Ariclaim

União Europeia - português - EMA (European Medicines Agency)

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Ingredientes ativos:
duloxetina
Disponível em:
Eli Lilly Nederland B.V.
Código ATC:
N06AX21
DCI (Denominação Comum Internacional):
duloxetine
Grupo terapêutico:
Psychoanaleptics,
Área terapêutica:
Neuropatias diabéticas
Indicações terapêuticas:
Tratamento da dor neuropática periférica diabética. Ariclaim é indicado em adultos.
Resumo do produto:
Revision: 26
Status de autorização:
Retirado
Número de autorização:
EMEA/H/C/000552
Data de autorização:
2004-08-11
Código EMEA:
EMEA/H/C/000552

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Leia o documento completo

B. FOLHETO INFORMATIVO

Medicamento já não autorizado

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

ARICLAIM 30 mg cápsulas gastrorresistentes

ARICLAIM 60 mg cápsulas gastrorresistentes

Duloxetina (cloridrato)

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento pois contém informação

importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este Folheto

O que é ARICLAIM e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar ARICLAIM

Como tomar ARICLAIM

Efeitos secundários possíveis

Como conservar ARICLAIM

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O QUE É ARICLAIM E PARA QUE É UTILIZADO

ARICLAIM contém a substância ativa duloxetina. ARICLAIM aumenta os níveis de serotonina e

noradrenalina no sistema nervoso.

ARICLAIM é utilizado em adultos para tratar uma doença chamada dor neuropática do diabético

(geralmente descrita como ardente, cortante, penetrante, aguda, ou dolorosa ou semelhante a um

choque elétrico. Pode ocorrer perda de sensibilidade na área afetada, ou sensações em que o toque, o

calor, o frio ou a pressão podem causar dor).

Nas pessoas com dor neuropática do diabético, pode levar algumas semanas até se sentir melhor. Fale

com o seu médico se não se sentir melhor após 2 meses.

2.

O que precisa de saber antes de tomar ARICLAIM

NÃO tome ARICLAIM se:

se tem alergia à duloxetina ou a qualquer outro componente deste medicamento (listados na seção

se está a tomar ou tomou nos últimos 14 dias um outro medicamento chamado inibidor da

monoamina oxidase (IMAO), (ver“Outros medicamentos e ARICLAIM”)

se tiver doença de fígado

se tiver doença renal grave

se estiver a tomar fluvoxamina, habitualmente utilizada para tratar a depressão, a ciprofloxacina

ou enoxacina. As quais são utilizadas para tratar algumas infeções.

estiver

tomar

outros

medicamentos

contendo

duloxetina

(ver

“Outros

medicamentos

ARICLAIM”)

Fale com o seu médico se sofrer de tensão arterial alta ou doença cardíaca. O seu médico informá-lo-á

se deve ou não tomar ARICLAIM.

Advertências e precauções

ARICLAIM pode não ser adequado para si devido às razões abaixo indicadas. Fale com o seu médico

Medicamento já não autorizado

antes de tomar ARICLAIM se:

estiver a tomar medicamentos para a depressão

(ver” Outros medicamentos e ARICLAIM ”)

estiver a fazer um tratamento à base de plantas que contenham Hipericão (

Hypericum

perforatum)

tiver doença renal.

tiver história de episódios convulsivos (convulsões)

tiver tido mania

tiver doença bipolar

tiver problemas oculares tais como alguns tipos de glaucoma (pressão ocular elevada).

tiver história de hemorragias (tendência para desenvolver nódoas negras).

estiver em risco de ter baixos níveis de sódio (por exemplo, se estiver a tomar diuréticos,

especialmente se for idoso).

estiver a ser tratado com outro medicamento que possa causar danos hepáticos

estiver a tomar outros medicamentos que contêm duloxetina (ver “Outros medicamentos e

ARICLAIM”)

ARICLAIM pode causar uma sensação de agitação ou incapacidade de se manter sentado ou quieto.

Deve informar o seu médico no caso de isto acontecer consigo.

Pensamentos suicidas e agravamento da sua depressão ou ansiedade

Embora ARICLAIM não esteja indicado no tratamento da depressão, a sua substância ativa

(duloxetina) é utilizada como medicamento antidepressivo. Se estiver deprimido ou tiver perturbações

de ansiedade pode ter algumas vezes pensamentos de auto mutilação ou de suicídio. Estes podem

aumentar quando começa a tomar antidepressivos pela primeira vez, dado que estes medicamentos

levam todos algum tempo a fazer efeito, habitualmente duas semanas, às vezes mais.

Terá mais probabilidades de vir a pensar assim se:

já tiver tido anteriormente pensamentos suicidas ou de automutilação

for um jovem adulto. Informações de ensaios clínicos demonstraram um aumento do risco de

comportamentos suicidas em adultos com idade inferior a 25 anos, com doenças psiquiátricas

tratados com um antidepressivo.

Se nalguma ocasião tiver tido pensamentos de automutilação ou de suicídio, contacte o seu

médico ou dirija-se imediatamente ao hospital.

Pode achar útil contar a um parente ou a um amigo próximo que se sente deprimido ou que sofre de

ansiedade e pedir-lhes para ler este folheto informativo. Pode pedir-lhes para lhe dizerem se a sua

depressão ou ansiedade está a piorar ou se estão preocupados com alterações no seu comportamento.

Crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade

ARICLAIM não deve ser utilizado por crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade.

Também deve saber que os doentes com menos de 18 anos têm um risco acrescido de efeitos

indesejáveis, tais como tentativa de suicídio, ideias de suicídio e hostilidade (predominantemente

agressividade, comportamentos de oposição e cólera) quando tomam este tipo de medicamentos.

Apesar disto, o seu médico pode prescrever ARICLAIM a doentes com menos de 18 anos de idade,

quando decidir que é o melhor para o doente. Se o seu médico prescreveu ARICLAIM a um doente

com menos de 18 anos de idade e quiser discutir isto, por favor volte a falar com o seu médico. Deve

informar o seu médico se algum dos sintomas atrás referidos se vier a desenvolver ou a agravar

quando doentes com menos de 18 anos de idade estiverem a tomar ARICLAIM. Além disso, a

segurança a longo prazo relativa aos efeitos sobre o crescimento, desenvolvimento da maturidade,

desenvolvimento cognitivo e comportamental neste grupo etário, ainda não foi demonstrada.

Outros medicamentos eARICLAIM

Por favor informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar,tiver tomado recentemente ou ou se

vier a tomar outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

O componente principal do ARICLAIM duloxetina, é utilizado noutros medicamentos para outras

doenças:

depressão, ansiedade e incontinência urinária

Não deve tomar mais do que um destes medicamentos ao mesmo tempo. Consulte o seu médico no

Medicamento já não autorizado

caso de estar a tomar outros medicamentos que contenham duloxetina.

O seu médico deve decidir se pode tomar ARICLAIM com outros medicamentos.

Não comece ou

pare de tomar qualquer medicamento, incluindo os que comprou sem receita médica e outros de

origem natural, antes de consultar o seu médico.

Também deve informar o seu médico se estiver a tomar algum dos medicamentos seguintes:

Inibidores da monoamina oxidase (IMAO):

Não deve tomar ARICLAIM se estiver a tomar ou tiver

tomado recentemente (nos últimos 14 dias), algum antidepressivo, denominado Inibidore da

Monoamino oxidase (IMAOs). Exemplos de IMAOs incluem moclobemida (um antidepressivo) e

linezolida (um antibiótico). A utilização de um IMAO juntamente com muitos medicamentos sujeitos

a receita médica, incluindo ARICLAIM, pode causar efeitos indesejáveis graves ou até mesmo colocar

a vida em perigo. Deve esperar pelo menos 14 dias após ter parado de tomar um IMAO antes de

começar a tomar ARICLAIM. Deve esperar também pelo menos 5 dias após ter parado ARICLAIM

antes de começar a tomar um IMAO.

Medicamentos que podem causar sonolência:

Estes poderão incluir medicamentos receitados pelo

seu médico, incluindo benzodiazepinas, medicamentos fortes para as dores, antipsicóticos,

fenobarbital e anti-histamínicos.

Medicamentos que aumentam os níveis da serotonina:

triptanos, tramadol, triptofano, inibidores

seletivos da recaptação da serotonina ISRSs (tais como a paroxetina e a fluoxetina), INRSs (tais como

a venlafaxina), antidepressivos tricíclicos (tais como a clomipramina e amitriptilina), petidina,

Hipericãoe IMAOs (tais como a moclobemida e a linezolida) . Estes medicamentos aumentam o risco

de efeitos indesejáveis; se tiver algum sintoma pouco comum quando estiver a tomar algum destes

medicamentos juntamente com ARICLAIM, deve consultar o seu médico.

Anticoagulantes orais ou antiagregantes plaquetários:

Medicamentos que aumentam a fluidez do

sangue ou que evitam a coagulação do sangue. Estes medicamentos podem aumentar o risco de

hemorragia.

ARICLAIM com alimentos,bebidas e álcool

ARICLAIM pode ser tomado com ou sem alimentos. Deve ter cuidado se beber álcool quando estiver

a ser tratado com ARICLAIM.

Gravidez, e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidarconsulte o seu médico ou

farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Informe o seu médico se ficar grávida ou se estiver a pensar engravidar, enquanto estiver a

tomar este medicamento Só deve tomar ARICLAIM depois de discutir com o seu médico os

potenciais riscos e benefícios e para o bebé.

Certifique-se que a sua parteira e/ou médico sabem que está a tomar Ariclaim. Quando tomados

durante a gravidez, fármacos semelhantes, (ISRSs) podem aumentar o risco de uma situação

grave nos bebés chamada hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido (HPPN), que faz

com que o bebé respire mais rapidamente e que pareça “azulado”. Estes sintomas começam

habitualmente durante as primeiras 24 horas após o nascimento. Se isto acontecer ao seu bebé

deverá contactar a sua parteira e/ou o seu médico imediatamente.

Se tomar Ariclaim próximo do final da gravidez, o seu bebé pode ter alguns sintomas quando

nascer. Estes começam habitualmene à nascença ou dentro de alguns dias após o nascimento.

Estes sintomas podem incluir músculos flácidos, tremores, nervosismo, não se alimentar

adequadamente, problemas em respirar e convulsões. Se o seu bebé tiver algum destes sintomas

quando nascer, ou se ficar preocupada com a saúde do seu bebé, deve aconselhar-se com o seu

médico ou parteira.

Medicamento já não autorizado

Informe o seu médico se estiver a amamentar. Não se recomenda o uso de ARICLAIM

enquanto estiver a amamentar. Deve consultar o seu médico ou farmacêutico.

Condução de veículos e utilização de máquinas

ARICLAIM pode fazê-lo sentir-se ensonado ou tonto. Não conduza nem utilize ferramentas ou

máquinas, antes de saber o efeito que ARICLAIM tem em si.

ARICLAIM contém sacarose

ARICLAIM contém

sacarose

. Se o seu médico lhe tiver dito que você tem intolerância a alguns

açúcares, contacte o seu médico antes de tomar este medicamento.

3.

Como tomar ARICLAIM

Tomar este medicamento exatamente como indicado pelo seu do médico ou farmacêutico. Fale com o

seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

ARICLAIM é para uso oral. Deve engolir a cápsula inteira com água.

A dose habitual de ARICLAIM é 60 mg uma vez ao dia, mas o seu médico pode receitar-lhe a dose

que for mais indicada para si.

Para não se esquecer de tomar ARICLAIM, tome-o sempre todos os dias á mesma hora.

Fale com o seu médico, para saber durante quanto tempo deve tomar ARICLAIM. Não deixe de tomar

ARICLAIM nem altere a dose sem falar com o seu médico. É importante tratar a sua doença

adequadamente para o ajudar a melhorar. Se não se tratar, a sua doença pode não desaparecer, pode

agravar-se e ser mais difícil de tratar.

Se tomar mais ARICLAIM do que deveria

Avise imediatamente o seu médico ou farmacêutico se tiver tomado mais do que a quantidade de

ARICLAIM indicada pelo seu médico. Os sintomas de sobredosagem incluem sonolência, coma, e

síndrome da serotonina (

uma reação rara que pode causar sentimentos de grande felicidade,

sonolência, inépcia, agitação, sensação de estar embriagado, febre, sudação ou músculos

rígidos, desmaios, vómitos e batimentos cardíacos rápidos.

Caso se tenha esquecido de tomar ARICLAIM

não tome uma dose a dobrar para compensar a dose

que se esqueceu de tomar.

Se se esquecer de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar. No entanto, se estiver na altura da

próxima dose, não tome a dose que se esqueceu e tome apenas a dose habitual. Não tome uma dose a

dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar. Não tome mais do que o total da dose diária

de ARICLAIM que lhe foi receitada.

Se parar de tomar ARICLAIM:

NÃO

deixe de tomar as cápsulas sem o conselho do seu médico, mesmo que se sinta melhor. Se o seu

médico achar que já não precisa de ARICLAIM, pedir-lhe-á para reduzir a dose durante pelo menos, 2

semanas antes de interromper completamente o tratamento.

Alguns doentes que pararam subitamente de tomar ARICLAIM sentiram:

tonturas, sensação de formigueiro, como agulhas e alfinetes, ou sensação de choques elétricos

(especialmente na cabeça), distúrbios do sono (sonhos fortes, pesadelos, insónia), fadiga,

sonolência,sentir-se inquieto ou agitado, sentir-se ansioso, enjoos (náuseas) ou estar enjoado

(vómitos), estremecimento (tremores), dores de cabeça, dores nos músculos, sentir-se agitado,

diarreia, sudação excessiva ou vertigens. Estes sintomas habitualmente não são graves e

desaparecem dentro de alguns dias, mas se tiver sintomas que lhe causem problemas, deve

consultar o seu médico.

Medicamento já não autorizado

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos,este medicamento pode causar efeitos secundários, no entanto estes

não se manifestam em todas as pessoas.

Estes efeitos são normalmente ligeiros a moderados e desaparecem em poucas semanas.

Efeitos secundários muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em 10 pessoas)

dores de cabeça, sonolência

sentir-se enjoado (náuseas), boca seca,

Efeitos secundários frequentes: (podem afetar até1 em cada 10 pessoas)

falta de apetite

problemas em dormir, sentir-se agitado, diminuição do desejo sexual, ansiedade, ausência ou

dificuldade em atingir o orgasmo, sonhos anormais

tonturas, sentir-se lento, tremores, dormência, incluindo picadas ou sensação de formigueiro na

pele

visão turva

acufenos (perceção de sons dentro do ouvido quando não há sons exteriores)

sentir o coração a bater no peito,

aumento da tensão arterial, rubor

aumento dos bocejos

prisão de ventre, diarreia, dores de estômago, sentir-se enjoado (vómitos), azia ou indigestão,

gazes

aumento da sudação, erupção na pele (com comichão)

dor muscular, espasmo muscular

dor ao urinar, , urinar com frequência

problema em conseguir uma ereção, alterações da ejaculação

quedas (mais comuns nos idosos) fadiga

perda de peso

Efeitos secundários pouco frequentes (podem afetar até1 em cada 100 pessoas)

inflamação da garganta que causa voz rouca

pensamentos suicidas, dificuldade em dormir, ranger ou cerrar os dentes , sentir-se desorientado,

falta de motivação

movimentos súbitos e involuntários dos músculos ou contrações músculares, sensação de

inquietação ou incapacidade de se manter sentado ou quieto, sentir-se nervoso, dificuldade de

concentração, alterações do paladar, dificuldade em controlar os movimentos,

p. ex. falta de coordenação ou movimentos involuntários dos músculos, síndrome das pernas

inquietas, pouca qualidade do sono

pupilas dilatadas (a parte escura no centro do olho), problemas de visão

sensação de tonturas ou “cabeça a andar à roda” (vertigens), dores de ouvidos

ritmo cardíaco rápido ou irregular

desmaios, tonturas, sensação de “cabeça vazia” ou desmaios quando está em pé, dedos das mãos

ou dos pés frios

aperto na garganta, hemorragias nasais

vomitar sangue, sangue nas fezes ou fezes pretas, gastroenterite, soluços, dificuldade em engolir

inflamação do fígado que pode causar dor abdominal e coloração amarelada da pele e da parte

branca dos olhos

Medicamento já não autorizado

suores noturnos, urticária, suores frios, sensibilidade à luz solar, tendência acrescida para

nódoas negras

contração muscular, rigidez muscular

dificuldade ou incapacidade em urinar, dificuldade em começar a urinar, necessidade de urinar

durante a noite, necessidade de urinar mais do que o normal, diminuição do fluxo urinário

hemorragias vaginais anormais, períodos menstruais anormais, incluindo períodos abundantes,

dolorosos, irregulares ou prolongados, períodos pouco abundantes ou falhas no período

menstrual não habituais, dor nos testículos ou no escroto.

dor no peito, sentir frio, sede, arrepios, sentir calor, marcha anormal

aumento de peso

Ariclaim pode provocar efeitos dos quais pode não estar consciente, tais como, aumento das enzimas

hepáticas ou dos níveis de potássio no sangue, creatinina fosfoquinase, açúcar ou colesterol no sangue

Efeitos secundários raros (podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas)

reações alérgicas graves que podem causar dificuldade em respirar ou tonturas com inchaço da

língua ou dos lábios, reações alérgicas

diminuição da atividade da glândula tiroide, que pode causar cansaço ou aumento de peso

desidratação, níveis baixos de sódio no sangue (principalmente nos idosos; os sintomas podem

incluir sentir-se tonto, fraco, confuso, ensonado ou muito cansado ou sentir-se ou ficar enjoado,

sintomas mais graves são os desmaios, convulsões ou quedas), síndrome de secreção

inapropriada da hormona antidiurética (SIHAD)

comportamento suicida, mania (hiperatividade, pensamentos rápidos diminuição da necessidade

de dormir), alucinações, agressão e raiva

“Síndrome da serotonina” (uma reação rara que pode causar sentimentos de euforia, sonolência,

descoordenação, agitação, sensação de estar embriagado, febre, sudação ou rigidez muscular),

convulsões

pressão aumentada no olho (glaucoma)

inflamação da boca, perder sangue vivo nas fazes, mau hálito, inflamação do intestino grosso

(levando a diarreia).

falência hepática, coloração amarelada da pele e da parte branca dos olhos (icterícia)

síndrome de Stevens-Johnsson ( doença grave com “bolhas” na pele, boca, olhos e genitais),

reação alérgica grave que causa inchaço da face ou da garganta (angioedema)

contração do maxilar

odor anormal da urina

sintomas de menopausa, produção anormal de leite no homem ou na mulher

Efeitos secundários muito raros (podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas)

inflamação dos vasos sanguíneos na pele (vasculite cutânea)

Medicamento já não autorizado

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste

folheto, fale com informe o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos

secundários diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V. Ao

comunicar efeitos secundários ajudará a fornecer mais informações sobre a segurança deste

medicamento.

5.

Como conservar ARICLAIM

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior.

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade. Não conservar acima de 30 ° C

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger

o ambiente.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de ARICLAIM

substância ativa

é duloxetina. Cada cápsula gastrorresistente contém 30 ou 60 mg de duloxetina

(sob a forma de cloridrato).

outros

componentes são:

Conteúdo da cápsula

: hipromelose, hipromelose acetato succinato, sacarose, esferas de açúcar, talco,

dióxido de titânio (E171) e citrato de trietilo

(ver o final da secção 2 para mais informações sobre sacarose)

Invólucro capsular

: gelatina, laurisulfato de sódio, dióxido de titânio (E171), indigotina (E132), óxido

de ferro amarelo (E172) (apenas para 60 mg) e tinta verde comestível (30 mg) ou tinta branca

comestível (60 mg)

Tinta verde comestível

: Óxido de ferro negro sintético (E172), óxido de ferro amarelo sintético (E172)

propilenoglicol, goma-laca.

Tinta branca comestível

: Dióxido de titânio (E171), propilenoglicol, goma-laca, povidona.

Qual o aspeto de ARICLAIM e conteúdo da embalagem

ARICLAIM é uma cápsula gastrorresistente.

Cada cápsula de ARICLAIM contém esferas de cloridrato de duloxetina com uma cobertura que as

protege do ácido do estômago

ARICLAIM está disponível em duas dosagens: 30 e 60 mg.

As cápsulas de 30 mg são azuis e brancas, impressas com “30 mg” e com o código “9543”.

As cápsulas de 60 mg são verdes e azuis, impressas com “60 mg” e com o código “9542”.

ARICLAIM 30 mg está disponível em embalagens de 7, 28 e 98 cápsulas gastrorresistentes.

ARICLAIM 60 mg está disponível em embalagens de 28 e 98 cápsulas gastrorresistentes.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Medicamento já não autorizado

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Eli Lilly Nederland B.V., Papendorpseweg 83,

3528 BJ Utrecht, Holanda.

Fabricante :

Lilly S.A., Avda. De la Industria, 30, 28108 Alcobendas, Madrid, Espanha.

Medicamento já não autorizado

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do Titular

da Autorização de Introdução no Mercado.

België/Belgique/Belgien

Eli Lilly Benelux S.A./N.V.

Tél/Tel: + 32-(0)2 548 84 84

Lietuva

Eli Lilly Holdings Limited atstovybė

Tel. +370 (5) 2649600

България

ТП "Ели Лили Недерланд" Б.В. - България

тел. + 359 2 491 41 40

Luxembourg/Luxemburg

Eli Lilly Benelux S.A./N.V.

Tél/Tel: + 32-(0)2 548 84 84

Česká republika

ELI LILLY ČR, s.r.o.

Tel: + 420 234 664 111

Magyarország

Lilly Hungária Kft.

Tel: + 36 1 328 5100

Danmark

Eli Lilly Danmark A/S

Tlf: +45 45 26 60 00

Malta

Charles de Giorgio Ltd.

Tel: + 356 25600 500

Deutschland

Lilly Deutschland GmbH

Tel. + 49-(0) 6172 273 2222

Nederland

Eli Lilly Nederland B.V.

Tel: + 31-(0) 30 60 25 800

Eesti

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Tel:

+

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Norge

Eli Lilly Norge A.S.

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Ελλάδα

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Slovenská republika

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Italia

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Tel: + 39- 055 42571

Suomi/Finland

Oy Eli Lilly Finland Ab

Puh/Tel: + 358-(0) 9 85 45 250

Medicamento já não autorizado

Κύπρος

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Sverige

Eli Lilly Sweden AB

Tel: + 46-(0) 8 7378800

Latvija

Eli Lilly Holdings Limited pārstāvniecība Latvijā

Tel:

+

371 67364000

United Kingdom

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Medicamento já não autorizado

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ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

Medicamento já não autorizado

1.

NOME DO MEDICAMENTO

ARICLAIM 30 mg cápsulas gastrorresistentes

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada cápsula contém 30 mg de duloxetina (sob a forma de cloridrato).

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Cada cápsula pode conter até 56 mg de sacarose

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula gastrorresistente.

Corpo branco opaco, impresso com ‘30 mg’ e cabeça azul opaco, impressa com ‘9543’.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Tratamento da dor neuropática periférica do diabético.

Ariclaim é indicado em adultos

Para mais informações, ver secção 5.1

4.2

Posologia e modo de administração

Posologia

A posologia inicial e de manutenção recomendada é 60 mg por dia independentemente das refeições.

Em ensaios clínicos, doses superiores a 60 mg uma vez por dia até uma dose máxima de 120 mg por

dia, em doses uniformente divididas, foram avaliadas relativamente à segurança. As concentrações de

duloxetina no plasma mostraram uma grande variabilidade entre indivíduos (ver secção 5.2). Assim,

alguns doentes que não responderam à dose de 60 mg, poderão beneficiar de uma dose mais alta.

A resposta ao tratamento deve ser avaliada após dois meses. Em doentes com uma resposta inicial

inadequada, é pouco provável que haja uma resposta após este período de tempo.

O benefício terapêutico deve ser regularmente reavaliado (pelo menos cada três meses) (ver ecção

5.1).

População pediátrica

A segurança e a eficácia da duloxetina no tratamento da dor neuropática periférica do diabético não

foram ainda estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Populações especiais

Idosos:

Não se recomenda ajuste posológico em doentes idosos apenas com base na idade. No entanto, tal

como com qualquer medicamento, o tratamento de idosos deve ser feito com precaução (ver secção

5.2).

Medicamento já não autorizado

Compromisso hepático

ARICLAIM não pode ser utilizado em doentes com doença hepática que resulte em compromisso

hepático (ver secções 4.3 e 5.2).

Compromisso renal

Não é necessário ajuste posológico em doentes com insuficiência renal ligeira ou moderada

(depuração da creatinina 30 a 80 ml/min). ARICLAIM não pode ser utilizado em doentes com

compromisso renal grave (depuração da creatinina <30 ml/min; ver secção 4.3).

Interrupção do tratamento:

Uma interrupção repentina deve ser evitada. Quando

s

e interromper o tratamento com ARICLAIM,

deve reduzir-se gradualmente a dose, durante pelo menos uma ou duas semanas, de modo a reduzir o

risco de reações de privação (ver secção 4.4 e 4.8). No caso de ocorrerem sintomas intoleráveis após

uma diminuição da dose ou após interrupção do tratamento, deve considerar-se a readministração da

dose anteriormente prescrita. Subsequentemente, o médico pode continuar a diminuir a dose duma

forma mais gradual.

Modo de administração

Para via oral.

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade à duloxetina ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

ARICLAIM não deve ser utilizado em combinação com inibidores da monoamina oxidase (IMAO)

não seletivos irreversíveis (ver secção 4.5).

Doença hepática resultante em compromisso hepático (ver secção 5.2).

ARICLAIM não deve ser usado em combinação com fluvoxamina, ciprofloxacina ou a enoxacina,

(inibidores potentes do CYP1A2) dado que esta combinação resulta em elevadas concentrações

plasmáticas de duloxetina (ver secção 4.5).

Compromisso renal grave (depuração da creatinina

<

30 ml/min) (ver secção 4.4).

Em doentes com hipertensão não controlada, iniciar o tratamento com ARICLAIM está

contraindicado, uma vez que poderá expor os doentes a um risco potencial de crise hipertensiva (ver

secção 4.4 e 4.8).

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Mania e convulsões

ARICLAIM deve ser usado com precaução em doentes com história de mania ou diagnóstico de

doença bipolar e/ou episódios convulsivos.

Midríase

Foi notificada midríase em associação com a duloxetina; por esta razão, recomenda-se precaução

quando se prescreve ARICLAIM a doentes com pressão intraocular aumentada ou em risco de

glaucoma agudo de ângulo fechado.

Tensão arterial e ritmo cardíaco

Nalguns doentes a duloxetina tem sido associada a um aumento da tensão arterial e a hipertensão

clinicamente significativa. Este facto pode ser devido ao efeito noradrenérgico da duloxetina. Têm

sido notificadas crises hipertensivas com duloxetina, principalmente em doentes com hipertensão pré-

existente. Assim, em doentes com história de hipertensão e/ou outras doenças cardíacas, recomenda-se

Medicamento já não autorizado

que a tensão arterial seja monitorizada especialmente durante o primeiro mês de tratamento. A

duloxetina deve ser utilizada com precaução em doentes cuja situação possa estar comprometida por

um aumento do ritmo cardíaco ou por um aumento da tensão arterial. Deve-se também ter precaução

quando se utiliza duloxetina com medicamentos que possam afetar o seu metabolismo (ver secção

4.5). Em doentes que tenham um aumento sustentado da tensão arterial durante o tratamento com

duloxetina, deve considerar-se uma redução da dose ou a interrupção gradual da dose (ver secção 4.8).

Em doentes com hipertensão não controlada, não se deverá iniciar o tratamento com duloxetina (ver

secção 4.3).

Compromisso renal

Em doentes com compromisso renal grave em hemodiálise (depuração da creatinina < 30 ml/min),

verificou-se um aumento das concentrações plasmáticas de duloxetina. Para doentes com Insuficiência

renal grave ver secção 4.3. Para informações em doentes com insuficiência renal ligeira a moderada

ver secção 4.2.

Síndrome da serotonina

Tal como com outros medicamentos serotoninérgicos, a síndrome da serotonina, uma situação clínica

com risco de vida, pode ocorrer durante o tratamento com duloxetina, particularmente na utilização

concomitante com outros medicamentos serotoninérgicos (incluindo ISRSs, ISRNs antidepressivos

tricíclicos ou triptanos), com medicamentos que afetam o metabolismo da serotonina, tais como

IMAOs ou com antipsicóticos ou outros antagonistas da dopamina que podem afetar os sistemas de

neurotransmissão serotoninérgicos (ver secções 4.3 e 4.5).

Os sintomas da síndrome da serotonina podem incluir alterações do estado mental (p.e. agitação,

alucinações, coma), instabilidade autonómica (i.e. taquicardia, pressão arterial lábil, hipertermia),

aberrações neuromusculares (i.e. hiperreflexia, descoordenação motora) e/ou sintomas

gastrointestinais (i.e. náuseas, vómitos, diarreia).

Se o tratamento concomitante com duloxetina e outros medicamentos serotoninérgicos que podem

afetar os sistemas de neurotransmissão serotoninérgicos e/ou dopaminérgicos for clinicamente

justificado, aconselha-se uma observação cuidadosa do doente, particularmente no início do

tratamento e no aumento da dose.

Hipericão

A frequência de reações adversas pode aumentar durante a utilização concomitante de ARICLAIM

com preparações à base de plantas que possuam na sua composição Hipericão (

Hypericum

perforatum).

Depressão, ideação suicida e comportamento suicida

Embora ARICLAIM não esteja indicado no tratamento da depressão, a sua substância ativa

(duloxetina), também existe como medicamento antidepressivo. A depressão está associada a um risco

acrescido de pensamentos suicidas, automutilação e suicídio (acontecimentos relacionados com

suicídio). Este risco persiste até ocorrer uma remissão significativa dos sintomas. Dado que pode não

ocorrer uma melhoria durante as primeiras semanas ou mais de tratamento, os doentes devem ser

cuidadosamente monitorizados até que essa melhoria ocorra. É do conhecimento clínico geral que o

risco de suicídio pode aumentar nos primeiros tempos da recuperação. Doentes com história de

acontecimentos relacionados com suicídio ou doentes que mostram um grau significativo de ideação

suicida antes de começarem o tratamento, correm maior risco de terem ideação suicida ou

comportamento suicida, devendo por isso receber uma monitorização cuidadosa durante o tratamento.

Uma meta-análise de ensaios clínicos controlados com placebo efetuados em doenças psiquiátricas

com medicamentos antidepressivos, mostrou um pequeno aumento do risco de comportamento suicida

com antidepressivos, comparado com placebo em doentes com idade inferior a 25 anos.

Foram notificados casos de ideação suicída e comportamentos suicidas durante a terapêutica com

duloxetina ou logo após interrupção do tratamento (ver secção 4.8). Os médicos devem encorajar os

seus doentes a reportarem quaisquer pensamentos ou sentimentos perturbadores ou sintomas

depressivos que possam ter em qualquer momento do tratamento. Se durante a terapêutica com

ARICLAIM o doente desenvolver sintomas de agitação ou depressão, deve procurar ajuda médica

Medicamento já não autorizado

especializada, dado que a depressão é uma doença grave. Se for tomada a decisão de começar uma

terapêutica farmacológica antidepressiva, recomenda-se a interrupção gradual de ARICLAIM (ver

secção 4.2).

Utilização em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade

ARICLAIM não deve ser utilizado no tratamento de crianças e adolescentes com menos de 18 anos de

idade. Comportamentos relacionados com suicídio (tentativas de suicídio e ideação suicida) e

hostilidade (predominantemente agressão, comportamentos de oposição e raiva) foram observados

com maior frequência em ensaios clínicos entre crianças e adolescentes tratados com antidepressivos

comparativamente aos tratados com placebo. Se, apesar de tudo, com base na necessidade clínica for

tomada a decisão de tratamento, o doente deve ser cuidadosamente vigiado para o aparecimento de

sintomas de suicídio. Além disso, não existem dados de segurança a longo prazo em crianças e

adolescentes relativos ao crescimento, desenvolvimento da maturidade, desenvolvimento cognitivo e

comportamental.

Hemorragia

Foram notificados casos de hemorragias anormais, tais como equimoses, púrpura e hemorragia

gastrointestinal com inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) e inibidores seletivos da

recaptação da serotonina/noradrenalina (ISRNs), incluindo duloxetina. Recomenda-se precaução em

doentes a tomar anticoagulantes e/ou medicamentos que afetam a função plaquetária (p.ex. anti-

inflamatórios não esteroides (AINS) ou ácido acetilsalisílico (ASA)) e em doentes com tendência

hemorrágica conhecida.

Hiponatremia

Foinotificada hiponatremia quando se administrou ARICLAIM, incluindo casos com níveis de sódio

inferiores a 110 mmol/l. A hiponatremia pode ser devida a uma síndrome de secreção inapropriada da

hormona antidiurética (SIADH). A maioria dos casos de hiponatremia foram notificados em doentes

idosos, especialmente quando associados a uma história recente, ou situação de pré-disposição para

uma alteração do equilíbrio de fluidos. É necessária precaução em doentes com risco elevado de

hiponatremia-, tais como doentes idosos, com cirrose ou desidratados ou doentes tratados com

diuréticos.

Interrupção do tratamento

São frequentes sintomas de privação quando o tratamento é interrompido, particularmente se for

interrompido abruptamente (ver secção 4.8). Em ensaios clínicos, após a interrupção abrupta do

tratamento, ocorreram acontecimentos adversos em aproximadamente 45% dos doentes tratados com

ARICLAIM e em 23% dos doentes que tomaram placebo.

O risco de sintomas de privação verificados com inibidores seletivos da recaptação da serotonina

(ISRSs) e inibidores seletivos da recaptação da noradrenalina (ISRNs), pode estar dependente de

vários fatores, incluindo a duração do tratamento, a dose administrada e o grau de redução da dose. As

reações mais frequentemente comunicadas estão listadas na secção 4.8. Geralmente estes sintomas são

ligeiros a moderados, no entanto, em alguns doentes, podem ser graves em intensidade. Estes ocorrem

habitualmente nos primeiros dias da interrupção do tratamento, mas ocorreram notificações muito

raras destes sintomas em doentes que inadvertidamente se esqueceram de tomar uma dose. Estes

sintomas são geralmente autolimitativos e resolvem-se habitualmente em duas semanas, embora se

possam prolongar nalguns doentes (2-3 meses ou mais). Assim, quando se

interromper o tratamento, aconselha-se que a dose de duloxetina seja gradualmente reduzida, durante

pelo menos duas semanas, de acordo com as necessidades do doente (ver secção 4.2).

Acatísia/agitação psicomotora

O tratamento com duloxetina tem estado associado ao aparecimento de acatísia, caracterizada por uma

agitação desagradável subjetiva ou perturbadora e por uma necessidade de se mexer com frequência

acompanhada por uma incapacidade de se sentar ou manter quieto. Estes sintomas são mais suscetíveis

de acontecerem durante as primeiras semanas de tratamento. Nos doentes que desenvolverem estes

sintomas, pode ser prejudicial um aumento da dose.

Medicamento já não autorizado

Medicamentos que contêm duloxetina:

A duloxetina é usada sob marcas diferentes em várias indicações (tratamento da dor neuropática do

diabético, perturbação depressiva

major

, perturbação da ansiedade generalizada e incontinência

urinária de stress). O uso concomitante destes medicamentos deve ser evitado.

Hepatite/Elevação das Enzimas hepáticas

Foram notificados com duloxetina, casos de lesões hepáticas, incluindo elevações graves das enzimas

hepáticas (

>

10 vezes superiores ao limite normal), hepatite e icterícia (ver secção 4.8). Muitos deles

ocorreram durante os primeiros meses de tratamento. O padrão de lesões hepáticas foi

predominantemente hepatocelular. A duloxetina deves ser usada com precaução em doentes tratados

ou a tomarem outros medicamentos que estejam associados a lesões hepáticas.

Sacarose

ARICLAIM cápsula dura gastrorresistente contém sacarose. Os doentes com problemas hereditários

raros de intolerância à frutose, malabsorção de glucose-galactose ou insuficiência de sacarase-

isomaltase, não devem tomar este medicamento.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Inibidores da monoamina oxidase (IMAOs):

devido ao risco de síndrome da serotonina, a duloxetina

não deve ser usada em combinação com inibidores da monoamina oxidase não seletivos irreversíveis

(IMAOs) ou pelo menos, nos 14 dias após a interrupção do tratamento com um IMAO. Dada a

semivida da duloxetina, devem passar pelo menos 5 dias após a interrupção do tratamento com

ARICLAIM, antes de começar o tratamento com um IMAO (ver secção 4.3).

Não se recomenda o uso concomitante de ARICLAIM com IMAOs seletivos reversíveis, como a

moclobemida (ver secção 4.4). O antibiótico linezolida é um IMAO reversível não seletivo e não deve

ser administrado a doentes tratados com ARICLAIM (ver seção 4.4).

Inibidores do CYP1A2

: uma vez que o CYP1A2 está envolvido no metabolismo da duloxetina, o uso

concomitante de duloxetina com inibidores potentes do CYP1A2 pode resultar num aumento das

concentrações da duloxetina. A fluvoxamina (100 mg uma vez por dia), um potente inibidor do

CYP1A2, diminuiu a depuração plasmática aparente da duloxetina em cerca de 77 % e aumentou 6

vezes a AUC

0-t.

Assim, não se deve administrar ARICLAIM em

combinação com inibidores potentes

do CYP1A2, tais como a fluvoxamina (ver secção 4.3).

Medicamentos que atuam no Sistema Nervoso Central (SNC)

: O risco da utilização de duloxetina em

combinação com outros medicamentos ativos no SNC não foi sistematicamente avaliado, com exceção

dos casos descritos nesta secção. Consequentemente, recomenda-se precaução na administração

simultânea de ARICLAIM com outros medicamentos ou substâncias que atuem a nível central,

incluindo álcool e sedativos (benzodiazepinas, morfinomiméticos, antipsicóticos, fenobarbital, anti-

histamínicos sedativos).

Agentes serotoninérgicos:E

em casos raros foi notificado a síndrome da serotonina em doentes a tomar

ISRSs/ ISRNs concomitantemente com agentes serotoninérgicos. Recomenda-se precaução ao utilizar

concomitantemente ARICLAIM com agentes serotoninérgicos tais como os ISRSs, ISRNs

antidepressivos tricíclicos tais como a clomipramina ou a amitriptilina, IMAOs, tais como a

moclobemida ou linezolida, Hipericão (

Hypericum perforatum)

ou triptanos, tramadol, peptidina e

triptofano (ver seção 4.4).

Efeitos da duloxetina sobre outros medicamentos

Medicamentos metabolizados pelo CYP1A2

: a farmacocinética da teofilina, um substracto do

CYP1A2, não foi significativamente afetada pela administração concomitante da duloxetina (60 mg

duas vezes por dia).

Medicamentos metabolizados pelo CYP2D6

: a duloxetina é um inibidor moderado do CYP2D6.

Quando se administrou uma dose de 60 mg de duloxetina duas vezes por dia com uma dose única de

Medicamento já não autorizado

desipramina, um substrato do CYP2D6, a AUC da desipramina aumentou 3 vezes. A coadministração

de duloxetina (40 mg duas vezes por dia) aumentou em 71 %, a AUC no estado estacionário da

tolterodina (2 mg duas vezes por dia), mas não afetou a farmacocinética do seu metabolito ativo 5-

hidroxil, não sendo por isso necessário ajuste posológico. Recomenda-se precaução nos casos em que

se verifique a administração concomitante de ARICLAIM com medicamentos predominantemente

metabolizados pelo CYP2D6 (risperidona e antidepressivos tricíclicos, tais como, a nortriptilina,

amitriptilina e imipramina), particularmente se tiverem uma estreita margem terapêutica (tais como a

flecainida, a propafenona e o metoprolol).

Contracetivos orais e outros agentes esteroides:

resultados de estudos

in vitro

demonstraram que a

duloxetina não induz a atividade catalítica do CYP3A. Não foram efetuados estudos

in vivo

específicos de interação com outros medicamentos

.

Anticoagulantes e antiplaquetários:

Deve ter-se cuidado quando se administra duloxetina em

combinação com anticoagulantes ou antiplaquetários devido a um possível risco aumentado de

hemorragia.Foram notificados aumentos nos valores de INR quando se coadministrou duloxetina com

varfarina. No entanto, em voluntários saudáveis, a administração concomitante de duloxetina com

varfarina em condições de estado estacionário, como parte de um estudo de farmacologia clínica, não

resultou numa alteração clinicamente significativa do INR inicial ou na farmacocinética da

R-varfarina ou S-varfarina.

Efeitos de outros medicamentos na duloxetina

Antiácidos e antagonistas H2:

a coadministração de duloxetina com antiácidos que incluam na sua

composição alumínio e magnésio ou a coadministração de duloxetina com famotidina não exerceu

qualquer efeito significativo na taxa ou na extensão da absorção da duloxetina após a administração de

uma dose oral de 40 mg.

Indutores do CYP1A2

: análises populacionais de farmacocinética demonstraram que os fumadores

possuem concentrações de duloxetina no plasma quase 50 % inferiores às dos não fumadores.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Fertilidade

Duloxetina não teve efeitos na fertilidade masculina e os efeitos no sexo feminino foram apenas

evidentes em doses que causaram toxicidade materna.

Gravidez

Não existem dados suficientes sobre o uso de duloxetina em mulheres grávidas. Estudos em animais

demonstraram toxicidade reprodutiva em níveis de exposição sistémica (AUC) de duloxetina mais

baixos do que a exposição clínica máxima (ver secção 5.3).

Desconhece-se qual o potencial risco para o ser humano.

Dados epidemiológicos sugerem que o uso de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs)

na gravidez, particularmente na parte final, pode aumentar o risco de hipertensão pulmonar persistente

nos recém-nascidos (HPPN). Embora não existam estudos relativos à relação entre a HPPN e o

tratamento com inibidores da recaptação da serotonina/noradrenalina, este risco potencial não pode ser

excluído para o tratamento com duloxetina, tendo em consideração o mecanismo de ação relacionado

(inibição da recaptação da serotonina).

Tal como com outros medicamentos serotoninérgicos, podem ocorrer sintomas de privação nos recém-

nascidos, após a recente interrupção de duloxetina pela mãe. Os sintomas de privação observados com

duloxetina podem incluir hipotonia, tremores, nervosismo, dificuldades na alimentação, dificuldade

respiratória e convulsões. A maioria dos casos têm ocorrido, quer na altura do nascimento, quer nos

primeiros dias de vida.

ARICLAIM só deve ser usado na gravidez, se os benefícios potenciais justificarem os riscos

potenciais para o feto. As doentes devem ser avisadas para avisarem o seu médico se ficarem grávidas

ou se pretenderem vir a engravidar, durante o tratamento com duloxetina.

Medicamento já não autorizado

Amamentação

Com base num estudo de 6 doentes lactantes, as quais não amamentaram as suas crianças, a duloxetina

é muito pouco excretada no leite materno. A dose diária estimada na criança, numa base de mg/kg é,

aproximadamente 0,14% da dose materna (ver secção 5.2). Dado que a segurança da duloxetina não

foi estudada em crianças não se recomenda o uso de ARICLAIM durante o aleitamento.

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. ARICLAIM pode

estar associado a sedação e tonturas. Os doentes devem ser aconselhados a evitarem tarefas

potencialmente perigosas, como conduzir ou utilizar máquinas no caso de sentirem sedação ou

tonturas.

4.8

Efeitos indesejáveis

a. Resumo do perfil de segurança

As reações adversas mais frequentemente notificadas em doentes tratados com ARICLAIM foram

náuseas, cefaleias, xerostomia, sonolência e tonturas. No entanto, a maioria das reações adversas

frequentes foram ligeiras a moderadas, começaram pouco após o início do tratamento e a maioria teve

tendência a diminuir mesmo com a continuação da terapêutica.

b. Tabela resumo das reações adversas

O Quadro 1 apresenta as reações adversas observadas em notificações espontâneas e em ensaios

clínicos controlados com placebo.

Quadro 1: Reações adversas

Frequência calculada: muito frequente (

1/10), frequente (

1/100 a

<

1/10) pouco frequente (

1/1.000

<

1/100), raro (

1/10.000) a

<

1/1.000), muito raro (

<

1/10.000), Os efeitos indesejáveis são

apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Medicamento já não autorizado

Muito

Frequente

Frequente

Pouco frequente

Raro

Muito raro

Infeções e infestações

Laringite

Doenças do sistema imunitário

Reações

anafiláticas

Perturbação de

hipersensibili-

dade

Doenças endócrinas

Hipotiroidismo

Doenças do metabolismo e da nutrição

Diminuição do

apetite

Hiperglicemia

(notificada

especialmente em

doentes

diabéticos)

Desidratação

Hiponatremia

SIADH

Perturbações do foro psiquiátrico

Insónia

Agitação

Diminuição da

libido

Ansiedade

Anomalias do

orgasmo

Sonhos

Estranhos

Ideação suicida

Perturbações do

sono

Bruxismo

Desorientação

Apatia

Comportamento

suicida

Mania

Alucinações

Agressão e

raiva

Doenças do sistema nervoso

Cefaleias

Sonolência

Tonturas

Letargia

Tremor

Parestesia

Mioclonias

Acatísia

Nervosismo

Perturbações da

atenção

Disgeusia

Disquinesia

Síndrome das

pernas inquietas

Perturbações do

sono

Síndrome

serotoninérgico

Convulsões

Agitação

psicomotora

Sintomas

extrapirami-

dais

Afeções oculares

Visão turva

Midríase

Afecções Visuais

Glaucoma

Afeções do ouvido e do labirinto

Acufeno

Vertigens

Dor auricular

Medicamento já não autorizado

Muito

Frequente

Frequente

Pouco frequente

Raro

Muito raro

Cardiopatias

Palpitações

Taquicardia

Arritmia

supraventricular,

principalmente

fibrilhação

auricular

Vasculopatias

Aumento da

tensão arterial

Rubor

Síncope

Hipertensão

3, 7

Hipotensão

ortostática

Extremidades frias

Crises

hipertensivas

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Bocejos

Aperto na

garganta

Epistaxis

Doenças gastrointestinais

Náuseas

Xerostomia

Obstipação

Diarreia

abdominal

Vómitos

Dispepsia

Flatulência

Hemorragia

gastrointestinal

Gastroenterite

Eructação

Gastrite

Disfagia

Estomatite

Hematoquésia

Halitose

Colite

microscópica

Afeções hepatobiliares

Hepatite

Aumento das

enzimas hepáticas

(ALT, AST,

fosfatase alcalina)

Lesão hepática

aguda

Insuficiência

hepática

Icterícia

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Hiperidrose

Erupção

cutânea

Sudação noturna

Urticária

Dermatite de

contacto

Suores frios

Reações de

fotosensibilidade

Aumento da

tendência para

equimoses

Síndrome de

Stevens-

Johnson

Edema

angioneurótico

Vasculite

cutânea

Medicamento já não autorizado

Muito

Frequente

Frequente

Pouco frequente

Raro

Muito raro

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

musculosque-

lética

Espasmo

muscular

Rigidez muscular

Contrações

musculares

Trismo

Doenças renais e urinárias

Disúria

Polaquiúria

Retenção urinária

Hesitação urinária

Nictúria

Poliúria

Diminuição do

fluxo urinário

Odor anormal da

urina

Doenças dos orgãos genitais e da mama

Disfunção

eréctil

Distúrbios de

ejaculação

Atrasos na

ejaculação

Hemorragia

ginecológica

Distúrbios

menstruais

Disfunção sexual

Dor testicular

Sintomas da

menopausa

Galactorreia

Hiperprolactine

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Quedas

Fadiga

Dor torácica

Sensação de

desconforto

Sensação de frio

Sede

Arrepios

Mal-estar geral

Sensação de calor

Alterações da

marcha

Exames complementares de diagnóstico

Perda de peso

Aumento de peso

Aumento da

creatina

fosfoquinase no

sangue

Aumento de

potássio no sangue

Hipercoles-

terolemia

Casos de convulsões e casos de acufeno também têm sido notificados após interrupção do tratamento.

Foram notificados casos de hipotensão ortostática e síncope especialmente no início do tratamento.

Ver a secção 4.4

Casos de agressão e raiva têm sido notificados particularmente no início do tratamento ou após a

interrupção do tratamento.

Casos de ideação suicida e comportamentos suicidas foram notificados durante a terapêutica com

duloxetina ou logo após a interrupção do tratamento (ver secção 4.4).

Frequência estimada de reações adversas notificadas em vigilância de pós-comercialização; não

observadas em estudos clínicos controlados com placebo,

Medicamento já não autorizado

Não difere estatisticamente do placebo

Quedas foram mais frequentes nos idosos (≥ 65 anos de idade).

Frequência estimada com base nos dados de todos os ensaios clínicos.

Descrição de reações adversas selecionadas

A interrupção da duloxetina (particularmente quando abrupta) leva habitualmente a sintomas de

privação. Tonturas, distúrbios sensoriais (incluindo parestesia ou sensação de choques elétricos,

especialmente na cabeça), distúrbios do sono (incluindo insónia e sonhos intensos), fadiga, sonolência,

agitação ou ansiedade, náuseas e/ou vómitos, tremor, cefaleias, mialgia, irritabilidade, diarreia,

hiperidrose e vertigens são as reações mais frequentemente comunicadas.

Geralmente no caso dos ISRSs e dos ISRNs, estes acontecimentos são ligeiros a moderados e

autolimitativos, no entanto, nalguns doentes, podem ser graves e/ou prolongados. Aconselha-se por

isso, uma interrupção gradual através duma redução da dose, quando o tratamento com duloxetina já

não for necessário, (ver secções 4.2 e 4.4).

Na semana 12 da fase aguda em três ensaios clínicos com duloxetina em doentes com dor neuropática

do diabético, observaram-se pequenos aumentos, mas estatisticamente significativos, da glicémia em

jejum, nos doentes tratados com duloxetina Os valores de HbA

foram estáveis tanto nos doentes

tratados com duloxetina como nos doentes tratados com placebo. Na fase de extensão destes ensaios, a

qual durou até às 52 semanas, verificou-se um aumento nos valores de HbA

tanto no grupo a tomar

duloxetina como no grupo de cuidados de rotina, mas a média de aumento foi 0,3% superior nos

doentes tratados com duloxetina. Verificou-se também um ligeiro aumento da glicémia em jejum e no

colesterol total nos doentes tratados com duloxetina enquanto estes testes laboratoriais mostravam uma

ligeira diminuição no grupo de cuidados de rotina.

O intervalo QT corrigido dos doentes tratados com duloxetina não difere do observado na população

de doentes tratados com placebo. Não se observaram diferenças clinicamente significativas nas

medições QT, PR, QRS ou QTcB entre doentes tratados com duloxetina e doentes tratados com

placebo.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após autorização do medicamento é importante, uma

vez quepermite uma monitorização contínua da realção benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema

nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

Foram notificados casos de sobredosagem com duloxetina tomada isoladamente ou em combinação

com outros medicamentos, com doses de duloxetina de 5.400 mg. Ocorreram algumas mortes,

principalmente com sobredosagens mistas, mas também com duloxetina tomada isoladamente numa

dose aproximada de 1000 mg. Os sinais e sintomas de sobredosagem (com duloxetina tomada

isoladamente ou em combinação com outros medicamentos) incluíram sonolência, coma, síndrome da

serotonina, convulsões, vómitos e taquicardia.

Não é conhecido nenhum antídoto específico para a duloxetina, mas se surgir sindrome da serotonina,

deve considerar-se um tratamento específico (como por exemplo, ciproheptadina e/ou controlo da

temperatura). Deve ser libertada uma via aérea. Recomenda-se a monitorização da função cardíaca e

dos sinais vitais, juntamente com a adoção de medidas de suporte adequadas e terapêutica sintomática.

Pode ser conveniente realizar uma lavagem gástrica se esta for feita logo após a ingestão ou em

doentes ainda sintomáticos. O uso de carvão ativado pode revelar-se útil para limitar a absorção. Dado

que a duloxetina tem um grande volume de distribuição, é pouco provável que seja benéfico recorrer a

diurese forçada, hemodiálise e hemoperfusão.

Medicamento já não autorizado

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Outros antidepressores. Código ATC: N06AX21

Mecanismo de ação

A duloxetina é um inibidor combinado da recaptação da serotonina (5-HT) e da noradrenalina (NA).

Inibe fracamente a recaptação da dopamina e não tem afinidade significativa para os recetores

histaminérgicos, dopaminérgicos, colinérgicos e adrenérgicos. A duloxetina, dependendo da dose,

aumenta os níveis extracelulares da serotonina e noradrenalina em várias áreas do cérebro de animais.

Efeitos farmacodinâmicos

A duloxetina normalizou o limiar da dor em vários modelos pré-clínicos de dor neuropática e

inflamatória e atenuou o comportamento da dor num modelo de dor persistente. Pensa-se que a ação

inibitória da dor pela duloxetina é um resultado da potenciação das vias descendentes inibitórias da dor

no sistema nervoso central.

A eficácia da duloxetina no tratamento da dor neuropática do diabético foi estabelecida em 2 ensaios

de doses fixas, de 12 semanas de duração, randomizados, duplamente cegos controlados com placebo

em adultos (22 a 88 anos) com dor neuropática do diabético pelo menos há seis meses. Os doentes

cujo diagnóstico esteja de acordo com os critérios de diagnóstico de distúrbios depressivos

major

foram excluídos destes ensaios. A principal medição de resultados foi a média semanal da dor média

em 24 horas, recolhida num diário do doente com uma escala de Likert de 11 pontos.

Em ambos os estudos, a duloxetina 60 mg, administrada uma vez por dia e duas vezes por dia, reduziu

significativamente a dor quando comparada com placebo. O efeito nalguns doentes verificou-se,

aparentemente, na primeira semana de tratamento. A diferença na média de melhoras entre os dois

braços ativos de tratamento não foi significativa. Pelo menos 30% de redução da dor foi relatada em

aproximadamente 65% de doentes tratados com duloxetina versus 40% de doentes tratados com

placebo. Os números correspondentes para, pelo menos, 50% de redução da dor foram, 50% e 26%,

respetivamente. As percentagens de respostas clínicas (50% ou mais de melhoria na dor) foram

analisadas de acordo com o facto do doente ter ou não demonstrado sonolência durante o tratamento.

Para os doentes que não tiveram sonolência, observou-se uma resposta clínica em 47% dos doentes

tratados com duloxetina e em 27% de doentes tratados com placebo. As percentagens de respostas

clínicas em doentes que tiveram sonolência foram de 60% para a duloxetina e 30% para o placebo. Os

doentes que não tiveram uma redução da dor de 30% em 60 dias de tratamento provavelmente não

iriam melhorar com o prolongamento do tratamento.

Num estudo aberto de longa duração, não controlado, a redução da dor em doentes que responderam a

8 semanas de tratamento agudo com ARICLAIM 60 mg uma vez por dia, foi mantida durante mais 6

meses, de acordo com a avaliação do parâmetro “dor média das 24 horas” do

Brief Pain Inventory

(BPI).

População pediátrica

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de submissão dos resultados de estudos

com ARICLAIM em todos os subgrupos de população pediátrica na perturbação depressiva

major,

neuropática do diabético, perturbação da ansiedade generalizada. Ver secção 4.2 para informações

sobre o uso pediátrico.

Medicamento já não autorizado

5.2

Propriedades farmacocinéticas

A duloxetina é administrada como enantiómero único. A duloxetina é amplamente metabolizada por

enzimas oxidativos (CYP1A2 e o polimórfico CYP2D6) seguida por conjugação. A farmacocinética

da duloxetina demonstrou uma grande variabilidade interindividual (geralmente 50-60 %), em parte

devido à idade, sexo, condição de fumador e estado do metabolizador CYP2D6.

Abosrção:

A duloxetina é bem absorvida após administração oral sendo a C

máx

atingida 6 horas após a

administração. A biodisponibilidade oral absoluta da duloxetina variou entre 32 % e 80 % (média de

50 %). Os alimentos podem aumentar de 6 para 10 horas o tempo médio necessário para atingir a

concentração máxima o que faz diminuir marginalmente, a extensão da absorção (em

aproximadamente 11 %). Estas alterações não têm qualquer significado clínico.

Distribuição:

A duloxetina liga-se em aproximadamente 96 % às proteínas plasmáticas humanas.

A duloxetina liga-se à albumina e à glicoproteína alfa- 1 ácida. A ligação da duloxetina a estas

proteínas não é afetada pelo compromisso renal ou hepático.

Biotransformação

: A duloxetina é amplamente metabolizada e os seus metabolitos são excretados

principalmente na urina. Quer os citocrómos P450-2D6 quer o 1A2 catalisam a formação dos dois

principais metabolitos, através da glucoronoconjugação a 4-hidroxi-duloxetina e da sulfatoconjugação

a 5 - hidroxi,6-metóxi-duloxetina. Estudos

in vitro

permitiram concluir que os metabolitos circulantes

da duloxetina são farmacologicamente inativos. A farmacocinética da duloxetina nos doentes que são

metabolizadores fracos relativamente ao CYP2D6, não foi especificamente investigada. Dados

escassos sugerem que, nestes doentes, os níveis plasmáticos de duloxetina são mais elevados.

Eliminação:

A semivida de eliminação da duloxetina, varia entre 8 a 17 horas (média de 12 horas).

Após uma dose intravenosa a depuração plasmática da duloxetina varia entre 22 l/h e 46 l/h (média

36 l/h). Após uma dose oral, a taxa aparente de depuração plasmática da duloxetina varia entre 33 e

261 l/h (média de 101 l/h).

Populações especiais:

Sexo:

foram identificadas diferenças farmacocinéticas entre homens e mulheres (aparentemente, a

depuração plasmática é 50 % mais baixa nas mulheres). Com base na variação da depuração, as

diferenças farmacocinéticas com base no género não justificam a recomendação de utilização de uma

dose mais baixa nas mulheres.

Idade

: foram identificadas diferenças no perfil farmacocinético entre mulheres jovens e mulheres

idosas (

65 anos) (a AUC aumenta em cerca de 25 % e a semivida é cerca de 25 % superior no grupo

das idosas); no entanto a magnitude destas alterações não é significativa para justificar ajustes

posológicos. Como recomendação geral, aconselha-se precaução ao tratar doentes idosos (ver secções

4.2 e 4.4).

Compromisso renal

: em doentes com compromisso renal terminal, submetidas a diálise os valores de

máx

e AUC foram 2 vezes superiores aos valores encontrados em indivíduos saudáveis. Os dados de

farmacocinética da duloxetina são poucos nas doentes com compromisso renal ligeiro ou moderado.

Compromisso hepático

: a doença hepática moderada (Classe B de Child Pugh) afetou a

farmacocinética da duloxetina. Comparando com indivíduos saudáveis, a depuração plasmática

aparente da duloxetina foi 79 % mais baixa, a semivida terminal aparente foi 2,3 vezes mais longa e a

AUC foi 3,7 vezes mais elevada em doentes com doença hepática moderada. A farmacocinética da

duloxetina e dos seus metabolitos não foi estudada em doentes com insuficiência hepática ligeira ou

grave.

Mulheres a amamentar

: a disposição da duloxetina foi estudada em 6 mulheres a amamentar, com

pelo menos 12 semanas de pós-parto. A duloxetina é detetada no leite materno e as concentrações no

leite materno no estado de equilíbrio, são cerca de um quarto das encontradas no plasma. A quantidade

Medicamento já não autorizado

de duloxetina no leite materno é aproximadamente de 7 µg/dia numa terapêutica de 40 mg duas vezes

por dia. A amamentação não influenciou a farmacocinética da duloxetina.

5.3

Dados de segurança pré-clínica

A duloxetina não demonstrou genotoxicidade na bateria de testes realizados e não demonstrou

carcinogenicidade em ratos. Num estudo de carcinogenicidade em ratos, na ausência de outras

alterações histopatológicas, observaram-se células multinucleadas no fígado. Desconhece-se qual o

seu mecanismo e a sua relevância clínica. Em ratos fêmea que receberam duloxetina durante 2 anos,

verificou-se um aumento da incidência de adenomas e carcinomas hepatocelulares apenas no grupo

que recebeu a dose mais elevada (144 mg/kg/dia), mas estes efeitos foram considerados secundários à

indução das enzimas microssómicas hepáticas. A relevância para o ser humano destes dados obtidos

em ratos é desconhecida. Em ratos fêmea nas quais se administrou duloxetina (45 mg/kg/dia), antes e

durante o acasalamento e no início da gravidez, verificou-se uma diminuição do consumo de alimentos

e do peso corporal, alterações do ciclo menstrual, diminuição das taxas de nascimento, menor tempo

de sobrevivência da prole e retardamento do desenvolvimento da prole em níveis de exposição

estimados como estando no máximo da exposição clínica (AUC). Num estudo de embriotoxicidade no

coelho, observou-se uma incidência mais elevada de malformações cardiovasculares e do esqueleto em

níveis de exposição sistémica inferiores à exposição clínica máxima (AUC). Não se observaram

malformações num outro ensaio que testava uma dose mais elevada de um diferente sal de duloxetina.

Num estudo de toxicidade pré/pós natal no rato, a duloxetina induziu efeitos comportamentais

adversos na prole em níveis de exposição abaixo da exposição clínica máxima (AUC).

Estudos em ratos jovens revelaram efeitos transitórios no neuro-comportamento, bem como uma

diminuição significativa no peso corporal e consumo de alimentos; indução da enzima hepática e

vacuolização hepatocelular a 45mg/kg/dia. O perfil de toxicidade geral da duloxetina em ratos jovens

foi semelhante à dos ratos adultos. O nível que não causa efeitos adversos foi de 20 mg/kg/dia.

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1

Lista dos excipientes

Conteúdo da cápsula:

Hipromelose

Hipromelose, acetato succinato

Sacarose

Esferas de açúcar

Talco

Dióxido de titânio (E171)

Citrato de trietilo

Invólucro capsular:

30 mg:

Gelatina,

Laurilsulfato de sódio

Dióxido de titânio (E171)

Indigotina (E132)

Tinta verde edível

Tinta verde edível contém:

Óxido de ferro negro sintético (E172)

Óxido de ferro amarelo sintético (E172)

Propilenoglicol

Goma-laca

Medicamento já não autorizado

6.2

Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3

Prazo de validade

3 anos.

6.4

Precauções especiais de conservação

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade. Não conservar acima de 30

6.5

Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de cloreto de polivinilo (PVC), polietileno (PE), e policlorotrifluoroetileno (PCTFE) selados

com folha de alumínio.

ARICLAIM 30 mg está disponível em embalagens de 7, 28 e 98 cápsulas gastrorresistentes.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6

Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Eli Lilly Nederland B.V., Papendorpseweg 83, 3528 BJ Utrecht , Países Baixos.

8.

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/04/283/008

EU/1/04/283/009

EU/1/04/283/010

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 11 de agosto de 2004

Data da última renovação: 24 de junho de 2009

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Informação pormenorizada sobre este medicamento está disponível na Internet no

site

da Agência

Europeia de Medicamentos (EMA) http://www.ema.europa.eu

Medicamento já não autorizado

1.

NOME DO MEDICAMENTO

ARICLAIM 60 mg cápsulas gastrorresistentes

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada cápsula contém 60 mg de duloxetina (sob a forma de cloridrato).

Excipiente(s) com efeito conhecido:

Cada cápsula pode conter até 111 mg de sacarose

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula gastrorresistente.

Corpo verde opaco, impresso com ’60 mg’ e cabeça azul opaco, impressa com ‘9542’.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Tratamento da dor neuropática periférica do diabético.

4.2

Posologia e modo de administração

Posologia

A posologia inicial e de manutenção recomendada é 60 mg por dia independentemente das refeições.

Em ensaios clínicos, doses superiores a 60 mg uma vez por dia até uma dose máxima de 120 mg por

dia, em doses uniformente divididas, foram avaliadas relativamente à segurança. As concentrações de

duloxetina no plasma mostraram uma grande variabilidade entre indivíduos (ver secção 5.2). Assim,

alguns doentes que não responderam à dose de 60 mg, poderão beneficiar de uma dose mais alta.

A resposta ao tratamento deve ser avaliada após dois meses. Em doentes com uma resposta inicial

inadequada, é pouco provável que haja uma resposta após este período de tempo.

O benefício terapêutico deve ser regularmente reavaliado (pelo menos cada três meses) (ver ecção

5.1).

População pediátrica

A segurança e a eficácia da duloxetina no tratamento da dor neuropática periférica do diabético não

foram ainda estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Populações especiais

Idosos:

Dor Neuropática Periférica do diabético:

Não se recomenda ajuste posológico em doentes idosos

apenas com base na idade. No entanto, tal como com qualquer medicamento, o tratamento de idosos

deve ser feito com precaução (ver secção 5.2).

Compromisso hepático

ARICLAIM não pode ser utilizado em doentes com doença hepática que resulte em compromisso

Medicamento já não autorizado

hepático (ver secções 4.3 e 5.2).

Compromisso renal

Não é necessário ajuste posológico em doentes com insuficiência renal ligeira ou moderada

(depuração da creatinina 30 a 80 ml/min. ARICLAIM não pode ser utilizado em doentes com

compromisso renal grave (depuração da creatinina <30 ml/min; ver secção 4.3).

Interrupção do tratamento:

Uma interrupção repentina deve ser evitada. Quando

s

e interromper o tratamento com ARICLAIM,

deve reduzir-se gradualmente a dose, durante pelo menos uma ou duas semanas, de modo a reduzir o

risco de reações de privação (ver secção 4.4 e 4.8). No caso de ocorrerem sintomas intoleráveis após

uma diminuição da dose ou após interrupção do tratamento, deve considerar-se a readministração da

dose anteriormente prescrita. Subsequentemente, o médico pode continuar a diminuir a dose duma

forma mais gradual.

Modo de Administração

Para via oral.

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade à duloxetina ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

ARICLAIM não deve ser utilizado em combinação com inibidores da monoamina oxidase (IMAO)

não seletivos irreversíveis) (ver secção 4.5).

Doença hepática resultante em compromisso hepático (ver secção 5.2).

ARICLAIM não deve ser usado em combinação com fluvoxamina, ciprofloxacina ou a enoxacina,

(inibidores potentes do CYP1A2) dado que esta combinação resulta em elevadas concentrações

plasmáticas de duloxetina (ver secção 4.5).

Compromisso renal grave (depuração da creatinina

<

30 ml/min: ver secção 4.4).

Em doentes com hipertensão não controlada, iniciar o tratamento com ARICLAIM está

contraindicado, uma vez que poderá expor os doentes a um risco potencial de crise hipertensiva (ver

secção 4.4 e 4.8).

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Mania e convulsões

ARICLAIM deve ser usado com precaução em doentes com história de mania ou diagnóstico de

doença bipolar e/ou episódios convulsivos.

Midríase

Foi notificada midríase em associação com a duloxetina; por esta razão, recomenda-se precaução

quando se prescreve ARICLAIM a doentes com pressão intraocular aumentada ou em risco de

glaucoma agudo de ângulo fechado.

Tensão arterial e ritmo cardíaco

Nalguns doentes a duloxetina tem sido associada a um aumento da tensão arterial e a hipertensão

clinicamente significativa. Este facto pode ser devido ao efeito noradrenérgico da duloxetina. Têm

sido notificadas crises hipertensivas com duloxetina, principalmente em doentes com hipertensão pré-

existente. Assim, em doentes com história de hipertensão e/ou outras doenças cardíacas, recomenda-se

que a tensão arterial seja monitorizada especialmente durante o primeiro mês de tratamento. A

duloxetina deve ser utilizada com precaução em doentes cuja situação possa estar comprometida por

um aumento do ritmo cardíaco ou por um aumento da tensão arterial. Deve-se também ter precaução

quando se utiliza duloxetina com medicamentos que possam afetar o seu metabolismo (ver secção

Medicamento já não autorizado

4.5). Em doentes que tenham um aumento sustentado da tensão arterial durante o tratamento com

duloxetina, deve considerar-se uma redução da dose ou a interrupção gradual da dose (ver secção 4.8).

Em doentes com hipertensão não controlada, não se deverá iniciar o tratamento com duloxetina (ver

secção 4.3).

Compromisso renal

Em doentes com compromisso renal grave em hemodiálise (depuração da creatinina < 30 ml/min),

verificou-se um aumento das concentrações plasmáticas de duloxetina. Para doentes com

compromisso renal grave ver secção 4.3. Para informações em doentes com insuficiência renal ligeira

a moderada ver secção 4.2

Síndrome da serotonina

Tal como com outros medicamentos serotoninérgicos, a síndrome da serotonina, uma situação clínica

com risco de vida, pode ocorrer durante o tratamento com duloxetina, particularmente na utilização

concomitante com outros medicamentos serotoninérgicos (incluindo ISRSs, ISRNs antidepressivos

tricíclicos ou triptanos), com medicamentos que afetam o metabolismo da serotonina, tais como

IMAOs ou com antipsicóticos ou outros antagonistas da dopamina que podem afetar os sistemas de

neurotransmissão serotoninérgicos (ver secções 4.3 e 4.5).

Os sintomas da síndrome da serotonina podem incluir alterações do estado mental (p.e. agitação,

alucinações, coma), instabilidade autonómica (i.e. taquicardia, pressão arterial lábil, hipertermia),

aberrações neuromusculares (i.e. hiperreflexia, descoordenação motora) e/ou sintomas

gastrointestinais (i.e. náuseas, vómitos, diarreia).

Se o tratamento concomitante com duloxetina e outros medicamentos serotoninérgicos que podem

afetar os sistemas de neurotransmissão serotoninérgicos e/ou dopaminérgicos for clinicamente

justificado, aconselha-se uma observação cuidadosa do doente, particularmente no início do

tratamento e no aumento da dose.

Hipericão

A frequência de reações adversas pode aumentar durante a utilização concomitante de ARICLAIM

com preparações à base de plantas que possuam na sua composição Hipericão (

Hypericum

perforatum).

Depressão, ideação suicida e comportamento suicida

Embora ARICLAIM não esteja indicado no tratamento da depressão, a sua substância ativa

(duloxetina), também existe como medicamento antidepressivo. A depressão está associada a um risco

acrescido de pensamentos suicidas, automutilação e suicídio (acontecimentos relacionados com

suicídio). Este risco persiste até ocorrer uma remissão significativa dos sintomas. Dado que pode não

ocorrer uma melhoria durante as primeiras semanas ou mais de tratamento, os doentes devem ser

cuidadosamente monitorizados até que essa melhoria ocorra. É do conhecimento clínico geral que o

risco de suicídio pode aumentar nos primeiros tempos da recuperação. Doentes com história de

acontecimentos relacionados com suicídio ou doentes que mostram um grau significativo de ideação

suicida antes de começarem o tratamento, correm maior risco de terem ideação suicida ou

comportamento suicida, devendo por isso receber uma monitorização cuidadosa durante o tratamento.

Uma meta-análise de ensaios clínicos controlados com placebo efetuados em doenças psiquiátricas

com medicamentos antidepressivos, mostrou um pequeno aumento do risco de comportamento suicida

com antidepressivos comparado com placebo em doentes com idade inferior a 25 anos.

Foram notificados casos de ideação suicída e comportamentos suicidas durante a terapêutica com

duloxetina ou logo após interrupção do tratamento (ver secção 4.8). Os médicos devem encorajar os

seus doentes a reportarem quaisquer pensamentos ou sentimentos perturbadores ou sintomas

depressivos que possam ter em qualquer momento do tratamento. Se durante a terapêutica com

ARICLAIM o doente desenvolver sintomas de agitação ou depressão, deve procurar ajuda médica

especializada, dado que a depressão é uma doença grave. Se for tomada a decisão de começar uma

terapêutica farmacológica antidepressiva, recomenda-se a interrupção gradual de ARICLAIM (ver

secção 4.2).

Medicamento já não autorizado

Utilização em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade

ARICLAIM não deve ser utilizado no tratamento de crianças e adolescentes com menos de 18 anos de

idade. Comportamentos relacionados com suicídio (tentativas de suicídio e ideação suicida) e

hostilidade (predominantemente agressão, comportamentos de oposição e raiva) foram observados

com maior frequência em ensaios clínicos entre crianças e adolescentes tratados com antidepressivos

comparativamente aos tratados com placebo. Se, apesar de tudo, com base na necessidade clínica for

tomada a decisão de tratamento, o doente deve ser cuidadosamente vigiado para o aparecimento de

sintomas de suicídio. Além disso, não existem dados de segurança a longo prazo em crianças e

adolescentes relativos ao crescimento, desenvolvimento da maturidade, desenvolvimento cognitivo e

comportamental.

Hemorragia

Foram notificados casos de hemorragias anormais, tais como equimoses, púrpura e hemorragia

gastrointestinal com inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) e inibidores seletivos da

recaptação da serotonina/noradrenalina (ISRNs), incluindo duloxetina. Recomenda-se precaução em

doentes a tomar anticoagulantes e/ou medicamentos que afetam a função plaquetária (p.ex. anti-

inflamatórios não esteroides (AINS) ou ácido acetilsalisílico (ASA)) e em doentes com tendência

hemorrágica conhecida.

Hiponatremia

Foi notificada hiponatremia quando se administrou ARICLAIM, incluindo casos com níveis de sódio

inferiores a 110 mmol/l. A hiponatremia pode ser devida a uma síndrome de secreção inapropriada da

hormona antidiurética (SIADH). A maioria dos casos de hiponatremia foram notificados em doentes

idosos, especialmente quando associados a uma história recente, ou situação de pré-disposição para

uma alteração do equilíbrio de fluidos. É necessária precaução em doentes com risco elevado de

hiponatremia, tais como doentes idosos, com cirrose ou desidratados ou doentes tratados com

diuréticos

Interrupção do tratamento

São frequentes sintomas de privação quando o tratamento é interrompido, particularmente se for

interrompido abruptamente (ver secção 4.8). Em ensaios clínicos, após a interrupção abrupta do

tratamento, ocorreram acontecimentos adversos em aproximadamente 45% dos doentes tratados com

ARICLAIM e em 23% dos doentes que tomaram placebo.

O risco de sintomas de privação verificados com inibidores seletivos da recaptação da serotonina

(ISRSs) e inibidores seletivos da recaptação da noradrenalina (ISRNs), pode estar dependente de

vários fatores, incluindo a duração do tratamento, a dose administrada e o grau de redução da dose. As

reações mais frequentemente comunicadas estão listadas na secção 4.8. Geralmente estes sintomas são

ligeiros a moderados, no entanto, em alguns doentes, podem ser graves em intensidade. Estes ocorrem

habitualmente nos primeiros dias da interrupção do tratamento, mas ocorreram notificações muito

raras destes sintomas em doentes que inadvertidamente se esqueceram de tomar uma dose. Estes

sintomas são geralmente autolimitativos e resolvem-se habitualmente em duas semanas, embora se

possam prolongar nalguns doentes (2-3 meses ou mais). Assim, quando se interromper o tratamento,

aconselha-se que a dose de duloxetina seja gradualmente reduzida, durante pelo menos duas semanas,

de acordo com as necessidades do doente (ver secção 4.2).

Acatísia/agitação psicomotora

O tratamento com duloxetina tem estado associado ao aparecimento de acatísia, caracterizada por uma

agitação desagradável subjetiva ou perturbadora e por uma necessidade de se mexer com frequência

acompanhada por uma incapacidade de se sentar ou manter quieto. Estes sintomas são mais suscetíveis

de acontecerem durante as primeiras semanas de tratamento. Nos doentes que desenvolverem estes

sintomas, pode ser prejudicial um aumento da dose.

Medicamentos que contêm duloxetina:

A duloxetina é usada sob marcas diferentes em várias indicações (tratamento da dor neuropática do

diabético, perturbação depressiva

major

, perturbação da ansiedade generalizada e incontinência

urinária de stress). O uso concomitante destes medicamentos deve ser evitado.

Medicamento já não autorizado

Hepatite/Elevação das Enzimas hepáticas

Foram notificados com duloxetina, casos de lesões hepáticas, incluindo elevações graves das enzimas

hepáticas (

>

10 vezes superiores ao limite normal), hepatite e icterícia (ver secção 4.8). Muitos deles

ocorreram durante os primeiros meses de tratamento. O padrão de lesões hepáticas foi

predominantemente hepatocelular. A duloxetina deve ser usada com precaução em doentes tratados ou

a tomarem outros medicamentos que estejam associados a lesões hepáticas.

Sacarose

ARICLAIM cápsula dura gastrorresistente contém sacarose. Os doentes com problemas hereditários

raros de intolerância à frutose, malabsorção de glucose-galactose ou insuficiência de sacarose-

isomaltase, não devem tomar este medicamento.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Inibidores da monoamina oxidase (IMAOs):

devido ao risco de síndrome da serotonina, a duloxetina

não deve ser usada em combinação com inibidores da monoamina oxidase não seletivos irreversíveis

(IMAOs) ou pelo menos, nos 14 dias após a interrupção do tratamento com um IMAO. Dada a

semivida da duloxetina, devem passar pelo menos 5 dias após a interrupção do tratamento com

ARICLAIM, antes de começar o tratamento com um IMAO (ver secção 4.3).

Não se recomenda o uso concomitante de ARICLAIM com IMAOs seletivos reversíveis, como a a

moclobemida (ver secção 4.4). O antibiótico linezolida é um IMAO reversível não seletivo e não deve

ser administrado a doentes tratados com ARICLAIM (ver seção 4.4).

Inibidores do CYP1A2

: uma vez que o CYP1A2 está envolvido no metabolismo da duloxetina, o uso

concomitante de duloxetina com inibidores potentes do CYP1A2 pode resultar num aumento das

concentrações da duloxetina. A fluvoxamina (100 mg uma vez por dia), um potente inibidor do

CYP1A2, diminuiu a depuração plasmática aparente da duloxetina em cerca de 77 % e aumentou 6

vezes a AUC

0-t.

Assim, não se deve administrar ARICLAIM em

combinação com inibidores potentes

do CYP1A2, tais como a fluvoxamina (ver secção 4.3).

Medicamentos que atuam no Sistema Nervoso Central (SNC)

: O risco da utilização de duloxetina em

combinação com outros medicamentos ativos no SNC não foi sistematicamente avaliado, com exceção

dos casos descritos nesta secção. Consequentemente, recomenda-se precaução na administração

simultânea de ARICLAIM com outros medicamentos ou substâncias que atuem a nível central,

incluindo álcool e sedativos (benzodiazepinas, morfinomiméticos, antipsicóticos, fenobarbital, anti-

histamínicos sedativos).

Agentes serotoninérgicos:

Em casos raros foi notificado a síndrome da serotonina em doentes a tomar

ISRSs/ ISRNs concomitantemente com agentes serotoninérgicos. Recomenda-se precaução ao utilizar

concomitantemente ARICLAIM com antidepressivos serotoninérgicos tais como os ISRSs, ISRNs,

antidepressivos tricíclicos tais como a clomipramina ou a amitriptilina, IMAOs, tais como a

moclobemida ou linezolida. Hipericão (

Hypericum perforatum)

ou triptanos, tramadol, peptidina e

triptofano (ver secção 4.4).

Efeitos da duloxetina sobre outros medicamentos

Medicamentos metabolizados pelo CYP1A2:

a farmacocinética da teofilina, um substracto do

CYP1A2, não foi significativamente afetada pela administração concomitante da duloxetina (60 mg

duas vezes por dia.

Medicamentos metabolizados pelo CYP2D6

: a duloxetina é um inibidor moderado do CYP2D6.

Quando se administrou uma dose de 60 mg de duloxetina duas vezes por dia com uma dose única de

desipramina, um substrato do CYP2D6, a AUC da desipramina aumentou 3 vezes. A coadministração

de duloxetina (40 mg duas vezes por dia) aumentou em 71 %, a AUC no estado estacionário da

tolterodina (2 mg duas vezes por dia), mas não afetou a farmacocinética do seu metabolito ativo 5-

hidroxil, não sendo por isso necessário ajuste posológico. Recomenda-se precaução nos casos em que

se verifique a administração concomitante de ARICLAIM com medicamentos predominantemente

Medicamento já não autorizado

metabolizados pelo CYP2D6, (risperidona e antidepressivos tricíclicos, tais como, a nortriptilina,

amitriptilina e imipramina), particularmente se tiverem uma estreita margem terapêutica (tais como a

flecainida, a propafenona e o metoprolol).

Contracetivos orais e outros agentes esteroides:

resultados de estudos

in vitro

demonstraram que a

duloxetina não induz a atividade catalítica do CYP3A. Não foram efetuados estudos

in vivo

específicos de interação com outros medicamentos

.

Anticoagulantes e antiplaquetários

: Deve ter-se cuidado quando se administra duloxetina em

combinação com anticoagulantes ou antiplaquetários devido a um possível risco aumentado de

hemorragia. Foram notificados aumentos nos valores de INR quando se coadministrou duloxetina com

varfarina. No entanto, em voluntários saudáveis, a administração concomitante de duloxetina com

varfarina em condições de estado estacionário, como parte de um estudo de farmacologia clínica, não

resultou numa alteração clinicamente significativa do INR inicial ou na farmacocinética da R-

varfarina ou S-varfarina.

Efeitos de outros medicamentos na duloxetina

Antiácidos e antagonistas H2:

a coadministração de duloxetina com antiácidos que incluam na sua

composição alumínio e magnésio ou a coadministração de duloxetina com famotidina não exerceu

qualquer efeito significativo na taxa ou na extensão da absorção da duloxetina após a administração de

uma dose oral de 40 mg.

Indutores do CYP1A2

: análises populacionais de farmacocinética demonstraram que os fumadores

possuem concentrações de duloxetina no plasma quase 50 % inferiores às dos não fumadores.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Fertilidade

Duloxetina não teve efeitos na fertilidade masculina e os efeitos no sexo feminino foram apenas

evidentes em doses que causaram toxicidade materna.

Gravidez

Não existem dados suficientes sobre o uso de duloxetina em mulheres grávidas. Estudos em animais

demonstraram toxicidade reprodutiva em níveis de exposição sistémica (AUC) de duloxetina mais

baixos do que a exposição clínica máxima (ver secção 5.3).

Desconhece-se qual o potencial risco para o ser humano. Dados epidemiológicos sugerem que o uso

de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) na gravidez, particularmente na parte final,

pode aumentar o risco de hipertensão pulmonar persistente nos recém-nascidos (HPPN). Embora não

existam estudos relativos à relação entre a HPPN e o tratamento com inibidores da recaptação da

serotonina/noradrenalina, este risco potencial não pode ser excluído para o tratamento com duloxetina,

tendo em consideração o mecanismo de ação relacionado (inibição da recaptação da serotonina).

Tal como com outros medicamentos serotoninérgicos, podem ocorrer sintomas de privação nos recém-

nascidos, após a recente interrupção de duloxetina pela mãe. Os sintomas de privação observados com

duloxetina podem incluir hipotonia, tremores, nervosismo, dificuldades na alimentação, dificuldade

respiratória e convulsões. A maioria dos casos têm ocorrido, quer na altura do nascimento, quer nos

primeiros dias de vida.

ARICLAIM só deve ser usado na gravidez, se os benefícios potenciais justificarem os riscos

potenciais para o feto. As doentes devem ser avisadas para avisarem o seu médico se ficarem grávidas

ou se pretenderem vir a engravidar, durante o tratamento com duloxetina.

Medicamento já não autorizado

Amamentação

Com base num estudo de 6 doentes lactantes, as quais não amamentaram as suas crianças, a duloxetina

é muito pouco excretada no leite materno. A dose diária estimada na criança, numa base de mg/kg é,

aproximadamente 0,14% da dose materna (ver secção 5.2). Dado que a segurança da duloxetina não

foi estudada em crianças, não se recomenda o uso de ARICLAIM durante o aleitamento.

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. ARICLAIM pode

estar associado a sedação e tonturas. Os doentes devem ser aconselhados a evitarem tarefas perigosas,

como conduzir ou utilizar máquinas no caso de sentirem sedação ou tonturas.

4.8 Efeitos indesejáveis

a. Resumo do perfil de segurança

As reações adversas mais frequentemente notificadas em doentes com depressão tratados com

ARICLAIM foram náuseas, cefaleias, xerostomia, sonolência. No entanto, a maioria das reações

adversas frequentes foram ligeiras a moderadas, começaram pouco após o início do tratamento e a

maioria teve tendência a diminuir mesmo com a continuação da terapêutica.

b. Tabela resumo das reações adversas

O Quadro 1 apresenta as reações adversas observadas em notificações espontâneas e em ensaios

clínicos controlados com placebo.

Quadro 1: Reações adversas

Frequência calculada: muito frequente (

1/10), frequente (

1/100 a

<

1/10) pouco frequente (

1/1000 a

<

1/100), raro (

1/10.000 a

<

1/1.000), muito raro (

<

1/10.000Os efeitos indesejáveis são apresentados

por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Medicamento já não autorizado

Muito

Frequente

Frequente

Pouco frequente

Raro

Muito raro

Infeções e infestações

Laringite

Doenças do sistema imunitário

Reações

anafiláticas

Perturbação de

hipersensibili-

dade

Doenças endócrinas

Hipotiroidismo

Doenças do metabolismo e da nutrição

Diminuição do

apetite

Hiperglicemia

(notificada

especialmente em

doentes

diabéticos)

Desidratação

Hiponatremia

SIADH

Perturbações do foro psiquiátrico

Insónia

Agitação

Diminuição da

libido

Ansiedade

Anomalias do

orgasmo

Sonhos

Estranhos

Ideação suicida

Perturbações do

sono

Bruxismo

Desorientação

Apatia

Comportamento

suicida

Mania

Alucinações

Agressão e

raiva

Doenças do sistema nervoso

Cefaleias

Sonolência

Tonturas

Letargia

Tremor

Parestesia

Mioclonias

Acatísia

Nervosismo

Perturbações da

atenção

Disgeusia

Disquinesia

Síndrome das

pernas inquietas

Perturbações do

sono

Síndrome

serotoninérgico

Convulsões

Agitação

psicomotora

Sintomas

extrapiramidais

Afeções oculaes

Visão turva

Midríase

Afeções Visuais

Glaucoma

Afeções do ouvido e do labirinto

Acufeno

Vertigens

Dor auricular

Medicamento já não autorizado

Muito

Frequente

Frequente

Pouco frequente

Raro

Muito raro

Cardiopatias

Palpitações

Taquicardia

Arritmia

supraventricular,

principalmente

fibrilhação

auricular

Vasculopatias

Aumento da

tensão arterial

Rubor

Síncope

Hipertensão

3, 7

Hipotensão

ortostática

Extremidades frias

Crises

hipertensivas

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Bocejos

Aperto na

garganta

Epistaxis

Doenças gastrointestinais

Náuseas

Xerostomia

Obstipação

Diarreia

abdominal

Vómitos

Dispepsia

Flatulência

Hemorragia

gastrointestinal

Gastroenterite

Eructação

Gastrite

Disfagia

Estomatite

Hematoquésia

Halitose

Colite

microscópica

Afeções hepatobiliares

Hepatite

Aumento das

enzimas hepáticas

(ALT, AST,

fosfatase alcalina)

Lesão hepática

aguda

Insuficiência

hepática

Icterícia

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Hiperidrose

Erupção

cutânea

Sudação noturna

Urticária

Dermatite de

contacto

Suores frios

Reações de

fotosensibilidade

Aumento da

tendência para

equimoses

Síndrome de

Stevens-

Johnson

Edema

angioneurótico

Vasculite

cutânea

Medicamento já não autorizado

Muito

Frequente

Frequente

Pouco frequente

Raro

Muito raro

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

musculosque-

lética

Espasmo

muscular

Rigidez muscular

Contrações

musculares

Trismo

Doenças renais e urinárias

Disúria

Polaquiúria

Retenção urinária

Hesitação urinária

Nictúria

Poliúria

Diminuição do

fluxo urinário

Odor anormal da

urina

Doenças dos orgãos genitais e da mama

Disfunção

eréctil

Distúrbios de

ejaculação

Atrasos na

ejaculação

Hemorragia

ginecológica

Distúrbios

menstruais

Disfunção sexual

Dor testicular

Sintomas da

menopausa

Galactorreia

Hiperprolactine-

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Quedas

Fadiga

Dor torácica

Sensação de

desconforto

Sensação de frio

Sede

Arrepios

Mal-estar geral

Sensação de calor

Alterações da

marcha

Exames complementares de diagnóstico

Perda de peso

Aumento de peso

Aumento da

creatina

fosfoquinase no

sangue

Aumento de

potássio no sangue

Hipercolestero-

lemia

Casos de convulsões e casos de acufeno também têm sido notificados após interrupção do tratamento.

Casos de hipotensão ortostática e síncope foram notificados especialmente no início do tratamento.

Ver a secção 4.4

Casos de agressão e raiva têm sido notificados particularmente no início do tratamento ou após a

interrupção do tratamento.

Casos de ideação suicida e comportamentos suicidas foram notificados durante a terapêutica com

duloxetina ou logo após a interrupção do tratamento (ver secção 4.4).

Frequência estimada de reações adversas notificadas em vigilância de pós-comercialização; não

observadas em estudos clínicos controlados com placebo,

Medicamento já não autorizado

Não difere estatisticamente do placebo

Quedas foram mais frequentes nos idosos (≥ 65 anos de idade).

Frequência estimada com base nos dados de todos os ensaios clínicos.

Descrição de reações adversas selecionadas

A interrupção da duloxetina (particularmente quando abrupta) leva habitualmente a sintomas de

privação. Tonturas, distúrbios sensoriais (incluindo parestesia ou sensação de choques elétricos,

especialmente na cabeça), distúrbios do sono (incluindo insónia e sonhos intensos), fadiga, sonolência,

agitação ou ansiedade, náuseas e/ou vómitos, tremor, cefaleias, mialgia, irritabilidade, diarreia,

hiperidrose e vertigens são as reações mais frequentemente comunicadas.

Geralmente no caso dos ISRSs e dos ISRNs, estes acontecimentos são ligeiros a moderados e

autolimitativos, no entanto, nalguns doentes, podem ser graves e/ou prolongados. Aconselha-se por

isso, uma interrupção gradual através duma redução da dose, quando o tratamento com duloxetina já

não for necessário (ver secções 4.2 e 4.4).

Na semana 12 da fase aguda em três ensaios clínicos com duloxetina em doentes com dor neuropática

do diabético, observaram-se pequenos aumentos, mas estatisticamente significativos, da glicemia em

jejum, nos doentes tratados com duloxetina. Os valores de HbA

foram estáveis tanto nos doentes

tratados com duloxetina como nos doentes tratados com placebo. Na fase de extensão destes ensaios, a

qual durou até às 52 semanas, verificou-se um aumento nos valores de HbA

tanto no grupo a tomar

duloxetina como no grupo de cuidados de rotina, mas a média de aumento foi 0,3% superior nos

doentes tratados com duloxetina. Verificou-se também um ligeiro aumento da glicemia em jejum e no

colesterol total nos doentes tratados com duloxetina enquanto estes testes laboratoriais mostravam uma

ligeira diminuição no grupo de cuidados de rotina.

O intervalo QT corrigido dos doentes tratados com duloxetina não difere do observado na população

de doentes tratados com placebo. Não se observaram diferenças clinicamente significativas nas

medições QT, PR, QRS ou QTcB entre doentes tratados com duloxetina e doentes tratados com

placebo.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após autorização do medicamento é importante, uma

vez quepermite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema

nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

Foram notificados casos de sobredosagem com duloxetina tomada isoladamente ou em combinação

com outros medicamentos, com doses de duloxetina de 5.400 mg. Ocorreram algumas mortes,

principalmente com sobredosagens mistas, mas também com duloxetina tomada isoladamente numa

dose aproximada de 1000 mg. Os sinais e sintomas de sobredosagem (duloxetina tomada isoladamente

ou em combinação com outros medicamentos) incluíram sonolência, coma, síndrome da serotonina,

convulsões, vómitos e taquicardia.

Não é conhecido nenhum antídoto específico para a duloxetina mas se surgir síndrome da serotonina,

deve considerar-se um tratamento específico (como por exemplo, ciproheptadina e/ou controlo da

temperatura). Deve ser libertada uma via aérea. Recomenda-se a monitorização da função cardíaca e

dos sinais vitais, juntamente com a adoção de medidas de suporte adequadas e terapêutica sintomática.

Pode ser conveniente realizar uma lavagem gástrica se esta for feita logo após a ingestão ou em

doentes ainda sintomáticos. O uso de carvão ativado pode revelar-se útil para limitar a absorção. Dado

que a duloxetina tem um grande volume de distribuição, é pouco provável que seja benéfico recorrer a

diurese forçada, hemodiálise e hemoperfusão.

Medicamento já não autorizado

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Outros antidepressores. Código ATC: N06AX21

Mecanismo de ação

A duloxetina é um inibidor combinado da recaptação da serotonina (5-HT) e da noradrenalina (NA).

Inibe fracamente a recaptação da dopamina e não tem afinidade significativa para os recetores

histaminérgicos, dopaminérgicos, colinérgicos e adrenérgicos. A duloxetina, dependendo da dose,

aumenta os níveis extracelulares da serotonina e noradrenalina em várias áreas do cérebro de animais.

Efeitos farmacodinâmicos

A duloxetina normalizou o limiar da dor em vários modelos pré-clínicos de dor neuropática e

inflamatória e atenuou o comportamento da dor num modelo de dor persistente. Pensa-se que a ação

inibitória da dor pela duloxetina é um resultado da potenciação das vias descendentes inibitórias da dor

no sistema nervoso central.

A eficácia da duloxetina no tratamento da dor neuropática do diabético foi estabelecida em 2 ensaios

de doses fixas, de 12 semanas de duração, randomizados, duplamente cegos controlados com placebo

em adultos (22 a 88 anos) com dor neuropática do diabético pelo menos há seis meses. Os doentes

cujo diagnóstico esteja de acordo com os critérios de diagnóstico de distúrbios depressivos

major

foram excluídos destes ensaios. A principal medição de resultados foi a média semanal da dor média

em 24 horas, recolhida num diário do doente com uma escala de Likert de 11 pontos.

Em ambos os estudos, a duloxetina 60 mg, administrada uma vez por dia e duas vezes por dia, reduziu

significativamente a dor quando comparada com placebo. O efeito nalguns doentes verificou-se,

aparentemente, na primeira semana de tratamento. A diferença na média de melhoras entre os dois

braços ativos de tratamento não foi significativa. Pelo menos 30% de redução da dor foi relatada em

aproximadamente 65% de doentes tratados com duloxetina versus 40% de doentes tratados com

placebo. Os números correspondentes para, pelo menos, 50% de redução da dor foram, 50% e 26%,

respetivamente. As percentagens de respostas clínicas (50% ou mais de melhoria na dor) foram

analisadas de acordo com o facto do doente ter ou não demonstrado sonolência durante o tratamento.

Para os doentes que não tiveram sonolência, observou-se uma resposta clínica em 47% dos doentes

tratados com duloxetina e em 27% de doentes tratados com placebo. As percentagens de resposta

clínica em doentes que tiveram sonolência foram de 60% para a duloxetina e 30% para o placebo. Os

doentes que não tiveram uma redução da dor de 30% em 60 dias de tratamento provavelmente não

iriam melhorar com o prolongamento do tratamento.

Num estudo aberto de longa duração, não controlado, a redução da dor em doentes que responderam a

8 semanas de tratamento agudo com ARICLAIM 60 mg uma vez por dia, foi mantida durante mais 6

meses, de acordo com a avaliação do parâmetro “dor média das 24 horas” do

Brief Pain Inventory

(BPI).

População pediátrica

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de submissão dos resultados de estudos

com ARICLAIM em todos os subgrupos de população pediátrica na perturbação depressiva

major,

neuropática do diabético, perturbação da ansiedade generalizada. Ver secção 4.2 para informações

sobre o uso pediátrico.

Medicamento já não autorizado

5.2

Propriedades farmacocinéticas

A duloxetina é administrada como enantiómero único. A duloxetina é amplamente metabolizada por

enzimas oxidativos (CYP1A2 e o polimórfico CYP2D6) seguida por conjugação. A farmacocinética

da duloxetina demonstrou uma grande variabilidade interindividual (geralmente 50-60 %), em parte

devido à idade, sexo, condição de fumador e estado do metabolizador CYP2D6.

Absorção:

A duloxetina é bem absorvida após administração oral sendo a C

máx

atingida 6 horas após a

administração. A biodisponibilidade oral absoluta da duloxetina variou entre 32 % e 80 % (média de

50 %). Os alimentos podem aumentar de 6 para 10 horas o tempo médio necessário para atingir a

concentração máxima o que faz diminuir marginalmente, a extensão da absorção (em

aproximadamente 11 %). Estas alterações não têm qualquer significado clínico.

Distribuição:

A duloxetina liga-se em aproximadamente 96 % às proteínas plasmáticas humanas. A

duloxetina liga-se à albumina e à glicoproteína alfa- 1 ácida. A ligação da duloxetina a estas proteínas

não é afetada pelo compromisso renal ou hepático.

Biotransformação

: A duloxetina é amplamente metabolizada e os seus metabolitos são excretados

principalmente na urina. Quer os citocrómos P450-2D6 quer o 1A2 catalisam a formação dos dois

principais metabolitos, através da glucoronoconjugação a 4-hidroxi-duloxetina e da sulfatoconjugação

a 5 hidroxi 6-metóxi-duloxetina. Estudos

in vitro

permitiram concluir que os metabolitos circulantes

da duloxetina são farmacologicamente inativos. A farmacocinética da duloxetina nos doentes que são

metabolizadores fracos relativamente ao CYP2D6, não foi especificamente investigada. Dados

escassos sugerem que, nestes doentes, os níveis plasmáticos de duloxetina são mais elevados.

Eliminação

: A semivida de eliminação da duloxetina, varia entre 8 a 17 horas (média de 12 horas).

Após uma dose intravenosa a depuração plasmática da duloxetina varia entre 22 l/h e 46 l/h (média

36 l/h). Após uma dose oral, a taxa aparente de depuração plasmática da duloxetina varia entre 33 e

261 l/h (média de 101 l/h).

Populações especiais:

Sexo:

foram identificadas diferenças farmacocinéticas entre homens e mulheres (aparentemente, a

depuração plasmática é 50 % mais baixa nas mulheres). Com base na variação da depuração, as

diferenças farmacocinéticas com base no género não justificam a recomendação de utilização de uma

dose mais baixa nas mulheres.

Idade

: foram identificadas diferenças no perfil farmacocinético entre mulheres jovens e mulheres

idosas (

65 anos) (a AUC aumenta em cerca de 25 % e a semivida é cerca de 25 % superior no grupo

das idosas); no entanto a magnitude destas alterações não é significativa para justificar ajustes

posológicos. Como recomendação geral, aconselha-se precaução ao tratar doentes idosos (ver secções

4.2 e 4.4).

Compromisso renal

: em doentes com compromisso renal terminal, submetidas a diálise os valores de

máx

e AUC foram 2 vezes superiores aos valores encontrados em indivíduos saudáveis. Os dados de

farmacocinética da duloxetina são poucos nas doentes com compromisso renal ligeiro ou moderado.

Compromisso hepático

: a doença hepática moderada (Classe B de Child Pugh) afetou a

farmacocinética da duloxetina. Comparando com indivíduos saudáveis, a depuração plasmática

aparente da duloxetina foi 79 % mais baixa, a semivida terminal aparente foi 2,3 vezes mais longa e a

AUC foi 3,7 vezes mais elevada em doentes com doença hepática moderada. A farmacocinética da

duloxetina e dos seus metabolitos não foi estudada em doentes com insuficiência hepática ligeira ou

grave.

Mulheres a amamentar:

a disposição da duloxetina foi estudada em 6 mulheres a amamentar, com

pelo menos 12 semanas de pós-parto. A duloxetina é detetada no leite materno e as concentrações no

leite materno no estado de equilíbrio, são cerca de um quarto das encontradas no plasma. A quantidade

Medicamento já não autorizado

de duloxetina no leite materno é aproximadamente de 7 µg/dia numa terapêutica de 40 mg duas vezes

por dia. A amamentação não influenciou a farmacocinética da duloxetina.

5.3

Dados de segurança pré-clínica

A duloxetina não demonstrou genotoxicidade na bateria de testes realizados e não demonstrou

carcinogenicidade em ratos. Num estudo de carcinogenicidade em ratos, na ausência de outras

alterações histopatológicas, observaram-se células multinucleadas no fígado. Desconhece-se qual o

seu mecanismo e a sua relevância clínica. Em ratos fêmea que receberam duloxetina durante 2 anos,

verificou-se um aumento da incidência de adenomas e carcinomas hepatocelulares apenas no grupo

que recebeu a dose mais elevada (144 mg/kg/dia), mas estes efeitos foram considerados secundários à

indução das enzimas microssómicas hepáticas. A relevância para o ser humano destes dados obtidos

em ratos é desconhecida. Em ratos fêmea nas quais se administrou duloxetina (45 mg/kg/dia), antes e

durante o acasalamento e no início da gravidez, verificou-se uma diminuição do consumo de alimentos

e do peso corporal, alterações do ciclo menstrual, diminuição das taxas de nascimento, menor tempo

de sobrevivência da prole e retardamento do desenvolvimento da prole em níveis de exposição

estimados como estando no máximo da exposição clínica (AUC). Num estudo de embriotoxicidade no

coelho, observou-se uma incidência mais elevada de malformações cardiovasculares e do esqueleto em

níveis de exposição sistémica inferiores à exposição clínica máxima (AUC). Não se observaram

malformações num outro ensaio que testava uma dose mais elevada de um diferente sal de duloxetina.

Num estudo de toxicidade pré/pós natal no rato, a duloxetina induziu efeitos comportamentais

adversos na prole em níveis de exposição abaixo da exposição clínica máxima (AUC).

Estudos em ratos jovens revelaram efeitos transitórios no neuro-comportamento, bem como uma

diminuição significativa no peso corporal e consumo de alimentos; indução da enzima hepática e

vacuolização hepatocelular a 45mg/kg/dia. O perfil de toxicidade geral da duloxetina em ratos jovens

foi semelhante à dos ratos adultos. O nível que não causa efeitos adversos foi de 20 mg/kg/dia.

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1

Lista dos excipientes

Conteúdo da cápsula:

Hipromelose

Hipromelose, acetato succinato

Sacarose

Esferas de açúcar

Talco

Dióxido de titânio (E171)

Citrato de trietilo

Invólucro capsular:

60 mg:

Gelatina

Laurilsulfato de sódio

Dióxido de titânio (E171)

Indigotina (E132)

Óxido de ferro amarelo (E172)

Tinta branca edível

Tinta branca edível contém:

Dióxido de titânio (E171)

Propilenoglicol

Goma-laca

Povidona

Medicamento já não autorizado

6.2

Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3

Prazo de validade

3 anos.

6.4

Precauções especiais de conservação

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade. Não conservar acima de 30

6.5

Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de cloreto de polivinilo (PVC), polietileno (PE), e policlorotrifluoroetileno (PCTFE)

selados com folha de alumínio.

ARICLAIM 60 mg está disponível em embalagens de 28 e 98 cápsulas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6

Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Eli Lilly Nederland B.V., Papendorpseweg 83, 3528 BJ Utrecht, Países Baixos.

8.

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/04/283/ 011

EU/1/04/283/012

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 11 de agosto de 2004

Data da última renovação: 24 de junho de 2009

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Informação pormenorizada sobre este medicamento está disponível na Internet no

site

da Agência

Europeia de Medicamentos (EMA) http://www.ema.europa.eu

Medicamento já não autorizado

Leia o documento completo

European Medicines Agency

7 Westferry Circus, Canary Wharf, London E14 4HB, UK

Tel. (44-20) 74 18 84 00 Fax (44-20) 74 18 84 16

E-mail: mail@emea.europa.eu http://www.emea.europa.eu

European Medicines Agency, 2009. Reproduction is authorised provided the source is acknowledged.

Doc. Ref.: EMEA/442327/2009

EMEA/H/C/552

Ariclaim

duloxetina

Resumo do EPAR destinado ao público

Este documento é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR). O seu

objectivo é explicar o modo como o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP)

avaliou os estudos realizados, a fim de emitir recomendações sobre as condições de utilização do

medicamento.

Se necessitar de informação adicional sobre a sua doença ou o tratamento, leia o Folheto

Informativo (também parte do EPAR) ou contacte o seu médico ou farmacêutico. Se quiser obter

mais informação sobre os fundamentos das recomendações do CHMP, leia a Discussão

Científica (também parte do EPAR).

O que é o Ariclaim?

O Ariclaim é um medicamento que contém a substância activa duloxetina. Está disponível sob a forma

de cápsulas gastrorresistentes (brancas e azuis: 30 mg; verdes e azuis: 60 mg). “Gastrorresistente”

significa que o conteúdo das cápsulas passa pelo estômago sem se desagregar até atingir o intestino.

Isto evita que a substância activa seja destruída pelo ácido existente no estômago.

Para que é utilizado o Ariclaim?

O Ariclaim é utilizado para tratar a dor neuropática periférica do diabético (danos nos nervos das

extremidades que podem ocorrer em pacientes diabéticos).

O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.

Como se utiliza o Ariclaim?

A dose recomendada é de 60 mg de Ariclaim uma vez por dia, mas alguns pacientes poderão

necessitar de uma dose superior de 120 mg por dia. A resposta ao tratamento deve ser avaliada dois

meses após o seu início. Se o tratamento for eficaz, deve fazer-se uma reavaliação pelo menos de três

em três meses. O Ariclaim pode ser tomado com ou sem alimentos. A dose deve ser reduzida

gradualmente aquando da interrupção do tratamento.

Como funciona o Ariclaim?

A substância activa do Ariclaim, a duloxetina, é um inibidor da recaptação da

serotonina/noradrenalina. Funciona evitando que os neurotransmissores 5-hidroxitriptamina

(serotonina) e noradrenalina sejam recaptados pelas células nervosas do cérebro e da medula espinal.

Os neurotransmissores são substâncias químicas que permitem às células nervosas comunicarem entre

si. Ao bloquear a sua recaptação, a duloxetina aumenta a quantidade de neurotransmissores nos

espaços entre as células nervosas, aumentando o nível de comunicação entre elas. Uma vez que estes

neurotransmissores estão envolvidos na redução da sensação de dor, bloquear a sua recaptação para o

interior das células nervosas pode melhorar os sintomas da dor neuropática.

Como foi estudado o Ariclaim?

O Ariclaim foi estudado em dois estudos de 12 semanas, em 809 diabéticos adultos que tinham sentido

dor todos os dias durante, pelo menos, seis meses. Foram comparadas três doses diferentes de

Medicamento já não autorizado

Ariclaim com um placebo. O principal parâmetro de eficácia foi a alteração da intensidade da dor em

cada semana, de acordo com os registos efectuados pelos pacientes num diário do paciente segundo

uma escala de 11 pontos.

Qual o benefício demonstrado pelo Ariclaim durante os estudos?

O Ariclaim administrado em doses de 60 mg uma ou duas vezes ao dia foi mais eficaz na redução da

dor do que o placebo. Em ambos os estudos, a redução da dor foi observada a partir da primeira

semana de tratamento e até um máximo de 12 semanas, tendo os pacientes que tomaram Ariclaim

apresentado pontuações entre 1,17 e 1,45 mais baixas do que os que receberam o placebo.

Qual é o risco associado ao Ariclaim?

Os efeitos secundários mais frequentes associados ao Ariclaim (observados em mais de 1 em cada 10

pacientes) são dores de cabeça, sonolência (torpor), náusea (enjoo) e boca seca. Estes efeitos

secundários foram, na maioria dos casos, ligeiros ou moderados; ocorreram no início do tratamento e

atenuaram-se com a continuação deste. Para a lista completa dos efeitos secundários comunicados

relativamente ao Ariclaim, consulte o Folheto Informativo.

O Ariclaim não deve ser usado em pacientes que possam ser hipersensíveis (alérgicos) à duloxetina ou

a qualquer outro componente do medicamento.

O Ariclaim não deve ser usado em pacientes que

apresentem determinados tipos de doença hepática ou doença renal grave. Não deve, em circunstância

alguma, ser usado em conjunto com medicamentos inibidores da monoamina oxidase (um grupo de

antidepressivos), fluvoxamina (outro antidepressivo) ou ciprofloxacina ou enoxacina (tipos de

antibiótico). O tratamento não deve ser iniciado em pacientes com pressão arterial elevada não

controlada, devido ao risco de uma crise de hipertensão (aumento repentino e perigoso da pressão

arterial).

Por que foi aprovado o Ariclaim?

O Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) concluiu que os benefícios do Ariclaim são

superiores aos seus riscos no tratamento da dor neuropática periférica do diabético em adultos. O

Comité recomendou a concessão de uma Autorização de Introdução no Mercado para o Ariclaim.

O Ariclaim foi inicialmente autorizado nas dosagens de 20 e 40 mg para o tratamento da Incontinência

Urinária de Esforço (IUE) moderada a grave nas mulheres, mas a empresa fabricante retirou estas

dosagens do mercado aquando da renovação da autorização de introdução no mercado em Agosto de

2009. A IUE consiste na perda involuntária de urina aquando de esforço físico ou ao tossir, rir,

espirrar e levantar pesos ou durante a prática de exercício.

Outras informações sobre o Ariclaim

Em 11 de Agosto de 2004, a Comissão Europeia concedeu uma Autorização de Introdução no

Mercado, válida em toda a União Europeia, para o medicamento Ariclaim. O titular da

Autorização de

Introdução no Mercado é a Eli Lilly Nederland B.V. A Autorização de Introdução no Mercado foi

renovada em 11 de Agosto de 2009.

O EPAR completo sobre o Ariclaim pode ser consultado aqui

Este resumo foi actualizado pela última vez em 08-2009.

Medicamento já não autorizado

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