Epoprostenol Normon 1.5 mg Pó para solução para perfusão

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Epoprostenol
Disponível em:
Laboratórios Normon, S.A.
Código ATC:
B01AC09
DCI (Denominação Comum Internacional):
Epoprostenol
Dosagem:
1.5 mg
Forma farmacêutica:
Pó para solução para perfusão
Composição:
Epoprostenol sódico 1.5 mg
Via de administração:
Via intravenosa
Classe:
4.3.1.3 - Antiagregantes plaquetários
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea a) Medicamento de receita médica restrita destinado ao uso exclusivo hospitalar, devido às suas caracterí
Grupo terapêutico:
Genérico
Área terapêutica:
epoprostenol
Indicações terapêuticas:
Duração do Tratamento: Longa Duração
Resumo do produto:
Frasco para injetáveis 1 unidade(s) Não Comercializado Número de Registo: 5646252 CNPEM: 50153242 CHNM: 10113320 Grupo Homogéneo: N/A
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
PT/H/0896/002/DC
Data de autorização:
2015-04-10

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APROVADO EM

30-01-2015

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Epoprostenol NORMON 1500 microgramas pó para solução para perfusão

Epoprostenol

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento, pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção

O que contém este folheto:

1. O que é Epoprostenol NORMON e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de utilizar Epoprostenol NORMON

3. Como utilizar Epoprostenol NORMON

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Epoprostenol NORMON

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Epoprostenol NORMON e para que é utilizado

Epoprostenol pertence ao grupo de medicamentos chamados agentes antitrombóticos e é

usado para impedir o sangue de coagular durante a diálise renal quando o uso da heparina

acarreta um risco elevado ou quando a heparina está contraindicada por outros motivos.

Epoprostenol é também um potente vasodilatador e é usado no tratamento da hipertensão

pulmonar primária e secundária.

2. O que precisa de saber antes de utilizar Epoprostenol NORMON

§ Não utilize Epoprostenol NORMON

Se tem alergia (hipersensibilidade) ao epoprostenol ou a qualquer outro componente

deste medicamento (indicados na secção 6).

Se tem insuficiência cardíaca

Se desenvolver edema pulmonar (aumento de fluído nos pulmões) no início do

tratamento, não pode utilizar Epoprostenol NORMON de forma contínua.

§ Advertências e precauções

Devido ao elevado pH das soluções para perfusão finais, devem tomar-se as devidas

precauções de forma a evitar a extravasão durante a sua administração e consequente

risco de lesões tecidulares.

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Epoprostenol é um potente vasodilatador sistémico e pulmonar. Os efeitos

cardiovasculares durante a perfusão desaparecem no espaço de 30 min após o final da

administração.

Epoprostenol é um potente inibidor da agregação plaquetária, como tal, deve ter-se em

consideração um risco aumentado de complicações hemorrágicas, em especial nos

doentes com outros fatores de risco para as hemorragias.

Se ocorrer hipotensão excessiva durante a administração de Epoprostenol NORMON, a

dose deve ser reduzida ou a perfusão descontinuada. A hipotensão pode ser profunda na

sobredosagem e pode resultar na perda de consciência.

A pressão arterial e o ritmo cardíaco devem ser monitorizados durante a administração de

Epoprostenol NORMON.

Epoprostenol NORMON pode diminuir ou aumentar o ritmo cardíaco. Pensa-se que a

alteração depende do ritmo cardíaco basal e da concentração de Epoprostenol NORMON

administrada.

Os efeitos de epoprostenol no ritmo cardíaco podem estar mascarados pelo uso

concomitante de medicamentos que afetam os reflexos cardiovasculares.

Foram notificados níveis séricos de glicose elevados durante a perfusão de epoprostenol

no homem, mas não são inevitáveis.

Diálise Renal:

O efeito hipotensivo de Epoprostenol NORMON pode ser aumentado pelo uso do tampão

de acetato no banho de diálise durante a diálise renal.

Durante a diálise renal com Epoprostenol NORMON existe necessidade de

monitorização hematológica cuidadosa e deve garantir-se que o débito cardíaco aumenta

acima do mínimo necessário para que o fornecimento de oxigénio para o tecido periférico

não diminua.

Epoprostenol não é um anticoagulante convencional. Epoprostenol tem sido utilizado

com sucesso em vez da heparina na diálise renal mas numa pequena proporção de diálises

ocorreu o desenvolvimento de coagulação no circuito da diálise, requerendo a interrupção

da diálise. Quando Epoprostenol NORMON é utilizado sozinho, certas medidas como o

tempo de coagulação do sangue total ativado podem não ser de confiança.

Hipertensão pulmonar primária e secundária:

Os perigos do tratamento com epoprostenol são considerados superiores aos riscos da

doença em doentes pertencentes às Classes funcionais I e II da NYHA. O tratamento com

Epoprostenol NORMON não deve, portanto, ser iniciado nestes doentes.

Epoprostenol NORMON deve ser apenas utilizado por médicos com experiência no

diagnóstico e tratamento desta doença.

Administração de dose de curta duração com Epoprostenol NORMON deve ser realizada

em ambiente hospitalar com pessoal adequado e equipamentos para a monitorização

hemodinâmica e cuidados de emergência.

Alguns doentes com hipertensão pulmonar primária desenvolveram edema pulmonar

durante a determinação da dose, que pode estar associado com doença pulmonar veno-

oclusiva.

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A perfusão contínua de Epoprostenol NORMON é efetuada através de um cateter venoso

central permanente por via de uma pequena bomba de perfusão portátil. Assim, a terapia

com Epoprostenol NORMON requer compromisso por parte do doente para a

reconstituição do medicamento em condições estéreis, a administração do medicamento,

a manutenção do cateter venoso central permanente e o acesso do doente a educação

intensa e contínua.

Devem seguir-se as técnicas estéreis na preparação do medicamento e na manutenção do

cateter. Mesmo curtas interrupções na administração de Epoprostenol NORMON podem

resultar numa deterioração sintomática rápida. A decisão de administrar Epoprostenol

NORMON para a HPP e HPS deve ser baseada na compreensão por parte do doente de

que existe uma grande probabilidade de que a terapêutica com Epoprostenol NORMON

venha a ser necessária durante períodos prolongados, possivelmente anos, e deve-se

considerar cuidadosamente a capacidade do doente para aceitar e cuidar do cateter

intravenoso permanente e da bomba de perfusão.

§ Outros medicamentos e Epoprostenol NORMON

Informe o seu médico, enfermeiro e farmacêutico se estiver a utilizar, ou tiver utilizado

recentemente, ou se vier a utilizar outros medicamentos.

Alguns medicamentos podem afetar a maneira como Epoprostenol NORMON funciona.

Epoprostenol NORMON também pode afetar a maneira como outros medicamentos

funcionam. Em particular, informe o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico se estiver a

utilizar:

Medicamentos utilizados para prevenir coágulos sanguíneos, como heparina, varfarina ou

aspirina.

Medicamentos chamados anti-inflamatórios não esteroides (também denominados de

“AINE’S”), usados no tratamento da inflamação e dor (como o ácido acetilsalicílico).

Medicamentos utilizados para tratar a pressão sanguínea elevada, hipertensão pulmonar,

doenças do coração (angina) ou problemas de circulação sanguínea.

Digoxina, medicamento para tratar doenças do coração (insuficiência cardíaca ou

batimentos cardíacos irregulares). Doentes em tratamento com digoxina podem

apresentar aumentos da concentração de digoxina após iniciação da terapia com

epoprostenol.

§ Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de utilizar este medicamento.

O seu médico irá avaliar os possíveis riscos para o feto e informar se é necessário o

tratamento com Epoprostenol NORMON.

Não existem estudos adequados em mulheres grávidas.

Não existem dados sobre a utilização de Epoprostenol NORMON durante a

amamentação.

§ Condução de veículos e utilização de máquinas

Desconhece-se o efeito de Epoprostenol NORMON, quando utilizado em diálise renal, na

capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

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A utilização de Epoprostenol NORMON no tratamento da hipertensão pulmonar primária

e secundária pode afetar a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Os doentes devem

aconselhar-se com o seu médico.

§ Epoprostenol NORMON contém sódio

Este medicamento contém menos de 23 mg de sódio (1 mmol) por frasco para injetáveis,

i.e. é essencialmente “isento de sódio”.

3. Como utilizar Epoprostenol NORMON

Utilize este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico se tiver dúvidas.

Como qualquer medicamento injetável, verifique se não existem partículas ou alterações

da cor na solução.

Este medicamento será sempre administrado por profissionais de saúde qualificados. Este

medicamento nunca será autoadministrado.

O seu médico decidirá a dose e a duração do tratamento com Epoprostenol NORMON

(ver informação que se destina apenas aos profissionais de saúde).

O seu médico dar-lhe-á instruções para evitar a contaminação e obstrução do cateter, no

caso deste medicamento ser usado no tratamento da hipertensão pulmonar primária e

secundária.

Se tiver a sensação que o efeito do Epoprostenol NORMON é muito forte ou muito fraco,

fale com o seu médico.

§ Se utilizar mais Epoprostenol NORMON do que deveria

Se utilizar mais Epoprostenol NORMON do que deveria, a sua pressão arterial pode

diminuir bruscamente e pode inclusivamente desmaiar. Contacte o seu médico ou

farmacêutico imediatamente.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico,

farmacêutico ou enfermeiro.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

A interpretação das reações adversas quando o epoprostenol é administrado por longos

períodos de tempo é complicada devido às características clínicas da doença subjacente

que está a ser tratada.

Os efeitos secundários causados por Epoprostenol NORMON são listados abaixo. Fale

com o seu médico se tiver quaisquer dos seguintes sintomas:

Efeitos secundários muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas)

Dores de cabeça

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Rubor (vermelhidão) na face (visto até no doente anestesiado)

Náuseas, vómitos, diarreia

Dor no maxilar

Dor (não específica)

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas)

Sépsis (infeção no sangue), septicémia (infeção no sangue) (maioritariamente relacionada

com o sistema de administração do epoprostenol)

Diminuição da contagem de plaquetas, hemorragias em vários locais (por exemplo

hemorragia pulmonar, gastrointestinal, hemorragia do nariz, intracraniana, pós-

procedimentos (do local da operação), retroperitoneal (na área do estômago).

Sentir-se nervoso ou ansioso

Taquicardia (batimento cardíaco mais rápido): taquicardia foi reportada como resposta a

doses de epoprostenol de 5 nanogramas/kg/min ou inferiores

Bradicardia (batimento cardíaco mais lento): por vezes acompanhado por hipotensão

ortostática (pressão arterial baixa que ocorre quando se levanta depois de estar sentado ou

deitado), ocorreu em voluntários saudáveis a doses de epoprostenol superiores a 5

nanogramas/kg/min. Bradicardia associada com uma queda considerável na pressão

arterial sistólica e diastólica ocorreu após administração intravenosa de uma dose de

epoprostenol equivalente a 30 nanogramas/kg/min em doentes saudáveis e conscientes

Hipotensão (baixa pressão arterial)

Cólica abdominal (dor no estômago, geralmente em ondas), por vezes reportado como

desconforto abdominal

Erupção cutânea

Artralgia (dor nas articulações)

Dor no local de administração*, dor no peito

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas)

Boca seca

Transpiração

Efeitos secundários raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas)

Infeção no local de administração*

Efeitos secundários muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas)

Hipertiroidismo

Sentir-se agitado

Pele pálida

Vermelhidão no local de administração*, oclusão do cateter longo intravenoso, lassitude

(sentir-se cansado e fraco), aperto no peito.

Outros efeitos secundários:

Outros efeitos secundários que ocorreram em muito poucas pessoas mas cuja frequência é

desconhecida:

Fluido nos pulmões (edema pulmonar)

* Associado ao sistema de administração de epoprostenol

Se tiver quaisquer feitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

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5. Como conservar Epoprostenol NORMON

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior,

após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia de cada mês.

Não conservar acima de 25°C. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz e

da humidade.

Não congelar.

Utilização após armazenamento da solução reconstituída:

Antes da sua utilização, as soluções reconstituídas de Epoprostenol NORMON com 5 ml

de água para preparações injetáveis ou solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml

(0,9%) devem ser protegidas da luz e são quimicamente estáveis quando conservadas a 2-

8°C até 5 dias ou a 25°C até 48 horas.

Não congelar; rejeitar qualquer solução reconstituída que tenha sido congelada. Rejeitar

qualquer solução reconstituída que tenha sido refrigerada por mais de 5 dias, ou

conservada a 25°C por mais de 48 horas.

Antes da administração, as soluções reconstituídas são posteriormente diluídas até à

concentração final com o mesmo solvente usado na reconstituição. Durante a utilização, a

solução diluída de concentração igual ou superior a 15.000 nanogramas/ml de

Epoprostenol NORMON pode ser administrada à temperatura ambiente por períodos até

24 horas. (Se são utilizadas concentrações mais baixas, os reservatórios da bomba devem

ser mudados a cada 12 horas quando administradas à temperatura ambiente). Não expor

esta solução à luz solar direta.

Do ponto de vista microbiológico, este produto deve ser utilizado imediatamente. Se não

for utilizado imediatamente, as condições e tempos de conservação em utilização são da

responsabilidade do utilizador e não deverão ser, normalmente, superiores a 24 horas a 2-

8 °C, exceto se a reconstituição/diluição tiver ocorrido em condições assépticas

controladas e validadas.

Utilização após reconstituição e diluição imediata até concentração final:

Epoprostenol NORMON reconstituído com 5 ml de água para preparações injetáveis ou

solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%), e imediatamente diluído até

concentração final no reservatório de libertação do fármaco pode ser administrado nas

condições de utilização descritas na seguinte tabela:

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Duração máxima de administração (horas) à temperatura ambiente (25°C) de soluções

completamente diluídas no reservatório do fármaco

Concentração final

Administração

imediata

Se conservadas

de 2-8°C durante

1 dia

Se conservadas

de 2-8°C

durante 7 dias

30.000 nanogramas/ml

15.000 nanogramas/ml

5.000 nanogramas /ml

48 horas

24 horas

12 horas

24 horas

12 horas

“Não utilizar”

24 horas

“Não usar”

“Não utilizar”

Não expor esta solução à luz solar direta.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao

seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Epoprostenol NORMON

A substância ativa é o epoprostenol. Cada frasco para injetáveis contém 1500

microgramas (1,5 mg) de epoprostenol (sob a forma de epoprostenol sódico).

Os outros componentes são: manitol (E421), arginina e hidróxido de sódio (para ajuste de

pH).

Qual o aspeto de Epoprostenol NORMON e conteúdo da embalagem

Epoprostenol NORMON é apresentado sob a forma de pó para solução para perfusão.

Está disponível em embalagens contendo um frasco para injetáveis de pó liofilizado.

Titular de Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Laboratórios NORMON, S.A.

Av. Infante D. Henrique, 333H

Piso 3, Esc 42

1800 - 282 Lisboa

Portugal

Fabricante

LABORATORIOS NORMON, S.A.

Ronda de Valdecarrizo, 6

28760 Tres Cantos – Madrid (Espanha)

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) com os seguintes nomes:

Portugal

Epoprostenol NORMON 1500 microgramas pó para solução para perfusão

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Alemanha

Epoprostenol NORMON 1,5 mg Pulver zur Herstellung einer Infusionslösung

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A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:

Instruções de utilização:

Epoprostenol NORMON deve ser reconstituído antes da sua utilização. Qualquer diluição

posterior deve ser realizada utilizando as soluções recomendadas (ver Reconstituição e

Diluição).

Diálise Renal:

Epoprostenol NORMON é adequado para perfusão contínua, seja por via intravascular ou

no sangue a ser fornecido ao dialisador.

Adultos: O seguinte esquema posológico para a perfusão mostrou-se eficaz em adultos:

Antes da diálise: 4 nanogramas/kg/min por via intravenosa durante 15 min.

Durante a diálise: 4 nanogramas/kg/min na tubagem de entrada arterial do dialisador.

A perfusão deve ser interrompida no final da diálise.

A dose recomendada para diálise renal só deve ser excedida com monitorização cuidada

da pressão arterial do doente.

Crianças e idosos: Não existe informação específica sobre o uso de Epoprostenol

NORMON na diálise renal em doentes idosos e crianças.

Hipertensão Pulmonar Primária e Secundária:

Os seguintes esquemas posológicos mostraram-se eficazes:

Adultos:

Dose (aguda) de curta duração:

É necessário um procedimento de determinação de dose de curta duração administrado

quer por via periférica quer através de cateter venoso central para determinar a taxa de

perfusão a longo prazo.

A taxa de perfusão é iniciada com 2 nanogramas/kg/min e é aumentada com incrementos

de 2 nanogramas/kg/min a cada 15 minutos ou mais até que o beneficio hemodinâmico

máximo seja atingido ou até que sejam descobertos os efeitos farmacológicos limitativos

da dose.

Se a taxa de perfusão inicial de 2 nanogramas/kg/min não for tolerada, deve ser

identificada uma dose mais baixa que seja tolerada pelo doente.

Durante a determinação de dose em ensaios clínicos, a dose média máxima tolerada foi

de 8,6 ± 0,3 nanogramas/kg/min.

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Perfusão contínua prolongada:

A perfusão contínua prolongada de Epoprostenol NORMON deve ser administrada

através de um cateter venoso central. Podem ser utilizadas perfusões intravenosas

periféricas temporárias até que o acesso central esteja estabelecido. As perfusões

prolongadas devem ser iniciadas com menos 4 nanogramas/kg/min do que a taxa de

perfusão máxima tolerada determinada durante a determinação da dose de curta duração.

Se a taxa de perfusão máxima tolerada for inferior a 5 nanogramas/kg/min, a perfusão

prolongada deve ser iniciada com metade da taxa de perfusão máxima tolerada.

Ajustes posológicos:

As alterações na taxa de perfusão prolongada devem ser baseadas na persistência,

recorrência ou agravamento dos sintomas de HPP do doente ou na ocorrência de reações

adversas resultantes da administração de doses excessivas de Epoprostenol NORMON.

É geralmente esperado que com o decorrer do tratamento de perfusão contínua, surja a

necessidade de aumentar a dose inicial. Devem considerar-se aumentos na dose se os

sintomas persistirem ou recorrerem após a melhoria. A taxa de perfusão deve ser

aumentada em incrementos de 1 a 2 nanogramas/kg/min em intervalos suficientes para

garantir a avaliação da resposta clínica; estes intervalos devem ser de pelo menos 15

minutos. Após o estabelecimento de uma nova taxa de perfusão, o doente deve ser

observado e deve monitorizar-se a pressão arterial em supino e em posição vertical e o

ritmo cardíaco durante várias horas para garantir que a nova dose é tolerada.

Durante a perfusão prolongada, a ocorrência de eventos farmacológicos relacionados com

a dose semelhantes aos observados durante o período de determinação de dose pode levar

a uma descida na taxa de perfusão, mas por vezes as reações adversas podem resolver-se

sem ajustes posológicos. As diminuições na dose devem ser feitas gradualmente em

descidas de 2 nanogramas/kg/min a cada 15 minutos ou mais até que os efeitos

limitativos da dose desapareçam. A descontinuação abrupta de Epoprostenol NORMON

ou reduções elevadas repentinas nas taxas de perfusão devem ser evitadas. As taxas de

perfusão de Epoprostenol NORMON devem ser ajustadas apenas sob a direção de um

médico exceto em situação de risco de vida (e.g. inconsciência, colapso, etc).

Em ensaios clínicos com a população com HPP a administração de anticoagulantes orais

foi associada à administração intravenosa contínua de epoprostenol e foi bem tolerada. A

administração concomitante de anticoagulantes orais é recomendada.

Crianças:

A informação disponível sobre o uso de epoprostenol na HPP/HPS em crianças é

limitada.

Idosos:

A informação disponível sobre o uso de epoprostenol em doentes com mais de 65 anos de

idade é limitada. No geral, a seleção da dose para um doente idoso deve ser feita com

cuidado, refletindo a elevada frequência de diminuição da função hepática, renal ou

cardíaca e de doença concomitante ou outra terapêutica medicamentosa.

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Reconstituição e diluição:

Deve ter-se cuidado especial na preparação da perfusão e no cálculo da taxa de perfusão.

O procedimento indicado abaixo deve ser estritamente seguido.

Quando reconstituídas e diluídas conforme indicado nesta secção, as soluções de perfusão

de epoprostenol vão reter 90% da sua potência inicial.

A reconstituição e a diluição devem realizadas usando técnicas estéreis.

Diálise Renal

Reconstituição:

Injetar 5 ml de água para preparações injetáveis ou solução injetável de cloreto de sódio

0,9% com uma seringa estéril no frasco para injetáveis contendo 1500 microgramas de pó

liofilizado de Epoprostenol NORMON e agitar cuidadosamente até que o pó se tenha

dissolvido.

Esta solução será agora referida como solução concentrada e contém 300.000

nanogramas/ml de epoprostenol. Apenas esta solução concentrada é apropriada para

posterior diluição antes da utilização.

Diluição:

Para obter uma solução de 30.000 nanogramas/ml de epoprostenol:

Retirar a solução concentrada para a seringa e adicionar um volume suficiente de um

solvente idêntico para perfazer um volume final de 50 ml. Mexer bem.

Para obter uma solução de 5.000 nanogramas/ml de epoprostenol:

Retirar a solução concentrada para a seringa e adicionar um volume suficiente de um

solvente idêntico para perfazer um volume final de 300 ml. Mexer bem.

CÁLCULO DA TAXA DE PERFUSÃO:

A taxa de perfusão pode ser calculada utilizando a seguinte fórmula:

Dosagem (nanogramas/kg/min) x peso corporal (kg)

Taxa de perfusão (ml/min) = --------------------------------------------------

Concentração da solução (nanogramas/ml)

Taxa de perfusão (ml/h) = Taxa de perfusão (ml/min) x 60

Fórmulas de taxas de perfusão- exemplos

Quando utilizado na diálise renal, Epoprostenol NORMON 1500 microgramas pode ser

administrado como uma solução de 30.000 nanogramas/ml de epoprostenol (a) ou como

uma solução de 5.000 nanogramas/ml de epoprostenol (b).

a) Com a solução de 30.000 nanogramas/ml de epoprostenol:

Concentração da solução = 30.000 nanogramas/ml de epoprostenol

Dosagem

Peso corporal (kg)

APROVADO EM

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INFARMED

(nanogramas/kg/min)

n/a*

n/a*

n/a*

n/a*

n/a*

n/a*

0,18

0,20

n/a*

n/a*

0,20

0,24

0,28

0,32

0,36

0,40

0,18

0,24

0,30

0,36

0,42

0,48

0,54

0,60

0,24

0,32

0,40

0,48

0,56

0,64

0,72

0,80

0,30

0,40

0,50

0,60

0,70

0,80

0,90

1,00

Taxas de perfusão em ml/h

* Taxas de perfusão requeridas muito baixas.

b) Com a solução de 5.000 nanogramas/ml de epoprostenol:

Concentração da solução = 5.000 nanogramas/ml de epoprostenol

Dosagem

(nanogramas/kg/

min)

Peso corporal (kg)

Taxas de perfusão em ml/h

Hipertensão Pulmonar Primária e Secundária

Reconstituição:

Deve ter lugar de acordo com as instruções dadas para a diálise renal.

Diluição:

A solução concentrada deve ser diluída para ser utilizada no tratamento da HPP/HPS.

As concentrações frequentemente utilizadas no tratamento da hipertensão pulmonar

primária e secundária são as seguintes:

APROVADO EM

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INFARMED

30.000 nanogramas/ml – 1,5 mg de epoprostenol reconstituído com 5 ml de água para

preparações injetáveis ou cloreto de sódio 0,9% e diluído para um volume total de 50 ml

com o mesmo solvente.

15.000 nanogramas/ml – 1,5 mg de epoprostenol reconstituído com 5 ml de água para

preparações injetáveis ou cloreto de sódio 0,9% e diluído para um volume total de 100 ml

com o mesmo solvente.

A concentração máxima recomendada para a administração na hipertensão pulmonar

primária ou secundária é de 60.000 nanogramas/ml.

Epoprostenol NORMON não deve ser administrado com outras soluções parentéricas ou

medicamentos quando utilizado para a hipertensão pulmonar primária ou secundária.

Para diluir a solução concentrada, colocá-la numa seringa e dispensar a solução

concentrada diretamente na cassete da bomba. Dispensar o solvente adicional na solução

concentrada de Epoprostenol NORMON na cassete. Mexer bem.

A bomba ambulatória utilizada para administrar Epoprostenol NORMON 1500

microgramas deve: (1) ser pequena e leve, (2) ser capaz de ajustar aumentos na taxa de

perfusão na ordem dos nanogramas/kg/min, (3) ter oclusão, fim de perfusão, e alarmes de

bateria fraca, (4) ter precisão de ± 6% da taxa programada, (5) ser orientada por pressão

positiva (contínua ou pulsátil) com intervalos entre os impulsos que não excedam 3

minutos a taxas de perfusão utilizadas para libertar o Epoprostenol NORMON 1500

microgramas. O reservatório deve ser polipropileno ou vidro.

Proteger os sacos de perfusão da luz durante a perfusão.

CÁLCULO DA TAXA DE PERFUSÃO

A taxa de perfusão deve ser calculada a partir da fórmula dada acima para a diálise renal.

Abaixo é mostrado um exemplo de concentrações frequentemente utilizadas na

hipertensão pulmonar primária e secundária.

Taxas de perfusão para uma concentração de 15.000 nanogramas/ml:

Concentração da solução = 15.000 nanogramas/ml de epoprostenol

Dosagem

(nanogramas/kg/

min)

Peso corporal (kg)

APROVADO EM

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INFARMED

Taxas de perfusão em ml/h

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APROVADO EM

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INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Epoprostenol NORMON 1500 microgramas pó para solução para perfusão

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada frasco para injetáveis contém epoprostenol sódico equivalente a 1500 microgramas

(1,5 mg) de epoprostenol.

Excipiente (s) com efeito conhecido: contém 0,2 mmol de sódio (4,7 mg).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Pó para solução para perfusão.

Pó liofilizado branco a esbranquiçado.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Diálise Renal:

Epoprostenol NORMON está indicado para utilização em hemodiálise, quando a

utilização de heparina conduz a um elevado risco de causar ou exacerbar uma hemorragia

ou quando a heparina está contraindicada por razão outros motivos.

Hipertensão Pulmonar Primária e Secundária:

Epoprostenol NORMON está também indicado no tratamento intravenoso de longa

duração da hipertensão pulmonar primária (HPP) em doentes pertencentes às Classes

funcionais III e IV da New York Heart Association (NYHA) que não respondem

adequadamente à terapêutica convencional, e no tratamento da hipertensão pulmonar

secundária (HPS) no espectro de esclerodermia de doenças causadas por doença vascular

pulmonar intrínseca ao nível pré- capilar em doentes pertencentes à Classe funcionais III

e IV da NYHA.

Os dados disponíveis que existem sobre a utilização a longo prazo são limitados.

4.2 Posologia e modo de administração

APROVADO EM

30-01-2015

INFARMED

Epoprostenol NORMON deve ser reconstituído apenas com água para preparações ou

cloreto de sódio 0,9% (ver secção 6.6).

Epoprostenol NORMON não deve ser administrado como bólus intravenoso.

Diálise Renal:

Epoprostenol NORMON é adequado apenas para perfusão contínua, seja por via

intravascular ou no sangue a ser fornecido ao dialisador.

Adultos:

O seguinte esquema posológico para a perfusão mostrou-se eficaz em adultos:

Antes da diálise: 4 nanogramas/kg/min por via intravenosa durante 15 min.

Durante a diálise: 4 nanogramas/kg/min na tubagem de entrada arterial do dialisador.

A perfusão deve ser interrompida no final da diálise.

A dose recomendada para diálise renal só deve ser excedida com monitorização cuidada

da pressão arterial do doente.

População pediátrica e idosos:

Não existe informação específica sobre o uso de epoprostenol em doentes pediátricos e

idosos em diálise renal.

Hipertensão Pulmonar Primária e Secundária:

Os seguintes esquemas posológicos mostraram-se eficazes:

Adultos:

Dose (aguda) de curta duração:

É necessário um procedimento de definição de dose de curta duração administrado quer

por via periférica quer através de cateter venoso central para determinar a taxa de

perfusão a longo prazo.

A taxa de perfusão é iniciada com 2 nanogramas/kg/min e é aumentada com incrementos

de 2 nanogramas/kg/min a cada 15 minutos ou mais até que o beneficio hemodinâmico

máximo seja atingido ou até que sejam descobertos os efeitos farmacológicos limitativos

da dose.

Se a taxa de perfusão inicial de 2 nanogramas/kg/min não for tolerada, deve ser

identificada uma dose mais baixa que seja tolerada pelo doente.

APROVADO EM

30-01-2015

INFARMED

Durante a determinação de dose aguda em ensaios clínicos, a dose média máxima

tolerada foi 8,6 ± 0,3 nanogramas/kg/min.

Perfusão contínua prolongada:

A perfusão contínua prolongada de Epoprostenol NORMON deve ser administrada

através de um cateter venoso central. Podem ser utilizadas perfusões intravenosas

periféricas temporárias até que o acesso central esteja estabelecido. As perfusões

prolongadas devem ser iniciadas com menos 4 nanogramas/kg/min do que a taxa de

perfusão máxima tolerada determinada durante a determinação da dose de curta duração.

Se a taxa de perfusão máxima tolerada for inferior a 5 nanogramas/kg/min, a perfusão

prolongada deve ser iniciada com metade da taxa de perfusão máxima tolerada.

Ajustes posológicos:

As alterações na taxa de perfusão prolongada devem ser baseadas na persistência,

recorrência ou agravamento dos sintomas de hipertensão arterial primária do doente ou na

ocorrência de reações adversas resultantes da administração de doses excessivas de

Epoprostenol NORMON.

É geralmente esperado que com o decorrer do tratamento de perfusão continua, surja a

necessidade de aumentar a dose inicial. Devem considerar-se aumentos na dose se os

sintomas persistirem ou recorrerem após a melhoria. A taxa de perfusão deve ser

aumentada em incrementos de 1 a 2 nanogramas/kg/min em intervalos suficientes para

garantir a avaliação da resposta clínica; estes intervalos devem ser de pelo menos 15

minutos. Após o estabelecimento de uma nova taxa de perfusão, o doente deve ser

observado e devem monitorizar-se a pressão arterial em supino e em posição vertical e o

ritmo cardíaco durante várias horas para garantir que a nova dose é tolerada.

Durante a perfusão prolongada, a ocorrência de eventos farmacológicos relacionados com

a dose semelhantes aos observados durante o período de definição de dose pode levar a

uma descida na taxa de perfusão, mas por vezes as reações adversas podem resolver-se

sem ajustes posológicos. As diminuições na dose devem ser feitas gradualmente em

descidas de 2 nanogramas/kg/min a cada 15 minutos ou mais até que os efeitos

limitativos da dose desapareçam. A descontinuação abrupta de Epoprostenol NORMON

ou reduções elevadas repentinas nas taxas de perfusão devem ser evitadas. As taxas de

perfusão de Epoprostenol NORMON devem ser ajustadas apenas sob a direção de um

médico exceto em situação de risco de vida (e.g. inconsciência, colapso, etc).

Em ensaios clínicos com a população com HPP a administração de anticoagulantes orais

foi associada à administração intravenosa contínua de epoprostenol e foi bem tolerada. A

administração concomitante de anticoagulantes orais é recomendada.

População Pediátrica:

APROVADO EM

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A informação disponível sobre o uso de epoprostenol na HPP/HPS em crianças é

limitada.

Idosos:

A informação disponível sobre o uso de epoprostenol em doentes com mais de 65 anos de

idade é limitada. No geral, a seleção da dose para um doente idoso deve ser feita com

cuidado, refletindo a elevada frequência de diminuição da função hepática, renal ou

cardíaca e de doença concomitante ou outra terapêutica medicamentosa.

4.3 Contraindicações

Epoprostenol NORMON está contraindicado em doentes com hipersensibilidade à

substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

Epoprostenol NORMON está contraindicado em doentes com insuficiência cardíaca

congestiva decorrente de disfunção ventricular esquerda grave.

Epoprostenol NORMON não deve ser utilizado cronicamente em doentes que

desenvolvam edema pulmonar durante a definição da dose.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

Devido ao elevado pH das soluções para perfusão finais, devem tomar-se as devidas

precauções de forma a evitar a extravasão durante a sua administração e consequente

risco de lesões tecidulares.

Epoprostenol é um potente vasodilatador sistémico e pulmonar. Os efeitos

cardiovasculares durante a perfusão desaparecem no espaço de 30 minutos após o final da

administração.

Epoprostenol é um potente inibidor da agregação plaquetária, como tal, deve ter-se em

consideração um risco aumentado de complicações hemorrágicas, em especial nos

doentes com outros fatores de risco para as hemorragias (ver secções 4.5 e 4.8).

Se ocorrer hipotensão excessiva durante a administração de Epoprostenol NORMON, a

dose deve ser reduzida ou a perfusão descontinuada. A hipotensão pode ser profunda na

sobredosagem e pode resultar na perda de consciência (ver secção 4.9).

A pressão arterial e o ritmo cardíaco devem ser monitorizados durante a administração de

Epoprostenol NORMON.

Epoprostenol pode diminuir ou aumentar o ritmo cardíaco. Pensa-se que a alteração

depende do ritmo cardíaco basal e da concentração de epoprostenol administrada.

Os efeitos de epoprostenol no ritmo cardíaco podem estar mascarados pelo uso

concomitante de fármacos que afetam os reflexos cardiovasculares.

APROVADO EM

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Foram notificados níveis séricos de glicose elevados durante a perfusão de epoprostenol

no homem mas estes não são inevitáveis.

Diálise Renal:

O efeito hipotensivo de Epoprostenol NORMON pode ser aumentado pelo uso do tampão

de acetato no banho de diálise durante a diálise renal.

Durante a diálise renal com Epoprostenol NORMON deve haver uma monitorização

hematológica cuidadosa e deve garantir-se que o débito cardíaco aumenta acima do

mínimo necessário para que o fornecimento de oxigénio para o tecido periférico não

diminua.

Epoprostenol não é um anticoagulante convencional. Epoprostenol tem sido utilizado

com sucesso em vez da heparina na diálise renal mas numa pequena proporção de diálises

ocorreu o desenvolvimento de coagulação no circuito da diálise, requerendo a interrupção

da diálise. Quando Epoprostenol NORMON é utilizado sozinho, certas medidas como o

tempo de coagulação do sangue total ativado podem não ser de confiança.

Hipertensão Pulmonar Primária e Secundária:

Os perigos do tratamento com epoprostenol são considerados superiores aos riscos da

doença em doentes pertencentes às Classes funcionais I e II da NYHA. O tratamento com

Epoprostenol NORMON não deve, portanto, ser iniciado nestes doentes.

Epoprostenol NORMON deve ser apenas utilizado por médicos com experiência no

diagnóstico e tratamento desta doença.

Administração de dose de curta duração com Epoprostenol NORMON deve ser realizada

em ambiente hospitalar com pessoal adequado e equipamentos para a monitorização

hemodinâmica e cuidados de emergência.

Alguns doentes com hipertensão pulmonar primária desenvolveram edema pulmonar

durante a determinação da dose, que pode estar associado com a doença pulmonar veno-

oclusiva.

A descontinuação ou a interrupção abrupta da perfusão devem ser evitadas, exceto em

situações de risco de vida. Uma interrupção abrupta da terapia pode induzir um efeito

contrário ao da hipertensão pulmonar resultando em tonturas, astenia, dispneia

aumentada, podendo levar a morte (ver secção 4.2).

A perfusão contínua de Epoprostenol NORMON é efetuada através de um cateter venoso

central permanente por via de uma pequena bomba de perfusão portátil. Assim, a terapia

com Epoprostenol NORMON requer compromisso por parte do doente para a

reconstituição do fármaco em condições estéreis, a administração do fármaco, a

manutenção do cateter venoso central permanente e o acesso do doente a educação

intensa e contínua.

APROVADO EM

30-01-2015

INFARMED

Devem seguir-se as técnicas estéreis na preparação do medicamento e na manutenção do

cateter. Mesmo curtas interrupções na administração de Epoprostenol NORMON podem

resultar numa deterioração sintomática rápida. A decisão de administrar Epoprostenol

NORMON para a HPP e HPS deve ser baseada na compreensão por parte do doente de

que existe uma grande probabilidade de que a terapêutica com Epoprostenol NORMON

venha a ser necessária durante períodos prolongados, possivelmente anos, e deve-se

considerar cuidadosamente a capacidade do doente para aceitar e cuidar do cateter

intravenoso permanente e da bomba de perfusão.

Este medicamento contém menos de 23 mg (1 mmol) de sódio por frasco para injetáveis,

i.e., é praticamente “isento de sódio”.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Quando Epoprostenol NORMON é administrado a doentes que estão a receber

anticoagulantes concomitantemente, é aconselhável proceder-se a uma monitorização

padronizada da terapêutica anticoagulante.

Os efeitos vasodilatadores de epoprostenol podem aumentar ou ser aumentados pelo uso

concomitante de outros vasodilatadores.

Epoprostenol NORMON pode reduzir a eficácia trombolítica do ativador de

plasminogénio tecidular (t-PA) aumentando a depuração hepática do t-PA.

Quando AINEs ou outros fármacos que afetam a agregação plaquetária são utilizados

concomitantemente, existe o potencial para que epoprostenol aumente o risco de

hemorragia.

Os doentes a tomar digoxina podem apresentar elevações nas concentrações da digoxina

após o início da terapêutica com epoprostenol. Estas podem ser clinicamente

significativas em doentes com tendência para toxicidade com digoxina. Assim, nos

doentes tratados com epoprostenol e digoxina, a monitorização dos níveis de digoxina é

aconselhável até que os níveis sejam clinicamente estáveis.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A quantidade de dados sobre a utilização de epoprostenol em mulheres grávidas é

limitada.

Os estudos em animais não indicaram efeitos nefastos diretos ou indiretos no que respeita

à toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3).

Dada a ausência de medicamentos alternativos, o epoprostenol pode ser utilizado

naquelas mulheres que escolham continuar a sua gravidez, apesar do conhecido risco de

hipertensão arterial pulmonar durante a gravidez.

Amamentação

APROVADO EM

30-01-2015

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Desconhece-se se o eposprotenol ou os seus metabolitos são excretados no leite humano.

Não pode ser excluído qualquer risco para o lactente. A amamentação deve ser

descontinuada durante o tratamento com Epoprostenol NORMON.

Fertilidade

Não existem dados sobre os efeitos de epoprostenol na fertilidade em seres humanos.

Estudos de reprodução em animais não demonstraram quaisquer efeitos na fertilidade

(ver secção 5.3).

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não existem dados respeitantes ao efeito de epoprostenol, quando utilizado em diálise

renal, na capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

HPP/HPS e a gestão da sua terapêutica podem afetar a capacidade de conduzir e utilizar

máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

As reações adversas estão listadas a seguir por classe de sistemas de órgãos e por

frequência. As frequências definem-se como:

Muito frequentes:

1/10 (

10%)

Frequentes:

1/100 and <1/10 (

1% and <10%)

Pouco frequentes:

1/1.000 and <1/100 (

0,1% and <1%)

Raros:

1/10.000 and <1/1.000 (

0,01% and <0,1%)

Muito raros: <1/10.000 (< 0,01%)

Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

A interpretação das reações adversas quando o epoprostenol é administrado por longos

períodos de tempo é complicada devido às características clínicas da doença subjacente

que está a ser tratada.

Infeções e infestações

Frequentes

Sépsis, septicémia (maioritariamente relacionada com o

sistema de administração do epoprostenol).

Doenças do sangue e do sistema linfático

Frequentes

Diminuição da contagem de plaquetas, hemorragias em

vários locais (por exemplo hemorragia pulmonar,

gastrointestinal, epistaxis, intracraniana, pós-

procedimentos, retroperitoneal).

Doenças endócrinas

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Muito raros

Hipertiroidismo.

Perturbações do foro psiquiátrico

Frequentes

Ansiedade, nervosismo.

Muito raros

Agitação.

Doenças do sistema nervoso

Muito frequentes

Cefaleias.

Cardiopatias

Frequentes

Tem sido notificada taquicardia como uma resposta ao

epoprostenol em doses de 5 nanogramas/kg/min ou

inferiores.

Ocorreu bradicardia, por vezes acompanhada por

hipotensão ortostática, em voluntários saudáveis em

doses de epoprostenol superiores a 5

nanogramas/kg/min. Após a administração IV de uma

dose de epoprostenol equivalente a 30

nanogramas/kg/min em voluntários saudáveis

conscientes, tem ocorrido bradicardia associada com

uma queda considerável na pressão arterial sistólica e

diastólica.

Hipotensão

Vasculopatias

Muito frequentes

Rubor facial (observado até em doentes anestesiados).

Muito raros

Palidez.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Desconhecido

Edema pulmonar.

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes

Náuseas, vómitos, diarreia.

Frequentes

Cólicas abdominais, por vezes notificadas como

desconforto abdominal.

Pouco frequentes

Boca seca.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Frequentes

Erupção cutânea.

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Pouco frequentes

Sudação.

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Muito frequentes

Dor no maxilar.

Frequentes

Artralgia.

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Muito frequentes

Dor (não especificada).

Frequentes

Dor no local de administração*, dor no peito.

Raros

Infeção local *.

Muito raros

Eritema no local da perfusão*, oclusão do cateter IV*,

cansaço, aperto no peito.

* Associado com o sistema de administração de epoprostenol

4.9 Sobredosagem

Sintomas e Sinais

Em geral, os acontecimentos observados após a sobredosagem com epoprostenol

representam efeitos farmacológicos exagerados do fármaco (por exemplo, hipotensão e

complicações decorrentes da hipotensão).

Tratamento

Se ocorrer sobredosagem, reduzir a dose ou descontinuar a perfusão e iniciar as medidas

de suporte apropriadas conforme necessário; por exemplo, expansão do volume

plasmático e/ou ajustamentos ao fluxo da bomba.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Farmacoterapêutico: 4.3.1.4 Sangue. Anticoagulantes e antitrombóticos.

Anticoagulantes. Antiagregantes plaquetários, código ATC: B01AC09.

Epoprostenol sódico, o sal monossódico de epoprostenol, é uma prostaglandinanatural

produzida pela íntima dos vasos sanguíneos. O epoprostenol é um potente inibidor da

agregação plaquetária. É também um potente vasodilatador.

A perfusão de 4 nanogramas/kg/min durante 30 minutos demonstrou não ter efeito

significativo no ritmo cardíaco ou na pressão arterial, embora possa ocorrer rubor facial a

estes níveis.

APROVADO EM

30-01-2015

INFARMED

Diálise Renal:

Muitas das ações do epoprostenol são exercidas por via da estimulação do adenilato

ciclase, que leva a níveis intracelulares aumentados de 3’5’ adenosina monofosfato

cíclico (cAMP). Tem sido descrita nas plaquetas humanas uma estimulação sequencial do

adenilato ciclase, seguida pela ativação da fosfodiesterase. Os níveis elevados de cAMP

regulam as concentrações intracelulares de cálcio através da estimulação da remoção do

cálcio, e assim a agregação plaquetária é por fim inibida pela redução do cálcio

citoplasmático, da qual dependem a alteração da forma das plaquetas, a agregação e a

reação de libertação.

Os efeitos de epoprostenol na agregação plaquetária estão relacionados com a dose

quando são administrados intravenosamente entre 2 e 16 nanogramas/kg/mine foi

observada uma inibição significativa da agregação induzida pela adenosina difosfato em

doses de 4 nanogramas/kg/min e superiores.

Descobriu-se que os efeitos nas plaquetas desaparecem no espaço de 2 horas após a

descontinuação da perfusão, e as alterações hemodinâmicas devido ao epoprostenol

regressaram aos valores de base no espaço de 10 minutos após o término de uma perfusão

de 60 minutos de 1 a 16 nanogramas/kg/min.

Doses circulantes superiores de epoprostenol (20 nanogramas/kg/min) dispersam os

agregados plaquetários em circulação e aumentam até duas vezes o tempo de hemorragia

cutânea.

O epoprostenol potencia a atividade anticoagulante da heparina em aproximadamente

50%, possivelmente reduzindo a libertação do fator de neutralização da heparina.

Hipertensão Pulmonar Primária e Secundária:

Sabe-se que perfusões intravenosas de epoprostenol de até 15 minutos produzem

aumentos relacionados com a dose no índice cardíaco (IC) e no volume sistólico (VS) e

descidas relacionadas com a dose na resistência vascular pulmonar (RVP), resistência

pulmonar total (RPT) e pressão arterial sistémica média (PASm). Os efeitos de

epoprostenol na pressão arterial pulmonar média (PAPm) em doentes com HPP foram

variáveis e menores.

Os efeitos hemodinâmicos crónicos após 12 semanas de tratamento com epoprostenol

foram em geral similares aos efeitos agudos. Os valores de IC, VS e saturação do

oxigénio arterial aumentaram e os valores de PAPm, pressão do aurículo direito (PAD),

resistência pulmonar total RPT e resistência vascular sistémica (RVS) diminuíram em

doentes que receberam epoprostenol de forma crónica.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

O epoprostenol sódico administrado por via intravenosa é rapidamente distribuído do

sangue para os tecidos.

A um pH e uma temperatura fisiologicamente normais, o epoprostenol separa-se

espontaneamente em 6-oxo-prostaglandina F1 alfa, embora exista alguma degradação

APROVADO EM

30-01-2015

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enzimática para outros produtos. Espera-se que o tempo de semivida para a separação

espontânea em 6-oxo-prostaglandina F1 alfa no homem não seja de mais de 6 minutos e

pode ser de apenas 2 a 3 minutos, como estimado das taxas de degradação in vitro do

epoprostenol no sangue humano total.

Um estudo farmacocinético em coelhos demonstrou uma distribuição corporal completa

de 1.015 ml/kg e uma depuração corporal total com um valor de 4,27ml/kg/seg. Após a

administração intravenosa de epoprostenol radiomarcado, as concentrações mais elevadas

foram encontradas no fígado, rins e intestino delgado. Durante as perfusões em animais,

as concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio de epoprostenol marcado com trítio

foram alcançadas em 15 minutos e foram proporcionais às taxas de perfusão. Os níveis

tecidulares diminuem rapidamente sem evidência de acumulação.

A excreção urinária de metabolitos de epoprostenol representa 40 % da dose administrada

em ratos e 90% em cães, considerando que o restante é através da excreção biliar. A

excreção urinária foi superior a 95% em 25 horas de dosagem. Em cães anestesiados, foi

observada uma extensa depuração hepática, com cerca de 80% a ser removido num único

passo. Após a administração de epoprostenol radiomarcado em humanos, as taxas de

recuperação na urina e nas fezes de radioatividade foram de 82% e de 4 %

respetivamente. Pelo menos 16 compostos foram encontrados, 10 dos quais foram

identificados estruturalmente. Ao contrário de muitas outras prostanglandinas, o

epoprostenol não é metabolizado durante a sua passagem pela circulação pulmonar.

Devido à instabilidade química, elevada potência e à curta semivida do epoprostenol,

nenhum ensaio preciso e exato foi identificado como apropriado para quantificar o

epoprostenol em fluidos biológicos.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelaram riscos especiais para o ser humano, segundo estudos

convencionais de segurança farmacológica, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e

toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento. Não foram realizados estudos de longa

duração em animais para determinar o potencial carcinogénico do epoprostenol.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Manitol (E421)

Arginina

Hidróxido de sódio (para ajuste de pH)

6.2 Incompatibilidades

APROVADO EM

30-01-2015

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Epoprostenol NORMON é estável apenas quando reconstituído usando água para

preparações injetáveis ou cloreto de sódio 0,9%. Este medicamento não deve ser

administrado com outras soluções parentéricas ou outros medicamentos, exceto os

mencionados na secção 6.6.

6.3 Prazo de validade

18 meses.

Utilização após armazenamento da solução reconstituída

Antes da sua utilização, as soluções reconstituídas de Epoprostenol NORMON com 5 ml

de água para preparações injetáveis ou solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml

(0,9%) devem ser protegidas da luz e são quimicamente estáveis quando conservadas a 2-

8°C até 5 dias ou a 25°C até 48 horas.

Não congelar; rejeitar qualquer solução reconstituída que tenha sido congelada. Rejeitar

qualquer solução reconstituída que tenha sido refrigerada por mais de 5 dias, ou

conservada a 25°C por mais de 48 horas.

Antes da administração, as soluções reconstituídas são posteriormente diluídas até à

concentração final com o mesmo solvente usado na reconstituição. Durante a utilização, a

solução diluída de concentração igual ou superior a 15.000 nanogramas/ml de

Epoprostenol NORMON deve ser administrada à temperatura ambiente por períodos até

24 horas. (Se são utilizadas concentrações mais baixas, os reservatórios da bomba devem

ser mudados a cada 12 horas quando administradas à temperatura ambiente). Não expor

esta solução à luz solar direta.

Do ponto de vista microbiológico, este produto deve ser utilizado imediatamente. Se não

for utilizado imediatamente, as condições e tempos de conservação em utilização são da

responsabilidade do utilizador e não deverão ser, normalmente, superiores a 24 horas a 2-

8 °C, exceto se a reconstituição/diluição tiver ocorrido em condições assépticas

controladas e validadas.

Utilização após reconstituição e diluição imediata até concentração final:

Epoprostenol NORMON reconstituído com 5 ml de água para preparações injetáveis ou

solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%), e imediatamente diluído até

concentração final no reservatório de libertação do fármaco pode ser administrado nas

condições de utilização descritas na seguinte tabela:

APROVADO EM

30-01-2015

INFARMED

Duração máxima de administração (horas) à temperatura ambiente (25°C) de soluções

completamente diluídas no reservatório do fármaco

Concentração final

Administração

imediata

Se conservadas

de 2-8°C durante

1 dia

Se conservadas

de 2-8°C

durante 7 dias

30.000 nanogramas/ml

15.000 nanogramas/ml

5.000 nanogramas/ml

48 horas

24 horas

12 horas

24 horas

12 horas

“Não utilizar”

24 horas

“Não usar”

““Não utilizar”

Não expor esta solução à luz solar direta.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25°C. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz e

da humidade. Não congelar.

Condições de conservação do medicamento após reconstituição e diluição ver secção 6.3.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Pó liofilizado em frasco para injetáveis de vidro, fechado com rolha de borracha

clorobutílica e com selo de alumínio.

Cada embalagem contém um frasco para injetáveis de pó liofilizado.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Reconstituição e diluição:

Deve ter-se cuidado especial na preparação da perfusão e no cálculo da taxa de perfusão.

O procedimento indicado abaixo deve ser estritamente seguido.

Quando reconstituídas e diluídas conforme indicado nesta secção, as soluções de perfusão

de epoprostenol vão reter 90% da sua potência inicial.

A reconstituição e a diluição devem ser realizadas usando técnicas estéreis.

Diálise Renal

Reconstituição:

Injetar 5 ml de água para preparações injetáveis ou solução injetável de cloreto de sódio

0,9% com uma seringa estéril no frasco para injetáveis contendo 1500 microgramas de pó

liofilizado de Epoprostenol NORMON e agitar cuidadosamente até que o pó se tenha

dissolvido.

Esta solução será agora referida como solução concentrada e contém 300.000

nanogramas/ml de epoprostenol. Apenas esta solução concentrada é apropriada para

posterior diluição antes da utilização.

APROVADO EM

30-01-2015

INFARMED

Diluição:

Para obter uma solução de 30.000 nanogramas/ml de epoprostenol:

Retirar a solução concentrada para a seringa e adicionar um volume suficiente de um

solvente idêntico para perfazer um volume final de 50 ml. Mexer bem.

Para obter uma solução de 5.000 nanogramas/ml de epoprostenol:

Retirar a solução concentrada para a seringa e adicionar um volume suficiente de um

solvente idêntico para perfazer um volume final de 300 ml. Mexer bem.

CÁLCULO DA TAXA DE PERFUSÃO:

A taxa de perfusão pode ser calculada utilizando a seguinte fórmula:

Dosagem (nanogramas/kg/min) x peso corporal (kg)

Taxa de perfusão (ml/min) = --------------------------------------------------

Concentração da solução (nanogramas/ml)

Taxa de perfusão (ml/h) = Taxa de perfusão (ml/min) x 60

Fórmulas de taxas de perfusão- exemplos

Quando utilizado na diálise renal, Epoprostenol NORMON 1500 microgramas pode ser

administrado como uma solução de 30.000 nanogramas/ml de epoprostenol (a) ou como

uma solução de 5.000 nanogramas/ml de epoprostenol (b).

a) Com a solução de 30.000 nanogramas/ml de epoprostenol:

Concentração da solução = 30.000 nanogramas/ml de epoprostenol

Dosagem

(nanogramas/kg/min)

Peso corporal (kg)

n/a*

n/a*

n/a*

n/a*

n/a*

n/a*

0,18

0,20

n/a*

n/a*

0,20

0,24

0,28

0,32

0,36

0,40

0,18

0,24

0,30

0,36

0,42

0,48

0,54

0,60

0,24

0,32

0,40

0,48

0,56

0,64

0,72

0,80

0,30

0,40

0,50

0,60

0,70

0,80

0,90

1,00

Taxas de perfusão em ml/h

* Taxas de perfusão requeridas muito baixas.

APROVADO EM

30-01-2015

INFARMED

b) Com a solução de 5.000 nanogramas/ml de epoprostenol:

Concentração da solução = 5.000 nanogramas/ml de epoprostenol

Dosagem

(nanogramas/kg/

min)

Peso corporal (kg)

Taxas de perfusão em ml/h

Hipertensão Pulmonar Primária e Secundária

Reconstituição:

Deve ter lugar de acordo com as instruções dadas para a diálise renal. Quando se

reconstitui um frasco para injetáveis que contém 1500 microgramas de epoprostenol com

5 ml de água para preparações injetáveis ou cloreto de sódio 0,9%, a concentração

resultante é de 300.000 nanogramas/ml.

Diluição:

A solução concentrada deve ser diluída para ser utilizada no tratamento da HPP/HPS.

As concentrações frequentemente utilizadas no tratamento da hipertensão pulmonar

primária e secundária são as seguintes:

30.000 nanogramas/ml – 1,5 mg de epoprostenol reconstituído com 5 ml de água para

preparações injetáveis ou cloreto de sódio 0,9% e diluído para um volume total de 50 ml

com o mesmo solvente.

15.000 nanogramas/ml – 1,5 mg de epoprostenol reconstituído com 5 ml de água para

preparações injetáveis ou cloreto de sódio 0,9% e diluído para um volume total de 100 ml

com o mesmo solvente.

A concentração máxima recomendada para a administração na hipertensão pulmonar

primária ou secundária é de 60.000 nanogramas/ml.

Epoprostenol NORMON não deve ser administrado com outras soluções parentéricas ou

medicamentos quando utilizado para a hipertensão pulmonar primária ou secundária.

APROVADO EM

30-01-2015

INFARMED

Para diluir a solução concentrada, colocá-la numa seringa e dispensar a solução

concentrada diretamente na cassete da bomba. Dispensar o solvente adicional na solução

concentrada de Epoprostenol NORMON na cassete. Mexer bem.

A bomba ambulatória utilizada para administrar Epoprostenol NORMON 1500

microgramas deve: (1) ser pequena e leve, (2) ser capaz de ajustar aumentos na taxa de

perfusão na ordem dos nanogramas/kg/min, (3) ter oclusão, fim de perfusão, e alarmes de

bateria fraca, (4) ter precisão de ± 6% da taxa programada, (5) ser orientada por pressão

positiva (contínua ou pulsátil) com intervalos entre os impulsos que não excedam 3

minutos a taxas de perfusão utilizadas para libertar o Epoprostenol NORMON 1500

microgramas. O reservatório deve ser polipropileno ou vidro.

Proteger os sacos de perfusão da luz durante a perfusão.

CÁLCULO DA TAXA DE PERFUSÃO:

A taxa de perfusão deve ser calculada a partir da fórmula dada acima para a diálise renal.

Abaixo é mostrado um exemplo de concentrações frequentemente utilizadas na

hipertensão pulmonar primária e secundária.

Taxas de perfusão para uma concentração de 15.000 nanogramas/ml:

Concentração da solução = 15.000 nanogramas/ml de epoprostenol

Dosagem

(nanogramas/kg/

min)

Peso corporal (kg)

Taxas de perfusão em ml/h

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

30-01-2015

INFARMED

Laboratórios NORMON, S.A.

Av. Infante D. Henrique, 333H

Piso 3, Esc 42

1800 - 282 Lisboa

Portugal

8. NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO NO

MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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