Carbaglu

União Europeia - português - EMA (European Medicines Agency)

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Ingredientes ativos:
ácido carglumico
Disponível em:
Recordati Rare Diseases
Código ATC:
A16AA05
DCI (Denominação Comum Internacional):
carglumic acid
Grupo terapêutico:
Outro aparelho digestivo e metabolismo produtos,
Área terapêutica:
Aminoácidos Para O Metabolismo, Erros Inatos, Ácido Propiónico Acidemia
Indicações terapêuticas:
Carbaglu é indicado no tratamento de:hyperammonaemia devido a N-acetylglutamate-sintase principal deficiência;hyperammonaemia devido a isovaleric acidaemia;hyperammonaemia devido a methymalonic acidaemia;hyperammonaemia devido ao ácido propiónico acidaemia.
Resumo do produto:
Revision: 18
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
EMEA/H/C/000461
Data de autorização:
2003-01-24
Código EMEA:
EMEA/H/C/000461

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B. FOLHETO INFORMATIVO

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Carbaglu 200 mg comprimidos dispersíveis

Ácido carglúmico

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes

prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não

mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto

O que é Carbaglu e para que é utilizado

Antes de tomar Carbaglu

Como tomar Carbaglu

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Carbaglu

Outras informações

1.

O QUE É CARBAGLU E PARA QUE É UTILIZADO

Carbaglu pode ajudar a eliminar níveis plasmáticos excessivos de amoníaco (taxa elevada de

amoníaco no sangue). O amoníaco é especialmente tóxico para o cérebro e leva, nos casos graves, à

diminuição dos níveis de consciência e ao coma.

A hiperamoniemia pode ser devida à

falta de uma enzima específica do fígado, a N-acetilglutamato sintase. Os doentes com este

distúrbio raro não conseguem eliminar os resíduos de nitrogénio, que aumentam após a ingestão

de proteínas.

Este distúrbio persiste durante toda a vida do doente afectado e, consequentemente, a

necessidade deste tratamento é para o resto da vida.

acidemia isovalérica, acidemia metilmalónica ou acidemia propiónica. Os doentes que sofrem

de um destes problemas necessitam de tratamento durante as crises de hiperamoniemia.

2.

ANTES DE TOMAR CARBAGLU

Não tome Carbaglu:

Não tome Carbaglu se tem hipersensibilidade (alergia) ao ácido carglúmico ou a qualquer outro

componente de Carbaglu.

Não tome Carbaglu se estiver a amamentar.

Tome especial cuidado com Carbaglu:

O tratamento com Carbaglu deverá ser iniciado sob supervisão de um médico com experiência no

tratamento de alterações do metabolismo.

O seu médico irá avaliar a capacidade de resposta individual ao ácido carglúmico antes do início de

um tratamento a longo prazo.

A dose deve ser ajustada individualmente para manter taxas plasmáticas normais de amoníaco.

O seu médico pode receitar suplemento de arginina ou restringir a ingestão de proteínas.

Por forma a acompanhar a sua condição e o seu tratamento, o seu médico pode examinar

periodicamente a sua função hepática, renal, cardíaca e o seu sangue.

Tomar Carbaglu com outros medicamentos

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros

medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica

Tomar Carbaglu com alimentos e bebidas

Carbaglu tem de ser tomado por via oral antes das refeições ou da ingestão de alimentos.

Os comprimidos têm de ser dispersados num mínimo de 5-10 ml de água e ingeridos de imediato. A

suspensão apresenta um sabor ligeiramente ácido.

Gravidez e aleitamento

Não são conhecidos os efeitos de Carbaglu sobre a gravidez e o feto. Consulte o seu médico para

aconselhamento caso esteja grávida ou pretenda vir a engravidar.

A excreção de ácido carglúmico no leite materno não foi estudada no ser humano. No entanto, uma

vez que o ácido carglúmico foi detectado no leite de ratos fêmeas a amamentar com efeitos

potencialmente tóxicos para as suas crias, caso esteja a tomar Carbaglu não deve amamentar o seu

bebé.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Desconhecem-se os efeitos na capacidade de condução de veículos e de utilização de máquinas.

3.

COMO TOMAR CARBAGLU

Tomar Carbaglu sempre de acordo com as instruções do médico. Fale com o seu médico ou

farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose habitual:

a dose diária inicial corresponde, geralmente, a 100 mg por quilo de peso corporal, até um

máximo de 250 mg por quilo de peso corporal (por exemplo, se pesar 10kg, deve tomar 1g por

dia, ou 5 comprimidos),

para doentes que sofrem de deficiência de N-acetilglutamato sintase, a longo prazo, a dose

diária varia, regra geral, entre 10 mg e 100 mg por quilo de peso corporal.

O seu médico irá determinar a dose adequada para si de modo a manter os níveis plasmáticos de

amoníaco normais.

Carbaglu APENAS deverá ser administrado por via oral ou através de uma sonda de alimentação no

estômago (utilizando uma seringa, se necessário).

Sempre que o doente estiver em coma hiperamoniémico, Carbaglu é administrado através de uma

pressão rápida através de uma seringa por intermédio do tubo nasogástrico utilizado para o alimentar.

Se tomar mais Carbaglu do que deveria

Consulte o seu médico ou farmacêutico para aconselhamento.

Caso se tenha esquecido de tomar Carbaglu

Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

Caso pare de tomar Carbaglu

Não pare de tomar Carbaglu sem informar o seu médico.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4.

EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Como todos os medicamentos, Carbaglu pode ter efeitos secundários, no entanto estes não se

manifestam em todas as pessoas.

Os efeitos secundários abaixo indicados foram comunicados da seguinte forma: muito frequentes

(ocorreram em pelo menos um em cada 10 doentes), frequentes (ocorreram em pelo menos um em

cada 100 doentes), pouco frequentes (ocorreram em pelo menos um em cada 1 000 doentes), raros

(ocorreram em pelo menos um em cada 10 000 doentes), muito raros (ocorreram em pelo menos um

em cada 100 000 doentes) e desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados

disponíveis).

Frequente:

aumento da sudação

Pouco frequente

: bradicardia (diminuição do ritmo cardíaco), diarreia, febre, aumento das

transaminases, vómitos

Desconhecido

: erupção na pele

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não

mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste

folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos secundários

diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V. Ao comunicar

efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

5.

COMO CONSERVAR CARBAGLU

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize após o prazo de validade impresso no recipiente dos comprimidos.

Conservar no frigorífico (2ºC – 8ºC).

Após a primeira abertura do recipiente para comprimidos: não refrigerar, não conservar acima de

Manter o recipiente bem fechado para proteger da humidade.

Anotar a data de abertura no recipiente para comprimidos. Eliminar 3 meses após a primeira abertura.

6.

OUTRAS INFORMAÇÕES

O que contém Carbaglu

A substância activa é o ácido carglúmico. Cada comprimido contém 200 mg de ácido carglúmico.

Os outros ingredientes são celulose microcristalina, laurilsulfato de sódio, hipromelose,

croscarmelose sódica, sílica coloidal anidra, esteraril fumarato de sódio.

Qual é o aspecto de Carbaglu e qual é o conteúdo da embalagem

Os comprimidos de Carbaglu 200 mg são comprimidos alongados, com 4 marcas em um lado e três

ranhuras para divisão.

Carbaglu é apresentado numa embalagem de plástico contendo 5, 15 e 60 comprimidos, fechada com

uma tampa de proteção para as crianças.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Recordati Rare Diseases

Immeuble “Le Wilson”

70, Avenue du Général de Gaulle

F-92800 Puteaux

França

Tel.: + 33 1 4773 6458

Fax: + 33 1 4900 1800

Fabricante

Recordati Rare Diseases

Immeuble “Le Wilson”

70, Avenue du Général de Gaulle

F-92800 Puteaux

França

Recordati Rare Diseases

Eco River Parc

30, rue des Peupliers

F-92000 Nanterre

França

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do titular

da Autorização de Introdução no Mercado.

Belgique/België/Belgien

Recordati

Tél/Tel: +32 2 46101 36

Lietuva

Recordati AB.

Tel: + 46 8 545 80 230

Švedija

България

Recordati Rare Diseases

Teл.: +33 (0)1 47 73 64 58

Франция

Luxembourg/Luxemburg

Recordati

Tél/Tel: +32 2 46101 36

Belgique/Belgien

Česká republika

Recordati Rare Diseases

Tel: +33 (0)1 47 73 64 58

Francie

Magyarország

Recordati Rare Diseases

Tel: +33 (0)1 47 73 64 58

Franciaország

Danmark

Recordati AB.

Tlf : +46 8 545 80 230

Sverige

Malta

Recordati Rare Diseases

Tel: +33 1 47 73 64 58

Franza

Deutschland

Recordati Rare Diseases Germany GmbH

Tel: +49 731 140 554 0

Nederland

Recordati

Tel: +32 2 46101 36

België

Eesti

Recordati AB.

Tel: + 46 8 545 80 230

Rootsi

Norge

Recordati AB.

Tlf : +46 8 545 80 230

Sverige

Ελλάδα

Recordati Hellas

Τηλ: +30 210 6773822

Österreich

Recordati Rare Diseases Germany GmbH

Tel: +49 731 140 554 0

Deutschland

España

Recordati Rare Diseases Spain S.L.U.

Tel: + 34 91 659 28 90

Polska

Recordati Rare Diseases

Tel: +33 (0)1 47 73 64 58

Francja

France

Recordati Rare Diseases

Tél: +33 (0)1 47 73 64 58

Portugal

Jaba Recordati S.A.

Tel: +351 21 432 95 00

Hrvatska

Recordati Rare Diseases

Tél: +33 (0)1 47 73 64 58

Francuska

România

Recordati Rare Diseases

Tel: +33 (0)1 47 73 64 58

Franţa

Ireland

Recordati Rare Diseases

Tel: +33 (0)1 47 73 64 58

France

Slovenija

Recordati Rare Diseases

Tel: +33 (0)1 47 73 64 58

Francija

Ísland

Recordati AB.

Simi:+46 8 545 80 230

Svíþjóð

Slovenská republika

Recordati Rare Diseases

Tel: +33 (0)1 47 73 64 58

Francúzsko

Italia

Recordati Rare Diseases Italy Srl

Tel: +39 02 487 87 173

Suomi/Finland

Recordati AB.

Puh/Tel : +46 8 545 80 230

Sverige

Κύπρος

Recordati Rare Diseases

Τηλ : +33 1 47 73 64 58

Γαλλία

Sverige

Recordati AB.

Tel : +46 8 545 80 230

Latvija

Recordati AB.

Tel: + 46 8 545 80 230

Zviedrija

United Kingdom

Recordati Rare Diseases UK Ltd.

Tel: +44 (0)1491 414333

Este folheto foi aprovado pela última vez em

Informação pormenorizada sobre este medicamento está disponível na Internet no

site

da Agência

Europeia de Medicamentos : http://www.ema.europa.eu. Também existem links para outros

sites

sobre doenças raras e tratamentos.

Leia o documento completo

ANEXO

I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Carbaglu 200 mg comprimidos dispersíveis

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

2.1

Descrição geral

Cada comprimido contém 200 mg de ácido carglúmico.

2.2

Composição qualitativa e quantitativa

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido dispersível

Os comprimidos são brancos e alongados, com três ranhuras para divisão e gravados de um lado.

O comprimido pode ser dividido em metades iguais.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Carbaglu está indicado no tratamento de

hiperamoniemia provocada por uma deficiência primária de N-acetilglutamato sintase.

hiperamoniemia provocada por acidemia isovalérica.

hiperamoniemia provocada por acidemia metilmalónica.

hiperamoniemia provocada por acidemia propiónica.

4.2

Posologia e modo de administração

O tratamento com Carbaglu deverá ser iniciado sob supervisão de um médico com experiência no

tratamento de alterações do metabolismo.

Posologia:

Para deficiência de N-acetilglutamato sintase:

Com base na experiência clínica, o tratamento pode ser iniciado logo no primeiro dia de vida.

A dose diária inicial deve ser de 100 mg/kg, até 250 mg/kg, se necessário.

A dose deve ser ajustada individualmente, por forma a manter taxas plasmáticas normais de amoníaco

(ver secção 4.4).

A longo prazo, talvez não se mostre necessário aumentar a dose de acordo com o peso corporal, desde

que o controlo metabólico adequado seja assegurado; o intervalo das doses diárias varia entre

10 mg/kg e 100 mg/kg.

Teste de resposta ao ácido carglúmico

É aconselhável testar individualmente a capacidade de resposta ao ácido carglúmico antes de iniciar

qualquer tratamento a longo prazo. Como exemplos:

Numa criança comatosa, iniciar com uma dose de 100 a 250 mg/kg/dia e determinar a

concentração de amoníaco no plasma, pelo menos antes de cada administração; deverá

normalizar no prazo de algumas horas após início do Carbaglu.

Num doente com hiperamoniemia moderada, administrar uma dose de teste de 100 a

200 mg/kg/dia, durante 3 dias, com um consumo de proteínas constante e realização de

determinações repetidas da concentração plasmática de amoníaco (antes e 1 hora depois da

refeição); ajustar a dose de forma a manter taxas normais de amoníaco no plasma.

Para acidemia isovalérica, acidemia metilmalónica e acidemia propiónica:

O tratamento deve ser iniciado quando ocorre hiperamoniemia em doentes com acidemia orgânica. A

dose diária inicial deve ser de 100 mg/kg, até 250 mg/kg, se necessário.

A dose deverá então ser ajustada individualmente, para manter níveis plasmáticos normais de

amoníaco (ver secção 4.4).

Modo de administração

Este medicamente destina-se EXCLUSIVAMENTE a uma administração por via oral (ingestão ou

através de uma seringa via um tubo nasogástrico, se necessário).

Com base em dados farmacocinéticos e na experiência clínica, recomenda-se distribuir a dose diária

total em duas a quatro doses, a administrar antes das refeições. A divisão dos comprimidos em

metades possibilita a maior parte dos ajustes posológicos necessários. Ocasionalmente, o uso de um

quarto dos comprimidos pode ser igualmente útil para ajustar a posologia indicada pelo médico.

Os comprimidos têm de ser dispersados num mínimo de 5-10 ml de água e ingeridos de imediato ou

administrados através de uma pressão rápida através de uma seringa via um tubo nasogástrico.

A suspensão apresenta um sabor ligeiramente ácido.

4.3

Contra-indicações

Hipersensibilidade à substância activa ou a qualquer um dos excipientes.

A amamentação está contra-indicada durante a utilização de ácido carglúmico (ver secções 4.6 e 5.3).

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Controlo terapêutico

As taxas plasmáticas de amoníaco e aminoácidos deverão ser mantidas dentro dos limites normais.

Como os dados de que dispomos sobre a segurança do ácido carglúmico são escassos, recomenda-se

uma vigilância sistemática das funções hepática, renal e cardíaca e dos parâmetros hematológicos.

Controlo nutricional

A restrição de proteínas e a administração de suplementos de arginina podem ser indicadas no caso de

uma tolerância baixa às proteínas.

4.5

Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Não foram realizados estudos específicos de interacção.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

No que respeita ao ácido carglúmico, não existem dados clínicos sobre casos de gravidez a ele

expostos.

Estudos em animais revelaram uma toxicidade mínima em relação ao desenvolvimento (ver secção

5.3). Este medicamento só deve ser receitado a mulheres grávidas com muita precaução.

Amamentação

Apesar de não se saber se o ácido carglúmico é excretado no leite humano, a sua presença foi

detectada no leite de ratos fêmeas lactantes (ver secção 5.3). Por esta razão a amamentação está

contra-indicada durante a utilização de ácido carglúmico (ver secção 4.3).

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

4.8

Efeitos indesejáveis

As reacções adversas notificadas são apresentadas abaixo por classes de sistemas de órgãos e por

frequência. As frequências são definidas como: muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥1/100 a

1/10), pouco frequentes (≥1/1000 a

1/100), raros (≥ 1/10000 a < 1/1000), muito raros (< 1/10000)

ou desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de

frequência.

- Efeitos indesejáveis na deficiência de N-acetilglutamato sintase

Exames Complementares de

Diagnóstico

Pouco frequente

: aumento das

transaminases

Afecções dos tecidos cutâneos e

subcutâneas

Frequente

: aumento da sudação

Desconhecido:

erupção cutânea

- Efeitos indesejáveis na acidemia orgânica

Cardiopatias

Pouco frequente

: bradicardia

Doenças gastrointestinais

Pouco frequente

: diarreia, vómitos

Perturbações gerais e alterações no

local de administração

Pouco frequente

: pirexia

Afeções dos tecidos cutâneos e

subcutâneas

Desconhecido:

erupção cutânea

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma

vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema

nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

Num doente tratado com ácido carglúmico, no qual a dose foi aumentada para um máximo de

750 mg/kg/dia, ocorreram sintomas de intoxicação, passíveis de serem caracterizados como uma

reacção simpatomimética: taquicardia, sudação profunda, aumento da secreção brônquica, aumento da

temperatura do corpo e inquietação. Estes sintomas resolveram-se com a redução da dose.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Aminoácidos e derivados; Código ATC: A16AA05

Mecanismo de acção

O ácido carglúmico é um análogo estrutural do N-acetilglutamato, que constitui o activador natural da

carbamoilfosfato sintetase, primeira enzima do ciclo da ureia.

Foi demonstrado

in vitro

que o ácido carglúmico activa a carbamoilfosfato sintetase no fígado. Apesar

da afinidade da carbamoilfosfato sintetase ao ácido carglúmico ser menor do que ao N-

acetilglutamato, o ácido carglúmico revelou,

in vivo,

estimular a carbamoilfosfato sintetase e ser mais

eficaz do que o N-acetilglutamato no que diz respeito à protecção contra a intoxicação de amoníaco

em ratos. Esta constatação foi explicada pelas seguintes observações:

i) A membrana mitocondrial é mais rapidamente permeável ao ácido carglúmico do que ao N-

acetilglutamato.

ii) O ácido carglúmico é mais resistente do que o N-acetilglutamato a hidrólise pela aminocilase

presente no citossol.

Efeitos farmacodinâmicos

Foram conduzidos outros estudos em ratos, sob diferentes condições experimentais conducentes a

uma maior disponibilidade de amoníaco (jejum, dieta sem proteínas ou dieta com alto teor proteico).

O ácido carglúmico revelou reduzir as taxas de amoníaco no sangue e aumentar as taxas de ureia no

sangue e na urina, enquanto que o teor hepático de activadores de carbamoilfosfato sintetase

aumentou significativamente.

Eficácia clínica e segurança

Em doentes com deficiência da N-acetilglutamato sintase, ficou demonstrado que o ácido carglúmico

induz uma normalização rápida das taxas plasmáticas de amoníaco, regra geral no espaço de 24 horas.

Sempre que o tratamento foi instituído antes de qualquer lesão cerebral permanente, os doentes

exibiram um crescimento e um desenvolvimento psicomotor normais.

Em doentes com acidemia orgânica (recém-nascidos e nãorecém-nascidos), o tratamento com ácido

carglúmico induziu uma rápida diminuição dos níveis plasmáticos de amoníaco, reduzindo o risco de

complicações neurológicas.

5.2

Propriedades farmacocinéticas

A farmacocinética do ácido carglúmico foi estudada em voluntários saudáveis do sexo masculino

utilizando tanto produtos radiomarcados como não radiomarcados.

Absorção

Após uma única dose oral de 100 mg/kg peso corporal, estima-se que cerca de 30% de ácido

carglúmico seja absorvido. Para este nível de dosagem, em 12 voluntários aos quais foi administrado

Carbaglu comprimidos, as concentrações plasmáticas atingiram um máximo de 2,6 µg/ml (mediana;

intervalo de 1,8-4,8) após 3 horas (mediana; intervalo 2-4).

Distribuição

A curva de eliminação plasmática do ácido carglúmico é bifásica com uma fase rápida ao longo das

primeiras 12 horas após a administração seguida por uma fase lenta (semi-vida terminal até 28 horas).

A difusão para os eritrócitos é inexistente. A ligação a proteínas não foi determinada.

Metabolismo

Uma fracção do ácido carglúmico é metabolizada. É sugerido que, dependendo da sua actividade, a

flora bacteriana intestinal pode contribuir para o início do processo de degradação levando, desta

forma, a uma extensão variável do metabolismo da molécula. Um metabolito que foi identificado nas

fezes é o ácido glutâmico. São detectados metabolitos no plasma com um máximo às 36-48 horas e

um declínio muito lento (semi-vida de cerca de 100 horas).

O produto final do metabolismo do ácido carglúmico é o dióxido de carbono, o qual é eliminado pelos

pulmões.

Eliminação

Após uma dose oral única de 100 mg/kg peso corporal, 9% da dose é excretada na forma intacta na

urina e até 60% nas fezes.

As taxas plasmáticas de ácido carglúmico foram medidas em doentes de todas as faixas etárias, dos

recém-nascidos aos adolescentes, tratados com diversas doses diárias (7 – 122 mg/kg/dia). Este

intervalo mostrou ser consistente com as taxas medidas em adultos saudáveis, e mesmo em recém-

nascidos. Independentemente da dose diária, as taxas diminuíram lentamente, ao longo de 15 horas,

para concentrações aproximadas de 100 ng/ml.

5.3

Dados de segurança pré-clínica

Os estudos de segurança farmacológica demonstraram que o Carbaglu administrado por via oral, nas

doses de 250, 500, 1000 mg/kg, não tem qualquer efeito estatisticamente significativo sobre a

respiração, sistema nervoso central e sistema cardiovascular.

Carbaglu não revelou qualquer actividade mutagénica significativa, numa bateria de testes de

genotoxicidade realizada

in vitro

(teste de Ames, análise metafásica de linfócitos humanos) e

in vivo

(teste de micronúcleo no rato).

Doses únicas de ácido carglúmico até 2800 mg/kg, por via oral, e 239 mg/kg por via endovenosa, não

induziram mortalidade ou quaisquer sinais clínicos anómalos em ratos adultos. Em ratos recém-

nascidos a receber diariamente ácido carglúmico por sonda oral ao longo de 18 dias bem como em

ratos jovens a receber diariamente ácido carglúmico ao longo de 26 semanas, o Efeito de Nível Não

Observado (NOEL - No Observed Effect Level) foi determinado como correspondendo a

500 mg/kg/dia e o Efeito Adverso de Nível Não Observado (NOAEL - No Observed Adverse Effect

Level) foi determinado como correspondendo a 1000 mg/kg/dia.

Não foram observados quaisquer efeitos adversos sobre a fertilidade tanto em machos como em

fêmeas. Em ratos e coelhos, não foi observada qualquer evidência de embriotoxicidade, fetotoxicidade

ou teratogenicidade em doses até à toxicidade materna que conduziram a uma exposição cinquenta

vezes superior à humana em ratos e sete vezes em coelhos. O ácido carglúmico é excretado no leite de

ratos fêmeas a amamentar e, apesar de os parâmetros de desenvolvimento não estarem afectados,

observaram-se alguns efeitos no peso corporal / ganho de peso corporal das crias amamentadas pelas

mães tratadas com 500 mg/kg/dia e uma mortalidade mais elevada das crias de mães tratadas com

2000 mg/kg/dia, uma dose que provocou toxicidade materna. As exposições sistémicas maternas após

500 e 2000 mg/kg/dia correspondiam, respectivamente, a vinte e cinco e setenta vezes a exposição

humana esperada.

Não se procedeu à realização de qualquer estudo de carcinogenicidade com ácido carglúmico.

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1

Lista dos excipientes

Celulose microcristalina

laurilsulfato de sódio

hipromelose

croscarmelose sódica

sílica coloidal anidra

fumarato sódico de estearilo

6.2

Incompatibilidades

Não aplicável

6.3

Prazo de validade

36 meses

Após a primeira abertura do recipiente para comprimidos: 3 meses

6.4

Precauções especiais de conservação

Conservar no frigorífico (2ºC – 8ºC).

Após a primeira abertura do recipiente para comprimidos:

Não refrigerar.

Não conservar acima de 30

Manter o recipiente bem fechado para proteger da humidade.

6.5

Natureza e conteúdo do recipiente

Recipientes de polietileno de alta densidade com 5, 15 ou 60 comprimidos fechados por meio de uma

tampa de polipropileno de proteção para as crianças com uma unidade dessecante.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6

Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Recordati Rare Diseases

Immeuble “Le Wilson”

70, Avenue du Général de Gaulle

F-92800 Puteaux

França

8.

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/02/246/001 (15 comprimidos dispersíveis)

EU/1/02/246/002 (60 comprimidos dispersíveis)

EU/1/02/246/003 (5 comprimidos dispersíveis)

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 24 de janeiro de 2003

Data da renovação: 20 de maio de 2008

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Informação pormenorizada sobre este medicamento está disponível na Internet no site da Agência

Europeia de Medicamentos (EMA) http://www.ema.europa.eu/ .

Leia o documento completo

7 Westferry Circus

Canary Wharf

London E14 4HB

United Kingdom

Telephone

+44 (0)20 7418 8400

Facsimile

+44 (0)20 7418 8416

E-mail

info@ema.europa.eu

Website

www.ema.europa.eu

An agency of the European Union

© European Medicines Agency, 2011. Reproduction is authorised provided the source is acknowledged.

EMA/348518/2011

EMEA/H/C/000461

Resumo do EPAR destinado ao público

Carbaglu

ácido carglúmico

Este documento é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR) relativo ao Carbaglu.

O seu objectivo é explicar o modo como o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) avaliou

o medicamento a fim de emitir um parecer favorável à concessão de uma autorização de introdução no

mercado, bem como as suas recomendações sobre as condições de utilização do Carbaglu.

O que é o Carbaglu?

O Carbaglu é um medicamento que contém a substância activa ácido carglúmico. Está disponível em

comprimidos dispersíveis, ou seja, comprimidos que podem ser dispersos (misturados) em água.

Para que é utilizado o Carbaglu?

O Carbaglu é utilizado no tratamento da hiperamoniemia (níveis elevados de amónia no sangue) em

doentes com as seguintes doenças metabólicas:

deficiência de uma enzima denominada N-acetilglutamato sintetase ou NAGS. As pessoas com esta

doença crónica carecem de uma enzima hepática denominada NAGS. Normalmente, esta enzima

contribui para eliminar o amoníaco. Se a enzima não estiver presente, o amoníaco não pode ser

eliminado e acumula-se no sangue;

algumas acidúrias orgânicas (acidúria isovalérica, acidúria metilmalónica e acidúria propiónica) em

que os doentes carecem de determinadas enzimas envolvidas no metabolismo proteico.

Dado o número de doentes afectados por estas doenças ser reduzido, as doenças são consideradas

“raras”, pelo que o Carbaglu foi designado “medicamento órfão” (medicamento utilizado em doenças

raras) em diversas datas (ver abaixo).

O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.

Como se utiliza o Carbaglu?

O tratamento com o Carbaglu deve ser iniciado por um médico com experiência no tratamento de

pessoas com doenças do metabolismo.

Nos doentes com deficiência de NAGS, o tratamento pode ser iniciado logo no primeiro dia de vida. O

medicamento é utilizado durante toda a vida do doente. Nos doentes com acidúrias orgânicas, o

tratamento é iniciado quando o doente sofre uma crise de hiperamoniemia e é continuado até que a

crise passe.

A dose diária inicial de Carbaglu deve ser de 100 mg por quilograma de peso corporal, embora possa

ser administrada uma dose máxima de 250 mg/kg, se necessário. A dose deve ser ajustada de modo a

assegurar a manutenção de níveis normais de amoníaco no sangue. Os comprimidos devem ser

dispersos (misturados) numa pequena quantidade de água antes de serem administrados ao doente.

Os comprimidos podem ser facilmente divididos em duas partes iguais.

Como funciona o Carbaglu?

Quando o amoníaco se acumula no sangue, torna-se tóxico para o corpo, em especial para o cérebro.

O Carbaglu tem uma estrutura muito similar à do N-acetilglutamato, que activa uma enzima que

elimina o amoníaco. Em consequência, o Carbaglu contribui para eliminar o amoníaco e reduz os níveis

de amoníaco no sangue, diminuindo, deste modo, a toxicidade.

Como foi estudado o Carbaglu?

O Carbaglu foi estudado em 20 doentes, 12 dos quais sofriam da deficiência de NAGS e foram tratados

durante uma média de 3 anos. Os restantes oito doentes foram tratados contra a hiperamoniemia com

outra causa. A empresa apresentou também informações publicadas sobre mais quatro doentes

tratados com a substância activa do Carbaglu.

O Carbaglu foi igualmente estudado em 57 doentes (cerca de dois terços dos quais eram recém-

nascidos) com acidúria isovalérica, acidúria metilmalónica e acidúria propiónica, que foram tratados

com o Carbaglu durantes as crises de hiperamoniemia.

Em todos os estudos, o principal parâmetro de eficácia foi a alteração dos níveis de amoníaco no

sangue.

Qual o benefício demonstrado pelo Carbaglu durante os estudos?

Nos doentes com deficiência de NAGS, os níveis de amoníaco voltaram ao normal após o tratamento

com o Carbaglu. Foi possível manter estáveis os doentes a tomar o Carbaglu sem grandes restrições

dietéticas e sem necessitarem de tomar outros medicamentos.

Nos doentes com acidúria isovalérica, acidúria metilmalónica e acidúria propiónica, o Carbaglu induziu

ainda uma diminuição dos níveis de amoníaco no sangue, após uma média de 5,5 dias de tratamento.

Qual é o risco associado ao Carbaglu?

O efeito secundário mais frequente associado ao Carbaglu (observado em 1 a 10 em cada 100 doentes)

é o aumento da sudação. Para a lista completa dos efeitos secundários comunicados relativamente ao

Carbaglu, consulte o Folheto Informativo.

EMA/348518/2011

Carbaglu

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EMA/348518/2011

Carbaglu

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O Carbaglu não deve ser administrado a pessoas que possam ser hipersensíveis (alérgicas) ao ácido

carglúmico ou a qualquer outro componente do medicamento. A utilização do Carbaglu é contra-

indicada em mulheres que estejam a amamentar.

Por que foi aprovado o Carbaglu?

O CHMP concluiu que o Carbaglu foi eficaz na redução do amoníaco do sangue para níveis normais e

concluiu que os benefícios do Carbaglu são superiores aos seus riscos. O Comité recomendou a

concessão de uma autorização de introdução no mercado para o Carbaglu.

Outras informações sobre o Carbaglu:

Em 24 de janeiro de 2003, a Comissão Europeia concedeu à Orphan Europe uma Autorização de

Introdução no Mercado, válida para toda a União Europeia, para o medicamento Carbaglu. A

Autorização de Introdução no Mercado é válida por um período de tempo ilimitado.

O resumo do parecer emitido pelo Comité dos Medicamentos Órfãos para o Carbaglu pode ser

consultado no sítio Web da Agência: ema.europa.eu/Find medicine/Human medicines/Rare disease

designations (Deficiência de NAGS

: 18 de Outubro de 2000; acidúria isovalérica: 7 de Novembro de

2008; acidúria metilmalónica

: 7 de Novembro de 2008; acidúria propiónica: 7 de Novembro de 2008).

O EPAR completo sobre o Carbaglu pode ser consultado no sítio Web da Agência em:

ema.europa.eu/Find medicine/Human medicines/European Public Assessment Reports

. Para mais

informações sobre o tratamento com o Carbaglu, leia o Folheto Informativo (também parte do EPAR)

ou contacte o seu médico ou farmacêutico.

Este resumo foi actualizado pela última vez em 05-2011.

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