Celecoxib Goibela 100 mg Cápsula

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Celecoxib
Disponível em:
Cinfa Portugal,Lda.
Código ATC:
M01AH01
DCI (Denominação Comum Internacional):
Celecoxib
Dosagem:
100 mg
Forma farmacêutica:
Cápsula
Composição:
Celecoxib 100 mg
Via de administração:
Via oral
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
9.1.9 Inibidores selectivos da Cox 2
Área terapêutica:
celecoxib
Resumo do produto:
5589635 - Blister 20 unidade(s) 100 - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10066155 - 50026186 ; 5589643 - Blister 60 unidade(s) 100 - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 30°C - Não comercializado - 10066155 - 50026216 ; 5610613 - Blister 15 unidade(s) 100 - - Não comercializado - 10066155 - 50026186
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
12/H/0178/001
Data de autorização:
2014-01-31

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APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Celecoxib Cinfa 100 mg Cápsulas

Celecoxib Cinfa 200 mg Cápsulas

Celecoxib

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento,

pois contém informação importante para si.

- Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

- Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

- Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de

doença.

- Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1. O que é Celecoxib Cinfa e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Celecoxib Cinfa

3. Como tomar Celecoxib Cinfa

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Celecoxib Cinfa

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Celecoxib Cinfa e para que é utilizado

Celecoxib Cinfa está indicado no alívio sintomático no tratamento da osteoartrose, da

artrite reumatoide e da espondilite anquilosante.

Celecoxib

Cinfa

pertence

grupo

medicamentos

denominados

anti-

inflamatórios não esteroides (AINEs), e especificamente a um subgrupo conhecido

como inibidores da COX-2. O seu organismo produz prostaglandinas que podem

causar dor e inflamação. Em situações como a artrite reumatoide e osteoartrose o

organismo produz uma maior quantidade de prostaglandinas.

Celecoxib Cinfa atua reduzindo a produção de prostaglandinas e, portanto, reduzindo

a dor e inflamação.

2. O que precisa de saber antes de tomar Celecoxib Cinfa

Celecoxib Cinfa foi-lhe prescrito pelo seu médico. A informação seguinte irá ajudá-lo

a obter melhores resultados com Celecoxib Cinfa. Se tiver questões adicionais por

favor fale com o seu médico ou farmacêutico.

Não tome Celecoxib Cinfa

Informe o seu médico se alguma das seguintes situações for aplicável a si, uma vez

que os doentes com estas condições não devem tomar Celecoxib Cinfa.

- se tem alergia ao celecoxib ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6).

- se tiver tido uma reação alérgica a um grupo de medicamentos denominado

“sulfonamidas” (ex. antibióticos usados para o tratamento de infeções).

- se tem atualmente uma úlcera no estômago ou intestinos, ou hemorragia no

estômago ou intestinos.

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- se teve asma, pólipos nasais, congestão nasal aguda, ou outras reações alérgicas

como erupção na pele com comichão, inchaço da face, lábios e língua ou garganta,

dificuldades em respirar ou pieira (sibilos), como resultado da toma de ácido

acetilsalicílico ou outros anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).

- se está grávida. Se pode engravidar durante o tratamento, aconselhe-se com o seu

médico sobre os métodos de contraceção.

- se está a amamentar.

- se tem doença hepática grave.

- se tem doença renal grave.

- se tem uma doença inflamatória intestinal, como colite ulcerosa ou doença de

Crohn.

- se tem insuficiência cardíaca, doença coronária isquémica estabelecida, doença

cerebrovascular, por exemplo, foi-lhe diagnosticado um ataque cardíaco, acidente

vascular cerebral (AVC), ou ataque isquémico transitório (redução temporária do

fluxo de sangue para o cérebro; também conhecido como “mini-AVC”), angina, ou

bloqueio dos vasos sanguíneos para o coração ou cérebro.

- se tem, ou teve, problemas de circulação sanguínea (doença arterial periférica) ou

se fez cirurgia às artérias das suas pernas.

Advertências e precauções

Confirme com o seu médico se alguma das seguintes situações se aplica a si:

- se teve anteriormente uma úlcera ou hemorragia no estômago ou intestinos (Não

tome Celecoxib Cinfa se tem atualmente uma úlcera ou hemorragia no estômago ou

intestinos)

- se está a tomar ácido acetilsalicílico (mesmo dosagens muito baixas para efeito de

proteção cardíaca)

- se utiliza medicamentos para redução da coagulação do sangue (ex. varfarina)

- se está a utilizar Celecoxib Cinfa ao mesmo tempo que outros AINEs não-

acetilsalicílicos,

tais

como

ibuprofeno

diclofenac.

utilização

destes

medicamentos em conjunto deve ser evitada

- se é fumador, tem diabetes, pressão arterial elevada ou colesterol elevado

- se tem problemas de coração, fígado ou rins, o seu médico poderá querer examiná-

lo com regularidade

- se tem retenção de fluidos (como pés e tornozelos inchados)

- se está desidratado devido, por exemplo, a doença, diarreia ou utilização de

diuréticos (utilizados para tratar o excesso de fluidos no corpo)

- se teve um reação alérgica ou uma reação cutânea grave a alguns medicamentos

- se se sente doente devido a uma infeção ou pensa que tem uma infeção, uma vez

que Celecoxib Cinfa pode mascarar a febre ou outros sinais de infeção e inflamação

- se tem mais de 65 anos de idade o seu médico poderá querer examiná-lo com

regularidade

Tal como outros AINEs (ex. ibuprofeno ou diclofenac), este medicamento pode levar

a um aumento da pressão arterial, pelo que o seu médico poderá pedir-lhe que vigie

a sua pressão arterial com regularidade.

Foram comunicados alguns casos de reações hepáticas graves com celecoxib,

incluindo inflamação hepática grave, lesão hepática, insuficiência hepática (por vezes

fatal ou requerendo transplante hepático). Nos casos em que foi comunicado o

tempo decorrido até início destas reações, as reações hepáticas mais graves

ocorreram no espaço de um mês após o início do tratamento.

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Celecoxib Cinfa pode tornar mais difícil engravidar. Deverá informar o seu médico se

está a planear engravidar ou se tem problemas em engravidar (ver secção Gravidez

e amamentação).

Outros medicamentos e Celecoxib Cinfa

Alguns medicamentos podem afetar a ação de outros medicamentos.

Informe

médico

farmacêutico

estiver

tomar,

tiver

tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

- Dextrometorfano (utilizado para tratar tosses)

- IECAs ou antagonistas dos recetores da angiotensina II (utilizados para a pressão

arterial elevada e insuficiência cardíaca)

- Diuréticos (utilizados para tratar o excesso de fluidos no corpo)

- Fluconazol e rifampicina (utilizado para tratar infeções fúngicas e bacterianas)

- Varfarina ou outros anticoagulantes (medicamentos que impedem a coagulação do

sangue)

- Lítio (utilizado para tratar alguns tipos de depressão)

- Outros medicamentos para tratar a depressão, perturbações do sono, pressão

sanguínea elevada ou batimentos cardíacos irregulares

- Neurolépticos (utilizados para tratar algumas perturbações mentais)

- Metotrexato (utilizado para tratar a artrite reumatoide, psoríase e leucemia)

- Carbamazepina (utilizado para tratar epilepsia/ataques epiléticos e algumas formas

de dor ou depressão)

Barbitúricos

(utilizados

para

tratar

epilepsia/ataques

epiléticos

algumas

perturbações do sono)

- Ciclosporina e tacrolimus (utilizados para a supressão do sistema imunitário, por

exemplo, após transplantes)

Celecoxib Cinfa pode ser usado com doses baixas de ácido acetilsalicílico (75 mg ou

menos por dia).

Consulte o seu médico antes de tomar os dois medicamentos em conjunto.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Celecoxib Cinfa não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que podem

engravidar (i.e. mulheres em idade fértil que não utilizem contraceção adequada)

durante o tratamento. Se engravidar durante o tratamento com Celecoxib Cinfa

deverá interromper o tratamento e contactar o seu médico para que este lhe

prescreva um tratamento alternativo.

Celecoxib Cinfa não deve ser utilizado em mulheres a amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Deve ter atenção ao modo como reage a Celecoxib Cinfa antes de conduzir veículos

ou utilizar máquinas.

Se se sentir tonto ou sonolento após tomar Celecoxib Cinfa, não conduza ou utilize

máquinas até que estes efeitos desapareçam.

Celecoxib Cinfa contém lactose mono-hidratada. Se foi informado pelo seu médico

que tem intolerância a alguns açúcares, deverá contactá-lo antes de tomar este

medicamento.

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3. Como tomar Celecoxib Cinfa

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu

médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. Se pensa ou sente que o efeito de

Celecoxib Cinfa é demasiado forte ou demasiado fraco, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

O seu médico irá estabelecer a dose a tomar. Uma vez que o risco de efeitos

secundários associados a problemas cardíacos pode aumentar com a dose e a

duração da utilização, deverá utilizar a menor dose que controla a dor e não deverá

tomar Celecoxib Cinfa mais tempo do que o necessário para controlar os sintomas.

As cápsulas de Celecoxib Cinfa devem ser engolidas inteiras com um copo de água.

As cápsulas podem ser tomadas a qualquer hora do dia, com ou sem alimentos.

Contudo tente tomar cada dose de Celecoxib Cinfa sempre à mesma hora do dia.

Consulte o seu médico se após duas semanas de tratamento não sentir nenhum

benefício.

Para a osteoartrose a dose habitual é de 200 mg por dia, aumentada pelo seu

médico para um máximo de 400 mg, se necessário.

A dose habitual é:

uma cápsula de 200 mg uma vez ao dia; ou

uma cápsula de 100 mg duas vezes ao dia.

Para a artrite reumatoide a dose habitual é de 200 mg por dia, aumentada pelo seu

médico para um máximo de 400 mg, se necessário.

A dose habitual é:

uma cápsula de 100 mg duas vezes ao dia.

Para a espondilite anquilosante a dose habitual é de 200 mg por dia, aumentada pelo

seu médico para um máximo de 400 mg, se necessário.

A dose habitual é:

uma cápsula de 200 mg uma vez ao dia; ou

uma cápsula de 100 mg duas vezes ao dia.

Problemas nos rins ou fígado: certifique-se que o seu médico sabe que tem

problemas nos rins ou fígado, pois poderá ser necessária uma dose menor.

Idosos, sobretudo aqueles com peso inferior a 50 kg: se tem mais de 65 anos de

idade e sobretudo se pesar menos de 50 kg, o seu médico pode querer monitorizá-lo

com maior atenção.

Crianças: Celecoxib Cinfa destina-se exclusivamente a adultos e não está indicado

em crianças.

Não deve tomar mais de 400 mg por dia.

Se tomar mais Celecoxib Cinfa do que deveria

Não deverá tomar mais cápsulas do que as prescritas pelo seu médico.

Caso tome demasiadas cápsulas, contacte o seu médico, farmacêutico ou hospital e

leve a embalagem do medicamento consigo.

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Caso se tenha esquecido de tomar Celecoxib Cinfa

Tome a cápsula que se esqueceu assim que se lembrar. Não tome uma dose a

dobrar para compensar a que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Celecoxib Cinfa

interrupção

abrupta

tratamento

Celecoxib

Cinfa

pode

levar

agravamento dos sintomas. Não pare de tomar Celecoxib Cinfa a menos que o seu

médico lhe diga para fazê-lo. O seu médico pode dizer-lhe que reduza a dose

durante uns dias antes de parar completamente o tratamento.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu

médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Os efeitos secundários listados a seguir foram observados em doentes com artrite

que tomaram

celecoxib. Os efeitos secundários marcados com um asterisco (*) são listados nas

maiores frequências ocorridas em doentes que tomaram celecoxib para prevenção de

pólipos no cólon. Os doentes destes estudos tomaram celecoxib em doses elevadas e

por um período de tempo prolongado.

Caso ocorra alguns dos efeitos secundários seguintes, pare de tomar Celecoxib Cinfa

e contacte o seu médico imediatamente:

Se tiver:

- Uma reação alérgica, como erupção na pele, inchaço da cara, pieira ou dificuldade

em respirar problemas cardíacos, como dor no peito.

- Dor abdominal intensa ou qualquer sinal de hemorragia no estômago ou intestinos,

como fezes negras ou com sangue, ou vomitar sangue.

- Uma reação na pele, como erupção, bolhas ou descamação da pele.

- Insuficiência hepática (os sintomas podem incluir náuseas, diarreia, icterícia (pele e

parte branca dos olhos com coloração amarela)).

Muito frequentes: afetam mais de 1 utilizador em cada 10:

- Pressão arterial elevada*.

Frequentes: afetam 1 a 10 utilizadores em 100

- Ataque cardíaco*.

- Retenção de fluidos, com inchaço de tornozelos, pernas e/ou mãos.

- Infeções urinárias.

- Falta de ar*, sinusite (inflamação do seio nasal, infeção do seio nasal, seio nasal

bloqueado ou doloroso), nariz entupido ou corrimento nasal, garganta inflamada,

tosse, sintomas semelhantes aos da gripe.

- Tonturas, insónia.

- Vómitos*, dor abdominal, diarreia, indigestão, gases.

- Erupção cutânea, comichão.

- Rigidez muscular.

- Dificuldade em engolir*.

- Agravamento de alergias pré-existentes.

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Pouco frequentes: afetam 1 a 10 utilizadores em 1000

- Acidente Vascular Cerebral (AVC)*.

- Insuficiência cardíaca, palpitações (perceção dos batimentos cardíacos), batimentos

cardíacos acelerados.

- Agravamento de hipertensão pré-existente.

- Alterações nos exames sanguíneos relacionados com a função hepática.

- Alterações nos exames sanguíneos relacionados com a função renal.

- Anemia (alteração nos glóbulos vermelhos que pode causar fadiga e falta de ar).

- Ansiedade, depressão, cansaço, sonolência, sensação de formigueiro.

- Níveis elevados de potássio nos resultados de exames sanguíneos (pode causar

náuseas, fadiga, fraqueza muscular ou palpitações).

- Visão turva, zumbidos, dores e feridas na boca, dificuldade em ouvir*.

- Prisão de ventre (obstipação), arrotos, inflamação no estômago (indigestão, dor de

estômago ou vómitos), agravamento de inflamação do estômago ou intestino.

- Cãibras nas pernas.

- Erupção cutânea exacerbada com comichão (urticária).

Raros: afetam 1 a 10 utilizadores em 10 000

- Úlceras (hemorragia) no estômago, esófago ou intestino; ou rutura do intestino

(pode causar dor de estômago, febre, náuseas, vómitos, bloqueio intestinal), fezes

escuras ou negras, inflamação do esófago, (pode causar dificuldade em engolir),

inflamação do pâncreas (pode levar a dor abdominal).

- Redução do número de glóbulos brancos (células que ajudam a proteger o corpo de

infeções) e das plaquetas sanguíneas (aumenta a probabilidade de hemorragia ou

nódoas negras).

- Dificuldade em coordenar os movimentos musculares.

- Sensação de confusão, alteração do paladar.

- Aumento da sensibilidade à luz.

- Queda de cabelo.

Desconhecidos: a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis

- Hemorragia cerebral fatal.

- Reação alérgica grave (incluindo choque anafilático potencialmente fatal) que pode

causar erupção cutânea, inchaço da face, lábios, boca, língua ou garganta, pieira ou

dificuldade em respirar; dificuldade em engolir.

- Hemorragia no estômago ou intestinos (pode causar fezes ou vómitos com

sangue), inflamação do intestino ou do cólon, náuseas.

Problemas

graves

pele

como

síndrome

Stevens-Johnson,

dermatite

exfoliativa,

necrose

epidérmica

tóxica

(pode

causar

erupção

cutânea,

bolhas,

descamação da pele) e pustulose exantemática aguda generalizada (área inchada e

vermelha com numerosas pústulas pequenas).

- Reação alérgica retardada com possíveis sintomas como erupção na pele, inchaço

da face, febre, glândulas inchadas, e resultados de análises clínicas anómalos (p. e.,

fígado, células sanguíneas

(eosinofilia, um tipo de aumento da contagem das células brancas))

- Insuficiência hepática, lesão hepática e inflamação hepática grave (por vezes fatal

ou requerendo transplante do fígado). Os sintomas podem incluir náuseas, diarreia,

icterícia (coloração amarela da pele ou olhos), urina escura, fezes pálidas, facilidade

em sangrar, comichão ou arrepios.

- Problemas renais (possível insuficiência renal, inflamação dos rins).

- Coágulos sanguíneos nos vasos sanguíneos dos pulmões. Os sintomas podem

incluir dificuldade de respirar inesperada, dores agudas ao respirar ou colapso.

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- Batimentos cardíacos irregulares.

- Meningite (inflamação da membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal).

- Alucinações.

- Agravamento da epilepsia (possíveis ataques epiléticos mais frequentes e/ou

severos).

- Inflamação dos vasos sanguíneos (pode causar febre, dores, manchas roxas na

pele).

- Bloqueio de uma artéria ou veia no olho originando perda parcial ou total da visão,

inflamação da conjuntiva, hemorragia no olho.

- Redução do número de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas (pode

causar cansaço, maior facilidade em ter nódoas negras, hemorragia nasal frequente

e aumento do risco de infeções).

- Dor no peito.

- Alteração do olfato.

- Alteração da cor da pele (nódoas negras), dor e fraqueza muscular, dor nas

articulações.

- Alterações menstruais.

- Dor de cabeça, vermelhidão.

- Níveis baixos de sódio nos resultados de exames sanguíneos (pode causar perda de

apetite, dor de cabeça, náuseas, cãibras musculares e fraqueza).

Em ensaios clínicos não associados a artrite ou a outras condições artríticas, nos

quais celecoxib foi tomado em doses de 400 mg por dia, com duração até 3 anos,

foram observados os seguintes efeitos secundários:

Frequentes: afetam 1 a 10 utilizadores em 100

- Problemas cardíacos: angina (dor no peito).

- Problemas de estômago: síndrome do intestino irritável (pode causar dor de

estômago, diarreia, indigestão, gases).

- Pedras nos rins (podem levar a dor de estômago ou de costas, sangue na urina),

dificuldade em urinar.

- Aumento de peso.

Pouco frequentes: afetam 1 a 10 utilizadores em 1000

- Trombose das veias profundas (coágulos sanguíneos, normalmente na perna, que

podem causar dor, inchaço ou vermelhidão na barriga das pernas ou problemas

respiratórios).

- Problemas de estômago: infeção no estômago (pode causar irritação e úlceras no

estômago e intestinos).

- Fratura dos membros inferiores.

- Zona, infeção na pele, eczema (erupção cutânea seca com comichão), pneumonia

(infeção respiratória (possibilidade de tosse, febre, dificuldade em respirar)).

- Pontos flutuantes no olho, causando visão turva ou alterada, vertigens devido a

problemas no ouvido interno, dores, gengivas inflamadas ou a sangrar, feridas na

boca.

Urinar

excessivamente

durante

noite,

sangramento

hemorroidas,

movimentos frequentes do intestino.

- Acumulações de gordura na pele ou noutros locais, quistos nos gânglios (inchaço

inofensivo

articulações

tendões

mão

pé),

dificuldade

falar,

hemorragia vaginal anormal ou muito acentuada, dor nos seios.

- Níveis elevados de sódio nos resultados de testes sanguíneos.

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INFARMED

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar efeitos secundários diretamente através do

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet:http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt.

5. Como conservar Celecoxib Cinfa

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não conservar acima de 30ºC.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Celecoxib Cinfa

- A substância ativa é o celecoxib. Cada cápsula contém 100 mg ou 200 mg de

celecoxib.

- Os excipientes são: laurilsulfato de sódio, povidona K 29/32, croscarmelose sódica,

lactose mono-hidratada, estearato de magnésio.

A cápsula é constituída por gelatina, dióxido de titânio e indigotina E132 (cápsula de

100 mg) ou

óxido de ferro E172 (cápsula de 200 mg).

Qual o aspeto de Celecoxib Cinfa e conteúdo da embalagem

Celecoxib Cinfa está disponível em cápsulas.

Celecoxib Cinfa 100 mg: cápsula de gelatina de corpo branco e cápsula azul.

Celecoxib Cinfa 200 mg: cápsula de gelatina de corpo branco e cápsula amarelo.

As cápsulas são acondicionadas em blisters de PVC-PVDC/Alumínio.

As embalagens de Celecoxib Cinfa contêm 20 ou 60 cápsulas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Cinfa Portugal,Lda.

Av. Tomás Ribeiro, 43 - Bloco 2, 3º F - Edifício Neopark

2790-221 Carnaxide

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

Fabricante:

Laboratórios Cinfa, S.A.

Carretera Olaz-Chipi, 10.

Polígono Industrial Areta.

31620 Huarte – Pamplona

Espanha

Ferrer Internacional, S.A.

Joan Buscallà, 1-9,

08173 Sant Cugat del Vallés (Barcelona)

Espanha

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INFARMED

1. NOME DO MEDICAMENTO

Celecoxib Cinfa 100 mg cápsulas

Celecoxib Cinfa 200 mg cápsulas

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada cápsula contém 100 mg ou 200 mg de celecoxib.

Excipiente(s) com efeito conhecido:

As cápsulas de Celecoxib Cinfa 100 mg contêm 24,875 mg de lactose mono-

hidratada.

As cápsulas de Celecoxib Cinfa 200 mg contêm 49,750 mg de lactose mono-

hidratada.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula.

Celecoxib Cinfa 100 mg: cápsula de gelatina de corpo branco e cápsula azul.

Celecoxib Cinfa 200 mg: cápsula de gelatina de corpo branco e cápsula amarela.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1 Indicações terapêuticas

Alívio sintomático no tratamento da osteoartrose, da artrite reumatoide e da

espondilite anquilosante.

A decisão de prescrever um inibidor seletivo da COX-2 deve basear-se na avaliação

global dos riscos individuais do doente (ver secções 4.3 e 4.4).

4.2 Posologia e modo de administração

Uma vez que o risco cardiovascular relacionado com a utilização de celecoxib pode

aumentar com a dose e a duração da exposição, deverá usar-se a menor dose diária

eficaz,

menor

duração

possível.

Devem

reavaliadas

periodicamente

necessidade

alívio

sintomático

resposta

doente

terapêutica,

especialmente em doentes com osteoartrose (ver secções 4.3, 4.4, 4.8 e 5.1).

Osteoartrose: A dose diária habitualmente recomendada é de 200 mg, em toma

única diária ou dividida em duas tomas. Nos doentes para quem o alívio dos

sintomas tenha sido insuficiente, o aumento da dose para 200 mg duas vezes ao dia

poderá aumentar a eficácia. Na ausência de benefício terapêutico após 2 semanas de

tratamento, deverão ser consideradas outras alternativas terapêuticas.

Artrite reumatoide: A dose inicial diária recomendada é de 200 mg divididos em duas

tomas diárias. Se necessário, a dose poderá ser aumentada para 200 mg, duas

vezes ao dia. Na ausência de benefício terapêutico após 2 semanas de tratamento,

deverão ser consideradas outras alternativas terapêuticas.

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INFARMED

Espondilite anquilosante: A dose diária habitualmente recomendada é de 200 mg em

toma única diária ou dividida em duas tomas. Em alguns doentes para quem o alívio

dos sintomas tenha sido insuficiente, o aumento da dose para 400 mg, em toma

única diária ou dividida em duas tomas poderá aumentar a eficácia. Na ausência de

benefício terapêutico após 2 semanas de tratamento, deverão ser consideradas

outras alternativas terapêuticas.

A dose máxima recomendada é de 400 mg por dia para todas as indicações.

Celecoxib Cinfa pode ser tomado com ou sem alimentos.

Idosos (idade superior a 65 anos): Tal como para adultos jovens, o tratamento

deverá ser iniciado com a dose de 200 mg por dia. Se necessário, a dose poderá ser

posteriormente aumentada para 200 mg duas vezes ao dia. Dever-se-á ter particular

atenção no caso de idosos com um peso corporal inferior a 50 kg (ver secções 4.4 e

5.2).

Insuficiência hepática: O tratamento deverá ser iniciado com metade da dose

recomendada em doentes com insuficiência hepática moderada (com albumina sérica

de 25 a 35 g/l). A experiência clínica nestes doentes limita-se a doentes com cirrose

(ver secções 4.3, 4.4 e 5.2).

Insuficiência renal: A experiência clínica com celecoxib em doentes com insuficiência

renal ligeira ou moderada é limitada. Desta forma, estes doentes devem ser

seguidos cuidadosamente. (ver secções 4.3, 4.4 e 5.2).

População pediátrica: A utilização de celecoxib não está indicada em crianças.

Metabolizadores fracos do CYP2C9: A administração de celecoxib em doentes que

sejam,

suspeite

serem,

metabolizadores

fracos

CYP2C9

base

genotipagem ou história prévia/experiência com outros substratos CYP2C9, deve ser

efetuada com precaução, dado o risco de efeitos adversos dependentes da dose

estar aumentado. Deve ser considerada a redução da dose para metade da dose

mais baixa recomendada (ver secção 5.2).

4.3 Contraindicações

História de hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes

mencionados na secção 6.1.

Hipersensibilidade conhecida às sulfonamidas.

Úlcera péptica ativa ou hemorragia gastrointestinal (GI).

Doentes

antecedentes

asma,

rinite

aguda,

pólipos

nasais,

edema

angioneurótico, urticária ou outras reações de tipo alérgico após ingestão de ácido

acetilsalicílico ou AINEs, incluindo inibidores da COX-2 (cicloxigenase-2).

Gravidez e mulheres em idade fértil, a não ser que utilizem um método contracetivo

adequado (ver secção 4.5). O celecoxib demonstrou causar malformações em duas

espécies animais estudadas (ver secções 4.6 e 5.3). Embora desconhecidos no ser

humano, os riscos potenciais na gravidez não podem ser excluídos.

Aleitamento (ver secções 4.6 e 5.3).

Insuficiência hepática grave (albumina sérica < 25 g/l ou Child-Pugh ≥ 10).

Doentes com depuração da creatinina estimada <30 ml/min.

Doença intestinal inflamatória.

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

Insuficiência cardíaca congestiva (NYHA II-IV).

Doença isquémica cardíaca, doença arterial periférica e/ou doença cerebrovascular

estabelecidas.

4.4 Advertências e precauções especiais de utilização

doentes

tratados

celecoxib

ocorreram

complicações

aparelho

gastrointestinal superior (perfurações, úlceras ou hemorragias (PUHs)), algumas

delas com resultados fatais. Aconselha-se precaução nos doentes com maior risco de

desenvolverem

complicações

gastrointestinais

AINEs:

idosos,

doentes sob

terapêutica concomitante com outros AINEs ou ácido acetilsalicílico ou em doentes

com história prévia de doença gastrointestinal como ulceração ou hemorragia

gastrointestinal.

Existe um aumento adicional do risco de efeitos adversos gastrointestinais (úlceras

gastrointestinais

outras

complicações

gastrointestinais)

quando

celecoxib

administrado concomitantemente com o ácido acetilsalicílico (mesmo em doses

baixas).

Em ensaios clínicos de longa duração, não ficou demonstrada uma diferença

significativa na segurança gastrointestinal dos inibidores seletivos da COX-2 + ácido

acetilsalicílico versus AINEs + ácido acetilsalicílico (ver secção 5.1).

Deve ser evitada a utilização concomitante de celecoxib e um AINE (exceto ácido

acetilsalicílico).

Num ensaio clínico de longa duração, controlado por placebo, realizado em indivíduos

com pólipos adenomatosos esporádicos verificou-se que os indivíduos tratados com

celecoxib na dose de 200 mg duas vezes por dia e de 400 mg duas vezes por dia,

apresentaram um aumento do número de acontecimentos cardiovasculares graves,

principalmente enfarte do miocárdio, comparativamente ao placebo (ver secção 5.1).

Uma vez que o risco cardiovascular relacionado com a utilização de celecoxib pode

aumentar com a dose e a duração da exposição, deverá usar-se a menor dose diária

eficaz, na menor duração possível. Devem ser reavaliadas, periodicamente, a

necessidade

alívio

sintomático

resposta

doente

terapêutica,

especialmente em doentes com osteoartrose (ver secções 4.3, 4.4, 4.8 e 5.1).

Os doentes com fatores de risco significativos para a ocorrência de acontecimentos

cardiovasculares (por exemplo hipertensão, hiperlipidemia, diabetes mellitus, hábitos

tabágicos) só devem ser tratados com celecoxib após uma avaliação cuidadosa (ver

secção 5.1).

Os inibidores seletivos da COX-2 não são substitutos do ácido acetilsalicílico na

profilaxia das doenças cardiovasculares tromboembólicas, uma vez que não possuem

atividade

anti-agregante

plaquetária.

isso,

terapêuticas

anti-agregantes

plaquetárias não devem ser interrompidas (ver secção 5.1).

Tal como com outros fármacos que inibem a síntese das prostaglandinas, foram

observados retenção de líquidos e edema em alguns doentes a tomar celecoxib.

Deste modo, o celecoxib deve ser utilizado com precaução em doentes com história

de insuficiência cardíaca, disfunção ventricular esquerda ou hipertensão e em

doentes com edema pré-existente por outras etiologias, uma vez que a inibição de

prostaglandinas pode resultar na deterioração da função renal e retenção de fluidos.

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

Deve ainda ser dada atenção particular a doentes a tomar diuréticos ou que possam

estar em risco de hipovolemia.

Tal como todos os AINEs, celecoxib pode originar novas situações de hipertensão

arterial ou agravamento de hipertensão arterial pré-existente, o que pode contribuir

para o aumento da incidência de eventos cardiovasculares. A pressão arterial deverá

ser cuidadosamente monitorizada durante o início e no decorrer da terapêutica com

celecoxib.

O comprometimento da função renal, hepática e especialmente as disfunções

cardíacas são mais comuns no idoso, devendo manter-se uma monitorização médica

apropriada.

Os AINEs, incluindo o celecoxib, podem causar toxicidade renal. Em ensaios clínicos

com celecoxib foram observados efeitos renais semelhantes aos observados com os

AINEs comparadores. Os doentes com risco aumentado de toxicidade renal são os

que apresentam insuficiência renal, insuficiência cardíaca, disfunção hepática, os que

tomam diuréticos, inibidores da enzima de conversão da angiotensina, antagonistas

dos recetores da angiotensina II e os idosos. Estes doentes devem ser monitorizados

cuidadosamente durante o tratamento com celecoxib.

Foram notificados alguns casos de reações hepáticas graves com celecoxib, incluindo

hepatite fulminante (por vezes fatal), necrose hepática e insuficiência hepática (por

vezes fatal ou requerendo transplante hepático). Nos casos em que foi notificado o

tempo decorrido até ao início destas reações, a maioria dos eventos hepáticos graves

desenvolveram-se no espaço de um mês após o início do tratamento com celecoxib

(ver 4.8).

Se, durante o tratamento, se verificar deterioração de qualquer uma das funções dos

sistemas

orgânicos

doente,

acima

referidas,

devem

tomadas

medidas

apropriadas e considerada a interrupção da terapêutica com celecoxib.

O celecoxib inibe o CYP2D6. Apesar de não ser um forte inibidor desta enzima,

poderá ser necessária uma redução da dose dos fármacos metabolizados pelo

CYP2D6 (ver secção 4.5). Os doentes que apresentam fraco metabolismo CYP2C9

deverão ser tratados com precaução (ver secção 5.2).

Foram notificadas, muito raramente, reações cutâneas graves, algumas das quais

fatais, incluindo dermatite exfoliativa, síndroma de Stevens-Johnson e necrólise

epidérmica tóxica, em associação com a utilização de celecoxib (ver secção 4.8). O

risco de ocorrência destas reações parece ser superior no início da terapêutica: na

maioria dos casos, este tipo de reações surge durante o primeiro mês de tratamento.

Foram

relatadas

reações

hipersensibilidade

graves

(incluindo

anafilaxia,

angioedema

erupção

medicamentosa

eosinofilia

sintomas

sistémicos

(DRESS, ou síndrome de hipersensibilidade))) em doentes sob terapêutica com

celecoxib (ver secção 4.8). Os doentes com antecedentes de alergia às sulfonamidas

ou a qualquer outro fármaco poderão estar em maior risco de ocorrência de reações

cutâneas graves ou de reações de hipersensibilidade (ver secção 4.3). A terapêutica

com celecoxib deverá ser interrompida ao primeiro sinal de erupção cutânea, lesões

nas mucosas ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade.

O celecoxib pode mascarar a febre e outros sinais de inflamação.

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

Ocorreram

situações

graves

hemorragia

doentes

terapêutica

concomitante com varfarina.

A administração concomitante de celecoxib, varfarina e outros anticoagulantes orais

deverá ser feita com precaução (ver secção 4.5).

As cápsulas de Celecoxib Cinfa 100 mg e Celecoxib Cinfa 200 mg contêm lactose

mono-hidratada.

Doentes

problemas

hereditários

raros

intolerância

galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem

tomar este medicamento.

4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação

Interações farmacodinâmicas

A atividade anticoagulante deverá ser monitorizada, em particular, nos primeiros

dias após se iniciar a terapêutica, ou quando se altera a dose de celecoxib, em

doentes sob terapêutica concomitante com varfarina ou outros anticoagulantes, dado

que estes doentes têm um risco aumentado de complicações hemorrágicas. Por

conseguinte, os doentes sob terapêutica com anticoagulantes orais deverão ser

cuidadosamente monitorizados em relação ao tempo de protrombina INR, em

especial nos primeiros dias de tratamento com celecoxib ou quando a dose de

celecoxib é alterada (ver secção 4.4).

Foram notificados casos de hemorragias em associação com um aumento do tempo

de protrombina alguns dos quais fatais, especialmente em doentes idosos e em

doentes sob terapêutica concomitante com varfarina.

AINEs

podem

reduzir

efeito

medicamentos

diuréticos

anti-

hipertensores. Tal como com os outros AINEs, o risco de insuficiência renal aguda,

que normalmente é reversível, pode estar aumentado em alguns doentes com a

função renal comprometida (por exemplo, doentes desidratados, doentes a tomar

diuréticos ou doentes idosos), quando se administram concomitantemente IECAs ou

antagonistas dos recetores da angiotensina II com AINEs, incluindo o celecoxib (ver

secção

4.4).

Consequentemente,

administração

concomitante

destes

medicamentos deve ser feita com precaução, especialmente em idosos. Os doentes

devem ser adequadamente hidratados e deverá considerar-se a monitorização da

função

renal

após

início

terapêutica

concomitante

posteriormente,

intervalos regulares.

Num ensaio clínico, com duração de 28 dias, realizado em doentes com hipertensão

de fase I e II, controlados com lisinopril, a administração de 200 mg de celecoxib,

duas

vezes

dia,

resultou

aumentos

clinicamente

não

significativos,

comparativamente ao tratamento com placebo, na pressão arterial média diária

(sistólica ou diastólica), determinada pela monitorização em ambulatório durante 24

horas. Entre os doentes tratados com 200 mg de celecoxib, duas vezes por dia, 48

% foram considerados não-respondedores ao lisinopril na visita clínica final (definido

como pressão arterial diastólica > 90 mmHg ou aumento da pressão diastólica >

10% comparada com a baseline), comparativamente a 27% dos doentes tratados

com placebo; esta diferença foi estatisticamente significativa.

A administração concomitante de ciclosporina ou tacrolimus e AINEs tem sido

relacionada com um aumento do efeito nefrotóxico da ciclosporina e do tacrolimus. A

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

função renal deve ser monitorizada sempre que o celecoxib for administrado com um

destes fármacos.

O celecoxib pode ser utilizado com doses baixas de ácido acetilsalicílico, mas não é

um substituto deste último na profilaxia cardiovascular. Tal como com os outros

AINEs, observou-se, nos estudos submetidos, um aumento do risco de ulceração

gastrointestinal ou outras complicações gastrointestinais, quando o celecoxib foi

administrado

concomitantemente

doses

baixas

ácido

acetilsalicílico,

comparativamente à sua administração isolada (ver secção 5.1).

Interações farmacocinéticas

Efeitos do celecoxib sobre outros fármacos

O celecoxib é um inibidor do CYP2D6. Durante o tratamento com celecoxib, as

concentrações plasmáticas do dextrometorfano, substrato do CYP2D6, aumentaram

136%. As concentrações plasmáticas de fármacos substratos desta enzima podem

ser aumentadas com a utilização concomitante do celecoxib. São exemplos de

fármacos

metabolizados

pelo

CYP2D6

antidepressivos

(tricíclicos

SSRIs),

neurolépticos, antiarrítmicos, etc. A dose individual de substratos do CYP2D6 pode

necessitar de ser reduzida, quando o tratamento com celecoxib é iniciado, ou

aumentado, se o tratamento com celecoxib terminar.

Estudos in vitro demonstraram que o celecoxib apresenta algum potencial para inibir

o metabolismo catalisado pelo CYP2C19. O significado clínico deste facto in vitro é

desconhecido.

São

exemplos

fármacos

metabolizados

esta

enzima

diazepam, o citalopram e a imipramina.

Num ensaio clínico de interações, o celecoxib não apresentou efeitos clínicos

relevantes na farmacocinética de contracetivos orais (1 mg noretisterona/ 35 µg de

etinilestradiol).

O celecoxib não afeta a farmacocinética da tolbutamida (substrato do CYP2C9), ou

da glibenclamida de forma clinicamente relevante.

Em doentes com artrite reumatoide a tomar celecoxib, não foram observados efeitos

estatisticamente

significativos

sobre

farmacocinética

(depuração

renal

plasmática) do metotrexato (em doses terapêuticas reumatológicas). No entanto,

recomenda-se

monitorização

cuidada

quanto

riscos

toxicidade

relacionada com o metotrexato na administração concomitante destes dois fármacos.

Em voluntários saudáveis, a administração concomitante de celecoxib 200 mg duas

vezes ao dia e de lítio 450 mg, duas vezes ao dia, originou um aumento médio de

16% na Cmax e de 18% na AUC de lítio. Desta forma, os doentes a tomar lítio

devem ser cuidadosamente monitorizados sempre que iniciem ou terminem o

tratamento com celecoxib.

Efeitos de outros fármacos sobre o celecoxib

Em indivíduos que são metabolizadores fracos CYP2C9 e demonstram um aumento

da exposição sistémica ao celecoxib, o tratamento concomitante com inibidores

CYP2C9 pode resultar num subsequente aumento da exposição ao celecoxib. Tais

combinações devem ser evitadas em metabolizadores fracos CYP2C9 (ver secções

4.2 e 5.2).

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

Uma vez que o celecoxib é predominantemente metabolizado pelo CYP2C9, deve ser

utilizada metade da dose recomendada em doentes que tomem fluconazol. A

utilização concomitante de uma dose única de 200 mg de celecoxib e de 200 mg de

fluconazol, uma vez ao dia, (um potente inibidor do CYP2C9) deu origem a um

aumento médio de 60% na Cmax e de 130% na AUC de celecoxib. A utilização

concomitante

indutores

CYP2C9

como

rifampicina,

carbamazepina

barbitúricos pode reduzir as concentrações plasmáticas de celecoxib.

Não se observaram alterações na farmacocinética do celecoxib com a utilização

concomitante de cetoconazol ou antiácidos.

4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento

Não existem dados clínicos sobre a utilização do celecoxib na gravidez. Estudos em

animais (rato e coelho) revelaram toxicidade reprodutiva, incluindo malformações

(ver secções 4.3 e 5.3). Os riscos potenciais na gravidez são desconhecidos no ser

humano, mas não podem ser excluídos. Como com outros fármacos inibidores da

síntese das prostaglandinas, o celecoxib pode causar inércia uterina e encerramento

prematuro do canal arterial durante o último trimestre de gravidez. O celecoxib está

contraindicado na gravidez e em mulheres que possam vir a engravidar (ver secções

4.3 e 4.4). Se ocorrer gravidez, o tratamento com celecoxib deve ser interrompido.

O celecoxib é excretado no leite do rato fêmea em concentrações semelhantes às

plasmáticas. A administração de celecoxib num número limitado de mulheres a

amamentar demonstrou uma transferência muito baixa de celecoxib para o leite

materno. As mulheres que tomem celecoxib não deverão amamentar.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os doentes que refiram tonturas, vertigens ou sonolência aquando da administração

de celecoxib devem abster-se de conduzir ou utilizar máquinas.

4.8 Efeitos indesejáveis

As reações adversas estão listadas por sistema de classe de órgãos e distribuídas por

frequência na Tabela 1, refletindo os dados das seguintes fontes:

Reações adversas notificadas em doentes com osteoartrose e artrite reumatoide,

com taxas de incidência superiores a 0,01% e superiores às notificadas para placebo,

em 12 ensaios clínicos controlados por placebo e/ou comparador ativo, de duração

até 12 semanas, com doses diárias de 100 mg a 800 mg de celecoxib. Em estudos

adicionais com AINEs não seletivos comparadores, aproximadamente 7400 doentes

com artrite foram tratados com celecoxib em doses diárias até 800 mg, incluindo,

aproximadamente, 2300 doentes tratados durante um ano ou mais. As reações

adversas observadas com celecoxib nestes estudos adicionais foram consistentes

com aquelas observadas em doentes com osteoartrose e artrite reumatoide listados

na Tabela 1.

Reações adversas notificadas com taxas de incidência superiores ao placebo para

indivíduos tratados com 400 mg diários de celecoxib nos estudos de longa duração

para prevenção de pólipos com duração até 3 anos (ensaios APC e PreSAP; ver

secção 5.1, Propriedades farmacodinâmicas: Segurança Cardiovascular – Estudos de

longa duração envolvendo doentes com pólipos adenomatosos esporádicos).

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

Reações

adversas

resultantes

vigilância

pós-comercialização

notificadas

espontaneamente durante um período no qual se estima que > 70 milhões de

doentes tenham sido tratados com celecoxib (várias doses, duração do tratamento e

indicações). Uma vez que nem todas as reações adversas são notificadas ao titular

de AIM e incluídas na base de dados de farmacovigilância, as frequências destas

reações não podem ser determinadas com fiabilidade.

Tabela 1. Reações adversas medicamentosas em ensaios clínicos com celecoxib e

experiência de farmacovigilância (Termos MedDRA preferidos) 1,2

Sistema de

classe

órgãos

Frequência de Reações Adversas Medicamentosas

Muito

frequente

s (≥1/10)

Frequentes

(≥1/100

<1/10)

Pouco

frequentes

(≥1/1000

<1/100)

Raras

(≥1/10000

<1/1000)

Frequência

desconhecida

(Experiência

pós

comercialização)3

Infeções

infestações

Sinusite,

infeção

trato

respiratório

superior,

infeção

trato urinário

Doenças do

sangue

do sistema

linfático

Anemia

Leucopenia,

trombocitopen

Pancitopenia

Doenças do

sistema

imunitário

Alergia

agravada

Reações alérgicas

graves, choque

anafilático,

anafilaxia

Doenças do

metabolism

nutrição

Hipercaliemi

Perturbaçõ

do foro

psiquiátrico

Insónia

Ansiedade,

depressão,

cansaço

Confusão

Alucinações

Doenças do

sistema

nervoso

Tonturas,

hipertonia

Parestesia,

sonolência,

enfarte

cerebral1

Ataxia,

alteração

paladar

Cefaleias,

agravamento da

epilepsia,

meningite

asséptica,

ageusia,

anosmia,

hemorragia

intracraniana fatal

Afeções

Visão turva

Conjuntivite,

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

oculares

hemorragia

ocular, oclusão da

veia ou artéria da

retina

Afeções do

ouvido

labirinto

Acufenos,

hipoacusia1

Cardiopatia

Enfarte do

miocárdio1

Insuficiência

cardíaca,

palpitações,

taquicardia

Arritmia

Vasculopati

Hipertens

ão1

Hipertensão

arterial

agravada

Afrontamento,

vasculite, embolia

pulmonar

Doenças

respiratória

torácicas e

mediastino

Faringite,

rinite, tosse,

dispneia1

Broncospasmo

Doenças

gastrointes

tinais

abdominal,

diarreia,

dispepsia,

flatulência,

vómitos1,

disfagia1

Obstipação,

eructação,

gastrite,

estomatite,

agravamento

inflamação

gastrointesti

Ulceração

duodenal,

gástrica,

esofágica,

intestinal e do

cólon;

perfuração

intestinal;

esofagite,

melenas,

pancreatite

Náuseas,

hemorragia

gastrointestinal,

colite/

colite

agravada

Afeções

hepatobilia

Alteração da

função

hepática,

aumento da

SGOT e

SGPT

Elevação das

enzimas

hepáticas

Insuficiência

hepática

(por

vezes fatal ou

requerendo

transplante

hepático),

hepatite

fulminante

(por

vezes

fatal),

necrose

hepática,

hepatite, icterícia

Afeções

Tecidos

cutâneos e

subcutâneo

Erupção

cutânea,

prurido

Urticária

Alopecia,

fotossensibilid

Equimoses,

erupção

bolhosa,

dermatite

exfoliativa,

eritema

multiforme,

síndrome

Stevens-Johnson,

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

necrólise

epidérmica tóxica,

erupção

medicamentosa

com eosinofilia e

sintomas

sistémicos

(DRESS) ou

síndrome de

hipersensibilidade,

angioedema,

pustulose

exantemática

aguda

generalizada

Afeções

musculosq

ueléticas

tecidos

conjuntivos

Cãibras

pernas

Artralgia, miosite

Doenças

renais e

urinárias

Aumento da

creatinina,

Azoto ureico

no sangue

aumentado

Insuficiência renal

aguda,

nefrite

intersticial,

hiponatremia

Doenças

Órgãos

genitais

da mama

Perturbação

menstrual NE

Perturbaçõ

es gerais e

alterações

local de

administra

ção

Sintomas

semelhantes

aos da gripe,

edema

periférico/

retenção de

líquidos

Dor torácica

1 Reações adversas medicamentosas que ocorreram nos ensaios de prevenção de

pólipos, representando indivíduos tratados com celecoxib, 400 mg por dia, em 2

ensaios clínicos com duração até 3 anos (ensaios APC e PreSAP). As reações

adversas medicamentosas listadas acima para os ensaios de prevenção de pólipos

são somente aquelas que foram anteriormente reconhecidas na experiência de

vigilância pós-comercialização, ou que ocorreram mais frequentemente do que nos

ensaios de artrite.

2 Além disso, as reações adversas anteriormente desconhecidas seguintes ocorreram

ensaios

prevenção

pólipos,

representando

indivíduos

tratados

celecoxib, 400 mg por dia, em 2 ensaios clínicos com duração até 3 anos (ensaios

APC e PreSAP):

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

Frequentes: angina de peito, síndrome do intestino irritável, nefrolitíase, aumento da

creatinina sérica, hiperplasia benigna da próstata, aumento de peso.

Pouco

frequentes:

infeção

helicobacter,

herpes

zooster,

erisipelas,

broncopneumonia, labirintite, infeção gengival, lipoma, moscas volantes, hemorragia

conjuntival,

trombose

venosa

profunda,

disfonia,

hemorragia

hemorroidal,

movimentos frequentes do intestino, ulceração da boca, dermatite alérgica, quistos

sinoviais, nictúria, hemorragia vaginal, sensibilidade mamária, fratura dos membros

inferiores, aumento da concentração de sódio no sangue.

3 Reações adversas medicamentosas notificadas espontaneamente para a base de

dados de farmacovigilância durante um período no qual se estima que > 70 milhões

doentes

tenham

sido

tratados

celecoxib

(várias

doses,

duração

tratamento e indicações). Como resultado, as frequências destas reações adversas

medicamentosas não podem se determinadas com fiabilidade.

As reações adversas medicamentosas listadas para a população pós-comercialização

são, unicamente, aquelas que não estão já listadas para os ensaios de artrite e

prevenção de pólipos.

Nos dados finais (adjudicados) dos ensaios APC e PreSAP, em doentes tratados com

celecoxib, 400 mg por dia, até 3 anos (dados conciliados de ambos os ensaios; ver

secção 5.1 para resultados dos ensaios individuais), o excesso da taxa de enfarte do

miocárdio sobre o placebo foi 7,6 eventos por 1000 doentes (pouco frequente) e não

houve excesso de taxa para AVC (tipos não diferenciados) sobre o placebo.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas através:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet:http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt.

4.9 Sobredosagem

Não há experiência clínica de sobredosagem. Foram administradas a voluntários

saudáveis doses únicas até 1200 mg e doses múltiplas até 1200 mg duas vezes ao

dia,

durante

nove

dias,

registassem

quaisquer

efeitos

adversos

clinicamente

significativos.

Caso

suspeite

sobredosagem,

deverão

instituídas as medidas de suporte apropriadas, como por exemplo: lavagem gástrica,

monitorização clínica e, se necessário, instituição de tratamento sintomático. A

diálise não deverá ser um método eficaz para a eliminação do fármaco, devido à sua

alta ligação às proteínas plasmáticas.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1 Propriedades farmacodinâmicas

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

Grupo

farmacoterapêutico:

9.1.9

Aparelho

Locomotor.

Anti-inflamatórios

não

esteróides. Inibidores seletivos da Cox 2

Código ATC: M01AH01.

O celecoxib é um fármaco para administração oral com uma atividade inibidora

seletiva da cicloxigenase- 2 (COX-2) no intervalo de doses terapêuticas (200 - 400

mg por dia). Em voluntários saudáveis e neste intervalo de doses, não se observou

uma inibição estatisticamente significativa da COX-1 (avaliada pela inibição ex. vivo

da formação de tromboxano B2 [TxB2]).

A cicloxigenase é responsável pela produção de prostaglandinas. Foram identificadas

duas isoformas, a COX-1 e a COX-2. A COX-2 é a isoforma da enzima que se

demonstrou ser induzida como resposta a estímulos pró-inflamatórios e é tida como

primeiramente

responsável

pela

síntese

prostanoides

mediadores

dor,

inflamação e febre. A COX-2 encontra-se também envolvida na ovulação, na

implantação e no encerramento do canal arterial, regulação da função renal e

funções do sistema nervoso central (indução da febre, perceção da dor e função

cognitiva). Pode também ter um papel na cicatrização de úlceras. A COX-2 foi

identificada nos tecidos circundantes das úlceras gástricas no homem, mas a sua

importância na cicatrização de úlceras não está ainda estabelecida.

A diferença na atividade antiagregante plaquetária entre alguns AINEs inibidores da

COX-1 e inibidores seletivos da COX-2 pode ter relevância clínica em doentes com

risco de reações tromboembólicas. Os inibidores da COX-2 reduzem a formação de

prostaciclina sistémica (e possivelmente, da endotelial) sem afetar o tromboxano das

plaquetas.

celecoxib

pirazol

diaril-substituído,

quimicamente

idêntico

outras

sulfonamidas não arilaminas (por exemplo: tiazidas, furosemida) mas apresenta

diferenças relativamente às sulfonamidas arilaminas (por exemplo: sulfametoxazol e

outras sulfonamidas antibióticas).

Após a administração de doses elevadas de celecoxib, observou-se um efeito dose-

dependente na formação do TxB2. Contudo, em ensaios clínicos de doses múltiplas

de pequenas dimensões, com indivíduos saudáveis, o celecoxib 600 mg administrado

duas vezes por dia (dose três vezes superior à dose máxima recomendada) não teve

efeito na agregação plaquetária nem no tempo de hemorragia, comparativamente ao

placebo.

Foram realizados vários estudos clínicos que confirmam a eficácia e segurança na

osteoartrose, artrite reumatoide e espondilite anquilosante. O celecoxib foi avaliado

no tratamento da inflamação e dor na OA do joelho e da anca em cerca de 4200

doentes em estudos clínicos controlados com placebo e comparadores ativos com

duração até 12 semanas. Foi igualmente estudado no tratamento da inflamação e

dor na AR em cerca de 2100 doentes em estudos controlados com placebo e

comparadores ativos com duração até 24 semanas. O celecoxib, administrado em

doses diárias de 200 mg - 400 mg foi eficaz no alívio da dor nas 24 horas após a

administração. O celecoxib foi avaliado para o tratamento sintomático da espondilite

anquilosante, em 896 doentes, em estudos controlados com placebo e comparadores

ativos, com duração até 12 semanas. Nestes estudos com doses de celecoxib de 100

mg duas vezes por dia, 200 mg em toma única diária, 200 mg em duas tomas

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

diárias e 400 mg em toma única diária, demonstrou-se uma melhoria significativa na

dor, atividade global da doença e funcionamento na espondilite anquilosante.

Realizaram-se cinco estudos controlados em dupla ocultação e aleatorizados que

incluíram endoscopia gastrointestinal alta em cerca de 4500 doentes sem ulceração

inicial (doses de celecoxib de 50 mg a 400 mg administradas duas vezes por dia).

Em ensaios clínicos com endoscopia e uma duração de 12 semanas, o celecoxib

(100-800 mg por dia) esteve associado a um risco significativamente menor de

úlceras gastroduodenais, comparativamente ao naproxeno (1000 mg por dia) e ao

ibuprofeno (2400 mg por dia). Os dados, comparativamente ao diclofenac (150 mg

por dia), foram inconsistentes. Em dois dos estudos de 12 semanas, a percentagem

de doentes com ulceração gastroduodenal endoscópica não foi significativamente

diferente entre o placebo e o celecoxib 200 mg e 400 mg, duas vezes por dia.

Num estudo prospetivo de longo termo para avaliar a segurança (6 a 15 meses de

duração, estudo CLASS), 5800 doentes com OA e 2200 doentes com AR foram

tratados com celecoxib 400 mg duas vezes por dia (4 vezes e 2 vezes as doses

recomendadas para a OA e AR, respetivamente), ibuprofeno 800 mg três vezes por

dia ou diclofenac 75 mg duas vezes por dia (ambos em doses terapêuticas). Vinte e

dois

cento

doentes

envolvidos

tomavam

concomitantemente

ácido

acetilsalicílico

doses

baixas

(≤325

mg/dia),

principalmente

para

profilaxia

cardiovascular. O celecoxib não apresentou diferença estatisticamente significativa

relativamente ao ibuprofeno ou ao diclofenac, individualmente, para o parâmetro de

avaliação primário, úlceras complicadas (definidas como hemorragia gastrointestinal,

perfuração e estenose). Para o grupo de AINEs combinados também não houve

diferenças

estatisticamente

significativas

relativamente

número

úlceras

complicadas (risco relativo 0,77; IC 95% [0,41-1,46], com base na duração total do

ensaio).

Para

parâmetro

avaliação

combinado,

úlceras

complicadas

sintomáticas, a incidência foi significativamente inferior no grupo do celecoxib

comparativamente ao grupo AINEs (risco relativo 0,66; IC 95% [0,45-0,97]), mas

não entre o celecoxib e o diclofenac. Os doentes que estavam a tomar celecoxib com

doses baixas de ácido acetilsalicílico tiveram uma taxa de úlceras complicadas 4

vezes

superior

comparativamente

doentes

tomar

apenas

celecoxib.

incidência

diminuição

clinicamente

significativa

hemoglobina

(>2

g/dl),

confirmada por testes repetidos, foi significativamente inferior em doentes a tomar

celecoxib comparativamente ao grupo dos AINEs (risco relativo 0,29; IC 95% [0,17-

0,48]). A incidência significativamente inferior desta ocorrência em doentes a tomar

celecoxib

manteve-se

administração

concomitante

ácido

acetilsalicílico.

Num estudo de segurança prospetivo, aleatorizado de 24 semanas, realizado em

doentes de idade ≥ 60 anos ou que tenham historial de úlceras gastroduodenais

(utilizadores de ASA foram excluídos), as percentagens de doentes com diminuição

nos níveis de hemoglobina (≥2 g/dl) e/ou nos níveis do hematócrito (≥10%) de

origem gastrointestinal (GI) presumida ou definida, foram menores em doentes

tratados com celecoxib 200 mg duas vezes por dia (N=2238) comparativamente a

doentes tratados com diclofenac de libertação prolongada 75 mg duas vezes por dia

mais omeprazol 20 mg numa toma única diária (N=2246) (0,2% vs 1,1% de origem

GI definida, p= 0,004; 0,4% vs. 2,4% de origem GI presumida, p=0,0001). As taxas

de complicações GI manifestadas clinicamente, tais como perfuração, obstrução ou

hemorragia foram muito baixas, não existindo diferenças entre os dois grupos de

tratamento (4-5 por grupo).

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

Segurança Cardiovascular – Estudos de longa duração envolvendo doentes com

pólipos adenomatosos esporádicos

Foram realizados dois estudos com celecoxib, envolvendo doentes com pólipos

adenomatosos esporádicos: o ensaio APC (Prevenção de Adenomas Colorectais

Esporádicos com celecoxib) e o ensaio PreSAP (Prevenção de Pólipos Coloretais

Adenomatosos Esporádicos). No ensaio APC, verificou-se um aumento relacionado

com a dose, no endpoint composto de morte cardiovascular, enfarte do miocárdio,

ou AVC (adjudicado) com celecoxib, comparativamente ao placebo, após 3 anos de

tratamento. O ensaio PreSAP não demonstrou aumento estatisticamente significativo

do risco, para o mesmo endpoint composto.

No ensaio APC os riscos relativos comparativamente com o placebo, para o endpoint

composto de morte cardiovascular, enfarte do miocárdio, ou AVC (adjudicado) foram

de 3,4 (IC 95% 1,4 – 8,5) com 400 mg de celecoxib duas vezes ao dia e de 2,8 (IC

95% 1,1 – 7,2) com 200 mg de celecoxib duas vezes ao dia. Taxas cumulativas para

este endpoint composto após 3 anos foram de 3,0%, (20/671 indivíduos) e 2,5%

(17/685 indivíduos), respetivamente, comparativamente a 0,9% (6/679 indivíduos)

para o placebo. Os aumentos para ambos os grupos de celecoxib versus placebo

foram principalmente causados por um aumento da incidência de enfarte do

miocárdio.

No ensaio PreSAP, o risco relativo para o mesmo endpoint composto (adjudicado) foi

2,4)

celecoxib

dia,

comparativamente ao placebo. As taxas cumulativas para este endpoint composto

após 3 anos foram de 2,3% (21/933 indivíduos) e 1,9% (12/628 indivíduos) para o

placebo, respetivamente. A incidência de enfarte do miocárdio

(adjudicado) foi 1,0% (9/933 indivíduos) com 400 mg de celecoxib uma vez ao dia, e

0,6% (4/628 indivíduos) com placebo.

Dados de um terceiro estudo de longa duração, ADAPT (Ensaio de Prevenção Anti-

Inflamatória na Doença de Alzheimer), não demonstrou um aumento significativo do

risco cardiovascular com 200 mg de celecoxib duas vezes ao dia, comparativamente

placebo.

risco

relativo

para

endpoint

composto

semelhante

(morte

cardiovascular, enfarte do miocárdio e AVC), comparativamente ao placebo, foi 1,14

(IC 95% 0,61 – 2,12) com 200 mg de celecoxib duas vezes ao dia. A incidência de

enfarte do miocárdio foi 1,1% (8/717 doentes) com 200 mg de celecoxib duas vezes

ao dia e 1,2% (13/1070 doentes) com placebo.

5.2 Propriedades farmacocinéticas

O celecoxib é bem absorvido, atingindo a concentração plasmática máxima após

cerca de 2-3 horas.

A administração com alimentos (refeição de elevado teor lipídico) atrasa a absorção

em cerca de uma hora.

A eliminação do celecoxib é feita maioritariamente através de metabolismo. Menos

de 1% da dose é excretada inalterada na urina. A variação inter individual na

exposição ao celecoxib é de cerca de 10 vezes. O celecoxib, no intervalo de doses

terapêuticas, apresenta uma farmacocinética independente da dose e do tempo. Em

concentrações plasmáticas terapêuticas, a ligação às proteínas plasmáticas é de

cerca de 97% e o fármaco não se encontra ligado preferencialmente aos eritrócitos.

O tempo de semi-vida de eliminação é de cerca de 8-12 horas. As concentrações

plasmáticas, no estado estacionário, são atingidas após 5 dias de tratamento. A

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

atividade farmacológica reside no próprio fármaco, já que os principais metabolitos

encontrados na circulação não apresentam qualquer atividade inibitória da COX-1 ou

da COX-2.

O metabolismo do celecoxib é mediado primariamente via citocromo P450 2C9.

Foram identificados três metabolitos, inativos como inibidores COX-1 ou COX-2, no

plasma humano, i.e., um álcool primário, o ácido carboxílico correspondente e o seu

conjugado glucoronido.

A atividade do citocromo P450 2C9 está reduzida em indivíduos com polimorfismos

genéticos que levam a uma redução da atividade enzimática, tais como os que são

homozigóticos para o polimorfismo CYP2C9*3.

Num estudo farmacocinético de 200 mg de celecoxib administrado uma vez por dia

voluntários

saudáveis,

genótipo

CYP2C9*1/*1,

CYP2C9*1/*3,

CYP2C9*3/*3, a mediana da Cmax e a AUC 0-24, de celecoxib, no sétimo dia, foi,

respetivamente, cerca de 4 e 7 vezes superior, respetivamente, nos indivíduos

genotipados como CYP2C9*3/*3, comparativamente a outros genótipos. Em três

estudos distintos de dose única, envolvendo um total de 5 indivíduos genotipados

como CYP2C9*3/*3, uma dose única aumentou a AUC 0-24 em aproximadamente 3

vezes, comparativamente aos metabolizadores normais. Estima-se que a frequência

de homozigóticos com o genótipo *3/*3 seja de 0,3%-1,0% entre os diferentes

grupos étnicos.

administração

celecoxib

doentes

são,

suspeitam

ser,

metabolizadores fracos CYP2C9, com base na história prévia/experiência com outros

substratos do CYP2C9, deve ser efetuada com precaução (ver secção 4.2).

Não

detetaram

diferenças

clinicamente

significativas

parâmetros

farmacocinéticos do celecoxib entre idosos Afro-americanos e Caucasianos.

Na mulher idosa (> 65 anos) as concentrações plasmáticas do celecoxib encontram-

se aumentadas em cerca de 100%.

Comparativamente

doentes

função

hepática

normal,

doentes

insuficiência hepática ligeira apresentaram um aumento médio de 53% na Cmax e

na AUC

celecoxib.

Os valores

correspondentes em

doentes

insuficiência

hepática

moderada

foram

146%,

respetivamente.

capacidade metabólica dos doentes com insuficiência ligeira a moderada encontra-se

melhor

correlacionada

seus

valores

albumina.

doentes

insuficiência hepática moderada (albumina sérica 25-35 g/l) o tratamento deve ser

iniciado com metade da dose recomendada. Não foram realizados estudos em

doentes com insuficiência hepática grave (albumina sérica <25 g/l), estando o

celecoxib contraindicado neste grupo de doentes.

Existe

pouca

experiência

utilização

celecoxib

insuficiência

renal.

farmacocinética do celecoxib não foi estudada nesta situação, mas não é provável

que se registem alterações significativas nestes doentes. No entanto, recomenda-se

cuidado

tratamento

doentes

insuficiência

renal.

celecoxib

está

contraindicado na insuficiência renal grave.

5.3 Dados de segurança pré-clínica

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

estudos

convencionais

toxicidade

embriofetal

observou-se

ocorrência,

dependente da dose, de hérnia do diafragma em fetos de rato e malformações

cardiovasculares em fetos de coelho com exposições sistémicas cerca de cinco vezes

superiores (rato) e três vezes superiores (coelho), às conseguidas com a dose

máxima recomendada (400 mg/dia) no ser humano. Foi igualmente observada

hérnia do diafragma num estudo de toxicidade peri-pós natal no rato, que incluiu

exposição durante o período organogénico. Neste estudo, com a exposição sistémica

mais baixa em que ocorreu esta anomalia, num único animal, a margem estimada

em relação à dose máxima recomendada para humanos foi três vezes superior.

animal,

exposição

celecoxib

durante

período

desenvolvimento

embrionário inicial resultou em perdas pré e pós-implantação. Estes efeitos são

esperados com a inibição da síntese das prostaglandinas.

O celecoxib é excretado no leite do rato. Num estudo peri-pós natal no rato,

observou-se toxicidade nas crias.

Com base em estudos convencionais de toxicidade, estudos de genotoxicidade ou de

carcinogenicidade, não foram observados riscos especiais para o ser humano, para

além

referidos

noutros

parágrafos

deste

Resumo

Características

Medicamento. Num estudo toxicológico realizado em ratos macho, com duração de

dois anos, observou-se um aumento de trombose não suprarrenal com a utilização

de doses elevadas.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1 Lista dos excipientes

Laurilsulfato de sódio, povidona K 29/32, Croscarmelose sódica, lactose mono-

hidratada, estearato de magnésio.

Revestimento das cápsulas:

Gelatina, dióxido de titânio, indigotina E132 (apenas na dosagem de 100 mg) e óxido

de ferro E172 (apenas na dosagem de 200 mg).

6.2 Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3 Prazo de validade

2 anos.

6.4 Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC.

6.5 Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de PVC-PVDC/Alumínio em embalagens de 20 e 60 cápsulas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6 Precauções especiais de eliminação e manuseamento

APROVADO EM

16-05-2014

INFARMED

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Cinfa Portugal,Lda.

Av. Tomás Ribeiro, 43 - Bloco 2, 3º F - Edifício Neopark

2790-221 Carnaxide

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX – embalagem de 20 cápsulas, 100 mg, blister

PVC-PVDC/Alumínio

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX – embalagem de 60 cápsulas, 100 mg, blister

PVC-PVDC/Alumínio

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX – embalagem de 20 cápsulas, 200 mg, blister

PVC-PVDC/Alumínio

N.º Registo no INFARMED: XXXXXXX – embalagem de 60 cápsulas, 200 mg, blister

PVC-PVDC/Alumínio

DATA

PRIMEIRA

AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO

AUTORIZAÇÃO

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização:

Data da última renovação:

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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