Atorvastatina Xantis 80 mg Comprimido revestido por película

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Atorvastatina
Disponível em:
Xantis Pharma Ltd.
Código ATC:
C10AA05
DCI (Denominação Comum Internacional):
Atorvastatin
Dosagem:
80 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido revestido por película
Composição:
Atorvastatina cálcica 82.8 mg
Via de administração:
Via oral
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
3.7 Antidislipidémicos
Área terapêutica:
atorvastatin
Resumo do produto:
5682919 - Blister 28 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10031649 - 50033735 ; 5682901 - Blister 14 unidade(s) - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Condições: Conservar na embalagem de origem - Não comercializado - 10031649 - 50033727
Status de autorização:
Revogado (25 de Maio de 2017)
Número de autorização:
PT/H/1389/004/DC
Data de autorização:
2016-06-09

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APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Atorvastatina Saneca 10 mg comprimidos revestidos por película

Atorvastatina Saneca 20 mg comprimidos revestidos por película

Atorvastatina Saneca 40 mg comprimidos revestidos por película

Atorvastatina Saneca 80 mg comprimidos revestidos por película

Atorvastatina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois

contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento

pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

tiver

quaisquer

efeitos

secundários,

incluindo

possíveis

efeitos

secundários

não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é Atorvastatina Saneca e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Atorvastatina Saneca

Como tomar Atorvastatina Saneca

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Atorvastatin Saneca

Conteúdo da embalagem e outras informações

.O que é Atorvastatina Saneca e para que é utilizado

Atorvastatina Saneca pertence a um grupo de medicamentos chamado estatinas, que se

destinam a regular a concentração de lípidos (gorduras).

Atorvastatina

Saneca

usado

redução

lípidos

sangue

conhecidos

como

colesterol e triglicéridos, quando a dieta pobre em gorduras e as alterações do estilo de

vida

não

resultaram.

risco

aumentado

doença

cardíaca,

Atorvastatina Saneca também pode ser utilizado para reduzir este risco, mesmo que os

seus níveis de colesterol sejam normais. Durante o tratamento deve ser seguida uma dieta

pobre em colesterol.

O que precisa de saber antes de tomar Atorvastatina Saneca

Não tome Atorvastatina Saneca:

se tem alergia à atorvastatina ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6);

se sofre ou sofreu no passado de doença no fígado;

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teve

valores

análises

função

fígado

alterados

motivos

indeterminados;

se é uma mulher em risco de engravidar e não está a utilizar métodos contracetivos

adequados;

se está grávida ou a tentar engravidar;

se está a amamentar.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Atorvastatina Saneca

Atorvastatina Saneca pode não ser indicado para si pelas seguintes razões:

se teve um acidente vascular cerebral prévio com hemorragia no cérebro, ou se tem

pequenas acumulações de líquido no cérebro resultantes de acidentes vasculares cerebrais

anteriores;

se tem problemas nos rins;

se a sua tiroide é pouco ativa (hipotiroidismo);

se tem dores musculares repetidas ou sem explicação aparente, antecedentes pessoais ou

familiares de problemas musculares;

se teve problemas musculares anteriores durante o tratamento com outros medicamentos

que diminuem os lípidos (por exemplo, outras estatinas ou fibratos);

se consome regularmente quantidades consideráveis de bebidas alcoólicas;

se tem antecedentes de doença do fígado;

se tem mais de 70 anos.

Antes de tomar Atorvastatina Saneca verifique com o seu médico ou farmacêutico:

se tem insuficiência respiratória grave.

Se alguma destas situações se aplicar a si, o seu médico irá fazer-lhe uma análise ao

sangue antes e provavelmente durante o tratamento com Atorvastatina Saneca, de forma a

determinar o seu risco de efeitos secundários relacionados com os músculos. Sabe-se que

o risco de desenvolver efeitos secundários relacionados com os músculos, por exemplo

rabdomiólise, aumenta quando alguns medicamentos são tomados ao mesmo tempo (ver

secção 2 “Outros medicamentos e Atorvastatina Saneca”).

Se tem diabetes ou está em risco de desenvolver diabetes, o seu médico irá monitorizá-lo

cuidadosamente

enquanto

estiver

tomar

este

medicamento.

Está

risco

desenvolver diabetes se tem níveis de açúcar e gorduras no sangue elevados, tem excesso

de peso e tem pressão arterial elevada.

Informe igualmente o seu médico ou farmacêutico se sentir uma fraqueza muscular

constante. Podem ser necessários testes ou medicamentos adicionais para diagnosticar e

tratar este problema.

Outros medicamentos e Atorvastatina Saneca

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente,

ou se vier a tomar outros medicamentos.

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INFARMED

Existem alguns medicamentos que podem alterar o efeito de Atorvastatina Saneca ou

podem ver alterado o seu efeito por Atorvastatina Saneca. Este tipo de interação pode

fazer com que um ou os dois medicamentos sejam menos eficazes. Pode também

aumentar o risco ou a gravidade dos efeitos secundários, incluindo a importante condição

debilitante dos músculos conhecida como rabdomiólise descrita na secção 4:

Medicamentos utilizados para alterar a forma como o seu sistema imunitário funciona,

por exemplo, ciclosporina;

Alguns

medicamentos

antibióticos

antifúngicos,

exemplo,

eritromicina,

claritromicina,

telitromicina,

cetoconazol,

itraconazol,

voriconazol,

fluconazol,

posaconazol, rifampicina, ácido fusídico;

Outros

medicamentos

utilizados

para

regular

níveis

lipídicos,

exemplo,

gemfibrozil, outros fibratos, colestipol;

Alguns bloqueadores dos canais de cálcio utilizados para a angina (dor no peito) ou

tensão arterial elevada, por exemplo, amlodipina, diltiazem;

Medicamentos utilizados para controlar o seu ritmo cardíaco, por exemplo, digoxina,

verapamilo, amiodarona;

Medicamentos

utilizados

tratamento

exemplo

ritonavir,

lopinavir,

atazanavir, indinavir, darunavir, combinação de tipranavir + ritonavir, etc.;

Alguns medicamentos utilizados no tratamento da hepatite C por exemplo telaprevir;

Outros

medicamentos

podem

interagir

Atorvastatina

Saneca

incluem

ezetimiba (que diminui o colesterol), varfarina (que reduz a coagulação sanguínea),

contracetivos orais, estiripentol (um anticonvulsionante para a epilepsia), cimetidina

(utilizado na azia e úlceras pépticas), fenazona (analgésico), antiácidos (medicamentos

para a má digestão contendo alumínio ou magnésio) e boceprevir (utilizado no tratamento

de doenças do fígado, como hepatite);

Medicamentos obtidos sem receita médica: hipericão (Erva de São João).

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente

outrosmedicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Atorvastatina Saneca com alimentos e bebidas

Para instruções sobre como tomar Atorvastatina Saneca ver secção 3. Tenha, por favor,

atenção ao seguinte:

Sumo de toranja

Não tome mais do que um ou dois copos pequenos de sumo de toranja por dia, uma vez

que grandes quantidades de sumo de toranja podem alterar os efeitos de Atorvastatina

Saneca.

Álcool

Evite beber muitas bebidas alcoólicas enquanto toma este medicamento. Ver secção 2.

“Advertências e precauções” para mais informações.

Gravidez e amamentação

Não tome Atorvastatina Saneca se está grávida ou se está a tentar engravidar.

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INFARMED

Não tome Atorvastatina Saneca se estiver em risco de engravidar e não utilizar métodos

contracetivos eficazes.

Não tome Atorvastatina Saneca se estiver a amamentar.

A segurança de Atorvastatina Saneca durante a gravidez e durante o aleitamento ainda

não foi estabelecida.

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o

seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Normalmente este medicamento não afeta a sua capacidade de conduzir ou utilizar

máquinas. No entanto, não conduza caso este medicamento afete a sua capacidade para

conduzir. Não utilize quaisquer ferramentas ou máquinas caso este medicamento afete a

sua capacidade de as utilizar.

Atorvastatina Saneca contém lactose e sacarose.

Se lhe foi transmitido pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

Como tomar Atorvastatina Saneca

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas

Antes de iniciar o tratamento, o seu médico irá prescrever-lhe uma dieta pobre em

colesterol, a qual deverá também manter enquanto tomar Atorvastatina Saneca.

A dose inicial recomendada de Atorvastatina Saneca é 10 mg, uma vez ao dia em adultos

e crianças com idade igual ou superior a 10 anos. Se necessário, o seu médico poderá

aumentar a sua dose, até ser atingida a dose que necessita. O seu médico irá ajustar a dose

em intervalos de 4 semanas ou mais. A dose máxima de Atorvastatina Saneca é de 80 mg

uma vez ao dia para adultos e 20 mg uma vez ao dia para crianças.

Atorvastatina Saneca comprimidos devem ser tomados inteiros, com um copo de água, a

qualquer momento do dia, com ou sem comida. No entanto, deverá fazer um esforço para

tomar o seu comprimido à mesma hora todos os dias.

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A duração do tratamento com Atorvastatina Saneca deve ser definida pelo seu médico.

Informe o seu médico se sente que o efeito de Atorvastatina Saneca é muito fraco ou

muito forte.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

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Se tomar mais Atorvastatina Saneca do que deveria

Se tomou acidentalmente muitos comprimidos de Atorvastatina Saneca (mais do que a

sua dose diária habitual), informe o seu médico ou contacte o hospital mais próximo para

ser aconselhado.

Caso se tenha esquecido de tomar Atorvastatina Saneca

Se se esqueceu de tomar o medicamento, deverá tomar a dose seguinte à hora normal.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Atorvastatina Saneca

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico

ou farmacêutico.

Efeitos secundários possíveis

Como

todos

medicamentos,

este

medicamento

pode

causar

efeitos

secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Se verificar algum dos seguintes efeitos secundários graves, pare de tomar os seus

comprimidos e fale imediatamente com o seu médico ou dirija-se às urgências do hospital

mais próximo.

Raros: podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas

Reação alérgica grave que causa inchaço da face, língua e garganta que pode provocar

dificuldade em respirar.

Doença grave com descamação grave e inchaço da pele, formação de bolhas na pele,

boca,

olhos,

genitais

febre.

Erupção

pele

manchas

rosa-avermelhadas

especialmente nas palmas das mãos ou nas solas dos pés, que podem tornar-se bolhosas.

Fraqueza, sensibilidade ou dor muscular e particularmente se, em simultâneo, se sentir

indisposto ou com temperatura corporal elevada, pode ser devido a um colapso muscular

anómalo. O colapso muscular anómalo nem sempre desaparece, mesmo depois de ter

deixado de tomar atorvastatina, podendo colocar a vida em risco e levar a problemas nos

rins.

Muito raros: podem afetar até 1 em 10.000 pessoas:

Se desenvolver hematomas ou hemorragias não esperadas ou não habituais, pode estar

subjacente um problema do fígado. Deve informar o quanto antes o seu médico.

Outros efeitos secundários possíveis com Atorvastatina Saneca:

Os efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas) incluem:

inflamação das fossas nasais, dor na garganta e sangramento nasal;

reações alérgicas;

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aumento dos níveis de açúcar no sangue (se tem diabetes continue a controlar os seus

níveis de açúcar no sangue), aumento da creatinaquinase no sangue;

dor de cabeça;

náuseas,

obstipação

(prisão

ventre),

flatulência

(libertação

gases

mais

frequência), má digestão, diarreia;

dor nas articulações, nos músculos e nas costas;

resultados de análises ao sangue que mostram que a função do seu fígado pode sofrer

alterações.

Os efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas) incluem:

anorexia

(disfunção

alimentar

envolve

perda

apetite),

aumento

peso,

diminuição dos níveis de açúcar no sangue (se tem diabetes deve continuar a monitorizar

cuidadosamente os seus níveis de açúcar no sangue);

pesadelos, insónias (problemas em dormir);

tonturas,

dormência

formigueiro

dedos

mãos

pés,

redução

sensibilidade da pele ao toque ou à dor, alteração do paladar, perda de memória;

visão turva;

zumbidos nos ouvidos e/ou cabeça;

vómitos, arrotos, dor de barriga superior e inferior, pancreatite (inflamação do pâncreas

que origina dor no estômago);

hepatite (inflamação do fígado);

erupção, erupção na pele e comichão, urticária, queda de cabelo;

dor no pescoço, fadiga muscular;

fadiga, má disposição, fraqueza, dor no peito, inchaço especialmente nos tornozelos

(edema), aumento da temperatura corporal;

análises à urina com resultados positivos quanto à presença de glóbulos brancos.

Os efeitos secundários raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas) incluem:

distúrbios visuais;

hematomas ou hemorragias não esperadas;

colestase (amarelecimento da pele e da zona branca do olho);

lesão nos tendões.

Os efeitos secundários muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas) incluem:

reação alérgica – os sintomas podem incluir respiração sonora, aperto ou dor no peito,

inchaço das pálpebras, face, lábios, boca, língua ou garganta, dificuldade respiratória,

colapso;

perda de audição;

ginecomastia (aumento mamário nos homens).

Efeitos secundários de frequência desconhecida:

fraqueza muscular constante.

Efeitos

secundários

possíveis

comunicados

após

utilização

algumas

estatinas

(medicamentos do mesmo tipo):

dificuldades sexuais;

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depressão (sensação de tristeza);

problemas respiratórios incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre;

diabetes. Este efeito é mais provável se tem níveis de açúcar e gorduras no sangue

elevados,

excesso

peso

pressão

arterial

elevada.

médico

irá

monitorizá-lo enquanto estiver a tomar este medicamento.

Comunicação de efeitos secundários

tiver

quaisquer

efeitos

secundários,

incluindo

possíveis

efeitos

secundários

não

indicados

neste

folheto,

fale

médico ou

farmacêutico.

Também

poderá

comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos

abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações

sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Como conservar Atorvastatina Saneca

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

medicamento

não

necessita

quaisquer

precauções

especiais

conservação.

Conservar na embalagem de origem.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na cartonagem ou no

blister, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao

seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas

ajudarão a proteger o ambiente.

Se o medicamento se tornar descolorado ou mostrar quarquer sinais de deterioração,

consulte o seu médico ou farmacêutico que lhe dirão o que fazer.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Atorvastatina Saneca

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INFARMED

A substância ativa é a atorvastatina.

Cada comprimido revestido por película contém 10 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 20 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 40 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 80 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica).

Os outros componentes de Atorvastatina Saneca são:

Lactose mono-hidratada, estearato de magnésio (E572), lauril sulfato de sódio, celulose

microcristalina, sílica coloidal anidra, butil-hidroxinisol (E320), crospovidona (E1202),

carbonato de sódio anidro (E500) e sinespum (contém sacarose, triestearato sorbitano,

estearato

polietilenoglicol

(E-171),

dimeticone,

dióxido

silicone,

2-Bromo-2-

nitropropane-1,3-diol). O revestimento de Atorvastatina Saneca contém Opadry OYL-

28900 branco (que consiste de lactose monohidratada, hipromelose, dióxido de titânio

(E171) e macrogol 4000).

Qual o aspeto de Atorvastatina Saneca e conteúdo da embalagem

Comprimidos

revestidos

película

são

brancos,

cilíndricos,

biconvexos e com ranhura.

Comprimidos revestidos por película de 80 mg são brancos, oblongos, biconvexos e com

ranhura.

Conteúdo:

Este medicamento está disponível sob a forma de comprimidos revestidos por película de

10 mg, 20 mg, 40 mg e 80 mg.

Atorvastatina Saneca está acondicionado em embalagens de blisters de 10, 14, 28, 30, 50,

56, 60, 90 e 100 comprimidos revestidos por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Saneca Pharmaceuticals a.s.

Nitrianska 100

920 027 Hlohovec

Eslováquia

Fabricante:

Laboratorios Cinfa, S.A.

Olaz-Chipi, 10 – Polígono Industrial Areta

31620 Huarte – Pamplona

Espanha

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INFARMED

SAG Manufacturing S.L.U.

Crta. N-I, Km 36

28750 San Agustin De Guadalix

Madrid – Espanha

Galenicum Health Health, S.L.

Avda Cornellá 144, 7º - 1ª Edifício Lekla

Esplugues de Llobregat

08950 Barcelona

Espanha

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico

Europeu (EEE) com os seguintes nomes:

A ser completado nacionalmente

Este folheto foi revisto pela última vez em

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INFARMED

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

NOME DO MEDICAMENTO

Atorvastatina Saneca 10 mg comprimidos revestidos por película

Atorvastatina Saneca 20 mg comprimidos revestidos por película

Atorvastatina Saneca 40 mg comprimidos revestidos por película

Atorvastatina Saneca 80 mg comprimidos revestidos por película

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 10 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 20 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 40 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica).

Cada comprimido revestido por película contém 80 mg de atorvastatina (na forma de

atorvastatina cálcica).

Excipientes com efeito conhecido:

Cada

comprimido

revestido

película

contém

lactose

monohidratada e 3,88 mg de sacarose.

Cada

comprimido

revestido

película

contém

lactose

monohidratada e 7,77 mg de sacarose.

Cada

comprimido

revestido

película

contém

lactose

monohidratada e 15,53 mg de sacarose.

Cada

comprimido

revestido

película

contém

lactose

monohidratada e 31,07 mg de sacarose.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Atorvastatina Saneca 10/20/40 mg:

Comprimidos

revestidos

película

brancos,

cilíndricos,

biconvexos

ranhura.

Atorvastatina Saneca 80 mg:

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09-06-2016

INFARMED

Comprimidos revestidos por película brancos, oblongos, biconvexos e com uma ranhura.

O comprimido pode ser dividido em doses iguais

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

Indicações terapêuticas

Hipercolesterolemia

Atorvastatina está indicado como adjuvante da dieta para a redução de níveis elevados de

colesterol total (C-total), colesterol LDL (C-LDL), apolipoproteína B e triglicéridos em

adultos,

adolescentes

crianças

idade

igual

superior

anos

hipercolesterolemia

primária

incluindo

hipercolesterolemia

familiar

(variante

heterozigótica) ou hiperlipidemia combinada (mista) (correspondente aos Tipos IIa e IIb

da Classificação de Fredrickson), quando a resposta à dieta e a outras medidas não

farmacológicas é inadequada.

Atorvastatina também está indicado na redução do colesterol total e colesterol LDL em

adultos

hipercolesterolemia

familiar

homozigótica

como

adjuvante

outras

terapêuticas para a redução de lípidos (por ex., aférese das LDL), ou quando essas

terapêuticas não estão disponíveis.

Prevenção da doença cardiovascular

Prevenção de eventos cardiovasculares em doentes nos quais se estima existir um risco

elevado de ocorrência do primeiro evento cardiovascular (ver secção 5.1), usado como

adjuvante para a correção de outros fatores de risco.

Posologia e modo de administração

Posologia

O doente deve seguir uma dieta padrão de redução do colesterol antes de iniciar o

tratamento

atorvastatina

deve

continuar

dieta

durante

tratamento

atorvastatina.

A dose deve ser individualizada de acordo com os níveis basais de C-LDL, com o

objetivo terapêutico e em função da resposta do doente.

A dose inicial habitual é de 10 mg por dia. O ajuste posológico deve ser feito em

intervalos mínimos de 4 semanas ou mais. A dose máxima é de 80 mg por dia.

Hipercolesterolemia primária e hiperlipidemia combinada (mista)

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

A maioria dos doentes é controlada com atorvastatina 10 mg uma vez por dia. A resposta

terapêutica

evidente

dentro

semanas

resposta

terapêutica

máxima

habitualmente obtida em 4 semanas. A resposta mantém-se durante o tratamento crónico.

Hipercolesterolemia familiar heterozigótica

Os doentes deverão iniciar o tratamento com atorvastatina 10 mg por dia. As doses

deverão

individualizadas

ajustadas

cada

semanas

até

diários.

Posteriormente, ou se aumenta a dose para um máximo de 80 mg diários ou se associa

uma resina sequestrante de ácidos biliares com 40 mg da atorvastatina uma vez ao dia.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Os dados disponíveis são limitados (ver secção 5.1).

A dose de atorvastatina em doentes com hipercolesterolemia familiar homozigótica é de

10 a 80 mg diários (ver secção 5.1). Nestes doentes, a atorvastatina deve ser administrada

em associação com outras terapêuticas hipolipemiantes (por exemplo, aférese das LDL),

ou quando essas terapêuticas não estão disponíveis.

Prevenção da doença cardiovascular

Nos ensaios clínicos de prevenção primária, a dose foi de 10 mg por dia. Podem ser

necessárias doses mais altas de modo a obter níveis de colesterol (LDL) de acordo com as

normas de orientação atuais.

Doentes com compromisso renal

Não é necessário o ajuste de dose (ver secção 4.4).

Doentes com compromisso hepático

Atorvastatina

deve

administrado

precaução

doentes

compromisso

hepático (ver secções 4.4 e 5.2). Atorvastatina está contraindicado em doentes com

doença hepática ativa (ver secção 4.3).

Doentes idosos

A eficácia e a segurança da administração das doses recomendadas em doentes com mais

de 70 anos são similares às observadas na população geral.

População pediátrica

Hipercolesterolemia:

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

utilização

pediátrica

deve

determinada

médicos

experiência

tratamento

hiperlipidemia

pediátrica

doentes

devem

reavaliados

periodicamente, de modo a avaliar o progresso.

Para doentes com idade igual ou superior a 10 anos, a dose inicial recomendada de

atorvastatina é 10 mg por dia, com titulação até 20 mg por dia. A titulação nos doentes

pediátricos deve ser efetuada de acordo com a resposta individual e a tolerabilidade. A

informação de segurança para doentes pediátricos tratados com doses superiores a 20 mg,

correspondendo a aproximadamente 0,5 mg/kg, é limitada.

A experiência em crianças com idades compreendidas entre os 6-10 anos de idade é

limitada (ver secção 5.1). A atorvastatina não está indicada no tratamento de doentes com

idade inferior a 10 anos.

Outras formas farmacêuticas/dosagens podem ser mais adequadas a esta população.

Modo de administração

Atorvastatina Saneca é para administração oral. Cada dose diária de atorvastatina é

administrada em

toma única e pode ser administrada em qualquer altura do dia com ou sem alimentos.

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1

Atorvastatina Saneca está contraindicada em doentes:

com hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes

com doença hepática ativa ou em caso de elevação persistente e inexplicável das

transaminases séricas, excedendo mais de 3 vezes o limite superior normal

gravidez,

durante

amamentação

mulheres

potencial

para

engravidar que não usam métodos contracetivos adequados (ver secção 4.6).

Advertências e precauções especiais de utilização

Efeitos hepáticos

Devem

efetuados

testes

função

hepática

antes

início

tratamento

posteriormente de forma periódica. Nos doentes que desenvolvam quaisquer sinais ou

sintomas sugestivos de lesão hepática deverão ser efetuados testes da função hepática. Os

doentes

desenvolvam

aumento

níveis

transaminases

deverão

monitorizados

até

desaparecimento

anomalia

anomalias.

persistir

aumento das transaminases, superior a 3 vezes o limite máximo normal, recomenda-se a

redução da dose ou a suspensão de Atrovastatina Saneca (ver secção 4.8).

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

Atorvastatina deve ser utilizado com precaução em doentes que consomem quantidades

consideráveis de álcool e/ou que têm história clínica de doença hepática.

Stroke Prevention by Aggressive Reduction in Cholesterol Levels (SPARCL)

Numa análise subsequente, relativa aos

subtipos de acidente vascular cerebral, em

doentes sem doença cardíaca coronária (DCC) e com antecedentes recentes de acidente

vascular cerebral ou acidente isquémico transitório (AIT), houve uma maior incidência de

acidente vascular cerebral hemorrágico nos doentes a tomar atorvastatina 80 mg quando

comparados com placebo. O risco aumentado foi particularmente evidente em doentes

entrada

estudo

apresentavam

antecedentes

acidente

vascular

cerebral

hemorrágico ou de enfarte lacunar. Nos doentes com antecedentes de acidente vascular

cerebral hemorrágico ou de enfarte lacunar, o equilíbrio entre os riscos e os benefícios da

atorvastatina 80 mg é incerto, sendo que o risco potencial de acidente vascular cerebral

hemorrágico deve ser cuidadosamente considerado antes de iniciar o tratamento (ver

secção 5.1).

Efeitos no músculo-esquelético

A atorvastatina, tal como os outros inibidores da redutase da HMG CoA, pode em raras

situações,

afetar

músculo-esquelético

originar

mialgia,

miosite

miopatia

poderão progredir para rabdomiólise, uma condição potencialmente ameaçadora da vida,

caracterizada pela acentuada elevação dos níveis de creatinaquinase (CK) (> 10 vezes o

Limite Superior Normal), mioglobinemia e mioglobinúria, podendo originar insuficiência

renal.

Foram notificados casos muito raros de miopatia necrosante imunomediada (IMNM –

imune-mediated necrotizing

myopathy) durante ou após o tratamento com algumas

estatinas.

IMNM

caracterizada

clinicamente

fraqueza

muscular

próxima

elevação da creatinina quinase sérica, que persistem apesar da interrupção do tratamento

com estatinas.

Antes de iniciar o tratamento

atorvastatina

deverá

prescrita

precaução

doentes

fatores

predisponentes para a rabdomiólise. Recomenda-se a determinação dos níveis de CK

antes de iniciar o tratamento com estatinas nas seguintes situações:

- Compromisso renal

- Hipotiroidismo

- Antecedentes pessoais ou familiares de alterações musculares hereditárias

- Antecedentes de toxicidade muscular devida a estatinas ou fibratos

- Antecedentes de doença hepática e/ou de consumo de quantidades substanciais de

álcool

- Nos idosos (idade>70 anos), deverá ser considerada a necessidade desta determinação,

de acordo com a presença de outros fatores predisponentes para a rabdomiólise

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

- Situações onde possa ocorrer aumento dos níveis no plasma, como as interações (ver

secção 4.5) e populações especiais incluindo subpopulações genéticas (ver secção 5.2)

Nestas situações, o risco do tratamento deverá ser ponderado relativamente ao possível

benefício, e recomenda-se monitorização clínica.

Se no início do tratamento, os níveis de CK se encontrarem significativamente elevados

(> 5 vezes o Limite Superior Normal), então o tratamento não deverá ser iniciado.

Determinação da Creatinaquinase

Os valores de creatinaquinase (CK) não deverão ser determinados após exercício físico

intenso ou na presença de uma outra causa plausível de elevação da CK, uma vez que

estas

situações

dificultam

interpretação

resultados.

níveis

encontrarem significativamente elevados (> 5 vezes o Limite Superior Normal) no início

do tratamento, a determinação deverá ser repetida após 5 a 7 dias para confirmação dos

resultados.

Durante o tratamento

- Os doentes deverão ser alertados para relatar de imediato dores musculares, cãibras ou

fraqueza, especialmente quando acompanhada de mal-estar ou febre.

- Se estes sintomas ocorrerem durante o tratamento com atorvastatina, deverão ser

determinados

níveis

nestes

doentes.

Caso

estes

níveis

encontrem

significativamente elevados (> 5 vezes o Limite Superior Normal), o tratamento deverá

ser interrompido.

- Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário, mesmo que os

níveis de CK se encontrem elevados

5 vezes o Limite Superior Normal, a suspensão do

tratamento deverá ser considerada.

Se os

sintomas

desaparecerem

valores

voltarem

normal,

poderá

considerar-se

readministração

atorvastatina

introdução

estatina

alternativa, na dosagem mais baixa e com estreita monitorização.

atorvastatina

deve

interrompida

caso

ocorra

elevação

clinicamente

significativa dos níveis de CK (> 10 vezes o Limite Superior Normal), ou em caso de

diagnóstico ou suspeita de rabdomiólise.

Tratamento concomitante com outros medicamentos

risco

rabdomiólise

está

aumentado

quando

atorvastatina

administrada

concomitantemente

determinados

medicamentos

podem

aumentar

concentração plasmática de atorvastatina, como os inibidores potentes do CYP3A4 ou

proteínas

transporte

(por

exemplo,

ciclosporina,

telitromicina,

claritromicina,

delavirdina, estiripentol, cetoconazol, voriconazol, itraconazol, posaconazol e inibidores

das proteases do VIH incluindo ritonavir, lopinavir, atazanavir, indinavir, darunavir, etc).

risco

miopatia

também

poderá

aumentado

concomitante

gemfibrozil

outros

derivados

ácido

fíbrico,

boceprevir,

eritromicina,

niacina,

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

ezetimiba, telaprevir ou a combinação tripanavir/ritonavir. Se possível, deverão ser

consideradas

outras

terapêuticas

(que

não

interajam)

alternativa

estes

medicamentos.

Nos casos em que a administração concomitante destes medicamentos com atorvastatina

é necessária, devem

ser cuidadosamente considerados os benefícios e os riscos da

terapêutica concomitante. Quando os doentes estão a tomar medicamentos que aumentam

os níveis plasmáticos de atorvastatina, recomenda-se uma dose máxima de atorvastatina

mais baixa. Adicionalmente, no caso dos inibidores potentes do CYP3A4, deve ser

considerada uma dose inicial de atorvastatina mais baixa e recomenda-se uma adequada

monitorização clínica destes doentes (ver secção 4.5).

A utilização concomitante de atorvastatina e ácido fusídico não é recomendada, e por

isso, deve ser considerada a suspensão temporária da atorvastatina durante o tratamento

com ácido fusídico (ver secção 4.5).

Doença pulmonar intersticial

Foram

notificados

casos

excecionais

doença

pulmonar

intersticial

algumas

estatinas, especialmente em tratamento de longa duração (ver secção 4.8). Os sintomas

incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado de saúde em geral (fadiga,

perda de peso e febre). Se houver suspeita de desenvolvimento de doença pulmonar

intersticial, a terapêutica com estatinas deverá ser suspensa.

População pediátrica

A segurança no desenvolvimento da população pediátrica não foi determinada (ver

secção 4.8).

Diabetes Mellitus

Algumas evidências sugerem que as estatinas, como classe farmacológica podem elevar a

glicemia e em alguns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de diabetes, podem

induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de diabetes é adequado.

Este risco é, no entanto, compensado pela redução do risco vascular das estatinas e,

portanto, não deve ser condição para a suspensão do tratamento. Os doentes em risco

(glicemia em jejum entre 5,6 e 6,9 mmol/l, IMC>30 kg/m2, triglicéridos aumentados,

hipertensão) devem ser monitorizados, tanto clínica como bioquimicamente, de acordo

com as normas de orientação nacionais.

Excipientes

Atorvastatina Saneca contém

lactose. Doentes com problemas

hereditários raros de

intolerância à galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não

devem tomar este medicamento.

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

Atorvastatina Saneca contém sacarose. Doentes com problemas hereditários raros de

intolerância a frutose, malabsorção de glucose-galactose ou insuficiência de sacarase-

isomaltase não devem tomar este medicamento.

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeitos da administração concomitante de outros medicamentos na atorvastatina

A atorvastatina é metabolizada pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4) e é substrato para

proteínas de transporte por exemplo, o transportador de captação hepático OATP1B1. A

administração concomitante de medicamentos que sejam inibidores do CYP3A4 ou de

proteínas

transporte

pode

originar

aumento

concentração

plasmática

atorvastatina e aumentar o risco de miopatia. O risco também poderá estar aumentado

quando há administração concomitante de atorvastatina com outros medicamentos que

têm um potencial elevado para induzir a miopatia, como os derivados do ácido fíbrico e

ezetimiba (ver secção 4.4).

Inibidores do CYP3A4

Foi demonstrado que os inibidores potentes do CYP3A4 conduzem a um aumento

acentuado

concentração

atorvastatina

(ver

Tabela

informação

específica

abaixo). A administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (por exemplo,

ciclosporina,

telitromicina,

claritromicina,

delavirdina,

estiripentol,

cetoconazol,

voriconazol,

itraconazol,

posaconazol

inibidores

proteases

incluindo

ritonavir, lopinavir, atazanavir, indinavir, darunavir, etc.) se possível, devem ser evitadas.

casos

administração

concomitante

atorvastatina

estes

medicamentos não pode ser evitada, devem ser consideradas doses iniciais e máximas

mais baixas e recomenda-se uma adequada monitorização clínica destes doentes (ver

Tabela 1).

Os inibidores moderados do CYP3A4 (por exemplo, eritromicina, diltiazem, verapamilo

e fluconazol) podem aumentar a concentração plasmática de atorvastatina (ver Tabela 1).

Foi observado um aumento do risco de miopatia com a utilização de eritromicina em

combinação com estatinas. Não foram efetuados estudos de interação para avaliar os

efeitos da amiodarona ou do verapamilo na atorvastatina. Tanto a amiodarona como o

verapamilo são conhecidos por inibirem a atividade do CYP3A4 e a administração

concomitante com atorvastatina pode resultar num aumento da exposição à atorvastatina.

Assim sendo, deve ser considerada uma dose máxima mais baixa de atorvastatina e

recomenda-se a monitorização clínica do doente quando utilizada concomitantemente

com inibidores moderados do CYP3A4. Recomenda-se uma adequada monitorização

clínica após iniciar ou após o ajuste de dose do inibidor.

Indutores do CYP3A4

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

A administração concomitante de atorvastatina com indutores do citocromo P450 3A (por

exemplo,

efavirenz,

rifampicina,

hipericão)

pode

originar

reduções

variáveis

concentrações plasmáticas de atorvastatina. Devido ao duplo mecanismo de interação da

rifampicina (indução do citocromo P450 3A e inibição do transportador de captação

hepático OATP1B1), é recomendada a administração concomitante de atorvastatina com

rifampicina, na medida em que a administração de atorvastatina com atraso após a

administração

rifampicina

sido

associada

redução

significativa

concentrações plasmáticas de atorvastatina. O efeito da rifampicina nas concentrações de

atorvastatina

hepatócitos

entanto,

desconhecida

caso

administração

concomitante

não

possa

evitada,

doentes

devem

cuidadosamente

monitorizados, para controlo da eficácia.

Inibidores de proteínas de transporte

Os inibidores de proteínas de transporte (por exemplo ciclosporina) podem aumentar a

exposição

sistémica

atorvastatina

(ver

Tabela

efeito

inibição

transportadores de captação hepáticos nas concentrações da atorvastatina nos hepatócitos

é desconhecido. Se a administração concomitante não puder ser evitada, para obter

eficácia recomenda-se a redução da dose e monitorização clínica (ver Tabela 1).

Gemfibrozil / derivados do ácido fíbrico

utilização

isolada

fibratos

está

ocasionalmente

associada

acontecimentos

relacionados com os músculos, incluindo a rabdomiólise. O risco destes acontecimentos

pode aumentar com o uso concomitante de derivados do ácido fíbrico e atorvastatina. Se

a administração concomitante não puder ser evitada, deve utilizar-se a dose mais baixa

possível de atorvastatina para alcançar o objetivo terapêutico e os doentes devem ser

adequadamente monitorizados (ver secção 4.4).

Ezetimiba

A utilização isolada de ezetimiba está associada a acontecimentos relacionados com os

músculos, incluindo a rabdomiólise. O risco destes acontecimentos pode, portanto, estar

aumentado na utilização concomitante de ezetimiba e atorvastatina. Recomenda-se uma

adequada monitorização clínica destes doentes.

Colestipol

As concentrações plasmáticas de atorvastatina e dos seus metabolitos ativos foram mais

baixas (aproximadamente 25%) quando se administrou concomitantemente colestipol

com Atorvastatina Saneca. Contudo, quando Atorvastatina Saneca e colestipol foram

administrados concomitantemente, os efeitos lipídicos foram superiores aos de qualquer

um dos medicamentos em administração isolada.

Ácido Fusídico

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

Não foram efetuados estudos de interação entre a atorvastatina e o ácido fusídico. Assim

como para outras estatinas, foram notificados, na experiência de pós-comercialização,

acontecimentos

relacionados

músculos,

incluindo

rabdomiólise,

devido

administração

concomitante

atorvastatina

ácido

fusídico.

mecanismo

interação não é conhecido. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados e a

suspensão temporária da terapêutica com atorvastatina pode ser adequada.

Colquicina

Apesar de não terem sido efetuados estudos de

interação com a atorvastatina e

colquicina, foram notificados casos de miopatia com a atorvastatina quando administrada

concomitantemente

colquicina,

sendo

necessário

precaução

prescrição

atorvastatina com colquicina.

Efeitos da atorvastatina nos medicamentos administrados concomitantemente

Digoxina

Quando foram administradas concomitantemente doses múltiplas de digoxina e 10 mg de

atorvastatina,

concentrações

plasmáticas

digoxina

estado

estacionário

aumentaram

ligeiramente.

Doentes

tomar

digoxina

devem

adequadamente

monitorizados.

Contracetivos orais

administração

concomitante

atorvastatina

contracetivos

orais

aumentou

concentrações plasmáticas de noretindrona e etinilestradiol.

Varfarina

estudo

clínico

doentes

receber

terapêutica

crónica

varfarina,

administração concomitante de atorvastatina 80 mg por dia com varfarina causou uma

ligeira diminuição de cerca de 1,7 segundos no tempo de protrombina durante os

primeiros 4 dias de tratamento, o qual normalizou após 15 dias de tratamento com

atorvastatina. Apesar de serem muito raros os casos notificados de interação clinicamente

significativa com anticoagulantes, nos doentes a tomar anticoagulantes cumarínicos, o

tempo de protrombina deve ser determinado antes de iniciar a atorvastatina e de modo

frequente durante a terapêutica inicial, de modo a garantir que não ocorrem alterações

significativas no tempo de protrombina. Depois de alcançado um tempo de protombina

estável, os tempos de protrombina podem ser monitorizados em intervalos geralmente

recomendados para doentes com anticoagulantes cumarínicos. Se a dose de atorvastatina

for alterada ou descontinuada, o mesmo procedimento deverá ser repetido. A terapêutica

atorvastatina

não

associada

hemorragias

alterações

tempo

protrombina em doentes que não tomam anticoagulantes.

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

População pediátrica

Estudos de interação fármaco-fármaco foram efetuados apenas em adultos. Desconhece-

se a extensão das interações na população pediátrica. As interações acima mencionadas

para os adultos e as precauções na secção 4.4 devem ser tidas em consideração para a

população pediátrica.

Tabela 1: Efeito dos medicamentos administrados concomitantemente na farmacocinética

da atorvastatina

Atorvastatina

Medicamentos

administrados

concomitantemente

regime posológico

Dose (mg)

Alterações

na AUC

&

Recomendações clínicas

Tipranavir 500 mg BID/

Ritonavir 200 mg BID, 8

dias (do 14º ao 21º dia)

dia,

20º

9,4 vezes

Telaprevir

q8h,

10 dias

20 mg, SD

7,9 vezes

Ciclosporina

mg/kg/dia, dose fixa

10 mg OD for

28 dias

8,7 vezes

casos

administração

concomitante

atorvastatina

necessária,

não

exceder

atorvastatina.

Recomenda-se

monitorização clínica destes

doentes.

Lopinavir 400 mg BID/

Ritonavir 100 mg BID,

14 dias

20 mg OD

durante 4 dias

5,9 vezes

Claritromicina 500 mg

BID, 9 dias

80 mg OD

durante 8 dias

4,4 vezes

Nos casos onde é necessária

Administração concomitante

atorvastatina,

recomenda-se uma dose de

manutenção de atorvastatina

mais

baixa.

doses

atorvastatina superiores a 20

recomenda-se

monitorização clínica destes

doentes.

Saquinavir 400 mg BID/

Ritonavir

(300

5-7,

aumentando

para

400 mg BID no dia 8),

dias 4-18, 30 min depois

da dose de atorvastatina

40 mg OD

durante 4 dias

3,9 vezes

Darunavir 300 mg BID/

Ritonavir 100 mg BID, 9

dias

durante 4 dias

3,3 vezes

Nos casos onde é necessária

Administração concomitante

atorvastatina,

recomenda-se uma dose de

manutenção de atorvastatina

mais

baixa.

doses

atorvastatina superiores a 40

recomenda-se

monitorização clínica destes

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

Itraconazol 200 mg OD,

4 dias

40 mg SD

3,3 vezes

Fosamprenavir

BID/ Ritonavir 100 mg

BID, 14 dias

10 mg OD

durante 4 dias

2,5 vezes

Fosamprenavir 1400 mg

BID, 14 dias

10 mg OD

durante 4 dias

2,3 vezes

doentes.

Nelfinavir 1250 mg BID,

14 dias

durante 28 dias

vezes^

recomendações

específicas

Sumo de Toranja, 240 ml

40 mg, SD

Não se recomenda a toma

concomitante

grande

quantidade

sumo

toranja

e atorvastatina.

Diltiazem 240 mg OD,

28 dias

40 mg, SD

No início do tratamento ou

após

ajuste

posológico

diltiazem,

recomenda-se uma adequada

monitorização

clínica

doentes.

Eritromicina

QID,

7 dias

10 mg, SD

33%^

Recomenda-se

dose

máxima

mais

baixa

monitorização clínica destes

doentes.

Amlodipina 10 mg, dose

única

80 mg, SD

recomendações

específicas.

Cimetidina 300 mg QID,

2 semanas

durante

4 semanas

menos

que 1%^

recomendações

específicas.

Antiácidos em suspensão

oral, contendo hidróxidos

de magnésio e alumínio,

30 ml QID, 2 semanas

durante

4 semanas

35%^

recomendações

específicas.

Efavirenz 600 mg OD,

14 dias

10 mg durante

dias

recomendações

específicas.

Rifampicina 600 mg OD,

7 dias (administrado

concomitantemente)

40 mg SD

Rifampicina 600 mg OD,

5 dias (doses separadas)

40 mg SD

administração

concomitante

não

pode

evitada, recomenda-se a

Administração simultânea de

atorvastatina

rifampicina,

monitorização clínica.

Gemfibrozil 600 mg BID,

40 mg SD

Recomenda-se uma dose

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

7 dias

máxima

mais

baixa

monitorização clínica destes

doentes.

Fenofibrato 160 mg OD,

7 dias

40 mg SD

Recomenda-se

dose

máxima

mais

baixa

monitorização clínica destes

doentes.

Boceprevir 800 mg TID,

dias

40 mg SD

2,3 vezes

Recomenda-se

dose

inicial

mais

baixa

monitorização clínica destes

doentes.

dose

atorvastatina

não

deve

exceder uma dose diária de

durante

administração

concomitante

com boceprevir.

&

Os dados apresentados como alteração de x- vezes representam uma razão simples

entre a administração concomitante e a atorvastatina isolada (i.e., 1-vez = sem alteração).

Os dados apresentados em % de alteração representam a % de diferença em relação à

atorvastatina isolada (isto é, 0% = sem alteração).

Ver secção 4.4 e 4.5 para significado clínico.

Contém um ou

mais

componentes que

inibem o CYP3A4 e podem aumentar a

concentração plasmática de medicamentos metabolizados pelo CYP3A4. A ingestão de

um copo de 240 ml de sumo de toranja também resulta numa diminuição de 20,4% da

AUC para o metabolito ativo orto-hidroxi. Grandes quantidades de sumo de toranja (mais

de 1,2 l por dia durante 5 dias) aumentaram a AUC da atorvastatina em 2,5 vezes e a

AUC dos ativos (atorvastatina e metabolitos).

Amostra única registada 8-16 h após dose.

^ Atividade equivalente de atorvastatina total

Aumento está indicado como “

”, diminuição como “

OD = uma vez ao dia; SD = dose única; BID = duas vezes ao dia; TID = três vezes ao

dia; QID = quatro vezes ao dia

Tabela 2: Efeito da atorvastatina na farmacocinética de medicamentos administrados

concomitantemente

Medicamentos

administrados

Atorvastatina

regime

concomitantemente

Atorvastatina

regime posologia

Medicamento/

Dose (mg)

Alterações

na AUC

&

Recomendações clínicas

80 mg OD durante

10 dias

Digoxina

0,25

20 dias

Doentes a tomar digoxina

devem ser adequadamente

monitorizados

40 mg OD durante

Contracetivo oral, OD, 2

recomendações

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

22 dias

meses

- noretindrona 1 mg

- etinilestradiol 35

específicas.

80 mg OD durante

15 dias

* Fenazona, 600 mg SD

recomendações

específicas.

10 mg SD

Tripanavir

BID/ritonavir

BID,

7 dias

alteração

recomendações

específicas.

10 mg OD durante

4 dias

Fosamprenavir 1400 mg

BID, 14 dias

recomendações

específicas.

10 mg OD durante

4 dias

Fosamprenavir 700 mg

BID/ritonavir

BID, 14 dias

alteração

recomendações

específicas.

&

Os dados apresentados em % de alteração representam a % de diferença em relação à

atorvastatina isolada (isto é, 0% = sem alteração)

administração

concomitante

múltiplas

doses

atorvastatina

fenazona

demonstrou um efeito pequeno ou não detetável na depuração da fenazona.

Aumento está indicado como “

”, diminuição como “

OD = uma vez ao dia; SD = dose única

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Mulheres com potencial para engravidar

mulheres

potencial

para

engravidar

devem

utilizar

métodos

contracetivos

adequados durante o tratamento (ver secção 4.3).

Gravidez

Atorvastatina está contraindicado durante a gravidez (ver secção 4.3). A segurança em

mulheres

grávidas

não

determinada.

Não

foram

realizados

ensaios

clínicos

controlados,

atorvastatina,

mulheres

grávidas.

Foram

raras

notificações

recebidas de anomalias congénitas após exposição intrauterina aos inibidores da redutase

da HMG-CoA. Estudos realizados em animais demonstraram toxicidade na reprodução

(ver secção 5.3).

O tratamento materno com atorvastatina pode reduzir os níveis fetais de mevalonato, um

precursor da biossíntese do colesterol. A aterosclerose é um processo crónico e a

suspensão temporária de fármacos hipolipemiantes durante a gravidez, deverá ter um

baixo impacto no risco a longo prazo associado à hipercolesterolemia primária

Por estas razões, a atorvastatina não deve ser utilizada em mulheres grávidas, que estejam

a tentar engravidar ou que suspeitem que possam estar grávidas. O tratamento com

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

atorvastatina deve ser suspenso durante a gravidez ou até ser determinado que a mulher

não está grávida (ver secção 4.3).

Amamentação

Não é conhecido se o fármaco ou os seus metabolitos são excretados no leite. No rato, as

concentrações plasmáticas de atorvastatina e dos seus metabolitos ativos são similares às

detetadas no leite (ver secção 5.3). Devido ao potencial de reações adversas graves, as

mulheres a tomarem atorvastatina não devem amamentar os seus bebés (ver secção 4.3).

A atorvastatina está contraindicada durante a amamentação (ver secção 4.3).

Fertilidade

Em estudos em animais a atorvastatina não teve efeito na fertilidade de machos ou

fêmeas (ver secção 5.3).

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos da atorvastatina sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são

desprezáveis.

Efeitos indesejáveis

Na base de dados dos ensaios clínicos com atorvastatina controlados por placebo, dos

16.066 doentes (8.755 com Atorvastatina vs. 7.311 com placebo) tratados durante um

período

médio

semanas,

5,2%

doentes

atorvastatina

suspendeu

tratamento devido a reações adversas comparativamente aos 4,0% dos doentes com

placebo.

base

dados

estudos

clínicos

extensa

experiência

pós-

comercialização,

tabela

seguinte

apresenta

perfil

efeitos

indesejáveis

Atorvastatina.

frequências

estimadas

reações

são

ordenadas

acordo

seguinte

convenção: Frequentes (

1/100, < 1/10); Pouco frequentes (

1/1.000, < 1/100); Raros

1/10.000, < 1/1.000); Muito raros (< 1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado

a partir dos dados disponíveis).

Infeções e infestações

Frequentes: nasofaringite.

Doenças do sangue e do sistema linfático

Raros: trombocitopenia.

Doenças do sistema imunitário

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

Frequentes: reações alérgicas.

Muito raros: anafilaxia.

Doenças do metabolismo e da nutrição

Frequentes: hiperglicemia.

Pouco frequentes: hipoglicemia, aumento de peso, anorexia

Perturbações do foro psiquiátrico

Pouco frequentes: pesadelos, insónias.

Doenças do sistema nervoso

Frequentes: cefaleias.

Pouco frequentes: tonturas, parestesias, hipoestesia, disgeusia, amnésia.

Raros: neuropatia periférica.

Afeções oculares

Pouco frequentes: visão turva.

Raros: distúrbios visuais.

Afeções do ouvido e do labirinto

Pouco frequentes: acufenos.

Muito raros: perda de audição.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Frequente: dor faringolaríngea, epistaxis.

Doenças gastrointestinais

Frequentes: obstipação, flatulência, dispepsia, náuseas, diarreia.

Pouco frequentes: vómitos, dor abdominal superior e inferior, eructação, pancreatite.

Afeções hepatobiliares

Pouco frequentes: hepatite.

Raros: colestase.

Muito raros: insuficiência hepática.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Pouco frequentes: urticária, erupção cutânea, prurido, alopecia.

Raros: edema angioneurótico, dermatite bolhosa incluindo eritema multiforme, síndrome

de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica.

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Frequentes: mialgia, artralgia, dor nas extremidades, espasmos musculares, tumefação

articular, dorsalgia.

Pouco frequentes: dor cervical, fadiga muscular.

Raros: miopatia, miosite, rabdomiólise, tendinopatia, por vezes complicada devido a

rutura.

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

Desconhecido: miopatia necrosante imunomediada, fraqueza muscular constante.

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Muito raros: ginecomastia.

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Pouco frequentes: mal-estar, astenia, dor torácica, edema periférico, fadiga, pirexia.

Exames complementares de diagnóstico

Frequentes: valores da função hepática alterados, aumento dos níveis sanguíneos da

creatinaquinase

Pouco frequentes: presença de leucócitos (células brancas sanguíneas) na urina

Tal como com outros inibidores da redutase da HMG-CoA, registaram-se aumentos das

transaminases séricas em doentes medicados com Atorvastatina Saneca. Estas alterações

foram geralmente, ligeiras, transitórias e não obrigaram à interrupção do tratamento. Em

0,8%

doentes

tratados

Atorvastatina

Saneca,

ocorreram

aumentos

transaminases séricas clinicamente importantes (> 3 vezes o limite superior normal).

Estes aumentos mostraram estar relacionados com a dose e foram reversíveis em todos os

doentes.

Níveis séricos elevados de creatinaquinase (CK) superiores a 3 vezes o limite superior

normal

ocorreram

2,5%

doentes

medicados

Atorvastatina

Saneca,

similarmente

outros

inibidores

redutase

HMG-CoA

ensaios

clínicos.

Observaram-se níveis superiores a 10 vezes o limite máximo normal em 0,4% dos

doentes tratados com atorvastatina (ver secção 4.4).

População pediátrica

base

dados

segurança

clínica

inclui

dados

segurança

doentes

pediátricos que receberam atorvastatina, entre os quais 7 doentes com idade inferior a 6

anos, 14 doentes no intervalo dos 6 aos 9 anos de idade, e 228 doentes com idades

compreendidas entre os 10 e os 17 anos.

Doenças do sistema nervoso

Frequentes: cefaleias

Doenças gastrointestinais

Frequentes: dor abdominal

Exames complementares de diagnóstico

Frequentes: aumento da alanina aminotransferase, aumento da creatina fosfoquinase

Com base nos dados disponíveis é expectável que a frequência, tipo e gravidade das

reações

adversas

crianças

sejam

mesmas

observadas

adultos.

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

Atualmente, a experiência relativa à segurança a longo prazo na população pediátrica, é

limitada.

Foram notificados os seguintes acontecimentos adversos com algumas estatinas:

Disfunção sexual

Depressão

Casos esporádicos de doença pulmonar intersticial, especialmente com terapêutica de

longa duração (ver secção 4.4)

Diabetes mellitus: a frequência dependerá da presença ou ausência de fatores de risco

(glicemia em jejum

5,6 mmol/l, IMC >30 kg/m

, triglicéridos aumentados, história de

hipertensão).

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco

do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: +351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Sobredosagem

Não existe nenhum tratamento específico para a sobredosagem com Atorvastatina. Caso

ocorra, recomenda-se o tratamento sintomático e a instituição de medidas de suporte,

conforme necessário. Devem ser efetuadas análises à função hepática e os níveis séricos

de CK monitorizados. Devido à extensa ligação da atorvastatina às proteínas plasmáticas,

não

prevê

hemodiálise

aumente

modo

significativo

depuração

atorvastatina.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7 – Aparelho cardiovascular. Antidislipidémicos. Estatinas;

Código ATC: C10AA05

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

A atorvastatina é um inibidor seletivo e competitivo da redutase da HMG-CoA, enzima

limitante

responsável

pela

conversão

3-hidroxi3-metil-glutaril

coenzima

mevalonato, um precursor de esteróis, incluindo o colesterol. No fígado, os triglicéridos e

o colesterol são incorporados nas lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL) e

libertados no plasma para suprimento dos tecidos periféricos. A lipoproteína de baixa

densidade (LDL) forma-se a partir da VLDL e é principalmente catabolizada pelo recetor

de alta afinidade para a LDL (recetor LDL).

A atorvastatina reduz os níveis plasmáticos de colesterol e as concentrações séricas das

lipoproteínas, inibindo a redutase da HMG-CoA, consequentemente, a biossíntese do

colesterol no fígado e aumenta o número de recetores LDL hepáticos na superfície celular

para aumentar a captação e o catabolismo das LDL.

A atorvastatina reduz a produção de LDL e o número de partículas LDL. A atorvastatina

induz um aumento acentuado e sustentado da atividade dos recetores LDL juntamente

com uma alteração benéfica na qualidade das partículas LDL circulantes. A atorvastatina

eficaz

redução

C-LDL

doentes

hipercolesterolemia

familiar

homozigótica,

população

que,

forma

geral,

não

responde

agentes

hipolipemiantes.

Num estudo de dose-resposta, a atorvastatina demonstrou reduzir as concentrações do C-

Total (30%-46%), do C-LDL (41% - 61%), da apolipoproteína B (34% - 50%) e dos

triglicéridos (14%-33%) e simultaneamente induzir aumentos variáveis no C-HDL e na

apolipoproteína

Estes

resultados

são

consistentes

doentes

hipercolesterolemia

familiar

heterozigótica,

formas

não

familiares

hipercolesterolemia e na hiperlipidemia mista, incluindo os doentes com diabetes mellitus

não insulinodependente.

Demonstrou-se que as reduções em C-Total, C-LDL e apoliproteína B reduzem o risco de

eventos cardiovasculares e de mortalidade cardiovascular.

Hipercolesterolemia familiar homozigótica

Num estudo aberto de uso compassivo, multicêntrico, de 8 semanas de duração, com uma

fase de extensão opcional de duração variável, foram envolvidos 335 doentes, 89 dos

quais foram identificados como doentes com hipercolesterolemia familiar homozigótica.

Destes 89 doentes, a percentagem média de redução do C-LDL foi de aproximadamente

20%. A atorvastatina foi administrada em doses até 80 mg/dia.

Aterosclerose

estudo

Reversing

Atherosclerosis

with

Agressive

Lipid-Lowering

Study

(REVERSAL),

avaliado

efeito

redução

lipídica

intensiva

atorvastatina e o efeito da redução lipídica padrão com 40 mg de pravastatina, na

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

aterosclerose coronária, por ultrassonografia intravascular (IVUS) durante a angiografia,

em doentes com doença coronária. Neste ensaio clínico controlado, aleatorizado, em

dupla ocultação e multicêntrico, a técnica IVUS foi realizada para determinar os valores

basais e aos 18 meses, em 502 doentes. No grupo da atorvastatina (n=253), não ocorreu

progressão da aterosclerose.

A alteração percentual mediana, relativamente aos valores basais, do volume total de

ateroma (critério primário do estudo) foi de - 0,4% (p=0,98) no grupo da atorvastatina e +

2,7% (p=0,001) no grupo da pravastatina (n=249). Comparativamente à pravastatina, os

efeitos

atorvastatina

foram

estatisticamente

significativos

(p=0,02).

efeito

redução lipídica intensiva nos parâmetros de avaliação cardiovascular (ex: necessidade de

revascularização, enfarte do miocárdio não fatal, morte coronária) não foi investigado

neste estudo.

No grupo da atorvastatina, o C-LDL foi reduzido para uma média de 2,04 mmol/l ± 0,8

(78,9 mg/dl ± 30), relativamente aos valores basais de 3,89 mmol/l ± 0,7 (150 mg/dl ±

28) e no grupo da pravastatina foi reduzido para uma média de 2,85 mmol/l ± 0,7 (110

mg/dl ± 26), relativamente aos valores basais de 3,89 mmol/l ± 0,7 (150 mg/dl ± 26)

(p<0,0001). A atorvastatina também reduziu significativamente os valores médios de

colesterol

total

34,1%

(pravastatina:

-18,4%,

p<0,0001),

valores

médios

triglicéridos

(pravastatina:

-6,8%,

p<0,0009)

valores

médios

apolipoproteína

39,1%

(pravastatina:

22,0%,

p<0,0001).

atorvastatina

aumentou os valores médios de C-HDL em 2,9% (pravastatina: +5,6%, p=NS). Ocorreu

uma redução média de 36,4% na proteína C reativa (PCR), no grupo da atorvastatina

comparativamente a uma redução de 5,2% no grupo da pravastatina (p<0,0001).

Os resultados do estudo foram obtidos com a dosagem de 80 mg, pelo que não é possível

extrapolá-los para as dosagens mais baixas.

perfis

segurança

tolerabilidade

ambos

grupos

tratamento

foram

comparáveis.

Os efeitos dos hipolipemiantes intensivos nos parâmetros de avaliação cardiovascular

major, não foram investigados neste estudo. Consequentemente, não é conhecido o

significado clínico destes resultados imagiológicos em relação à prevenção primária e

secundária de eventos cardiovasculares.

Síndrome coronária aguda

No estudo MIRACL, o efeito de 80 mg de atorvastatina foi avaliado em 3086 doentes

(atorvastatina

n=1538; placebo n=1548) com

síndrome coronária aguda (enfarte do

miocárdio sem ondas-Q ou angina instável). O tratamento foi iniciado durante a fase

aguda após admissão hospitalar e teve a duração de 16 semanas. O tratamento com 80

mg/dia de atorvastatina aumentou o tempo necessário para a ocorrência do parâmetro de

avaliação

primário

combinado,

definido

morte

qualquer

causa,

enfarte

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

miocárdio

não

fatal,

paragem

cardíaca

reanimação,

angina

peito

evidência de isquemia do miocárdio requerendo hospitalização, o que indica uma redução

do risco de 16% (p=0,048). Este resultado foi devido principalmente a uma redução de

26% (p=0,018) na re-hospitalização por angina de peito com evidência de isquemia do

miocárdio. Os restantes parâmetros secundários não atingiram um significado estatístico

isoladamente (no global: placebo 22,2%, atorvastatina 22,4%).

O perfil de segurança de atorvastatina no estudo MIRACL foi consistente com o descrito

na secção 4.8.

Prevenção de doença cardiovascular

estudo

Anglo-Scandinavian

Cardiac

Outcomes

Trial

Lipid

Lowering

(ASCOTLLA), estudo aleatorizado, em dupla ocultação e controlado por placebo foi

avaliado o efeito da atorvastatina na doença coronária fatal e não fatal. Os doentes eram

hipertensos com idades compreendidas entre 40 e 79 anos, sem antecedentes de enfarte

do miocárdio ou tratamento de angina, e cujos níveis de C-Total eram

6,5 mmol/l (251

mg/dl). Adicionalmente, todos os doentes apresentavam pelo menos 3 dos seguintes

fatores de risco cardiovascular pré-definidos: sexo masculino, idade

55 anos, hábitos

tabágicos, diabetes, história de doença cardíaca coronária (DCC) num familiar em 1º

grau,

CT:C-HDL

>

doença

vascular

periférica,

hipertrofia

ventricular

esquerda,

acontecimento

cerebrovascular

prévio,

alterações

específicas

ECG,

proteinúria/albuminúria. Nem todos os doentes incluídos tinham um risco elevado de

ocorrência do primeiro evento cardiovascular.

Os doentes foram tratados com uma terapêutica anti-hipertensora (à base de amlodipina

ou de atenolol) e com 10 mg por dia de atorvastatina (n=5168) ou com placebo (n=5137).

O efeito da atorvastatina na redução do risco absoluto e relativo foi o seguinte:

Evento

Redução do

Risco

relativo (%)

N.º de eventos

(Atorvastatin

vs. placebo)

Redução

risco

absoluto

Valor

de p

DCC fatal e EM não fatal

100 vs. 154

1,1%

0,0005

Totalidade

eventos

cardiovasculares

procedimentos

revascularização

389 vs. 483

1,9%

0,0008

Eventos coronários totais

178 vs 247

1,4%

0,0006

Baseado na diferença das taxas brutas de eventos durante um período de seguimento

mediano de 3,3 anos.

DCC= doença cardíaca coronária; EM= enfarte do miocárdio

mortalidade

cardiovascular

mortalidade

total

não

foram

reduzidas

significativamente (185 vs. 212 eventos, p=0,17 e 74 vs. 82 eventos, p=0,51). Na análise

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

de subgrupo por género (81% homens, 19% mulheres), o efeito benéfico da atorvastatina

foi confirmado no grupo dos homens, mas o mesmo não foi estabelecido no grupo das

mulheres

pois

taxa

eventos

neste

subgrupo

muito

baixa.

mortalidade

cardiovascular

mortalidade

total

numericamente

superior

subgrupo

mulheres (38 vs. 30 e 17 vs. 12), no entanto esta diferença não foi estatisticamente

significativa. Verificou-se uma interação terapêutica significativa com a terapêutica anti-

hipertensora basal. O parâmetro de avaliação primário (doença coronária fatal e enfarte

do miocárdio não fatal) foi reduzido significativamente pela atorvastatina nos doentes

tratados com Amlodipina (HR 0,47 (0,32-0,69), p=0,00008), o que não aconteceu nos

doentes tratados com atenolol (HR 0,83 (0,59-1,17), p=0,287).

No estudo Collaborative Atorvastatin Diabetes Study (CARDS), estudo aleatorizado, em

dupla

ocultação,

multicêntrico

controlado

placebo,

avaliado

efeito

atorvastatina na doença cardiovascular fatal e não fatal em doentes com diabetes tipo 2,

idades

compreendidas

entre

anos,

antecedentes

doença

cardiovascular e com níveis de C -LDL

4,14 mmol/l (160 mg/dl) e de TG

6,78 mmol/l

(600 mg/dl). Adicionalmente, todos os doentes apresentavam pelo menos 1 dos seguintes

fatores

risco:

hipertensão,

hábitos

tabágicos,

retinopatia,

microalbuminúria

macroalbuminúria.

Os doentes foram tratados com 10 mg de atorvastatina por dia (n=1428) ou com placebo

(n=1410) durante um período de seguimento mediano de 3,9 anos.

O efeito da atorvastatina na redução do risco absoluto e relativo foi o seguinte:

Evento

Redução

do risco

Relativo

N.º

eventos

(Atorvastatina

vs placebo)

Redução do

Risco

absoluto

Valor

de p

Eventos

cardiovasculares

major

[EAM

fatal

não

fatal,

silencioso,

morte

aguda,

angina

instável,

CABG,

PTCA,

revascularização,

acidente

vascular

cerebral]

83 vs. 127

3,2%

0,0010

(EAM

fatal

não

fatal,

silencioso)

38 vs 64

1,9%

0,0070

Acidente

vascular

cerebral

(fatal

não fatal)

21 vs. 39

1,3%

0,0163

Baseado na diferença das taxas brutas de eventos durante um período de seguimento

mediano de 3,9 anos.

EAM= enfarte agudo do miocárdio; CABG= cirurgia de bypass da artéria coronária;

DCC= doença cardíaca coronária; EM= enfarte do miocárdio; PTCA= angioplastia

coronária transluminal percutânea.

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

Não foi evidenciada a ocorrência de uma diferença no efeito do tratamento derivada do

género do doente, da idade ou dos níveis de C-LDL basais.

Foi observada uma tendência favorável na taxa de mortalidade (82 mortes no grupo

placebo vs. 61 mortes no grupo da atorvastatina, p=0,0592).

Acidente Vascular Cerebral recorrente

No estudo Stroke Prevention by Agressive Reduction in Cholesterol Levels (SPARCL),

foi avaliado o efeito de atorvastatina 80 mg por dia ou de placebo, em 4731 doentes com

história de acidente vascular cerebral ou acidente isquémico transitório nos últimos seis

meses e sem antecedentes de doença coronária. Os doentes eram 60% do sexo masculino,

tinham entre 21-92 anos (idade média: 63 anos) e um nível basal médio de LDL de 133

mg/dl (3,4 mmol/l). Os níveis médios de C-LDL foram de 73 mg/dl (1,9 mmol/l) durante

o tratamento com atorvastatina e de 129 mg/dl (3,3 mmol/l) durante o tratamento com

placebo. O período de seguimento mediano foi de 4,9 anos.

A atorvastatina 80 mg reduziu o risco do parâmetro de avaliação primário (acidente

vascular cerebral fatal ou não fatal) em 15% (HR 0,85; 95% IC, 0,72-1,00: p=0,05 ou

0,84; 95% IC, 0,71-0,99; p=0,03 após ajuste aos fatores basais) em comparação com o

placebo. A mortalidade total (por todas as causas) foi de 9,1% (216/2365) para a

atorvastatina e 8,9% (211/2366) para o placebo.

Numa análise subsequente, a atorvastatina 80 mg reduziu a incidência de acidente

vascular cerebral isquémico (218/2365, 9,2% vs. 274/2366, 11,6%, p=0.01) e aumentou a

incidência de acidente vascular cerebral hemorrágico (55/2365, 2,3% vs. 33/2366, 1,4%,

p=0.02) em comparação com o placebo.

- Para os doentes que participaram no estudo, com antecedentes de acidente vascular

cerebral hemorrágico (7/45 para a atorvastatina vs. 2/48 para o placebo; HR 4,06; 95%

IC, 0,84-19,57), o risco de acidente vascular cerebral hemorrágico foi aumentado. No

entanto, entre os dois grupos, o risco de acidente vascular cerebral isquémico foi similar

(3/45 para a atorvastatina vs. 2/48 para o placebo; HR 1,64; 95% IC, 0,27-9,82).

- Para os doentes que participaram no estudo, com antecedentes de enfarte lacunar

(20/708 para a atorvastatina vs. 4/701 para o placebo; HR 4,99; 95% IC, 1,71-14,61), o

risco de acidente vascular cerebral hemorrágico foi aumentado. No entanto, para estes

doentes, o risco de acidente vascular cerebral isquémico foi reduzido (79/708 para a

atorvastatina vs. 102/701 para o placebo; HR 0,76; 95% IC, 0,57-1,02). É possível que

nos doentes a tomar atorvastatina 80 mg/dia com antecedentes de enfarte lacunar, o risco

total de ocorrência de acidente vascular cerebral esteja aumentado.

A mortalidade total (por todas as causas) foi de 15,6% (7/45) para a atorvastatina e de

10,4% (5/48) no subgrupo de doentes com antecedentes de acidente vascular cerebral

hemorrágico. A mortalidade total (por todas as causas) foi de 10,9% (77/708) para a

atorvastatina e de 9,1% (64/701) no subgrupo de doentes com antecedentes de enfarte

lacunar.

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

População Pediátrica

Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica em Doentes Pediátricos dos 6-17 anos de

idade

Um estudo aberto, de 8 semanas, para avaliar a farmacocinética, a farmacodinâmica, a

segurança e tolerabilidade da atorvastatina, foi realizado em crianças e adolescentes com

confirmação genética de hipercolesterolemia familiar heterozigótica e um nível basal de

C-LDL

4mmol/l. Estiveram envolvidas um total de 39 crianças e adolescentes com

idades compreendidas entre os 6 e os 17 anos. A coorte A incluiu 15 crianças, com idades

entre os 6 e os 12 anos e no estadio de Tanner 1. A coorte B incluiu 24 crianças, entre os

10 e os 17 anos de idade e no estadio de Tanner

A dose inicial de atorvastatina para a coorte A foi de um comprimido para mastigar de 5

mg, uma vez ao dia e para a coorte B, um comprimido revestido por película de 10 mg,

uma vez ao dia. A dose de atorvastatina podia ser duplicada se um indivíduo não

atingisse um valor de C-LDL <3,35 mmol/l na quarta semana e se a atorvastatina fosse

bem tolerada.

Os valores médios de C-LDL, TG, C-VLDL e Apo-B diminuíram em todos os indivíduos

segunda

semana.

Para

indivíduos

cuja

dose

duplicada,

observaram-se

diminuições adicionais antes da segunda semana, na primeira avaliação, após aumento da

dose. A percentagem média de diminuição dos parâmetros lipídicos foi similar para

ambas as coortes, independentemente dos indivíduos terem permanecido com a sua dose

inicial ou com a dose

inicial duplicada. Na oitava

semana, em

média, a

variação

percentual

nível

basal

C-LDL

aproximadamente

respetivamente, durante o intervalo de exposição.

Hipercolesterolemia Familiar Heterozigótica em Doentes Pediátricos dos 10-17 anos de

idade

Num estudo em dupla ocultação, controlado por placebo seguido de uma fase aberta, 187

rapazes e raparigas pós menarca com idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos de

idade (idade média 14,1 anos) com hipercolesterolemia familiar heterozigótica (HF) ou

hipercolesterolemia grave, foram aleatorizados para atorvastatina (n=140) ou placebo

(n=47) durante 26 semanas e posteriormente todos receberam atorvastatina durante 26

semanas. A dosagem de atorvastatina (uma vez por dia) foi de 10 mg durante as primeiras

quatro

semanas

titulada

até

nível

C-LDL>

3,36

mmol/l.

atorvastatina diminuiu significativamente os valores plasmáticos do colesterol total, C-

LDL, triglicéridos e apolipoproteína B durante as 26 semanas da fase em dupla ocultação.

O valor médio de C-LDL alcançado foi de 3,38 mmol/l (intervalo: 1,81-6,26 mmol/l no

grupo da atorvastatina comparado com 5,91 mmol/l (intervalo: 3,93-9,96 mmol/l) no

grupo placebo, durante as 26 semanas da fase em dupla ocultação.

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

estudo

pediátrico

adicional

atorvastatina

versus

colestipol

doentes

hipercolesterolemia e idades compreendidas entre os 10 e os 18 anos demonstraram que a

atorvastatina (n=25) causou uma diminuição significativa no C-LDL à semana 26 (p

<0,05) comparado com o colestipol (n=31).

Um estudo de uso compassivo em doentes com hipercolesterolemia grave (incluindo

hipercolesterolemia

homozigótica)

incluiu

doentes

pediátricos

tratados

atorvastatina titulada de acordo com a resposta (alguns indivíduos receberam 80 mg de

atorvastatina por dia). O estudo durou 3 anos: O C-LDL diminuiu 36%.

Não foi estabelecida a eficácia a longo prazo, da terapêutica com atorvastatina na

infância, na redução da morbilidade e mortalidade na idade adulta.

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigatoriedade de submissão dos

resultados dos estudos com atorvastatina em crianças entre os 0 e menos de 6 anos de

idade, no tratamento da hipercolesterolemia heterozigótica e em crianças entre os 0 e

menos de 18 anos de idade no tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica,

hipercolesterolemia combinada (mista), hipercolesterolemia primária e na prevenção de

acontecimentos

cardiovasculares

(ver

secção

para

informação

sobre

utilização

pediátrica).

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

A atorvastatina

é rapidamente absorvida

após

administração oral; as concentrações

plasmáticas máximas (C

) ocorrem dentro de 1 a 2 horas. O grau de absorção aumenta

proporção

dose

atorvastatina.

Após

administração

oral,

biodisponibilidade dos comprimidos revestidos por película de atorvastatina é de 95% a

quando

comparada

solução

oral.

biodisponibilidade

absoluta

atorvastatina é cerca de 12% e a disponibilidade sistémica da atividade de inibição da

redutase da HMG-CoA é aproximadamente 30%. A reduzida disponibilidade sistémica é

atribuída à depuração pré-sistémica na mucosa gastrointestinal e/ou ao metabolismo

hepático de primeira passagem.

Distribuição

O volume médio de distribuição da atorvastatina é de cerca de 381 litros. A atorvastatina

liga-se às proteínas plasmáticas em

98%.

Biotransformação

atorvastatina

metabolizada

pelo

citocromo

P450

derivados

orto-

parahidroxilados e em vários produtos de beta-oxidação. Para além de outras vias estes

produtos são ainda metabolizados por glucoronidação. In vitro, a inibição da redutase

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

daHMG-CoA

pelos

metabolitos

orto-

para-hidroxilados

equivalente

atorvastatina. Cerca de 70% da atividade de inibição da redutase da HMG-CoA é

atribuída aos metabolitos ativos.

Eliminação

A atorvastatina é maioritariamente eliminada na bílis após metabolismo hepático e/ou

extra-hepático.

fármaco,

contudo,

não

parece

sofrer

recirculação

entero-hepática

significativa. A semivida média de eliminação plasmática da atorvastatina no ser humano

é de cerca de 14 horas. A semivida da atividade de inibição da redutase da HMG-CoA é

aproximadamente de 20 - 30 horas, devido ao contributo dos metabolitos ativos.

Populações especiais

Doentes

idosos:

As concentrações plasmáticas da atorvastatina e dos seus metabolitos ativos são mais

elevadas nos idosos saudáveis que nos adultos jovens, porém, os efeitos lipídicos são

comparáveis aos observados em populações de doentes mais jovens.

População

pediátrica:

Num estudo aberto, de 8 semanas, estadio de Tanner 1 (n=15) e estadio de Tanner

(n=24), doentes pediátricos (entre os 6-17 anos de

idade) com

hipercolesterolemia

familiar heterozigótica e nível basal de C-LDL

4mmol/l foram tratados com 5 ou 10 mg

de comprimidos para mastigar ou 10 ou 20 mg de comprimidos revestidos por película de

atorvastatina uma vez ao dia, respetivamente. O peso corporal foi a única covariável

significativa no modelo farmacocinético da população de atorvastatina. A depuração oral

aparente da atorvastatina em indivíduos pediátricos parece ser similar à dos adultos

quando

comparada

numa

escala

alométrica

peso

corporal.

Foram

observadas

diminuições consistentes de C-LDL e Colesterol total durante o intervalo de exposição à

atorvastatina e o-hidroxiatorvastatina.

Género:

As concentrações de atorvastatina e dos seus

metabolitos ativos nas

mulheres são

diferentes das registadas nos homens (mulheres: cerca de 20% mais elevadas para C

cerca de 10% mais baixas para AUC). Estas diferenças não tiveram significado clínico,

não resultando em diferenças clinicamente significativas

nos efeitos

lipídicos entre

homens e mulheres.

Compromisso renal:

A doença renal não afeta as concentrações plasmáticas nem os efeitos lipídicos da

atorvastatina e dos seus metabolitos ativos.

Compromisso hepático:

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

As concentrações plasmáticas de atorvastatina e dos seus metabolitos ativos aumentam

acentuadamente (cerca de 16 vezes na C

e cerca de 11 vezes na AUC) nos doentes

com hepatopatia alcoólica crónica (Childs-Pugh B).

Polimorfismo do SLCO1B1:

A captação hepática de todos os inibidores da redutase da HMG-CoA, incluindo a

atorvastatina, envolve o transportador OATP1B1. Em doentes com polimorfismo do

SLCO1B1, existe um risco acrescido de exposição à atorvastatina, que pode levar a um

aumento do risco de rabdomiólise (ver secção 4.4). Polimorfismo no gene que codifica o

OATP1B1 (SLCO1B1 c.521CC) está associado a um aumento de exposição (AUC) à

atorvastatina

vezes

superior

indivíduos

esta

variante

genótipo

(c.521TT).

Nestes

doentes

geneticamente

comprometidos

também

possível

insuficiente

captação hepática da atorvastatina. São desconhecidas as possíveis consequências sobre a

eficácia.

Dados de segurança pré-clínica

O potencial mutagénico ou clastogénico da atorvastatina foi negativo em 4 testes in vitro

e em 1 ensaio in vivo. A atorvastatina não demonstrou ser carcinogénica em ratos mas,

doses mais elevadas em ratinhos (resultando em 6 a 11 vezes a AUC 0-24h, alcançada em

humanos com a dose mais alta recomendada), demonstraram adenomas hepatocelulares

em machos e carcinomas hepatocelulares nas fêmeas.

Estudos experimentais em animais evidenciaram que os inibidores da redutase da HMG-

CoA, podem afetar o desenvolvimento de embriões e fetos. Em ratos, coelhos e cães, a

atorvastatina não teve efeito na fertilidade e não demonstrou ser teratogénica, no entanto,

quando administrada em doses tóxicas à figura materna, foi observada toxicidade fetal

em ratos e coelhos. Durante a exposição da figura materna a altas doses de atorvastatina,

o desenvolvimento das crias dos ratos foi atrasado e a sobrevivência pós-natal diminuída.

Nos ratos, existe evidência de transferência placentária. Nos ratos, as concentrações

plasmáticas de atorvastatina são similares às do leite. Não se conhece se a atorvastatina

ou os seus metabolitos são excretados no leite materno.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido:

Lactose mono-hidratada

Estearato de magnésio (E572)

Lauril sulfato de sódio

Celulose microcristalina

Sílica coloidal anidra

Butil-hidroxinisol (E320)

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

Crospovidona (E1202)

Carbonato de sódio anidro (E500)

Sinespum:

sacarose

triestearato sorbitano

estearato de polietilenoglicol (E-171)

dimeticone

dióxido de silicone

2-Bromo-2-nitropropane-1,3-diol

Revestimento:

Lactose monohidratada

Hipromelose

Dióxido de titânio (E171)

Macrogol 8000

Incompatibilidades

Não aplicável.

Prazo de validade

2 anos

Precauções especiais de conservação

medicamento

não

necessita

quaisquer

precauções

especiais

conservação.

Conservar na embalagem de origem.

Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de Alumínio/Alumínio

Tamanho das embalagens: 10, 14, 28, 30, 50, 56, 60, 90 e 100 comprimidos revestidos

por película.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Precauções especiais de eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais.

TITULAR DE AUTORIZAÇÃO NO MERCADO

APROVADO EM

09-06-2016

INFARMED

Saneca Pharmaceuticals a.s.

Nitrianska 100

920 027 Hlohovec

Eslováquia

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO

DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: {DD de mês de AAAA}

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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