Ecalta

União Europeia - português - EMA (European Medicines Agency)

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Ingredientes ativos:
anidulafungin
Disponível em:
Pfizer Europe MA EEIG
Código ATC:
J02AX06
DCI (Denominação Comum Internacional):
anidulafungin
Grupo terapêutico:
Antimicóticos para uso sistêmico
Área terapêutica:
Candidíase
Indicações terapêuticas:
O tratamento de candidíase invasiva em adultos e pacientes pediátricos com idades entre 1 mês e < 18 anos.
Resumo do produto:
Revision: 23
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
EMEA/H/C/000788
Data de autorização:
2007-09-20
Código EMEA:
EMEA/H/C/000788

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Leia o documento completo

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.

NOME DO MEDICAMENTO

ECALTA 100 mg pó para concentrado para solução para perfusão

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada frasco para injetáveis contém 100 mg de anidulafungina.

A solução reconstituída contém 3,33 mg/ml de anidulafungina e a solução diluída contém 0,77 mg/ml

de anidulafungina.

Excipientes com efeito conhecido: ECALTA contém 119 mg de frutose em cada frasco para injetáveis.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Pó para concentrado para solução para perfusão.

Sólido branco a esbranquiçado.

A solução reconstituída tem um pH de 3,5 a 5,5.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Tratamento da candidíase invasiva em doentes adultos e doentes pediátricos com idade entre 1 mês e

< 18 anos (ver secções 4.4 e 5.1).

4.2

Posologia e modo de administração

O tratamento com ECALTA deve ser iniciado por um médico com experiência no tratamento de

infeções fúngicas invasivas.

Posologia

Devem ser obtidas amostras da cultura fúngica antes da terapêutica. A terapêutica pode ser iniciada

antes dos resultados da cultura serem conhecidos e pode ser ajustada em concordância, uma vez que

estes estejam disponíveis.

População adulta (posologia e duração do tratamento)

Deve ser administrada uma dose de carga única de 200 mg no Dia 1, seguida de 100 mg diários a

partir daí. A duração do tratamento deve ser baseada na resposta clínica do doente.

Geralmente, a terapêutica antifúngica deve ser mantida pelo menos durante 14 dias após a última

cultura positiva.

Não existem dados suficientes para sustentar a dose de 100 mg por períodos superiores a 35 dias de

tratamento.

Doentes com compromisso hepático e renal

Não são necessários ajustes da dose para doentes com compromisso hepático ligeiro, moderado ou

grave. Não são necessários ajustes da dose para doentes com qualquer grau de compromisso renal,

incluindo os que estão a fazer diálise. ECALTA pode ser administrado independentemente do tempo

de hemodiálise (ver secção 5.2).

Outras populações especiais

Não são necessários ajustes da dose para doentes adultos relativamente ao sexo, peso, etnia,

positividade para o VIH ou com idade avançada (ver secção 5.2).

População pediátrica (1 mês a < 18 anos) (posologia e duração do tratamento)

Deve ser administrada uma dose de carga única de 3,0 mg/kg (não exceder 200 mg) no Dia 1, seguida

de uma dose de manutenção diária de 1,5 mg/kg (não exceder 100 mg), daí em diante.

A duração do tratamento deve ser baseada na resposta clínica do doente.

Em geral, a terapêutica antifúngica deve continuar durante, pelo menos, 14 dias após a última cultura

positiva.

A segurança e eficácia de ECALTA não foram estabelecidas em recém-nascidos (< 1 mês de idade)

(ver secção 4.4).

Modo de administração

Apenas para via intravenosa.

ECALTA deve ser reconstituído com água para injetáveis para uma concentração de 3,33 mg/ml e,

subsequentemente, diluído para uma concentração de 0,77 mg/ml para a solução para perfusão final.

Para um doente pediátrico, o volume da solução para perfusão necessário para administrar a dose irá

variar, dependendo do peso da criança. Para instruções sobre a reconstituição do medicamento antes

da administração (ver secção 6.6).

É recomendado que ECALTA seja administrado a uma taxa de perfusão que não exceda

1,1 mg/minuto (equivalente a 1,4 ml/minuto quando reconstituído e diluído de acordo com as

indicações). As reações associadas à perfusão são pouco frequentes quando a taxa de perfusão da

anidulafungina não excede 1,1 mg/minuto (ver secção 4.4).

ECALTA não pode ser administrado como uma injeção em bólus.

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

Hipersensibilidade a outros medicamentos da classe das equinocandinas.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

ECALTA não foi estudado em doentes com endocardite, osteomielite ou meningite por Candida.

A eficácia de ECALTA só foi avaliada num número limitado de doentes neutropénicos (ver

secção 5.1).

População pediátrica

O tratamento com ECALTA em recém-nascidos (< 1 mês de idade) não é recomendado. O tratamento

de recém-nascidos implica ter em consideração abranger a candidíase disseminada, incluindo o

sistema nervoso central (SNC); modelos não clínicos de infeção indicam que são necessárias doses

mais elevadas de anidulafungina para se alcançar uma penetração adequada no SNC (ver secção 5.3),

resultando em doses mais elevadas de polissorbato 80, um dos excipientes da formulação. Doses

elevadas de polissorbato têm sido associadas a toxicidades potencialmente fatais em recém-nascidos,

como notificado na literatura.

Não existem dados clínicos que sustentem a eficácia e a segurança de doses de anidulafungina

superiores às recomendadas na secção 4.2.

Efeitos hepáticos

Foi observado aumento dos níveis de enzimas hepáticas em indivíduos saudáveis e doentes tratados

com anidulafungina. Em alguns doentes com patologias graves subjacentes que estavam a receber

concomitantemente com a anidulafungina outros fármacos, ocorreram anomalias hepáticas

clinicamente significativas. Casos de disfunção hepática significativa, hepatite e de falência hepática

foram pouco frequentes em ensaios clínicos. Os doentes com aumento das enzimas hepáticas durante a

terapêutica com a anidulafungina devem ser monitorizados para evidência de agravamento da função

hepática e avaliados para o risco/benefício de continuar a terapêutica com anidulafungina.

Reações anafiláticas

Foram notificadas reações anafiláticas, incluindo choque, com a utilização da anidulafungina. Se

ocorrerem estas reações, a anidulafungina deve ser descontinuada e deve ser administrado um

tratamento apropriado.

Reações relacionadas com a perfusão

Foram notificados acontecimentos adversos com a anidulafungina relacionados com a perfusão,

incluindo erupção cutânea, urticária, rubor, prurido, dispneia, broncospasmo e hipotensão. Os

acontecimentos adversos relacionados com a perfusão são pouco frequentes quando a taxa de perfusão

da anidulafungina não excede 1,1 mg/minuto (ver secção 4.8).

Foi observada exacerbação de reações relacionadas com a perfusão por coadministração de anestésicos

num estudo não-clínico (rato) (ver secção 5.3). Não se conhece a relevância clínica desta observação.

Contudo, recomenda-se precaução quando se coadministra a anidulafungina com agentes anestésicos.

Teor em frutose

ECALTA contém frutose.

Este medicamento não deve ser dado aos doentes com intolerância hereditária à frutose (IHF), a menos

que estritamente necessário.

Os bebés e crianças pequenas (com idade inferior a 2 anos), podem ainda não ter sido diagnosticados

com IHF. Os medicamentos (contendo frutose) administrados por via intravenosa podem colocar a

vida em risco e não devem ser administrados nesta população a menos que exista uma grande

necessidade clínica e não existam alternativas disponíveis.

Tem de ser recolhido um histórico detalhado relativamente aos sintomas da IHF para cada doente,

antes de lhe ser administrado este medicamento.

Teor em sódio

ECALTA contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por frasco para injetáveis. Os doentes com

dietas com baixo teor em sódio podem ser informados de que este medicamento é praticamente “isento

de sódio”.

ECALTA pode ser diluído com soluções contendo sódio (ver secção 6.6) e isto deve ser tido em

consideração em relação à quantidade total de sódio de todas as fontes que será administrada ao

doente.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

A anidulafungina não é um substrato indutor ou inibidor clinicamente relevante das isoenzimas do

citocromo P450 (1A2, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 3A). De notar que os estudos in vitro não excluem

por completo a possibilidade de interações in vivo.

Foram realizados estudos de interação medicamentosa com a anidulafungina e outros fármacos

passíveis de serem coadministrados. Não é recomendado o ajuste da dose de nenhum dos fármacos

quando a anidulafungina é coadministrada com a ciclosporina, voriconazol ou tacrolímus, e não é

recomendado ajuste da dose de anidulafungina quando é coadministrada com anfotericina B ou

rifampicina.

População pediátrica

Apenas foram realizados estudos de interação em adultos.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem dados sobre a utilização de anidulafungina em mulheres grávidas. Os estudos em animais

revelaram toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3).

ECALTA não é recomendado durante a gravidez a não ser que o benefício para a mãe claramente

supere o risco potencial para o feto.

Amamentação

Desconhece-se se a anidulafungina é excretada no leite humano. Os dados

farmacodinâmicos/toxicológicos disponíveis em animais mostraram excreção de anidulafungina no

leite.

Não pode ser excluído qualquer risco para os lactentes. Tem que ser tomada uma decisão sobre a

descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapêutica com ECALTA tendo

em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício terapêutico para a mulher.

Fertilidade

Não existem efeitos na fertilidade em estudos realizados em ratos machos e fêmeas, para a

anidulafungina (ver secção 5.3).

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não relevante.

4.8

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

Foram notificadas reações adversas com a anidulafungina relacionadas com a perfusão em ensaios

clínicos, incluindo erupção cutânea, prurido, dispneia, broncospasmo, hipotensão (acontecimentos

frequentes), rubor, rubor acompanhado por calor e urticária (acontecimentos pouco frequentes), que se

encontram resumidas na Tabela 1 (ver secção 4.4).

Lista tabular das reações adversas

A tabela abaixo inclui as reações adversas por todas as causas (termos MedDRA) de 840 indivíduos

que receberam 100 mg de anidulafungina, com uma frequência correspondente a muito frequentes

(≥1/10), frequentes (≥ 1/100 a < 1/10), pouco frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100), raras (≥1/10.000 a

<1/1.000), muito raras (<1/10.000) e notificações espontâneas com frequência desconhecida (não pode

ser calculada a partir dos dados existentes) . Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem

decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Tabela 1. Tabela de Reações Adversas

Classe de

sistemas de

órgãos

Muito

frequentes

≥ 1/10

Frequentes

≥ 1/100

a

< 1/10

Pouco

frequentes

≥ 1/1.000

a

<1/100

Raras

1/10.00

0 a

<1/1.00

0

Muito

raras

<

1/10.00

0

Desconhec

idas

Doenças do

sangue e do

sistema linfático

Coagulopati

Doenças do

sistema

imunitário

Choque

anafilático,

reação

anafilática*

Doenças do

metabolismo e da

nutrição

Hipocaliemia

Hiperglicemia

Doenças do

sistema nervoso

Convulsão,

cefaleia

Vasculopatias

Hipotensão,

hipertensão

Rubor,

rubor

acompanhad

o por calor

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Broncospasmo,

Dispneia

Doenças

gastrointestinais

Diarreia,

náusea

Vómito

abdominal

superior

Afeções

hepatobiliares

Aumento da

alanina

aminotransfera

aumento da

fosfatase

alcalina sérica,

aumento da

aspartato

aminotransfera

se, aumento da

bilirrubina

sérica,

colestase

Aumento da

gamaglutam

iltransferase

Afeções dos

tecidos cutâneos e

subcutâneos

Erupção

cutânea,

prurido

Urticária

Classe de

sistemas de

órgãos

Muito

frequentes

≥ 1/10

Frequentes

≥ 1/100

a

< 1/10

Pouco

frequentes

≥ 1/1.000

a

<1/100

Raras

1/10.00

0 a

<1/1.00

0

Muito

raras

<

1/10.00

0

Desconhec

idas

Doenças renais e

urinárias

Aumento da

creatinina

sérica

Perturbações

gerais e

alterações no

local de

administração

Dor no local

da perfusão

* Ver secção 4.4

População pediátrica

A segurança da anidulafungina foi investigada em 68 doentes pediátricos (1 mês a < 18 anos de idade)

com CIC num estudo pediátrico prospetivo, sem ocultação, não comparativo (ver secção 5.1). As

frequências de determinados acontecimentos adversos hepatobiliares, incluindo aumento da alanina

aminotransferase (ALT) e aumento da aspartato aminotransferase (AST) ocorreram com uma

frequência mais elevada (7-10%) nestes doentes pediátricos do que o que tinha sido observado em

adultos (2%). Embora o acaso ou diferenças na gravidade da doença subjacente possam ter

contribuído, não se pode excluir o facto de que as reações adversas hepatobiliares ocorrem mais

frequentemente em doentes pediátricos comparativamente aos adultos.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma

vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema

nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

Tal como em qualquer sobredosagem, devem ser utilizadas as medidas gerais de suporte necessárias.

Em caso de sobredosagem, podem ocorrer as reações adversas mencionadas na secção 4.8.

Durante os ensaios clínicos administrou-se inadvertidamente uma dose única de 400 mg de

anidulafungina como dose de carga. Não se notificaram reações adversas clínicas. Não se observou

toxicidade limitante da dose num estudo com 10 voluntários saudáveis, a quem foi administrada uma

dose de carga de 260 mg, seguida de 130 mg diárias; 3 dos 10 indivíduos relataram um aumento

transitório, assintomático das transaminases (≤ 3 x o Limite Superior Normal).

Durante um ensaio clínico pediátrico, um indivíduo recebeu duas doses de anidulafungina

correspondente a 143% da dose esperada. Não foram notificadas quaisquer reações adversas clínicas.

ECALTA não é dialisável.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Antimicóticos para uso sistémico, outros antimicóticos para uso sistémico.

Código ATC: JO2AX06

Mecanismo de ação

A anidulafungina é uma equinocandina semissintética, um lipopéptido sintetizado a partir de um

produto de fermentação do Aspergillus nidulans.

A anidulafungina inibe seletivamente a 1,3-β-D glucano sintase, uma enzima presente nas células

fúngicas, mas não nas dos mamíferos. Inibe-se assim a formação do 1,3- β-D-glucano, um componente

essencial da parede celular fúngica. A anidulafungina demonstrou atividade fungicida relativamente à

espécie Candida e atividade em algumas zonas de crescimento celular ativo das hifas de Aspergillus

fumigatus.

Atividade in vitro

A anidulafungina apresenta atividade in vitro para C. albicans, C. glabrata, C. parapsilosis, C. krusei

e C. tropicalis. Ver “Eficácia e segurança clínicas” para verificar a relevância clínica destes resultados.

Os isolados com mutações nas regiões hot-spot do gene-alvo foram associados a fracasso clínico ou ao

aparecimento de infeções. A maioria dos casos clínicos envolve o tratamento com caspofungina. No

entanto, em experiências com animais estas mutações conferem resistência cruzada às três

equinocandinas, pelo que esse tipo de isolados é classificado como resistente às equinocandinas até

que seja adquirida mais experiência clínica relativa à anidulafungina.

A atividade in vitro da anidulafungina para espécies de Candida não é uniforme. Especificamente,

para C. parapsilosis, as CIM da anidulafungina são superiores às CIM para as restantes espécies de

Candida. Uma técnica padrão para testar a suscetibilidade das espécies de Candida à anidulafungina,

bem como os respetivos breakpoints de interpretação, foram estabelecidos pelo Comité Europeu de

Avaliação de Suscetibilidade Antimicrobiana (EUCAST).

Tabela 2. Breakpoints do EUCAST

Espécies de Candida

Breakpoint da CIM (mg/l)

≤S (Suscetível)

>R (Resistente)

Candida albicans

0,03

0,03

Candida glabrata

0,06

0,06

Candida tropicalis

0,06

0,06

Candida krusei

0,06

0,06

Candida parapsilosis

Outras espécies de Candida.

1

Evidência insuficiente

Têm sido determinados breakpoints não relacionados com espécies,

principalmente com base nos dados de farmacocinética-farmacodinâmica e são

independentes da distribuição das CIM de espécies específicas de Candida. São

para utilização apenas no caso dos organismos que não possuem breakpoints

específicos.

Atividade in vivo

A administração parentérica de anidulafungina foi eficaz contra espécies de Candida em modelos de

ratinho e coelho imunocompetentes e imunocomprometidos. O tratamento com anidulafungina

prolongou a sobrevivência e também reduziu a carga de espécies de Candida nos órgãos, quando

determinada em intervalos de 24 a 96 horas após o último tratamento.

Infeções experimentais incluíram infeção disseminada por C. albicans em coelhos neutropénicos,

infeção esofágica/orofaríngea por C. albicans resistente ao fluconazol em coelhos neutropénicos e

infeções disseminadas por C. glabrata resistente ao fluconazol em ratinhos neutropénicos.

Eficácia e segurança clínicas

Candidemia e outras formas de Candidíase Invasiva

A segurança e eficácia da anidulafungina foram avaliadas num estudo principal de fase 3, aleatorizado,

em dupla ocultação, multicêntrico, multinacional, com maioria de doentes não neutropénicos com

candidemia e um número limitado de doentes com infeções profundas dos tecidos por Candida ou

doença formadora de abcessos. Os doentes com endocardite, osteomielite ou meningite por Candida

ou com infeções atribuídas a C. krusei, foram especificamente excluídos do estudo. Os doentes foram

aleatorizados para receber anidulafungina (dose de carga de 200 mg intravenosos seguidos por 100 mg

intravenosos diários) ou fluconazol (dose de carga de 800 mg intravenosos seguidos por 400 mg

intravenosos diários), e foram estratificados pela pontuação APACHE II (≤20 e >20), e pela presença

ou ausência de neutropenia. O tratamento foi administrado durante pelo menos 14 dias e por um

máximo de 42 dias. Era permitido que os doentes de ambos os braços do estudo pudessem mudar para

fluconazol por via oral após pelo menos 10 dias de tratamento intravenoso, desde que conseguissem

tolerar o medicamento oral e estivessem apiréticos durante pelo menos 24 horas, e que as culturas

sanguíneas mais recentes fossem negativas para as espécies de Candida.

Foram incluídos na população com intenção de tratar modificada (MITT) os doentes que receberam

pelo menos uma dose do medicamento do estudo e que apresentaram uma cultura positiva para a

espécie Candida de um local normalmente estéril, antes de entrar no estudo. Na análise de eficácia

primária a resposta global das populações MITT no final do tratamento intravenoso, a anidulafungina

foi comparada com o fluconazol através de uma comparação estatística pré-especificada bi-etápica

(não inferioridade seguida por superioridade). Uma resposta global de sucesso requeria melhoria

clínica e erradicação microbiológica. Os doentes foram monitorizados durante seis semanas para além

do final de todo o tratamento.

Foram aleatorizados duzentos e cinquenta e seis doentes, com idades compreendidas entre os 16 e

91 anos, e receberam pelo menos uma dose da medicação em estudo. A espécie mais frequentemente

isolada no início do tratamento foi a C. albicans (63,8% anidulafungina, 59,3% fluconazol), seguida

pela C. glabrata (15,7%, 25,4%), C. parapsilosis (10,2%, 13,6%) e C. tropicalis (11,8%, 9,3%) – com

20, 13 e 15 isolados das 3 últimas espécies, respetivamente, no grupo da anidulafungina. A maioria

dos doentes apresentou Pontuação Apache II ≤ 20 e muito poucos estavam neutropénicos.

Na Tabela 3 abaixo são apresentados dados de eficácia global e por diversos subgrupos.

Tabela 3. Sucesso global na população MITT: parâmetros de avaliação primários e secundários

Anidulafungina

Fluconazol

Diferença entre

os grupos

(95% IC)

Final da terapêutica IV (1º parâmetro

de avaliação)

96/127 (75,6%)

71/118 (60,2%)

15,42 (3,9, 27,0)

Apenas Candidemia

88/116 (75,9%)

63/103 (61,2%)

14,7 (2,5, 26,9)

Outros locais estéreis

8/11 (72,7%)

8/15 (53,3%)

Fluído Peritoneal/Abcesso IA

Outro

C. albicans

60/74 (81,1%)

38/61 (62,3%)

Espécies não-albicans

32/45 (71,1%)

27/45 (60,0%)

Pontuação Apache II ≤ 20

82/101 (81,2%)

60/98 (61,2%)

Pontuação Apache II

14/26 (53,8%)

11/20 (55,0%)

Não-neutropénico (ANC, células/mm

3

500)

94/124 (75,8%)

69/114 (60,5%)

Neutropénico (ANC, células/mm

3

≤ 500)

Todos os outros parâmetros de

avaliação

Final de todos os tratamentos

94/127 (74,0%)

67/118 (56,8%)

17,24 (2,9,

31,6)

2 semanas de seguimento

82/127 (64,6%)

58/118 (49,2%)

15,41 (0,4,

30,4)

6 semanas de seguimento

71/127 (55,9%)

52/118 (44,1%)

11,84 (-3,4,

27,0)

Calculado como anidulafungina menos fluconazol

Com ou sem candidemia concomitante

Intra-abdominal

Dados apresentados para doentes com um único agente patogénico na base de referência.

Intervalos de confiança 98,3%, ajustados posteriormente para vários parâmetros de avaliação secundários.

Apresentam-se na Tabela 4 abaixo as taxas de mortalidade nos braços de anidulafungina e fluconazol:

Tabela 4. Mortalidade

Anidulafungina

Fluconazol

Mortalidade global no estudo

29/127 (22,8%)

37/118 (31,4%)

Mortalidade durante a terapêutica do estudo

10/127 (7,9%)

17/118 (14,4%)

Mortalidade atribuída a infeção por Candida

2/127 (1,6%)

5/118 (4,2%)

Dados adicionais em doentes neutropénicos

A eficácia da anidulafungina (dose de carga de 200 mg intravenosos seguidos por 100 mg intravenosos

diários) em doentes adultos neutropénicos (definidos como contagem absoluta de neutrófilos

≤ 500 células/mm

, leucócitos ≤ 500 células/mm

ou classificados pelo investigador como

neutropénicos no estado inicial) com candidíase invasiva confirmada microbiologicamente foi

avaliada numa análise de dados agrupados de 5 estudos prospetivos (1 comparativo versus

caspofungina e 4 sem ocultação, não comparativos). Os doentes foram tratados durante, pelo menos,

14 dias. Em doentes clinicamente estáveis, foi permitida a passagem para terapêutica com azóis por

via oral após pelo menos 5 a 10 dias de tratamento com anidulafungina. Foram incluídos 46 doentes na

análise. A maioria dos doentes tinha apenas candidemia (84,8%; 39/46). Os agentes patogénicos mais

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ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.

NOME DO MEDICAMENTO

ECALTA 100 mg pó para concentrado para solução para perfusão

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada frasco para injetáveis contém 100 mg de anidulafungina.

A solução reconstituída contém 3,33 mg/ml de anidulafungina e a solução diluída contém 0,77 mg/ml

de anidulafungina.

Excipientes com efeito conhecido: ECALTA contém 119 mg de frutose em cada frasco para injetáveis.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Pó para concentrado para solução para perfusão.

Sólido branco a esbranquiçado.

A solução reconstituída tem um pH de 3,5 a 5,5.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Tratamento da candidíase invasiva em doentes adultos e doentes pediátricos com idade entre 1 mês e

< 18 anos (ver secções 4.4 e 5.1).

4.2

Posologia e modo de administração

O tratamento com ECALTA deve ser iniciado por um médico com experiência no tratamento de

infeções fúngicas invasivas.

Posologia

Devem ser obtidas amostras da cultura fúngica antes da terapêutica. A terapêutica pode ser iniciada

antes dos resultados da cultura serem conhecidos e pode ser ajustada em concordância, uma vez que

estes estejam disponíveis.

População adulta (posologia e duração do tratamento)

Deve ser administrada uma dose de carga única de 200 mg no Dia 1, seguida de 100 mg diários a

partir daí. A duração do tratamento deve ser baseada na resposta clínica do doente.

Geralmente, a terapêutica antifúngica deve ser mantida pelo menos durante 14 dias após a última

cultura positiva.

Não existem dados suficientes para sustentar a dose de 100 mg por períodos superiores a 35 dias de

tratamento.

Doentes com compromisso hepático e renal

Não são necessários ajustes da dose para doentes com compromisso hepático ligeiro, moderado ou

grave. Não são necessários ajustes da dose para doentes com qualquer grau de compromisso renal,

incluindo os que estão a fazer diálise. ECALTA pode ser administrado independentemente do tempo

de hemodiálise (ver secção 5.2).

Outras populações especiais

Não são necessários ajustes da dose para doentes adultos relativamente ao sexo, peso, etnia,

positividade para o VIH ou com idade avançada (ver secção 5.2).

População pediátrica (1 mês a < 18 anos) (posologia e duração do tratamento)

Deve ser administrada uma dose de carga única de 3,0 mg/kg (não exceder 200 mg) no Dia 1, seguida

de uma dose de manutenção diária de 1,5 mg/kg (não exceder 100 mg), daí em diante.

A duração do tratamento deve ser baseada na resposta clínica do doente.

Em geral, a terapêutica antifúngica deve continuar durante, pelo menos, 14 dias após a última cultura

positiva.

A segurança e eficácia de ECALTA não foram estabelecidas em recém-nascidos (< 1 mês de idade)

(ver secção 4.4).

Modo de administração

Apenas para via intravenosa.

ECALTA deve ser reconstituído com água para injetáveis para uma concentração de 3,33 mg/ml e,

subsequentemente, diluído para uma concentração de 0,77 mg/ml para a solução para perfusão final.

Para um doente pediátrico, o volume da solução para perfusão necessário para administrar a dose irá

variar, dependendo do peso da criança. Para instruções sobre a reconstituição do medicamento antes

da administração (ver secção 6.6).

É recomendado que ECALTA seja administrado a uma taxa de perfusão que não exceda

1,1 mg/minuto (equivalente a 1,4 ml/minuto quando reconstituído e diluído de acordo com as

indicações). As reações associadas à perfusão são pouco frequentes quando a taxa de perfusão da

anidulafungina não excede 1,1 mg/minuto (ver secção 4.4).

ECALTA não pode ser administrado como uma injeção em bólus.

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

Hipersensibilidade a outros medicamentos da classe das equinocandinas.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

ECALTA não foi estudado em doentes com endocardite, osteomielite ou meningite por Candida.

A eficácia de ECALTA só foi avaliada num número limitado de doentes neutropénicos (ver

secção 5.1).

População pediátrica

O tratamento com ECALTA em recém-nascidos (< 1 mês de idade) não é recomendado. O tratamento

de recém-nascidos implica ter em consideração abranger a candidíase disseminada, incluindo o

sistema nervoso central (SNC); modelos não clínicos de infeção indicam que são necessárias doses

mais elevadas de anidulafungina para se alcançar uma penetração adequada no SNC (ver secção 5.3),

resultando em doses mais elevadas de polissorbato 80, um dos excipientes da formulação. Doses

elevadas de polissorbato têm sido associadas a toxicidades potencialmente fatais em recém-nascidos,

como notificado na literatura.

Não existem dados clínicos que sustentem a eficácia e a segurança de doses de anidulafungina

superiores às recomendadas na secção 4.2.

Efeitos hepáticos

Foi observado aumento dos níveis de enzimas hepáticas em indivíduos saudáveis e doentes tratados

com anidulafungina. Em alguns doentes com patologias graves subjacentes que estavam a receber

concomitantemente com a anidulafungina outros fármacos, ocorreram anomalias hepáticas

clinicamente significativas. Casos de disfunção hepática significativa, hepatite e de falência hepática

foram pouco frequentes em ensaios clínicos. Os doentes com aumento das enzimas hepáticas durante a

terapêutica com a anidulafungina devem ser monitorizados para evidência de agravamento da função

hepática e avaliados para o risco/benefício de continuar a terapêutica com anidulafungina.

Reações anafiláticas

Foram notificadas reações anafiláticas, incluindo choque, com a utilização da anidulafungina. Se

ocorrerem estas reações, a anidulafungina deve ser descontinuada e deve ser administrado um

tratamento apropriado.

Reações relacionadas com a perfusão

Foram notificados acontecimentos adversos com a anidulafungina relacionados com a perfusão,

incluindo erupção cutânea, urticária, rubor, prurido, dispneia, broncospasmo e hipotensão. Os

acontecimentos adversos relacionados com a perfusão são pouco frequentes quando a taxa de perfusão

da anidulafungina não excede 1,1 mg/minuto (ver secção 4.8).

Foi observada exacerbação de reações relacionadas com a perfusão por coadministração de anestésicos

num estudo não-clínico (rato) (ver secção 5.3). Não se conhece a relevância clínica desta observação.

Contudo, recomenda-se precaução quando se coadministra a anidulafungina com agentes anestésicos.

Teor em frutose

ECALTA contém frutose.

Este medicamento não deve ser dado aos doentes com intolerância hereditária à frutose (IHF), a menos

que estritamente necessário.

Os bebés e crianças pequenas (com idade inferior a 2 anos), podem ainda não ter sido diagnosticados

com IHF. Os medicamentos (contendo frutose) administrados por via intravenosa podem colocar a

vida em risco e não devem ser administrados nesta população a menos que exista uma grande

necessidade clínica e não existam alternativas disponíveis.

Tem de ser recolhido um histórico detalhado relativamente aos sintomas da IHF para cada doente,

antes de lhe ser administrado este medicamento.

Teor em sódio

ECALTA contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por frasco para injetáveis. Os doentes com

dietas com baixo teor em sódio podem ser informados de que este medicamento é praticamente “isento

de sódio”.

ECALTA pode ser diluído com soluções contendo sódio (ver secção 6.6) e isto deve ser tido em

consideração em relação à quantidade total de sódio de todas as fontes que será administrada ao

doente.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

A anidulafungina não é um substrato indutor ou inibidor clinicamente relevante das isoenzimas do

citocromo P450 (1A2, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 3A). De notar que os estudos in vitro não excluem

por completo a possibilidade de interações in vivo.

Foram realizados estudos de interação medicamentosa com a anidulafungina e outros fármacos

passíveis de serem coadministrados. Não é recomendado o ajuste da dose de nenhum dos fármacos

quando a anidulafungina é coadministrada com a ciclosporina, voriconazol ou tacrolímus, e não é

recomendado ajuste da dose de anidulafungina quando é coadministrada com anfotericina B ou

rifampicina.

População pediátrica

Apenas foram realizados estudos de interação em adultos.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem dados sobre a utilização de anidulafungina em mulheres grávidas. Os estudos em animais

revelaram toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3).

ECALTA não é recomendado durante a gravidez a não ser que o benefício para a mãe claramente

supere o risco potencial para o feto.

Amamentação

Desconhece-se se a anidulafungina é excretada no leite humano. Os dados

farmacodinâmicos/toxicológicos disponíveis em animais mostraram excreção de anidulafungina no

leite.

Não pode ser excluído qualquer risco para os lactentes. Tem que ser tomada uma decisão sobre a

descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapêutica com ECALTA tendo

em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício terapêutico para a mulher.

Fertilidade

Não existem efeitos na fertilidade em estudos realizados em ratos machos e fêmeas, para a

anidulafungina (ver secção 5.3).

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não relevante.

4.8

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

Foram notificadas reações adversas com a anidulafungina relacionadas com a perfusão em ensaios

clínicos, incluindo erupção cutânea, prurido, dispneia, broncospasmo, hipotensão (acontecimentos

frequentes), rubor, rubor acompanhado por calor e urticária (acontecimentos pouco frequentes), que se

encontram resumidas na Tabela 1 (ver secção 4.4).

Lista tabular das reações adversas

A tabela abaixo inclui as reações adversas por todas as causas (termos MedDRA) de 840 indivíduos

que receberam 100 mg de anidulafungina, com uma frequência correspondente a muito frequentes

(≥1/10), frequentes (≥ 1/100 a < 1/10), pouco frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100), raras (≥1/10.000 a

<1/1.000), muito raras (<1/10.000) e notificações espontâneas com frequência desconhecida (não pode

ser calculada a partir dos dados existentes) . Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem

decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Tabela 1. Tabela de Reações Adversas

Classe de

sistemas de

órgãos

Muito

frequentes

≥ 1/10

Frequentes

≥ 1/100

a

< 1/10

Pouco

frequentes

≥ 1/1.000

a

<1/100

Raras

1/10.00

0 a

<1/1.00

0

Muito

raras

<

1/10.00

0

Desconhec

idas

Doenças do

sangue e do

sistema linfático

Coagulopati

Doenças do

sistema

imunitário

Choque

anafilático,

reação

anafilática*

Doenças do

metabolismo e da

nutrição

Hipocaliemia

Hiperglicemia

Doenças do

sistema nervoso

Convulsão,

cefaleia

Vasculopatias

Hipotensão,

hipertensão

Rubor,

rubor

acompanhad

o por calor

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Broncospasmo,

Dispneia

Doenças

gastrointestinais

Diarreia,

náusea

Vómito

abdominal

superior

Afeções

hepatobiliares

Aumento da

alanina

aminotransfera

aumento da

fosfatase

alcalina sérica,

aumento da

aspartato

aminotransfera

se, aumento da

bilirrubina

sérica,

colestase

Aumento da

gamaglutam

iltransferase

Afeções dos

tecidos cutâneos e

subcutâneos

Erupção

cutânea,

prurido

Urticária

Classe de

sistemas de

órgãos

Muito

frequentes

≥ 1/10

Frequentes

≥ 1/100

a

< 1/10

Pouco

frequentes

≥ 1/1.000

a

<1/100

Raras

1/10.00

0 a

<1/1.00

0

Muito

raras

<

1/10.00

0

Desconhec

idas

Doenças renais e

urinárias

Aumento da

creatinina

sérica

Perturbações

gerais e

alterações no

local de

administração

Dor no local

da perfusão

* Ver secção 4.4

População pediátrica

A segurança da anidulafungina foi investigada em 68 doentes pediátricos (1 mês a < 18 anos de idade)

com CIC num estudo pediátrico prospetivo, sem ocultação, não comparativo (ver secção 5.1). As

frequências de determinados acontecimentos adversos hepatobiliares, incluindo aumento da alanina

aminotransferase (ALT) e aumento da aspartato aminotransferase (AST) ocorreram com uma

frequência mais elevada (7-10%) nestes doentes pediátricos do que o que tinha sido observado em

adultos (2%). Embora o acaso ou diferenças na gravidade da doença subjacente possam ter

contribuído, não se pode excluir o facto de que as reações adversas hepatobiliares ocorrem mais

frequentemente em doentes pediátricos comparativamente aos adultos.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma

vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema

nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

Tal como em qualquer sobredosagem, devem ser utilizadas as medidas gerais de suporte necessárias.

Em caso de sobredosagem, podem ocorrer as reações adversas mencionadas na secção 4.8.

Durante os ensaios clínicos administrou-se inadvertidamente uma dose única de 400 mg de

anidulafungina como dose de carga. Não se notificaram reações adversas clínicas. Não se observou

toxicidade limitante da dose num estudo com 10 voluntários saudáveis, a quem foi administrada uma

dose de carga de 260 mg, seguida de 130 mg diárias; 3 dos 10 indivíduos relataram um aumento

transitório, assintomático das transaminases (≤ 3 x o Limite Superior Normal).

Durante um ensaio clínico pediátrico, um indivíduo recebeu duas doses de anidulafungina

correspondente a 143% da dose esperada. Não foram notificadas quaisquer reações adversas clínicas.

ECALTA não é dialisável.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Antimicóticos para uso sistémico, outros antimicóticos para uso sistémico.

Código ATC: JO2AX06

Mecanismo de ação

A anidulafungina é uma equinocandina semissintética, um lipopéptido sintetizado a partir de um

produto de fermentação do Aspergillus nidulans.

A anidulafungina inibe seletivamente a 1,3-β-D glucano sintase, uma enzima presente nas células

fúngicas, mas não nas dos mamíferos. Inibe-se assim a formação do 1,3- β-D-glucano, um componente

essencial da parede celular fúngica. A anidulafungina demonstrou atividade fungicida relativamente à

espécie Candida e atividade em algumas zonas de crescimento celular ativo das hifas de Aspergillus

fumigatus.

Atividade in vitro

A anidulafungina apresenta atividade in vitro para C. albicans, C. glabrata, C. parapsilosis, C. krusei

e C. tropicalis. Ver “Eficácia e segurança clínicas” para verificar a relevância clínica destes resultados.

Os isolados com mutações nas regiões hot-spot do gene-alvo foram associados a fracasso clínico ou ao

aparecimento de infeções. A maioria dos casos clínicos envolve o tratamento com caspofungina. No

entanto, em experiências com animais estas mutações conferem resistência cruzada às três

equinocandinas, pelo que esse tipo de isolados é classificado como resistente às equinocandinas até

que seja adquirida mais experiência clínica relativa à anidulafungina.

A atividade in vitro da anidulafungina para espécies de Candida não é uniforme. Especificamente,

para C. parapsilosis, as CIM da anidulafungina são superiores às CIM para as restantes espécies de

Candida. Uma técnica padrão para testar a suscetibilidade das espécies de Candida à anidulafungina,

bem como os respetivos breakpoints de interpretação, foram estabelecidos pelo Comité Europeu de

Avaliação de Suscetibilidade Antimicrobiana (EUCAST).

Tabela 2. Breakpoints do EUCAST

Espécies de Candida

Breakpoint da CIM (mg/l)

≤S (Suscetível)

>R (Resistente)

Candida albicans

0,03

0,03

Candida glabrata

0,06

0,06

Candida tropicalis

0,06

0,06

Candida krusei

0,06

0,06

Candida parapsilosis

Outras espécies de Candida.

1

Evidência insuficiente

Têm sido determinados breakpoints não relacionados com espécies,

principalmente com base nos dados de farmacocinética-farmacodinâmica e são

independentes da distribuição das CIM de espécies específicas de Candida. São

para utilização apenas no caso dos organismos que não possuem breakpoints

específicos.

Atividade in vivo

A administração parentérica de anidulafungina foi eficaz contra espécies de Candida em modelos de

ratinho e coelho imunocompetentes e imunocomprometidos. O tratamento com anidulafungina

prolongou a sobrevivência e também reduziu a carga de espécies de Candida nos órgãos, quando

determinada em intervalos de 24 a 96 horas após o último tratamento.

Infeções experimentais incluíram infeção disseminada por C. albicans em coelhos neutropénicos,

infeção esofágica/orofaríngea por C. albicans resistente ao fluconazol em coelhos neutropénicos e

infeções disseminadas por C. glabrata resistente ao fluconazol em ratinhos neutropénicos.

Eficácia e segurança clínicas

Candidemia e outras formas de Candidíase Invasiva

A segurança e eficácia da anidulafungina foram avaliadas num estudo principal de fase 3, aleatorizado,

em dupla ocultação, multicêntrico, multinacional, com maioria de doentes não neutropénicos com

candidemia e um número limitado de doentes com infeções profundas dos tecidos por Candida ou

doença formadora de abcessos. Os doentes com endocardite, osteomielite ou meningite por Candida

ou com infeções atribuídas a C. krusei, foram especificamente excluídos do estudo. Os doentes foram

aleatorizados para receber anidulafungina (dose de carga de 200 mg intravenosos seguidos por 100 mg

intravenosos diários) ou fluconazol (dose de carga de 800 mg intravenosos seguidos por 400 mg

intravenosos diários), e foram estratificados pela pontuação APACHE II (≤20 e >20), e pela presença

ou ausência de neutropenia. O tratamento foi administrado durante pelo menos 14 dias e por um

máximo de 42 dias. Era permitido que os doentes de ambos os braços do estudo pudessem mudar para

fluconazol por via oral após pelo menos 10 dias de tratamento intravenoso, desde que conseguissem

tolerar o medicamento oral e estivessem apiréticos durante pelo menos 24 horas, e que as culturas

sanguíneas mais recentes fossem negativas para as espécies de Candida.

Foram incluídos na população com intenção de tratar modificada (MITT) os doentes que receberam

pelo menos uma dose do medicamento do estudo e que apresentaram uma cultura positiva para a

espécie Candida de um local normalmente estéril, antes de entrar no estudo. Na análise de eficácia

primária a resposta global das populações MITT no final do tratamento intravenoso, a anidulafungina

foi comparada com o fluconazol através de uma comparação estatística pré-especificada bi-etápica

(não inferioridade seguida por superioridade). Uma resposta global de sucesso requeria melhoria

clínica e erradicação microbiológica. Os doentes foram monitorizados durante seis semanas para além

do final de todo o tratamento.

Foram aleatorizados duzentos e cinquenta e seis doentes, com idades compreendidas entre os 16 e

91 anos, e receberam pelo menos uma dose da medicação em estudo. A espécie mais frequentemente

isolada no início do tratamento foi a C. albicans (63,8% anidulafungina, 59,3% fluconazol), seguida

pela C. glabrata (15,7%, 25,4%), C. parapsilosis (10,2%, 13,6%) e C. tropicalis (11,8%, 9,3%) – com

20, 13 e 15 isolados das 3 últimas espécies, respetivamente, no grupo da anidulafungina. A maioria

dos doentes apresentou Pontuação Apache II ≤ 20 e muito poucos estavam neutropénicos.

Na Tabela 3 abaixo são apresentados dados de eficácia global e por diversos subgrupos.

Tabela 3. Sucesso global na população MITT: parâmetros de avaliação primários e secundários

Anidulafungina

Fluconazol

Diferença entre

os grupos

(95% IC)

Final da terapêutica IV (1º parâmetro

de avaliação)

96/127 (75,6%)

71/118 (60,2%)

15,42 (3,9, 27,0)

Apenas Candidemia

88/116 (75,9%)

63/103 (61,2%)

14,7 (2,5, 26,9)

Outros locais estéreis

8/11 (72,7%)

8/15 (53,3%)

Fluído Peritoneal/Abcesso IA

Outro

C. albicans

60/74 (81,1%)

38/61 (62,3%)

Espécies não-albicans

32/45 (71,1%)

27/45 (60,0%)

Pontuação Apache II ≤ 20

82/101 (81,2%)

60/98 (61,2%)

Pontuação Apache II

14/26 (53,8%)

11/20 (55,0%)

Não-neutropénico (ANC, células/mm

3

500)

94/124 (75,8%)

69/114 (60,5%)

Neutropénico (ANC, células/mm

3

≤ 500)

Todos os outros parâmetros de

avaliação

Final de todos os tratamentos

94/127 (74,0%)

67/118 (56,8%)

17,24 (2,9,

31,6)

2 semanas de seguimento

82/127 (64,6%)

58/118 (49,2%)

15,41 (0,4,

30,4)

6 semanas de seguimento

71/127 (55,9%)

52/118 (44,1%)

11,84 (-3,4,

27,0)

Calculado como anidulafungina menos fluconazol

Com ou sem candidemia concomitante

Intra-abdominal

Dados apresentados para doentes com um único agente patogénico na base de referência.

Intervalos de confiança 98,3%, ajustados posteriormente para vários parâmetros de avaliação secundários.

Apresentam-se na Tabela 4 abaixo as taxas de mortalidade nos braços de anidulafungina e fluconazol:

Tabela 4. Mortalidade

Anidulafungina

Fluconazol

Mortalidade global no estudo

29/127 (22,8%)

37/118 (31,4%)

Mortalidade durante a terapêutica do estudo

10/127 (7,9%)

17/118 (14,4%)

Mortalidade atribuída a infeção por Candida

2/127 (1,6%)

5/118 (4,2%)

Dados adicionais em doentes neutropénicos

A eficácia da anidulafungina (dose de carga de 200 mg intravenosos seguidos por 100 mg intravenosos

diários) em doentes adultos neutropénicos (definidos como contagem absoluta de neutrófilos

≤ 500 células/mm

, leucócitos ≤ 500 células/mm

ou classificados pelo investigador como

neutropénicos no estado inicial) com candidíase invasiva confirmada microbiologicamente foi

avaliada numa análise de dados agrupados de 5 estudos prospetivos (1 comparativo versus

caspofungina e 4 sem ocultação, não comparativos). Os doentes foram tratados durante, pelo menos,

14 dias. Em doentes clinicamente estáveis, foi permitida a passagem para terapêutica com azóis por

via oral após pelo menos 5 a 10 dias de tratamento com anidulafungina. Foram incluídos 46 doentes na

análise. A maioria dos doentes tinha apenas candidemia (84,8%; 39/46). Os agentes patogénicos mais

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Ecalta (anidulafungina)

Um resumo sobre Ecalta e porque está autorizado na UE

O que é Ecalta e para que é utilizado?

Ecalta é usado no tratamento de doentes com idade superior a um mês de idade e candidíase invasiva

(uma infeção fúngica causada por uma levedura designada Candida). A denominação «invasiva»

significa que o fungo se disseminou na corrente sanguínea.

Ecalta contém a substância ativa anidulafungina.

Como se utiliza Ecalta?

Ecalta só pode ser obtido mediante receita médica e o tratamento deve ser iniciado por um médico

com experiência no tratamento de infeções fúngicas invasivas.

Ecalta está disponível para perfusão (administração gota a gota) numa veia. Nos adultos, Ecalta é

administrado numa dose inicial de 200 mg no dia um, seguida por 100 mg por dia a partir do dia 2.

Nas crianças, a dose depende do peso corporal: a dose inicial é de 3 mg por kg de peso corporal no

dia 1, seguida por metade desta dose a partir do dia dois. A duração do tratamento deve ser fixada de

acordo com a resposta do doente. Regra geral, o tratamento deverá continuar durante pelo menos

duas semanas após o último dia em que se detetou a presença do fungo no sangue do doente.

Para mais informações sobre a utilização de Ecalta, consulte o Folheto Informativo ou contacte o seu

médico ou farmacêutico.

Como funciona Ecalta?

A substância ativa de Ecalta, a anidulafungina, é um medicamento antifúngico que pertence ao grupo

das «equinocandinas». Atua interferindo com a produção de um componente da parede da célula

fúngica denominado 1,3-β-D-glucano. As células fúngicas tratadas com Ecalta têm paredes celulares

incompletas ou defeituosas, o que as fragiliza e impede de crescer. O Resumo das Características do

Medicamento (também parte do EPAR) contém uma lista dos fungos contra os quais Ecalta é ativo.

Ecalta (anidulafungina)

EMA/248001/2020

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Quais os benefícios demonstrados por Ecalta durante os estudos?

Ecalta foi estudado num estudo principal que incluiu 261 doentes com idades compreendidas entre os

16 e os 91 anos com candidíase invasiva e que não apresentavam neutropenia (contagens baixas de

glóbulos brancos). Ecalta foi comparado com o fluconazol (outro medicamento antifúngico). Ambos os

medicamentos foram administrados por perfusão durante um período de 14 a 42 dias.

No final do tratamento, 76 % dos doentes (96 em 127) que receberam Ecalta responderam ao

tratamento e apresentaram uma melhoria significativa ou total dos sintomas, sem necessidade de

tratamento antifúngico adicional e com resultados negativos para Candida em amostras colhidas no

doente, em comparação com 60 % (71 em 118) dos doentes que receberam fluconazol.

Além disso, uma análise de outros estudos avaliou os efeitos de Ecalta em 46 doentes adultos com

neutropenia e concluiu que cerca de 57 % dos doentes (26 em 46) responderam ao tratamento.

Ecalta foi também estudado num estudo principal que incluiu 70 crianças com idades compreendidas

entre 1 mês e 18 anos com candidíase invasiva. O tratamento com Ecalta durante 10 a 35 dias levou a

uma resposta em 70 % (45 em 64) dos doentes.

Quais são os riscos associados a Ecalta?

Os efeitos secundários mais frequentes associados a Ecalta (observados em mais de 1 em cada 10

doentes) são diarreia, náuseas (enjoo) e hipocalemia (baixos níveis de potássio no sangue. Para a lista

completa dos efeitos secundários comunicados relativamente a Ecalta, consulte o Folheto Informativo.

Ecalta é contraindicado em pessoas hipersensíveis (alérgicas) à anidulafungina ou a qualquer outro

componente do medicamento, bem como a outros medicamentos da classe das equinocandinas.

Porque está Ecalta autorizado na UE?

A Agência Europeia de Medicamentos concluiu que os benefícios de Ecalta são superiores aos seus

riscos no tratamento da candidíase invasiva em adultos e crianças e que o medicamento pode ser

autorizado para utilização na UE. No entanto, a Agência observou que Ecalta foi estudado

principalmente em doentes com candidemia (Candida no sangue) e apenas num número limitado de

doentes com neutropenia (contagens baixas de glóbulos brancos) ou infeções profundas dos tecidos ou

abcessos.

Que medidas estão a ser adotadas para garantir a utilização segura e eficaz

de Ecalta?

No Resumo das Características do Medicamento e no Folheto Informativo foram incluídas

recomendações e precauções a observar pelos profissionais de saúde e pelos doentes para a utilização

segura e eficaz de Ecalta.

Tal como para todos os medicamentos, os dados sobre a utilização de Ecalta são continuamente

monitorizados. Os efeitos secundários comunicados com Ecalta são cuidadosamente avaliados e são

tomadas quaisquer ações necessárias para proteger os doentes.

Ecalta (anidulafungina)

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Outras informações sobre Ecalta

A 20 de setembro de 2007, Ecalta recebeu uma Autorização de Introdução no Mercado, válida para

toda a UE.

Mais informações sobre Ecalta podem ser encontradas no sítio da internet da Agência:

ema.europa.eu/medicines/human/EPAR/ecalta. Este resumo foi atualizado pela última vez em 05-

2020.

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