Alprolix

União Europeia - português - EMA (European Medicines Agency)

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Ingredientes ativos:
eftrenonacog alfa
Disponível em:
Swedish Orphan Biovitrum AB (publ)
Código ATC:
B02BD04
DCI (Denominação Comum Internacional):
eftrenonacog alfa
Grupo terapêutico:
A vitamina K e de outros hemostatics, fatores de coagulação do Sangue
Área terapêutica:
Hemofilia B
Indicações terapêuticas:
Tratamento e profilaxia do sangramento em pacientes com hemofilia B (deficiência congênita de factor IX).
Resumo do produto:
Revision: 7
Status de autorização:
Autorizado
Número de autorização:
EMEA/H/C/004142
Data de autorização:
2016-05-12
Código EMEA:
EMEA/H/C/004142

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B. FOLHETO INFORMATIVO

Folheto informativo: Informação para o utilizador

ALPROLIX 250 UI pó e solvente para solução injetável

ALPROLIX 500 UI pó e solvente para solução injetável

ALPROLIX 1000 UI pó e solvente para solução injetável

ALPROLIX 2000 UI pó e solvente para solução injetável

ALPROLIX 3000 UI pó e solvente para solução injetável

eftrenonacog alfa (fator IX de coagulação, proteína de fusão Fc recombinante)

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes

prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste

folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção 4.

O que contém este folheto

O que é ALPROLIX e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de utilizar ALPROLIX

Como utilizar ALPROLIX

Efeitos indesejáveis possíveis

Como conservar ALPROLIX

Conteúdo da embalagem e outras informações

Instruções para a preparação e administração

1.

O que é ALPROLIX e para que é utilizado

ALPROLIX contém a substância ativa eftrenonacog alfa, um fator IX da coagulação, proteína de fusão Fc

recombinante. O fator IX é uma proteína produzida naturalmente no organismo e é necessária para o sangue

formar coágulos e parar hemorragias.

ALPROLIX é um medicamento utilizado para o tratamento e prevenção de hemorragias em todos os grupos

etários de doentes com hemofilia B (uma doença hemorrágica hereditária causada pela deficiência do

fator IX).

ALPROLIX é preparado por tecnologia recombinante sem adição de componentes de origem humana ou

animal no processo de fabrico.

Como atua ALPROLIX

Em doentes com hemofilia B, o fator IX não existe ou não funciona bem. Este medicamento é utilizado para

substituir o fator IX ausente ou deficiente. ALPROLIX aumenta o nível de fator IX no sangue e corrige

temporariamente a tendência para hemorragias. A proteína de fusão Fc presente neste medicamento aumenta

o período de tempo durante o qual o medicamento atua.

2.

O que precisa de saber antes de utilizar ALPROLIX

Não utilize ALPROLIX

se tem alergia ao eftrenonacog alfa ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na

secção 6).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de utilizar ALPROLIX.

Existe uma possibilidade pequena de poder ter uma reação anafilática (uma reação alérgica grave e

súbita) a ALPROLIX. Os sinais de reações alérgicas podem incluir comichão generalizada, urticária,

aperto no peito, dificuldade em respirar e tensão arterial baixa. Caso ocorra qualquer um destes

sintomas, pare imediatamente a injeção e contacte o seu médico. Devido ao risco de reações alérgicas

com fator IX, as suas administrações iniciais de ALPROLIX deverão ser realizadas sob observação

médica onde possam ser prestados cuidados médicos adequados para reações alérgicas.

Fale com o seu médico se pensa que a sua hemorragia não está a ser controlada com a dose que lhe

está a ser administrada, dado que podem haver várias razões para que isso aconteça. Por exemplo, a

formação de anticorpos (também conhecidos por inibidores) contra o fator IX é uma complicação

conhecida que pode ocorrer durante o tratamento da hemofilia B. Os anticorpos impedem que o

tratamento atue corretamente. Isto será verificado pelo seu médico. Não aumente a dose total de

ALPROLIX para controlar a sua hemorragia sem falar com o seu médico.

Os doentes com inibidores do fator IX podem apresentar um risco acrescido de anafilaxia com tratamentos

futuros com fator IX. Por conseguinte, se tiver reações alérgicas como as que foram descritas acima, deverá

ser submetido a testes para detetar a presença de um inibidor.

Os produtos de Fator IX podem aumentar o risco de coágulos de sangue não desejados no seu corpo,

especialmente se tem fatores de risco para o desenvolvimento de coágulos de sangue. Os sintomas de um

possível coágulo de sangue não desejado podem incluir: dor e/ou maior sensibilidade ao longo de uma veia,

inchaço inesperado de um braço ou perna ou falta de ar repentina ou dificuldade em respirar.

Acontecimentos cardiovasculares

Se lhe foi dito que tem uma doença cardíaca ou que corre o risco de ter uma doença cardíaca, tenha um

cuidado especial ao utilizar fator IX e fale com o seu médico.

Complicações relacionadas com o cateter

Se for necessário um dispositivo de acesso venoso central (DAVC), deve ter-se em consideração o risco de

complicações relacionadas com o DAVC incluindo infeções locais, presença de bactérias no seu sangue e

coágulos de sangue no local do cateter.

Documentação

Recomenda-se vivamente que sempre que ALPROLIX for administrado, sejam registados o nome e número

de lote do medicamento.

Outros medicamentos e ALPROLIX

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a utilizar, tiver utilizado recentemente ou se vier a utilizar

outros medicamentos.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou

farmacêutico antes de lhe ser administrado este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Os efeitos de ALPROLIX sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos.

ALPROLIX contém sódio

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por frasco para injetáveis, ou seja, é

praticamente “isento de sódio”. Deve ter-se em consideração o teor total em sódio em caso de tratamento

com múltiplos frascos para injetáveis.

3.

Como utilizar ALPROLIX

O tratamento com ALPROLIX será iniciado por um médico com experiência nos cuidados de doentes com

hemofilia. Utilize este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico (ver secção 7). Fale com o

seu médico, farmacêutico ou enfermeiro se tiver dúvidas.

ALPROLIX é administrado por injeção numa veia. Este pode ser administrado por si próprio ou por qualquer

outra pessoa, depois de terem recebido a formação adequada. O seu médico decidirá a dose (em Unidades

Internacionais ou “UI”) que receberá. A dose dependerá das suas necessidades individuais de terapêutica de

substituição do fator IX, e se esta é utilizada para a prevenção ou para o tratamento de hemorragias. Fale com

o seu médico se pensa que a sua hemorragia não está a ser controlada com a dose que lhe está a ser

administrada.

O número de vezes que vai necessitar de uma injeção dependerá da maneira como o medicamento está a

atuar. O seu médico efetuará as análises de laboratório adequadas para se certificar de que tem níveis

adequados de fator IX no seu sangue.

Tratamento de hemorragias

A dose de ALPROLIX é calculada em função do seu peso e dos níveis de fator IX que têm de ser atingidos.

Os níveis desejados de fator IX dependerão da gravidade e da localização da sua hemorragia.

Prevenção de hemorragias

Se estiver a utilizar ALPROLIX para evitar uma hemorragia, o seu médico calculará a dose adequada para si.

A dose habitual de ALPROLIX é 50 UI por kg de peso corporal, administrada uma vez por semana ou de

100 UI por kg de peso corporal, administrada uma vez em intervalos de 10 dias. A dose ou o intervalo

podem ser ajustados pelo seu médico. Em alguns casos, especialmente em doentes mais jovens, podem ser

necessários intervalos de administração mais curtos ou doses mais elevadas.

Utilização em crianças e adolescentes

ALPROLIX pode ser utilizado em crianças e adolescentes de todas as idades. Em crianças com menos de

12 anos de idade, podem ser necessárias doses mais elevadas ou injeções mais frequentes e a dose normal é

de 50 a 60 UI por kg de peso corporal, administrada uma vez em intervalos de 7 dias.

Se utilizar mais ALPROLIX do que deveria

Informe o seu médico o mais cedo possível. Deverá utilizar ALPROLIX exatamente como o seu médico lhe

disse. Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro se tiver dúvidas.

Caso se tenha esquecido de utilizar ALPROLIX

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Tome a sua dose assim

que se lembrar e depois continue com o esquema de toma normal. Se não tiver a certeza do que deve fazer,

fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Se parar de utilizar ALPROLIX

Não pare de utilizar ALPROLIX sem consultar o seu médico. Se parar de utilizar ALPROLIX pode deixar

de estar protegido contra hemorragias ou a sua hemorragia atual pode não parar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico, farmacêutico ou

enfermeiro.

4.

Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se

manifestem em todas as pessoas.

Se ocorrerem reações alérgicas graves e súbitas (reação anafilática), a injeção deve ser imediatamente

interrompida. Deve contactar o seu médico imediatamente se tiver qualquer um dos seguintes sintomas de

reações alérgicas: inchaço da face, erupção na pele, comichão generalizada, urticária, aperto no peito,

dificuldade em respirar, ardor e picadas no local de injeção, arrepios, afrontamentos, dores de cabeça,

sensação geral de mal-estar, náuseas, agitação, batimento rápido do coração e tensão arterial baixa.

Nas crianças não tratados previamente com medicamentos à base de fator IX, poderá ocorrer formação de

inibidores com frequência (até 1 em 10 doentes) (ver secção 2). Se isto acontecer, o medicamento poderá

deixar de atuar como deve ser e a criança poderá ter uma hemorragia persistente. Caso isto aconteça, deverá

contactar o seu médico imediatamente.

Os seguintes efeitos indesejáveis podem ocorrer com este medicamento.

Efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas):

dores de cabeça, dormência ou

formigueiro na boca, dor num lado com sangue na urina (uropatia obstrutiva) e vermelhidão no local de

injeção.

Crianças não tratados previamente com medicamentos à base de fator IX: inibidores do fator IX,

hipersensibilidade.

Efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas):

tonturas, alteração do

paladar, mau hálito, sensação de cansaço, dor no local de injeção, batimento rápido do coração, sangue na

urina (hematúria), dor num lado (cólica renal), tensão arterial baixa e diminuição do apetite.

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto,

fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis

diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V. Ao comunicar efeitos

indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

5.

Como conservar ALPROLIX

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e no rótulo do frasco

para injetáveis, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não utilize este

medicamento se tiver sido conservado à temperatura ambiente durante um período superior a 6 meses.

Conservar no frigorífico (2°C-8°C). Não congelar. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

Como alternativa, ALPROLIX pode ser conservado à temperatura ambiente (até 30°C) durante um período

único que não exceda 6 meses. Registe na embalagem exterior a data em que ALPROLIX é retirado do

frigorífico e conserve-o à temperatura ambiente. Após conservação à temperatura ambiente, o medicamento

não deve voltar a ser colocado no frigorífico.

Assim que tiver preparado ALPROLIX, este deve ser utilizado imediatamente. Se não puder utilizar

imediatamente a solução preparada, esta deverá ser utilizada num período de 6 horas quando conservado à

temperatura ambiente. Não refrigere a solução após a preparação. Proteja a solução da luz solar direta.

A solução preparada deve ser límpida a ligeiramente pérola (opalescente) e incolor. Não utilize este

medicamento se verificar que está turvo ou que contém partículas visíveis.

Este medicamento é apenas para uma única utilização.

Elimine de forma adequada toda a solução não utilizada. Não deite fora quaisquer medicamentos na

canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já

não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de ALPROLIX

Pó:

A substância ativa é o eftrenonacog alfa (fator IX de coagulação, proteína de fusão Fc recombinante).

Cada frasco para injetáveis de ALPROLIX contém nominalmente 250, 500, 1.000, 2.000 ou 3.000 UI

de eftrenonacog alfa.

Os outros componentes são sacarose, histidina, manitol, polissorbato 20, hidróxido de sódio e ácido

clorídrico. Se estiver a fazer uma dieta com ingestão controlada de sódio, ver secção 2.

Solvente:

5 ml de cloreto de sódio e água para preparações injetáveis

Qual o aspeto de ALPROLIX e conteúdo da embalagem

ALPROLIX é fornecido na forma de um pó e solvente para solução injetável. O pó é um pó ou um

aglomerado branco a esbranquiçado. O solvente fornecido para a preparação da solução, é uma solução

límpida, incolor. Após a preparação, a solução é límpida a ligeiramente opalescente e incolor.

Cada embalagem de ALPROLIX contém 1 frasco para injetáveis de pó, 5 ml de solvente em seringa pré-

cheia, 1 haste do êmbolo, 1 adaptador do frasco para injetáveis, 1 conjunto de perfusão, 2 compressas

embebidas em álcool, 2 adesivos e 1 compressa de gaze.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Swedish Orphan Biovitrum AB (publ)

SE-112 76 Stockholm

Suécia

Telefone: +46 8 697 20 00

Este folheto foi revisto pela última vez em

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência Europeia

de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu. Também existem

links

para outros sítios da internet sobre

doenças raras e tratamentos.

Queira virar o folheto para a secção 7. Instruções para a preparação e administração.

7.

Instruções para a preparação e administração

O procedimento abaixo descreve a preparação e administração de ALPROLIX.

ALPROLIX é administrado por injeção intravenosa (IV) após dissolver o pó para uso injetável com o

solvente fornecido na seringa pré-cheia. A embalagem de ALPROLIX contém:

ALPROLIX não deve ser misturado com outras soluções injetáveis ou para perfusão.

Lave as mãos antes de abrir a embalagem.

Preparação:

Verifique o nome e a dosagem indicados na embalagem para confirmar que contém o medicamento

correto. Verifique o prazo de validade na embalagem exterior de ALPROLIX. Não utilize se o

medicamento tiver expirado.

Se ALPROLIX tiver sido conservado num frigorífico, deixe o frasco para injetáveis de ALPROLIX

(A) e a seringa com solvente (B) atingirem a temperatura ambiente antes de utilizar. Não utilize uma

fonte externa de calor.

Coloque o frasco para injetáveis numa superfície plana limpa.

Retire a cápsula de fecho de plástico do frasco para injetáveis.

Limpe o topo do frasco para injetáveis com uma das

compressas embebidas em álcool (F) fornecidas na embalagem

e deixe secar ao ar. Não toque no topo do frasco para

injetáveis, nem o deixe tocar em nada depois de limpo.

Descole a tampa protetora de papel do adaptador de plástico transparente do frasco para injetáveis (D).

Não retire o adaptador da sua cápsula de fecho protetora. Não toque no interior da embalagem do

adaptador do frasco para injetáveis.

A) 1 frasco para injetáveis de pó

B) 5 ml de solvente em seringa pré-

cheia

C) 1 haste do êmbolo

D) 1 adaptador do frasco para injetáveis

E) 1 conjunto de perfusão

F) 2 compressas embebidas em álcool

G) 2 adesivos

H) 1 compressa de gaze

Coloque o frasco para injetáveis numa superfície plana. Segure

no adaptador do frasco para injetáveis pela sua cápsula de

fecho protetora e coloque-o com precisão no topo do frasco

para injetáveis. Prima com firmeza até o adaptador encaixar em

posição no topo do frasco para injetáveis, de modo a que o

espigão do adaptador penetre na rolha do frasco para injetáveis.

Encaixe a haste do êmbolo (C) na seringa do solvente inserindo

a ponta da haste do êmbolo na abertura do êmbolo da seringa.

Rode a haste do êmbolo com firmeza no sentido horário até

estar bem assente no êmbolo da seringa.

Parta a cápsula de fecho de plástico branca, resistente à

abertura, da seringa do solvente dobrando a tampa perfurada

até partir. Ponha a cápsula de fecho de lado, colocando-a com

o topo para baixo numa superfície plana. Não toque no interior

da cápsula de fecho ou na ponta da seringa.

Retire a cápsula de fecho protetora do adaptador e elimine-a.

Ligue a seringa do solvente ao adaptador do frasco para

injetáveis inserindo a ponta da seringa na abertura do frasco

para injetáveis. Prima e rode a seringa com firmeza no sentido

horário até estar bem ligada.

Prima lentamente a haste do êmbolo para injetar todo o

solvente no frasco para injetáveis de ALPROLIX.

Mantendo a seringa ligada ao adaptador e a haste do êmbolo

premida, rode cuidadosamente o frasco para injetáveis até o pó

estar dissolvido.

Não agite.

A solução final deve ser inspecionada visualmente antes da administração. A solução deve ter um

aspeto límpido a ligeiramente pérola (opalescente) e incolor. Não utilize a solução se estiver turva ou

contiver partículas visíveis.

Certificando-se de que a haste do êmbolo da seringa está

completamente premida, inverta o frasco para injetáveis. Puxe

lentamente a haste do êmbolo para extrair toda a solução

através do adaptador do frasco para injetáveis para a seringa.

Nota: Se utilizar mais do que um frasco para injetáveis de

ALPROLIX por injeção, cada frasco para injetáveis deve ser

preparado separadamente de acordo com as instruções

anteriores (passos 1 a 13) e a seringa de solvente deve ser

removida, deixando o adaptador do frasco para injetáveis em

posição. Pode utilizar-se uma única seringa grande com fecho

do tipo

luer-lock

para retirar o conteúdo preparado de cada um

dos frascos para injetáveis individual.

Desencaixe a seringa do adaptador do frasco para injetáveis

puxando cuidadosamente e rodando o frasco para injetáveis no

sentido anti-horário.

Elimine o frasco para injetáveis e o adaptador.

Nota: Se a solução não for imediatamente utilizada, a cápsula de fecho da seringa deve ser novamente

colocada com cuidado na ponta da seringa. Não toque na ponta da seringa ou no interior da cápsula de fecho.

Após a preparação, ALPROLIX pode ser conservado à temperatura ambiente durante um período máximo de

6 horas antes da administração. Após este período de tempo, a solução preparada de ALPROLIX deve ser

eliminada. Proteger da luz solar direta.

Administração (injeção intravenosa):

ALPROLIX

deve ser administrado utilizando o conjunto de perfusão (E) fornecido nesta embalagem.

Abra a embalagem do conjunto de perfusão e remova a cápsula de

fecho da extremidade do tubo. Encaixe a seringa com a solução

preparada de

ALPROLIX

na extremidade do tubo do conjunto de

perfusão rodando no sentido horário.

Se necessário, coloque um torniquete e prepare o local de injeção limpando bem a pele com a

outra compressa embebida em álcool fornecida na embalagem.

Remova todo o ar presente no tubo do conjunto de perfusão, premindo lentamente a haste do

êmbolo até o líquido atingir a agulha do conjunto de perfusão. Não force a solução através da

agulha. Retire a tampa protetora de plástico transparente da agulha.

Introduza a agulha do conjunto de perfusão numa veia de acordo com as instruções do seu

médico ou enfermeiro e retire o torniquete. Se preferir, pode utilizar um dos adesivos (G)

fornecidos na embalagem para prender as aletas de plástico da agulha no local de injeção. O

medicamento preparado deve ser injetado por via intravenosa durante vários minutos. O seu

médico pode mudar a velocidade de injeção recomendada para que seja mais confortável para

Depois de terminar a injeção e remover a agulha, deve dobrar o

protetor da agulha e encaixá-lo sobre ela.

Elimine com segurança a agulha usada, toda a solução não utilizada, a seringa e o frasco para

injetáveis vazio num recipiente apropriado para resíduos médicos, dado que estes materiais

podem ferir terceiros se não forem eliminados de maneira adequada. Não reutilize o

equipamento.

Leia o documento completo

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.

NOME DO MEDICAMENTO

ALPROLIX 250 UI pó e solvente para solução injetável

ALPROLIX 500 UI pó e solvente para solução injetável

ALPROLIX 1000 UI pó e solvente para solução injetável

ALPROLIX 2000 UI pó e solvente para solução injetável

ALPROLIX 3000 UI pó e solvente para solução injetável

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

ALPROLIX 250 UI pó e solvente para solução injetável

Cada frasco para injetáveis contém nominalmente 250 UI de fator IX de coagulação humano (ADNr),

eftrenonacog alfa.

ALPROLIX contém aproximadamente 250 UI (50 UI/ml) de fator IX de coagulação humano (ADNr),

eftrenonacog alfa, após a reconstituição.

ALPROLIX 500 UI pó e solvente para solução injetável

Cada frasco para injetáveis contém nominalmente 500 UI de fator IX de coagulação humano (ADNr),

eftrenonacog alfa.

ALPROLIX contém aproximadamente 500 UI (100 UI/ml) de fator IX de coagulação humano (ADNr),

eftrenonacog alfa, após a reconstituição.

ALPROLIX 1000 UI pó e solvente para solução injetável

Cada frasco para injetáveis contém nominalmente 1000 UI de fator IX de coagulação humano (ADNr),

eftrenonacog alfa.

ALPROLIX contém aproximadamente 1000 UI (200 UI/ml) de fator IX de coagulação humano (ADNr),

eftrenonacog alfa, após a reconstituição.

ALPROLIX 2000 UI pó e solvente para solução injetável

Cada frasco para injetáveis contém nominalmente 2000 UI de fator IX de coagulação humano (ADNr),

eftrenonacog alfa.

ALPROLIX contém aproximadamente 2000 UI (400 UI/ml) de fator IX de coagulação humano (ADNr),

eftrenonacog alfa, após a reconstituição.

ALPROLIX 3000 UI pó e solvente para solução injetável

Cada frasco para injetáveis contém nominalmente 3000 UI de fator IX de coagulação humano (ADNr),

eftrenonacog alfa.

ALPROLIX contém aproximadamente 3000 UI (600 UI/ml) de fator IX de coagulação humano (ADNr),

eftrenonacog alfa, após a reconstituição.

A potência (UI) é determinada utilizando o ensaio de coagulação de uma etapa da Farmacopeia Europeia. A

atividade específica de

ALPROLIX

é de 55-84 UI/mg de proteína.

O eftrenonacog alfa (fator IX de coagulação humano, proteína de fusão Fc recombinante [rFIXFc]) tem

867 aminoácidos. É um produto do fator de alta pureza produzido por tecnologia do ADN recombinante

numa linha celular de rim embrionário humano (HEK), sem adição de proteínas exógenas de origem humana

ou animal na cultura celular, purificação ou formulação final.

Excipiente com efeito conhecido

0,3 mmol (6,4 mg) de sódio por frasco para injetáveis.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Pó e solvente para solução injetável.

Pó: pó ou aglomerado liofilizado, branco a esbranquiçado.

Solvente: solução límpida a incolor.

pH: 6,5 a 7,5

Osmolalidade: 255 a 345 mOsm/kg

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Tratamento e profilaxia de hemorragias em doentes com hemofilia B (deficiência congénita do fator IX).

ALPROLIX pode ser utilizado em todos os grupos etários.

4.2

Posologia e modo de administração

O tratamento deve ser realizado sob a supervisão de um médico experiente no tratamento da hemofilia.

Monitorização do tratamento

Durante o tratamento, recomenda-se uma determinação adequada dos níveis de fator IX, a fim de determinar

a dose a administrar e a frequência de repetição das injeções. A resposta individual dos doentes ao fator IX

pode variar, demonstrando diferentes semividas e recuperações. A dose com base no peso corporal pode

necessitar de ajuste em caso de doentes com baixo peso ou com excesso de peso. No caso particular de

intervenções de grande cirurgia, é indispensável uma monitorização precisa da terapêutica de substituição

através da análise da coagulação (atividade do fator IX no plasma).

Quando se utiliza o ensaio de coagulação de uma etapa baseado no tempo de tromboplastina (aPTT)

in vitro

para determinar a atividade do fator IX em amostras de sangue de doentes, os resultados da atividade do

fator IX no plasma podem ser significativamente afetados pelo tipo de reagente utilizado para o aPTT e pelo

padrão de referência utilizado no ensaio. Isto é importante, em particular quando se muda de laboratório e/ou

o reagente utilizado no ensaio.

As determinações com o ensaio de coagulação de uma etapa utilizando um reagente de aPTT à base de

caulino resultará provavelmente numa subestimativa do nível de atividade.

Posologia

A dose e a duração da terapêutica de substituição dependem da gravidade da deficiência de fator IX, da

localização e extensão da hemorragia e do estado clínico do doente.

O número de unidades de fator IX administradas é expresso em Unidades Internacionais (UI), que estão

relacionadas com o padrão atual da OMS para os produtos de fator IX. A atividade do fator IX no plasma é

expressa ou sob a forma de percentagem (relativamente ao plasma humano normal) ou em Unidades

Internacionais (relativamente a um Padrão Internacional para o fator IX no plasma).

Uma Unidade Internacional (UI) de atividade de fator IX Fc recombinante é equivalente à quantidade de

fator IX existente em 1 ml de plasma humano normal.

Tratamento requerido

O cálculo da dose necessária de fator IX Fc recombinante baseia-se no pressuposto empírico de que

1 Unidade Internacional (UI) de fator IX por kg de peso corporal aumenta a atividade do fator IX plasmático

em 1% da atividade normal (UI/dl). A dose necessária é determinada usando a seguinte fórmula:

Unidades necessárias = peso corporal (kg) × aumento desejado em fator IX (%) (UI/dl) × {recíproco da

recuperação observada (UI/kg por UI/dl)}

A quantidade a ser administrada e a frequência de administração deverão ser sempre orientadas em função da

eficácia clínica em cada caso individual. Se for necessário repetir uma dose para controlar uma hemorragia,

deverá ter-se em consideração a semivida prolongada de ALPROLIX (ver secção 5.2). Não se prevê

qualquer atraso no tempo para atingir a atividade máxima.

No caso dos seguintes acontecimentos hemorrágicos, a atividade do fator IX não deve ser inferior ao nível de

atividade plasmática indicado (em % do normal ou UI/dl) no período correspondente. A Tabela 1 pode ser

utilizada como guia para a posologia em episódios hemorrágicos e em cirurgia:

Tabela 1: Guia para a posologia de ALPROLIX no tratamento de episódios hemorrágicos e em cirurgia

Grau de hemorragia / Tipo

de intervenção cirúrgica

Nível de Fator IX

necessário (%) (UI/dl)

Frequência de administração (horas)/

Duração da terapêutica (dias)

Hemorragia

Hemartrose precoce,

hemorragia muscular ou

hemorragia oral

20-40

Repetir a injeção em intervalos de 48 horas, até

à resolução do episódio hemorrágico, avaliado

em função da dor, ou até à cicatrização.

Hemartrose, hemorragia

muscular ou hematoma mais

extensos

30-60

Repetir a injeção em intervalos de 24 a

48 horas até à resolução da dor e da

incapacidade aguda.

Hemorragias com risco de

vida

60-100

Repetir a injeção em intervalos de 8 a 24 horas

até que o risco esteja excluído.

Cirurgia

Pequena cirurgia incluindo

extração dentária

30-60

Repetir a injeção após 24 horas, conforme

necessário, até à cicatrização

Grande cirurgia

80-100

(pré e pós-operatório)

Repetir a injeção em intervalos de 8 a

24 horas, conforme necessário, até à

cicatrização adequada da ferida, depois

continuar a terapêutica no mínimo durante

mais 7 dias para manter uma atividade do

Fator IX entre 30% a 60% (UI/dl).

Em alguns doentes e em determinadas circunstâncias, o intervalo entre doses pode ser prolongado até 48 horas (ver

secção 5.2 para os dados farmacocinéticos).

Profilaxia

Na profilaxia a longo prazo contra a hemorragia, os regimes iniciais recomendados são:

50 UI/kg uma vez por semana, ajustando a dose com base na resposta individual ou

100 UI/kg uma vez em intervalos de 10 dias, ajustando o intervalo com base na resposta individual.

Alguns doentes que são bem controlados com um regime de uma vez por dia em intervalos de 10 dias,

poderão ser tratados num intervalo de 14 ou mais dias.

A dose mais elevada recomendada para profilaxia é de 100 UI/kg.

População idosa

A experiência é limitada em doentes com ≥65 anos de idade.

População pediátrica

Em crianças com menos de 12 anos de idade, podem ser necessárias doses mais elevadas ou mais frequentes

e a dose inicial recomendada é de 50-60 UI/kg em intervalos de 7 dias. Em adolescentes com 12 anos de

idade e acima, as recomendações posológicas são as mesmas que para os adultos. Ver secções 5.1 e 5.2.A

dose mais elevada recomendada para profilaxia é de 100 UI/kg.

Modo de administração

Via intravenosa.

É necessário haver uma formação adequada no caso de autoadministração ou de administração por um

prestador de cuidados.

ALPROLIX deve ser injetado por via intravenosa durante vários minutos. A taxa de administração deve ser

determinada em função do nível de conforto do doente e não deve exceder 10 ml/min.

Para instruções acerca da reconstituição do medicamento antes da administração, ver secção 6.6.

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Rastreabilidade

De modo a melhorar a rastreabilidade dos medicamentos biológicos, o nome e o número do lote do

medicamento administrado devem ser registados de forma clara.

Hipersensibilidade

Foram notificadas reações de hipersensibilidade de tipo alérgico com ALPROLIX. Caso ocorram sintomas

de hipersensibilidade, os doentes devem ser aconselhados a interromper imediatamente a utilização do

medicamento e a contactar o seu médico.

Os doentes deverão ser informados sobre os sinais precoces das reações de hipersensibilidade incluindo

urticária, urticária generalizada, pressão no peito, respiração sibilante, hipotensão e anafilaxia.

No caso de choque anafilático, deve ser implementado o tratamento médico padrão para o choque.

Inibidores

Após repetição do tratamento com produtos do fator IX de coagulação humana, os doentes devem ser

monitorizados para verificar se há desenvolvimento de anticorpos neutralizantes (inibidores) que devem ser

quantificados em Unidades Bethesda (UB) utilizando testes biológicos apropriados.

Foi comunicada uma correlação, na literatura, entre a ocorrência de um inibidor do fator IX e reações

alérgicas. Por conseguinte, os doentes que apresentem reações alérgicas devem ser avaliados relativamente à

presença de um inibidor. Deve salientar-se que os doentes com inibidores do fator IX podem apresentar um

risco acrescido de anafilaxia com a exposição subsequente ao fator IX.

Devido ao risco de reações alérgicas com produtos do fator IX, e de acordo com o critério do médico, as

administrações iniciais do fator IX deverão ser realizadas sob observação médica onde possam ser prestados

cuidados médicos adequados para reações alérgicas.

Tromboembolia

Devido ao risco potencial de complicações trombóticas com produtos do fator IX, deverá ser iniciada

vigilância clínica para deteção de sinais precoces de coagulopatia trombótica e de consumo com testes

biológicos apropriados quando se administra este medicamento a doentes com doença hepática, a doentes no

pós-operatório, a recém-nascidos ou a doentes em risco de fenómenos trombóticos ou de coagulação

intravascular disseminada (CID). O benefício do tratamento com ALPROLIX nestas situações deve ser

ponderado em relação ao risco destas complicações.

Acontecimentos cardiovasculares

Em doentes com fatores de risco cardiovasculares existentes, a terapêutica de substituição com produtos à

base de fator IX pode aumentar o risco cardiovascular.

Complicações relacionadas com o cateter

Se for necessário um dispositivo de acesso venoso central (DAVC), deve ter-se em consideração o risco de

complicações relacionadas com o DAVC incluindo infeções locais, bacteriemia e trombose no local do

cateter.

População pediátrica

As advertências e precauções indicadas aplicam-se a adultos e a crianças.

Considerações relacionadas com o excipiente

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por frasco para injetáveis, ou seja, é

praticamente “isento de sódio”. Deve ter-se em consideração o teor total em sódio em caso de tratamento

com múltiplos frascos para injetáveis.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não foram notificadas interações de ALPROLIX com outros medicamentos. Não foram realizados estudos

de interação.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez e amamentação

Não foram realizados estudos de reprodução em animais com

ALPROLIX

. Foi realizado um estudo de

transferência placentar em ratinhos (ver secção 5.3). Tendo em consideração a rara ocorrência de hemofilia B

nas mulheres, não existe experiência relativamente à utilização de fator IX durante a gravidez ou a

amamentação. Deste modo, o fator IX só deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação se estiver

claramente indicado.

Fertilidade

Não existem dados disponíveis sobre a fertilidade. Não foram realizados estudos de fertilidade em animais

com ALPROLIX.

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de ALPROLIX sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos.

4.8

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

Reações de hipersensibilidade ou alérgicas (que podem incluir angioedema, ardor e sensação de picadas no

local de perfusão, arrepios, rubores, urticária generalizada, cefaleias, urticária, hipotensão, letargia, náuseas,

agitação, taquicardia, pressão no peito, formigueiros, vómitos, respiração sibilante) foram observadas

raramente e, em alguns casos, podem progredir para anafilaxia grave (incluindo choque). Em alguns casos,

estas reações progrediram para anafilaxia grave e ocorreram em associação temporal próxima com o

desenvolvimento de inibidores do fator IX (ver também secção 4.4). Foram notificados casos de síndrome

nefrótica após tentativa de indução de tolerância imunitária em doentes com hemofilia B com inibidores do

fator IX e com antecedentes de reação alérgica.

Os doentes com hemofilia B podem desenvolver anticorpos neutralizantes (inibidores) contra o fator IX. Se

estes inibidores se desenvolverem, a situação pode manifestar-se como uma resposta clínica insuficiente.

Nestes casos, recomenda-se que seja contactado um centro especializado em hemofilia.

Existe um risco potencial de episódios tromboembólicos após a administração de produtos do fator IX, com

um risco mais elevado com preparações de baixa pureza. A utilização de produtos do fator IX de baixa

pureza foi associada a casos de enfarte do miocárdio, coagulação intravascular disseminada, trombose

venosa e embolia pulmonar. A utilização de fator IX de alta pureza está raramente associada a complicações

tromboembólicas.

Lista tabelada de reações adversas

Doentes tratados previamente (PTPs): Foi observado um total de 153 doentes com hemofilia B grave em

estudos clínicos de fase III e num estudo de extensão. A ocorrência de acontecimentos adversos foi

monitorizada com um total de 561 doentes-ano. O número total de dias de exposição foi de 26.106 com uma

mediana de 165 (intervalo de 1 a 528) dias de exposição por indivíduo.

Doentes não tratados previamente (PUPs): Foi observado um total de 33 doentes com hemofilia B grave num

estudo clínico. A ocorrência de acontecimentos adversos foi monitorizada com um total de 57,51 doentes-

ano. O número total de dias de exposição foi de 2.233 com uma mediana de 76 (intervalo de 1 a 137) dias de

exposição por indivíduo.

A Tabela 2 abaixo apresentada está em conformidade com a classificação MedDRA de sistemas de órgãos

(CSO e Nível de Termo Preferido).

As frequências foram avaliadas de acordo com a seguinte convenção: muito frequentes (≥1/10), frequentes

(≥1/100, <1/10), pouco frequentes (≥1/1.000, <1/100), raros (≥1/10.000, <1/1.000), muito raros (<1/10.000),

desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis). A tabela apresenta as reações adversas

notificadas nos estudos clínicos e identificadas na utilização pós-comercialização.

Tabela 2: Reações adversas notificadas com ALPROLIX

Classe de Sistemas de Órgãos MedDRA

Reações adversas

Categoria de

frequência

Doenças do sangue e do sistema linfático

Inibição do fator IX

Frequentes

Doenças do sistema imunitário

Hipersensibilidade

Reação anafilática

Frequentes

Desconhecido

Doenças do metabolismo e da nutrição

Diminuição do apetite

Pouco frequentes

Doenças do sistema nervoso

Cefaleias

Tonturas

Disgeusia

Frequentes

Pouco frequentes

Pouco frequentes

Cardiopatias

Palpitações

Pouco frequentes

Vasculopatias

Hipotensão

Pouco frequentes

Doenças gastrointestinais

Parestesia oral

Halitose

Frequentes

Pouco frequentes

Doenças renais e urinárias

Uropatia obstrutiva

Hematúria

Cólica renal

Frequentes

Pouco frequentes

Pouco frequentes

Perturbações gerais e alterações no local de

administração

Eritema no local de injeção

Fadiga

Dor no local de perfusão

Frequentes

Pouco frequentes

Pouco frequentes

A frequência baseia-se na ocorrência no estudo PUPs. Ambos os acontecimentos, inibição do fator IX e

hipersensibilidade, ocorreram num único PUP no estudo IV. Ver Descrição de reações adversas selecionadas.

Descrição de reações adversas selecionadas

Durante o programa de estudos clínicos, um doente (não tratados previamente) no estudo IV desenvolveu um

título baixo de inibidor de fator IX associado a hipersensibilidade (ver secção 5.1). Na experiência pós-

comercialização, observaram-se desenvolvimento de inibidores de fator IX e hipersensibilidade (incluindo

anafilaxia).

População pediátrica

Prevê-se que a frequência, tipo e gravidade das reações adversas em crianças sejam semelhantes aos dos

adultos. No que respeita à extensão e caracterização etária da base de dados de segurança em crianças, ver

secção 5.1.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez

que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de

notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

Os efeitos de doses mais elevadas do que as recomendadas de ALPROLIX não foram caracterizados.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: anti-hemorrágicos, fator IX da coagulação do sangue, código ATC: B02BD04

Mecanismo de ação

O fator IX é uma glicoproteína de cadeia única com uma massa molecular de cerca de 55.000 Dalton. É um

fator da coagulação dependente da vitamina K. O fator IX é ativado pelo fator XIa na via intrínseca da

coagulação e pelo complexo fator VII/fator tecidular na via extrínseca. O fator IX ativado, em associação

com o fator VIII ativado, ativa o fator X. O fator X ativado converte a protrombina em trombina. Em

seguida, a trombina converte o fibrinogénio em fibrina, formando-se um coágulo.

A hemofilia B é uma doença hereditária ligada ao sexo e está associada a alterações na coagulação do

sangue, devido aos níveis reduzidos de fator IX, o que origina hemorragias nas articulações, nos músculos ou

nos órgãos internos, que ocorrem de forma espontânea ou como consequência de um traumatismo acidental

ou cirúrgico. Através de uma terapêutica de substituição, o nível plasmático do fator IX aumenta, o que

possibilita uma correção temporária da deficiência do fator e correção das tendências para hemorragias.

ALPROLIX (eftrenonacog alfa) é uma proteína de fusão totalmente recombinante de ação prolongada

constituída pelo fator IX da coagulação humano unido por ligação covalente ao domínio Fc da

imunoglobulina humana G1 e produzida por tecnologia do ADN recombinante.

A região Fc da imunoglobulina humana G1 liga-se ao recetor Fc neonatal. Este recetor é expresso durante

toda a vida como parte de uma via de ocorrência natural que protege as imunoglobulinas da degradação pelos

lisossomas, reciclando estas proteínas de volta para a circulação, o que resulta na semivida prolongada das

mesmas.

Eficácia e segurança clínicas

A segurança, a eficácia e a farmacocinética de ALPROLIX foram avaliadas em dois estudos piloto, abertos,

multinacionais em doentes tratados previamente (PTPs); um estudo de fase 3 em doentes adultos e

adolescentes, referido como estudo I, e um estudo pediátrico de fase 3, referido como estudo II (ver

População pediátrica). A segurança e eficácia de ALPROLIX foram também avaliadas em doentes não

tratados previamente (PUPs) com hemofilia B grave (estudo IV), ver População pediátrica.

O estudo I comparou a eficácia de cada um de dois regimes de tratamento profilático (intervalo semanal fixo

com uma dose de 50 UI/kg e intervalo individualizado com uma dose de 100 UI/kg iniciada a cada 10 dias)

com o tratamento requerido. O estudo incluiu um total de 123 doentes do sexo masculino tratados

previamente (12 a 71 anos de idade) com hemofilia B grave (atividade endógena do FIX ≤2%). Todos os

doentes receberam tratamento com ALPROLIX e foram seguidos durante um período de até 77 semanas.

Dos 123 doentes que concluíram o estudo I, 93 foram incluídos no estudo III (estudo de extensão) com um

período de seguimento total mediano de 6,5 anos.

É de se notar que as Taxas Anualizadas de Hemorragia (TAH) não são comparáveis entre diferentes

concentrados de fatores e entre diferentes estudos clínicos.

Intervalos semanais fixos e individualizados para profilaxia

A dose semanal mediana para os indivíduos no braço semanal fixo foi de 45,17 UI/kg (intervalo

interquartílico [IIQ]: 38,1-53,7) no estudo I. As respetivas TAH medianas em indivíduos avaliáveis para a

eficácia foram de 2,95 (IIQ: 1,01-4,35) e permaneceram semelhantes ao longo do estudo III (1,85 [IIQ:

0,76-4,0]). No estudo III, os indivíduos apresentaram uma mediana de 0,38 (IIQ: 0,00-1,43) de hemorragias

espontâneas nas articulações.

Nos indivíduos do braço do intervalo individualizado, o intervalo entre doses mediano foi de 12,53 dias (IIQ:

10,4-13,4) no estudo I. As respetivas TAH medianas foram de 1,38 (IIQ: 0,00-3,43) e permaneceram

semelhantes ao longo do estudo III (1,85 [IIQ: 0,76-4,0]).

O intervalo entre doses e o consumo de fator permaneceram semelhantes no estudo III (estudo de extensão),

em comparação com o estudo I, em ambos regimes profiláticos.

Não se observaram episódios hemorrágicos em 42% dos indivíduos durante a profilaxia individualizada e em

23,0% dos indivíduos durante a profilaxia semanal. Observou-se uma proporção mais baixa de indivíduos na

profilaxia com intervalo individualizado com articulações alvo ≥1 no início do que na profilaxia semanal

(respetivamente, 27,6% e 57,1%).

Tratamento da hemorragia

Dos 636 acontecimentos hemorrágicos observados durante o estudo I, 90,4% foram controlados com

1 injeção e, no global, 97,3% com 2 ou menos injeções. A média da dose mediana por injeção para tratar um

episódio hemorrágico foi de 46,07 UI/kg (IIQ: 32,86-57,03). A dose global mediana para tratar um episódio

hemorrágico foi de 51,47 UI/kg (IIQ: 35,21-61,73) no braço de profilaxia semanal, de 49,62 UI/kg (IIQ:

35,71-94,82) no braço de profilaxia em intervalo individualizado e de 46,58 UI/kg (IIQ: 33,33-59,41) no

braço de tratamento requerido.

Controlo perioperatório (profilaxia cirúrgica)

Um total de 35 grandes cirurgias foi realizado e avaliado em 22 indivíduos (21 adultos e adolescentes e

1 doente pediátrico com <12 anos de idade) no estudo I e no estudo III. Das 35 grandes cirurgias,

28 cirurgias (80,0%) necessitaram de

uma dose pré-operatória única para manter a hemóstase durante a

cirurgia. A média da dose mediana por injeção para manter a hemóstase durante a cirurgia foi de 94,7 UI/kg

(intervalo de 49 a 152 UI/kg). A dose total no dia da cirurgia variou entre 49 e 341 UI/kg e a dose total no

período perioperatório de 14 dias variou entre 60 e 1.947 UI/kg.

A resposta hemostática foi avaliada como excelente ou boa em 100% das grandes cirurgias.

População pediátrica

O estudo II incluiu um total de 30 doentes pediátricos do sexo masculino, tratados previamente, com

hemofilia B grave (atividade endógena do FIX ≤2%). Os doentes tinham menos de 12 anos de idade (15

tinham <6 anos de idade e 15 tinham entre 6 e <12 anos de idade). Todos os doentes foram tratados com

ALPROLIX e foram seguidos durante um período de até 52 semanas.

Os 30 doentes foram todos tratados com ALPROLIX num regime de dose profilática iniciada com 50-

60 UI/kg em intervalos de 7 dias, com ajuste da dose para um máximo de 100 UI/kg e intervalos entre as

doses para um mínimo de uma vez por semana e um máximo de duas vezes por semana. Dos 30 doentes que

concluíram o estudo II, 27 foram incluídos no estudo III (estudo de extensão). O tempo mediano de

permanência nos estudos II+III foi de 2,88 anos e o período mediano de exposição foi de 166 dias.

O estudo IV incluiu 33 doentes pediátricos não tratados previamente (PUPs) com hemofilia B grave (≤2% de

atividade endógena do FIX). A idade mediana aquando da inclusão era de 0,6 anos (intervalo de 0,08 a

2 anos); 78,8% dos indivíduos tinham menos de 1 ano de idade. O número mediano global de semanas a

receber ALPROLIX foi de 83,01 (intervalo de 6,7 a 226,7 semanas), e o número mediano global de DE (dias

de exposição) foi de 76 dias (intervalo de 1 a 137 dias).

Regime profilático individualizado

No estudo II, a média da dose semanal mediana de ALPROLIX foi de 59,40 UI/kg (intervalo interquartílico

de 52,95 a 64,78 UI/kg) para os indivíduos com <6 anos de idade e de 57,78 UI/kg (intervalo interquartílico

de 51,67 a 65,01 UI/kg) para os indivíduos com 6 a <12 anos de idade. O intervalo entre doses mediano

global foi de 6,99 dias (intervalo interquartílico de 6,94 a 7,03) sem diferenças no intervalo mediano entre

doses entre grupos etários. Exceto um doente, cuja última dose prescrita foi de 100 UI/kg em intervalos de

5 dias, as últimas doses prescritas dos outros 29 doentes foram até 70 UI/kg em intervalos de 7 dias. Não se

observaram episódios hemorrágicos em 33% dos indivíduos pediátricos. O intervalo entre doses e o consumo

de fator permaneceram semelhantes no estudo III em comparação com o estudo II.

As taxas anualizadas medianas de hemorragia em indivíduos com <12 anos de idade avaliáveis para a

eficácia foram de 1,97 (intervalo interquartílico de 0,00 a 3,13) no estudo II e permaneceram semelhantes ao

longo do estudo III (estudo de extensão).

Nos PUPs (estudo IV), a mediana da dose média semanal de ALPROLIX foi de 57,96 UI/kg (intervalo

interquartil de 52,45 a 65,06 UI/kg) e a mediana do intervalo médio de administração da dose foi de 7 dias

(intervalo interquartil de 6,95 a 7,12 dias). Os intervalos de administração da dose e consumo de fator

permaneceram semelhantes no estudo IV em comparação com os estudos II e III. No caso dos PUPs que

estavam a receber tratamento profilático, 8 (28,6%) dos indivíduos não tiveram episódios hemorrágicos. A

TAH mediana global para os indivíduos no regime de tratamento profilático foi de 1,24 (intervalo

interquartil de 0,0 a 2,49).

Tratamento de episódios hemorrágicos

Dos 60 acontecimentos hemorrágicos observados durante o estudo II, 75% foram controlados com 1 injeção

e, no global, 91,7% dos acontecimentos hemorrágicos foram controlados com 2 ou menos injeções. A média

de dose mediana por injeção para tratar um episódio hemorrágico foi de 63,51 (intervalo interquartílico de

48,92 a 99,44) UI/kg. A dose global mediana para tratar um episódio hemorrágico foi de 68,22 UI/kg

(intervalo interquartílico de 50,89 a 126,19).

Dos 58 acontecimentos hemorrágicos observados nos PUPs que estavam a receber tratamento profilático no

estudo IV, 87,9% foram controlados com 1 injeção e, globalmente, 96,6% dos episódios hemorrágicos foram

controlados com 2 injeções ou menos. A mediana da dose média por injeção para tratar um episódio

hemorrágico foi de 71,92 UI/kg (intervalo interquartil de 52,45 a 100,81 UI/kg). A dose global mediana para

tratar um episódio hemorrágico foi de 78,74 UI/kg (intervalo interquartil de 53,57 a 104,90 UI/kg).

5.2

Propriedades farmacocinéticas

Todos os estudos farmacocinéticos com ALPROLIX foram realizados em doentes tratados previamente com

hemofilia B grave. Os dados apresentados nesta secção foram obtidos com o ensaio de coagulação de uma

etapa com um reagente de aPTT à base de sílica calibrado em relação a padrões plasmáticos de fator IX.

Leia o documento completo

EMA/171272/2016

EMEA/H/C/004142

Resumo do EPAR destinado ao público

Alprolix

eftrenonacog alfa

Este é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR) relativo ao Alprolix. O seu objetivo

é explicar o modo como a Agência avaliou o medicamento a fim de recomendar a sua autorização na

UE, bem como as suas condições de utilização. Não tem por finalidade fornecer conselhos práticos

sobre a utilização do Alprolix.

Para obter informações práticas sobre a utilização do Alprolix, os doentes devem ler o Folheto

Informativo ou contactar o seu médico ou farmacêutico.

O que é o Alprolix e para que é utilizado?

O Alprolix é um medicamento utilizado para o tratamento e prevenção de hemorragias em doentes

com hemofilia B, uma doença hemorrágica hereditária causada pela deficiência de uma proteína de

coagulação denominada fator IX. Pode ser utilizado em doentes de todas as idades.

Dado o número de doentes afetados por hemofilia B ser reduzido, a doença é considerada rara, pelo

que o Alprolix foi designado medicamento órfão (medicamento utilizado em doenças raras) em 8 de

junho de 2007.

O Alprolix contém a substância ativa eftrenonacog alfa.

Como se utiliza o Alprolix?

O Alprolix só pode ser obtido mediante receita médica e o tratamento deve ser feito sob a supervisão

de um médico com experiência no tratamento da hemofilia.

O Alprolix está disponível na forma de um pó e solvente, que são misturados para preparar uma

solução injetável para administração numa veia. A dose e a frequência do tratamento dependem do

peso corporal do doente e da finalidade do Alprolix (tratamento ou prevenção de hemorragias), bem

como da gravidade da deficiência de fator IX do doente, da extensão e localização da hemorragia, e da

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idade e estado de saúde do doente. Para mais informações sobre a utilização deste medicamento,

consulte o Resumo das Características do Medicamento (também parte do EPAR).

Os doentes ou os seus prestadores de cuidados poderão eles próprios administrar Alprolix por injeção

em casa depois de receberem formação adequada. Para mais informações, consulte o Folheto

Informativo.

Como funciona o Alprolix?

Os doentes com hemofilia B têm falta do fator IX, uma proteína necessária para a coagulação normal

do sangue, pelo que sangram facilmente. A substância ativa do Alprolix, o eftrenonacog alfa, atua no

organismo do mesmo modo que o fator IX humano. Substitui o fator IX em falta, ajudando, desta

forma, o sangue a coagular e proporcionando um controlo temporário da hemorragia.

Quais os benefícios demonstrados pelo Alprolix durante os estudos?

O Alprolix mostrou ser eficaz tanto na prevenção como no tratamento de episódios hemorrágicos em

dois estudos principais com doentes com hemofilia B.

No primeiro estudo que incluiu 123 adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos, os

doentes que receberam Alprolix como tratamento preventivo semanal apresentaram cerca de três

episódios hemorrágicos por ano, os doentes que receberam Alprolix como tratamento preventivo de 10

em 10 dias apresentaram cerca de dois episódios hemorrágicos por ano, e os doentes que receberam

Alprolix para tratar hemorragias quando necessário apresentaram cerca de 18 episódios hemorrágicos

por ano. Além disso, quando se verificou hemorragia, cerca de 90 % dos episódios hemorrágicos foram

resolvidos com uma injeção de Alprolix.

No segundo estudo, com 30 crianças de idade inferior a 12 anos, o Alprolix foi igualmente eficaz: em

média, ocorreram dois episódios hemorrágicos por ano e cerca de 75 % dos episódios hemorrágicos

foram resolvidos com uma injeção.

Quais são os riscos associados ao Alprolix?

As reações de hipersensibilidade (alérgicas) que se seguem são observadas raramente com o Alprolix:

inchaço, ardor e picadas no local de injeção, arrepios, afrontamentos, erupção na pele acompanhada

de comichão, dores de cabeça, urticária, tensão arterial baixa, letargia, náuseas e vómitos, agitação,

batimento rápido do coração, aperto no peito e respiração sibilante. Em alguns casos, estas reações

podem tornar-se graves.

Alguns doentes que tomam medicamentos com fator IX podem desenvolver inibidores (anticorpos)

contra o fator IX, fazendo com que o medicamento deixe de funcionar e levando a uma perda do

controlo hemorrágico. Os medicamentos com fator IX também podem causar potenciais problemas

devido à formação de coágulos de sangue nos vasos sanguíneos.

Para a lista completa dos efeitos secundários e das restrições de utilização relativamente ao Alprolix,

consulte o Folheto Informativo.

Por que foi aprovado o Alprolix?

Estudos demonstram que o Alprolix é eficaz na prevenção e no tratamento de episódios hemorrágicos

em doentes com hemofilia B e a sua segurança é comparável à de outros medicamentos com fator IX.

Por conseguinte, o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência concluiu que os

Alprolix

EMA/171272/2016

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benefícios do Alprolix são superiores aos seus riscos e recomendou a sua aprovação para utilização na

Que medidas estão a ser adotadas para garantir a utilização segura e eficaz

do Alprolix?

Foi desenvolvido um plano de gestão dos riscos para garantir a utilização segura do Alprolix. Com base

neste plano, foram incluídas informações de segurança no Resumo das Características do Medicamento

e no Folheto Informativo do Alprolix, incluindo as precauções apropriadas a observar pelos

profissionais de saúde e pelos doentes.

Outras informações sobre o Alprolix

O EPAR completo relativo ao Alprolix pode ser consultado no sítio Internet da Agência em:

ema.europa.eu/Find medicine/Human medicines/European public assessment reports

. Para mais

informações sobre o tratamento com o Alprolix, leia o Folheto Informativo (também parte do EPAR) ou

contacte o seu médico ou farmacêutico.

O resumo do parecer emitido pelo Comité dos Medicamentos Órfãos para o Alprolix pode ser

consultado no sítio Internet da Agência em:

ema.europa.eu/Find medicine/Human medicines/Rare

disease designation.

Alprolix

EMA/171272/2016

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