfarina ou outros derivados cumarínicos.

Rifampicina:

A administração de fluvastatina em voluntários saudáveis previamente tratados com

rifampicina (rifampin) resultou numa redução da biodisponibilidade da fluvastatina de

cerca de 50%. Apesar de atualmente não existir evidência clínica de que a eficácia da

fluvastatina na redução dos níveis lipídicos seja alterada em doentes submetidos a

terapêutica prolongada com rifampicina (por ex.: tratamento da tuberculose), deve ser

efetuado um ajuste posológico adequado da fluvastatina, de forma a assegurar uma

redução satisfatória dos níveis dos lípidos.

Agentes antidiabéticos orais:

Nos doentes a receber sulfonilureias orais (glibenclamida [gliburida], tolbutamida) para o

tratamento de diabetes mellitus (tipo 2) (NIDDM) não insulinodependente, a adição de

fluvastatina não provoca alterações do controlo glicémico clinicamente significativas.

Nos doentes DMNID tratados com glibenclamida (n=32), a administração de fluvastatina

(40 mg duas vezes por dia durante 14 dias) aumentou a Cmáx média, AUC, e t1/2 da

glibenclamida em aproximadamente 50%, 69% e 121%, respetivamente. A glibenclamida

(5 a 20 mg por dia) aumentou os valores médios de Cmáx e AUC da fluvastatina em 44%

e 51%, respetivamente. Neste estudo não houve alterações nos níveis de glucose, insulina

níveis

péptido-C.

entanto, os

doentes

terapêutica

concomitante

glibenclamida

(gliburida)

fluvastatina

devem

continuar

adequadamente

monitorizados quando a dose de fluvastatina é aumentada para 80 mg por dia.

Sequestrantes dos ácidos biliares:

fluvastatina

deve

administrada

pelo

menos

horas

após

resina

(por

ex.:

colestiramina) para evitar uma interação significativa devido à ligação do fármaco à

resina.

Fluconazol:

administração

fluvastatina

voluntários

saudáveis

previamente

tratados

fluconazol (inibidor do CYP2C9) resultou num aumento da exposição e no pico das

concentrações de fluvastatina em cerca de 84% e 44% respetivamente. Ainda que não

exista evidência clínica de que o perfil de segurança da fluvastatina se tenha alterado em

doentes previamente tratados com fluconazol durante 4 dias, deve ter-se precaução

quando se administra fluvastatina concomitantemente com fluconazol.

Antagonistas dos recetores H2 da histamina e inibidores da bomba de protões:

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

A administração concomitante de fluvastatina com cimetidina, ranitidina ou omeprazol

resulta num aumento da biodisponibilidade da fluvastatina que, no entanto, não tem

relevância clínica.

Fenitoína:

A extensão global das alterações na farmacocinética durante a coadministração com

fluvastatina

relativamente

pequena

clinicamente

não

significativa.

Assim,

monitorização

regular

níveis

plasmáticos

fenitoína

suficiente

durante

coadministração com fluvastatina.

Agentes cardiovasculares:

Não

ocorrem

interações

farmacocinéticas

clinicamente

significativas

quando

fluvastatina

administrada

concomitantemente

propanolol,

digoxina,

losartan,

clopidogrel ou amlodipina. Com base nos dados de farmacocinética, não é necessária

monitorização

ajustes

posológicos

quando

fluvastatina

administrada

concomitantemente com estes agentes.

Itraconazol e eritromicina:

A administração concomitante de fluvastatina com os potentes inibidores do citocromo

P450 (CYP) 3A4, itraconazol e eritromicina têm efeitos mínimos na biodisponibilidade

fluvastatina.

Dado

envolvimento

mínimo

desta

enzima

metabolismo

fluvastatina, não é de esperar que outros inibidores da CYP3A4 (por ex. cetoconazol,

ciclosporina) alterem a biodisponibilidade da fluvastatina.

Sumo de toranja:

Com base na ausência de interações da fluvastatina com outros substratos do CYP3A4,

não se espera que a fluvastatina interaja com sumo de toranja.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Mulheres em idade fértil

As mulheres em idade fértil devem utilizar contraceção efetiva.

Se uma doente engravidar enquanto estiver a tomar fluvastatina, o tratamento deve ser

interrompido.

Gravidez

Não existem dados suficientes sobre a utilização da fluvastatina durante a gravidez.

Uma vez que os inibidores da redutase da HMG-CoA diminuem a síntese de colesterol e,

possivelmente,

de outras

substâncias

biologicamente

ativas

derivadas

colesterol,

podem ser nocivos para o feto quando administrados a mulheres grávidas. Por este

motivo, a fluvastatina está contraindicada durante a gravidez (ver secção 4.3).

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

Amamentação

Com base na informação pré-clínica, é provável que a fluvastatina seja excretada no leite

materno humano. Não existem dados suficientes sobre os efeitos da fluvastatina em

recém-nascidos/lactentes.

Fluvastatina está contraindicada em mulheres a amamentar (ver secção 4.3).

Fertilidade

Em estudos com

animais

não

foram observados efeitos na

fertilidade

masculina e

feminina.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram efetuados estudos sobre a capacidade de condução de veículos e utilização de

máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

reações

adversas

mais

frequentemente

notificadas

são

sintomas

gastrointestinais

ligeiros, insónia e cefaleia.

As reações adversas (Tabela 1) estão listadas pela classe de sistema de órgãos MedDRA.

Dentro de cada classe de sistema de órgãos, as reações adversas medicamentosas são

listadas

frequência,

mais

frequente

primeiro.

Dentro

cada

grupo

frequência, as reações adversas medicamentosas estão presentes por ordem decrescente

de gravidade. Adicionalmente, também é disponibilizada a correspondente categoria de

frequência, utilizando a seguinte convenção (CIOMS III) para cada reação adversa

medicamentosa:

Muito frequentes

1/10)

Frequentes

1/100 a <1/10)

Pouco frequentes

1/1.000 a <1/100)

Raros

1/10.000 a <1/1.000)

Muito raros

(<1/10.000)

Desconhecido

(não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis).

Tabela 1 Reações adversas ao medicamento

Doenças do sangue e do sistema linfático

Muito raros:

Trombocitopenia.

Doenças do sistema imunitário

Raros

Reações de hipersensibilidade (erupção, urticária).

Muito raros

Reação anafilática.

Perturbações do foro psiquiátrico

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

Frequentes

Insónia.

Doenças do sistema nervoso

Frequentes

Cefaleias.

Muito raros

Parestesia, disestesias, hipoestesia também conhecida por

estar associada a perturbações hiperlipidémicas subjacentes.

Vasculopatias

Muito raros

Vasculite.

Doenças gastrointestinais

Frequentes

Náuseas, dor abdominal, dispepsia.

Muito raros

Pancreatite.

Afeções hepatobiliares

Muito raros

Hepatite.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas

Muito raros

Angioedema, edema facial e outras reações cutâneas (por

ex., eczema, dermatite, exantema bulhoso).

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Raros

Mialgia, fraqueza muscular, miopatia.

Muito raros

Rabdomiólise, sindrome do tipo lúpus, miosite.

Desconhecido

Miopatia necrosante imunomediada (ver secção 4.4).

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Desconhecido*

Disfunção erétil.

Exames complementares de diagnóstico

Frequentes

Creatina

quinase

sangue

aumentada,

transaminases

sanguíneas aumentadas.

* Com base na experiência pós-comercialização com fluvastatina através de notificações

casos

espontâneos

casos

literatura.

Porque

estas

reações

são

notificadas

voluntariamente de uma população de tamanho incerto, não é possível estimar de forma

segura a sua frequência que como tal é caracterizada como desconhecido.

Foram notificados os seguintes acontecimentos adversos com algumas estatinas:

Distúrbios do sono, incluindo insónia e pesadelos

Perda de memória

Disfunção sexual

Depressão

Casos excecionais de doença pulmonar intersticial, especialmente com terapêutica

de longa duração (ver secção 4.4)

Diabetes Mellitus: A frequência dependerá da presença ou ausência de fatores de

risco (glucose no sangue em jejum

5,6 mmol/L, IMC > 30 kg/m2, triglicéridos

aumentados, história de hipertensão).

endinopatia, por vezes complicada por rutura do tendão

População pediátrica

Crianças e adolescentes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

O perfil de segurança da fluvastatina em crianças e adolescentes com hipercolesterolemia

familiar heterozigótica determinada em 114 doentes, com idades compreendidas entre os

9 e 17 anos, tratados em dois ensaios clínicos abertos não comparativos foi semelhante ao

observado em adultos. Não foi observado nenhum efeito no crescimento ou na maturação

sexual em qualquer dos ensaios clínicos. No entanto, a capacidade dos ensaios clínicos

para determinar qualquer efeito do tratamento nesta área foi baixa.

Resultados laboratoriais

Anomalias bioquímicas da função hepática têm sido associadas aos inibidores da redutase

da HMG-CoA e a outros agentes hipolipemiantes. Uma análise combinada de ensaios

clínicos controlados confirmou elevações nos níveis da alanina aminotransferase ou da

aspartato aminotransferase em mais de 3 vezes o limite superior normal em 0,2% de

doentes tratados com fluvastatina cápsulas 20 mg/dia; 1,5% a 1,8% em doentes tratados

fluvastatina

cápsulas

mg/dia;

1,9%

doentes

tratados

fluvastatina

comprimidos de libertação modificada 80 mg/dia e em 2,7% a 4,9% em doentes tratados

com fluvastatina cápsulas 40 mg duas vezes por dia. A maioria dos doentes com estes

resultados bioquímicos anormais foram assintomáticos. Num número muito pequeno de

doentes (0,3 a 1,0%) registaram-se elevações marcadas dos níveis de CK para mais de 5x

LSN.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

4.9 Sobredosagem

Até à data existe uma experiência limitada com a sobredosagem de fluvastatina. Não está

disponível um tratamento específico para sobredosagem de fluvastatina. Caso ocorra

sobredosagem, o doente deve ser tratado sintomaticamente, devendo ser

instituídas

medidas de suporte. Devem ser monitorizados os testes de função hepática e os níveis

séricos de CK.

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

Aparelho

Cardiovascular

Antidislipidémicos.

Estatinas, código ATC: C10A A 04

Mecanismo de ação

A fluvastatina, um agente hipocolesterolémico inteiramente sintético, é um inibidor

competitivo da redutase da HMG-CoA, a enzima responsável pela conversão da HMG-

CoA em ácido mevalónico, um precursor dos esteroides, incluindo o colesterol. A

fluvastatina exerce o seu principal efeito no fígado e é uma mistura racémica de dois

eritro enantiómeros, dos quais um exerce a atividade farmacológica. A inibição da

biossíntese do colesterol reduz o seu nível nas células hepáticas, o que estimula a síntese

de recetores das lipoproteínas de baixa densidade LDL, aumentando desse modo a

absorção

partículas

LDL.

resultado

destes

mecanismos

redução

concentração plasmática de colesterol.

A fluvastatina reduz o C-total, C-LDL, Apo-B e triglicéridos e aumenta o C-HDL em

doentes com hipercolesterolemia e dislipidemia mista.

Eficácia e segurança clínicas

Em 12 estudos controlados por placebo, com doentes com hiperlipoproteinemia Tipo IIa

ou Tipo IIb, a fluvastatina foi administrada isoladamente a 1.621 doentes em regimes

diários de 20 mg, 40 mg e 80 mg (40 mg, duas vezes por dia) durante, pelo menos, 6

semanas. Numa análise de 24 semanas, doses diárias de 20 mg, 40 mg e 80 mg

produziram reduções relacionadas com a dose de C-total, C-LDL, Apo B e triglicéridos e

aumentos do C-HDL (ver Tabela 2).

A fluvastatina de libertação modificada foi administrada a mais de 800 doentes em três

estudos principais de 24 semanas de duração do tratamento ativo e comparado com

fluvastatina 40 mg uma ou duas vezes por dia. Quando administrada como uma dose

única

diária

fluvastatina

comprimidos

libertação

modificada

reduziu

significativamente o C-total, o C-LDL, triglicéridos (TG) e Apo B (ver Tabela 2).

A resposta terapêutica foi bem estabelecida em duas semanas e a resposta máxima foi

atingida em quatro semanas. Após quatro semanas de terapêutica, a mediana da redução

no C-LDL foi de 38% e, à semana 24 (endpoint), a mediana da diminuição de C-LDL foi

de 35%. Observaram-se igualmente aumentos significativos no C-HDL.

Tabela 2 Mediana da percentagem de alteração nos parâmetros lipídicos a partir dos

valores basais na semana 24

Estudos controlados por placebo (fluvastatina) e controlo ativo (fluvastatina libertação

modificada)

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

C-Total

C-LDL

Apo B

C-HDL

Dose

Todos os doentes

Fluvastatina 20 mg1

Fluvastatina 40 mg1

Fluvastatina 40 mg duas

vezes por dia1

Fluvastatina

libertação

modificada 80 mg2

TG Basais

200 mg/dl

Fluvastatina 20 mg1

Fluvastatina 40 mg1

Fluvastatina 40 mg duas

vezes por dia1

Fluvastatina

libertação

modificada 80 mg2

1 Dados de 12 estudos controlados por placebo com fluvastatina

2 Dados de três estudos controlados de 24-semanas com fluvastatina comprimido de

libertação modificada 80 mg

estudo

Lipoprotein

Coronary

Atherosclerosis

Study

(LCAS),

efeito

fluvastatina na aterosclerose das artérias coronárias foi avaliado através de angiografia

coronária quantitativa em doentes de ambos os sexos (35 a 75 anos de idade) com doença

das artérias coronárias e níveis basais de C-LDL de 3,0 a 4,9 mmol/l (115 a 190 mg/dl).

Neste estudo clínico aleatorizado, em dupla ocultação e controlado foram tratados 429

doentes com fluvastatina 40 mg/dia ou placebo. Os angiogramas coronários quantitativos

foram avaliados no início e após 2,5 anos de tratamento e foram avaliáveis em 340 dos

429 doentes. O tratamento com fluvastatina retardou a progressão das lesões coronárias

ateroscleróticas

0,072

(intervalo

confiança

para

diferenças

tratamento de −0,1222 a −0,022 mm) durante 2,5 anos, conforme medido pela alteração

do diâmetro mínimo do lúmen (fluvastatina −0,028 mm vs. placebo −0,100 mm). Não foi

demonstrada

correlação

direta

entre

resultados

angiográficos

risco

acontecimentos cardiovasculares.

Lescol

Intervention

Prevention

Study

(LIPS),

efeito

fluvastatina

acontecimentos cardíacos graves (MACE; i.e. morte cardíaca, enfarte do miocárdio não

fatal,

revascularização

coronária)

avaliado

doentes

doença

cardíaca

coronária com intervenção coronária percutânea (cateterismo) anterior bem sucedida. O

estudo incluiu doentes de ambos os sexos (18 a 80 anos de idade) com valores basais de

C-total entre 3,5 a 7,0 mmol/l (135 a 270 mg/dl).

Neste estudo aleatorizado, em dupla ocultação, controlado por placebo, a fluvastatina

(n=844)

administrada

dose

dia,

durante

anos,

reduziu

significativamente o risco de primeiro MACE em 22% (p=0,013) comparativamente com

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

o placebo (n=833). O objetivo primário de MACE ocorreu em 21,4% dos doentes

tratados com fluvastatina versus 26,7% de doentes tratados com placebo (diferença do

risco absoluto: 5,2%; IC 95%: 1,1 a 9,3) Estes efeitos benéficos foram particularmente

relevantes em doentes com diabetes mellitus e em doentes com doença multivaso.

População pediátrica

Crianças e adolescentes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica

segurança

eficácia

fluvastatina

crianças

adolescentes

idades

compreendidas entre os 9–16 anos, com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, foi

avaliada em 2 ensaios clínicos abertos, não controlados, com duração de 2 anos. Foram

tratados 114 doentes (66 rapazes e 48 raparigas) com fluvastatina administrada quer na

forma

farmacêutica

cápsulas

mg/dia

duas

vezes/dia

quer

fluvastatina 80 mg comprimidos de libertação modificada, uma vez/dia, usando um

regime de titulação de dose baseado na resposta em termos de C-LDL.

O primeiro estudo incluiu 29 rapazes na pré-puberdade, com 9-12 anos de idade que

tinham

níveis

C-LDL

>

percentil

para

idade

progenitor

hipercolesterolemia primária e ou uma história familiar de doença cardíaca isquémica

prematura ou xantomas tendinosos. O valor basal médio de C-LDL foi de 226 mg/dL

equivalente a 5,8 mmol/L (intervalo: 137 – 354 mg/dL equivalente a 3,6 – 9,2 mmol/L).

Todos os doentes iniciaram o tratamento com fluvastatina cápsulas 20 mg por dia com

ajustes posológicos a cada 6 semanas até 40 mg por dia e depois 80 mg por dia (40 mg

duas vezes por dia) para atingir um objetivo de C-LDL de 96,7 a 123,7 mg/dL (2,5

mmol/L a 3,2 mmol/L).

O segundo estudo incluiu 85 doentes dos sexos masculino e feminino, com 10 a 16 anos

de idade, que tinham níveis de C-LDL> 190 mg/dl (equivalente a 4,9 mmol/L) ou C-LDL

> 160 mg/dL (equivalente a 4,1 mmol/L) e um ou mais fatores de risco para doença

cardíaca coronária, ou C-LDL > 160 mg/dl (equivalente a 4,1 mmol/L) e um defeito

comprovado

recetor

LDL.

valor

basal

médio

C-LDL

mg/dL

equivalente a 5,8 mmol/L (intervalo: 148 – 343 mg/dL equivalente a 3,8 – 8,9 mmol/L).

Todos os doentes iniciaram o tratamento com fluvastatina cápsulas 20 mg por dia com

ajustes posológicos a cada 6 semanas até 40 mg por dia e depois 80 mg por dia

(comprimido de libertação modificada de fluvastatina 80 mg) para atingir um objetivo de

C-LDL < 130 mg/dL (3,4 mmol/L). 70 doentes estavam na puberdade ou pós-puberdade

(n=69 avaliados para eficácia).

No primeiro estudo (em rapazes na pré-puberdade), doses de fluvastatina de 20 mg a 80

mg por dia diminuíram os valores plasmáticos de C-total e C-LDL em 21% e 27%,

respetivamente. O valor médio de C-LDL atingido foi de 161 mg/dL equivalente a 4,2

mmol/L (intervalo: 74 – 336 mg/dL, equivalente a 1,9 – 8,7 mmol/L). No segundo estudo

(em rapazes e raparigas na puberdade ou pré-puberdade), doses diárias de fluvastatina de

20 a 80 mg por dia diminuíram os valores plasmáticos de C-total e C-LDL em 22% e

28%, respetivamente. O valor médio de C-LDL atingido foi de 159 mg/dL equivalente a

4,1 mmol/L (intervalo: 90 – 295 mg/dL equivalente a 2,3 – 7,6 mmol/L).

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

A maioria dos doentes, em ambos os estudos (83% no primeiro estudo e 89% no segundo

estudo) foi titulada até uma dose máxima diária de 80 mg. No endpoint do estudo, 26 a

30% dos doentes em ambos os estudos atingiram o objetivo estabelecido de C-LDL< 130

mg/dL (3,4 mmol/L).

5.2 Propriedades farmacocinéticas

Absorção

A fluvastatina é rápida e completamente (98%) absorvida após a administração oral de

solução

voluntários

jejum.

Após

administração

oral

fluvastatina

libertação

modificada,

comparação

cápsulas,

taxa

absorção

fluvastatina é quase 60% mais lenta enquanto que o tempo de permanência médio da

fluvastatina

aumentado

aproximadamente

horas.

administrada

após

refeições, a taxa de absorção da substância é mais lenta.

Distribuição

A fluvastatina atua principalmente no fígado, que é também o órgão principal do seu

metabolismo.

biodisponibilidade

absoluta

avaliada

partir

concentrações

sanguíneas sistémicas é de 24% e o aparente volume de distribuição (Vd/f) do fármaco é

litros. Mais de 98% do

fármaco presente na circulação encontra-se

ligado às

proteínas plasmáticas e esta ligação não é afetada pela concentração de fluvastatina nem

pela varfarina, ácido salicílico ou glibenclamida.

Biotransformação

A fluvastatina é metabolizada principalmente pelo fígado. Os principais componentes

presentes

circulação

sanguínea

são

fluvastatina

não

alterada

metabolito

farmacologicamente

inativo

ácido

N-desisopropil-propiónico.

metabolitos

hidroxilados têm atividade farmacológica mas não se encontram presentes na circulação

sistémica. Existem múltiplas vias metabólicas alternativas do citocromo P450 (CYP450)

para a biotransformação da

fluvastatina, pelo que o metabolismo da

fluvastatina é

relativamente insensível à inibição do CYP450.

A fluvastatina inibiu apenas o metabolismo de compostos que são metabolizados pelo

CYP2C9. Apesar do potencial que existe assim para interação competitiva entre a

fluvastatina e os compostos que sejam substratos do CYP2C9, tais como o diclofenac, a

fenitoína, a tolbutamida e a varfarina, os resultados clínicos indicam que esta interação

não é provável.

Eliminação

Após a administração de 3H-fluvastatina a

voluntários saudáveis, cerca de 6% da

radioatividade foi excretada na urina e 93% nas fezes, contribuindo a fluvastatina com

menos de 2% da radioatividade total excretada. A depuração plasmática da fluvastatina

no Homem está calculada em 1,8 ± 0,8 l/min. As concentrações plasmáticas no estado

estacionário não mostraram evidência de acumulação da fluvastatina com doses de 80 mg

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

por dia. Após a administração oral de 40 mg de fluvastatina, a semivida terminal da

fluvastatina é de 2,3 ± 0,9 horas.

Características dos doentes:

As concentrações plasmáticas de fluvastatina não variam em função da idade ou do sexo

na população geral. No entanto, foi observada uma resposta aumentada ao tratamento em

mulheres e em idosos. Uma vez que a eliminação da fluvastatina é principalmente biliar,

significativa

biotransformação

pré-sistémica,

possibilidade

acumulação do fármaco em doentes com insuficiência hepática não pode ser excluída.

(ver secções 4.3 e 4.4).

Crianças e adolescentes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica:

Não se encontram disponíveis dados farmacocinéticos em crianças.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

estudos

convencionais,

incluindo

estudos

farmacologia

segurança,

genotoxicidade, toxicidade de dose repetida, carcinogenecidade e toxicidade reprodutiva

não

revelaram

outros

riscos

para

doentes

para

além

esperados

devido

mecanismo de ação farmacológica. Nos estudos de toxicidade, foram identificadas várias

alterações que são comuns aos inibidores da redutase da HMG-CoA. Com base nas

observações clínicas, já são recomendados testes à função hepática (ver secção 4.4).

Outra toxicidade observada em animais ou não foi relevante para o uso nos seres

humanos

ocorreu

partir

níveis

exposição

considerados

suficientemente

excessivos em relação ao nível máximo de exposição humana, pelo que se revelam pouco

pertinentes para a utilização clínica. Apesar das considerações teóricas relativas ao papel

do colesterol no desenvolvimento embrionário, os estudos em animais não sugerem um

potencial embriotóxico e teratogénico para a fluvastatina.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Conteúdo da cápsula:

Amido de milho

Crospovidona

Talco

Estearato de magnésio

Invólucro da cápsula

Óxido de ferro amarelo (E172) só 20 mg

Óxido de ferro vermelho (E172) só 40 mg

Dióxido de titânio (E171)

Gelatina

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

Água

Tinta preta

Óxido de ferro preto (E172)

Goma laca (E904)

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

18 meses.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25°C.

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagem em blister

OPA/alumínio/PVC/alumínio

Tamanho das embalagens

10, 14, 15, 28, 30, 50, 56, 98, 100, 500 cápsulas

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Laboratórios Anova - Produtos Farmacêuticos, Lda.

Parque Expo - Edifício Atlantis

Avenida D. João II, Lote 1.06.2.2 C - 7.3 e 7.4

1990-095 Lisboa

Tel: +351 21 412 7200

Fax: +351 21 412 7219

APROVADO EM

10-02-2016

INFARMED

8. NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º de registo: 5280417 - 10 cápsulas, 20 mg, blister de OPA/alumínio/PVC/alumínio

N.º de registo: 5280425 - 28 cápsulas, 20 mg, blister de OPA/alumínio/PVC/alumínio

N.º de registo: 5280433 - 56 cápsulas, 20 mg, blister de OPA/alumínio/PVC/alumínio

N.º de registo: 5280441 - 10 cápsulas, 40 mg, blister de OPA/alumínio/PVC/alumínio

N.º de registo: 5280458 - 28 cápsulas, 40 mg, blister de OPA/alumínio/PVC/alumínio

N.º de registo: 5280466 - 56 cápsulas, 40 mg, blister de OPA/alumínio/PVC/alumínio

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 22 de março de 2010

Data da última renovação: 23 de julho de 2014

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

02/2016

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