Exalief

União Europeia - português - EMA (European Medicines Agency)

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Ingredientes ativos:
acetato de eslicarbazepina
Disponível em:
BIAL - Portela Ca, S.A.
Código ATC:
N03AF04
DCI (Denominação Comum Internacional):
eslicarbazepine acetate
Grupo terapêutico:
Antiepilépticos,
Área terapêutica:
Epilepsia
Indicações terapêuticas:
Exalief é indicado como terapia adjuvante em adultos com convulsões de início parcial com ou sem generalização secundária.
Resumo do produto:
Revision: 5
Status de autorização:
Retirado
Número de autorização:
EMEA/H/C/000987
Data de autorização:
2009-04-21
Código EMEA:
EMEA/H/C/000987

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Leia o documento completo

B. FOLHETO INFORMATIVO

Medicamento já não autorizado

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Exalief 400 mg comprimidos

Acetato de eslicarbazepina

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes

prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários não

mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto

O que é Exalief e para que é utilizado

Antes de tomar Exalief

Como tomar Exalief

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Exalief

Outras informações

1.

O QUE É EXALIEF E PARA QUE É UTILIZADO

Exalief é usado para tratar a epilepsia, uma doença que se manifesta por convulsões ou crises

epiléticas repetidas.

Exalief é usado no tratamento de doentes adultos que já estejam a tomar outros medicamentos

antiepiléticos mas que ainda têm crises epiléticas denominadas crises parciais. Estas crises podem ser

seguidas ou não, de uma crise generalizada.

O seu médico receitou-lhe Exalief para reduzir o número de crises epiléticas.

2.

ANTES DE TOMAR EXALIEF

Não tome Exalief

se tem alergia (hipersensibilidade) à substância ativa (acetato de eslicarbazepina), a outros

derivados carboxamídicos (ex. carbamazepina, oxcarbazepina) ou a qualquer um dos

excipientes de Exalief

se sofre de arritmia (alteração do ritmo cardíaco por bloqueio auriculoventricular (AV) de

segundo ou terceiro grau).

Tome especial cuidado com Exalief

Contacte imediatamente o seu médico se:

tem erupção na pele, dificuldade em engolir ou respirar, inchaço nos lábios, face, garganta e

língua. Estes podem ser sinais de uma reação alérgica

se sentir confuso, se tiver agravamento das crises epiléticas ou diminuição da consciência, que

podem ser sinais de níveis baixos de sal no sangue.

Por favor informe o seu médico se:

tem doenças dos rins. O seu médico poderá ter de ajustar a dose. O Exalief não é recomendado

para doentes com doença renal grave.

tem doenças do fígado. Exalief não é recomendado em doentes com doenças graves no fígado.

Medicamento já não autorizado

está a tomar algum medicamento que possa causar uma anomalia no ECG (eletrocardiograma),

conhecida por aumento do intervalo do PR. Se não tem a certeza de que os medicamentos que

está a tomar tenham este efeito, fale com o seu médico.

se sofre de uma doença do coração tal como disfunção cardíaca ou ataque cardíaco

se sofre de crises epiléticas que começam com descargas elétricas generalizadas envolvendo

ambos os lados do cérebro

Exalief pode fazê-lo sentir tonturas e/ou sonolência, particularmente no início do tratamento. Tome

especial cuidado enquanto estiver a tomar Exalief para evitar acidentes (queda).

Um pequeno número de doentes a fazer tratamento com antiepiléticos tem pensamentos de

autoagressão ou suicídio. Se nalgum momento tiver esses pensamentos enquanto estiver a tomar

Exalief, contacte imediatamente o seu médico.

Crianças

Exalief não deve ser administrado a crianças.

Ao tomar Exalief com outros medicamentos

Informe o seu médico se está a tomar fenitoína (um medicamento para tratar a epilepsia)

porque pode ser necessário ajustar a dose.

Informe o seu médico se está a tomar carbamazepina (um medicamento para tratar a epilepsia)

porque pode ser necessário ajustar a dose e os seguintes efeitos secundários podem surgir com

maior frequência: visão dupla, alterações da coordenação e tonturas.

Informe o seu médico se está a tomar sinvastatina (um medicamento para baixar os níveis de

colesterol) porque pode ser necessário ajustar a dose.

Informe o seu médico se está a tomar um medicamento – varfarina – para tornar o sangue mais

fluído.

Informe o seu médico se está a tomar antidepressivos tricíclicos, por ex. amitriptilina.

Informe o seu médico se está a tomar contracetivos hormonais/orais. Exalief pode diminuir o

efeito dos contracetivos hormonais, por exemplo a pílula. Por conseguinte, recomenda-se que

use outras formas de contraceção seguras e efetivas, durante o tratamento com Exalief e até ao

final do ciclo menstrual se parar o tratamento.

Não tome oxcarbazepina (um medicamento para tratar a epilepsia) com Exalief, porque não se

sabe se é seguro tomar estes dois medicamentos juntos.

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros

medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Isto para o caso de algum deles

poder interferir com o Exalief ou do Exalief interferir com o seu efeito.

Ao tomar Exalief com alimentos e bebidas

Os comprimidos de Exalief podem ser tomados com ou sem alimentos.

Gravidez e aleitamento

Informe imediatamente o seu médico se estiver grávida ou a planear engravidar. Só deve tomar Exalief

durante a gravidez se for receitado pelo seu médico.

A investigação revelou um risco aumentado de malformações em crianças nascidas de mães que

tomavam antiepiléticos. Por outro lado, um tratamento antiepilético eficaz não deve ser interrompido,

dado que o agravamento da doença é prejudicial quer para a mãe quer para o feto.

Não amamente enquanto estiver a tomar Exalief. Desconhece-se se ele passa para o leite materno.

Ver a secção ‘Ao tomar Exalief com outros medicamentos’ com conselhos sobre contraceção.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Medicamento já não autorizado

Condução de veículos e utilização de máquinas

Exalief pode fazê-lo sentir tonturas ou sonolência e afetar a sua visão, especialmente no início do

tratamento. Caso isto aconteça não conduza nem utilize quaisquer ferramentas ou máquinas.

3.

COMO TOMAR EXALIEF

Tome Exalief sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico

se tiver dúvidas.

Adultos

Existem dois regimes posológicos para adultos:

Dose para início do tratamento

400 mg, uma vez por dia durante uma a duas semanas, antes de aumentar para a dose de manutenção.

O seu médico decidirá se deve fazer esta dose durante uma ou duas semanas.

Dose de manutenção

A dose habitual de manutenção é de 800 mg uma vez por dia.

Dependendo do modo como vai reagir ao Exalief, a sua dose pode ser aumentada para 1200 mg uma

vez por dia.

Idosos (com mais de 65 anos de idade)

Se é idoso o seu médico decidirá qual a dose adequada para si.

Doentes renais

Se tem doenças dos rins, ser-lhe-á dada uma dose mais baixa de Exalief. O seu médico indicará qual a

dose adequada para si. Exalief não é recomendado se tem doença renal grave.

Doentes hepáticos

A dose é a mesma dos doentes adultos. Porém, o Exalief não é recomendado se tem doença grave do

fígado. Deve falar com o seu médico se não tem a certeza sobre a dose que deve tomar.

Modo e via de administração

Engolir o comprimido com um copo de água.

Se tomar mais Exalief do que deveria

Se tomou

acidentalmente mais Exalief do que deveria, informe o seu médico ou dirija-se

imediatamente ao hospital ou a um serviço de urgência. Leve consigo a embalagem para que o médico

saiba o que tomou.

Caso se tenha esquecido de tomar Exalief

Tome-o logo que se lembre e retome a posologia habitual. Não tome uma dose a dobrar para

compensar um comprimido que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Exalief

Não pare de tomar os comprimidos repentinamente. Se o fizer, correrá o risco de ter mais crises. O seu

médico decidirá durante quanto tempo vai tomar Exalief. Se o seu médico decidir interromper o

tratamento, a redução da dose é habitualmente gradual. É importante que o tratamento seja cumprido

tal como recomendado pelo seu médico, ou então os seus sintomas poderão piorar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4.

EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSIVEIS

Medicamento já não autorizado

Como todos os medicamentos, Exalief pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se

manifestam em todas as pessoas.

Os seguintes efeitos secundários podem ser muito graves. Se eles surgirem deverá parar de tomar

Exalief e informar um médico ou dirigir-se imediatamente ao hospital, pois pode necessitar de

tratamento médico urgente:

Erupção na pele, dificuldade em engolir ou respirar, inchaço dos lábios, cara, garganta ou língua.

Estes podem ser sinais de reação alérgica

A frequência dos efeitos secundários possíveis mencionados abaixo é definida usando a seguinte

convenção:

muito frequentes (afetam mais de 1 utilizador em cada 10)

frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100)

pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 1.000)

raros (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 10.000)

muito raros (afetam menos de 1 utilizador em cada 10.000)

Os efeitos secundários

muito frequentes

são:

Sensação de tontura ou sonolência

Os efeitos secundários

frequentes

são:

Sensação de instabilidade ou sensação de cabeça à roda ou flutuação

Sensação de enjoo ou vómito

Dor de cabeça

Diarreia

Visão dupla ou visão turva

Dificuldade de concentração

Sensação de falta de energia ou cansaço

Tremores

Sensação de peso

Erupção na pele

Adormecimento e formigueiro das mãos e dos pés.

Os efeitos secundários

pouco frequentes

são:

Hipersensibilidade

Agravamento das crises

Menor funcionamento da tiroide. Os sintomas incluem intolerância ao frio, língua volumosa,

unhas ou cabelos finos e quebradiços e baixa temperatura corporal.

Níveis elevados de gorduras circulantes no seu sangue

Dificuldade em adormecer

Problemas de fígado

Tensão alta ou baixa ou queda na tensão arterial ao levantar-se

Análises de sangue que mostram que tem níveis baixos de sal ou sódio no sangue ou redução dos

glóbulos vermelhos

Desidratação

Alteração dos movimentos oculares, visão enevoada, vermelhidão nos olhos e dor ocular

Quedas

Falta de m

ória ou esquecimento

Choro, sensação de depressão, nervosismo ou confusão, falta de interesse ou emoção

Dificuldade em falar ou escrever ou compreender a linguagem falada ou escrita

Agitação

Irritabilidade

Alterações do humor ou alucinações

Dificuldade em falar

Hemorragia (sangramento) nasal

Medicamento já não autorizado

Dor no peito

Perda de peso e mau estar geral (caquexia)

Sentir um adormecimento em qualquer parte do corpo

Sensação de queimadura

Alterações do odor e/ou paladar

Dor no ouvido ou zumbidos

Inchaço nas pernas e braços

Azia, indisposição gástrica, dor abdominal, abdómen distendido e desconforto ou boca seca

Sangue nas fezes

Gengivas inflamadas, inflamação da boca e dores de dentes

Dor ao engolir

Suor ou pele seca

Alterações nas unhas e pele (por ex. pele vermelha)

Queda de cabelo

Períodos menstruais irregulares

Aumento da produção de urina durante a noite

Infeção do trato urinário

Sensação de mal-estar geral ou de arrepios

Aumento ou diminuição do apetite

Perda de peso ou aumento exagerado de peso

Dor muscular

Dores nas costas ou no pescoço

Membros frios

Batimentos cardíacos rápidos, lentos ou irregulares

Sonolência

Doenças neurológicas do movimento, em que os seus músculos se contraem causando

movimentos de torção e repetitivos ou postura anormal. Os sintomas incluem tremores, dor,

cãibras.

Síndrome do cólon irritável. Os sintomas incluem cólicas abdominais crónicas e diarreia ou prisão

de ventre.

Os efeitos secundários

raros

são:

Diminuição das plaquetas que aumenta o risco de hemorragias ou hematomas.

Dor forte nas costas e estômago

Diminuição dos glóbulos brancos o que pode facilitar a ocorrência de infeções

O uso de Exalief está associado a uma alteração no ECG (eletrocardiograma) designada por aumento

do intervalo PR. Podem ocorrer efeitos secundários associados com

esta alteração do ECG (ex.

desmaio ou redução da frequência cardíaca).

Se algum

dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários não

mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5.

COMO CONSERVAR EXALIEF

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Exalief após o prazo de validade impresso no blister ou na embalagem exterior, a seguir a

“EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Medicamento já não autorizado

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a

proteger o ambiente.

6.

OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Exalief

A substância ativa é o acetato de eslicarbazepina. Cada comprimido contém 400 mg de acetato de

eslicarbazepina.

Os outros componentes são povidona K29/32, croscarmelosa sódica e estearato de magnésio

Qual o aspeto de Exalief e conteúdo da embalagem

Exalief 400 mg: comprimidos brancos, circulares biconvexos, gravados ‘ESL 400’ numa face e com

uma ranhura na outra. A ranhura do comprimido destina-se unicamente a facilitar a sua divisão, de

modo a ajudar a deglutição, e não para a divisão em doses iguais.

Os comprimidos são acondicionados em blisters em caixas de cartão contendo 7, 14 ou 28

comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

BIAL-Portela & Cª., S.A. À Av. da Siderurgia Nacional, 4745-457 S. Mamede do Coronado, Portugal

tel: +351 22 986 61 00

fax: +351 22 986 61 99

e-mail: info@bial.com

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o Titular da Autorização de

Introdução no Mercado.

Este folheto foi aprovado pela última vez em {

MM/AAAA

}

Informação pormenorizada sobre este medicamento está disponível na Internet no

site

da Agência

Europeia de Medicamentos

http://www.ema.europa.eu/

Medicamento já não autorizado

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Exalief 600 mg comprimidos

Acetato de eslicarbazepina

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes

prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários não

mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto

O que é Exalief e para que é utilizado

Antes de tomar Exalief

Como tomar Exalief

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Exalief

Outras informações

1.

O QUE É EXALIEF E PARA QUE É UTILIZADO

Exalief é usado para tratar a epilepsia, uma doença que se manifesta por convulsões ou crises

epiléticas repetidas.

Exalief é usado no tratamento de doentes adultos que já estejam a tomar outros medicamentos

antiepiléticos mas que ainda têm crises epiléticas denominadas crises parciais. Estas crises podem ser

seguidas ou não, de uma crise generalizada.

O seu médico receitou-lhe Exalief para reduzir o número de crises epiléticas.

2.

ANTES DE TOMAR EXALIEF

Não tome Exalief

se tem alergia (hipersensibilidade) à substância ativa (acetato de eslicarbazepina), a outros

derivados carboxamídicos (ex. carbamazepina, oxcarbazepina) ou a qualquer um dos

excipientes de Exalief

se sofre de arritmia (alteração do ritmo cardíaco por bloqueio auriculoventricular (AV) de

segundo ou terceiro grau).

Tome especial cuidado com Exalief

Contacte imediatamente o seu médico se:

tem erupção na pele, dificuldade em engolir ou respirar, inchaço nos lábios, face, garganta e

língua. Estes podem ser sinais de uma reação alérgica

se sentir confuso, se tiver agravamento das crises epiléticas ou diminuição da consciência, que

podem ser sinais de níveis baixos de sal no sangue.

Por favor informe o seu médico se:

tem doenças dos rins. O seu médico poderá ter de ajustar a dose. O Exalief não é recomendado

para doentes com doença renal grave.

tem doenças do fígado. Exalief não é recomendado em doentes com doenças graves no fígado.

Medicamento já não autorizado

está a tomar algum medicamento que possa causar uma anomalia no ECG (eletrocardiograma),

conhecida por aumento do intervalo do PR. Se não tem a certeza de que os medicamentos que

está a tomar tenham este efeito, fale com o seu médico.

se sofre de uma doença do coração tal como disfunção cardíaca ou ataque cardíaco

se sofre de crises epiléticas que começam com descargas elétricas generalizadas envolvendo

ambos os lados do cérebro

Exalief pode fazê-lo sentir tonturas e/ou sonolência, particularmente no início do tratamento. Tome

especial cuidado enquanto estiver a tomar Exalief para evitar acidentes (queda).

Um pequeno número de doentes a fazer tratamento com antiepiléticos tem pensamentos de

autoagressão ou suicídio. Se nalgum momento tiver esses pensamentos enquanto estiver a tomar

Exalief, contacte imediatamente o seu médico.

Crianças

Exalief não deve ser administrado a crianças.

Ao tomar Exalief com outros medicamentos

Informe o seu médico se está a tomar fenitoína (um medicamento para tratar a epilepsia)

porque pode ser necessário ajustar a dose.

Informe o seu médico se está a tomar carbamazepina (um medicamento para tratar a epilepsia)

porque pode ser necessário ajustar a dose e os seguintes efeitos secundários podem surgir com

maior frequência: visão dupla, alterações da coordenação e tonturas.

Informe o seu médico se está a tomar sinvastatina (um medicamento para baixar os níveis de

colesterol) porque pode ser necessário ajustar a dose.

Informe o seu médico se está a tomar um medicamento – varfarina – para tornar o sangue mais

fluído.

Informe o seu médico se está a tomar antidepressivos tricíclicos, por ex. amitriptilina.

Informe o seu médico se está a tomar contracetivos hormonais/orais. Exalief pode diminuir o

efeito dos contracetivos hormonais, por exemplo a pílula. Por conseguinte, recomenda-se que

use outras formas de contraceção seguras e efetivas, durante o tratamento com Exalief e até ao

final do ciclo menstrual se parar o tratamento.

Não tome oxcarbazepina (um medicamento para tratar a epilepsia) com Exalief, porque não se

sabe se é seguro tomar estes dois medicamentos juntos.

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros

medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Isto para o caso de algum deles

poder interferir com o Exalief ou do Exalief interferir com o seu efeito.

Ao tomar Exalief com alimentos e bebidas

Os comprimidos de Exalief podem ser tomados com ou sem alimentos.

Gravidez e aleitamento

Informe imediatamente o seu médico se estiver grávida ou a planear engravidar. Só deve tomar Exalief

durante a gravidez se for receitado pelo seu médico.

A investigação revelou um risco aumentado de malformações em crianças nascidas de mães que

tomavam antiepiléticos. Por outro lado, um tratamento antiepilético eficaz não deve ser interrompido,

dado que o agravamento da doença é prejudicial quer para a mãe quer para o feto.

Não amamente enquanto estiver a tomar Exalief. Desconhece-se se ele passa para o leite materno.

Ver a secção ‘Ao tomar Exalief com outros medicamentos’ com conselhos sobre contraceção.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Medicamento já não autorizado

Condução de veículos e utilização de máquinas

Exalief pode fazê-lo sentir tonturas ou sonolência e afetar a sua visão, especialmente no início do

tratamento. Caso isto aconteça não conduza nem utilize quaisquer ferramentas ou máquinas.

3.

COMO TOMAR EXALIEF

Tome Exalief sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico

se tiver dúvidas.

Adultos

Existem dois regimes posológicos para adultos:

Dose para início do tratamento

400 mg, uma vez por dia durante uma a duas semanas, antes de aumentar para a dose de manutenção.

O seu médico decidirá se deve fazer esta dose durante uma ou duas semanas.

Dose de manutenção

A dose habitual de manutenção é de 800 mg uma vez por dia.

Dependendo do modo como vai reagir ao Exalief, a sua dose pode ser aumentada para 1200 mg uma

vez por dia.

Idosos (com mais de 65 anos de idade)

Se é idoso o seu médico decidirá qual a dose adequada para si.

Doentes renais

Se tem doenças dos rins, ser-lhe-á dada uma dose mais baixa de Exalief. O seu médico indicará qual a

dose adequada para si. Exalief não é recomendado se tem doença renal grave.

Doentes hepáticos

A dose é a mesma dos doentes adultos. Porém, o Exalief não é recomendado se tem doença grave do

fígado. Deve falar com o seu médico se não tem a certeza sobre a dose que deve tomar.

Modo e via de administração

Engolir o comprimido com um copo de água.

Se tomar mais Exalief do que deveria

Se tomou

acidentalmente mais Exalief do que deveria, informe o seu médico ou dirija-se

imediatamente ao hospital ou a um serviço de urgência. Leve consigo a embalagem para que o médico

saiba o que tomou.

Caso se tenha esquecido de tomar Exalief

Tome-o logo que se lembre e retome a posologia habitual. Não tome uma dose a dobrar para

compensar um comprimido que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Exalief

Não pare de tomar os comprimidos repentinamente. Se o fizer, correrá o risco de ter mais crises. O seu

médico decidirá durante quanto tempo vai tomar Exalief. Se o seu médico decidir interromper o

tratamento, a redução da dose é habitualmente gradual. É importante que o tratamento seja cumprido

tal como recomendado pelo seu médico, ou então os seus sintomas poderão piorar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4.

EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSIVEIS

Medicamento já não autorizado

Como todos os medicamentos, Exalief pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se

manifestam em todas as pessoas.

Os seguintes efeitos secundários podem ser muito graves. Se eles surgirem deverá parar de tomar

Exalief e informar um médico ou dirigir-se imediatamente ao hospital, pois pode necessitar de

tratamento médico urgente:

Erupção na pele, dificuldade em engolir ou respirar, inchaço dos lábios, cara, garganta ou língua.

Estes podem ser sinais de reação alérgica

A frequência dos efeitos secundários possíveis mencionados abaixo é definida usando a seguinte

convenção:

muito frequentes (afetam mais de 1 utilizador em cada 10)

frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100)

pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 1.000)

raros (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 10.000)

muito raros (afetam menos de 1 utilizador em cada 10.000)

Os efeitos secundários

muito frequentes

são:

Sensação de tontura ou sonolência

Os efeitos secundários

frequentes

são:

Sensação de instabilidade ou sensação de cabeça à roda ou flutuação

Sensação de enjoo ou vómito

Dor de cabeça

Diarreia

Visão dupla ou visão turva

Dificuldade de concentração

Sensação de falta de energia ou cansaço

Tremores

Sensação de peso

Erupção na pele

Adormecimento e formigueiro das mãos e dos pés.

Os efeitos secundários

pouco frequentes

são:

Hipersensibilidade

Agravamento das crises

Menor funcionamento da tiroide. Os sintomas incluem intolerância ao frio, língua volumosa,

unhas ou cabelos finos e quebradiços e baixa temperatura corporal.

Níveis elevados de gorduras circulantes no seu sangue

Dificuldade em adormecer

Problemas de fígado

Tensão alta ou baixa ou queda na tensão arterial ao levantar-se

Análises de sangue que mostram que tem níveis baixos de sal ou sódio no sangue ou redução dos

glóbulos vermelhos

Desidratação

Alteração dos movimentos oculares, visão enevoada, vermelhidão nos olhos e dor ocular

Quedas

Falta de m

ória ou esquecimento

Choro, sensação de depressão, nervosismo ou confusão, falta de interesse ou emoção

Dificuldade em falar ou escrever ou compreender a linguagem falada ou escrita

Agitação

Irritabilidade

Alterações do humor ou alucinações

Dificuldade em falar

Hemorragia (sangramento) nasal

Medicamento já não autorizado

Dor no peito

Perda de peso e mau estar geral (caquexia)

Sentir um adormecimento em qualquer parte do corpo

Sensação de queimadura

Alterações do odor e/ou paladar

Dor no ouvido ou zumbidos

Inchaço nas pernas e braços

Azia, indisposição gástrica, dor abdominal, abdómen distendido e desconforto ou boca seca

Sangue nas fezes

Gengivas inflamadas, inflamação da boca e dores de dentes

Dor ao engolir

Suor ou pele seca

Alterações nas unhas e pele (por ex. pele vermelha)

Queda de cabelo

Períodos menstruais irregulares

Aumento da produção de urina durante a noite

Infeção do trato urinário

Sensação de mal-estar geral ou de arrepios

Aumento ou diminuição do apetite

Perda de peso ou aumento exagerado de peso

Dor muscular

Dores nas costas ou no pescoço

Membros frios

Batimentos cardíacos rápidos, lentos ou irregulares

Sonolência

Doenças neurológicas do movimento, em que os seus músculos se contraem causando

movimentos de torção e repetitivos ou postura anormal. Os sintomas incluem tremores, dor,

cãibras.

Síndrome do cólon irritável. Os sintomas incluem cólicas abdominais crónicas e diarreia ou prisão

de ventre.

Os efeitos secundários

raros

são:

Diminuição das plaquetas que aumenta o risco de hemorragias ou hematomas.

Dor forte nas costas e estômago

Diminuição dos glóbulos brancos o que pode facilitar a ocorrência de infeções

O uso de Exalief está associado a uma alteração no ECG (eletrocardiograma) designada por aumento

do intervalo PR. Podem ocorrer efeitos secundários associados com

esta alteração do ECG (ex.

desmaio ou redução da frequência cardíaca).

Se algum

dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários não

mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5.

COMO CONSERVAR EXALIEF

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Exalief após o prazo de validade impresso no blister, no frasco ou na embalagem exterior,

a seguir a “EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Medicamento já não autorizado

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a

proteger o ambiente.

6.

OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Exalief

A substância ativa é o acetato de eslicarbazepina. Cada comprimido contém 600 mg de acetato de

eslicarbazepina.

Os outros componentes são povidona K29/32, croscarmelosa sódica e estearato de magnésio

Qual o aspeto de Exalief e conteúdo da embalagem

Exalief 600 mg: comprimidos brancos, oblongos, gravados ‘ESL 600’ numa face e com uma ranhura

na outra, o que permite dividir o comprimido em metades iguais.

Os comprimidos são acondicionados em blisters em caixas de cartão contendo 30 ou 60 comprimidos

e em frascos de polietileno de alta densidade com fecho de segurança para crianças em caixas de

cartão contendo 90 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

BIAL-Portela & Cª., S.A. À Av. da Siderurgia Nacional, 4745-457 S. Mamede do Coronado, Portugal

tel: +351 22 986 61 00

fax: +351 22 986 61 99

e-mail: info@bial.com

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o Titular da Autorização de

Introdução no Mercado.

Este folheto foi aprovado pela última vez em {

MM/AAAA

}

Informação pormenorizada sobre este medicamento está disponível na Internet no

site

da Agência

Europeia de Medicamentos

http://www.ema.europa.eu

Medicamento já não autorizado

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Exalief 800 mg comprimidos

Acetato de eslicarbazepina

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes

prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários não

mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto

O que é Exalief e para que é utilizado

Antes de tomar Exalief

Como tomar Exalief

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Exalief

Outras informações

1.

O QUE É EXALIEF E PARA QUE É UTILIZADO

Exalief é usado para tratar a epilepsia, uma doença que se manifesta por convulsões ou crises

epiléticas repetidas.

Exalief é usado no tratamento de doentes adultos que já estejam a tomar outros medicamentos

antiepiléticos mas que ainda têm crises epiléticas denominadas crises parciais. Estas crises podem ser

seguidas ou não, de uma crise generalizada.

O seu médico receitou-lhe Exalief para reduzir o número de crises epiléticas.

2.

ANTES DE TOMAR EXALIEF

Não tome Exalief

se tem alergia (hipersensibilidade) à substância ativa (acetato de eslicarbazepina), a outros

derivados carboxamídicos (ex. carbamazepina, oxcarbazepina) ou a qualquer um dos

excipientes de Exalief

se sofre de arritmia (alteração do ritmo cardíaco por bloqueio auriculoventricular (AV) de

segundo ou terceiro grau).

Tome especial cuidado com Exalief

Contacte imediatamente o seu médico se:

tem erupção na pele, dificuldade em engolir ou respirar, inchaço nos lábios, face, garganta e

língua. Estes podem ser sinais de uma reação alérgica

se sentir confuso, se tiver agravamento das crises epiléticas ou diminuição da consciência, que

podem ser sinais de níveis baixos de sal no sangue.

Por favor informe o seu médico se:

tem doenças dos rins. O seu médico poderá ter de ajustar a dose. O Exalief não é recomendado

para doentes com doença renal grave.

tem doenças do fígado. Exalief não é recomendado em doentes com doenças graves no fígado.

Medicamento já não autorizado

está a tomar algum medicamento que possa causar uma anomalia no ECG (eletrocardiograma),

conhecida por aumento do intervalo do PR. Se não tem a certeza de que os medicamentos que

está a tomar tenham este efeito, fale com o seu médico.

se sofre de uma doença do coração tal como disfunção cardíaca ou ataque cardíaco

se sofre de crises epiléticas que começam com descargas elétricas generalizadas envolvendo

ambos os lados do cérebro

Exalief pode fazê-lo sentir tonturas e/ou sonolência, particularmente no início do tratamento. Tome

especial cuidado enquanto estiver a tomar Exalief para evitar acidentes (queda).

Um pequeno número de doentes a fazer tratamento com antiepiléticos tem pensamentos de

autoagressão ou suicídio. Se nalgum momento tiver esses pensamentos enquanto estiver a tomar

Exalief, contacte imediatamente o seu médico.

Crianças

Exalief não deve ser administrado a crianças.

Ao tomar Exalief com outros medicamentos

Informe o seu médico se está a tomar fenitoína (um medicamento para tratar a epilepsia)

porque pode ser necessário ajustar a dose.

Informe o seu médico se está a tomar carbamazepina (um medicamento para tratar a epilepsia)

porque pode ser necessário ajustar a dose e os seguintes efeitos secundários podem surgir com

maior frequência: visão dupla, alterações da coordenação e tonturas.

Informe o seu médico se está a tomar sinvastatina (um medicamento para baixar os níveis de

colesterol) porque pode ser necessário ajustar a dose.

Informe o seu médico se está a tomar um medicamento – varfarina – para tornar o sangue mais

fluído.

Informe o seu médico se está a tomar antidepressivos tricíclicos, por ex. amitriptilina.

Informe o seu médico se está a tomar contracetivos hormonais/orais. Exalief pode diminuir o

efeito dos contracetivos hormonais, por exemplo a pílula. Por conseguinte, recomenda-se que

use outras formas de contraceção seguras e efetivas, durante o tratamento com Exalief e até ao

final do ciclo menstrual se parar o tratamento.

Não tome oxcarbazepina (um medicamento para tratar a epilepsia) com Exalief, porque não se

sabe se é seguro tomar estes dois medicamentos juntos.

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros

medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Isto para o caso de algum deles

poder interferir com o Exalief ou do Exalief interferir com o seu efeito.

Ao tomar Exalief com alimentos e bebidas

Os comprimidos de Exalief podem ser tomados com ou sem alimentos.

Gravidez e aleitamento

Informe imediatamente o seu médico se estiver grávida ou a planear engravidar. Só deve tomar Exalief

durante a gravidez se for receitado pelo seu médico.

A investigação revelou um risco aumentado de malformações em crianças nascidas de mães que

tomavam antiepiléticos. Por outro lado, um tratamento antiepilético eficaz não deve ser interrompido,

dado que o agravamento da doença é prejudicial quer para a mãe quer para o feto.

Não amamente enquanto estiver a tomar Exalief. Desconhece-se se ele passa para o leite materno.

Ver a secção ‘Ao tomar Exalief com outros medicamentos’ com conselhos sobre contraceção.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Medicamento já não autorizado

Condução de veículos e utilização de máquinas

Exalief pode fazê-lo sentir tonturas ou sonolência e afetar a sua visão, especialmente no início do

tratamento. Caso isto aconteça não conduza nem utilize quaisquer ferramentas ou máquinas.

3.

COMO TOMAR EXALIEF

Tome Exalief sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico

se tiver dúvidas.

Adultos

Existem dois regimes posológicos para adultos:

Dose para início do tratamento

400 mg, uma vez por dia durante uma a duas semanas, antes de aumentar para a dose de manutenção.

O seu médico decidirá se deve fazer esta dose durante uma ou duas semanas.

Dose de manutenção

A dose habitual de manutenção é de 800 mg uma vez por dia.

Dependendo do modo como vai reagir ao Exalief, a sua dose pode ser aumentada para 1200 mg uma

vez por dia.

Idosos (com mais de 65 anos de idade)

Se é idoso o seu médico decidirá qual a dose adequada para si.

Doentes renais

Se tem doenças dos rins, ser-lhe-á dada uma dose mais baixa de Exalief. O seu médico indicará qual a

dose adequada para si. Exalief não é recomendado se tem doença renal grave.

Doentes hepáticos

A dose é a mesma dos doentes adultos. Porém, o Exalief não é recomendado se tem doença grave do

fígado. Deve falar com o seu médico se não tem a certeza sobre a dose que deve tomar.

Modo e via de administração

Engolir o comprimido com um copo de água.

Se tomar mais Exalief do que deveria

Se tomou

acidentalmente mais Exalief do que deveria, informe o seu médico ou dirija-se

imediatamente ao hospital ou a um serviço de urgência. Leve consigo a embalagem para que o médico

saiba o que tomou.

Caso se tenha esquecido de tomar Exalief

Tome-o logo que se lembre e retome a posologia habitual. Não tome uma dose a dobrar para

compensar um comprimido que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Exalief

Não pare de tomar os comprimidos repentinamente. Se o fizer, correrá o risco de ter mais crises. O seu

médico decidirá durante quanto tempo vai tomar Exalief. Se o seu médico decidir interromper o

tratamento, a redução da dose é habitualmente gradual. É importante que o tratamento seja cumprido

tal como recomendado pelo seu médico, ou então os seus sintomas poderão piorar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4.

EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSIVEIS

Medicamento já não autorizado

Como todos os medicamentos, Exalief pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se

manifestam em todas as pessoas.

Os seguintes efeitos secundários podem ser muito graves. Se eles surgirem deverá parar de tomar

Exalief e informar um médico ou dirigir-se imediatamente ao hospital, pois pode necessitar de

tratamento médico urgente:

Erupção na pele, dificuldade em engolir ou respirar, inchaço dos lábios, cara, garganta ou língua.

Estes podem ser sinais de reação alérgica

A frequência dos efeitos secundários possíveis mencionados abaixo é definida usando a seguinte

convenção:

muito frequentes (afetam mais de 1 utilizador em cada 10)

frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 100)

pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 1.000)

raros (afetam 1 a 10 utilizadores em cada 10.000)

muito raros (afetam menos de 1 utilizador em cada 10.000)

Os efeitos secundários

muito frequentes

são:

Sensação de tontura ou sonolência

Os efeitos secundários

frequentes

são:

Sensação de instabilidade ou sensação de cabeça à roda ou flutuação

Sensação de enjoo ou vómito

Dor de cabeça

Diarreia

Visão dupla ou visão turva

Dificuldade de concentração

Sensação de falta de energia ou cansaço

Tremores

Sensação de peso

Erupção na pele

Adormecimento e formigueiro das mãos e dos pés.

Os efeitos secundários

pouco frequentes

são:

Hipersensibilidade

Agravamento das crises

Menor funcionamento da tiroide. Os sintomas incluem intolerância ao frio, língua volumosa,

unhas ou cabelos finos e quebradiços e baixa temperatura corporal.

Níveis elevados de gorduras circulantes no seu sangue

Dificuldade em adormecer

Problemas de fígado

Tensão alta ou baixa ou queda na tensão arterial ao levantar-se

Análises de sangue que mostram que tem níveis baixos de sal ou sódio no sangue ou redução dos

glóbulos vermelhos

Desidratação

Alteração dos movimentos oculares, visão enevoada, vermelhidão nos olhos e dor ocular

Quedas

Falta de m

ória ou esquecimento

Choro, sensação de depressão, nervosismo ou confusão, falta de interesse ou emoção

Dificuldade em falar ou escrever ou compreender a linguagem falada ou escrita

Agitação

Irritabilidade

Alterações do humor ou alucinações

Dificuldade em falar

Hemorragia (sangramento) nasal

Medicamento já não autorizado

Dor no peito

Perda de peso e mau estar geral (caquexia)

Sentir um adormecimento em qualquer parte do corpo

Sensação de queimadura

Alterações do odor e/ou paladar

Dor no ouvido ou zumbidos

Inchaço nas pernas e braços

Azia, indisposição gástrica, dor abdominal, abdómen distendido e desconforto ou boca seca

Sangue nas fezes

Gengivas inflamadas, inflamação da boca e dores de dentes

Dor ao engolir

Suor ou pele seca

Alterações nas unhas e pele (por ex. pele vermelha)

Queda de cabelo

Períodos menstruais irregulares

Aumento da produção de urina durante a noite

Infeção do trato urinário

Sensação de mal-estar geral ou de arrepios

Aumento ou diminuição do apetite

Perda de peso ou aumento exagerado de peso

Dor muscular

Dores nas costas ou no pescoço

Membros frios

Batimentos cardíacos rápidos, lentos ou irregulares

Sonolência

Doenças neurológicas do movimento, em que os seus músculos se contraem causando

movimentos de torção e repetitivos ou postura anormal. Os sintomas incluem tremores, dor,

cãibras.

Síndrome do cólon irritável. Os sintomas incluem cólicas abdominais crónicas e diarreia ou prisão

de ventre.

Os efeitos secundários

raros

são:

Diminuição das plaquetas que aumenta o risco de hemorragias ou hematomas.

Dor forte nas costas e estômago

Diminuição dos glóbulos brancos o que pode facilitar a ocorrência de infeções

O uso de Exalief está associado a uma alteração no ECG (eletrocardiograma) designada por aumento

do intervalo PR. Podem ocorrer efeitos secundários associados com

esta alteração do ECG (ex.

desmaio ou redução da frequência cardíaca).

Se algum

dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários não

mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5.

COMO CONSERVAR EXALIEF

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Exalief após o prazo de validade impresso no blister, no frasco ou na embalagem exterior,

a seguir a “EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Medicamento já não autorizado

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a

proteger o ambiente.

6.

OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Exalief

A substância ativa é o acetato de eslicarbazepina. Cada comprimido contém 800 mg de acetato de

eslicarbazepina.

Os outros componentes são povidona K29/32, croscarmelosa sódica e estearato de magnésio

Qual o aspeto de Exalief e conteúdo da embalagem

Exalief 800 mg: comprimidos brancos, oblongos, gravados ‘ESL 800’ numa face e com uma ranhura

na outra, o que permite dividir o comprimido em metades iguais.

Os comprimidos são acondicionados em blisters em caixas de cartão contendo 20, 30, 60 ou 90

comprimidos e em frascos de polietileno de alta densidade com fecho de segurança para crianças em

caixas de cartão contendo 90 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

BIAL-Portela & Cª., S.A. À Av. da Siderurgia Nacional, 4745-457 S. Mamede do Coronado, Portugal

tel: +351 22 986 61 00

fax: +351 22 986 61 99

e-mail: info@bial.com

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o Titular da Autorização de

Introdução no Mercado.

Este folheto foi aprovado pela última vez em {

MM/AAAA

}

Informação pormenorizada sobre este medicamento está disponível na Internet no

site

da Agência

Europeia de Medicamentos

http://www.ema.europa.eu

Medicamento já não autorizado

Leia o documento completo

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

Medicamento já não autorizado

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Exalief 400 mg comprimidos

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 400 mg de acetato de eslicarbazepina

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido.

Comprimidos brancos, circulares biconvexos, gravados ‘ESL 400’ numa face e com uma ranhura na

outra. A ranhura do comprimido destina-se unicamente a facilitar a sua divisão, de modo a ajudar a

deglutição, e não para a divisão em doses iguais.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Exalief é indicado como terapêutica adjuvante em doentes adultos com crises epiléticas parciais, com

ou sem generalização secundária.

4.2

Posologia e modo de administração

Posologia

Exalief deve ser adicionado à terapêutica anticonvulsivante prévia. A dose inicial recomendada é de

400 mg uma vez por dia que deve ser aumentada para 800 mg uma vez por dia, após uma ou duas

semanas. Dependendo da resposta individual de cada doente, esta dose pode ser aumentada para

1200 mg uma vez por dia (ver secção 5.1).

Idosos (com mais de 65 anos de idade)

Recomenda-se precaução no tratamento de doentes idosos, dado que a informação de segurança acerca

do uso de Exalief nestes doentes é limitada.

População pediátrica

A segurança e eficácia de Exalief em crianças com idade inferior a 18 anos não foram ainda

estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Doentes com compromisso renal

Recomenda-se precaução no tratamento de doentes com compromisso renal e a dose deve ser ajustada

de acordo com a depuração da creatinina (CL

) como se segue:

-

>

60 ml/min: não é necessário ajuste da dose.

-

30-60 ml/min: dose inicial de 400 mg em dias alternados durante 2 semanas seguida de uma

dose de 400 mg uma vez por dia. Contudo, com base na resposta individual do doente, a dose pode

ser aumentada.

-

<

30 ml/min: não é recomendado o uso em doentes com compromisso renal grave dado que a

informação é limitada.

Doentes com afeção hepática

Não é necessário ajuste da dose em doentes com afeção hepática ligeira a moderada.

Medicamento já não autorizado

A farmacocinética da eslicarbazepina não foi avaliada em doentes com afeção hepática grave (ver

secção 4.4 e 5.2) pelo que a sua utilização nestes doentes não é recomendada.

Modo de administração

Exalief pode ser tomado com e sem alimentos.

4.3

Contra-indicações

Hipersensibilidade à substância ativa, a outros derivados carboxamídicos (ex. carbamazepina,

oxcarbazepina) ou a qualquer um dos excipientes.

Diagnóstico conhecido de bloqueio auriculoventricular (AV) de segundo ou terceiro grau.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Exalief foi associado a algumas reações adversas a nível do sistema nervoso central, como tonturas e

sonolência, que podem aumentar a ocorrência de acidentes.

Exalief pode diminuir a efetividade de contracetivos hormonais. Recomenda-se a utilização de meios

adicionais de contraceção não-hormonais quando se utiliza Exalief (ver secção 4.5 e 4.6).

Tal como com outros medicamentos antiepiléticos, se Exalief for descontinuado, recomenda-se a

diminuição gradual da dose para minimizar o potencial aumento da frequência de crises.

O uso concomitante de Exalief com oxcarbazepina não é recomendado dado que pode causar uma

sobrexposição a metabolitos ativos.

Não existem dados clínicos relativamente à descontinuação de outros medicamentos antiepiléticos

usados concomitantemente durante o tratamento com Exalief (mudança para monoterapia).

Em estudos controlados com placebo em doentes epiléticos, observou-se a ocorrência de erupção

cutânea, como reação adversa, em 1,1% do total da população tratada com Exalief como terapêutica

adjuvante em doentes epiléticos. Se ocorrerem sinais ou sintomas de hipersensibilidade o tratamento

com Exalief deverá ser interrompido.

Não foram notificados casos de reações cutâneas graves com acetato de eslicarbazepina. Foi

demonstrada uma associação forte entre a presença do alelo HLA-B* 1502 em indivíduos da etnia

chinesa Han ou de etnia Thai e o desenvolvimento da síndrome de Stevens-Johnson (SJS) quando

tratados com carbamazepina. Assim, sempre que possível, indivíduos da etnia chinesa Han ou da etnia

Thai devem ser rastreados relativamente à presença deste alelo antes de iniciarem tratamento com

carbamazepina ou compostos quimicamente relacionados. A presença do alelo HLA-B* 1502 em

outras etnias é negligenciável. O alelo HLA-B* 1502 não está associado ao SJS na população

caucasiana.

Foi notificada hiponatremia, como reação adversa, em menos de 1% dos doentes tratados com Exalief.

A hiponatremia é assintomática na maioria dos casos. Contudo, pode ser acompanhada por

sintomatologia clínica, como agravamento das convulsões, confusão e diminuição da consciência.

A frequência da hiponatremia aumentou com o aumento da dose de acetato de eslicarbazepina. Em

doentes com doença renal preexistente predispondo a hiponatremia, ou em doentes tratados

concomitantemente com medicamentos que possam desencadear hiponatremia (ex. diuréticos,

desmopressina), os níveis de sódio sérico devem ser avaliados antes e durante o tratamento com

acetato de eslicarbazepina. Os níveis séricos de sódio devem ainda ser determinados se surgirem sinais

clínicos de hiponatremia. Além disso, os níveis séricos de sódio devem ser determinados nas análises

laboratoriais de rotina. Se ocorrer hiponatremia clinicamente relevante, Exalief deverá ser

descontinuado.

Medicamento já não autorizado

A influência de Exalief sobre as crises epiléticas generalizadas primárias não foi estudada. Assim, o

seu uso nestes doentes não é recomendado.

Nos estudos clínicos com acetato de eslicarbazepina foram observados prolongamentos do intervalo

Recomenda-se precaução em doentes com situações clínicas (ex. níveis baixos de tiroxina, anomalias

da condução cardíaca), ou que tomam medicamentos, que se sabe estarem associados a prolongamento

do intervalo PR.

Recomenda-se precaução no tratamento de doentes com compromisso renal e a dose deve ser ajustada

de acordo com a depuração da creatinina (ver secção 4.2). Em doentes com CL

< 30 ml/min a

utilização não é recomendada devido à insuficiência de informação.

Como os dados clínicos são limitados em doentes com afeção hepática ligeira a moderada e não

existem dados farmacocinéticos e clínicos em doentes com afeção hepática grave, Exalief deverá ser

usado com precaução em doentes com afeção hepática ligeira a moderada, não estando recomendado o

seu uso em doentes com afeção hepática grave.

Em doentes tratados com medicamentos antiepiléticos, em várias indicações, foram notificados

ideação e comportamento suicida. Uma metanálise de ensaios clínicos aleatorizados controlados com

placebo, de medicamentos antiepiléticos, mostrou também um pequeno aumento do risco de ideação e

comportamento suicida. O mecanismo deste risco não é ainda conhecido e os dados disponíveis não

excluem a possibilidade de um risco aumentado para o acetato de eslicarbazepina. Assim, os sinais de

ideação e comportamento suicida devem ser monitorizados e deve ser considerada a necessidade de

tratamento adequado. Os doentes (e seus cuidadores) devem ser aconselhados a procurar assistência

médica caso surjam sinais de ideação ou comportamento suicida.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

O acetato de eslicarbazepina é transformado extensamente em eslicarbazepina que é principalmente

eliminada por glucoronidação.

In vitro,

a eslicarbazepina é um indutor fraco do CYP3A4 e das UDP-

glucuronil transferases.

In vivo,

a eslicarbazepina mostrou um efeito indutor do metabolismo dos

medicamentos que são maioritariamente eliminados por metabolização através do CYP3A4. Deste

modo, pode ser necessário um aumento da dose de medicamentos que são maioritariamente

eliminados por metabolização através do CYP3A4, quando usados concomitantemente com Exalief. A

eslicarbazepina,

in vivo

, pode ter um efeito indutor do metabolismo dos medicamentos que são

maioritariamente eliminados por conjugação através das UDP-glucuronil-transferases. Ao iniciar ou

descontinuar o tratamento com Exalief ou ao mudar a dose, pode levar 2 a 3 semanas até se alcançar o

novo nível da atividade enzimática. Este tempo de latência deve ser tido em consideração quando

Exalief está a ser usado previamente ou em combinação com outros medicamentos que exigem ajuste

da dose quando coadministrados com Exalief. A eslicarbazepina tem propriedades inibitórias do

CYP2C19. Assim, podem surgir interações quando se coadministram doses elevadas de acetato de

eslicarbazepina com medicamentos que são principalmente metabolizados pelo CYP2C19.

Interações com outros medicamentos antiepiléticos

Carbamazepina

Num estudo em voluntários saudáveis, a administração concomitante de acetato de eslicarbazepina

800 mg uma vez por dia e carbamazepina 400 mg duas vezes por dia resultou numa redução em média

de 32% na exposição à eslicarbazepina, provavelmente causada pela indução de glucoronidação. Não

se observou alteração na exposição à carbamazepina ou ao seu metabolito carbamazepina.epoxido.

Com base na resposta individual, a dose de Exalief pode necessitar de ser aumentada se usada

concomitantemente com carbamazepina. Resultados obtidos em estudos com doentes mostraram que o

tratamento concomitante aumentou o risco das seguintes reações adversas: diplopia (11,4% dos

indivíduos com carbamazepina concomitante, 2,4% dos indivíduos sem carbamazepina concomitante),

alterações da coordenação (6,7% com carbamazepina concomitante, 2,7% sem carbamazepina

Medicamento já não autorizado

concomitante) e tonturas (30,0% com carbamazepina concomitante, 11,5% sem carbamazepina

concomitante). Não pode ser excluído o risco de aumento de outras reações adversas específicas

causadas pela coadministração de carbamazepina e acetato de eslicarbazepina.

Fenitoína

Num estudo em voluntários saudáveis, a administração concomitante de acetato de eslicarbazepina

1200 mg uma vez por dia e fenitoína resultou numa redução em média de 31-33% na exposição à

eslicarbazepina, provavelmente causada pela indução de glucoronidação, e num aumento médio de

31-35% na exposição à fenitoína, provavelmente causada pela inibição do CYP2C19. Com base na

resposta individual, a dose de Exalief pode necessitar de ser aumentada e a dose de fenitoína pode ter

de ser diminuída.

Lamotrigina

A glucoronidação é a principal via metabólica para a eslicarbazepina e lamotrigina e portanto é de

esperar uma interação. Um estudo realizado em voluntários saudáveis com acetato de eslicarbazepina

1200 mg uma vez por dia mostrou uma interação farmacocinética média mínima (a exposição à

lamotrigina diminuiu 15%) entre o acetato de eslicarbazepina e a lamotrigina e consequentemente não

é necessário fazer ajustes da dose. Contudo, devido à variabilidade interindividual, o efeito pode ser

clinicamente relevante nalguns indivíduos.

Topiramato

Num estudo em voluntários saudáveis, a administração concomitante de acetato de eslicarbazepina

1200 mg uma vez por dia e topiramato não mostrou alteração significativa na exposição à

eslicarbazepina, mas observou-se uma redução de 18% na exposição ao topiramato, provavelmente

causada por uma redução da biodisponibilidade do topiramato. Não é necessário ajuste da dose.

Valproato e levetiracetam

Uma análise farmacocinética dos estudos de fase III em doentes adultos epiléticos mostrou que a

administração concomitante com valproato ou levetiracetam não afetou a exposição à eslicarbazepina,

mas tal não foi verificado por estudos convencionais de interação.

Outros medicamentos

Contracetivos orais

A administração de acetato de eslicarbazepina 1200 mg uma vez por dia a mulheres que faziam

contraceção oral combinada mostrou uma redução média de 37% e 42% na exposição sistémica ao

levonorgestrel e etinilestradiol, respetivamente, provavelmente causada pela indução do CYP3A4. Por

conseguinte, as mulheres em idade fértil deverão fazer contraceção adequada durante o tratamento

com Exalief, e até ao final do ciclo menstrual em curso no momento da descontinuação do tratamento

(ver secção 4.4 e 4.6).

Sinvastatina

Um estudo em voluntários saudáveis mostrou uma redução média de 50% na exposição sistémica à

sinvastatina quando coadministrada com acetato de eslicarbazepina 800 mg uma vez por dia,

provavelmente causada pela indução do CYP3A4. Pode ser necessário aumentar a dose de sinvastatina

quando usada concomitantemente com acetato de eslicarbazepina.

Varfarina

A coadministração de acetato de eslicarbazepina 1200 mg uma vez por dia com varfarina mostrou uma

pequena (23%) mas significativa redução da exposição à S-varfarina. Não houve qualquer efeito sobre

a farmacocinética da R-varfarina ou na coagulação. Porém, devido à variabilidade interindividual da

interação, recomenda-se especial atenção à monitorização do INR (coeficiente internacional

normalizado) nas primeiras semanas após o início ou o fim do tratamento concomitante de varfarina e

acetato de eslicarbazepina.

Digoxina

Medicamento já não autorizado

Um estudo em voluntários saudáveis mostrou que o acetato de eslicarbazepina 1200 mg uma vez por

dia não produz efeito sobre a farmacocinética da digoxina, sugerindo que o acetato de eslicarbazepina

não tem efeito sobre o transportador glicoproteína-P.

Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO)

Com base numa relação estrutural do acetato de eslicarbazepina com os antidepressivos tricíclicos é

teoricamente possível uma interação entre o acetato de eslicarbazepina e os IMAO.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Risco associado à epilepsia e medicamentos antiepiléticos em geral

Foi demonstrado que nos descendentes de mulheres com epilepsia, a prevalência de malformações é

duas a três vezes superior à taxa de aproximadamente 3% na população geral. As mais frequentemente

notificadas são lábio leporino, malformações cardíacas e malformações do tubo neural. O tratamento

com múltiplos medicamentos antiepiléticos pode estar associado a um maior risco de malformações

congénitas relativamente à monoterapia, pelo que a monoterapia deve ser preferida sempre que

possível. Deve ser dado um aconselhamento especializado às mulheres que tencionam engravidar ou

às mulheres com potencial para engravidar. A necessidade de tratamento antiepilético deve ser

reavaliada quando uma mulher está a planear engravidar. O tratamento com antiepiléticos não deve ser

descontinuado abruptamente, pois pode originar uma exacerbação das crises epiléticas, com potenciais

consequências graves quer para a mãe quer para a criança.

Gravidez

Não existem dados sobre a utilização do acetato de eslicarbazepina em mulheres grávidas. Estudos em

animais mostraram toxicidade reprodutiva (ver Fertilidade). Se as mulheres a tomar acetato de

eslicarbazepina ficarem grávidas ou se planeiam engravidar, o uso de Exalief deve ser cuidadosamente

reavaliado. Devem ser administradas as doses mínimas eficazes, e sempre que possível deve preferir-

se a monoterapia pelo menos durante os três primeiros meses da gravidez. Tendo em conta a

possibilidade de um risco aumentado de malformações as doentes devem ser aconselhadas e deve ser-

lhes dada a oportunidade de rastreio pré-natal.

Monitorização e prevenção

Os medicamentos antiepiléticos podem contribuir para a deficiência em ácido fólico, uma potencial

causa de malformações fetais. A suplementação em ácido fólico é recomendada antes e durante a

gravidez. Atendendo a que a eficácia desta suplementação não está demonstrada, deve ser proposto um

diagnóstico pré-natal mesmo nas mulheres que fazem tratamento suplementar com ácido fólico.

Na criança recém-nascida

Foram notificadas alterações hemorrágicas no recém-nascido causadas por medicamentos

antiepiléticos. Por precaução e como medida preventiva, deve ser administrada a vitamina K1 durante

as últimas semanas da gravidez e ao recém-nascido.

Mulheres com potencial para engravidar/ contraceção

O acetato de eslicarbazepina contraria os efeitos dos contracetivos orais. Portanto deve ser utilizado

um método de contraceção alternativo, eficaz e seguro, durante o tratamento e até ao final do ciclo

menstrual em curso na descontinuação do tratamento.

Amamentação

Desconhece-se se o acetato de eslicarbazepina é excretado no leite materno humano. Estudos em

animais demonstraram a excreção da eslicarbazepina no leite materno. Como não se pode excluir o

risco para o lactente, a amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com Exalief.

Fertilidade

O acetato de eslicarbazepina foi avaliado em ratos e ratinhos quanto aos seus potenciais efeitos

adversos na fertilidade da geração parental e F1. Num estudo de fertilidade em ratos macho e fêmea, o

acetato de eslicarbazepina demonstrou provocar disfunção da fertilidade. Num estudo de fertilidade

em ratinhos foram observados efeitos no desenvolvimento em embriões; no entanto, estes efeitos

Medicamento já não autorizado

podem também resultar de uma contagem baixa de corpos lúteos e, ter-se, por isso, verificado

disfunção da fertilidade. No ratinho, a incidência global de malformações graves e a incidência de

malformações esqueléticas graves estavam aumentadas. Nos ratos e ratinhos não foram observados

efeitos nos parâmetros de fertilidade F1.

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram efetuados estudos sobre os efeitos na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. Alguns

doentes podem sentir tonturas, sonolência ou alterações da visão, especialmente no início do

tratamento. Portanto, os doentes devem ser alertados de que as suas capacidades físicas e/ou mentais

necessárias para a utilização de máquinas ou condução podem ser prejudicadas e devem ser

aconselhados a não fazê-lo até que seja estabelecido que as capacidades necessárias para executar

estas atividades não são afetadas.

4.8

Efeitos indesejáveis

Em estudos controlados com placebo, incluindo 1.192 doentes adultos com epilepsia parcial (856

doentes tratados com acetato de eslicarbazepina e 336 tratados com placebo), observaram-se reações

adversas em 45,3% dos doentes tratados com acetato de eslicarbazepina e em 24,4% dos doentes

tratados com placebo.

As reações adversas foram geralmente de intensidade ligeira a moderada e ocorreram

predominantemente durante as primeiras semanas do tratamento com acetato de eslicarbazepina.

No quadro abaixo apresentam-se todas as reações adversas que ocorreram com uma incidência maior

do que com placebo e numericamente presentes em mais do que 1 doente, listadas por classes de

sistemas e órgãos e por frequência: muito frequentes:

1/10, frequentes:

1/100 a

<

1/10, pouco

frequentes:

1/1.000 a

<

1/100, raros:

1/10.000 a

<

1/1.000. Os efeitos indesejáveis são apresentados

por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Sistema/Órgãos

Muito

frequente

Frequente

Pouco frequentes

Raros

Doenças do sangue

e do sistema

linfático

Anemia

Trombocitopenia,

leucopenia

Doenças do sistema

imunitário

Hipersensibilidade

Doenças endócrinas

Hipotiroidismo

Doenças do

metabolismo e da

nutrição

Aumento do apetite, perda

de apetite, hiponatremia,

desequilíbrio eletrolítico,

caquexia, desidratação,

obesidade

Perturbações do

foro psiquiátrico

Insónia, apatia, depressão,

nervosismo, agitação,

irritabilidade, défice de

atenção/ hiperatividade,

estado confusional,

alterações do humor, choro,

lentificação psicomotora,

stresse, perturbações

psicóticas

Doenças do sistema

nervoso

Tonturas*,

sonolência

Cefaleia,

dificuldade de

coordenação*,

perturbação da

Deterioração da memória,

alterações do equilíbrio,

amnésia, hipersónia,

sedação, afasia, disestesia,

Medicamento já não autorizado

atenção,

tremores

distonia, letargia, parosmia,

desequilíbrio do sistema

nervoso autónomo, ataxia

cerebelosa, síndrome

cerebeloso, crise tónico-

clónica generalizada,

neuropatia periférica,

distúrbios no ritmo do sono,

nistagmo, alterações do

discurso, disartria,

hipoestesia, ageusia,

sensação de ardor

Afeções oculares

Diplopia*,

visão turva

Alterações da visão,

oscilopsia, alterações de

movimento binocular,

hiperemia ocular,

movimentos bruscos dos

olhos, dor ocular

Afeções do ouvido e

do labirinto

Vertigem

Otalgia, hipoacúsia,

zumbido

Cardiopatias

Palpitações, bradicardia,

bradicardia sinusal

Vasculopatias

Hipertensão, hipotensão,

hipotensão ortostática

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Disfonia, epistaxis, dor

torácica

Doenças

gastrointestinais

Náuseas,

vómitos,

diarreia

Dispepsia, gastrite, dor

abdominal, boca seca,

desconforto abdominal,

distensão abdominal,

duodenite, desconforto

epigástrico, hiperplasia

gengival, gengivite,

síndrome do cólon irritável,

melenas, odinofagia,

desconforto gástrico,

estomatite, odontalgia

Pancreatite

Afeções

hepatobiliares

Doença hepática

Afeções dos tecidos

cutâneos e

subcutâneos

Erupção

cutânea

Alopecia, pele seca,

hiperidrose, eritema,

alterações ungueais,

alterações cutâneas

Afeções músculo-

esqueléticas e do

tecido conjuntivo

Mialgia, dor de costas, dor

de pescoço

Doenças renais e

urinárias

Noctúria, infeção do trato

urinário

Doenças dos órgãos

reprodutivos e da

mama

Irregularidades menstruais

Perturbações gerais

e alterações no

local da

Fadiga,

alterações da

marcha

Astenia, mal-estar, arrepios,

edema periférico, reações

adversas medicamentosas,

Medicamento já não autorizado

administração

extremidades frias

Exames

complementares de

diagnóstico

Redução da pressão arterial,

diminuição do peso,

diminuição da pressão

arterial diastólica, aumento

da pressão arterial,

diminuição da pressão

arterial sistólica, redução

dos níveis de sódio no

sangue, redução do

hematócrito, redução da

hemoglobina, aumento da

frequência cardíaca,

aumento das transaminases,

aumento dos triglicerídeos,

redução da triiodotironina

(T3) livre, redução da

tiroxina (T4) livre

Complicações de

intervenções

relacionadas com

lesões e

intoxicações

Intoxicação medicamentosa,

queda, lesões articulares,

envenenamento, lesões na

pele

* Em ensaios controlados com placebo, foram notificados mais frequentemente diplopia, dificuldade

de coordenação e tonturas em doentes tratados simultaneamente com carbamazepina e acetato de

eslicarbazepina.

O uso de acetato de eslicarbazepina está associado a um aumento do intervalo PR. Podem surgir

reações adversas associadas ao prolongamento do intervalo PR (ex. bloqueio AV, síncope,

bradicardia). Não foi observado bloqueio AV de segundo ou terceiro grau em doentes tratados com

acetato de eslicarbazepina.

Durante os estudos controlados com placebo de desenvolvimento do acetato de eslicarbazepina na

epilepsia, não ocorreram reações adversas raras tais como depressão medular, reações anafiláticas,

reações cutâneas graves (ex. síndrome de Stevens-Johnson), lúpus eritematoso sistémico ou arritmias

cardíacas graves, no programa da epilepsia com acetato de eslicarbazepina. Porém estas reações

adversas foram notificadas com a oxcarbazepina. Por conseguinte, não se pode excluir a sua

ocorrência no tratamento com Exalief.

4.9

Sobredosagem

Na sobredosagem acidental com Exalief foram observados sintomas do sistema nervoso central,

nomeadamente vertigem, instabilidade da marcha e hemiparesia. Desconhece-se a existência de um

antídoto específico. Deve ser administrado tratamento sintomático e de suporte apropriado. Se

necessário, os metabolitos do acetato de eslicarbazepina podem ser eficazmente removidos por

hemodiálise (ver secção 5.2).

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Antiepiléticos, derivados carboxamídicos. Código ATC: N03AF04

Mecanismo de ação

Medicamento já não autorizado

O mecanismo de ação exato do acetato de eslicarbazepina não está completamente esclarecido.

Todavia, estudos eletrofisiológicos

in vitro

mostram que quer o acetato de eslicarbazepina quer os seus

metabolitos estabilizam os canais de sódio dependentes da voltagem no seu estado inativo, inibindo o

seu retorno ao estado ativo e impedindo assim o disparo neuronal sustentado e repetitivo.

Efeito farmacodinâmico

O acetato de eslicarbazepina e os seus metabolitos ativos inibem o desenvolvimento de crises

epiléticas em modelos não-clínicos preditivos da eficácia anticonvulsivante no Homem. A atividade

farmacológica do acetato de eslicarbazepina em seres humanos exerce-se maioritariamente através do

metabolito ativo eslicarbazepina.

Eficácia e segurança clínicas

A eficácia e segurança do acetato de eslicarbazepina foram demonstradas em 3 ensaios de fase III, em

dupla ocultação, controlados com placebo, efetuados em 1.049 adultos com epilepsia parcial refratária

ao tratamento com um a três antiepiléticos concomitantes. A oxcarbazepina e o felbamato não foram

autorizados como medicamentos concomitantes nestes estudos. O acetato de eslicarbazepina foi

testado nas doses de 400 mg, 800 mg e 1200 mg, uma vez por dia. O acetato de eslicarbazepina

800 mg uma vez por dia e 1200 mg uma vez por dia foram significativamente mais eficazes do que o

placebo na redução da frequência de crises durante um período de manutenção de 12 semanas.

Considerando todos os estudos de fase III, a percentagem de indivíduos com uma redução de 50% na

frequência de crises foi de 19% com o placebo, 21% com acetato de eslicarbazepina 400 mg, 34%

com acetato de eslicarbazepina 800 mg e 36% com acetato de eslicarbazepina 1200 mg diários.

5.2

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O acetato de eslicarbazepina é extensivamente transformado em eslicarbazepina. Após a administração

oral, os níveis plasmáticos do acetato de eslicarbazepina mantêm-se geralmente abaixo do limite de

quantificação. O t

da eslicarbazepina é alcançado 2 a 3 h após a dose. A biodisponibilidade pode ser

considerada elevada porque a quantidade de metabolitos recuperados na urina corresponde a mais de

90% de uma dose de eslicarbazepina.

Distribuição

A ligação da eslicarbazepina às proteínas plasmáticas é relativamente baixa (<40%) e independente da

concentração. Estudos in

vitro

mostraram que a ligação às proteínas plasmáticas não foi

relevantemente afetada pela presença de varfarina, diazepam, digoxina, fenitoína e tolbutamida. A

ligação da varfarina, diazepam, digoxina, fenitoína e tolbutamida não foi significativamente afetada

pela presença de eslicarbazepina.

Biotransformação

O acetato de eslicarbazepina é rápida e extensivamente biotransformado no seu metabolito primário

eslicarbazepina, por hidrólise de primeira passagem. Os picos de concentração plasmática máxima

) da eslicarbazepina são alcançados 2 a 3 horas após a dose e o estado estacionário das

concentrações plasmáticas é atingido após 4 a 5 dias, de toma única diária, consistente com uma

semivida efetiva na ordem das 20-24 h. Em estudos realizados em indivíduos saudáveis e doentes

adultos epiléticos, a semivida aparente da eslicarbazepina foi de 10-20 h e 13-20 h, respetivamente. Os

metabolitos secundários no plasma são R-licarbazepina e oxcarbazepina, que demonstraram ser ativos,

e os conjugados de ácido glucurónico de acetato de eslicarbazepina, eslicarbazepina, R-licarbazepina e

oxcarbazepina.

O acetato de eslicarbazepina não afeta o seu próprio metabolismo ou depuração.

Em estudos com eslicarbazepina em hepatócitos humanos frescos observou-se uma ligeira ativação da

glucoronidação mediada por UGT1A1.

Excreção

Medicamento já não autorizado

Os metabolitos do acetato de eslicarbazepina são eliminados da circulação sistémica essencialmente

por excreção renal, sob a forma intacta e de glucorono-conjugados. No total, a eslicarbazepina e o seu

glucoronado correspondem a mais de 90% do total de metabolitos excretados na urina,

aproximadamente dois terços na forma intacta e um terço como glucorono-conjugado.

Linearidade/ não-linearidade

A farmacocinética da eslicarbazepina é linear e proporcional às doses entre 400-1200 mg, quer em

indivíduos saudáveis quer em doentes.

Idosos (com mais de 65 anos

O perfil farmacocinético do acetato de eslicarbazepina não foi afetado nos doentes idosos com

depuração da creatinina > 60 ml/min (ver secção 4.2).

Compromisso renal

Os metabolitos do acetato de eslicarbazepina são eliminados da circulação sistémica essencialmente

por excreção renal. Um estudo realizado em doentes com compromisso renal ligeiro a moderada

mostrou que a depuração depende da função renal. Durante o tratamento com Exalief recomenda-se o

ajuste da dose em doentes com depuração da creatinina inferior a 60 ml/min (ver secção 4.2).

Os metabolitos do acetato de eslicarbazepina são removidos do plasma por hemodiálise.

Afeção hepática

A farmacocinética e o metabolismo do acetato de eslicarbazepina foram avaliados em indivíduos

saudáveis e em doentes com afeção hepática moderada após administração de doses orais múltiplas. A

afeção hepática moderada não afetou a farmacocinética do acetato de eslicarbazepina. Não se

recomenda o ajuste posológico em doentes com afeção hepática ligeira a moderada (ver secção 4.2).

A farmacocinética da eslicarbazepina não foi estudada em doentes com afeção hepática grave.

Sexo

Estudos em indivíduos saudáveis e em doentes mostraram que a farmacocinética do acetato de

eslicarbazepina não é afetada pelo sexo do indivíduo.

5.3

Dados de segurança pré-clínica

As reações adversas observadas em estudos animais ocorreram em níveis de exposição

apreciavelmente mais baixos do que os níveis de exposição clínicos à eslicarbazepina (o metabolito

principal e farmacologicamente ativo do acetato de eslicarbazepina). Assim, não foram estabelecidas

as margens de segurança com base na exposição comparativa.

Em estudos de toxicidade de dose repetida no rato, foi evidenciada nefrotoxicidade, que não foi

observada nos estudos em ratinhos e cães, e que é consistente com uma exacerbação de nefropatia

espontânea progressiva crónica nesta espécie.

Nos estudos de toxicidade de dose repetida em ratinhos e ratos foi observada hipertrofia centrolobular

do fígado e um aumento da incidência de tumores no fígado num estudo de carcinogenicidade em

ratinhos; estes resultados são consistentes com a indução de enzimas microssomais hepáticas, um

efeito que não foi observado em doentes que tomaram acetato de eslicarbazepina.

Os estudos de genotoxicidade com acetato de eslicarbazepina não mostraram riscos especiais para os

seres humanos.

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1

Lista dos excipientes

Povidona K29/32

Croscarmelose sódica

Medicamento já não autorizado

Estearato de magnésio

6.2

Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3

Prazo de validade

3 anos.

6.4

Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5

Natureza e conteúdo do recipiente

Exalief 400 mg: comprimidos acondicionados em blister ALU/ALU ou ALU/PVC colocados em

embalagens de cartão contendo 7, 14 ou 28 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6

Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

BIAL-Portela & Cª., S.A.

À Av. da Siderurgia Nacional 4745-457 S. Mamede do Coronado-Portugal

tel:+351 22 986 61 00

fax: +351 22 986 61 99

e-mail: info@bial.com

8.

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/09/520/001-006

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 21.04.2009

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Informação pormenorizada sobre este medicamento está disponível na Internet no

site

da Agência

Europeia de Medicamentos

http://www.ema.europa.eu

Medicamento já não autorizado

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Exalief 600 mg comprimidos

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 600 mg de acetato de eslicarbazepina

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido.

Comprimidos brancos, oblongos, gravados ‘ESL 600’ numa face e com uma ranhura na outra. O

comprimido pode ser dividido em metades iguais.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Exalief é indicado como terapêutica adjuvante em doentes adultos com crises epiléticas parciais, com

ou sem generalização secundária.

4.2

Posologia e modo de administração

Posologia

Exalief deve ser adicionado à terapêutica anticonvulsivante prévia. A dose inicial recomendada é de

400 mg uma vez por dia que deve ser aumentada para 800 mg uma vez por dia, após uma ou duas

semanas. Dependendo da resposta individual de cada doente, esta dose pode ser aumentada para

1200 mg uma vez por dia (ver secção 5.1).

Idosos (com mais de 65 anos de idade)

Recomenda-se precaução no tratamento de doentes idosos, dado que a informação de segurança acerca

do uso de Exalief nestes doentes é limitada.

População pediátrica

A segurança e eficácia de Exalief em crianças com idade inferior a 18 anos não foram ainda

estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Doentes com compromisso renal

Recomenda-se precaução no tratamento de doentes com compromisso renal e a dose deve ser ajustada

de acordo com a depuração da creatinina (CL

) como se segue:

-

>

60 ml/min: não é necessário ajuste da dose.

-

30-60 ml/min: dose inicial de 400 mg em dias alternados durante 2 semanas seguida de uma

dose de 400 mg uma vez por dia. Contudo, com base na resposta individual do doente, a dose pode

ser aumentada.

-

<

30 ml/min: não é recomendado o uso em doentes com compromisso renal grave dado que a

informação é limitada.

Doentes com afeção hepática

Não é necessário ajuste da dose em doentes com afeção hepática ligeira a moderada.

A farmacocinética da eslicarbazepina não foi avaliada em doentes com afeção hepática grave (ver

secção 4.4 e 5.2) pelo que a sua utilização nestes doentes não é recomendada.

Medicamento já não autorizado

Modo de administração

Exalief pode ser tomado com e sem alimentos.

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa, a outros derivados carboxamídicos (ex. carbamazepina,

oxcarbazepina) ou a qualquer um dos excipientes.

Diagnóstico conhecido de bloqueio auriculoventricular (AV) de segundo ou terceiro grau.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Exalief foi associado a algumas reações adversas a nível do sistema nervoso central, como tonturas e

sonolência, que podem aumentar a ocorrência de acidentes.

Exalief pode diminuir a efetividade de contracetivos hormonais. Recomenda-se a utilização de meios

adicionais de contraceção não-hormonais quando se utiliza Exalief (ver secção 4.5 e 4.6).

Tal como com outros medicamentos antiepiléticos, se Exalief for descontinuado, recomenda-se a

diminuição gradual da dose para minimizar o potencial aumento da frequência de crises.

O uso concomitante de Exalief com oxcarbazepina não é recomendado dado que pode causar uma

sobrexposição a metabolitos ativos.

Não existem dados clínicos relativamente à descontinuação de outros medicamentos antiepiléticos

usados concomitantemente durante o tratamento com Exalief (mudança para monoterapia).

Em estudos controlados com placebo em doentes epiléticos, observou-se a ocorrência de erupção

cutânea, como reação adversa, em 1,1% do total da população tratada com Exalief como terapêutica

adjuvante em doentes epiléticos. Se ocorrerem sinais ou sintomas de hipersensibilidade o tratamento

com Exalief deverá ser interrompido.

Não foram notificados casos de reações cutâneas graves com acetato de eslicarbazepina. Foi

demonstrada uma associação forte entre a presença do alelo HLA-B* 1502 em indivíduos da etnia

chinesa Han ou de etnia Thai e o desenvolvimento da síndrome de Stevens-Johnson (SJS) quando

tratados com carbamazepina. Assim, sempre que possível, indivíduos da etnia chinesa Han ou da etnia

Thai devem ser rastreados relativamente à presença deste alelo antes de iniciarem tratamento com

carbamazepina ou compostos quimicamente relacionados. A presença do alelo HLA-B* 1502 em

outras etnias é negligenciável. O alelo HLA-B* 1502 não está associado ao SJS na população

caucasiana.

Foi notificada hiponatremia, como reação adversa, em menos de 1% dos doentes tratados com Exalief.

A hiponatremia é assintomática na maioria dos casos. Contudo, pode ser acompanhada por

sintomatologia clínica, como agravamento das convulsões, confusão e diminuição da consciência.

A frequência da hiponatremia aumentou com o aumento da dose de acetato de eslicarbazepina. Em

doentes com doença renal preexistente predispondo a hiponatremia, ou em doentes tratados

concomitantemente com medicamentos que possam desencadear hiponatremia (ex. diuréticos,

desmopressina), os níveis de sódio sérico devem ser avaliados antes e durante o tratamento com

acetato de eslicarbazepina. Os níveis séricos de sódio devem ainda ser determinados se surgirem sinais

clínicos de hiponatremia. Além disso, os níveis séricos de sódio devem ser determinados nas análises

laboratoriais de rotina. Se ocorrer hiponatremia clinicamente relevante, Exalief deverá ser

descontinuado.

A influência de Exalief sobre as crises epiléticas generalizadas primárias não foi estudada. Assim, o

seu uso nestes doentes não é recomendado.

Medicamento já não autorizado

Nos estudos clínicos com acetato de eslicarbazepina foram observados prolongamentos do intervalo

Recomenda-se precaução em doentes com situações clínicas (ex. níveis baixos de tiroxina, anomalias

da condução cardíaca), ou que tomam medicamentos, que se sabe estarem associados a prolongamento

do intervalo PR.

Recomenda-se precaução no tratamento de doentes com compromisso renal e a dose deve ser ajustada

de acordo com a depuração da creatinina (ver secção 4.2). Em doentes com CL

< 30 ml/min a

utilização não é recomendada devido à insuficiência de informação.

Como os dados clínicos são limitados em doentes com afeção hepática ligeira a moderada e não

existem dados farmacocinéticos e clínicos em doentes com afeção hepática grave, Exalief deverá ser

usado com precaução em doentes com afeção hepática ligeira a moderada, não estando recomendado o

seu uso em doentes com afeção hepática grave.

Em doentes tratados com medicamentos antiepiléticos, em várias indicações, foram notificados

ideação e comportamento suicida. Uma metanálise de ensaios clínicos aleatorizados controlados com

placebo, de medicamentos antiepiléticos, mostrou também um pequeno aumento do risco de ideação e

comportamento suicida. O mecanismo deste risco não é ainda conhecido e os dados disponíveis não

excluem a possibilidade de um risco aumentado para o acetato de eslicarbazepina. Assim, os sinais de

ideação e comportamento suicida devem ser monitorizados e deve ser considerada a necessidade de

tratamento adequado. Os doentes (e seus cuidadores) devem ser aconselhados a procurar assistência

médica caso surjam sinais de ideação ou comportamento suicida.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

O acetato de eslicarbazepina é transformado extensamente em eslicarbazepina que é principalmente

eliminada por glucoronidação.

In vitro,

a eslicarbazepina é um indutor fraco do CYP3A4 e das UDP-

glucuronil transferases.

In vivo,

a eslicarbazepina mostrou um efeito indutor do metabolismo dos

medicamentos que são maioritariamente eliminados por metabolização através do CYP3A4. Deste

modo, pode ser necessário um aumento da dose de medicamentos que são maioritariamente

eliminados por metabolização através do CYP3A4, quando usados concomitantemente com Exalief. A

eslicarbazepina,

in vivo

, pode ter um efeito indutor do metabolismo dos medicamentos que são

maioritariamente eliminados por conjugação através das UDP-glucuronil-transferases. Ao iniciar ou

descontinuar o tratamento com Exalief ou ao mudar a dose, pode levar 2 a 3 semanas até se alcançar o

novo nível da atividade enzimática. Este tempo de latência deve ser tido em consideração quando

Exalief está a ser usado previamente ou em combinação com outros medicamentos que exigem ajuste

da dose quando coadministrados com Exalief. A eslicarbazepina tem propriedades inibitórias do

CYP2C19. Assim, podem surgir interações quando se coadministram doses elevadas de acetato de

eslicarbazepina com medicamentos que são principalmente metabolizados pelo CYP2C19.

Interações com outros medicamentos antiepiléticos

Carbamazepina

Num estudo em voluntários saudáveis, a administração concomitante de acetato de eslicarbazepina

800 mg uma vez por dia e carbamazepina 400 mg duas vezes por dia resultou numa redução em média

de 32% na exposição à eslicarbazepina, provavelmente causada pela indução de glucoronidação. Não

se observou alteração na exposição à carbamazepina ou ao seu metabolito carbamazepina.epoxido.

Com base na resposta individual, a dose de Exalief pode necessitar de ser aumentada se usada

concomitantemente com carbamazepina. Resultados obtidos em estudos com doentes mostraram que o

tratamento concomitante aumentou o risco das seguintes reações adversas: diplopia (11,4% dos

indivíduos com carbamazepina concomitante, 2,4% dos indivíduos sem carbamazepina concomitante),

alterações da coordenação (6,7% com carbamazepina concomitante, 2,7% sem carbamazepina

concomitante) e tonturas (30,0% com carbamazepina concomitante, 11,5% sem carbamazepina

concomitante). Não pode ser excluído o risco de aumento de outras reações adversas específicas

causadas pela coadministração de carbamazepina e acetato de eslicarbazepina.

Medicamento já não autorizado

Fenitoína

Num estudo em voluntários saudáveis, a administração concomitante de acetato de eslicarbazepina

1200 mg uma vez por dia e fenitoína resultou numa redução em média de 31-33% na exposição à

eslicarbazepina, provavelmente causada pela indução de glucoronidação, e num aumento médio de

31-35% na exposição à fenitoína, provavelmente causada pela inibição do CYP2C19. Com base na

resposta individual, a dose de Exalief pode necessitar de ser aumentada e a dose de fenitoína pode ter

de ser diminuída.

Lamotrigina

A glucoronidação é a principal via metabólica para a eslicarbazepina e lamotrigina e portanto é de

esperar uma interação. Um estudo realizado em voluntários saudáveis com acetato de eslicarbazepina

1200 mg uma vez por dia mostrou uma interação farmacocinética média mínima (a exposição à

lamotrigina diminuiu 15%) entre o acetato de eslicarbazepina e a lamotrigina e consequentemente não

é necessário fazer ajustes da dose. Contudo, devido à variabilidade interindividual, o efeito pode ser

clinicamente relevante nalguns indivíduos.

Topiramato

Num estudo em voluntários saudáveis, a administração concomitante de acetato de eslicarbazepina

1200 mg uma vez por dia e topiramato não mostrou alteração significativa na exposição à

eslicarbazepina, mas observou-se uma redução de 18% na exposição ao topiramato, provavelmente

causada por uma redução da biodisponibilidade do topiramato. Não é necessário ajuste da dose.

Valproato e levetiracetam

Uma análise farmacocinética dos estudos de fase III em doentes adultos epiléticos mostrou que a

administração concomitante com valproato ou levetiracetam não afetou a exposição à eslicarbazepina,

mas tal não foi verificado por estudos convencionais de interação.

Outros medicamentos

Contracetivos orais

A administração de acetato de eslicarbazepina 1200 mg uma vez por dia a mulheres que faziam

contraceção oral combinada mostrou uma redução média de 37% e 42% na exposição sistémica ao

levonorgestrel e etinilestradiol, respetivamente, provavelmente causada pela indução do CYP3A4. Por

conseguinte, as mulheres em idade fértil deverão fazer contraceção adequada durante o tratamento

com Exalief, e até ao final do ciclo menstrual em curso no momento da descontinuação do tratamento

(ver secção 4.4 e 4.6).

Sinvastatina

Um estudo em voluntários saudáveis mostrou uma redução média de 50% na exposição sistémica à

sinvastatina quando coadministrada com acetato de eslicarbazepina 800 mg uma vez por dia,

provavelmente causada pela indução do CYP3A4. Pode ser necessário aumentar a dose de sinvastatina

quando usada concomitantemente com acetato de eslicarbazepina.

Varfarina

A coadministração de acetato de eslicarbazepina 1200 mg uma vez por dia com varfarina mostrou uma

pequena (23%) mas significativa redução da exposição à S-varfarina. Não houve qualquer efeito sobre

a farmacocinética da R-varfarina ou na coagulação. Porém, devido à variabilidade interindividual da

interação, recomenda-se especial atenção à monitorização do INR (coeficiente internacional

normalizado) nas primeiras semanas após o início ou o fim do tratamento concomitante de varfarina e

acetato de eslicarbazepina.

Digoxina

Um estudo em voluntários saudáveis mostrou que o acetato de eslicarbazepina 1200 mg uma vez por

dia não produz efeito sobre a farmacocinética da digoxina, sugerindo que o acetato de eslicarbazepina

não tem efeito sobre o transportador glicoproteína-P.

Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO)

Medicamento já não autorizado

Com base numa relação estrutural do acetato de eslicarbazepina com os antidepressivos tricíclicos é

teoricamente possível uma interação entre o acetato de eslicarbazepina e os IMAO.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Risco associado à epilepsia e medicamentos antiepiléticos em geral

Foi demonstrado que nos descendentes de mulheres com epilepsia, a prevalência de malformações é

duas a três vezes superior à taxa de aproximadamente 3% na população geral. As mais frequentemente

notificadas são lábio leporino, malformações cardíacas e malformações do tubo neural. O tratamento

com múltiplos medicamentos antiepiléticos pode estar associado a um maior risco de malformações

congénitas relativamente à monoterapia, pelo que a monoterapia deve ser preferida sempre que

possível. Deve ser dado um aconselhamento especializado às mulheres que tencionam engravidar ou

às mulheres com potencial para engravidar. A necessidade de tratamento antiepilético deve ser

reavaliada quando uma mulher está a planear engravidar. O tratamento com antiepiléticos não deve ser

descontinuado abruptamente, pois pode originar uma exacerbação das crises epiléticas, com potenciais

consequências graves quer para a mãe quer para a criança.

Gravidez

Não existem dados sobre a utilização do acetato de eslicarbazepina em mulheres grávidas. Estudos em

animais mostraram toxicidade reprodutiva (ver Fertilidade). Se as mulheres a tomar acetato de

eslicarbazepina ficarem grávidas ou se planeiam engravidar, o uso de Exalief deve ser cuidadosamente

reavaliado. Devem ser administradas as doses mínimas eficazes, e sempre que possível deve preferir-

se a monoterapia pelo menos durante os três primeiros meses da gravidez. Tendo em conta a

possibilidade de um risco aumentado de malformações as doentes devem ser aconselhadas e deve ser-

lhes dada a oportunidade de rastreio pré-natal.

Monitorização e prevenção

Os medicamentos antiepiléticos podem contribuir para a deficiência em ácido fólico, uma potencial

causa de malformações fetais. A suplementação em ácido fólico é recomendada antes e durante a

gravidez. Atendendo a que a eficácia desta suplementação não está demonstrada, deve ser proposto um

diagnóstico pré-natal mesmo nas mulheres que fazem tratamento suplementar com ácido fólico.

Na criança recém-nascida

Foram notificadas alterações hemorrágicas no recém-nascido causadas por medicamentos

antiepiléticos. Por precaução e como medida preventiva, deve ser administrada a vitamina K1 durante

as últimas semanas da gravidez e ao recém-nascido.

Mulheres com potencial para engravidar/ contraceção

O acetato de eslicarbazepina contraria os efeitos dos contracetivos orais. Portanto deve ser utilizado

um método de contraceção alternativo, eficaz e seguro, durante o tratamento e até ao final do ciclo

menstrual em curso na descontinuação do tratamento.

Amamentação

Desconhece-se se o acetato de eslicarbazepina é excretado no leite materno humano. Estudos em

animais demonstraram a excreção da eslicarbazepina no leite materno. Como não se pode excluir o

risco para o lactente, a amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com Exalief.

Fertilidade

O acetato de eslicarbazepina foi avaliado em ratos e ratinhos quanto aos seus potenciais efeitos

adversos na fertilidade da geração parental e F1. Num estudo de fertilidade em ratos macho e fêmea, o

acetato de eslicarbazepina demonstrou provocar disfunção da fertilidade. Num estudo de fertilidade

em ratinhos foram observados efeitos no desenvolvimento em embriões; no entanto, estes efeitos

podem também resultar de uma contagem baixa de corpos lúteos e, ter-se, por isso, verificado

disfunção da fertilidade. No ratinho, a incidência global de malformações graves e a incidência de

malformações esqueléticas graves estavam aumentadas. Nos ratos e ratinhos não foram observados

efeitos nos parâmetros de fertilidade F1.

Medicamento já não autorizado

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram efetuados estudos sobre os efeitos na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. Alguns

doentes podem sentir tonturas, sonolência ou alterações da visão, especialmente no início do

tratamento. Portanto, os doentes devem ser alertados de que as suas capacidades físicas e/ou mentais

necessárias para a utilização de máquinas ou condução podem ser prejudicadas e devem ser

aconselhados a não fazê-lo até que seja estabelecido que as capacidades necessárias para executar

estas atividades não são afetadas.

4.8

Efeitos indesejáveis

Em estudos controlados com placebo, incluindo 1.192 doentes adultos com epilepsia parcial (856

doentes tratados com acetato de eslicarbazepina e 336 tratados com placebo), observaram-se reações

adversas em 45,3% dos doentes tratados com acetato de eslicarbazepina e em 24,4% dos doentes

tratados com placebo.

As reações adversas foram geralmente de intensidade ligeira a moderada e ocorreram

predominantemente durante as primeiras semanas do tratamento com acetato de eslicarbazepina.

No quadro abaixo apresentam-se todas as reações adversas que ocorreram com uma incidência maior

do que com placebo e numericamente presentes em mais do que 1 doente, listadas por classes de

sistemas e órgãos e por frequência: muito frequentes:

1/10, frequentes:

1/100 a

<

1/10, pouco

frequentes:

1/1.000 a

<

1/100, raros:

1/10.000 a

<

1/1.000. Os efeitos indesejáveis são apresentados

por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Sistema/Órgãos

Muito

frequente

Frequente

Pouco frequentes

Raros

Doenças do sangue

e do sistema

linfático

Anemia

Trombocitopenia,

leucopenia

Doenças do sistema

imunitário

Hipersensibilidade

Doenças endócrinas

Hipotiroidismo

Doenças do

metabolismo e da

nutrição

Aumento do apetite, perda

de apetite, hiponatremia,

desequilíbrio eletrolítico,

caquexia, desidratação,

obesidade

Perturbações do

foro psiquiátrico

Insónia, apatia, depressão,

nervosismo, agitação,

irritabilidade, défice de

atenção/ hiperatividade,

estado confusional,

alterações do humor, choro,

lentificação psicomotora,

stresse, perturbações

psicóticas

Doenças do sistema

nervoso

Tonturas*,

sonolência

Cefaleia,

dificuldade de

coordenação*,

perturbação da

atenção,

tremores

Deterioração da memória,

alterações do equilíbrio,

amnésia, hipersónia,

sedação, afasia, disestesia,

distonia, letargia, parosmia,

desequilíbrio do sistema

nervoso autónomo, ataxia

cerebelosa, síndrome

cerebeloso, crise tónico-

Medicamento já não autorizado

clónica generalizada,

neuropatia periférica,

distúrbios no ritmo do sono,

nistagmo, alterações do

discurso, disartria,

hipoestesia, ageusia,

sensação de ardor

Afeções oculares

Diplopia*,

visão turva

Alterações da visão,

oscilopsia, alterações de

movimento binocular,

hiperemia ocular,

movimentos bruscos dos

olhos, dor ocular

Afeções do ouvido e

do labirinto

Vertigem

Otalgia, hipoacúsia,

zumbido

Cardiopatias

Palpitações, bradicardia,

bradicardia sinusal

Vasculopatias

Hipertensão, hipotensão,

hipotensão ortostática

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Disfonia, epistaxis, dor

torácica

Doenças

gastrointestinais

Náuseas,

vómitos,

diarreia

Dispepsia, gastrite, dor

abdominal, boca seca,

desconforto abdominal,

distensão abdominal,

duodenite, desconforto

epigástrico, hiperplasia

gengival, gengivite,

síndrome do cólon irritável,

melenas, odinofagia,

desconforto gástrico,

estomatite, odontalgia

Pancreatite

Afeções

hepatobiliares

Doença hepática

Afeções dos tecidos

cutâneos e

subcutâneos

Erupção

cutânea

Alopecia, pele seca,

hiperidrose, eritema,

alterações ungueais,

alterações cutâneas

Afeções músculo-

esqueléticas e do

tecido conjuntivo

Mialgia, dor de costas, dor

de pescoço

Doenças renais e

urinárias

Noctúria, infeção do trato

urinário

Doenças dos órgãos

reprodutivos e da

mama

Irregularidades menstruais

Perturbações gerais

e alterações no

local da

administração

Fadiga,

alterações da

marcha

Astenia, mal-estar, arrepios,

edema periférico, reações

adversas medicamentosas,

extremidades frias

Exames

complementares de

diagnóstico

Redução da pressão arterial,

diminuição do peso,

diminuição da pressão

arterial diastólica, aumento

Medicamento já não autorizado

da pressão arterial,

diminuição da pressão

arterial sistólica, redução

dos níveis de sódio no

sangue, redução do

hematócrito, redução da

hemoglobina, aumento da

frequência cardíaca,

aumento das transaminases,

aumento dos triglicerídeos,

redução da triiodotironina

(T3) livre, redução da

tiroxina (T4) livre

Complicações de

intervenções

relacionadas com

lesões e

intoxicações

Intoxicação medicamentosa,

queda, lesões articulares,

envenenamento, lesões na

pele

* Em ensaios controlados com placebo, foram notificados mais frequentemente diplopia, dificuldade

de coordenação e tonturas em doentes tratados simultaneamente com carbamazepina e acetato de

eslicarbazepina.

O uso de acetato de eslicarbazepina está associado a um aumento do intervalo PR. Podem surgir

reações adversas associadas ao prolongamento do intervalo PR (ex. bloqueio AV, síncope,

bradicardia). Não foi observado bloqueio AV de segundo ou terceiro grau em doentes tratados com

acetato de eslicarbazepina.

Durante os estudos controlados com placebo de desenvolvimento do acetato de eslicarbazepina na

epilepsia, não ocorreram reações adversas raras tais como depressão medular, reações anafiláticas,

reações cutâneas graves (ex. síndrome de Stevens-Johnson), lúpus eritematoso sistémico ou arritmias

cardíacas graves, no programa da epilepsia com acetato de eslicarbazepina. Porém estas reações

adversas foram notificadas com a oxcarbazepina. Por conseguinte, não se pode excluir a sua

ocorrência no tratamento com Exalief.

4.9

Sobredosagem

Na sobredosagem acidental com Exalief foram observados sintomas do sistema nervoso central,

nomeadamente vertigem, instabilidade da marcha e hemiparesia. Desconhece-se a existência de um

antídoto específico. Deve ser administrado tratamento sintomático e de suporte apropriado. Se

necessário, os metabolitos do acetato de eslicarbazepina podem ser eficazmente removidos por

hemodiálise (ver secção 5.2).

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Antiepiléticos, derivados carboxamídicos. Código ATC: N03AF04

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação exato do acetato de eslicarbazepina não está completamente esclarecido.

Todavia, estudos eletrofisiológicos

in vitro

mostram que quer o acetato de eslicarbazepina quer os seus

metabolitos estabilizam os canais de sódio dependentes da voltagem no seu estado inativo, inibindo o

seu retorno ao estado ativo e impedindo assim o disparo neuronal sustentado e repetitivo.

Efeito farmacodinâmico

Medicamento já não autorizado

O acetato de eslicarbazepina e os seus metabolitos ativos inibem o desenvolvimento de crises

epiléticas em modelos não-clínicos preditivos da eficácia anticonvulsivante no Homem. A atividade

farmacológica do acetato de eslicarbazepina em seres humanos exerce-se maioritariamente através do

metabolito ativo eslicarbazepina.

Eficácia e segurança clínicas

A eficácia e segurança do acetato de eslicarbazepina foram demonstradas em 3 ensaios de fase III, em

dupla ocultação, controlados com placebo, efetuados em 1.049 adultos com epilepsia parcial refratária

ao tratamento com um a três antiepiléticos concomitantes. A oxcarbazepina e o felbamato não foram

autorizados como medicamentos concomitantes nestes estudos. O acetato de eslicarbazepina foi

testado nas doses de 400 mg, 800 mg e 1200 mg, uma vez por dia. O acetato de eslicarbazepina

800 mg uma vez por dia e 1200 mg uma vez por dia foram significativamente mais eficazes do que o

placebo na redução da frequência de crises durante um período de manutenção de 12 semanas.

Considerando todos os estudos de fase III, a percentagem de indivíduos com uma redução de 50% na

frequência de crises foi de 19% com o placebo, 21% com acetato de eslicarbazepina 400 mg, 34%

com acetato de eslicarbazepina 800 mg e 36% com acetato de eslicarbazepina 1200 mg diários.

5.2

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O acetato de eslicarbazepina é extensivamente transformado em eslicarbazepina. Após a administração

oral, os níveis plasmáticos do acetato de eslicarbazepina mantêm-se geralmente abaixo do limite de

quantificação. O t

da eslicarbazepina é alcançado 2 a 3 h após a dose. A biodisponibilidade pode ser

considerada elevada porque a quantidade de metabolitos recuperados na urina corresponde a mais de

90% de uma dose de eslicarbazepina.

Distribuição

A ligação da eslicarbazepina às proteínas plasmáticas é relativamente baixa (<40%) e independente da

concentração. Estudos in

vitro

mostraram que a ligação às proteínas plasmáticas não foi

relevantemente afetada pela presença de varfarina, diazepam, digoxina, fenitoína e tolbutamida. A

ligação da varfarina, diazepam, digoxina, fenitoína e tolbutamida não foi significativamente afetada

pela presença de eslicarbazepina.

Biotransformação

O acetato de eslicarbazepina é rápida e extensivamente biotransformado no seu metabolito primário

eslicarbazepina, por hidrólise de primeira passagem. Os picos de concentração plasmática máxima

) da eslicarbazepina são alcançados 2 a 3 horas após a dose e o estado estacionário das

concentrações plasmáticas é atingido após 4 a 5 dias, de toma única diária, consistente com uma

semivida efetiva na ordem das 20-24 h. Em estudos realizados em indivíduos saudáveis e doentes

adultos epiléticos, a semivida aparente da eslicarbazepina foi de 10-20 h e 13-20 h, respetivamente. Os

metabolitos secundários no plasma são R-licarbazepina e oxcarbazepina, que demonstraram ser ativos,

e os conjugados de ácido glucurónico de acetato de eslicarbazepina, eslicarbazepina, R-licarbazepina e

oxcarbazepina.

O acetato de eslicarbazepina não afeta o seu próprio metabolismo ou depuração.

Em estudos com eslicarbazepina em hepatócitos humanos frescos observou-se uma ligeira ativação da

glucoronidação mediada por UGT1A1.

Excreção

Os metabolitos do acetato de eslicarbazepina são eliminados da circulação sistémica essencialmente

por excreção renal, sob a forma intacta e de glucorono-conjugados. No total, a eslicarbazepina e o seu

glucoronado correspondem a mais de 90% do total de metabolitos excretados na urina,

aproximadamente dois terços na forma intacta e um terço como glucorono-conjugado.

Linearidade/ não-linearidade

Medicamento já não autorizado

A farmacocinética da eslicarbazepina é linear e proporcional às doses entre 400-1200 mg, quer em

indivíduos saudáveis quer em doentes.

Idosos (com mais de 65 anos

O perfil farmacocinético do acetato de eslicarbazepina não foi afetado nos doentes idosos com

depuração da creatinina > 60 ml/min (ver secção 4.2).

Compromisso renal

Os metabolitos do acetato de eslicarbazepina são eliminados da circulação sistémica essencialmente

por excreção renal. Um estudo realizado em doentes com compromisso renal ligeiro a moderada

mostrou que a depuração depende da função renal. Durante o tratamento com Exalief recomenda-se o

ajuste da dose em doentes com depuração da creatinina inferior a 60 ml/min (ver secção 4.2).

Os metabolitos do acetato de eslicarbazepina são removidos do plasma por hemodiálise.

Afeção hepática

A farmacocinética e o metabolismo do acetato de eslicarbazepina foram avaliados em indivíduos

saudáveis e em doentes com afeção hepática moderada após administração de doses orais múltiplas. A

afeção hepática moderada não afetou a farmacocinética do acetato de eslicarbazepina. Não se

recomenda o ajuste posológico em doentes com afeção hepática ligeira a moderada (ver secção 4.2).

A farmacocinética da eslicarbazepina não foi estudada em doentes com afeção hepática grave.

Sexo

Estudos em indivíduos saudáveis e em doentes mostraram que a farmacocinética do acetato de

eslicarbazepina não é afetada pelo sexo do indivíduo.

5.3

Dados de segurança pré-clínica

As reações adversas observadas em estudos animais ocorreram em níveis de exposição

apreciavelmente mais baixos do que os níveis de exposição clínicos à eslicarbazepina (o metabolito

principal e farmacologicamente ativo do acetato de eslicarbazepina). Assim, não foram estabelecidas

as margens de segurança com base na exposição comparativa.

Em estudos de toxicidade de dose repetida no rato, foi evidenciada nefrotoxicidade, que não foi

observada nos estudos em ratinhos e cães, e que é consistente com uma exacerbação de nefropatia

espontânea progressiva crónica nesta espécie.

Nos estudos de toxicidade de dose repetida em ratinhos e ratos foi observada hipertrofia centrolobular

do fígado e um aumento da incidência de tumores no fígado num estudo de carcinogenicidade em

ratinhos; estes resultados são consistentes com a indução de enzimas microssomais hepáticas, um

efeito que não foi observado em doentes que tomaram acetato de eslicarbazepina.

Os estudos de genotoxicidade com acetato de eslicarbazepina não mostraram riscos especiais para os

seres humanos.

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1

Lista dos excipientes

Povidona K29/32

Croscarmelose sódica

Estearato de magnésio

6.2

Incompatibilidades

Não aplicável.

Medicamento já não autorizado

6.3

Prazo de validade

4 anos.

6.4

Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5

Natureza e conteúdo do recipiente

Exalief 600 mg: comprimidos acondicionados em blisters ALU/ALU ou ALU/PVC colocados em

embalagens de cartão contendo 30 ou 60 comprimidos.

Exalief 600 mg: comprimidos acondicionados em frascos de polietileno de alta densidade, com fecho

de segurança para crianças, colocados em embalagens de cartão contendo 90 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6

Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

BIAL-Portela & Cª., S.A.

À Av. da Siderurgia Nacional 4745-457 S. Mamede do Coronado-Portugal

tel:+351 22 986 61 00

fax: +351 22 986 61 99

e-mail: info@bial.com

8.

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/09/520/007-011

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 21.04.2009

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Informação pormenorizada sobre este medicamento está disponível na Internet no

site

da Agência

Europeia de Medicamentos

http://www.ema.europa.eu

Medicamento já não autorizado

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Exalief 800 mg comprimidos

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 800 mg de acetato de eslicarbazepina

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido.

Comprimidos brancos, oblongos, gravados ‘ESL 800’ numa face e com uma ranhura na outra. O

comprimido pode ser dividido em metades iguais.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Exalief é indicado como terapêutica adjuvante em doentes adultos com crises epiléticas parciais, com

ou sem generalização secundária.

4.2

Posologia e modo de administração

Posologia

Exalief deve ser adicionado à terapêutica anticonvulsivante prévia. A dose inicial recomendada é de

400 mg uma vez por dia que deve ser aumentada para 800 mg uma vez por dia, após uma ou duas

semanas. Dependendo da resposta individual de cada doente, esta dose pode ser aumentada para

1200 mg uma vez por dia (ver secção 5.1).

Idosos (com mais de 65 anos de idade)

Recomenda-se precaução no tratamento de doentes idosos, dado que a informação de segurança acerca

do uso de Exalief nestes doentes é limitada.

População pediátrica

A segurança e eficácia de Exalief em crianças com idade inferior a 18 anos não foram ainda

estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Doentes com compromisso renal

Recomenda-se precaução no tratamento de doentes com compromisso renal e a dose deve ser ajustada

de acordo com a depuração da creatinina (CL

) como se segue:

-

>

60 ml/min: não é necessário ajuste da dose.

-

30-60 ml/min: dose inicial de 400 mg em dias alternados durante 2 semanas seguida de uma

dose de 400 mg uma vez por dia. Contudo, com base na resposta individual do doente, a dose pode

ser aumentada.

-

<

30 ml/min: não é recomendado o uso em doentes com compromisso renal grave dado que a

informação é limitada.

Doentes com afeção hepática

Não é necessário ajuste da dose em doentes com afeção hepática ligeira a moderada.

A farmacocinética da eslicarbazepina não foi avaliada em doentes com afeção hepática grave (ver

secção 4.4 e 5.2) pelo que a sua utilização nestes doentes não é recomendada.

Medicamento já não autorizado

Modo de administração

Exalief pode ser tomado com e sem alimentos.

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa, a outros derivados carboxamídicos (ex. carbamazepina,

oxcarbazepina) ou a qualquer um dos excipientes.

Diagnóstico conhecido de bloqueio auriculoventricular (AV) de segundo ou terceiro grau.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Exalief foi associado a algumas reações adversas a nível do sistema nervoso central, como tonturas e

sonolência, que podem aumentar a ocorrência de acidentes.

Exalief pode diminuir a efetividade de contracetivos hormonais. Recomenda-se a utilização de meios

adicionais de contraceção não-hormonais quando se utiliza Exalief (ver secção 4.5 e 4.6).

Tal como com outros medicamentos antiepiléticos, se Exalief for descontinuado, recomenda-se a

diminuição gradual da dose para minimizar o potencial aumento da frequência de crises.

O uso concomitante de Exalief com oxcarbazepina não é recomendado dado que pode causar uma

sobrexposição a metabolitos ativos.

Não existem dados clínicos relativamente à descontinuação de outros medicamentos antiepiléticos

usados concomitantemente durante o tratamento com Exalief (mudança para monoterapia).

Em estudos controlados com placebo em doentes epiléticos, observou-se a ocorrência de erupção

cutânea, como reação adversa, em 1,1% do total da população tratada com Exalief como terapêutica

adjuvante em doentes epiléticos. Se ocorrerem sinais ou sintomas de hipersensibilidade o tratamento

com Exalief deverá ser interrompido.

Não foram notificados casos de reações cutâneas graves com acetato de eslicarbazepina. Foi

demonstrada uma associação forte entre a presença do alelo HLA-B* 1502 em indivíduos da etnia

chinesa Han ou de etnia Thai e o desenvolvimento da síndrome de Stevens-Johnson (SJS) quando

tratados com carbamazepina. Assim, sempre que possível, indivíduos da etnia chinesa Han ou da etnia

Thai devem ser rastreados relativamente à presença deste alelo antes de iniciarem tratamento com

carbamazepina ou compostos quimicamente relacionados. A presença do alelo HLA-B* 1502 em

outras etnias é negligenciável. O alelo HLA-B* 1502 não está associado ao SJS na população

caucasiana.

Foi notificada hiponatremia, como reação adversa, em menos de 1% dos doentes tratados com Exalief.

A hiponatremia é assintomática na maioria dos casos. Contudo, pode ser acompanhada por

sintomatologia clínica, como agravamento das convulsões, confusão e diminuição da consciência.

A frequência da hiponatremia aumentou com o aumento da dose de acetato de eslicarbazepina. Em

doentes com doença renal preexistente predispondo a hiponatremia, ou em doentes tratados

concomitantemente com medicamentos que possam desencadear hiponatremia (ex. diuréticos,

desmopressina), os níveis de sódio sérico devem ser avaliados antes e durante o tratamento com

acetato de eslicarbazepina. Os níveis séricos de sódio devem ainda ser determinados se surgirem sinais

clínicos de hiponatremia. Além disso, os níveis séricos de sódio devem ser determinados nas análises

laboratoriais de rotina. Se ocorrer hiponatremia clinicamente relevante, Exalief deverá ser

descontinuado.

A influência de Exalief sobre as crises epiléticas generalizadas primárias não foi estudada. Assim, o

seu uso nestes doentes não é recomendado.

Medicamento já não autorizado

Nos estudos clínicos com acetato de eslicarbazepina foram observados prolongamentos do intervalo

Recomenda-se precaução em doentes com situações clínicas (ex. níveis baixos de tiroxina, anomalias

da condução cardíaca), ou que tomam medicamentos, que se sabe estarem associados a prolongamento

do intervalo PR.

Recomenda-se precaução no tratamento de doentes com compromisso renal e a dose deve ser ajustada

de acordo com a depuração da creatinina (ver secção 4.2). Em doentes com CL

< 30 ml/min a

utilização não é recomendada devido à insuficiência de informação.

Como os dados clínicos são limitados em doentes com afeção hepática ligeira a moderada e não

existem dados farmacocinéticos e clínicos em doentes com afeção hepática grave, Exalief deverá ser

usado com precaução em doentes com afeção hepática ligeira a moderada, não estando recomendado o

seu uso em doentes com afeção hepática grave.

Em doentes tratados com medicamentos antiepiléticos, em várias indicações, foram notificados

ideação e comportamento suicida. Uma metanálise de ensaios clínicos aleatorizados controlados com

placebo, de medicamentos antiepiléticos, mostrou também um pequeno aumento do risco de ideação e

comportamento suicida. O mecanismo deste risco não é ainda conhecido e os dados disponíveis não

excluem a possibilidade de um risco aumentado para o acetato de eslicarbazepina. Assim, os sinais de

ideação e comportamento suicida devem ser monitorizados e deve ser considerada a necessidade de

tratamento adequado. Os doentes (e seus cuidadores) devem ser aconselhados a procurar assistência

médica caso surjam sinais de ideação ou comportamento suicida.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

O acetato de eslicarbazepina é transformado extensamente em eslicarbazepina que é principalmente

eliminada por glucoronidação.

In vitro,

a eslicarbazepina é um indutor fraco do CYP3A4 e das UDP-

glucuronil transferases.

In vivo,

a eslicarbazepina mostrou um efeito indutor do metabolismo dos

medicamentos que são maioritariamente eliminados por metabolização através do CYP3A4. Deste

modo, pode ser necessário um aumento da dose de medicamentos que são maioritariamente

eliminados por metabolização através do CYP3A4, quando usados concomitantemente com Exalief. A

eslicarbazepina,

in vivo

, pode ter um efeito indutor do metabolismo dos medicamentos que são

maioritariamente eliminados por conjugação através das UDP-glucuronil-transferases. Ao iniciar ou

descontinuar o tratamento com Exalief ou ao mudar a dose, pode levar 2 a 3 semanas até se alcançar o

novo nível da atividade enzimática. Este tempo de latência deve ser tido em consideração quando

Exalief está a ser usado previamente ou em combinação com outros medicamentos que exigem ajuste

da dose quando coadministrados com Exalief. A eslicarbazepina tem propriedades inibitórias do

CYP2C19. Assim, podem surgir interações quando se coadministram doses elevadas de acetato de

eslicarbazepina com medicamentos que são principalmente metabolizados pelo CYP2C19.

Interações com outros medicamentos antiepiléticos

Carbamazepina

Num estudo em voluntários saudáveis, a administração concomitante de acetato de eslicarbazepina

800 mg uma vez por dia e carbamazepina 400 mg duas vezes por dia resultou numa redução em média

de 32% na exposição à eslicarbazepina, provavelmente causada pela indução de glucoronidação. Não

se observou alteração na exposição à carbamazepina ou ao seu metabolito carbamazepina.epoxido.

Com base na resposta individual, a dose de Exalief pode necessitar de ser aumentada se usada

concomitantemente com carbamazepina. Resultados obtidos em estudos com doentes mostraram que o

tratamento concomitante aumentou o risco das seguintes reações adversas: diplopia (11,4% dos

indivíduos com carbamazepina concomitante, 2,4% dos indivíduos sem carbamazepina concomitante),

alterações da coordenação (6,7% com carbamazepina concomitante, 2,7% sem carbamazepina

concomitante) e tonturas (30,0% com carbamazepina concomitante, 11,5% sem carbamazepina

concomitante). Não pode ser excluído o risco de aumento de outras reações adversas específicas

causadas pela coadministração de carbamazepina e acetato de eslicarbazepina.

Medicamento já não autorizado

Fenitoína

Num estudo em voluntários saudáveis, a administração concomitante de acetato de eslicarbazepina

1200 mg uma vez por dia e fenitoína resultou numa redução em média de 31-33% na exposição à

eslicarbazepina, provavelmente causada pela indução de glucoronidação, e num aumento médio de

31-35% na exposição à fenitoína, provavelmente causada pela inibição do CYP2C19. Com base na

resposta individual, a dose de Exalief pode necessitar de ser aumentada e a dose de fenitoína pode ter

de ser diminuída.

Lamotrigina

A glucoronidação é a principal via metabólica para a eslicarbazepina e lamotrigina e portanto é de

esperar uma interação. Um estudo realizado em voluntários saudáveis com acetato de eslicarbazepina

1200 mg uma vez por dia mostrou uma interação farmacocinética média mínima (a exposição à

lamotrigina diminuiu 15%) entre o acetato de eslicarbazepina e a lamotrigina e consequentemente não

é necessário fazer ajustes da dose. Contudo, devido à variabilidade interindividual, o efeito pode ser

clinicamente relevante nalguns indivíduos.

Topiramato

Num estudo em voluntários saudáveis, a administração concomitante de acetato de eslicarbazepina

1200 mg uma vez por dia e topiramato não mostrou alteração significativa na exposição à

eslicarbazepina, mas observou-se uma redução de 18% na exposição ao topiramato, provavelmente

causada por uma redução da biodisponibilidade do topiramato. Não é necessário ajuste da dose.

Valproato e levetiracetam

Uma análise farmacocinética dos estudos de fase III em doentes adultos epiléticos mostrou que a

administração concomitante com valproato ou levetiracetam não afetou a exposição à eslicarbazepina,

mas tal não foi verificado por estudos convencionais de interação.

Outros medicamentos

Contracetivos orais

A administração de acetato de eslicarbazepina 1200 mg uma vez por dia a mulheres que faziam

contraceção oral combinada mostrou uma redução média de 37% e 42% na exposição sistémica ao

levonorgestrel e etinilestradiol, respetivamente, provavelmente causada pela indução do CYP3A4. Por

conseguinte, as mulheres em idade fértil deverão fazer contraceção adequada durante o tratamento

com Exalief, e até ao final do ciclo menstrual em curso no momento da descontinuação do tratamento

(ver secção 4.4 e 4.6).

Sinvastatina

Um estudo em voluntários saudáveis mostrou uma redução média de 50% na exposição sistémica à

sinvastatina quando coadministrada com acetato de eslicarbazepina 800 mg uma vez por dia,

provavelmente causada pela indução do CYP3A4. Pode ser necessário aumentar a dose de sinvastatina

quando usada concomitantemente com acetato de eslicarbazepina.

Varfarina

A coadministração de acetato de eslicarbazepina 1200 mg uma vez por dia com varfarina mostrou uma

pequena (23%) mas significativa redução da exposição à S-varfarina. Não houve qualquer efeito sobre

a farmacocinética da R-varfarina ou na coagulação. Porém, devido à variabilidade interindividual da

interação, recomenda-se especial atenção à monitorização do INR (coeficiente internacional

normalizado) nas primeiras semanas após o início ou o fim do tratamento concomitante de varfarina e

acetato de eslicarbazepina.

Digoxina

Um estudo em voluntários saudáveis mostrou que o acetato de eslicarbazepina 1200 mg uma vez por

dia não produz efeito sobre a farmacocinética da digoxina, sugerindo que o acetato de eslicarbazepina

não tem efeito sobre o transportador glicoproteína-P.

Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO)

Medicamento já não autorizado

Com base numa relação estrutural do acetato de eslicarbazepina com os antidepressivos tricíclicos é

teoricamente possível uma interação entre o acetato de eslicarbazepina e os IMAO.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Risco associado à epilepsia e medicamentos antiepiléticos em geral

Foi demonstrado que nos descendentes de mulheres com epilepsia, a prevalência de malformações é

duas a três vezes superior à taxa de aproximadamente 3% na população geral. As mais frequentemente

notificadas são lábio leporino, malformações cardíacas e malformações do tubo neural. O tratamento

com múltiplos medicamentos antiepiléticos pode estar associado a um maior risco de malformações

congénitas relativamente à monoterapia, pelo que a monoterapia deve ser preferida sempre que

possível. Deve ser dado um aconselhamento especializado às mulheres que tencionam engravidar ou

às mulheres com potencial para engravidar. A necessidade de tratamento antiepilético deve ser

reavaliada quando uma mulher está a planear engravidar. O tratamento com antiepiléticos não deve ser

descontinuado abruptamente, pois pode originar uma exacerbação das crises epiléticas, com potenciais

consequências graves quer para a mãe quer para a criança.

Gravidez

Não existem dados sobre a utilização do acetato de eslicarbazepina em mulheres grávidas. Estudos em

animais mostraram toxicidade reprodutiva (ver Fertilidade). Se as mulheres a tomar acetato de

eslicarbazepina ficarem grávidas ou se planeiam engravidar, o uso de Exalief deve ser cuidadosamente

reavaliado. Devem ser administradas as doses mínimas eficazes, e sempre que possível deve preferir-

se a monoterapia pelo menos durante os três primeiros meses da gravidez. Tendo em conta a

possibilidade de um risco aumentado de malformações as doentes devem ser aconselhadas e deve ser-

lhes dada a oportunidade de rastreio pré-natal.

Monitorização e prevenção

Os medicamentos antiepiléticos podem contribuir para a deficiência em ácido fólico, uma potencial

causa de malformações fetais. A suplementação em ácido fólico é recomendada antes e durante a

gravidez. Atendendo a que a eficácia desta suplementação não está demonstrada, deve ser proposto um

diagnóstico pré-natal mesmo nas mulheres que fazem tratamento suplementar com ácido fólico.

Na criança recém-nascida

Foram notificadas alterações hemorrágicas no recém-nascido causadas por medicamentos

antiepiléticos. Por precaução e como medida preventiva, deve ser administrada a vitamina K1 durante

as últimas semanas da gravidez e ao recém-nascido.

Mulheres com potencial para engravidar/ contraceção

O acetato de eslicarbazepina contraria os efeitos dos contracetivos orais. Portanto deve ser utilizado

um método de contraceção alternativo, eficaz e seguro, durante o tratamento e até ao final do ciclo

menstrual em curso na descontinuação do tratamento.

Amamentação

Desconhece-se se o acetato de eslicarbazepina é excretado no leite materno humano. Estudos em

animais demonstraram a excreção da eslicarbazepina no leite materno. Como não se pode excluir o

risco para o lactente, a amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com Exalief.

Fertilidade

O acetato de eslicarbazepina foi avaliado em ratos e ratinhos quanto aos seus potenciais efeitos

adversos na fertilidade da geração parental e F1. Num estudo de fertilidade em ratos macho e fêmea, o

acetato de eslicarbazepina demonstrou provocar disfunção da fertilidade. Num estudo de fertilidade

em ratinhos foram observados efeitos no desenvolvimento em embriões; no entanto, estes efeitos

podem também resultar de uma contagem baixa de corpos lúteos e, ter-se, por isso, verificado

disfunção da fertilidade. No ratinho, a incidência global de malformações graves e a incidência de

malformações esqueléticas graves estavam aumentadas. Nos ratos e ratinhos não foram observados

efeitos nos parâmetros de fertilidade F1.

Medicamento já não autorizado

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram efetuados estudos sobre os efeitos na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. Alguns

doentes podem sentir tonturas, sonolência ou alterações da visão, especialmente no início do

tratamento. Portanto, os doentes devem ser alertados de que as suas capacidades físicas e/ou mentais

necessárias para a utilização de máquinas ou condução podem ser prejudicadas e devem ser

aconselhados a não fazê-lo até que seja estabelecido que as capacidades necessárias para executar

estas atividades não são afetadas.

4.8

Efeitos indesejáveis

Em estudos controlados com placebo, incluindo 1.192 doentes adultos com epilepsia parcial (856

doentes tratados com acetato de eslicarbazepina e 336 tratados com placebo), observaram-se reações

adversas em 45,3% dos doentes tratados com acetato de eslicarbazepina e em 24,4% dos doentes

tratados com placebo.

As reações adversas foram geralmente de intensidade ligeira a moderada e ocorreram

predominantemente durante as primeiras semanas do tratamento com acetato de eslicarbazepina.

No quadro abaixo apresentam-se todas as reações adversas que ocorreram com uma incidência maior

do que com placebo e numericamente presentes em mais do que 1 doente, listadas por classes de

sistemas e órgãos e por frequência: muito frequentes:

1/10, frequentes:

1/100 a

<

1/10, pouco

frequentes:

1/1.000 a

<

1/100, raros:

1/10.000 a

<

1/1.000. Os efeitos indesejáveis são apresentados

por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Sistema/Órgãos

Muito

frequente

Frequente

Pouco frequentes

Raros

Doenças do sangue

e do sistema

linfático

Anemia

Trombocitopenia,

leucopenia

Doenças do sistema

imunitário

Hipersensibilidade

Doenças endócrinas

Hipotiroidismo

Doenças do

metabolismo e da

nutrição

Aumento do apetite, perda

de apetite, hiponatremia,

desequilíbrio eletrolítico,

caquexia, desidratação,

obesidade

Perturbações do

foro psiquiátrico

Insónia, apatia, depressão,

nervosismo, agitação,

irritabilidade, défice de

atenção/ hiperatividade,

estado confusional,

alterações do humor, choro,

lentificação psicomotora,

stresse, perturbações

psicóticas

Doenças do sistema

nervoso

Tonturas*,

sonolência

Cefaleia,

dificuldade de

coordenação*,

perturbação da

atenção,

tremores

Deterioração da memória,

alterações do equilíbrio,

amnésia, hipersónia,

sedação, afasia, disestesia,

distonia, letargia, parosmia,

desequilíbrio do sistema

nervoso autónomo, ataxia

cerebelosa, síndrome

cerebeloso, crise tónico-

Medicamento já não autorizado

clónica generalizada,

neuropatia periférica,

distúrbios no ritmo do sono,

nistagmo, alterações do

discurso, disartria,

hipoestesia, ageusia,

sensação de ardor

Afeções oculares

Diplopia*,

visão turva

Alterações da visão,

oscilopsia, alterações de

movimento binocular,

hiperemia ocular,

movimentos bruscos dos

olhos, dor ocular

Afeções do ouvido e

do labirinto

Vertigem

Otalgia, hipoacúsia,

zumbido

Cardiopatias

Palpitações, bradicardia,

bradicardia sinusal

Vasculopatias

Hipertensão, hipotensão,

hipotensão ortostática

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Disfonia, epistaxis, dor

torácica

Doenças

gastrointestinais

Náuseas,

vómitos,

diarreia

Dispepsia, gastrite, dor

abdominal, boca seca,

desconforto abdominal,

distensão abdominal,

duodenite, desconforto

epigástrico, hiperplasia

gengival, gengivite,

síndrome do cólon irritável,

melenas, odinofagia,

desconforto gástrico,

estomatite, odontalgia

Pancreatite

Afeções

hepatobiliares

Doença hepática

Afeções dos tecidos

cutâneos e

subcutâneos

Erupção

cutânea

Alopecia, pele seca,

hiperidrose, eritema,

alterações ungueais,

alterações cutâneas

Afeções músculo-

esqueléticas e do

tecido conjuntivo

Mialgia, dor de costas, dor

de pescoço

Doenças renais e

urinárias

Noctúria, infeção do trato

urinário

Doenças dos órgãos

reprodutivos e da

mama

Irregularidades menstruais

Perturbações gerais

e alterações no

local da

administração

Fadiga,

alterações da

marcha

Astenia, mal-estar, arrepios,

edema periférico, reações

adversas medicamentosas,

extremidades frias

Exames

complementares de

diagnóstico

Redução da pressão arterial,

diminuição do peso,

diminuição da pressão

arterial diastólica, aumento

Medicamento já não autorizado

da pressão arterial,

diminuição da pressão

arterial sistólica, redução

dos níveis de sódio no

sangue, redução do

hematócrito, redução da

hemoglobina, aumento da

frequência cardíaca,

aumento das transaminases,

aumento dos triglicerídeos,

redução da triiodotironina

(T3) livre, redução da

tiroxina (T4) livre

Complicações de

intervenções

relacionadas com

lesões e

intoxicações

Intoxicação medicamentosa,

queda, lesões articulares,

envenenamento, lesões na

pele

* Em ensaios controlados com placebo, foram notificados mais frequentemente diplopia, dificuldade

de coordenação e tonturas em doentes tratados simultaneamente com carbamazepina e acetato de

eslicarbazepina.

O uso de acetato de eslicarbazepina está associado a um aumento do intervalo PR. Podem surgir

reações adversas associadas ao prolongamento do intervalo PR (ex. bloqueio AV, síncope,

bradicardia). Não foi observado bloqueio AV de segundo ou terceiro grau em doentes tratados com

acetato de eslicarbazepina.

Durante os estudos controlados com placebo de desenvolvimento do acetato de eslicarbazepina na

epilepsia, não ocorreram reações adversas raras tais como depressão medular, reações anafiláticas,

reações cutâneas graves (ex. síndrome de Stevens-Johnson), lúpus eritematoso sistémico ou arritmias

cardíacas graves, no programa da epilepsia com acetato de eslicarbazepina. Porém estas reações

adversas foram notificadas com a oxcarbazepina. Por conseguinte, não se pode excluir a sua

ocorrência no tratamento com Exalief.

4.9

Sobredosagem

Na sobredosagem acidental com Exalief foram observados sintomas do sistema nervoso central,

nomeadamente vertigem, instabilidade da marcha e hemiparesia. Desconhece-se a existência de um

antídoto específico. Deve ser administrado tratamento sintomático e de suporte apropriado. Se

necessário, os metabolitos do acetato de eslicarbazepina podem ser eficazmente removidos por

hemodiálise (ver secção 5.2).

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Antiepiléticos, derivados carboxamídicos. Código ATC: N03AF04

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação exato do acetato de eslicarbazepina não está completamente esclarecido.

Todavia, estudos eletrofisiológicos

in vitro

mostram que quer o acetato de eslicarbazepina quer os seus

metabolitos estabilizam os canais de sódio dependentes da voltagem no seu estado inativo, inibindo o

seu retorno ao estado ativo e impedindo assim o disparo neuronal sustentado e repetitivo.

Efeito farmacodinâmico

Medicamento já não autorizado

O acetato de eslicarbazepina e os seus metabolitos ativos inibem o desenvolvimento de crises

epiléticas em modelos não-clínicos preditivos da eficácia anticonvulsivante no Homem. A atividade

farmacológica do acetato de eslicarbazepina em seres humanos exerce-se maioritariamente através do

metabolito ativo eslicarbazepina.

Eficácia e segurança clínicas

A eficácia e segurança do acetato de eslicarbazepina foram demonstradas em 3 ensaios de fase III, em

dupla ocultação, controlados com placebo, efetuados em 1.049 adultos com epilepsia parcial refratária

ao tratamento com um a três antiepiléticos concomitantes. A oxcarbazepina e o felbamato não foram

autorizados como medicamentos concomitantes nestes estudos. O acetato de eslicarbazepina foi

testado nas doses de 400 mg, 800 mg e 1200 mg, uma vez por dia. O acetato de eslicarbazepina

800 mg uma vez por dia e 1200 mg uma vez por dia foram significativamente mais eficazes do que o

placebo na redução da frequência de crises durante um período de manutenção de 12 semanas.

Considerando todos os estudos de fase III, a percentagem de indivíduos com uma redução de 50% na

frequência de crises foi de 19% com o placebo, 21% com acetato de eslicarbazepina 400 mg, 34%

com acetato de eslicarbazepina 800 mg e 36% com acetato de eslicarbazepina 1200 mg diários.

5.2

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O acetato de eslicarbazepina é extensivamente transformado em eslicarbazepina. Após a administração

oral, os níveis plasmáticos do acetato de eslicarbazepina mantêm-se geralmente abaixo do limite de

quantificação. O t

da eslicarbazepina é alcançado 2 a 3 h após a dose. A biodisponibilidade pode ser

considerada elevada porque a quantidade de metabolitos recuperados na urina corresponde a mais de

90% de uma dose de eslicarbazepina.

Distribuição

A ligação da eslicarbazepina às proteínas plasmáticas é relativamente baixa (<40%) e independente da

concentração. Estudos in

vitro

mostraram que a ligação às proteínas plasmáticas não foi

relevantemente afetada pela presença de varfarina, diazepam, digoxina, fenitoína e tolbutamida. A

ligação da varfarina, diazepam, digoxina, fenitoína e tolbutamida não foi significativamente afetada

pela presença de eslicarbazepina.

Biotransformação

O acetato de eslicarbazepina é rápida e extensivamente biotransformado no seu metabolito primário

eslicarbazepina, por hidrólise de primeira passagem. Os picos de concentração plasmática máxima

) da eslicarbazepina são alcançados 2 a 3 horas após a dose e o estado estacionário das

concentrações plasmáticas é atingido após 4 a 5 dias, de toma única diária, consistente com uma

semivida efetiva na ordem das 20-24 h. Em estudos realizados em indivíduos saudáveis e doentes

adultos epiléticos, a semivida aparente da eslicarbazepina foi de 10-20 h e 13-20 h, respetivamente. Os

metabolitos secundários no plasma são R-licarbazepina e oxcarbazepina, que demonstraram ser ativos,

e os conjugados de ácido glucurónico de acetato de eslicarbazepina, eslicarbazepina, R-licarbazepina e

oxcarbazepina.

O acetato de eslicarbazepina não afeta o seu próprio metabolismo ou depuração.

Em estudos com eslicarbazepina em hepatócitos humanos frescos observou-se uma ligeira ativação da

glucoronidação mediada por UGT1A1.

Excreção

Os metabolitos do acetato de eslicarbazepina são eliminados da circulação sistémica essencialmente

por excreção renal, sob a forma intacta e de glucorono-conjugados. No total, a eslicarbazepina e o seu

glucoronado correspondem a mais de 90% do total de metabolitos excretados na urina,

aproximadamente dois terços na forma intacta e um terço como glucorono-conjugado.

Linearidade/ não-linearidade

Medicamento já não autorizado

A farmacocinética da eslicarbazepina é linear e proporcional às doses entre 400-1200 mg, quer em

indivíduos saudáveis quer em doentes.

Idosos (com mais de 65 anos

O perfil farmacocinético do acetato de eslicarbazepina não foi afetado nos doentes idosos com

depuração da creatinina > 60 ml/min (ver secção 4.2).

Compromisso renal

Os metabolitos do acetato de eslicarbazepina são eliminados da circulação sistémica essencialmente

por excreção renal. Um estudo realizado em doentes com compromisso renal ligeiro a moderada

mostrou que a depuração depende da função renal. Durante o tratamento com Exalief recomenda-se o

ajuste da dose em doentes com depuração da creatinina inferior a 60 ml/min (ver secção 4.2).

Os metabolitos do acetato de eslicarbazepina são removidos do plasma por hemodiálise.

Afeção hepática

A farmacocinética e o metabolismo do acetato de eslicarbazepina foram avaliados em indivíduos

saudáveis e em doentes com afeção hepática moderada após administração de doses orais múltiplas. A

afeção hepática moderada não afetou a farmacocinética do acetato de eslicarbazepina. Não se

recomenda o ajuste posológico em doentes com afeção hepática ligeira a moderada (ver secção 4.2).

A farmacocinética da eslicarbazepina não foi estudada em doentes com afeção hepática grave.

Sexo

Estudos em indivíduos saudáveis e em doentes mostraram que a farmacocinética do acetato de

eslicarbazepina não é afetada pelo sexo do indivíduo.

5.3

Dados de segurança pré-clínica

As reações adversas observadas em estudos animais ocorreram em níveis de exposição

apreciavelmente mais baixos do que os níveis de exposição clínicos à eslicarbazepina (o metabolito

principal e farmacologicamente ativo do acetato de eslicarbazepina). Assim, não foram estabelecidas

as margens de segurança com base na exposição comparativa.

Em estudos de toxicidade de dose repetida no rato, foi evidenciada nefrotoxicidade, que não foi

observada nos estudos em ratinhos e cães, e que é consistente com uma exacerbação de nefropatia

espontânea progressiva crónica nesta espécie.

Nos estudos de toxicidade de dose repetida em ratinhos e ratos foi observada hipertrofia centrolobular

do fígado e um aumento da incidência de tumores no fígado num estudo de carcinogenicidade em

ratinhos; estes resultados são consistentes com a indução de enzimas microssomais hepáticas, um

efeito que não foi observado em doentes que tomaram acetato de eslicarbazepina.

Os estudos de genotoxicidade com acetato de eslicarbazepina não mostraram riscos especiais para os

seres humanos.

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1

Lista dos excipientes

Povidona K29/32

Croscarmelose sódica

Estearato de magnésio

6.2

Incompatibilidades

Não aplicável.

Medicamento já não autorizado

6.3

Prazo de validade

4 anos.

6.4

Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5

Natureza e conteúdo do recipiente

Exalief 800 mg: comprimidos acondicionados em blisters ALU/ALU ou ALU/PVC colocados em

embalagens de cartão contendo 20, 30, 60 ou 90 comprimidos.

Exalief 800 mg: comprimidos acondicionados em frascos de polietileno de alta densidade, com fecho

de segurança para crianças, colocados em embalagens de cartão contendo 90 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6

Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

BIAL-Portela & Cª., S.A.

À Av. da Siderurgia Nacional 4745-457 S. Mamede do Coronado-Portugal

tel:+351 22 986 61 00

fax: +351 22 986 61 99

e-mail: info@bial.com

8.

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/09/520/012-020

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 21.04.2009

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Informação pormenorizada sobre este medicamento está disponível na Internet no

site

da Agência

Europeia de Medicamentos

http://www.ema.europa.eu

Medicamento já não autorizado

Leia o documento completo

European Medicines Agency

7 Westferry Circus, Canary Wharf, London E14 4HB, UK

Tel. (44-20) 74 18 84 00 Fax (44-20) 74 18 84 16

E-mail: mail@emea.europa.eu http://www.emea.europa.eu

European Medicines Agency, 2009. Reproduction is authorised provided the source is acknowledged.

EMEA/H/C/987

RELATÓRIO PÚBLICO EUROPEU DE AVALIAÇÃO (EPAR)

EXALIEF

Resumo do EPAR destinado ao público

Este documento é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR). O seu

objectivo é explicar o modo como o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP)

avaliou os estudos realizados, a fim de emitir recomendações sobre as condições de utilização do

medicamento.

Se necessitar de informação adicional sobre a sua doença ou o tratamento, leia o Folheto

Informativo (também parte do EPAR) ou contacte o seu médico ou farmacêutico. Se quiser obter

mais informação sobre os fundamentos das recomendações do CHMP, leia a Discussão

Científica (também parte do EPAR).

O que é o Exalief?

O Exalief é um medicamento que contém a substância activa acetato de eslicarbazepina. Está

disponível em comprimidos brancos redondos (400 mg) e oblongos (600 mg e 800 mg).

Para que é utilizado o Exalief?

O Exalief é utilizado no tratamento de adultos com convulsões parciais com ou sem generalização

secundária. Este é um tipo de epilepsia em que se verifica hiperactividade eléctrica num dos lados do

cérebro e que causa sintomas como movimentos bruscos e súbitos (“sacudidelas”) num dos lados do

corpo, distorção da audição, sensações odoríferas ou visuais, dormência ou medo súbito. A

generalização secundária ocorre quando a hiperactividade eléctrica se generaliza a todo o cérebro. O

Exalief deve ser unicamente utilizado como adjuvante (terapêutica adicional) de outros medicamentos

anti-epilépticos.

O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.

Como se utiliza o Exalief?

O tratamento com o Exalief deve ser iniciado com uma dose de 400 mg uma vez ao dia, que poderá

ser aumentada para a dose normal de 800 mg uma vez ao dia, após uma ou duas semanas. A dose pode

ser aumentada para 1200 mg uma vez ao dia dependendo da resposta do doente ao tratamento. O

Exalief pode ser tomado com ou sem alimentos.

O Exalief deve ser utilizado com precaução em doentes com mais de 65 anos uma vez que não existe

informação suficiente sobre a segurança do medicamento nestes doentes. O Exalief deve ser utilizado

com precaução em doentes com problemas renais, devendo a dose ser ajustada de acordo com o

funcionamento renal. Não se recomenda a utilização do medicamento em doentes com problemas

hepáticos ou renais graves nem em crianças com menos de 18 anos.

Como funciona o Exalief?

A substância activa do Exalief, o acetato de eslicarbazepina, é convertido no medicamento anti-

epiléptico, eslicarbazepina, no organismo. A epilepsia é causada por hiperactividade eléctrica no

cérebro. Para que os impulsos eléctricos percorram os nervos é necessário um movimento rápido de

sódio nas células nervosas. Pensa-se que a eslicarbazepina actua ao bloquear os “canais de sódio

Medicamento já não autorizado

controlados pela voltagem”, o que impede que o sódio entre nas células nervosas. Tal reduz a

actividade das células nervosas no cérebro, diminuindo a intensidade e o número de crises.

Como foi estudado o Exalief?

Os efeitos do Exalief foram testados em modelos experimentais antes de serem estudados em seres

humanos.

Foram realizados três estudos principais que incluíram um total de 1050 adultos com crises parciais

não controladas por outros medicamentos. Todos os estudos compararam o Exalief administrado em

doses diferentes (400 mg, 800 mg e 1200 mg uma vez ao dia) com o placebo (um tratamento

simulado). Todos os doentes receberam igualmente outros medicamentos anti-epilépticos. O principal

parâmetro de eficácia para os três estudos foi a redução do número de crises durante 12 semanas.

Qual o benefício demonstrado pelo Exalief durante os estudos?

Considerando os resultados dos três estudos em conjunto, o Exalief 800 mg e 1200 mg demonstraram

mais eficácia do que o placebo na redução do número de crises, quando utilizados como adjuvantes de

outros medicamentos anti-epilépticos. No início do estudo, os doentes registavam cerca de 13 crises

por mês. Decorridas 12 semanas de tratamento, este número diminuiu para 9,8 e 9 crises por mês nos

doentes que tomaram respectivamente Exalief 800 mg e Exalief 1200 mg comparativamente a 11,7

por mês nos doentes que receberam placebo.

Qual é o risco associado ao Exalief?

Quase metade dos doentes tratados com Exalief apresentam efeitos secundários. Os efeitos

secundários mais frequentes associados ao Exalief (observados em mais de 1 em cada 10 doentes) são

tonturas e sonolência. Para a lista completa dos efeitos secundários comunicados relativamente ao

Exalief, consulte o Folheto Informativo.

O Exalief não deve ser utilizado em pessoas que possam ser hipersensíveis (alérgicas) ao acetato de

eslicarbazepina, ou a qualquer outro componente do medicamento ou outros derivados da

carboxamida (medicamentos com uma estrutura similar ao acetato de eslicarbazepina, tais como a

carbamazepina ou a oxcarbazepina). Não deve ser utilizado em pessoas que sofram de um bloqueio

atrioventricular de segundo ou terceiro grau (um problema relacionado com a transmissão eléctrica no

coração).

Por que foi aprovado o Exalief?

O Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) concluiu que os benefícios do Exalief são

superiores aos seus riscos no tratamento de crises parciais com ou sem generalização secundária nos

adultos que estejam a tomar simultâneamente outros medicamentos anti-epilépticos. O Comité

recomendou a concessão de uma autorização de introdução no mercado para o Exalief.

Outras informações sobre o Exalief

Em 21 de Abril de 2009, a Comissão Europeia concedeu à Bial - Portela & Ca, SA uma Autorização

de Introdução no Mercado, válida para toda a União Europeia, para o Exalief.

O EPAR completo sobre o Exalief pode ser consultado aqui

Este resumo foi actualizado pela última vez em 02-2009.

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