Aripiprazol Glob 10 mg Comprimido orodispersível

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Aripiprazol
Disponível em:
Glob Ltd.
Código ATC:
N05AX12
DCI (Denominação Comum Internacional):
Aripiprazole
Dosagem:
10 mg
Forma farmacêutica:
Comprimido orodispersível
Composição:
Aripiprazol 10.00 mg
Via de administração:
Via oral
Tipo de prescrição:
MSRM
Grupo terapêutico:
2.9.2 Antipsicóticos
Área terapêutica:
aripiprazole aripiprazole aripiprazole
Status de autorização:
Revogado (29 de Janeiro de 2018)
Número de autorização:
PT/H/1297/001/DC
Data de autorização:
2015-12-18

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APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Aripiprazol Glob 10 mg comprimidos orodispersíveis

Aripiprazol Glob 15 mg comprimidos orodispersíveis

Aripiprazol Glob 30 mg comprimidos orodispersíveis

Aripiprazol

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este

medicamento, pois contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros.

O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos

sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos

secundários não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou

farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é Aripiprazol Glob e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Aripiprazol Glob

Como tomar Aripiprazol Glob

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Aripiprazol Glob

Conteúdo da embalagem e outras informações

O que é Aripiprazol Glob e para que é utilizado

Aripiprazol Glob contém a substância ativa aripiprazol e pertence a um grupo

de medicamentos chamados antipsicóticos.

É utilizado no tratamento de doentes adultos e adolescentes de idade igual ou

superior a 15 anos que sofrem de uma doença caracterizada por sintomas tais

como ouvir, ver ou sentir coisas que não existem, desconfiança, juízos errados,

discurso e comportamento incoerentes e apatia emocional. As pessoas neste

estado podem também sentir-se deprimidas, culpadas, ansiosas ou tensas.

Aripiprazol Glob é utilizado no tratamento de adultos e adolescentes de idade igual

ou superior a 13 anos que sofrem de uma condição com sintomas tais como sentir-se

"eufórico", ter uma energia excessiva, necessidade de dormir muito menos do que o

habitual,

falar

muito

depressa

ideias

muito

rápidas

algumas

vezes

irritabilidade grave. Nos doentes adultos que responderam ao tratamento com

Aripiprazol Glob também previne que esta condição volte a surgir.

O que precisa de saber antes de tomar Aripiprazol Glob

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Não tome Aripiprazol Glob

Se tem alergia ao aripiprazol ou a qualquer outro componente deste

medicamento (indicados na secção 6).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Aripiprazol Glob, se

sofrer de:

Valores do açúcar no sangue elevados (caracterizado por sintomas como sede

excessiva, urinar grandes quantidades de urina, aumento do apetite e

sensação de fraqueza) ou antecedentes familiares de diabetes

Convulsões

Movimentos musculares involuntários, irregulares, especialmente na face

Doenças cardiovasculares, antecedentes familiares de doença cardiovascular,

acidente vascular cerebral ou acidente vascular cerebral ligeiro, tensão arterial

alterada

Coágulos sanguíneos, ou antecedentes familiares de coágulos sanguíneos,

porque os antipsicóticos foram associados à formação de coágulos sanguíneos

Historial de jogo em excesso

Se estiver a ganhar peso, a desenvolver movimentos pouco comuns, a sentir

sonolência que interfere com as suas atividades diárias normais, se tiver

dificuldades em engolir ou sintomas alérgicos, informe o seu médico.

Se for um doente idoso que tenha demência (perda de memória e de outras

faculdades mentais), o seu médico deverá ser informado por si ou pelo seu

prestador de cuidados de saúde/familiar caso tenha tido um acidente vascular

cerebral ou um acidente vascular cerebral ligeiro.

Informe o seu médico de imediato se tiver qualquer pensamento ou vontade de

se magoar a si próprio. Foram notificados pensamentos e comportamentos

suicidas durante o tratamento com aripiprazol.

Informe o seu médico de imediato se sofrer de rigidez muscular ou inflexibilidade

com febre elevada, transpiração, estado mental alterado, ou batimento do

coração muito rápido ou irregular.

Crianças e adolescentes

Não utilizar este medicamento em crianças e adolescentes com idade inferior a

13 anos. Desconhece-se se é seguro e eficaz nestes doentes.

Outros medicamentos e Aripiprazol Glob

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos, incluindo

medicamentos obtidos sem receita médica.

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INFARMED

Medicamentos para diminuir a tensão arterial: Aripiprazol Glob pode aumentar

o efeito de medicamentos usados para diminuir a tensão arterial. Informe o seu

médico se tomar medicamentos para controlar a tensão arterial.

Se tomar Aripiprazol Glob com alguns medicamentos pode ser necessário

alterar a sua dose de Aripiprazol Glob. É particularmente importante referir os

seguintes medicamentos ao seu médico:

Medicamentos para corrigir o ritmo do coração

Antidepressores ou medicamentos derivados de plantas utilizados para tratar a

depressão e a ansiedade

Agentes antifúngicos

Alguns medicamentos para tratar a infeção pelo VIH

Anticonvulsivantes utilizados para tratar a epilepsia

Medicamentos que aumentam os níveis de serotonina: triptanos, tramadol,

triptofano, ISRSs (tais como a paroxetina e a fluoxetina), tricíclicos (como a

clomipramina, amitriptilina), petidina, erva de São João e venlafaxina. Estes

medicamentos aumentam o risco de efeitos secundários; deve contactar o seu

médico se durante o tratamento com algum destes medicamentos e Aripiprazol

Glob apresentar algum sintoma pouco comum.

Aripiprazol Glob com alimentos, bebidas e álcool

Aripiprazol Glob pode ser tomado independentemente das refeições.

Deve evitar a ingestão de álcool.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico antes de tomar este medicamento.

Em recém-nascidos cujas mães utilizaram Aripiprazol Glob no último trimestre de

gravidez (últimos três meses) podem ocorrer os seguintes sintomas: tremor,

rigidez e/ou fraqueza muscular, sonolência, agitação, problemas respiratórios e

dificuldades na alimentação. Se o seu bebé desenvolver algum destes sintomas

pode ser necessário contactar o seu médico.

Informe imediatamente o seu médico no caso de estar a amamentar.

Se estiver a tomar Aripiprazol Glob não deverá amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não conduza nem utilize quaisquer ferramentas ou máquinas até saber como

Aripiprazol Glob o afeta.

Aripiprazol Glob contém aspartamo (E951). Doentes que não podem tomar

fenilalanina devem ter em atenção que Aripiprazol Glob contém aspartamo,

que é uma fonte de fenilalanina. Pode ser prejudicial para indivíduos com

fenilcetonúria.

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Como tomar Aripiprazol Glob

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou

farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose recomendada para adultos é de 15 mg uma vez por dia. No entanto, o

seu médico pode prescrever uma dose inferior ou superior, até ao máximo de

30 mg uma vez por dia.

Utilização em crianças e adolescentes

Pode iniciar-se este medicamento numa dose baixa na forma de solução oral

(líquido). A dose pode ser aumentada gradualmente até à dose recomendada

para adolescentes de 10 mg uma vez por dia. No entanto, o seu médico pode

prescrever uma dose inferior ou superior, até ao máximo de 30 mg uma vez por

dia.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver a impressão de que Aripiprazol

Glob é demasiado forte ou demasiado fraco.

Tente tomar o seu comprimido orodispersível de Aripiprazol Glob todos os dias

sempre à mesma hora. Não é importante se toma ou não com alimentos.

Não abrir o blister até ser altura da administração.

<Apenas para blisters com película removível>

Para a remoção de um comprimido, abrir a embalagem e puxar a fita do blister

para expor o comprimido. Não empurrar o comprimido através da fita porque

tal poderia danificar o comprimido.

Imediatamente após a abertura do blister, e com as mãos secas, retirar o

comprimido orodispersível e colocá-lo inteiro na língua. A desagregação do

comprimido ocorre rapidamente na saliva. O comprimido orodispersível pode

ser tomado com ou sem líquidos.

Em alternativa, dispersar o comprimido em água e beber a suspensão

resultante.

Mesmo que se sinta melhor, não altere nem interrompa a dose diária de

Aripiprazol Glob sem consultar primeiro o seu médico.

Se tomar mais Aripiprazol Glob do que deveria

Caso se aperceba de que tomou mais comprimidos orodispersíveis de

Aripiprazol Glob do que os que o seu médico lhe recomendou (ou se outra

pessoa tomou alguns dos seus comprimidos orodispersíveis de Aripiprazol Glob),

contacte o seu médico de imediato.

Caso não consiga contactar o seu médico, dirija-se para o hospital mais

próximo e leve a embalagem do medicamento.

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INFARMED

Caso se tenha esquecido de tomar Aripiprazol Glob

Caso se esqueça de uma dose, tome a dose em falta assim que se lembrar,

mas não tome duas doses no mesmo dia.

Se parar de tomar Aripiprazol Glob

Não interrompa o seu tratamento apenas porque já se sente melhor. É

importante que continue o tratamento com Aripiprazol Glob durante o tempo

que o seu médico prescrever.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o

seu médico ou farmacêutico.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos

secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Efeitos secundários frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

diabetes mellitus;

dificuldade em dormir;

sensação de ansiedade;

sentir-se agitado e incapaz de ficar quieto, dificuldade em sentar-se quieto;

movimentos incontroláveis de contração muscular, espasmos ou contorção,

pernas inquietas;

tremores;

dores de cabeça;

cansaço;

sonolência;

atordoamento;

visão tremida e desfocada;

defecar menos vezes ou com dificuldade;

indigestão;

má disposição;

maior produção de saliva do que o normal;

vómitos;

sensação de cansaço.

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

níveis sanguíneos da hormona prolactina aumentados;

demasiado açúcar no sangue;

depressão;

interesse sexual alterado ou aumentado;

movimentos incontroláveis da boca, língua e membros (discinesia tardia);

afeção muscular causando movimentos de torção (distonia);

visão dupla;

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batimentos cardíacos acelerados;

queda da pressão sanguínea ao levantar, que causa tonturas, atordoamento

ou desmaio;

soluços.

Os efeitos secundários que se seguem foram notificados desde a

comercialização de aripiprazol, mas não é conhecida a frequência com que

ocorrem (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis):

níveis baixos de glóbulos brancos;

níveis baixos de plaquetas;

reação alérgica (por ex. inchaço na boca, língua, face e garganta, comichão,

urticária);

aparecimento ou agravamento de diabetes, cetoacidose (cetonas no sangue

e na urina) ou coma;

valores elevados do açúcar no sangue;

níveis insuficientes de sódio no sangue;

perda de apetite (anorexia);

perda de peso;

aumento de peso;

pensamentos suicidas, tentativas de suicídio e suicídio;

jogo em excesso;

sensação de agressividade;

agitação;

nervosismo;

combinação de febre, rigidez muscular, respiração acelerada, transpiração,

redução da consciência e alterações súbitas da pressão arterial e da

frequência cardíaca, desmaio (síndrome neuroléptica maligna);

convulsões;

síndrome serotoninérgica (uma reação que pode causar sentimentos de

grande felicidade, sonolência, descoordenação motora, inquietação,

sensação de embriaguez, febre, transpiração ou rigidez muscular);

alteração da fala;

morte súbita inexplicável;

batimento cardíaco irregular com risco para a vida;

ataque cardíaco;

batimento cardíaco mais lento;

coágulos sanguíneos nas veias, especialmente nas pernas (sintomas incluem

inchaço, dor e vermelhidão na perna), que se podem deslocar pelos vasos

sanguíneos até aos pulmões causando dor no peito e dificuldade em respirar

(se detetar algum destes sintomas, procure aconselhamento médico de

imediato);

pressão arterial elevada;

desmaio;

inalação acidental de alimentos com risco de pneumonia (infeção do pulmão);

espasmo (contração involuntária) dos músculos em volta da caixa vocal;

inflamação do pâncreas;

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dificuldade em engolir;

diarreia;

desconforto abdominal;

desconforto do estômago;

insuficiência do fígado;

inflamação do fígado;

amarelecimento da pele e da zona branca dos olhos;

notificações de alteração nos valores dos testes laboratoriais da função

hepática;

erupção cutânea;

sensibilidade à luz;

calvície;

transpiração excessiva;

degradação anormal do músculo que pode dar origem a problemas dos rins;

dor muscular;

rigidez;

perda involuntária de urina (incontinência);

dificuldade em urinar;

sintomas de privação em bebés recém-nascidos em caso de exposição

durante a gravidez;

ereção prolongada e/ou dolorosa;

dificuldade em controlar a temperatura corporal ou elevação da temperatura

corporal;

dor no peito;

inchaço das mãos, tornozelos ou pés;

em análise sanguíneas: flutuação do açúcar no sangue, aumento de

hemoglobina glicosilada.

Em doentes idosos com demência foram comunicados mais casos fatais

durante a terapêutica com aripiprazol. Adicionalmente, foram notificados casos

de acidente vascular cerebral ou acidente vascular cerebral ligeiro.

Efeitos secundários adicionais em crianças e adolescentes

Os adolescentes de idade igual ou superior a 13 anos apresentaram efeitos

secundários semelhantes em frequência e tipo aos observados nos adultos, com

exceção de sonolência, contrações ou espasmos musculares incontroláveis,

agitação e cansaço que foram muito frequentes (mais do que 1 em cada 10

doentes) e de dor abdominal alta, boca seca, ritmo cardíaco aumentado,

aumento de peso, apetite aumentado, espasmos musculares, movimentos

incontroláveis dos membros e sensação de tonturas, especialmente quando se

levantam de uma posição deitada ou sentada, que foram frequentes (mais do

que 1 em cada 100 doentes).

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também

poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através

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INFARMED

dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a

fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail:

farmacovigilancia@infarmed.pt

Como conservar Aripiprazol Glob

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister e na

embalagem exterior, após “VAL”. O prazo de validade corresponde ao último

dia do mês indicado.

Não conservar acima de 25º C.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não

utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Aripiprazol Glob

A substância ativa é o aripiprazol.

Cada comprimido contém 10 mg de aripiprazol.

Cada comprimido contém 15 mg de aripiprazol.

Cada comprimido contém 30 mg de aripiprazol.

Os outros componentes são celulose microcristalina, sílica coloidal anidra,

aspartamo (E951), aroma de baunilha (501469 TP0551), estearato de magnésio,

croscarmelose sódica (E468), óxido de ferro amarelo (E172) (apenas para as

dosagens de 15 mg e 30 mg).

Qual o aspeto de Aripiprazol Glob e conteúdo da embalagem

Comprimido orodispersível.

Aripiprazol Glob 10 mg comprimidos orodispersíveis

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Comprimido não revestido branco, redondo (diâmetro 7,0 mm), achatado, com

margens biseladas, gravado com “1” numa face e “ZT” na outra.

Aripiprazol Glob 15 mg comprimidos orodispersíveis

Comprimido não revestido amarelo, mosqueado, redondo (diâmetro 8,0 mm),

achatado, com margens biseladas, gravado com “2” numa face e “ZT” na

outra.

Aripiprazol Glob 30 mg comprimidos orodispersíveis

Comprimido não revestido amarelo, mosqueado, redondo (diâmetro 10,5 mm),

achatado, com margens biseladas, gravado com “4” numa face e “ZT” na

outra.

Aripiprazol Glob comprimidos orodispersíveis encontra-se disponível em:

- Poliamida/Alumínio/PVC-Alumínio

Blister violável por compressão

- Poliamida/Alumínio/PVC-papel/Poliéster/Alumínio

Blister com película

removível

Tamanho de embalagens: 28 comprimidos orodispersíveis

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Glob Limited

65, Delamere Road, Hayes, Middlesex – UB4 ONN

Reino Unido

Fabricantes

Actavis Limited

BLB 016 Bulebel Industrial Estate

Zetjun ZTN 3000

Malta

Actavis ehf.

Reykjavikurvegur 78

Hafnarfjörður, IS-220

Islândia

Balkanpharma Dupnitsa AD

3 Samokovsko Shosse Str.

Dupnitsa 2600

Bulgária

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INFARMED

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço

Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes:

Itália:

Aripiprazolo Aurobindo Pharma Italia

Portugal:

Aripiprazol Glob

Este folheto foi revisto pela última vez em

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

NOME DO MEDICAMENTO

Aripiprazol Glob 10 mg comprimidos orodispersíveis

Aripiprazol Glob 15 mg comprimidos orodispersíveis

Aripiprazol Glob 30 mg comprimidos orodispersíveis

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Aripiprazol Glob 10 mg comprimidos orodispersíveis

Cada comprimido contém 10 mg de aripiprazol.

Excipiente com efeito conhecido: 3,00 mg de aspartamo por comprimido.

Aripiprazol Glob 15 mg comprimidos orodispersíveis

Cada comprimido contém 15 mg de aripiprazol.

Excipiente com efeito conhecido: 4,50 mg de aspartamo por comprimido.

Aripiprazol Glob 30 mg comprimidos orodispersíveis

Cada comprimido contém 30 mg de aripiprazol.

Excipiente com efeito conhecido: 9,00 mg de aspartamo por comprimido.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido orodispersível

Aripiprazol Glob 10 mg comprimidos

Comprimido não revestido branco, redondo (diâmetro 7,0 mm), achatado, com

margens biseladas, gravado com “1” numa face e “ZT” na outra.

Aripiprazol Glob 15 mg comprimidos

Comprimido não revestido amarelo, mosqueado, redondo (diâmetro 8 mm),

achatado, com margens biseladas, gravado com “2” numa face e “ZT” na outra.

Aripiprazol Glob 30 mg comprimidos

Comprimido não revestido amarelo, mosqueado, redondo (diâmetro 10,5 mm),

achatado, com margens biseladas, gravado com “4” numa face e “ZT” na outra.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

Indicações terapêuticas

Aripiprazol Glob é indicado para o tratamento da esquizofrenia em adultos e

adolescentes com idade igual ou superior a 15 anos.

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Aripiprazol Glob é indicado para o tratamento do episódio maníaco moderado a grave

na perturbação bipolar I e para a prevenção de novos episódios maníacos em adultos

que experimentaram predominantemente episódios maníacos e em que o episódio

maníaco respondeu ao tratamento com aripiprazol (ver secção 5.1).

Aripiprazol Glob é indicado para o tratamento até às 12 semanas do episódio

maníaco moderado a grave na perturbação bipolar I em adolescentes de idade igual

ou superior a 13 anos (ver secção 5.1).

Posologia e modo de administração

Posologia

Adultos

Esquizofrenia: a dose inicial recomendada para o Aripiprazol Glob é de 10 ou 15

mg/dia com uma dose de manutenção de 15 mg/dia, administrada uma vez por dia e

independentemente das refeições.

Aripiprazol Glob é eficaz no intervalo posológico de 10 a 30 mg/dia. Não foi

demonstrado aumento da eficácia com doses superiores à dose diária de 15 mg,

apesar de alguns doentes poderem beneficiar de uma dose superior. A dose diária

máxima não deverá exceder 30 mg.

Episódios maníacos na perturbação bipolar I: a dose inicial recomendada para o

aripiprazol é de 15 mg, administrada uma vez por dia independentemente das

refeições, em monoterapia ou em terapêutica combinada (ver secção 5.1). Alguns

doentes podem beneficiar de uma dose maior. A dose diária máxima não deverá

exceder 30 mg.

Prevenção da recorrência de episódios maníacos na perturbação bipolar I: na

prevenção da recorrência de episódios maníacos em doentes medicados com

aripiprazol, em monoterapia ou em terapêutica combinada, o tratamento deve ser

continuado na mesma dose. Os ajustes da dose diária, incluindo a redução da dose

devem ser considerados com base na situação clínica.

Populações especiais

População pediátrica

Estão disponíveis outras formulações farmacêuticas contendo aripiprazol e que

podem ser mais adequadas para fazer a titulação inicial na população pediátrica.

Esquizofrenia em adolescentes de idade igual ou superior a 15 anos: a dose

recomendada para o aripiprazol é de 10 mg/dia administrada num esquema de uma

vez por dia, independentemente das refeições. O tratamento deve ser iniciado com 2

mg (utilizando a solução oral de aripripazol de 1 mg/ml) durante 2 dias, titular para

5 mg durante 2 dias adicionais para atingir a dose diária recomendada de 10 mg.

Quando adequado, os aumentos subsequentes da dose devem ser administrados em

aumentos de 5 mg sem exceder a dose diária máxima de 30 mg (ver secção 5.1).

Aripiprazol é eficaz num intervalo posológico de 10 a 30 mg/dia. Não foi

demonstrada eficácia aumentada com doses superiores a uma dose diária de 10 mg,

apesar de doentes individuais poderem beneficiar de uma dose superior.

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INFARMED

Aripiprazol não é recomendado em doentes com esquizofrenia de idade inferior a 15

anos devido a dados insuficientes de segurança e eficácia (ver secções 4.8 e 5.1).

Episódios maníacos na perturbação bipolar I em adolescentes com idade igual ou

superior a 13 anos: a dose recomendada para o aripiprazol é de 10 mg/dia

administrada num esquema de uma vez por dia, independentemente das refeições.

O tratamento deve ser iniciado com 2 mg (utilizando a solução oral de aripiprazol de

1 mg/ml) durante 2 dias, sendo depois titulada para 5 mg durante 2 dias adicionais

para atingir a dose diária recomendada de 10 mg.

A duração do tratamento deve ser a mínima necessária para controlar os sintomas e

não pode exceder as 12 semanas. Não foi demonstrada eficácia aumentada com

doses superiores a uma dose diária de 10 mg e uma dose diária de 30 mg está

associada a uma incidência significativamente mais elevada de efeitos indesejáveis,

incluindo acontecimentos relacionados com sintomas extrapiramidais, sonolência,

fadiga e aumento de peso (ver secção 4.8). Doses superiores a 10 mg/dia devem,

portanto, ser utilizadas apenas em casos excecionais e com cuidadosa monitorização

clínica (ver secções 4.4, 4.8 e 5.1).

Os doentes mais novos apresentam um risco mais elevado para acontecimentos

adversos associados ao aripiprazol. Neste sentido, aripiprazol não é recomendado

para utilização em doentes de idade inferior a 13 anos (ver secções 4.8 e 5.1).

Irritabilidade associada a perturbação autística: a segurança e eficácia de aripiprazol

em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos não foram ainda

estabelecidas. Os dados atualmente disponíveis encontram-se descritos na secção

5.1, mas não pode ser feita qualquer recomendação posológica.

Tiques associados à Síndrome de Tourette: a segurança e a eficácia do aripiprazol

em crianças e adolescentes com 6 a 18 anos de idade, não foram ainda

estabelecidas. Os dados atualmente disponíveis encontram-se descritos na secção

5.1 mas não pode ser feita qualquer recomendação posológica.

Compromisso hepático

Não é necessário ajuste posológico para doentes com compromisso hepático ligeiro a

moderado. Nos doentes com compromisso hepático grave, os dados disponíveis são

insuficientes para estabelecer recomendações. As administrações devem ser

cuidadosamente controladas nestes doentes. No entanto, a dose diária máxima de

30 mg deve ser utilizada com precaução nos doentes com compromisso hepático

grave (ver secção 5.2).

Compromisso renal

Não é necessário ajuste posológico para doentes com compromisso renal.

Idosos

A eficácia do aripiprazol no tratamento da esquizofrenia e da perturbação bipolar I

não foi estabelecida nos doentes com idade igual ou superior a 65 anos. Devido à

maior suscetibilidade desta população, deve ser considerada uma dose inicial

inferior, quando justificada por fatores clínicos (ver secção 4.4).

Sexo

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INFARMED

Não é necessário ajuste posológico para os doentes do sexo feminino em

comparação com os doentes do sexo masculino (ver secção 5.2).

Tabagismo

De acordo com a via metabólica de aripiprazol não é necessário ajuste posológico

para os fumadores (ver secção 4.5).

Ajustes posológicos devido a interações

A dose de aripiprazol deve ser reduzida em caso de administração concomitante de

inibidores potentes da CYP3A4 ou CYP2D6. Quando o inibidor da CYP3A4 ou CYP2D6

for retirado da terapêutica de associação, a dose de aripiprazol deverá então ser

aumentada (ver secção 4.5).

A dose de aripiprazol deve ser aumentada na administração concomitante de

indutores potentes da CYP3A4. Quando o indutor da CYP3A4 for retirado da

terapêutica de associação, a dose de

aripiprazol deverá então ser reduzida para a dose recomendada (ver secção 4.5).

Modo de administração

Os comprimidos orodispersíveis de Aripiprazol Glob destinam-se à via oral.

O comprimido orodispersível deve ser colocado dentro da boca, na língua, onde

rapidamente se irá dispersar na saliva. Pode ser tomado com ou sem líquidos. A

remoção do comprimido orodispersível intacto da boca é difícil. Uma vez que o

comprimido orodispersível é frágil, deve ser tomado imediatamente após a abertura

do blister. Em alternativa, o comprimido pode ser disperso em água e a suspensão

resultante ingerida.

Os comprimidos orodispersíveis ou a solução oral podem ser utilizados como

alternativa aos comprimidos de Aripiprazol Glob para os doentes que têm dificuldade

em deglutir comprimidos Aripiprazol Glob (ver também secção 5.2).

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados

na secção 6.1.

Advertências e precauções especiais de utilização

Durante o tratamento com antipsicóticos podem ser necessários vários dias até

algumas semanas para a melhoria da situação clínica do doente. Os doentes devem

ser cuidadosamente monitorizados durante todo este período.

Risco de suicídio

A ocorrência de comportamento suicida é inerente às doenças psicóticas e

perturbações do

comportamento e em alguns casos foi notificada logo após o início, ou mudança, do

tratamento

antipsicótica, incluindo o tratamento com aripiprazol (ver secção 4.8). A terapia

antipsicótica dos doentes de risco elevado deve ser acompanhada de supervisão

cuidadosa. Os resultados de um estudo epidemiológico sugerem que não houve

aumento de risco de suicídio com o aripiprazol em comparação com outros

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

antipsicóticos nos doentes adultos com esquizofrenia ou perturbação bipolar. Os

dados pediátricos são insuficientes para avaliar este risco em doentes mais jovens

(menos de 18 anos de idade), mas existe evidência de que o risco de suicídio

persiste para além das primeiras 4 semanas de tratamento com antipsicóticos

atípicos, incluindo o aripiprazol.

Afeções cardiovasculares

O aripiprazol deve ser utilizado com precaução em doentes com doença

cardiovascular conhecida (história de enfarte do miocárdio ou doença cardíaca

isquémica, insuficiência cardíaca ou perturbação da condução), doença

cerebrovascular, situações que predispõem os doentes para hipotensão

(desidratação, hipovolemia e tratamento com medicamentos anti-hipertensores) ou

hipertensão, incluindo acelerada ou maligna.

Foram notificados casos de tromboembolismo venoso (TEV) com fármacos

antipsicóticos. Uma vez que os doentes tratados com antipsicóticos apresentam,

frequentemente, fatores de risco adquiridos para o TEV, todos os fatores de risco

possíveis para o TEV devem ser identificados antes e durante o tratamento com

aripiprazol e devem ser adotadas medidas preventivas.

Prolongamento do intervalo QT

Em ensaios clínicos de aripiprazol, a incidência do intervalo QT prolongado foi

comparável ao

placebo. Tal como com outros antipsicóticos, o aripiprazol deve ser utilizado com

precaução em

doentes com antecedentes familiares do intervalo QT prolongado (ver secção 4.8).

Discinesia tardia

Nos ensaios clínicos de duração igual ou inferior a um ano, durante o tratamento

com aripiprazol houve notificações pouco frequentes de discinesia emergente com o

tratamento. Se surgirem sinais e sintomas de discinesia tardia num doente medicado

com aripiprazol, deve ser considerada a redução da dose ou a sua interrupção (ver

secção 4.8). Estes sintomas podem-se agravar temporariamente, ou podem mesmo

surgir, após a interrupção do tratamento.

Outros sintomas extrapiramidais

Foram observados acatisia e parkinsonismo em ensaios clínicos conduzidos em

doentes pediátricos com aripiprazol. Se ocorrerem sintomas e sinais de outros efeitos

extrapiramidais em doentes a tomar aripiprazol, deve ser considerada uma redução

da dose e efetuada uma cuidadosa monitorização clínica.

Síndrome neuroléptico maligno (SNM)

O SNM é um conjunto de sintomas potencialmente fatal associado aos medicamentos

antipsicóticos. Nos ensaios clínicos foram notificados casos raros de SNM durante o

tratamento com aripiprazol. As manifestações clínicas do SNM são hiperpirexia,

rigidez muscular, estado mental alterado e evidência de instabilidade autonómica

(pulso ou pressão arterial irregulares, taquicardia, diaforese e arritmia cardíaca).

Sinais adicionais podem incluir elevação da creatinafosfoquinase, mioglobinúria

(rabdomiólise) e insuficiência renal aguda. No entanto, foram notificadas elevação da

creatinafosfoquinase e rabdomiólise, não necessariamente associadas a SNM. Se um

doente desenvolver sinais e sintomas indicativos de SNM, ou apresentar febre

elevada inexplicável sem manifestações clínicas adicionais de SNM, todas as

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

substâncias ativas antipsicóticas deverão ser interrompidas, incluindo aripiprazol.

Convulsões

Nos ensaios clínicos foram notificados casos pouco frequentes de convulsões durante

o tratamento com aripiprazol. Consequentemente, o aripiprazol deve ser utilizado

com precaução em doentes com antecedentes de crises convulsivas ou com

situações associadas a convulsões (ver secção 4.8).

Doentes idosos com psicose relacionada com demência:

Aumento da mortalidade

Em três ensaios de aripiprazol controlados por placebo (n = 938; idade média: 82,4

anos; intervalo: 56-99 anos) em doentes idosos com psicose associada à doença de

Alzheimer, os doentes tratados com aripiprazol estavam em risco aumentado de

morte em comparação com o placebo. A taxa de morte nos doentes tratados com

aripiprazol foi de 3,5% em comparação com 1,7% no grupo do placebo. Apesar das

causas das mortes serem variadas, a maioria das mortes aparentou ser de natureza

cardiovascular (por ex. falência cardíaca, morte súbita) ou infeciosa (por ex.

pneumonia) (ver secção 4.8).

Reações adversas cerebrovasculares

Nos mesmos ensaios foram notificadas, nos doentes (idade média: 84 anos;

intervalo: 78-88 anos), reações adversas cerebrovasculares (por ex. acidente

vascular cerebral, acidente isquémico transitório), incluindo casos fatais. Nestes

ensaios, de modo global, 1,3% dos doentes tratados com aripiprazol notificaram

reações adversas cerebrovasculares, em comparação com 0,6% dos doentes

tratados com placebo. Esta diferença não foi estatisticamente significativa. No

entanto, num destes ensaios, um ensaio de dose fixa, houve uma relação

significativa na resposta dependente da dose quanto às reações adversas

cerebrovasculares nos doentes tratados com aripiprazol (ver secção 4.8).

Aripiprazol não está indicado para o tratamento de psicose relacionada com

demência.

Hiperglicemia e diabetes mellitus

Em doentes tratados com medicamentos antipsicóticos atípicos, incluindo aripiprazol,

foi notificada hiperglicemia, em alguns casos extrema e associada a cetoacidose ou

coma hiperosmolar ou morte. Os fatores de risco que podem predispor os doentes

para complicações graves incluem obesidade e antecedentes familiares de diabetes.

Nos ensaios clínicos com aripiprazol não houve diferenças significativas nas taxas de

incidência de reações adversas relacionadas com hiperglicemia (incluindo diabetes)

nem dos valores laboratoriais de glicemia anómalos, em comparação com o placebo.

Não estão disponíveis estimativas precisas do risco de reações adversas relacionadas

com hiperglicemia em doentes tratados com aripiprazol e com outros medicamentos

antipsicóticos atípicos que permitam comparações diretas. Os doentes tratados com

quaisquer medicamentos antipsicóticos, incluindo aripiprazol, devem ser observados

quanto a sinais e sintomas de hiperglicemia (tais como polidipsia, poliúria, polifagia e

fraqueza) e os doentes com diabetes mellitus ou com fatores de risco para diabetes

mellitus devem ser regularmente monitorizados quanto ao agravamento do controlo

da glucose (ver secção 4.8).

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

Hipersensibilidade

Tal como com outros medicamentos podem ocorrer reações de hipersensibilidade

com o aripiprazol, caracterizadas por sintomas alérgicos (ver secção 4.8).

Aumento de peso

O aumento de peso é frequentemente observado em doentes esquizofrénicos e com

mania bipolar devido às comorbilidades, utilização de antipsicóticos que se sabe que

causam aumento de peso, estilo de vida pouco saudável, e que podem levar a

complicações graves. O aumento de peso foi notificado na pós-comercialização em

doentes medicados com aripiprazol. Quando observado, geralmente é nos doentes

com fatores de risco significativos tais como antecedentes de diabetes, doenças da

tiroideia ou adenoma da pituitária. Em ensaios clínicos o aripiprazol não mostrou

induzir aumento de peso clinicamente relevante em adultos (ver secção 5.1). Em

ensaios clínicos com doentes adolescentes com mania bipolar, o aripiprazol mostrou

estar associado a aumento de peso após 4 semanas de tratamento. O aumento de

peso deve ser monitorizado em doentes adolescentes com mania bipolar. Se o

aumento de peso for clinicamente relevante, deve ser considerada uma redução da

dose (ver secção 4.8).

Disfagia

Alterações da motilidade esofágica e aspiração foram associadas ao tratamento com

antipsicóticos, incluindo aripiprazol. O aripiprazol e outras substâncias ativas

antipsicóticas devem ser utilizados com precaução em doentes com risco de

pneumonia por aspiração.

Jogo patológico

Foram notificados casos de jogo patológico no período de pós-comercialização em

doentes aos quais foi prescrito aripiprazol, independentemente destes apresentarem

antecedentes de jogo. Doentes com antecedentes de jogo patológico podem

apresentar um maior risco e devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secção

4.8).

Doentes com comorbilidade associada a perturbação de hiperatividade com défice de

atenção

(PHDA)

Apesar da elevada frequência de comorbilidade de perturbação bipolar I e PHDA, os

dados de

segurança disponíveis sobre o uso concomitante de aripiprazol e outros estimulantes

são muito limitados. Assim sendo, deve ter-se precaução especial quando estes

fármacos são coadministrados.

Fenilcetonúria: Aripiprazol Glob contém aspartamo (E951). Contém uma fonte de

fenilalanina. Pode ser prejudicial em indivíduos com fenilcetonúria.

Interações medicamentosas e outras formas de interação

O aripiprazol tem potencial para acentuar o efeito de certos medicamentos

antihipertensores, devido ao seu antagonismo dos recetores α1-adrenérgicos.

Atendendo aos efeitos primários do aripiprazol no SNC, deverá ter-se precaução

quando o aripiprazol for administrado em associação com álcool ou outros

medicamentos com ação no SNC e que tenham reações adversas sobreponíveis, tais

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

como a sedação (ver secção 4.8).

Deverá ter-se precaução se o aripiprazol for administrado concomitantemente com

medicamentos que se sabe que causam intervalo QT prolongado ou desequilíbrio

eletrolítico.

Potencial de outros medicamentos para afetar aripiprazol

Um bloqueador do ácido gástrico, o antagonista H2 famotidina, reduz a taxa de

absorção do

aripiprazol, mas este efeito não foi considerado clinicamente relevante.

O aripiprazol é metabolizado por vias múltiplas envolvendo as enzimas CYP2D6 e

CYP3A4, mas não as enzimas CYP1A. Consequentemente, não é necessário ajuste

posológico para os fumadores.

Quinidina e outros inibidores da CYP2D6

Num ensaio clínico em indivíduos saudáveis, um inibidor potente da CYP2D6

(quinidina) aumentou a AUC do aripiprazol em 107%, enquanto a Cmáx não foi

alterada. A AUC e a Cmáx do dehidroaripiprazol, o metabolito ativo, diminuíram em

32% e 47%. Na administração concomitante de aripiprazol e de quinidina, a dose de

aripiprazol deve ser reduzida para aproximadamente metade da dose prescrita.

Pode-se esperar que outros inibidores potentes da CYP2D6, tais como a fluoxetina e

a paroxetina, tenham efeitos similares e, consequentemente, devem ser aplicadas

reduções similares das doses.

Cetoconazol e outros inibidores da CYP3A4

Num ensaio clínico em indivíduos saudáveis, um inibidor potente da CYP3A4

(cetoconazol) aumentou a AUC e a Cmax do aripiprazol em 63% e 37%,

respetivamente. A AUC e a Cmax do dehidro-aripiprazol aumentaram em 77% e

43%, respetivamente. Nos metabolizadores fracos da CYP2D6, a utilização

concomitante de inibidores potentes da CYP3A4 pode resultar em concentrações

plasmáticas do aripiprazol mais elevadas, em comparação com as dos

metabolizadores extensos da CYP2D6. Quando se considerar a administração

concomitante de cetoconazol ou de outros inibidores potentes da CYP3A4 com

aripiprazol, os potenciais benefícios devem compensar os potenciais riscos para o

doente. Na administração concomitante de cetoconazol com aripiprazol, a dose de

aripiprazol deve ser reduzida para aproximadamente metade da dose prescrita.

Pode-se esperar que outros inibidores potentes da CYP3A4, tais como o itraconazol e

os inibidores da protease do VIH tenham efeitos similares e consequentemente,

devem ser aplicadas reduções similares das doses.

Após a interrupção do inibidor da CYP2D6 ou CYP3A4, a dose de aripiprazol deve ser

aumentada para o valor anterior ao início da terapêutica concomitante.

Quando inibidores fracos da CYP3A4 (por ex. diltiazem ou escitalopram) ou da

CYP2D6 são

utilizados concomitantemente com aripiprazol, podem ser esperados pequenos

aumentos nas

concentrações de aripiprazol.

Carbamazepina e outros indutores da CYP3A4

Após a administração concomitante de carbamazepina, um indutor potente da

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

CYP3A4, as médias geométricas da Cmáx e AUC para o aripiprazol foram 68% e 73%

inferiores, respetivamente, em comparação com a administração do aripiprazol (30

mg) em monoterapia. Similarmente, para o dehidro-aripiprazol, as médias

geométricas de Cmáx e AUC após a coadministração de carbamazepina foram 69% e

71% inferiores, respetivamente, às obtidas após o tratamento com o aripiprazol em

monoterapia.

A dose de aripiprazol deve ser duplicada na administração concomitante de

aripiprazol com

carbamazepina. Pode-se esperar que outros indutores potentes da CYP3A4 (tais

como rifampicina, rifabutina, fenitoína, fenobarbital, primidona, efavirenz, nevirapina

e Hipericão) tenham efeitos semelhantes e, consequentemente, devem ser aplicados

aumentos similares das doses. Após a interrupção dos indutores potentes da

CYP3A4, a dose de aripiprazol deve ser reduzida para a dose recomendada.

Valproato e lítio

Não houve alterações clinicamente significativas nas concentrações de aripiprazol

quando o valproato ou o lítio foram administrados concomitantemente com o

aripiprazol.

Síndrome serotoninérgica

Foram notificados casos de síndrome serotoninérgica em doentes a tomar

aripiprazol, e os possíveis sinais e sintomas desta condição podem ocorrer

especialmente em casos de uso concomitante com outros fármacos serotoninérgicos,

tais como os ISRS/ISRSN, ou com fármacos que se sabe que aumentam as

concentrações de aripiprazol (ver secção 4.8).

Potencial de aripiprazol para afetar outros medicamentos

Em estudos clínicos, doses de 10-30 mg/dia de aripiprazol não tiveram efeito

significativo no

metabolismo de substratos das CYP2D6 (razão dextrometorfano/3-

metoximorfinano), CYP2C9 (varfarina), CYP2C19 (omeprazol) e CYP3A4

(dextrometorfano). Adicionalmente, o aripiprazol e o dehidro-aripiprazol não

mostraram potencial para alterar in vitro o metabolismo mediado pela CYP1A2.

Consequentemente, não é provável que o aripiprazol cause interações

medicamentosas clinicamente importantes mediadas por estas enzimas.

Quando o aripiprazol foi administrado concomitantemente com valproato, lítio ou

lamotrigina, não houve alteração clinicamente importante nas concentrações de

valproato, lítio ou lamotrigina.

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem ensaios adequados e bem controlados do aripiprazol em mulheres

grávidas. Foram

notificadas anomalias congénitas; no entanto não pôde ser estabelecida uma relação

causal com o aripiprazol.

Os estudos em animais não podem excluir a potencial toxicidade no desenvolvimento

(ver secção 5.3). As doentes devem ser aconselhadas a informar o médico caso

engravidem ou tencionem engravidar durante o tratamento com aripiprazol. Devido

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

à informação de segurança insuficiente no ser humano e a preocupações levantadas

pelos estudos de reprodução em animais, este medicamento não deverá ser utilizado

na gravidez, a não ser que os benefícios esperados justifiquem claramente os riscos

potenciais para o feto.

Os recém-nascidos expostos durante o terceiro trimestre de gravidez a antipsicóticos

(incluindo o aripiprazol) estão em risco de ocorrência de reações adversas incluindo

sintomas extrapiramidais e/ou de privação que podem variar em gravidade e

duração após a administração. Foram notificados agitação, hipertonia, hipotonia,

tremor, sonolência, sofrimento respiratório ou perturbação da alimentação.

Consequentemente, os recém-nascidos devem ser cuidadosamente monitorizados.

Amamentação

O aripiprazol é excretado no leite humano. As doentes devem ser aconselhadas a

não amamentar durante o tratamento com aripiprazol.

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Tal como com outros antipsicóticos, os doentes devem ser advertidos quanto à

necessidade de

tomarem precauções quando operarem com máquinas perigosas, incluindo veículos a

motor, até que tenham evidência razoável de que o aripiprazol não os afeta de modo

adverso. Alguns doentes pediátricos com perturbação bipolar I apresentam uma

incidência aumentada de sonolência e fadiga (ver secção 4.8).

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas notificadas com mais frequência em ensaios controlados por

placebo são acatisia e náuseas, ocorrendo cada uma em mais de 3 % dos doentes

tratados com aripiprazol por via oral.

Lista tabelar de reações adversas

Todas as RAM são apresentadas na lista por classes de sistemas de órgãos e

frequência; muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥ 1/100,< 1/10), pouco

frequentes (≥ 1/1.000,< 1/100), raros (≥ 1/10.000,< 1/1.000), muito raros (<

1/10.000) e desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

As reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade dentro

de cada classe de frequência.

A frequência das reações adversas notificadas durante a fase de pós-comercialização

não pode ser determinada, uma vez que derivam de relatos espontâneos.

Consequentemente, a frequência destes acontecimentos adversos é qualificada como

"desconhecida".

Frequentes

Pouco frequentes

Desconhecido

Doenças do

sangue e do

sistema linfático

Leucopenia

Neutropenia

Trombocitopenia

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

Doenças do

sistema imunitário

Reação alérgica (por

ex. reação

anafilática,

angioedema

incluindo língua

inchada, edema da

língua, edema

facial, prurido ou

urticária)

Doenças

endócrinas

Hiperprolactinemia

Coma hiperosmolar

diabético

Cetoacidose

diabética

Hiperglicemia

Doenças do

metabolismo e da

nutrição

Diabetes mellitus

Hiperglicemia

Hiponatremia

Anorexia

Peso diminuído

Aumento de peso

Perturbações do

foro psiquiátrico

Insónia

Ansiedade

Irrequietude

Depressão

Hipersexualidade

Tentativa de

suicídio, ideação

suicida e suicídio

consumado (ver

secção 4.4)

Jogo patológico

Agressividade

Agitação

Nervosismo

Doenças do

sistema nervoso

Acatisia

Afeção

extrapiramidal

Tremor

Cefaleia

Sedação

Sonolência

Tonturas

Discinesia tardia

Distonia

Síndrome

Neuroléptico Malgno

(SNM)

Convulsão tónico-

clónica

Síndrome

serotoninérgica

Distúrbio da fala

Afeções oculares

Visão turva

Diplopia

Cardiopatias

Taquicardia

Morte súbita

inexplicável

Torsades de pointes

Prolongamento do

intervalo QT

Arritmias

ventriculares

Paragem cardíaca

Bradicardia

Vasculopatias

Hipotensão

ortostática

Tromboembolia

venosa (incluindo

embolia pulmonar e

trombose venosa

profunda)

Hipertensão

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

Síncope

Doenças

respiratórias,

torácicas e do

mediastino

Soluços

Pneumonia por

aspiração

Laringoespasmo

Espasmo

orofaríngeo

Doenças

gastrointestinais

Obstipação

Dispepsia

Náuseas

Hipersecreção

salivar

Vómito

Pancreatite

Disfagia

Diarreia

Mal-estar abdominal

Desconforto do

estômago

Afeções

hepatobiliares

Insuficiência

hepática

Hepatite

Icterícia

Aumento da alanina

aminotransferase

(ALT)

Aumento da

aspartato

aminotransferase

(AST)

Aumento da gama-

glutamiltransferase

(GGT)

Aumento da

fosfatase alacalina

Afeções dos

tecidos cutâneos e

subcutâneos

Erupção cutânea

Reação de

fotossensibilidade

Alopecia

Hiperidrose

Afeções

musculosqueléticas

e dos tecidos

conjuntivos

Rabdomiólise

Mialgia

Rigidez

Doenças renais e

urinárias

Incontinência

urinária

Retenção urinária

Situações na

gravidez, no

puerpério e

perinatais

Síndrome neonatal

de privação de

fármacos (ver

secção 4.6)

Doenças dos

órgãos genitais e

da mama

Priapismo

Perturbações

gerais e alterações

no local de

administração

Fadiga

Perturbação na

regulação da

temperatura (por

exemplo,

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

hipotermia, pirexia)

Dor torácica

Edema periférico

Exames

complementares

de diagnóstico

Glicemia aumentada

Hemoglobina

glicosilada

aumentada

Flutuação da glicose

no sangue

Aumento da

creatinafosfoquinase

Descrição das reações adversas selecionadas

Sintomas extrapiramidais (EPS): Esquizofrenia - num ensaio controlado de longa

duração, de 52 semanas, os doentes tratados com aripiprazol apresentaram uma

menor incidência geral (25,8%) de EPS, incluindo parkinsonismo, acatisia, distonia e

discinesia, em comparação com os tratados com haloperidol (57,3%). Num ensaio

controlado por placebo de longa duração, de 26 semanas, a incidência de EPS foi de

19% para os doentes tratados com aripiprazol e de 13,1% para os doentes tratados

com placebo. Num outro ensaio controlado de longa duração, de 26 semanas, a

incidência de EPS foi de 14,8% para os doentes tratados com aripiprazol e de 15,1%

para os doentes tratados com olanzapina.

Episódios maníacos na perturbação bipolar I - num ensaio controlado de 12

semanas, a incidência de EPS foi de 23,5% para os doentes tratados com aripiprazol

e de 53,3% para os doentes tratados com haloperidol. Noutro ensaio de 12 semanas,

a incidência de EPS foi de 26,6% para os doentes tratados com aripiprazol e de

17,6% para os doentes tratados com lítio. Na fase de manutenção de um ensaio

controlado por placebo de longa duração de 26 semanas, a incidência de EPS foi de

18,2% para os doentes tratados com aripiprazol e de 15,7% para os doentes

tratados com placebo.

Acatisia

Em ensaios controlados por placebo, a incidência de acatisia nos doentes bipolares

foi de 12,1% com aripiprazol e de 3,2% com placebo. Nos doentes com

esquizofrenia, a incidência de acatisia foi de 6,2% com aripiprazol e de 3,0% com

placebo.

Distonia

Efeito de classe: em indivíduos suscetíveis podem ocorrer sintomas de distonia,

contrações de grupos musculares anómalas prolongadas durante os primeiros dias

do tratamento. Os sintomas distónicos incluem: espasmo dos músculos do pescoço,

por vezes progredindo para aperto da garganta, dificuldade em deglutir, dificuldade

em respirar e/ou protusão da língua. Apesar destes sintomas poderem ocorrer com

doses baixas, verificam-se com mais frequência e maior gravidade com doses altas

dos antipsicóticos de primeira geração mais potentes. É observado um risco elevado

de distonia aguda nos indivíduos do sexo masculino e em grupos etários mais

jovens.

Parâmetros laboratoriais

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

As comparações entre o aripiprazol e o placebo quanto às percentagens de doentes

com alterações nos parâmetros dos testes laboratoriais de rotina e nos parâmetros

lipídicos (ver secção 5.1) potencialmente relevantes para a clínica não revelaram

diferenças clinicamente importantes. Foram observadas elevações da

creatinafosfoquinase (CPK), geralmente transitórias e assintomáticas, em 3,5% dos

doentes tratados com aripiprazol em comparação com 2,0% dos doentes que

receberam placebo.

População pediátrica

Esquizofrenia em adolescentes com idade igual ou superior a 15 anos

Num ensaio clínico de curta duração controlado por placebo envolvendo 302

adolescentes (13-17 anos de idade) com esquizofrenia, a frequência e o tipo de

efeitos indesejáveis foram semelhantes aos observados em adultos, exceto para as

seguintes reações que foram notificadas com maior frequência em adolescentes a

receber aripiprazol do que em adultos a receber aripiprazol (e com maior frequência

do que com o placebo): sonolência/sedação e afeção extrapiramidal foram

notificados muito frequentemente (≥ 1/10), e boca seca, apetite aumentado e

hipotensão ortostática foram notificados frequentemente (≥ 1/100, < 1/10).

O perfil de segurança na extensão do ensaio de 26 semanas sem ocultação foi

semelhante ao observado no ensaio de curta duração controlado por placebo.

No grupo de população de adolescentes com esquizofrenia (13-17 anos de idade)

com exposição até 2 anos, a incidência de níveis séricos de prolactina baixos nos

indivíduos do sexo feminino (< 3 ng/ml) e nos indivíduos do sexo masculino (< 2

ng/ml) foi de 29,5% e 48,3%, respetivamente.

No grupo de população de adolescentes com esquizofrenia (13-17 anos de idade)

com exposição ao aripiprazol de 5 a 30 mg até 72 meses, a incidência de níveis

séricos de prolactina baixos nos indivíduos do sexo feminino (< 3 ng/ml) e nos

indivíduos do sexo masculino (< 2 ng/ml) foi de 25,6% e 45,0%, respetivamente.

Episódios maníacos na perturbação bipolar I em adolescentes com idade igual ou

superior a 13 anos

A frequência e o tipo de efeitos indesejáveis em adolescentes com perturbação

bipolar I foram semelhantes aos observados nos adultos, com exceção das seguintes

reações: muito frequentes(≥ 1/10) sonolência (23,0%), afeção extrapiramidal

(18,4%), acatisia (16,0%), e fadiga (11,8%); e frequentes (≥ 1/100, < 1/10) dor

abdominal alta, frequência cardíaca aumentada, aumento de peso, apetite

aumentado, espasmos musculares e discinesia.

Os efeitos indesejáveis seguintes tiveram uma possível relação dose resposta: afeção

extrapiramidal (as incidências foram 10 mg, 9,1%, 30 mg, 28,8%, placebo, 1,7%); e

acatisia (as incidências foram 10 mg, 12,1%, 30 mg, 20,3%, placebo, 1,7%).

Nas semanas 12 e 30, as alterações médias no peso corporal dos adolescentes com

perturbação bipolar I para o aripiprazol foram 2,4 kg e 5,8 kg e para o placebo foram

0,2 kg e 2,3 kg, respetivamente.

Na população pediátrica, foi observado com mais frequência sonolência e fadiga nos

doentes com perturbação bipolar, quando comparado com doentes com

esquizofrenia.

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

Na população pediátrica bipolar (10-17 anos) com exposição até 30 semanas, a

incidência de níveis séricos baixos de prolactina nos indivíduos do sexo feminino (< 3

ng/ml) e nos indivíduos do sexo masculino (< 2 ng/ml) foi de 28,0 % e 53,3 %,

respetivamente.

Prolactina

Em ensaios clínicos para as indicações aprovadas e na pós-comercialização, tanto o

aumento como a diminuição da prolactina sérica relativamente ao momento basal

foram observados com aripiprazol (secção 5.1)

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-

risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer

suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio da internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Sobredosagem

Sinais e sintomas

Em ensaios clínicos e na experiência pós-comercialização, a sobredosagem aguda

apenas com

aripiprazol, acidental ou intencional, foi identificada em doentes adultos com doses

estimadas

notificadas até 1.260 mg, sem casos fatais. Os sinais e sintomas potencialmente

importantes do ponto de vista médico incluíram letargia, aumento da pressão

sanguínea, sonolência, taquicardia, náuseas, vómitos e diarreia. Adicionalmente,

foram recebidas notificações de sobredosagem acidental apenas com aripiprazol (até

195 mg) em crianças, sem casos fatais. Os sinais e sintomas notificados,

potencialmente graves do ponto de vista médico, incluíram sonolência, perda

transitória da consciência e sintomas extrapiramidais.

Controlo da sobredosagem

O controlo da sobredosagem deve centrar-se na terapêutica de suporte com a

manutenção adequada das vias aéreas, oxigenação e ventilação e no controlo dos

sintomas. Deve ser considerada a possibilidade do envolvimento de vários

medicamentos. Consequentemente, a monitorização cardíaca deve ser iniciada de

imediato e deve incluir monitorização eletrocardiográfica contínua para detetar

possíveis arritmias. Após qualquer confirmação, ou suspeita de sobredosagem com

aripiprazol deve manter-se a vigilância médica e a monitorização cuidadosas até à

recuperação do doente.

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

O carvão ativado (50 g), administrado uma hora depois do aripiprazol, diminuiu a

Cmax do aripiprazol em cerca de 41% e a AUC em cerca de 51%, sugerindo que o

carvão pode ser eficaz no tratamento da sobredosagem.

Hemodiálise

Apesar de não haver informação sobre o efeito da hemodiálise no tratamento da

sobredosagem com aripiprazol, não é provável que a hemodiálise seja útil no

controlo da sobredosagem, uma vez que o aripiprazol se liga largamente às

proteínas plasmáticas.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.9.2 Sistema Nervoso Central. Psicofármacos.

Antipsicóticos, código ATC: N05AX12

Mecanismo de ação

Foi proposto que a eficácia do aripiprazol na esquizofrenia e na perturbação bipolar I

é mediada através da combinação de agonismo parcial nos recetores dopaminérgicos

D2 e serotoninérgicos 5HT1a e antagonismo nos recetores serotoninérgicos 5HT2a. O

aripiprazol exibiu propriedades antagonistas em modelos animais de hiperatividade

dopaminérgica e propriedades agonistas em modelos animais de hipoactividade

dopaminérgica. O aripiprazol exibiu in vitro grande afinidade de ligação para os

recetores dopaminérgicos D2 e D3 e serotoninérgicos 5HT1a e 5HT2a e afinidade

moderada para os recetores dopaminérgicos D4, serotoninérgicos 5HT2c e 5HT7, alfa

1 adrenérgicos e histamínicos H1. O aripiprazol também exibiu afinidade de ligação

moderada para os locais de recaptação de serotonina e afinidade não apreciável para

os recetores muscarínicos. A interação com recetores para além dos subtipos

dopaminérgico e serotoninérgico pode explicar alguns dos outros efeitos clínicos do

aripiprazol.

Doses de aripiprazol de 0,5 a 30 mg administradas uma vez ao dia a indivíduos

saudáveis durante 2 semanas, produziram uma redução dose-dependente na ligação

de 11C-raclopride, um ligando específico dos recetores D2/D3 aos caudados e

putamen detetados por tomografia de emissão de positrões.

Eficácia e segurança clínicas

Esquizofrenia

Em três ensaios controlados com placebo de curta duração (4 a 6 semanas)

envolvendo 1.228 doentes adultos esquizofrénicos, apresentando tanto sintomas

negativos como positivos, o aripiprazol foi estatisticamente associado a melhorias

significativamente maiores nos sintomas psicóticos em comparação com o placebo.

Aripiprazol é eficaz na manutenção da melhoria clínica durante a terapêutica

continuada em doentes adultos que mostraram resposta ao tratamento inicial. Num

ensaio controlado com haloperidol a proporção de doentes com resposta e que

mantiveram a resposta aos medicamentos às 52 semanas foi semelhante em ambos

os grupos (aripiprazol 77% e haloperidol 73%). A taxa global de conclusão foi

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

significativamente maior para os doentes medicados com aripiprazol (43%) do que

com o haloperidol (30%). Os valores reais nas escalas utilizadas como parâmetros

secundários, incluindo PANSS e a Escala de Avaliação da Depressão de Montgomery-

Asberg mostraram uma melhoria significativa em relação ao haloperidol.

Num ensaio de 26 semanas, controlado com placebo em adultos com esquizofrenia

crónica

estabilizada, o aripiprazol teve uma redução significativamente maior na taxa de

recaída, 34% no grupo do aripiprazol e 57% no placebo.

Aumento de peso

Em ensaios clínicos o aripiprazol não mostrou induzir aumento de peso clinicamente

relevante. Num estudo multinacional sobre a esquizofrenia, em dupla ocultação,

controlado com olanzapina, de 26 semanas de duração, em que foram incluídos 314

doentes adultos e o parâmetro primário era o aumento de peso, significativamente

menos doentes medicados com aripiprazol (n = 18, ou 13% dos doentes avaliáveis)

tiveram, pelo menos, 7% de aumento de peso em relação ao valor basal (i.e. um

aumento de, pelo menos, 5,6 kg para um peso basal médio de cerca de 80,5 kg) em

comparação com a olanzapina (n = 45, ou 33% dos doentes avaliáveis).

Parâmetros lipídicos

Numa análise de grupo dos parâmetros lipídicos de ensaios clínicos controlados por

placebo em adultos, o aripiprazol não mostrou induzir alterações nos níveis de

colesterol total, triglicéridos, HDL e LDL clinicamente relevantes.

-Colesterol total: a incidência de alterações nos níveis de normal (< 5,18 mmol/l)

para elevado

(≥ 6,22 mmol/l) foi 2,5% para o aripiprazol e 2,8% para o placebo e a mediana da

alteração do valor de base foi -0,15 mmol/l (IC de 95%: -0,182, -0,115) para o

aripiprazol e -0,11 mmol/l (IC de 95%: - 0,148, -0,066) para o placebo.

-Triglicéridos em jejum: a incidência de alterações nos níveis de normal (< 1,69

mmol/l) para elevado (≥ 2,26 mmol/l) foi 7,4% para o aripiprazol e 7,0% para o

placebo e a mediana da alteração do valor de base foi -0,11 mmol/l (IC de 95%: -

0,182, -0,046) para o aripiprazol e -0,07 mmol/l (IC de 95%: - 0,148, 0,007) para o

placebo.

-HDL: a incidência de alterações nos níveis de normal (≥ 1,04 mmol/l) para baixo (<

1,04 mmol/l) foi 11,4% para o aripiprazol e 12,5% para o placebo e a mediana da

alteração do valor de base foi - 0,03 mmol/l (IC de 95%: -0,046, -0,017) para o

aripiprazol e -0,04 mmol/l (IC de 95%: -0,056, - 0,022) para o placebo.

-LDL em jejum: a incidência de alterações nos níveis de normal (< 2,59 mmol/l)

para elevado

(≥ 4,14 mmol/l) foi 0,6% para o aripiprazol e 0,7% para o placebo e mediana da

alteração do valor de base foi -0,09 mmol/l (IC de 95%: -0,139, -0,047) para o

aripiprazol e -0,06 mmol/l (IC de 95%: - 0,116, -0,012) para o placebo.

Prolactina

Os níveis de prolactina foram avaliados em todos os ensaios de todas as doses de

aripiprazol (n = 28.242). A incidência de hiperprolactinemia ou aumento da

prolactina sérica em doentes tratados com aripiprazol (0,3%) foi semelhante à

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

verificada com o placebo (0,2%). Para os doentes a receber aripiprazol, o tempo

mediano até ao aparecimento foi de 42 dias e a duração mediana foi de 34 dias.

A incidência de hipoprolactinemia ou diminuição da prolactina sérica em doentes

tratados com aripiprazol foi de 0,4%, comparativamente a 0,02% para os doentes

tratados com placebo. Para os doentes a receber aripiprazol, o tempo mediano até

ao aparecimento foi de 30 dias e a duração mediana foi de 194 dias.

Episódios maníacos na perturbação bipolar I

Em dois ensaios em monoterapia de 3 semanas controlados com placebo com dose

flexível, envolvendo doentes com um episódio maníaco ou episódio misto de

perturbação bipolar I, o aripiprazol demonstrou uma eficácia superior ao placebo na

redução dos sintomas maníacos durante 3 semanas. Estes ensaios incluíram doentes

com ou sem episódios psicóticos e com ou sem cursos cíclicos rápidos.

Num ensaio em monoterapia de 3 semanas controlado com placebo com dose fixa,

envolvendo doentes com um episódio maníaco ou episódio misto de perturbação

bipolar I, o aripiprazol falhou na demonstração de eficácia superior ao placebo.

Em dois ensaios em monoterapia de 12 semanas controlados com placebo e

comparadores ativos, em doentes com um episódio maníaco ou episódio misto de

perturbação bipolar I, com ou sem episódios psicóticos, o aripiprazol demonstrou

eficácia superior ao placebo na 3ª semana e uma manutenção de efeito comparável

ao lítio ou ao haloperidol à 12ª semana. O aripiprazol, na semana 12, também

demonstrou uma proporção comparável de doentes em remissão sintomática da

mania em relação ao lítio ou ao haloperidol.

Num ensaio de 6 semanas, controlado com placebo, envolvendo doentes com um

episódio maníaco ou episódio misto de perturbação bipolar I, com ou sem episódios

psicóticos, que não respondiam parcialmente ao lítio ou ao valproato em

monoterapia durante 2 semanas em concentrações séricas terapêuticas, a adição de

aripiprazol como terapêutica adjuvante resultou numa eficácia superior na redução

dos sintomas de mania relativamente a monoterapia com lítio ou haloperidol.

Num ensaio de 26 semanas, controlado com placebo, seguido de uma extensão de

74 semanas, em doentes maníacos que atingiram remissão durante o tratamento

com aripiprazol numa fase de estabilização antes da aleatorização, o aripiprazol

demonstrou superioridade sobre o placebo na prevenção da recorrência bipolar,

principalmente na prevenção da recorrência para a mania, mas falhou na

demonstração da superioridade sobre o placebo na prevenção da recorrência para a

depressão.

Num ensaio de 52 semanas, controlado com placebo, em doentes com um episódio

maníaco ou episódio misto de perturbação bipolar I em curso, que atingiram

remissão sustentada (pontuações totais de Y-MRS e MADRRS ≤ 12) com aripiprazol

(10 mg/dia a 30 mg/dia) como terapêutica adjuvante ao lítio ou ao valproato

durante 12 semanas consecutivas, a terapêutica adjuvante com aripiprazol

demonstrou superioridade sobre o placebo com uma diminuição de risco de 46%

(taxa de risco de 0,54) na prevenção da recorrência bipolar e uma diminuição de

risco de 65% (taxa de risco de 0,35) na prevenção da recorrência para a mania

sobre a terapêutica adjuvante com placebo, mas falhou na demonstração da

superioridade sobre o placebo na prevenção da recorrência para a depressão. A

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

terapêutica adjuvante com aripiprazol demonstrou superioridade sobre o placebo na

medição secundária de resultados, CGI-BP, pontuação de Severidade de Doença

(mania).

Neste ensaio, para determinar a ausência parcial de resposta, os doentes foram

atribuídos pelos investigadores para lítio ou valproato em monoterapia sem

ocultação. Os doentes foram estabilizados durante pelo menos 12 semanas

consecutivas com aripiprazol em associação com o mesmo estabilizador do humor.

Os doentes estabilizados foram então aleatorizados para continuar a terapêutica com

o mesmo estabilizador do humor, em associação com aripiprazol ou placebo, em

dupla ocultação. Na fase de aleatorização foram avaliados quatro subgrupos de

estabilizadores do humor: aripiprazol + lítio, aripiprazol + valproato, placebo + lítio e

placebo + valproato.

Para o braço em tratamento adjuvante, as taxas de Kaplan-Meier obtidas para

recorrência a qualquer episódio de humor foram de 16% para aripiprazol + lítio e

18% para aripiprazol + valproato em comparação com 45% para placebo + lítio e

19% para placebo + valproato.

População pediátrica

Esquizofrenia em adolescentes

Num ensaio de 6 semanas controlado por placebo envolvendo 302 doentes

adolescentes com esquizofrenia (13-17 anos de idade), apresentando sintomas

positivos ou negativos, o aripiprazol foi associado a melhorias estatisticamente

superiores e significativas dos sintomas psicóticos em comparação com o placebo.

Numa subanálise dos doentes adolescentes com idades entre 15 e 17 anos,

representando 74 % da população total participante, a manutenção do efeito foi

observado durante a extensão do ensaio de 26 semanas sem ocultação.

Episódios maníacos na perturbação bipolar I em crianças e adolescentes

Aripiprazol foi estudado num ensaio de 30 semanas controlado por placebo

envolvendo 296 crianças e adolescentes (10-17 anos de idade) que cumpriram o

critério do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV) para a

perturbação bipolar I com episódios maníacos ou mistos com ou sem sintomas

psicóticos e que apresentaram uma pontuação ≥ 20 na Young Mania Rating Scale (Y-

MRS) na linha de base. De entre os doentes incluídos na análise da eficácia primária,

139 doentes apresentaram um diagnóstico de comorbilidade atual para PHDA

(Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção).

Na semana 4 e 12, o aripiprazol foi superior ao placebo na mudança da linha de base

na pontuação total na Y-MRS. Numa análise post-hoc, a melhoria em relação ao

placebo foi mais pronunciada nos doentes com comorbilidade associada a PHDA,

quando comparado com o grupo sem PHDA que não apresentou diferença

relativamente ao placebo. Não foi estabelecida a prevenção de recidivas.

Tabela 1: Melhoria média na escala Y-MRS desde a linha de base nas comorbilidades

psiquiátricas

Comorbilidades

psiquiátricas

Semana

Semana

PHDA

Semana 4

Semana

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

Aripiprazol 10 mg

(n=48)

14,9

15,1

Aripiprazol 10 mg

(n=44)

15,2

15,6

Aripiprazol 30 mg

(n=51)

16,7

16,9

Aripiprazol 30 mg

(n=48)

15,9

16,7

Placebo (n=52)a

Placebo (n=47)b

Sem comorbilidades

psiquiátricas

Semana

Semana

Sem PHDA

Semana 4

Semana

Aripiprazol 10 mg

(n=27)

12,8

15,9

Aripiprazol 10 mg

(n=37)

12,7

15,7

Aripiprazol 30 mg

(n=25)

15,3

14,7

Aripiprazol 30 mg

(n=30)

14,6

13,4

Placebo (n=18)

Placebo (n=25)

10,0

a n=51 à Semana 4

b n=46 à Semana 4

Nos doentes a receber 30 mg, os efeitos adversos mais frequentes que necessitam

de tratamento urgente são perturbação extrapiramidal (28,3 %), sonolência (27,3

%), cefaleias (23,2 %) e náuseas (14,1 %). O aumento médio de peso foi 2,9 kg nas

30 semanas de intervalo de tratamento, quando comparado com doentes tratados

com placebo que tiveram um aumento de 0,98 kg.

Irritabilidade associada a perturbação autística em doentes pediátricos (ver secção

4.2)

Aripiprazol foi estudado em doentes com idades entre os 6 e 17 anos em dois

ensaios de oito semanas controlados por placebo [uma dose flexível (2-15 mg/dia) e

uma dose fixa (5, 10 ou 15 mg/dia)] e num ensaio sem ocultação de 52 semanas. A

dose inicialmente administrada nestes ensaios foi de 2 mg/dia, aumentando para 5

mg/dia após uma semana, e sofrendo aumentos semanais subsequentes de 5 mg/dia

até à dose pretendida. Mais de 75% dos doentes tinham menos de 13 anos de idade.

O aripiprazol demonstrou eficácia estatisticamente superior em comparação com o

placebo na subescala de irritabilidade “Aberrant Behavior Checklist Irritability

subscale”. No entanto, a relevância clínica destes resultados não foi ainda

estabelecida. O perfil de segurança incluiu aumento de peso e alterações nos níveis

de prolactina. A duração do estudo de segurança a longo prazo foi limitada a 52

semanas. Nos ensaios agrupados, a incidência de níveis séricos de prolactina baixos

nos indivíduos do sexo feminino (< 3 ng/ml) e nos indivíduos do sexo masculino (< 2

ng/ml) nos doentes tratados com aripiprazol foi de 27/46 (58,7%) e 258/298

(86,6%), respetivamente. Nos ensaios clínicos controlados por placebo, o aumento

de peso médio foi de 0,4 kg para o placebo e 1,6 kg para o aripiprazol.

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

O aripiprazol foi igualmente estudado num ensaio de manutenção de longa duração

controlado por placebo. Os doentes com uma resposta estável após uma

estabilização de 13-26 semanas com aripiprazol (2-15 mg/dia), ou mantiveram

tratamento com aripiprazol ou mudaram para placebo por mais 16 semanas. As

taxas de recidiva Kaplan-Meier na semana 16 foram de 35% para o aripiprazol e de

52% para o placebo; a razão de risco de recidiva ao fim de 16 semanas

(aripiprazol/placebo) foi de 0,57 (diferença estatisticamente não significativa). Foi

observado na segunda fase (16 semanas) do ensaio um ganho de peso médio

durante a fase de estabilização (até 26 semanas) com aripiprazol de 3,2 kg e um

ganho médio adicional de 2,2 kg para o aripiprazol quando comparado com 0,6 kg

para o placebo. Sintomas extrapiramidais foram principalmente notificados durante a

fase de estabilização em 17% dos doentes, tendo o tremor representado 6,5%.

Tiques associados à Síndrome de Tourette em doentes pediátricos (consultar a

secção 4.2)

A eficácia do aripiprazol foi estudada em doentes pediátricos com Síndrome de

Tourette (aripiprazol: n = 99, placebo: n = 44) num estudo aleatorizado,

duplamente cego, controlado com placebo, de 8 semanas, utilizando um modelo de

grupos de tratamento com base no peso, com dose fixa no intervalo de dose de 5

mg/dia a 20 mg/dia e uma dose inicial de 2 mg. Os doentes tinham entre 7 e 17

anos de idade e apresentaram um valor inicial médio de 30 na pontuação total de

tiques (TTS) da Yale Global Tic Severity Scale (YGTSS). O aripiprazol apresentou

uma melhoria na alteração da TTS YGTSS, do valor inicial para a semana 8, de 13,35

para o grupo de dose baixa (5 mg ou 10 mg) e de 16,94 para o grupo de dose

elevada (10 mg ou 20 mg), em comparação com uma melhoria de 7,09 no grupo de

placebo.

A eficácia do aripiprazol em doentes pediátricos com Síndrome de Tourette

(aripiprazol: n = 32, placebo: n = 29) também foi avaliada com um intervalo de

dose flexível de 2 mg/dia a 20 mg/dia e uma dose inicial de 2 mg, num estudo

aleatorizado, duplamente cego, controlado por placebo, de 10 semanas, realizado na

Coreia do Sul. Os doentes tinham entre 6 e 18 anos, e apresentaram uma pontuação

inicial média de 29 na TTS-YGTSS. O grupo de aripiprazol apresentou uma melhoria

na alteração da TTS-YGTSS, do valor inicial para a semana 10, de 14,97, em

comparação com uma melhoria de 9,62 no grupo de placebo.

Em ambos os estudos de curto prazo, a relevância clínica dos resultados de eficácia

não foi estabelecida, considerando a magnitude do efeito do tratamento

comparativamente com o grande efeito do placebo e os efeitos pouco claros sobre o

funcionamento psicossocial. Não estão disponíveis dados de longo prazo no que diz

respeito à eficácia e à segurança do aripiprazol nesta doença flutuante.

A Agência Europeia de Medicamentos diferiu a obrigação de submissão dos

resultados dos estudos com o aripiprazol em um ou mais sub-grupos da população

pediátrica no tratamento da esquizofrenia e no tratamento da perturbação bipolar

afetiva (ver secção 4.2 para informação do uso em população pediátrica).

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O aripiprazol é bem absorvido, e as concentrações plasmáticas máximas ocorrem

entre 3-5 horas após a administração. O aripiprazol sofre metabolização pré-

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

sistémica mínima. A biodisponibilidade oral absoluta da formulação de comprimidos é

de 87%. Uma refeição com elevado teor de lípidos não afeta a farmacocinética do

aripiprazol.

Distribuição

O aripiprazol distribui-se largamente pelo corpo com um volume de distribuição

aparente de 4,9 l/kg, indicando extensa distribuição extravascular. Em

concentrações terapêuticas, a ligação do aripiprazol e do dehidro-aripiprazol às

proteínas séricas é superior a 99%, ligando-se principalmente à albumina.

Biotransformação

O aripiprazol é extensamente metabolizado pelo fígado, principalmente por três vias

biotransformação: desidrogenação, hidroxilação e N-desalquilação. Com base em

estudos in vitro, as enzimas CYP3A4 e CYP2D6 são responsáveis pela desidrogenação

e hidroxilação do aripiprazol e a N-desalquilação é catalisada pela CYP3A4. O

aripiprazol é a fração de medicamento predominante na circulação sistémica. No

estado de equilíbrio, o dehidro-aripiprazol, o metabolito ativo, representa cerca de

40% da AUC do aripiprazol no plasma.

Eliminação

As semividas de eliminação médias para o aripiprazol são de aproximadamente 75

horas nos

metabolizadores extensos da CYP2D6 e de aproximadamente 146 horas nos

metabolizadores fracos da CYP2D6.

A depuração corporal total do aripiprazol é de 0,7 ml/min/kg, sendo principalmente

hepática.

Após uma dose oral única de aripiprazol marcado com 14C, cerca de 27% da

radioatividade

administrada foi recuperada na urina e aproximadamente 60% nas fezes. Menos de

1% do aripiprazol inalterado foi excretado na urina e aproximadamente 18% foi

recuperado inalterado nas fezes.

Farmacocinética em grupos especiais de doentes

População pediátrica

A farmacocinética do aripiprazol e do dehidro-aripiprazol em doentes pediátricos com

idade entre 10 e 17 anos foi semelhante à do adulto após correção para as

diferenças de peso corporal.

Idosos

Não há diferenças na farmacocinética do aripiprazol entre indivíduos idosos

saudáveis e indivíduos adultos mais jovens, nem há qualquer efeito detetável

dependente da idade numa análise da farmacocinética da população em doentes

esquizofrénicos.

Sexo

Não há diferenças na farmacocinética do aripiprazol entre indivíduos saudáveis do

sexo masculino e feminino, nem há qualquer efeito detetável dependente do sexo

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

numa análise da farmacocinética da população em doentes esquizofrénicos.

Tabagismo

A avaliação da farmacocinética populacional não revelou evidência de diferenças

clinicamente

significativas relacionadas com o tabagismo na farmacocinética do aripiprazol.

Raça

A avaliação da farmacocinética populacional não revelou qualquer evidência de

diferenças relacionadas com a raça na farmacocinética de aripiprazol.

Compromisso renal

As características farmacocinéticas do aripiprazol e do dehidro-aripiprazol foram

semelhantes em doentes com doença renal grave quando comparadas com as de

indivíduos saudáveis jovens.

Compromisso hepático

Um estudo de dose única em indivíduos com cirrose hepática de grau variável

(Classe Child-Pugh A, B e C) não revelou um efeito significativo da insuficiência

hepática na farmacocinética do aripiprazol e do dehidro-aripiprazol, mas o estudo

incluiu apenas 3 doentes com cirrose hepática de Classe C, o que é insuficiente para

concluir sobre a sua capacidade metabólica.

Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo

estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida,

genotoxicidade, potencial carcinogénico, toxicidade reprodutiva e desenvolvimento.

Os efeitos toxicológicos importantes apenas se observaram a partir de níveis de

exposição

considerados suficientemente excessivos em relação ao nível máximo de exposição

humana, indicando que estes efeitos foram limitados ou sem relevância na utilização

clínica. Estes incluiram: toxicidade adrenocortical dose-dependente (acumulação do

pigmento lipofuscina e/ou perda celular no parênquima) em ratos após 104 semanas

com 20 a 60 mg/kg/dia (3 a 10 vezes a AUC do estado de equilíbrio média na dose

humana máxima recomendada) e aumento dos carcinomas adrenocorticais e

adenomas/carcinomas adrenocorticais combinados no rato fêmea com 60 mg/kg/dia

(10 vezes a AUC do estado de equilíbrio média na dose humana máxima

recomendada). A maior exposição não tumorigénica nos ratos fêmea foi de 7 vezes a

exposição humana na dose recomendada.

Um resultado adicional foi a colelitíase como consequência da precipitação de

conjugados sulfato de metabolitos hidroxilados do aripiprazol na bílis de macacos

após administração oral repetida com 25 a 125 mg/kg/dia (1 a 3 vezes a AUC do

estado de equilíbrio média na dose clínica máxima recomendada ou 16 a 81 vezes a

dose humana máxima recomendada com base em mg/m2). No entanto, as

concentrações de conjugados sulfato de aripiprazol hidroxilado na bílis humana na

dose proposta mais elevada, 30 mg por dia, não foram superiores a 6% das

concentrações biliares encontradas nos macacos no estudo de 39 semanas e estão

bem abaixo (6%) dos seus limites de solubilidade in vitro.

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

Nos estudos de dose repetida em ratos e cães jovens, o perfil de toxicidade do

aripiprazol foi

comparável ao observado nos animais adultos, e não houve evidência de

neurotoxicidade nem de efeitos adversos no desenvolvimento.

Com base nos resultados de todos os testes padrão de genotoxicidade, o aripiprazol

foi considerado não genotóxico. O aripiprazol não alterou a fertilidade em estudos de

toxicidade reprodutiva. Foi observada toxicidade no desenvolvimento, incluindo

ossificação fetal retardada dependente da dose e possíveis efeitos teratogénicos, em

ratos com doses resultando em exposições subterapêuticas (com base na AUC) e em

coelhos com doses resultando em exposições 3 e 11 vezes a AUC do estado de

equilíbrio média na dose clínica máxima recomendada. Ocorreu toxicidade materna

em doses similares às que causam toxicidade no desenvolvimento.

Ocorreu toxicidade materna em doses similares às que causam toxicidade no

desenvolvimento.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.

Lista dos excipientes

Celulose microcristalina

Sílica coloidal anidra

Aspartamo (E951)

Croscarmelose sódica (E468)

Estearato de magnésio

Aroma de baunilha (501469 TP0551)

Óxido de ferro amarelo (E172) (apenas para as dosagens de 15 mg e 30 mg)

Incompatibilidades

Não aplicável.

Prazo de validade

Comprimidos de 10 mg e 15 mg: 9 meses

Comprimidos de 30 mg: 2 anos

Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25 ºC.

Natureza e conteúdo do recipiente

Aripiprazol Glob comprimidos orodispersíveis encontra-se disponível em:

- Poliamida/Alumínio/PVC-Alumínio

Blister violável por compressão

- Poliamida/Alumínio/PVC-papel/Poliéster/Alumínio

Blister com película removível

Tamanho de embalagens:

Blisters: 28 comprimidos orodispersíveis

APROVADO EM

17-11-2016

INFARMED

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Precauções especiais de eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo

com as exigências locais.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Glob Limited

65, Delamere Road, Hayes, Middlesex – UB4 ONN

Reino Unido

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

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