Etizem 90 mg Cápsula de libertação prolongada

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Diltiazem
Disponível em:
Neo-Farmacêutica, S.A.
Código ATC:
C08DB01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Diltiazem
Dosagem:
90 mg
Forma farmacêutica:
Cápsula de libertação prolongada
Composição:
Diltiazem, cloridrato 90 mg
Via de administração:
Via oral
Unidades em pacote:
Blister - 20 unidade(s)
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.4.3 Bloqueadores da entrada do cálcio; 3.5.1 Antianginosos; 3.2.4 Bloqueadores da entrada do cálcio (classe IV)
Área terapêutica:
diltiazem
Resumo do produto:
2218295 - Blister 20 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10000828 - 50009435 ; 2218394 - Blister 60 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 3 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10000828 - 50009400
Status de autorização:
Revogado (16 de Abril de 2019)
Número de autorização:
ME 216
Data de autorização:
1993-07-05

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APROVADO EM

23-01-2013

INFARMED

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

ETIZEM 90 mg cápsula dura de libertação prolongada

ETIZEM 120 mg cápsula dura de libertação prolongada

ETIZEM 180 mg cápsula dura de libertação prolongada

ETIZEM 240 mg cápsula dura de libertação prolongada

ETIZEM 300 mg cápsula dura de libertação prolongada

Cloridrato de diltiazem

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1. O que é Etizem e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Etizem

3. Como tomar Etizem

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Etizem

6.Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é ETIZEM e para que é utilizado

Etizem é um medicamento que pertence a um grupo chamado “Bloqueadores da entrada de

cálcio” Além disso, este medicamento torna os vasos sanguíneos mais dilatados. Este

mecanismo ajuda a baixar a tensão arterial. Também facilita o bombeamento do sangue

efetuado pelo coração para todo organismo.

Este medicamento é utilizado para:

Angina variante de Prinzmetal.

Angina crónica estável.

Hipertensão arterial.

Controlo da frequência cardíaca dos doentes em fibrilhação auricular.

Nota: No caso da angina crónica estável e embora segundo alguns autores (baseados em

estudos de curta duração), defendam que o diltiazem oral pareça ser pelo menos tão eficaz

como os bloqueadores-beta (ex.: propanolol) e/ou nitratos, o seu uso contudo deve ser

reservado aos doentes que não tolerem doses adequadas ou sejam refratários às terapêuticas

alternativas com beta-bloqueadores e/ou nitratos orais.

2. O que precisa de saber antes de tomar ETIZEM

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Não tome Etizem

-se tem alergia ao cloridrato de diltiazem, ou a qualquer outro componente deste medicamento

indicados na secção 6.

- se está grávida ou se pensa que pode vir a engravidar durante o tratamento.

- se está a amamentar

- se tem doença do nó sinusal, depressão do nó sinusal ou do nódulo auriculo-ventricular,

exceto na presença de um pacemaker ventricular funcional.

- Em caso de bloqueio aurículo-ventricular do 2° ou 3° grau, exceto na presença de um

pacemaker ventricular funcional.

- se tem um ritmo cardíaco diminuído (inferior 40 pulsações por minuto).

- se está a fazer administração concomitante duma infusão de Dantroleno, (risco de

fibrilhação ventricular).

- insuficiência cardíaca descompensada com congestão pulmonar.

- se tem síndrome de pré-excitação.

- insuficiência cardíaca grave (classe III e IV).

-hipotensão arterial significativa.

Advertências e precauções

Recomenda-se vigilância especial em casos de:

- certas doenças cardíacas e/ou precisar de um pacemaker, devendo informar o seu médico se

apresentar estas condições de modo a que a sua situação seja ponderada aquando da

prescrição de Etizem. Os doentes com bradicardia moderada, bloqueio aurículo-ventricular de

1º grau, intervalo PR prolongado, insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência da função

ventricular esquerda e os doentes com diabetes devem ser especialmente vigiados, com

possível reajustamento da terapêutica.

- os agentes bloqueadores dos canais de cálcio, como o diltiazem, podem estar associados a

alterações de humor, incluindo depressão

- O diltiazem é extensamente metabolizado pelo fígado e excretado pelos rins e bílis. Deste

modo, a função hepática deve ser vigiada periodicamente e o Etizem usado com precaução

nos doentes com insuficiência hepática. Também durante a terapêutica com diltiazem podem

surgir alterações da função hepática "de novo".

- doentes com risco de desenvolver obstrução intestinal, uma vez que o diltiazem tem um

efeito inibitório na motilidade intestinal. Os resíduos das formas farmacêuticas de libertação

prolongada podem aparecer nas fezes do doente; contudo, esta descoberta não possui

relevância clínica

- O tratamento deve iniciar-se com doses reduzidas nos idosos e nos insuficientes renais ou

hepáticos. Recomenda-se uma monitorização atenta, especialmente nos doentes idosos, uma

vez que a semivida do diltiazem pode ser prolongada nestes doentes. Também se recomenda

uma monitorização atenta em particular da frequência cardíaca e do eletrocardiograma, no

início do tratamento.

A dose não deve ser aumentada caso a frequência cardíaca seja inferior a 50 por minuto ou

exista bloqueio aurículo-ventricular de 1º grau.

-O Etizem destina-se à terapêutica de patologias crónicas pelo que não deve ser interrompido.

A administração deste medicamento só deve suspender-se por indicação do médico. A

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suspensão abrupta pode ser associada a uma exacerbação da angina, podendo ocasionar

vasospasmo coronário ou recorrência de ataques anginosos.

- Em caso de anestesia geral, o anestesista deve ser informado que o doente toma diltiazem.

- O diltiazem é considerado um medicamento de risco em doentes com porfíria em fase

aguda.

O diltiazem tem um conjunto de características que devem ser consideradas quando é

administrado a doentes com fibrilhação auricular:

- O efeito sobre a função nodal sinoatrial (SA) é variável. O diltiazem tem um efeito inibitório

sobre o nódulo sinusal, mas os seus efeitos vasodilatadores podem provocar uma libertação de

catecolaminas reflexa que pode manter ou acelerar ligeiramente o ritmo do nódulo Sino-

auricular. No entanto, os doentes com síndrome do nódulo sinusal podem ser particularmente

sensíveis aos efeitos de bloqueadores dos canais de cálcio.

- O diltiazem tem efeitos inotrópicos negativos, pelo que deve ser usado com precaução em

doentes com isuficiência cardíaca e em doentes que tomam outros inotrópicos negativos, tais

como os beta- bloqueadores. Não deve ser administrado se o doente for hipotenso.

- Existe nos doentes idosos a possibilidade de desenvolver efeitos secundários, especialmente

os cardíacos de forma mais marcada. Embora as doses máximas dos fármacos possam ser

toleradas, é apropriado efetuar a sua titulação de forma mais lenta.

- Em resumo, o diltiazem não deve ser administrado a doentes com isuficiência cardíaca grave

(classe III ou IV), com síndrome de pré-excitação, ou hipotensão significativa. Além disso,

esses medicamentos devem ser administrados com precaução em doentes com disfunção do

nó sinusal, doença hepática significativa, hipotensão ligeira, bloqueia AV de primeiro grau,

ou a ingestão concomitante de outros fármacos que inibem a função do nósulo SA ou

lentificão a condução AV.

Outros medicamentos e ETIZEM

Informe o seu médico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos

ou produtos naturais, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Associação contraindicada:

Em associação com Dantroleno.

Ao tomar Etizem:

Se estiver a tomar outros medicamentos para a hipertensão, como beta-bloqueadores,

diuréticos ou inibidores da ECA, pode tomar ao mesmo tempo Etizem em segurança, mas

esclareça sempre este assunto com o seu médico. Se apresentar alterações da condução

cardíaca não deve receber tratamento simultâneo de Etizem e beta-bloqueadores.

Quando o diltiazem é administrado com fármacos tais como a digoxina, amiodarona, beta-

bloqueadores e mefloquina poderá ocorrer um aumento da depressão da condução cardíaca

com risco de bradicardia e bloqueio aurículo-ventricular.

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Quando administrados em concomitância com diltiazem, pode ocorrer aumento dos níveis

plasmáticos de carbamazepina, ciclosporina, digoxina, fenitoína, midazolam, teofilina e

triazolam, o que pode incrementar o efeito destes fármacos. Por isso, nos doentes que estejam

a tomar estes fármacos e ETIZEM deve prestar-se atenção especial aos sinais e sintomas de

sobredosagem desses fármacos. Isto verifica-se sobretudo nos idosos ou nos insuficientes

renais.

A administração conjunta com antagonistas H2 (p. ex.: cimetidina, ranitidina) pode elevar os

níveis séricos do diltiazem e, por isso, pode aumentar os seus efeitos.

Foi reportada neurotoxicidade em doentes a receber diltiazem e lítio.

Com qualquer destes fármacos podem ocorrer interações com o Etizem pelo que poderá

necessitar de ser vigiado e/ou que se tomem precauções. Por isso, informe o seu médico

sempre que estiver a utilizar algum destes medicamentos.

O diltiazem pode aumentar o risco de miopatia e rabdomiólise quando utilizado

simultaneamente com estatinas.

Etizem com alimentos e bebidas

O nível de absorção pode aumentar se as cápsulas forem administradas com uma refeição rica

em gordura.

Não tome Etizem cápsulas ao mesmo tempo que uma bebida alcoólica.

Gravidez e amamentação

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Não é recomendada a toma de diltiazem durante o período de gravidez e aleitamento, bem

como em mulheres no período fértil que não utilizam um método contracetivo eficaz.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Com base nos efeitos secundários descritos, tais como tonturas e mal-estar, a capacidade para

conduzir e utilizar máquinas pode ser alterada.

Informações importantes sobre alguns componentes de Etizem

Etizem contém sacarose.Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns

açucares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar ETIZEM

Tomar este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico

ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A posologia deverá ser ajustada individualmente. A eficácia e a tolerância terapêutica com

Etizem dependem do cumprimento rigoroso do regime posológico estabelecido pelo médico.

Este medicamento não se aplica a crianças.

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Nos idosos com ritmo cardíaco diminuído deve ter-se atenção à escolha da posologia inicial.

Em qualquer das indicações a dose tem que ter em conta a situação clínica em causa e deve

ser sujeita a uma subida gradual até que seja atingido o efeito terapêutico pretendido. Dada a

variação individual da resposta ao diltiazem, a dose deve ser estabelecida de acordo com as

necessidades, tolerância e resposta obtida em cada doente. Este aumento gradual faz-se

habitualmente em intervalos de 2 semanas.

A dose não deve ser aumentada se surgir bradicardia abaixo dos 50 batimentos por minuto.

Posologia usual do angor ou da hipertensão: a dose inicial usual é de 90 mg, duas vezes por

dia. Se necessário esta dose poderá ser aumentada progressivamente a 120 mg duas vezes por

dia, ou a 180 mg duas vezes por dia, ou 240 ou 300 mg uma vez por dia.

Existe nos doentes idosos e nos doentes com alteração da função hepática a possibilidade de

desenvolver efeitos secundários, especialmente os cardíacos de forma mais marcada. Embora

as doses máximas dos fármacos possam ser toleradas, é apropriado efetuar a sua titulação de

forma mais lenta.

Nos doentes idosos, a posologia inicial será de 90 mg duas vezes por dia e deverá ser

aumentada progressivamente.

Não é necessário ajuste da dose em caso de insuficiência renal.

Modo e via de administração:

Via oral.

As cápsulas de Etizem devem ser engolidas inteiras com um copo de água (sem mastigar).

Podem ser tomadas indiferentemente durante ou fora das refeições.

Duração do tratamento médio:

Respeitar as indicações do médico.

Se tomar mais Etizem do que deveria

Se tomar mais do que a dose receitada ou em caso de sobredosagem, consulte imediatamente

um médico e, se possível, leve as cápsulas e/ou o recipiente consigo.

Exceder a posologia correta pode causar uma grande baixa da sua tensão arterial. Os sintomas

de sobredosagem podem incluir tonturas, fraqueza, batimentos cardíacos irregulares ou lentos,

náuseas, sonolência.

O tratamento destes doentes deve ser feito em unidades de cuidados intensivos, dada a

necessidade frequente de suporte à hipotensão e às alterações de condução cardíaca que

podem ocorrer.

Além das medidas gerais de suporte, o tratamento inclui lavagem gástrica, administração de

carvão ativado e diurese osmótica.

Os antídotos propostos são: atropina, adrenalina, glucagon ou gluconato de cálcio.

Caso se tenha esquecido de tomar ETIZEM

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar

No caso da omissão de uma administração de ETIZEM, deve prosseguir o tratamento de

acordo com a posologia previamente estabelecida; após a omissão de várias doses deve

consultar o médico assistente.

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Se parar de tomar ETIZEM

Não aplicável.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora

estes não se manifestam em todas as pessoas.

Nas doses terapêuticas o diltiazem é geralmente bem tolerado. Os efeitos adversos graves que

requerem suspensão do fármaco ou ajuste posológicos são raros.

Doenças gastrointestinais – náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal, dispepsia, secura da

boca, hiperplasia gengival e obstipação.

Cardiopatias – rubor, hipotensão postural, bradicardia, insuficiência cardíaca congestiva,

bloqueio auriculo-ventricular do 1º, 2º ou 3º grau, bloqueio de ramo, bloqueio sino-auricular,

vasculite e palpitações.

Doenças do sangue e do sistema linfático: trombocitopénia.

Doenças do sistema nervoso – cefaleias, nervosismo, insónias, tonturas, alterações de humor

(incluindo depressão) e síndrome extrapiramidal.

Afeções hepatobiliares – aumento das enzimas hepáticas e hepatite.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos – eritema, urticária, fotosensibilidade (incluindo

queratose liqueniforme em áreas da pele expostas ao sol), edema angioneurótico, erupção

cutânea, eritema multiforme (incluindo síndrome de Stevens-Johnson e epidermólise tóxica),

sudação, dermatite exfoliativa, pustulose exantémica aguda generalizada, ocasionalmente

eritema descamativo, com ou sem febre.

Doenças dos órgãos genitais e da mama: ginecomastia.

Perturbações gerais – edema periférico e mal-estar.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários não

mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

5. Como conservar ETIZEM

Não conservar acima de 30ºC.

Manter fora da vista e do alcance das crianças.

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Não utilize Etizem após o prazo de validade impresso no blister e na embalagem exterior,

após “VAL.”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar for a os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a

proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Etizem

- A substância ativa é o cloridrato de diltiazem.

- Os outros componentes são: microgrânulos de sacarose e amido de milho, povidona K 30,

etilcelulose, etilcelulose dispersa, dibutilo sebacato, talco, gelatina, dióxido de titânio (E 171),

óxido de ferro amarelo (E 172), (unicamente na dosagem de 240 mg), Eritrosina (E127), (nas

dosagens de 90, 120 e 180 mg), Indigotina (E 132), (nas dosagens de 90, 120 e 180 mg).

Qual o aspeto de Etizem e o conteúdo da embalagem

Etizem apresenta-se sob a forma farmacêutica de cápsula dura de libertação prolongada.

Etizem 90 mg e 120 mg: embalagens de 20 ou 60 cápsulas.

Etizem 180 mg, 240 mg e 300 mg: embalagens de 20, 30 ou 60 cápsulas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Farmasan - Produtos Farmacêuticos, Lda.

Av. D. João II, Lote 1.02.2.1D -2º

1990-090 Lisboa

Fabricante:

Lusomedicamenta – Sociedade Técnica Farmacêutica, S.A.

Estrada Consiglieri Pedroso, 69 B. Queluz de Baixo. 2730-055 Barcarena. Portugal

Este folheto foirevisto pela última vez em:

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

ETIZEM 90 mg cápsula dura de libertação prolongada

ETIZEM 120 mg cápsula dura de libertação prolongada

ETIZEM 180 mg cápsula dura de libertação prolongada

ETIZEM 240 mg cápsula dura de libertação prolongada

ETIZEM 300 mg cápsula dura de libertação prolongada

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Uma cápsula dura com microgrânulos de libertação prolongada contém 90 mg, ou 120 mg, ou

180 mg, ou 240 mg ou 300 mg de cloridrato de diltiazem.

Excipientes:

Cada cápsula de Etizem 90 mg contem: Lactose - 2,06 mg

Cada cápsula de Etizem 120 mg contém: Lactose - 2,75 mg

Cada cápsula de Etizem 180 mg contém: Lactose – 4,13 mg

Cada cápsula de Etizem 240 mg contém: Lactose – 5,5 mg

Cada cápsula de Etizem 300 mg contém: Lactose – 6,87 mg

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula dura de libertação prolongada

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

- Angina variante de Prinzmetal

- Angina crónica estável.

- Hipertensão arterial.

- Controlo da frequência cardíaca dos doentes em fibrilhação auricular.

Nota: No caso da angina crónica estável e embora segundo alguns autores (baseados em

estudos de curta duração), defendam que o diltiazem oral pareça ser pelo menos tão eficaz

como os bloqueadores-beta (ex. propanolol) e/ou nitratos, o seu uso contudo deve ser

reservado aos doentes que não tolerem doses adequadas ou sejam refratários às terapêuticas

alternativas com beta-bloqueadores e/ou nitratos orais.

4.2 Posologia e modo de administração

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Posologia

Em qualquer das indicações a dose tem que ter em conta a situação clínica em causa e deve

ser sujeita a uma subida gradual a partir de um valor considerado subterapêutico, para a

situação em causa, até que seja atingido o nível terapêutico pretendido. Dada a variação

individual de resposta ao diltiazem, todas as situações carecem dum ajuste individual da dose

tendo em conta as necessidades, tolerância e resposta obtida. Este aumento gradual faz-se

habitualmente com um intervalo mínimo de 2 semanas.

O nível de absorção pode aumentar se as cápsulas forem administradas com uma refeição rica

em gordura.

No tratamento da angina após a dose ser aumentada até ao nível terapêutico é necessário

existir adaptação da dose à resposta terapêutica sendo o tempo necessário para atingir o

equilíbrio neste caso de 7 a 14 dias. A dose deve ser gradualmente reduzida até ao nível

mínimo em que mantenha o doente sem sintomas.

No tratamento da hipertensão arterial o efeito hipotensor máximo associado a cada dose é

observado nos 14 dias seguintes ao início da administração.

Posologia da angina de peito:

Dose inicial usual: 90 mg, duas vezes por dia.

Se necessário, a dose poderá ser aumentada progressivamente para 120 mg ou 180 mg duas

vezes por dia, ou para 240 mg ou 300 mg uma vez por dia.

Posologia da hipertensão:

Dose inicial usual: 90 mg, duas vezes por dia.

Se necessário, a dose poderá ser aumentada progressivamente para 120 mg ou 180 mg duas

vezes por dia, ou para 240 mg ou 300 mg uma vez por dia.

Existe nos doentes idosos e nos doentes com alteração da função hepática a possibilidade de

desenvolver efeitos secundários, especialmente os cardíacos de forma mais marcada. Embora

as doses máximas dos fármacos possam ser toleradas, é apropriado efetuar a sua titulação de

forma mais lenta.

Nos doentes idosos e nos doentes com alteração da função hepática a posologia inicial deverá

ser de 90 mg duas vezes por dia e aumentada progressivamente.

Não é necessário o ajustamento da dose em caso de insuficiência renal.

População pediátrica

Etizem não se destina para utilização em crianças.

4.3 Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1.

Na doença do nó sinusal, exceto na presença de um pacemaker ventricular funcional.

Em caso de bloqueio aurículo-ventricular do 2° ou 3° grau exceto na presença de um

pacemaker ventricular funcional.

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Nos doentes com bradicardia grave (menos de 40 pulsações/minuto).

Insuficiência cardíaca grave (classe I e IV)

Síndrome de pré-excitação

Hipotensão arterial significativa

Quando exista a administração concomitante duma infusão de Dantroleno (ver secção 4.5).

Insuficiência ventricular esquerda com congestão pulmonar.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

É necessária uma observação atenta em doentes com a função ventricular esquerda reduzida,

bradicardia (risco de exacerbação) ou com bloqueio AV de 1º grau detetado no

eletrocardiograma (risco de exacerabação e, raramente, de bloqueio completo).

Antes de uma anestesia geral, o anestesista deve ser informado do tratamento a decorrer com

diltiazem. A depressão da contractilidade, condutividade e automaticidade cardíaca, bem

como a dilatação vascular associadas com anestésicos podem ser potenciadas pelos

bloqueadores dos canais de cálcio.

Pode ser observado um aumento das concentrações plasmáticas de diltiazem em doentes

idosos e em doentes com insuficiência renal ou hepática. As contra indicações e precauções

devem ser observadas cuidadosamente e deve ser realizada monitorização no início do

tratamento, particularmente da frequência cardíaca.

Os agentes bloqueadores dos canais de cálcio, como o diltiazem, podem estar associados a

alterações de humor, incluindo depressão.

Tal como outros antagonistas dos canais de cálcio, o diltiazem tem um efeito inibitório na

motilidade intestinal. Deste modo, deve ser utilizado com precaução em doentes com risco de

desenvolver obstrução intestinal. Os resíduos das formas farmacêuticas de libertação

prolongada podem aparecer nas fezes do doente; contudo, esta descoberta não possui

relevância clínica.

Etizem contém sacarose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à frutose,

má absorção de glucose-galactose ou insuficiência de sacarase-isomaltase não devem tomar

este medicamento.

O diltiazem tem um conjunto de características que devem ser consideradas quando é

administrado a doentes com fibrilhação auricular:

- O efeito sobre a função nodal sinoatrial (SA) é variável. O diltiazem tem um efeito inibitório

sobre o nódulo sinusal, mas os seus efeitos vasodilatadores podem provocar uma libertação de

catecolaminas reflexa que pode manter ou acelerar ligeiramente o ritmo do nódulo Sino-

auricular. No entanto, os doentes com síndrome do nódulo sinusal podem ser particularmente

sensíveis aos efeitos de bloqueadores dos canais de cálcio.

- O diltiazem tem efeitos inotrópicos negativos, pelo que deve ser usado com precaução em

doentes com isuficiência cardíaca e em doentes que tomam outros inotrópicos negativos, tais

como os beta- bloqueadores. Não deve ser administrado se o doente for hipotenso.

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INFARMED

- Existe nos doentes idosos a possibilidade de desenvolver efeitos secundários, especialmente

os cardíacos de forma mais marcada. Embora as doses máximas dos fármacos possam ser

toleradas, é apropriado efetuar a sua titulação de forma mais lenta.

- Em resumo, o diltiazem não deve ser administrado a doentes com isuficiência cardíaca grave

(classe III ou IV), com síndrome de pré-excitação, ou hipotensão significativa. Além disso,

esses medicamentos devem ser administrados com precaução em doentes com disfunção do

nó sinusal, doença hepática significativa, hipotensão ligeira, bloqueia AV de primeiro grau,

ou a ingestão concomitante de outros fármacos que inibem a função do nósulo SA ou

lentificão a condução AV.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Uso concomitante contraindicado:

Dantroleno (perfusão): é regularmente observada, em animais, fibrilhação ventricular letal

quando o verapamil i.v. e o dantroleno são administrados em simultâneo. A combinação de

um antagonista do cálcio e do dantroleno é, assim, potencialmente perigosa (ver secção 4.3).

Uso concomitante requer precaução:

Lítio: risco de aumento da neurotoxicidade induzida pelo lítio.

Derivados dos nitratos: aumento dos efeitos hipotensores e desmaios (efeitos vasodilatadores

aditivos). Como precaução, em doentes tratados com antagonistas do cálcio, a prescrição de

derivados dos nitratos deve ser apenas iniciada realizando aumentos graduais da dose.

Teofilina: aumento dos níveis de teofilina em circulação.

Antagonistas alfa: aumento dos efeitos anti-hipertensores. O tratamento concomitante com

antagonistas alfa pode provocar ou agravar a hipotensão. A combinação do diltiazem com um

antagonista alfa apenas deve ser considerada se houver monitorização rigorosa da pressão

arterial.

Amiodarona, digoxina: aumento do risco de bradicardia. É necessária precaução quando estes

medicamentos são utilizados em simultâneo com o diltiazem, sobretudo em doentes idosos e

quando são utilizadas doses elevadas.

Beta-bloqueadores: possibilidade de ocorrerem perturbações do ritmo cardíaco (bradicardia

pronunciada, paragem sinusal), perturbações da condução sino-auricular e aurículo-

ventricular e insuficiência cardíaca (efeito sinérgico). Esta combinação apenas deve ser

utilizada sob rigorosas monitorizações clínica e do ECG, sobretudo no início do tratamento.

Outros agentes antiarrítmicos: uma vez que o diltiazem possui propriedades antiarrítmicas,

não é recomendada a sua prescrição em simultâneo com outros agentes antiarrítmicos (risco

adicional de aumento de efeitos adversos cardíacos). Esta combinação deve apenas ser

realizada sob rigorosas monitorizações clínica e de ECG.

Carbamazepina: aumento dos níveis de carbamazepina em circulação. É recomendado que as

concentrações plasmáticas de carbamazepina sejam tituladas e, se necessário, que a dose seja

ajustada.

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Rifampicina: risco de diminuição dos níveis plasmáticos de diltiazem após o início da

terapêutica com rifampicina. O doente deve ser cuidadosamente monitorizado aquando do

início ou descontinuação da rifampicina.

Agentes anti-H2 (cimetidina, ranitidina): aumento das concentrações plasmáticas de

diltiazem. Os doentes a realizar terapêutica com diltiazem devem ser cuidadosamente

monitorizados ao iniciar ou descontinuar a terapêutica com agentes anti-H2. Pode ser

necessário ajustar a dose diária de diltiazem.

Ciclosporina: aumento dos níveis de ciclosporina em circulação. É recomendado que a dose

de ciclosporina seja reduzida, que a função renal seja monitorizada, os níveis circulantes de

ciclosporina sejam titulados e a dose deve ser ajustada durante a terapêutica conjunta e após a

sua descontinuação.

Informação geral que deve ser tida em consideração:

Devido aos potenciais efeitos aditivos, é necessária precaução e titulação cuidadosa em

doentes a realizar tratamento com diltiazem em simultâneo com outros agentes conhecidos

por afetar a contractilidade e/ou a condução cardíacas.

O diltiazem é metabolizado pelo CYP3A4. Foram descritos aumentos moderados (inferiores a

duas vezes) das concentrações plasmáticas de diltiazem em casos de coadministração com um

forte inibidor do CYP3A4.

O diltiazem é também inibidor de um isoforma do CYP3A4. A coadministração com outros

substratos do CYP3A4 pode resultar num aumento da concentração plasmática de cada um

dos fármacos administrados em simultâneo. A coadministração de diltiazem com um indutor

do CYP3A4 pode resultar numa diminuição das concentrações plasmáticas do diltiazem.

Benzodiazepinas (midazolam, triazolam): o diltiazem aumenta significativamente as

concentrações plasmáticas e prolonga os tempos de semivida do midazolam e triazolam. Deve

ser tomada especial atenção quando são prescritas benzodiazepinas de ação curta

metabolizadas pela via do CYP3A4 em doentes a realizar terapêutica com diltiazem.

Corticosteroides (metilprednisolona): inibição do metabolismo da metilprednisolona

(CYP3A4) e inibição da glicoproteína P. O doente deve ser monitorizado ao iniciar o

tratamento com a metilprednisolona. Pode ser necessário ajustar a dose de metilprednisolona.

Estatinas: o diltiazem é um inibidor do CYP3A4 e demonstrou aumentar significativamente a

AUC de algumas estatinas. O risco de miopatia e rabdomiólise devido à metabolização das

estatinas pelo CYP3A4 pode ser aumentado pelo uso simultâneo de diltiazem. Quando

possível, deve ser utilizada uma estatina não metabolizada pelo CYP3A4 em simultâneo com

o diltiazem, de outro modo é necessária uma monitorização rigorosa de sinais e sintomas de

potencial toxicidade por estatinas.

Etizem cápsulas não deve ser tomado conjuntamente com álcool. Em combinação com

Etizem, o álcool pode aumentar a taxa de libertação in vivo do medicamento da forma

farmacêutica de libertação prolongada, o que pode levar ao aumento de efeitos dependentes

da dose e originar potenciais interações farmacodinâmicas adversas. O uso de álcool pode

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levar a um aumento da taxa e gravidade dos efeitos adversos do diltiazem, como por exemplo

os eventos relacionados com a vasodilatação.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Os dados existentes sobre o uso de diltiazem em doentes grávidas são muito limitados. O

diltiazem demonstrou toxicidade a nível reprodutivo em certas espécies animais (rato, ratinho,

coelho). Assim, não é recomendada a toma de diltiazem durante a gravidez, bem como em

mulheres em período fértil que não utilizam um método contracetivo eficaz.

O diltiazem é excretado no leite materno em concentrações baixas. Deve ser evitada a

amamentação enquanto é tomado este medicamento. Se a utilização de diltiazem for

considerada medicamente essencial, deve ser instituído um método alternativo de alimentação

do bebé.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Com base nos efeitos secundários descritos, tais como tonturas (frequente), mal-estar

(frequente), a capacidade para conduzir e utilizar máquinas pode ser alterada. Contudo, não

foram realizados estudos.

4.8 Efeitos indesejáveis

É utilizada a seguinte avaliação da frequência, quando aplicável: Muito frequentes (

1/10),

frequentes (

1/100 a <1/10), pouco frequentes (

1/1000 a

1/100), raros (

1/10000 a

1/1000) e muito raros (

1/10000), desconhecidos (não pode ser calculado a partir dos dados

disponíveis).

Muito

frequentes

Frequentes

Pouco

frequentes

Raros

Desconhecidos

Doenças do

sangue e do

sistema linfático

Trombocitopénia

Perturbações do

foro psiquiátrico

Nervosismo,

insónia

Alterações de

humor (incluindo

depressão)

Doenças do

sistema nervoso

Cefaleias,

tonturas

Sindrome

extrapiramidal

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23-01-2013

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Muito

frequentes

Frequentes

Pouco

frequentes

Raros

Desconhecidos

Cardiopatias

Bloqueio

auriculo-

ventricular

(pode ser

de 1º, 2º ou

3º grau;

pode

ocorrer

bloqueio de

ramo),

palpitações

Bradicardia

Bloqueio sino-

auricular,

insuficiência

cardíaca

congestiva

Vasculopatias

Rubor

Hipotensão

ortostática

Vasculite

(incluindo

vasculite

leucocitoclástica)

Doenças

gastrointestinais

Obstipação,

dispepsia,

gástrica,

náuseas

Vómitos,

diarreia

Xerostomia

Hiperplasia

gengival

Afeções

hepatobiliares

Aumento das

enzimas

hepáticas

(aumento

AST, ALT,

LDH, ALP)

Hepatite

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Muito

frequentes

Frequentes

Pouco

frequentes

Raros

Desconhecidos

Afeções dos

tecidos cutâneos

e subcutâneos

Eritema

Urticária

Fotosensibilidade

(incluindo

queratose

liqueniforme em

áreas da pele

expostas ao sol),

edema

angioneurótico,

erupção cutânea,

eritema

multiforme

(incluindo

síndrome de

Stevens-Johnson e

epidermólise

tóxica), sudação,

dermatite

exfoliativa,

pustulose

exantémica aguda

generalizada,

ocasionalmente

eritema

descamativo com

ou sem febre

Doenças dos

órgãos genitais

e da mama

Ginecomastia

Perturbações

gerais e

alterações no

local de

administração

Edema

periférico

Mal-estar

4.9 Sobredosagem

Os efeitos clínicos de uma sobredosagem aguda podem envolver hipotensão pronunciada

levando a um possível colapso, bradicardia sinusal com ou sem dissociação iso-rítmica, e

alterações da condução aurículo-ventricular.

O tratamento, em ambiente hospitalar, deverá incluir lavagem gástrica e/ou diurese osmótica.

As alterações de condução poderão beneficiar da estimulação cardíaca temporária.

Tratamentos corretivos propostos: atropina, vasopressores, agentes inotrópicos, glucagon e

perfusão com gluconato de cálcio.

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23-01-2013

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5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.4.3 Aparelho cardiovascular. Anti-hipertensores. Bloqueadores

da entrada de cálcio

3.5.1 Aparelho cardiovascular. Vasodilatadores. Antianginosos

3.2.4 Aparelho cardiovascular. Antiarrítmicos. Bloqueadores da entrada do cálcio (Classe IV)

Código ATC: C08D B01 DILTIAZEM

O diltiazem, tal como os outros bloqueadores dos canais de cálcio, tem como principal ação

fisiológica a inibição do fluxo transmembranário do iões de cálcio extracelular, ao nível das

membranas das células do miocárdio e do músculo liso dos vasos, sem alterar as

concentrações do cálcio sérico.O cálcio tem um papel importante na conjugação dos

processos de excitação/contração no coração e no músculo liso dos vasos bem como na

despolarização, que determina a condução elétrica específica das células cardíacas.

Inibindo o fluxo de cálcio, o diltiazem inibe o processo de contractilidade cardíaca e do

músculo liso dos vasos, dilatando as principais artérias coronárias e sistémicas e vai ainda

diminuir a contractilidade cardíaca.

A dilatação das artérias sistémicas origina uma diminuição da resistência periférica total, com

baixa pressão sanguínea e diminuição do pós-carga. Com doses elevadas, superiores a 200

mg, há um aumento do índex cardíaco.

A diminuição da resistência vascular periférica habitualmente não acarreta descida ortostática

da pressão arterial ou taquicardia. No entanto, foram já referidos, esporadicamente, casos de

hipotensão ortostática, quando há mudanças rápidas de posição.

Há dados que apontam para uma possível redução da massa ventricular esquerda e espessura

da parede desta cavidade associadas à hipertensão, durante o uso de diltiazem.

A redução do pós-carga, em repouso e durante o exercício, e a consequente diminuição da

necessidade de consumo de oxigénio pelo miocárdio, são tidas como a explicação do efeito do

diltiazem na angina crónica estável.

Na angina vasoespática (variante de Prinzmetal), o diltiazem provoca uma inibição do

espasmo espontâneo, ou induzido pelo esforço, das artérias coronárias resultando disto um

aumento da libertação de oxigénio.

Em contraste com a nifedipina (e mais próximo dos efeitos do verapamil) o diltiazem tem

uma importante ação inibidora do sistema de condução cardíaca, atua principalmente no nó

auriculoventricular (AV), diminuindo a velocidade de condução e aumentando o seu período

refratário. Tem ainda alguma ação no nó sinusal, no entanto, não tem praticamente efeito na

condução ao nível do sistema de His-Purkinje, intra-auricular ou intraventricular.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

A farmacocinética do diltiazem está sujeita a consideráveis variações interindividuais.

Absorção

Após administração oral, cerca de 80% da dose é rapidamente absorvida pelo trato

gastrintestinal mas, devido a um marcado efeito de primeira passagem hepática, apenas 40%

da dose administrada atinge a circulação sistémica. Uma das características farmacocinéticas

deste fármaco que impõe particular cuidado no seu manuseamento é a variação da sua

biodisponibilidade com a dose, eventualmente por saturação dos sistemas enzimáticos

APROVADO EM

23-01-2013

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responsáveis pela sua depuração hepática donde resulta uma variação não linear da

quantidade de fármaco em circulação com a dose administrada. Assim, verifica-se que uma

duplicação da dose origina áreas sobre a curva de concentração plasmática versus tempo

(AUC) três vezes superiores, o que se traduz num aumento da biodisponibilidade do fármaco

por diminuição do efeito de primeira passagem. De igual forma, quando se aumenta apenas

em 33% a dose diária com cápsulas de libertação prolongada (de 240 para 360 mg) verifica-se

a duplicação da quantidade de fármaco que atinge a circulação sistémica (AUC) ou seja, um

aumento proporcionalmente superior ao aumento da dose.

Distribuição

Devido ao caráter muito lipofílico da sua molécula, o diltiazem distribui-se rápida e

extensamente pelos tecidos (incluindo o leite materno onde pode atingir concentrações

semelhantes às que se verificam no plasma) tendo um volume aparente de distribuição

elevado (ca. 4,5 L/Kg). Os picos de concentração plasmática no estado estacionário são

atingidos 4 a 11 horas após administração das cápsulas de libertação prolongada.

A biodisponibilidade e a concentração plasmática média no estado estacionário, após

administração de 4 vezes por dia de comprimidos convencionais de 60 mg, são equivalentes

aos valores obtidos por administração de cápsulas de libertação prolongada de 120 mg, 2

vezes por dia. Porém, a concentração máxima no estado estacionário e a fração de tempo em

que ela se verifica são mais elevadas no caso das cápsulas de libertação prolongada.

Eliminação

A semivida de eliminação do diltiazem varia entre 3 a 8 horas. Contudo esta semivida pode

estar aumentada nos idosos ou após administração de doses múltiplas orais. Também em

casos de cirrose hepática foi demonstrado o aumento do tempo de semivida associado à

redução da depuração do diltiazem. A insuficiência renal, pelo contrário, não origina alteração

significativa do tempo de semivida. Apenas 2 a 4% do fármaco são excretados na urina de

forma inalterada sendo o restante biotransformado (por desacetilação, O-desmetilação e N-

desmetilação) em metabolitos que são excretados essencialmente pela bílis e pelo rim.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Em cães sujeitos à dose oral de 20 mg/Kg/dia no estudo de administração reiterada

(tratamento crónico), foi observado um aumento transitório das transaminases.

O diltiazem provocou embriotoxicidade em ratos, ratinhos e coelhos, tendo provocado

diversas malformações, nomeadamente, ao nível dos membros inferiores, cauda, vértebras e

costelas (redução do número e deformação).

Não foi observado potencial carcinogénico.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Microgrânulos de sacarose e amido de milho,

Sacarose

Povidona K 30,

Etilcelulose,

Etilcelulose dispersa,

Dibutilo sebacato,

Talco,

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Gelatina,

Dióxido de titânio (E 171),

Óxido de ferro amarelo (E 172), (unicamente na dosagem de 240 mg),

Eritrosina (E 127), (nas dosagens de 90, 120 e 180 mg),

Indigotina (E 132), (nas dosagens de 90, 120 e 180 mg).

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

3 anos.

6.4 Precauções particulares de conservação

Não conservar acima de 30 ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters (PVC/Alumínio), embalados em caixas de cartolina.

ETIZEM 90 mg ou 120 mg: embalagens de 20 ou 60 cápsulas duras de libertação prolongada.

ETIZEM 180 mg, 240 mg ou 300 mg: embalagens de 20, 30 ou 60 cápsulas duras de

libertação prolongada.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Farmasan - Produtos Farmacêuticos, Lda.

Av. D. João II, Lote 1.02.2.1D - 2º

1990- Lisboa

8. NÚMERO(S) DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nº de registo: 2218295 - embalagem de 20 cápsulas 90 mg, Blisters (PVC/Alumínio)

Nº de registo: 2218394 - embalagem de 60 cápsulas 90 mg, Blisters (PVC/Alumínio)

Nº de registo: 2218493 - embalagem de 20 cápsulas 120 mg, Blisters (PVC/Alumínio)

Nº de registo: 2218592 - embalagem de 60 cápsulas 120 mg, Blisters (PVC/Alumínio)

Nº de registo: 2218691 - embalagem de 20 cápsulas 180 mg, Blisters (PVC/Alumínio)

Nº de registo: 4659793 - embalagem de 30 cápsulas 180 mg, Blisters (PVC/Alumínio)

Nº de registo: 2218790 - embalagem de 60 cápsulas 180 mg, Blisters (PVC/Alumínio)

APROVADO EM

23-01-2013

INFARMED

Nº de registo: 2123495 - embalagem de 20 cápsulas 240 mg, Blisters (PVC/Alumínio)

Nº de registo: 4659892 - embalagem de 30 cápsulas 240 mg, Blisters (PVC/Alumínio)

Nº de registo: 2123594 - embalagem de 60 cápsulas 240 mg, Blisters (PVC/Alumínio)

Nº de registo: 2218899 - embalagem de 20 cápsulas 300 mg, Blisters (PVC/Alumínio)

Nº de registo: 4659991 - embalagem de 30 cápsulas 300 mg, Blisters (PVC/Alumínio)

Nº de registo: 2218998 - embalagem de 60 cápsulas 300 mg, Blisters (PVC/Alumínio)

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização (ETIZEM 90 mg, 120 mg, 180 mg e 300 mg): 05 julho 1993

Data da primeira autorização (ETIZEM 240 mg): 14 maio 1992

Data da última renovação: 18 março 2011

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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