Aldesta 22.5 mg/0.5625 ml Solução injetável em seringa pré-cheia

Portugal - português - INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)

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Ingredientes ativos:
Metotrexato
Disponível em:
Addenda Pharma, Srl
Código ATC:
L04AX03
DCI (Denominação Comum Internacional):
Methotrexate
Dosagem:
22.5 mg/0.5625 ml
Forma farmacêutica:
Solução injetável em seringa pré-cheia
Composição:
Metotrexato 40 mg/ml
Via de administração:
Via subcutânea
Tipo de prescrição:
MSRM restrita - Alínea c)
Grupo terapêutico:
16.1.3 Antimetabolitos; 9.2 Modificadores da evolução da doença reumatismal
Área terapêutica:
methotrexate methotrexate
Resumo do produto:
5686563 - Seringa pré cheia 4 unidade(s) 0.5625 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Conservar na embalagem origem, abrigo da luz - Não comercializado - 10122547 - 50161237 ; 5686555 - Seringa pré cheia 1 unidade(s) 0.5625 ml - Tipo de embalagem: FechadaPrazo de validade: 2 Ano(s)Temperatura: inferior a 25°CCondições: Conservar na embalagem origem, abrigo da luz - Não comercializado - 10122547 - 50161229
Status de autorização:
Revogado (23 de Abril de 2019)
Número de autorização:
SE/H/1417/008/DC
Data de autorização:
2016-10-11

Leia o documento completo

APROVADO EM

08-12-2017

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Aldesta 2.5/0.33 ml mg, 7.5 mg/0.3 ml, 10 mg/0.4 ml, 12.5 mg/0.3125 ml, 15

mg/0.375

17.5

mg/0.4375

ml, 20 mg/0.5

ml, 22.5

mg/0.5625

mg/0.625 ml, 27.5 mg/0.6875 ml, 30 mg/0.75 ml solução injetável em seringa pré-

cheia

metotrexato

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento

pois contém informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O

medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais

de doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Aldesta e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de utilizar Aldesta

3. Como utilizar Aldesta

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Aldesta

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Aldesta e para que é utilizado

Aldesta contém metotrexato como substância ativa.

Aldesta é uma substância com as seguintes propriedades:

interfere no crescimento de determinadas células do corpo que se dividem

rapidamente

reduz a atividade do sistema imunitário (mecanismo de defesa do próprio

corpo)

tem efeitos anti-inflamatórios.

Aldesta está indicado no tratamento de

artrite reumatoide ativa em doentes adultos.

artrite idiopática juvenil ativa e grave nas suas formas poliartríticas, quando

resposta

medicamentos

anti-inflamatórios

não

esteroides

(AINEs)

inadequada,

psoríase

grave

recalcitrante

incapacitante

não

responde

adequadamente a outras formas de terapêutica, como a fototerapia, PUVA e

retinóides e artrite psoriática grave em doentes adultos.

doença de Crohn ligeira a moderada em doentes adultos quando não é

possível tratamento adequado com outros medicamentos.

A artrite reumatoide (AR) é uma doença crónica do colagénio, caracterizada pela

inflamação

membranas

sinoviais

(membranas

articulações).

Estas

membranas produzem um fluido que atua como um lubrificante para muitas

articulações. A inflamação provoca o espessamento da membrana e o inchaço da

articulação.

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A artrite juvenil está relacionada com crianças e adolescentes com menos de 16

anos. Consideram-se formas poliartríticas se forem afetadas 5 ou mais articulações

durante os primeiros 6 meses da doença.

A artrite psoriática é uma espécie de artrite com lesões psoriáticas da pele e unhas,

especialmente nas articulações dos dedos das mãos e dos pés.

A psoríase é uma doença cutânea crónica comum, caracterizada por manchas

vermelhas cobertas por escamas aderentes, espessas e secas, de cor prata.

Aldesta modifica e atrasa a progressão da doença.

A doença de Crohn é um tipo de doença inflamatória dos intestinos que pode afetar

qualquer

parte

trato

gastrointestinal

causando

sintomas

tais

como

abdominal, diarreia, vómitos ou perda de peso.

O que precisa de saber antes de utilizar Aldesta

Não utilize Aldesta se:

alergia

metotrexato

qualquer

outro

componente

deste

medicamento (indicados na secção 6).

sofrer de doença renal ou hepática grave ou de doenças do sangue.

bebe regularmente grandes quantidades de álcool.

sofre de uma infeção grave como por exemplo, tuberculose, VIH ou outras

síndromes de imunodeficiência.

sofre de úlceras na boca, úlcera gástrica ou úlcera intestinal.

estiver grávida ou a amamentar.

tiver de ser vacinado com vacinas vivas durante o tratamento.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Aldesta se:

for idoso ou caso se sinta fraco e com um mal estar geral.

tem problemas no funcionamento do fígado.

sofre de desidratação (perda de água).

Exames de acompanhamento recomendados e medidas de segurança

Mesmo quando Aldesta é administrado em doses baixas, podem ocorrer efeitos

secundários graves. A fim de detetá-los a tempo, é necessário realizar consultas de

rotina e análises laboratoriais de acordo com as indicações do seu médico.

Antes do tratamento

Antes de iniciar o tratamento, serão efetuadas análises ao sangue para verificar se

tem células sanguíneas em número suficiente. Irá também realizar exames para

verificar a função hepática, a albumina sérica (uma proteína do sangue) e a função

renal.

O seu médico verificará também se sofre de tuberculose (uma doença infeciosa,

acompanhada de pequenos nódulos no tecido afetado) e será realizado um raio-X

ao tórax.

Durante o tratamento

Terá de realizar os seguintes exames pelo menos uma vez por mês durante os

primeiros seis meses de tratamento e, depois, pelo menos de três em três meses:

Exame da boca e da garganta para alterações da mucosa

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Análises ao sangue

Verificar se o seu fígado está a funcionar corretamente

Verificar se os seus rins estão a funcionar corretamente

Controlar o sistema respiratório e, se necessário, efetuar testes da função

pulmonar

O metotrexato pode afetar o seu sistema imunitário e os efeitos da vacinação.

Também pode afetar os resultados dos testes imunológicos. Infeções crónicas

inativas (por exemplo, herpes zoster [zona], tuberculose, hepatite B ou C) podem

ser ativadas. Durante a terapêutica com Aldesta, não pode ser vacinado com

vacinas vivas.

A dermatite induzida pela radiação e as queimaduras solares podem reaparecer

com a terapêutica com metotrexato (reação de memória). As lesões psoriáticas

podem agravar-se durante a irradiação com UV e o tratamento simultâneo com

metotrexato.

Pode ocorrer um aumento no tamanho dos gânglios linfáticos (linfoma). Nestes

casos o tratamento deve ser interrompido.

A diarreia

pode

efeito tóxico

Aldesta

exige

interrupção

tratamento. Se sofrer de diarreia por favor fale com o seu médico.

Têm

sido

reportados

casos

encefalopatia

(uma

doença

cérebro)

leucoencefalopatia (uma doença específica que afeta a substância branca do

cérebro) em doentes com cancro a receber terapêutica com metotrexato, e estas

reações não podem ser excluídas na utilização da terapêutica com metotrexato

para

outras

doenças.

Crianças

Aldesta não é recomendado em crianças com menos de 3 anos de idade devido a

insuficiente experiência neste grupo etário.

Outros medicamentos e Aldesta

Informe

médico

farmacêutico

estiver

tomar,

tiver

tomado

recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

O efeito do tratamento pode ser afetado se o Aldesta for administrado em

simultâneo com determinados medicamentos:

Medicamentos que danificam o fígado ou o hemograma como, por exemplo,

leflunomida

Antibióticos (medicamentos para prevenir/combater certas infeções) tais

como: tetraciclinas, cloranfenicol e antibióticos de largo espetro não absorvíveis,

penicilinas,

glicopeptídeos,

sulfonamidas

(medicamentos

contém

enxofre

utilizados para prevenir/combater certas infeções), ciprofloxacina e cefalotina

Anti-inflamatórios não-esteroides ou salicilatos (medicamentos contra a dor

e/ou inflamação)

Probenecida (medicamento para a gota)

Ácidos

orgânicos

fracos

tais

como

diuréticos

ansa

alguns

medicamentos utilizados no tratamento da dor e de doenças inflamatórias (por ex.,

ácido acetilsalicílico, diclofenac e ibuprofeno) e pirazóis (por ex., metamizol para o

tratamento da dor).

Medicamentos, que possam ter efeitos adversos sobre a medula óssea, por

exemplo, sulfametoxazol-trimetoprim (um antibiótico) e pirimetamina.

Sulfassalazina (um medicamento antirreumático)

Azatioprina (um agente imunossupressor por vezes utilizado nas formas

graves de artrite reumatoide)

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Mercaptopurina (um agente citostático)

Retinóides

(medicamentos

contra

psoríase

outras

doenças

dermatológicas)

Teofilina

(medicamento

contra

asma

brônquica

outras

doenças

pulmonares)

Inibidores

bomba

protões

(medicamentos

para

problemas

estômago)

Hipoglicemiantes (medicamentos que são usados para diminuir o nível de

açúcar no sangue).

Os suplementos vitamínicos à base de ácido fólico podem prejudicar o efeito do

tratamento e só devem ser tomados quando aconselhados pelo seu médico.

A vacinação com vacinas vivas deve ser evitada.

Aldesta com alimentos, bebidas e álcool

O álcool, assim como grandes quantidades de café e refrigerantes que contenham

cafeína, bem como o chá preto, devem ser evitados durante o tratamento com

Aldesta.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar,

consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Não pode tomar Aldesta durante a gravidez. Existe um risco de lesões no feto e de

aborto. Homens e mulheres devem usar um método de contraceção eficaz durante

o tratamento e durante um período suplementar de seis meses após o final do

tratamento com Aldesta.

Nas mulheres em idade fértil, deve ser excluída com segurança a possibilidade de

qualquer gravidez preexistente através de medidas adequadas, por exemplo, teste

de gravidez antes do tratamento.

Uma vez que o metotrexato pode ser genotóxico, todas as mulheres que pretendam

engravidar são aconselhadas a consultar um centro de aconselhamento genético, se

possível, ainda antes do tratamento e os homens devem procurar aconselhamento

sobre a possibilidade de preservar esperma antes de iniciar o tratamento.

O aleitamento deve ser interrompido antes e durante o tratamento com Aldesta.

Condução de veículos e utilização de máquinas

O tratamento com Aldesta pode causar reações adversas que afetam o sistema

nervoso central, por exemplo, cansaço e tonturas. Desta forma, a capacidade de

conduzir

veículo

e/ou

operar

máquinas

pode,

certos

casos,

comprometida. Caso se

sinta

cansado ou sonolento, não conduza ou utilize

máquinas.

Aldesta contém sódio

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por dose, ou

seja, é praticamente “isento de sódio”.

3. Como utilizar Aldesta

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O seu médico irá decidir a posologia, a qual será ajustada individualmente.

Normalmente demora 4 a 8 semanas antes de se observar qualquer efeito do

tratamento.

Aldesta é administrado por um médico ou sob a sua supervisão, ou por profissionais

de saúde, através de uma injeção, apenas uma vez por semana. Juntamente com o

seu médico deve decidir qual o melhor dia da semana para receber a injeção.

Aldesta deve ser injetado por via subcutânea (sob a pele).

O médico decidirá qual a dose apropriada para crianças e adolescentes com formas

poliartríticas de artrite idiopática juvenil.

Utilização em crianças

Aldesta não está recomendado em crianças com menos de 3 anos de idade devido

a insuficiente experiência neste grupo etário.

Método e duração da administração

Aldesta é injetado uma vez por semana!

A duração do tratamento é determinada pelo médico assistente. O tratamento da

artrite reumatoide, da artrite idiopática juvenil, da psoríase em placas, da artrite

psoriática e doença de Crohn com Aldesta é um tratamento de longa duração.

No início do seu tratamento, Aldesta pode ser injetado por pessoal médico. Em

certos casos, o seu médico pode decidir ensiná-lo(a) a injetar sozinho Aldesta, sob

a sua pele. Nesse caso, receberá a formação adequada.

Em circunstância alguma deve tentar injetar Aldesta sozinho antes de ter recebido

tal formação.

Consulte as instruções de utilização no fim do folheto informativo.

A forma de manuseamento e de eliminação deve ser consistente com a de outras

preparações

citotóxicas, de

acordo com as

exigências locais. Prestadoras de

cuidados de saúde que estejam grávidas não devem manusear e/ou administrar

Aldesta.

O metotrexato não deve entrar em contacto com a pele ou as mucosas. Em caso de

contaminação, a área afetada deve ser imediatamente lavada com uma quantidade

abundante de água.

Se utilizar mais Aldesta do que deveria

Siga as recomendações do seu médico acerca da dose. Não altere a dose por si

próprio.

Se suspeitar que utilizou mais Aldesta do que deveria, contacte o seu médico

imediatamente. O seu médico irá decidir qual o tratamento adequado, dependendo

da gravidade da intoxicação.

Caso se tenha esquecido de utilizar Aldesta

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Consulte o seu médico. Tome a dose prescrita pelo seu médico o mais rapidamente

possível e posteriormente semanalmente.

Se parar de utilizar Aldesta

Não deve interromper ou descontinuar o tratamento com Aldesta, a não ser que

tenha sido discutido com o seu médico. Se suspeitar de efeitos secundários graves,

contacte o seu médico imediatamente para aconselhamento.

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Se tiver a impressão de que o efeito do Aldesta é muito forte ou muito fraco, fale

com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários,

embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

A frequência, bem como o grau de gravidade dos efeitos secundários dependem do

nível de dose e da frequência de administração. Como os efeitos secundários

graves podem ocorrer mesmo com as doses baixas, é importante que seja

acompanhado regularmente pelo seu médico. O seu médico fará exames para ver

se existem anomalias em desenvolvimento no sangue (tais como uma baixa

contagem de glóbulos brancos, plaquetas baixas, linfoma) e alterações nos rins e

fígado.

Informe o seu médico imediatamente se tiver qualquer um dos seguintes sintomas,

pois podem ser indicativos de efeitos secundários graves, com potencial risco de

vida, que requerem tratamento específico e urgente:

tosse seca, persistente, não produtiva, falta de ar e febre; estes podem ser

sinais de uma inflamação dos pulmões (pneumonia) [frequente – pode afetar até 1

em cada 10 pessoas]

sintomas de lesão do fígado, tal como amarelecimento da pele e da parte

branca dos olhos; o metotrexato pode causar lesão crónica do fígado (cirrose

hepática), formação de tecido de cicatrização do fígado (fibrose hepática), fígado

gordo [todos pouco frequentes – podem afetar até 1 em cada 100 pessoas],

inflamação do fígado (hepatite aguda) [raro – pode afetar até 1 em cada 1.000

pessoas] e falência hepática [muito raro – pode afetar até 1 em cada 10.000

pessoas]

sintomas de alergia tais como reação na pele, incluindo pele vermelha e com

comichão, inchaço das mãos, pés, tornozelos, face, lábios, boca ou garganta (o que

pode causar dificuldade em engolir ou respirar) e sentir que vai desmaiar; estes

podem ser sinais de reações alérgicas graves ou de um choque anafilático [raro –

pode afetar até 1 em cada 1.000 pessoas]

sintomas de lesão nos rins, tais como inchaço das mãos, tornozelos ou pés,

ou alterações na frequência com que urina ou diminuição ou ausência de urina;

estes podem ser sinais de falência renal [raro – pode afetar até 1 em cada 1.000

pessoas]

sintomas de infeções, por ex. febre, arrepios, dores, dor de garganta; o

metotrexato pode torná-lo mais suscetível a infeções. Raramente [pode afetar até 1

em cada 1.000 pessoas] podem ocorrer infeções graves tais como um certo tipo de

pneumonia

(Pneumocystis

carinii

pneumonia)

envenenamento

sangue

(sépsis)

diarreia grave, vomitar sangue e fezes escuras; estes sintomas podem

indicar uma complicação grave rara [pode afetar até 1 em cada 1.000 pessoas] do

sistema gastrointestinal causada pelo metotrexato, por ex. úlceras gastrointestinais

sintomas associados com o bloqueio (oclusão) de um vaso sanguíneo por

um coágulo sanguíneo deslocado (evento tromboembólico), tais como fraqueza de

um lado do corpo (acidente vascular cerebral) ou dor, inchaço, vermelhidão e calor

invulgar numa das suas pernas (trombose venosa profunda); metotrexato pode

causar eventos tromboembólicos [raros - podem afetar até 1 em 1.000 pessoas]

febre e deterioração grave do seu estado geral ou febre súbita acompanhada

de dor de garganta ou boca, ou problemas urinários; o metotrexato pode muito

raramente [pode afetar até 1 em cada 10.000 pessoas] causar uma descida

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acentuada dos glóbulos brancos (agranulocitose) e supressão grave da medula

óssea

hemorragia inesperada, por ex. sangramento das gengivas, sangue na

urina, vomitar sangue ou formação de nódoas negras, estes podem ser sinais de

uma redução grave do número de plaquetas causada por grave depressão da

medula óssea [muito raro - pode afetar até 1 em cada 10.000 pessoas]

reação grave na pele ou formação de bolhas na pele (isto também pode

afetar a sua boca, olhos e órgãos genitais); estes podem ser sinais da afeção muito

rara [pode afetar até 1 em cada 10.000 pessoas] chamada síndrome de Stevens-

Johnson ou síndrome da pele queimada (necrólise epidérmica tóxica)

Outros efeitos secundários que podem ocorrer:

Muito frequentes: podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas

Inflamação da boca, indigestão, náuseas (enjoos), perda de apetite.

Aumento das enzimas hepáticas

Frequentes: podem afetar até 1 em cada 10 pessoas

Úlceras na boca, diarreia

Erupção cutânea, vermelhidão da pele, comichão

Dores de cabeça, cansaço, sonolência

Redução da formação de células sanguíneas com redução de glóbulos

brancos e/ou vermelhos e/ou plaquetas (leucopenia, anemia, trombocitopenia)

Pouco frequentes: podem afetar até 1 em cada 100 pessoas

Inflamação da garganta, inflamação dos intestinos, vómitos

Aumento da sensibilidade à luz, perda de cabelo, aumento no número de

nódulos reumatoides, zona, inflamação dos vasos sanguíneos, erupções cutâneas

do tipo herpes, urticária

Aparecimento de diabetes mellitus

Tonturas, confusão, depressão

Diminuição nos níveis séricos de albumina

Diminuição do número de células do sangue e plaquetas

Inflamação e ulceração da bexiga ou da vagina, função renal reduzida,

dificuldade em urinar

Dores

articulações,

dores

musculares,

osteoporose

(diminuição

massa óssea)

Raros: podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas

Aumento

pigmentação

da pele,

acne,

manchas

azuladas

devido a

hemorragias nos vasos

Inflamação alérgica dos vasos sanguíneos, febre, vermelhidão dos olhos,

infeção, dificuldade na cicatrização de feridas, diminuição do número de anticorpos

no sangue

Perturbações visuais

Inflamação da membrana em forma de saco que envolve o coração;

acumulação de líquido nessa membrana

Pressão arterial baixa

Fibrose pulmonar, falta de ar e asma brônquica, acumulação de fluidos no

saco que envolve o pulmão

Perturbações nos eletrólitos

Muito raros: podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas

Hemorragia

abundante,

megacólon

tóxico

(dilatação

tóxica

aguda

intestino)

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Aumento na pigmentação das unhas, inflamação das cutículas, furunculose

(infeção profunda dos folículos pilosos), alargamento visível de pequenos vasos

sanguíneos.

Lesões no local da injeção (formação de abcesso estéril, alterações nos

tecidos adiposos) após administração intramuscular ou subcutânea

Visão diminuída, dor, perda de força ou sensação de adormecimento ou de

formigueiro nos braços e nas pernas, alteração do paladar (sabor metálico),

convulsões, paralisia, dores de cabeça graves acompanhadas de febre

Retinopatia (alterações oculares não-inflamatórias)

Perda da libido, impotência, aumento mamário masculino (ginecomastia),

formação deficiente dos espermatozoides, perturbações menstruais, corrimento

vaginal

Aumento do tamanho dos gânglios linfáticos (linfoma)

Desconhecido: a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis

Leucoencefalopatia (uma doença da substância branca do cérebro)

A administração subcutânea do metotrexato é bem tolerada localmente. Foram

apenas observadas leves reações cutâneas locais, que diminuem com o decurso da

terapêutica.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não

indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá

comunicar

efeitos

secundários

diretamente

INFARMED,

I.P.

através

contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer

mais informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P.

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 71 40

Fax: + 351 21 798 73 97

Sítio

internet:

http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

5. Como conservar Aldesta

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

Manter a seringa na embalagem exterior para proteger da luz.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no rótulo e na

embalagem exterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do

mês indicado.

Para utilização única. Qualquer solução não utilizada deve ser descartada.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico.

Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza.

Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

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6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Aldesta

- A substância ativa é o metotrexato.

Aldesta

Cada

seringa

pré-cheia

0,33

contém

metotrexato.

Aldesta

Cada

seringa

pré-cheia

0,30

contém

metotrexato.

- Aldesta 10 mg: Cada seringa pré-cheia de 0,40 ml contém 10 mg de metotrexato.

- Aldesta 12.5 mg: Cada seringa pré-cheia de 0,31 ml contém 12.5 mg de

metotrexato.

- Aldesta 15 mg: Cada seringa pré-cheia de 0,38 ml contém 15 mg de metotrexato.

- Aldesta 17.5 mg: Cada seringa pré-cheia de 0,44 ml contém 17.5 mg de

metotrexato.

- Aldesta 20 mg: Cada seringa pré-cheia de 0,50 ml contém 20 mg de metotrexato.

- Aldesta 22.5 mg: Cada seringa pré-cheia de 0,56 ml contém 22.5 mg de

metotrexato.

- Aldesta 25 mg: Cada seringa pré-cheia de 0,63 ml contém 25 mg de metotrexato.

- Aldesta 27.5 mg: Cada seringa pré-cheia de 0,69 ml contém 27.5 mg de

metotrexato.

- Aldesta 30 mg: Cada seringa pré-cheia de 0.75 ml contém 30 mg de metotrexato.

- Os outros componentes são: cloreto de sódio, hidróxido de sódio, água para

preparações injetáveis.

Qual o aspeto de Aldesta e conteúdo da embalagem

As seringas pré-cheias de Aldesta contêm uma solução límpida de cor amarela-

alaranjada, livre de partículas visíveis.

Apresentações:

As seringas pré-cheias com agulha para injeção s.c. incluída<,><e> protetor rígido

da agulha <e compressas embebidas em álcool> estão disponíveis em embalagens

de 1 e 4 seringas. <As seringas pré-cheias estão equipadas com um sistema de

segurança para ajudar a prevenir lesões com a agulha após a utilização.>

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Addenda Pharma Srl

Viale Shakespeare, no. 47

Italy

Este

medicamento

encontra-se

autorizado

Estados

Membros

Espaço

Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes:

<{Nome do Estado Membro}> <{Nome do Medicamento}>

<{Nome do Estado Membro}> <{Nome do Medicamento}>

Este folheto foi revisto pela última vez em <{MM/AAAA}> <{mês AAAA}>.

[A ser completado nacionalmente]

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Instruções de utilização

Leia cuidadosamente as instruções antes de iniciar a sua injeção, e utilize sempre a

técnica de injeção aconselhada pelo seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Para utilização única. Qualquer solução não utilizada deve ser descartada.

A solução deve ser límpida e sem partículas.

Se tiver algum problema ou dúvida, contacte o seu médico, farmacêutico ou

enfermeiro.

Preparação

Escolha uma superfície de trabalho limpa, lisa e bem iluminada.

Prepare o material necessário antes de começar:

Uma seringa pré-cheia de Aldesta

Uma compressa embebida em desinfetante (compressa embebida em álcool)

<(fornecida na embalagem)>

Lave bem as mãos. Antes de utilizar, verifique se a seringa de Aldesta apresenta

defeitos visíveis (ou fendas).

Local da injeção

Os melhores locais para a injeção são:

- na zona superior das coxas,

- abdómen exceto em redor do umbigo.

Se alguém estiver a ajudá-lo com a injeção, também pode administrá-la na parte

de trás dos braços, mesmo abaixo do ombro.

Altere o local de administração em cada injeção. Isto pode reduzir o risco de

desenvolver irritações no local da administração.

Nunca injete em pele mole, magoada, vermelha, dura, com cicatrizes ou estrias. Se

tiver psoríase, não deve tentar injetar diretamente em qualquer mancha de pele

saliente, espessa, vermelha ou escamosa ou lesões.

Injetar a solução

1. Abra a embalagem da seringa pré-cheia de metotrexato e leia atentamente o

folheto informativo. Retire a seringa pré-cheia da embalagem à temperatura

ambiente.

2. Desinfeção

Escolha o local da injeção e desinfete-o com uma compressa embebida em

desinfetante

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<por exemplo, utilize a compressa embebida em álcool)>.

Deixe o desinfetante secar durante, pelo menos, 60 segundos.

3. Retire a tampa plástica de proteção

Retire cuidadosamente a tampa plástica cinzenta de proteção, puxando-a da

seringa. Se a tampa estiver muito presa, rode-a ligeiramente com um puxão.

Importante: Não toque na agulha da seringa pré-cheia!

4. Introduzir a agulha

Com dois dedos, forme uma prega de pele e introduza rapidamente a agulha na

pele, num ângulo de 90°.

Nota: É normal notar uma pequena bolha de ar na seringa. Não tente remover esta

bolha

antes

de dar

injeção -

pode

perder

alguma

quantidade

medicamento se o fizer.

APROVADO EM

08-12-2017

INFARMED

<Seringas pré-cheias sem sistema de proteção da agulha>

[5. Injeção

Introduza totalmente a agulha na prega de pele. Pressione lentamente o êmbolo

para baixo e injete o líquido por baixo da pele. Mantenha a pele bem segura até

terminar a injeção.

Retire cuidadosamente a agulha.

Para evitar lesões, recoloque cuidadosamente, com uma mão, a agulha na tampa

de proteção e pressione ligeiramente para encaixar.]

<Seringas pré-cheias com sistema de proteção da agulha>

[5. Injeção

As seringas pré-cheias de Aldesta estão equipadas com um sistema de segurança

para ajudar a prevenir lesões com a agulha após a utilização. As instruções

seguintes

são

específicas

deste

sistema

segurança

podem

diferir

instruções de outros sistemas de injeção.

Introduza totalmente a agulha na prega de pele. Pressione lentamente o êmbolo

para baixo e injete o líquido por baixo da pele. Mantenha a pele bem segura até

terminar a injeção.

Retire cuidadosamente a agulha, mantendo o dedo no êmbolo.

Direcione a agulha para longe de si e dos outros, ative o sistema de segurança

pressionando

êmbolo

firmeza.

dispositivo

proteção

irá

cobrir

automaticamente a agulha e será ouvido um 'clique' para confirmar a ativação do

dispositivo de proteção.

APROVADO EM

08-12-2017

INFARMED

6. Eliminar imediatamente a seringa num contentor para objetos cortantes

O metotrexato não deve entrar em contacto com a superfície da pele ou mucosa.

Em caso de contaminação, a zona afetada deve ser lavada de imediato com água

em abundância.

Se você ou alguém se magoar com a agulha, consulte imediatamente o seu médico

e não utilize essa seringa pré-cheia.

Eliminação e outro manuseamento

A forma de manuseamento e de eliminação do medicamento e da seringa pré-cheia

deve ser consistente com a de outras preparações citotóxicas, de acordo com as

exigências locais. As prestadoras de cuidados de saúde que estejam grávidas não

devem manusear e/ou administrar Aldesta.

Leia o documento completo

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

NOME DO MEDICAMENTO

APROVADO EM

08-12-2017

INFARMED

Aldesta 2.5 mg/0.33 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Aldesta 7.5 mg/0.3 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Aldesta 10 mg/0.4 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Aldesta 12.5 mg/0.3125 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Aldesta 15 mg/0.375 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Aldesta 17.5 mg/0.4375 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Aldesta 20 mg/0.5 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Aldesta 22.5 mg/0.5625 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Aldesta 25 mg/0.625 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Aldesta 27.5 mg/0.6875 ml solução injetável em seringa pré-cheia

Aldesta 30 mg/0.75 ml solução injetável em seringa pré-cheia

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Aldesta 2.5 mg: 1 seringa pré-cheia de 0.33 ml contém 2.5 mg de metotrexato.

Aldesta 7.5 mg: 1 seringa pré-cheia de 0.30 ml contém 7.5 mg de metotrexato.

Aldesta 10 mg: 1 seringa pré-cheia de 0.40 ml contém 10 mg de metotrexato.

Aldesta 12.5 mg: 1 seringa pré-cheia de 0.31 ml contém 12.5 mg de metotrexato.

Aldesta 15 mg: 1 seringa pré-cheia de 0.38 ml contém 15 mg de metotrexato.

Aldesta 17.5 mg: 1 seringa pré-cheia de 0.44 ml contém 17.5 mg de metotrexato.

Aldesta 20 mg: 1 seringa pré-cheia de 0.50 ml contém 20 mg de metotrexato.

Aldesta 22.5 mg: 1 seringa pré-cheia de 0.56 ml contém 22.5 mg de metotrexato.

Aldesta 25 mg: 1 seringa pré-cheia de 0.63 ml contém 25 mg de metotrexato.

Aldesta 27.5 mg: 1 seringa pré-cheia de 0.69 ml contém 27.5 mg de metotrexato.

Aldesta 30 mg: 1 seringa pré-cheia de 0.75 ml contém 30 mg de metotrexato.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

FORMA FARMACÊUTICA

Solução injetável em seringa pré-cheia (solução injetável).

Solução límpida, de cor amarela-alaranjada, livre de partículas visíveis.

Osmolaridade: 280-320 mOsmol/Kg

pH: 7,0 - 9,0.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

Indicações terapêuticas

Aldesta está indicado no tratamento de

artrite reumatoide ativa em doentes adultos,

artrite idiopática juvenil ativa e grave nas suas formas poliartríticas, quando a resposta a

medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) é inadequada,

psoríase grave recalcitrante e incapacitante que não responde adequadamente a outras formas

de terapêutica, tais como, fototerapia, PUVA e retinoides, bem como artrite psoriática grave em

doentes adultos.

Doença de Crohn ligeira a moderada, isoladamente ou em associação com corticosteroides em

doentes adultos refratários ou intolerantes às tiopurinas.

Posologia e modo de administração

Aldesta só deve ser prescrito por médicos que estejam familiarizados com as diferentes

características

medicamento

modo

ação.

administração

deve

APROVADO EM

08-12-2017

INFARMED

habitualmente realizada por profissionais de saúde. Se a situação clínica permitir, o médico

pode, em casos específicos, delegar a administração subcutânea ao(à) próprio(a) doente.

Nestes casos, o médico é obrigado a fornecer instruções de administração pormenorizadas.

Aldesta é administrado uma vez por semana.

O doente deve ser explicitamente informado acerca do facto de a administração ser realizada

uma vez por semana. É aconselhável escolher um dia da semana fixo, que seja adequado, como

o dia da injeção.

A eliminação do metotrexato encontra-se diminuída em doentes com um terceiro espaço de

distribuição (ascite, derrame pleural). Esses doentes requerem um cuidado especial para o

acompanhamento da toxicidade, e requerem uma redução na dose ou, em alguns casos, a

interrupção da administração de metotrexato (ver secções 5.2 e 4.4).

Posologia

Posologia em doentes adultos com artrite reumatoide:

A dose inicial recomendada é de 7,5 mg de metotrexato uma vez por semana, administrado por

via subcutânea. Dependendo da atividade individual da doença e da tolerabilidade de cada

doente, a dose inicial pode ser gradualmente aumentada em 2,5 mg por semana. Não deve, em

geral, ser ultrapassado o limite semanal de 25 mg.

No entanto, doses superiores a 20 mg/semana estão associadas a um aumento significativo na

toxicidade,

especialmente

supressão

medula

óssea.

esperar

resposta

tratamento após cerca de 4 – 8 semanas.

Após ter sido alcançado o resultado terapêutico desejado, a dose deve ser gradualmente

reduzida para a dose de manutenção eficaz mais baixa possível.

Posologia em crianças e adolescentes com menos de 16 anos de idade com formas poliartríticas

de artrite idiopática juvenil:

A dose recomendada é de 10 – 15 mg/m² de área de superfície corporal/uma vez por semana,

administrado por via subcutânea. Em caso de resistência à terapêutica, a dose semanal pode ser

aumentada até 20 mg/m² de área de superfície corporal/uma vez por semana. No entanto, se a

dose for aumentada é indicado um aumento na frequência de monitorização.

Doentes com artrite idiopática juvenil devem ser sempre encaminhados para um reumatologista

especializado no tratamento de crianças/adolescentes.

A utilização em crianças com idade inferior a 3 anos não é recomendada devido à insuficiência

de dados de segurança e eficácia disponíveis para esta população (ver secção 4.4).

Posologia em doentes com artrite psoriática e psoríase vulgar:

Recomenda-se a administração de uma dose de teste de 5 – 10 mg por via parentérica, uma

semana antes do início da terapêutica para a deteção de reações adversas idiossincráticas. A

dose inicial recomendada é de 7,5 mg de metotrexato, uma vez por semana, administrado por

via subcutânea. A dose deve ser aumentada gradualmente, mas não deverá, em geral, exceder

uma dose semanal de 25 mg de metotrexato. Doses superiores a 20 mg por semana podem ser

associadas a um aumento significativo na toxicidade, especialmente supressão da medula

óssea.

É de esperar uma resposta ao tratamento após cerca de 2 – 6 semanas. Após ter sido alcançado

o resultado terapêutico desejado, a dose deve ser gradualmente reduzida para a dose de

manutenção eficaz mais baixa possível.

A dose deve ser aumentada conforme necessário, mas não deverá, em geral, exceder a dose

máxima semanal recomendada de 25 mg. Em alguns casos excecionais, pode ser clinicamente

justificado utilizar uma dose mais elevada, mas esta não deverá exceder uma dose máxima

semanal de 30 mg de metotrexato uma vez que a toxicidade irá aumentar significativamente.

Posologia em doentes com Doença de Crohn:

Tratamento de indução:

25 mg/semana administrados por via subcutânea.

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É esperada uma resposta ao tratamento após aproximadamente 8 a 12 semanas.

Tratamento de manutenção:

15 mg/semana administrados por via subcutânea.

Não existe experiência suficiente na população pediátrica para recomendar Aldesta para o

tratamento da doença de Crohn nesta população.

Populações especiais

Doentes com insuficiência renal

Aldesta deve ser utilizado com precaução em doentes com insuficiência renal. A dose deverá ser

ajustada da seguinte forma:

Depuração

creatinina

(ml/min)

Dose

> 50

100 %

20 – 50

50 %

< 20

Aldesta

não

deve

utilizado

Ver secção 4.3.

Doentes com insuficiência hepática:

Metotrexato deve ser administrado com grande precaução, ou mesmo evitado, em doentes que

sofram ou tenham sofrido no passado de doença hepática significativa, especialmente se

provocada pelo álcool. O metotrexato está contraindicado nos casos em que a bilirrubina se

encontra acima de 5 mg/dl (85,5 µmol/l).

Para uma lista completa das contraindicações, ver secção 4.3.

Utilização em doentes idosos

Deve ser considerada uma diminuição da dose em doentes idosos, devido à redução das funções

hepática e renal, assim como uma diminuição das reservas de folato que ocorre com o aumento

da idade.

Utilização em doentes com um terceiro espaço de distribuição (derrame pleural, ascite)

Tendo em conta que a semivida do metotrexato pode estar aumentada até 4 vezes em relação

aos valores normais em doentes que possuam um terceiro espaço de distribuição, pode ser

necessária, uma diminuição da dose ou, em alguns casos, a interrupção da administração de

metotrexato (ver secções 5.2 e 4.4).

Duração e modo de administração

O medicamento destina-se a uma única utilização.

Aldesta solução injetável pode ser administrado por via subcutânea.

A duração total do tratamento é decidida pelo médico.

Para mais instruções acerca da utilização e manuseamento, ver secção 6.6.

Escreva texto ou o endereço de um Web site ou traduza um documento

Será que quis dizer: In a few exceptional cases a higher dose might be clinically justified, but

should not exceed a maximum weekly dose of 30 mg of methotrexate as toxicity will markedly

increased.

Nota:

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08-12-2017

INFARMED

Em caso de alteração da administração oral para a parentérica pode ser necessário efetuar uma

redução na dose devido à variabilidade existente na biodisponibilidade do metotrexato após

administração oral.

Pode ser considerada a adição de um suplemento de ácido fólico de acordo com as normas de

orientação terapêuticas atuais.

Contraindicações

Aldesta está contraindicado em caso de

hipersensibilidade ao metotrexato ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1,

compromisso hepático grave (ver secção 4.2),

alcoolismo,

compromisso renal grave (depuração da creatinina abaixo de 20 ml/min., ver secções

4.2 e 4.4),

antecedentes

de discrasias

sanguíneas,

tais

como hipoplasia

medular, leucopenia,

trombocitopenia, ou anemia significativa,

infeções graves, agudas ou crónicas tais como tuberculose, VIH ou outras síndromes de

imunodeficiência,

úlceras da cavidade bucal e úlcera gastrointestinal ativa conhecida,

gravidez, amamentação (ver secção 4.6),

vacinação concomitante com vacinas vivas.

Advertências e precauções especiais de utilização

Os doentes devem ser claramente informados de que a terapêutica tem de ser aplicada uma vez

por semana e não todos os dias.

Os doentes em tratamento devem ser seguidos de forma adequada para que possíveis sinais de

efeitos tóxicos ou reações adversas sejam detetados e avaliados o mais rapidamente possível.

Desta forma, o metotrexato só deve ser administrado por, ou sob a supervisão de médicos cujo

conhecimento e experiência inclui o uso de terapêutica antimetabólica. Devido à possibilidade de

ocorrência de reações tóxicas graves ou mesmo fatais, o doente deve ser totalmente informado

pelo médico dos riscos envolvidos e das medidas de segurança recomendadas.

População pediátrica

A utilização em crianças com idade inferior a 3 anos não é recomendada devido à insuficiência

de dados de segurança e eficácia disponíveis para esta população (ver secção 4.2).

Exames recomendados e medidas de segurança

Antes de iniciar ou reiniciar uma terapêutica com metotrexato após um período de suspensão:

Hemograma completo com contagem diferencial do sangue e das plaquetas, enzimas hepáticas,

bilirrubina, albumina sérica, radiografia do tórax e testes de função renal. Se for clinicamente

indicado, excluir a tuberculose e a hepatite.

Durante a terapêutica (pelo menos uma vez por mês durante os primeiros seis meses e a cada

três meses depois):

Deverá também ser considerado um aumento na frequência de monitorização em caso de

aumento na dose.

Exame da boca e da garganta para alterações nas mucosas

Hemograma

completo

contagem

diferencial

sangue

plaquetas.

Existe

possibilidade de ocorrer repentinamente supressão hematopoiética provocada pelo metotrexato

mesmo com dosagens aparentemente seguras. Qualquer diminuição pronunciada na contagem

glóbulos

brancos

plaquetas

indicação

para

suspensão

imediata

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INFARMED

medicamento

início

terapêutica

suporte

apropriada.

doentes

devem

aconselhados a relatar todos os sinais e sintomas sugestivos de infeção. Os doentes a tomar

concomitantemente medicamentos hematotóxicos (por exemplo, a leflunomida) devem ser

cuidadosamente monitorizados relativamente às contagens do sangue e das plaquetas.

Testes da função hepática: Deverá ser dada especial atenção ao aparecimento de toxicidade

hepática. O tratamento não deve ser instituído ou deve ser interrompido caso esteja presente

ou se desenvolva com o tratamento qualquer anomalia nos testes da função hepática, ou na

biópsia hepática. Estas anomalias devem resolver-se após duas semanas, podendo o tratamento

ser então retomado de acordo com o critério do médico. Não há indícios que suportem a

utilização de uma biópsia hepática para monitorizar a toxicidade hepática nas indicações

reumatológicas.

Para os doentes com psoríase a necessidade de uma biópsia hepática antes e durante o decurso

da terapêutica é controversa.

É necessária a realização de mais estudos de forma a estabelecer se o conjunto de testes de

química

hepática

propéptido

colagénio

tipo

são

suficientes

para

detetar

hepatotoxicidade.

A avaliação deverá ser realizada caso a caso, diferenciando entre doentes sem fatores de risco e

doentes com fatores de risco, tais como antecedentes de consumo excessivo de álcool, elevação

persistente das enzimas hepáticas, antecedentes de doença hepática, história familiar de doença

hepática hereditária, diabetes mellitus, obesidade e antecedentes de exposição significativa a

medicamentos ou produtos químicos hepatotóxicos e tratamento prolongado com metotrexato

ou doses cumulativas de 1,5 g ou superiores.

Controlo das enzimas hepáticas no soro: foram comunicados pelos doentes com uma frequência

de 13 a 20% aumentos temporários das transaminases para o dobro ou o triplo do limite

superior do intervalo normal. No caso de um aumento constante nas enzimas hepáticas, deve

ser ponderada a redução da dose ou a interrupção do tratamento.

Devido aos seus efeitos potencialmente tóxicos sobre o fígado, não devem ser tomados durante

o tratamento com metotrexato quaisquer outros medicamentos hepatotóxicos, exceto se tal for

claramente necessário, e o consumo de álcool deve ser evitado ou consideravelmente reduzido

(ver secção 4.5). Deve ser mantida uma vigilância mais rigorosa das enzimas hepáticas em

doentes a tomar concomitantemente outros medicamentos hepatotóxicos (por exemplo, a

leflunomida). A mesma precaução deve ser tomada em caso de administração simultânea de

medicamentos hematotóxicos (por exemplo, a leflunomida).

A função renal deve ser monitorizada por testes de função renal e análises à urina (ver secções

4.2 e 4.3).

Uma vez que o metotrexato é eliminado sobretudo por via renal, é de esperar um aumento nas

concentrações séricas em caso de compromisso renal, o que pode resultar em graves efeitos

indesejáveis. Quando a função renal possa estar comprometida (por exemplo, em idosos), a

monitorização deverá realizar-se com maior frequência. Isto aplica-se, em especial, quando são

administrados concomitantemente medicamentos que afetam a eliminação do metotrexato,

provocando danos renais (por exemplo, medicamentos anti-inflamatórios não-esteroides) ou

que possam potencialmente levar ao comprometimento da formação do sangue. A desidratação

pode também intensificar a toxicidade do metotrexato.

Avaliação do sistema respiratório: É necessário vigiar os sintomas de deterioração da função

pulmonar e, caso necessário, realizar testes de função pulmonar. O compromisso pulmonar

exige

um rápido

diagnóstico

interrupção

metotrexato.

sintomas

pulmonares

(especialmente uma tosse seca, não produtiva) ou uma pneumonite não-específica que ocorra

durante o tratamento com metotrexato podem ser indicativos de uma lesão potencialmente

perigosa e exigem a interrupção do tratamento e uma cuidadosa investigação. Existe a

possibilidade de ocorrência de pneumonite intersticial aguda ou crónica, frequentemente

associada a eosinofilia e foram já comunicados casos fatais. Embora clinicamente variável, o

doente típico com doença pulmonar induzida por metotrexato apresenta-se com febre, tosse,

dispneia, hipoxemia e a presença de infiltrado no raio-X do tórax. É necessário excluir a

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possibilidade de infeção. O compromisso pulmonar exige um rápido diagnóstico e a interrupção

da terapêutica com metotrexato. Essa lesão pode ocorrer com todas as doses.

O metotrexato pode, devido ao seu efeito sobre o sistema imunológico, prejudicar a resposta à

vacinação e afetar os resultados dos testes imunológicos. É também necessária uma atenção

especial na presença de infeções crónicas inativas, (por exemplo, herpes zoster, tuberculose,

hepatite B ou C) devido ao risco de uma eventual ativação. A vacinação utilizando vacinas vivas

não deve ser efetuada durante a terapêutica com metotrexato.

Existe a possibilidade de ocorrência de linfomas malignos em doentes a receber doses baixas de

metotrexato, devendo a terapêutica ser interrompida nestes casos. Na ausência de sinais que

mostrem a regressão espontânea dos linfomas é necessário iniciar a terapêutica citotóxica.

A administração concomitante de antagonistas do folato, tais como trimetoprim/sulfametoxazol,

foi comunicada, em casos raros, como uma causa de pancitopenia megaloblástica aguda.

É possível que a terapêutica com metotrexato possa fazer reaparecer situações de dermatite

induzida pela radiação e queimaduras solares (reação de memória). As lesões psoriáticas podem

agravar-se quando é efetuada irradiação UV durante a administração de metotrexato.

A eliminação de metotrexato é reduzida em doentes com um terceiro espaço de distribuição

(ascite, derrame pleural). Estes doentes requerem uma monitorização especial relativamente à

toxicidade e necessitam de uma redução na dose ou, em alguns casos, a interrupção da

administração de metotrexato. Os derrames pleurais e as ascites deve ser drenados antes do

início do tratamento com metotrexato (ver secção 5.2).

Os efeitos tóxicos podem incluir diarreia e estomatite ulcerativa e requerem a interrupção da

terapêutica, caso contrário, parápode ocorrer enterite hemorrágica e morte por perfuração

intestinal.

Preparados vitamínicos ou outros produtos que contenham ácido fólico, ácido folínico ou os seus

derivados podem diminuir a eficácia do metotrexato.

No tratamento da psoríase, o metotrexato deve ser restringido a casos de psoríase recalcitrante

grave e incapacitante, que não respondam adequadamente a outras formas de terapêutica e

apenas quando o diagnóstico foi estabelecido por biópsia e/ou após consulta dermatológica.

Foram relatados casos de encefalopatia/leucoencefalopatia em doentes oncológicos a receber

terapêutica com metotrexato e esta possibilidade não pode ser excluída para a terapêutica com

metotrexato em indicações não-oncológicas.

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por dose, ou seja, é

praticamente “isento de sódio”.

A ausência de gravidez deve ser confirmada antes da administração de Aldesta. O metotrexato

provoca

embriotoxicidade,

aborto

espontâneo

malformações

fetais

humanos.

metotrexato afeta a espermatogénese e oogénese durante o período da sua administração o

que pode resultar na diminuição da fertilidade. Estes efeitos parecem ser reversíveis com a

descontinuação da terapêutica. Devem ser utilizados métodos de contraceção eficazes em

homens e mulheres durante o tratamento e pelo menos durante os seis meses seguintes. Os

possíveis riscos de efeitos sobre a reprodução devem ser discutidos com os doentes em idade

fértil e os seus parceiros devem ser adequadamente aconselhados (ver secção 4.6).

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Álcool, medicamentos hepatotóxicos e hematotóxicos

A probabilidade de o metotrexato provocar um efeito hepatotóxico aumenta com o consumo

regular de álcool e com a administração simultânea de outros medicamentos hepatotóxicos (ver

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secção 4.4). Os doentes a tomar concomitantemente outros medicamentos hepatotóxicos (por

exemplo, a leflunomida) devem ser cuidadosamente monitorizados. O mesmo deve ser tido em

consideração com a administração simultânea de medicamentos hematotóxicos (por exemplo,

leflunomida, azatioprina, retinoides, sulfassalazina). Pode ocorrer um aumento na incidência de

pancitopenia e hepatotoxicidade quando a leflunomida é combinada com o metotrexato.

A terapêutica de associação com metotrexato e retinoides, como a acitretina ou o etretinato,

aumenta o risco de hepatotoxicidade.

Antibióticos orais

Os antibióticos orais, tais como as tetraciclinas, cloranfenicol e antibióticos de largo espectro

não absorvíveis, podem interferir com a circulação enterohepática por inibição da flora intestinal

ou supressão do metabolismo bacteriano.

Antibióticos

Antibióticos, tais como penicilinas, glicopeptídeos, sulfonamidas, ciprofloxacina e cefalotina

podem, em casos concretos, reduzir a depuração renal do metotrexato, podendo assim ocorrer

aumento

concentrações

séricas

metotrexato

acompanhado

toxicidade

hematológica e gastrointestinal.

Medicamentos com elevada ligação a proteínas plasmáticas

O metotrexato encontra-se ligado a proteínas plasmáticas e pode ser deslocado por outros

fármacos com ligação a estas proteínas, tais como salicilatos, hipoglicemiantes, diuréticos,

sulfonamidas, difenil-hidantoínas, tetraciclinas, cloranfenicol, ácido p-aminobenzóico e agentes

anti-inflamatórios acídicos, os quais podem conduzir a um aumento da toxicidade quando

utilizados concomitantemente.

Probenecida, ácidos orgânicos fracos, pirazóis e medicamentos anti-inflamatórios não-esteroides

Probenecida, ácidos orgânicos fracos tais com os diuréticos da ansa e os pirazóis (fenilbutazona)

podem

diminuir

eliminação

metotrexato

pode

assumido

aumento

concentrações séricas, induzindo um aumento da toxicidade hematológica. Existe também a

possibilidade de um aumento na toxicidade com a administração simultânea de baixas doses de

metotrexato e anti-inflamatórios não-esteroides (AINEs) ou salicilatos.

Medicamentos com reações adversas sobre a medula óssea

No caso de utilização de medicamentos com possíveis reações adversas sobre a medula óssea

(por exemplo, sulfonamidas, sulfametoxazol-trimetoprim, cloranfenicol, pirimetamina), deve ser

dada atenção à possibilidade de diminuição acentuada da hematopoiese.

Medicamentos que provocam deficiência em folato

A administração simultânea de medicamentos que provocam deficiência em folato (por exemplo,

sulfonamidas,

sulfametoxazol-trimetoprim)

pode

levar

aumento

toxicidade

metotrexato. Aconselha-se um

cuidado especial em

caso de deficiência em

ácido fólico

preexistente.

Produtos que contenham ácido fólico ou ácido folínico

Preparados vitamínicos ou outros produtos que contenham ácido fólico, ácido folínico ou

derivados podem diminuir a eficácia do metotrexato.

Outros medicamentos antirreumáticos

Não é de esperar, de uma forma geral, um aumento na toxicidade do metotrexato quando

Aldesta é administrado em simultâneo com outros medicamentos antirreumáticos (tais como:

compostos de ouro, penicilamina, hidroxicloroquina, sulfasalazina, azatioprina, ciclosporina).

Sulfassalazina

Embora a associação de metotrexato e sulfassalazina possa causar um aumento da eficácia do

metotrexato e, como resultado, um aumento nos efeitos indesejáveis devido à inibição da

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síntese do ácido fólico através da sulfasalazina, estes efeitos indesejáveis foram apenas

observados em casos individuais raros no decurso de diversos estudos.

Mercaptopurina

O metotrexato aumenta os níveis plasmáticos da mercaptopurina. A associação de metotrexato

e mercaptopurina pode, desta forma, requerer um ajuste posológico.

Inibidores de bomba de protões

A administração em simultâneo de inibidores de bomba de protões, tais como o omeprazol ou

pantoprazol,

pode

levar

ocorrência

interações.

administração

concomitante

metotrexato e omeprazol provocou um atraso na eliminação renal do metotrexato. Em

combinação com pantoprazol inibiu a eliminação renal do metabolito 7-hidroximetotrexato tendo

sido reportado num caso a ocorrência de mialgia e calafrios.

Teofilina

metotrexato

pode

diminuir

depuração

teofilina,

pelo

deve

proceder-se

monitorização dos níveis de teofilina quando esta for administrada simultaneamente com

metotrexato.

Bebidas com cafeína ou teofilina

Deve ser evitado um consumo excessivo de bebidas que contenham cafeína e teofilina (café,

refrigerantes que contenham cafeína, chá preto) durante a terapêutica com metotrexato.

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Mulheres em idade fértil

Mulheres em idade fértil devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento.

Nas mulheres em idade fértil, deve ser excluída com segurança a possibilidade de qualquer

gravidez preexistente através da utilização de medidas adequadas, por exemplo, teste de

gravidez, antes de se iniciar a terapêutica.

Gravidez

Aldesta está contraindicado durante a gravidez (ver secção 4.3). Em estudos animais, o

metotrexato revelou toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). O metotrexato demonstrou ser

teratogénico para o ser humano, tendo sido relatados casos de morte fetal e/ou malformações

congénitas. A exposição de um número limitado de mulheres grávidas (42) resultou num

aumento na incidência (1:14) de malformações

(cranianas,

cardiovasculares

extremidades).

casos

metotrexato

interrompido antes da conceção, foram comunicadas gravidezes normais. As mulheres não

podem engravidar durante a terapêutica com metotrexato. No caso de uma mulher ficar grávida

durante a terapêutica deve ser procurado aconselhamento médico relativamente ao risco de

reações adversas para a criança associadas à terapêutica com metotrexato. Desta forma, os

doentes em idade fértil (homens e mulheres) devem utilizar métodos contracetivos eficazes

durante o tratamento com Aldesta e pelo menos durante os 6 meses seguintes ao tratamento

(ver secção 4.4).

Amamentação

O metotrexato é excretado no leite materno. Devido ao potencial de reações adversas graves

em crianças a serem amamentadas, o metotrexato é contraindicado durante a amamentação

(ver

secção

4.3).

Assim,

amamentação

deve

interrompida

antes

durante

administração.

Fertilidade

O metotrexato afeta a espermatogénese e a oogénese durante o período de sua administração o

que pode resultar na diminuição da fertilidade. Estes efeitos parecem ser reversíveis com a

descontinuação da terapêutica (ver secção 4.4).

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08-12-2017

INFARMED

Tendo em conta que o metotrexato pode ser genotóxico, todas as mulheres que pretendam

engravidar são aconselhadas a consultar um centro de aconselhamento genético, se possível,

antes

início

terapêutica

homens

devem

procurar

aconselhamento

sobre

possibilidade de preservação de esperma antes do início do tratamento.

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Durante o tratamento podem ocorrer sintomas relacionados com o sistema nervoso central tais

como, cansaço (frequentemente) e tonturas (pouco frequentemente). Os efeitos de Aldesta

sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são reduzidos ou moderados.

No início do tratamento com Aldesta, os doentes devem ser informados sobre os efeitos e se

forem afetados, devem

evitar tarefas potencialmente perigosas como conduzir e operar

máquinas.

Efeitos indesejáveis

efeitos

indesejáveis

mais

relevantes

são

supressão

sistema

hematopoiético

perturbações gastrointestinais.

Os seguintes títulos são usados para organizar os efeitos indesejáveis pela ordem de frequência:

Muito frequentes (≥1/10), frequentes (≥1/100, < 1/10), pouco frequentes (≥ 1/1.000, <

1/100), raros (≥ 1/10.000, < 1/1.000), muito raros (< 1/10.000), desconhecido (não pode ser

calculado a partir dos dados disponíveis).

Neoplasias benignas, malignas e não especificadas (incluindo quistos e polipos)

Muito raros: Têm sido observados relatos de casos individuais de linfoma, que regrediram em

alguns casos assim que o tratamento com o metotrexato foi suspenso. Num estudo recente, não

foi possível estabelecer se a terapêutica com metotrexato aumenta a incidência de linformas.

Doenças do sangue e do sistema linfático

Frequentes: Leucopenia, anemia, trombocitopenia.

Pouco frequentes: Pancitopenia.

Muito raros: Agranulocitose, depressão grave da medula óssea.

Doenças do metabolismo e da nutrição

Pouco frequentes: Precipitação da diabetes.

Doenças do sistema nervoso

Frequentes: Cefaleias, cansaço, sonolência.

Pouco frequentes: Tonturas, confusão, depressão.

Muito raros: Visão diminuída, dor, astenia muscular ou parestesia das extremidades, alteração

do paladar (sabor metálico), convulsões, meningismo, paralisia.

Desconhecido: Leucoencefalopatia.

Afeções oculares

Raros: Perturbações da visão.

Muito raros: Rretinopatia.

Cardiopatias

Raros: Pericardite, derrame pericárdio, tamponamento pericárdico.

Vasculopatias

Raros: Hipotensão, eventos tromboembólicos.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Frequentes:

Ppneumonia,

alveolite/pneumonite

intersticial

frequentemente

associada

eosinofilia. Os sintomas indicativos de lesão pulmonar potencialmente grave (pneumonite

intersticial) são: tosse seca não produtiva, falta de ar e febre.

APROVADO EM

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INFARMED

Raros: Fibrose pulmonar, pneumonia por Pneumocystis carinii, falta de ar e asma brônquica,

derrame pleural.

Doenças gastrointestinais

Muito frequentes: Estomatite, dispepsia, náuseas, perda de apetite.

Frequentes: Úlceras orais, diarreia.

Pouco Frequentes: Faringite, enterite, vómitos.

Raros: Úlceras gastrointestinais.

Muito raros: Hematemese, hematorreia, megacólon tóxico.

Afeções hepatobiliares (ver secção 4.4)

Muito frequentes: Transaminases elevadas.

Pouco frequentes: Cirrose, fibrose e degenerescência gorda do fígado, diminuição da albumina

sérica.

Raros: Hepatite aguda.

Muito raros: Insuficiência hepática.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Frequentes: Exantema, eritema, prurido.

Pouco frequentes: Fotossensibilização, perda de cabelo, aumento de nódulos reumatoides,

herpes zoster, vasculite, erupção herpetiforme da pele, urticária.

Raros: Aumento da pigmentação, acne, equimose.

Muito raros: Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica (síndrome de Lyell),

aumento das alterações pigmentares das unhas, paroníquia aguda, furunculose, telangiectasia.

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos

Pouco Frequentes: Artralgia, mialgia, osteoporose.

Doenças renais e urinárias

Pouco frequentes: Inflamação e ulceração da bexiga, insuficiência renal, perturbação da micção.

Raros: Insuficiência renal, oligúria, anúria, alterações nos eletrólitos.

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Pouco frequentes: Inflamação e ulceração da vagina.

Muito

raros:

Perda

libido,

impotência,

ginecomastia,

oligospermia,

perturbações

menstruação, corrimento vaginal.

Perturbações gerais e alterações no local de administração

Raros: Reações alérgicas, choque anafilático, vasculite alérgica, febre, conjuntivite, infeção,

sépsis, complicações na cicatrização das feridas, hipogamaglobulinemia.

Muito raros: Lesão no local da injeção (formação de abcesso estéril, lipodistrofia) após

administração intramuscular ou subcutânea.

A aparência e o grau de gravidade dos efeitos indesejáveis dependem do nível de dosagem e da

frequência de administração. No entanto, uma vez que podem ocorrer efeitos indesejáveis

graves mesmo com baixas doses, é imprescindível que os doentes sejam acompanhados de

forma regular, pelo médico em curtos intervalos de tempo.

A aplicação subcutânea do metotrexato é bem tolerada localmente. Foram apenas observadas

leves reações cutâneas locais, que diminuem com o decurso da terapêutica.

Notificação de suspeitas de reações adversas

notificação

suspeitas

reações

adversas

após

autorização

medicamento

importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do

medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de

reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado abaixo:

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INFARMED

INFARMED,

I.P.

Direção

Gestão

Risco

Medicamentos

Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53

1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha

Medicamento:

800222444

(gratuita)

Fax:

Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage

E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Sobredosagem

Sintomas de sobredosagem

A toxicidade de metotrexato afeta principalmente o sistema hematopoiético.

Medidas de tratamento em caso de sobredosagem

O folinato de cálcio é o antídoto específico para neutralizar os efeitos tóxicos indesejáveis do

metotrexato.

Em casos de

sobredosagem

acidental, deve ser administrada na primeira hora por via

intravenosa ou intramuscular uma dose de folinato de cálcio igual ou superior à dose de

metotrexato que originou a sobredosagem, continuando o doseamento até que os níveis séricos

do metotrexato se encontrem abaixo 10-7 mol/l.

casos

sobredosagem

massiva,

pode

necessário

proceder

hidratação

alcalinização urinária de forma

a impedir a precipitação de metotrexato e/ou dos seus

metabolitos nos túbulos renais. Nem a hemodiálise, nem a diálise peritoneal demonstraram

melhorar a eliminação do metotrexato. Foi comunicada uma depuração efetiva do metotrexato

com a utilização aguda de hemodiálise intermitente utilizando um dialisador de elevado fluxo.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo

farmacoterapêutico:

16.1.3.

Medicamentos

antineoplásicos

imunomodeladores.

Citotóxicos. Antimetabolitos. 9.2.– Modificadores da evolução da doença reumatismal.

Código ATC: L01BA01

Medicamento antirreumático para o tratamento de doenças reumáticas inflamatórias crónicas e

formas poliartríticas de artrite idiopática juvenil. Agente imunomodulador e anti-inflamatório

para o tratamento da doença de Crohn.

Mecanismo de ação

O metotrexato é um antagonista de ácido fólico, que pertence à classe dos agentes citotóxicos

conhecidos como antimetabolitos. Atua através da inibição competitiva da enzima dihidrofolato

reductase inibindo, assim, a síntese de DNA. Não foi ainda esclarecido se a eficácia do

metotrexato na gestão de psoríase, artrite psoriática,

poliartrite crónica e doença de Crohn, se deve a um efeito anti-inflamatório ou imunossupressor

e em que medida o aumento induzido pelo metotrexato na concentração da adenosina

extracelular nos locais de inflamação contribuem para estes efeitos.

As diretrizes clínicas internacionais refletem a utilização de metotrexato como tratamento de

segunda escolha para doentes com doença de Crohn que são intolerantes ou que não

responderam a agentes imunomoduladores de primeira linha como a azatioprina (AZA) ou 6-

mercaptopurina (6-MP).

Os acontecimentos adversos observados nos estudos efetuados com metotrexato para a doença

de Crohn, em doses cumulativas, não demonstraram um perfil de segurança diferente do

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metotrexato em relação ao perfil já conhecido. Assim, devem tomar-se precauções semelhantes

com a utilização de metotrexato no tratamento da doença de Crohn, como noutras indicações

reumatoides e não reumatoides do metotrexato (ver secções 4.4 e 4.6).

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

A biodisponibilidade após injeção subcutânea, intravenosa e intramuscular é comparável e

aproximadamente 100%.

Distribuição

Aproximadamente

metotrexato

encontra-se

ligado

proteínas

séricas.

Após

distribuição pelos tecidos corporais, são encontradas concentrações elevadas sob a forma de

poliglutamatos em particular no fígado, rins e baço, podendo permanecer durante semanas ou

meses.

Quando

administrado

doses

reduzidas,

metotrexato

passa

para

o líquido

cefalorraquidiano em quantidades mínimas.

Biotransformação

Aproximadamente 10% da dose de metotrexato administrada é metabolizada por via hepática.

O principal metabolito é o 7-hidroximetotrexato.

Eliminação

A excreção ocorre sobretudo na forma inalterada, principalmente por via renal por filtração

glomerular e secreção ativa no tubo proximal.

Aproximadamente 5 – 20% do metotrexato e 1 – 5% do 7-hidroximetotrexato são eliminados

por via biliar. Verifica-se uma pronunciada circulação enterohepática.

A semivida terminal é, em média, de 6 – 7 horas e apresenta uma considerável variação (3 – 17

horas). A semivida pode ser prolongada até 4 vezes o valor normal em doentes que possuam

um terceiro espaço de distribuição (derrame pleural, ascite).

Populações especiais

Em caso de compromisso renal, a eliminação é significativamente retardada. O impacto do

compromisso hepático no processo de eliminação não é ainda conhecido.

Dados de segurança pré-clínica

Estudos com animais demostraram que o metotrexato prejudica a fertilidade e é embriotóxico,

fetotóxico e teratogénico. O metotrexato demonstrou ser mutagénico in vivo e in vitro. Uma vez

que não foram realizados estudos convencionais de carcinogenicidade e os dados dos estudos de

toxicidade crónica em roedores são inconsistentes, o metotrexato é considerado inclassificável

quanto à sua carcinogenicidade para o ser humano.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.

Lista dos excipientes

Cloreto de sódio

Hidróxido de sódio para ajuste de pH

Água para preparações injetáveis

Incompatibilidades

Na ausência de estudos de compatibilidade, este medicamento não deve ser misturado com

outros medicamentos.

Prazo de validade

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2 anos.

Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

Manter a seringa na embalagem exterior para proteger da luz.

Natureza e conteúdo do recipiente

Natureza do recipiente:

Seringas pré-cheias em vidro incolor (tipo I) com 1 ml de capacidade com agulha para injeção

s.c. e protetor rígido de agulha incluídos. Êmbolo com tampão em borracha de clorobutilo (tipo

I) e hastes do êmbolo em plástico, inseridas no tampão para formar o êmbolo da seringa. <As

seringas pré-cheias estão equipadas com um sistema de segurança para ajudar a prevenir

lesões com a agulha após a utilização.>

Apresentações:

Seringas pré-cheias de Aldesta contendo 0,33 ml (2,5 mg), 0,30 ml (7,5 mg), 0,40 ml (10 mg),

0,31 ml (12,5 mg), 0,38 ml (15 mg), 0,44 ml (17,5 mg), 0,50 ml (20 mg), 0,56 ml (22,5 mg),

0,63 ml (25 mg), 0,69 ml (27,5 mg) ou 0,75 ml (30 mg) de solução disponíveis em embalagens

de 1 e 4 seringas <com compressas embebidas em álcool>.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Precauções especiais de eliminação e manuseamento

A forma de manuseamento e de eliminação deve ser consistente com a de outras preparações

citotóxicas, de acordo com as exigências locais. Prestadoras de cuidados de saúde que estejam

grávidas não devem manipular e/ou administrar Aldesta.

O metotrexato não deve entrar em contacto com a pele ou as mucosas. Em caso de

contaminação, a área afetada deve ser imediatamente lavada com uma quantidade abundante

de água.

Apenas para utilização única.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as

exigências locais para agentes citotóxicos.

Instruções para utilização subcutânea

Os melhores locais para a injeção são:

- na zona superior das coxas,

- abdómen, exceto em redor do umbigo.

Limpe a zona em redor do local escolhido para a injeção <(por exemplo, com a compressa

embebida em álcool inclusa)>.

Retire a tampa plástica de proteção, puxando-a.

Forme uma prega na pele, apertando suavemente a zona do local para a injeção.

A prega deve ser mantida até a seringa ser retirada da pele após a administração.

Para evitar desperdício do fármaco durante a utilização, a bolha de ar existente na seringa pré-

cheia não deve ser expelida antes da administração.

Introduza totalmente a agulha na pele, num ângulo de 90°.

Pressione lentamente o êmbolo para baixo e injete o líquido por baixo da pele.

Retire a seringa da pele mantendo o mesmo ângulo de 90°. Se a seringa estiver equipada com

um sistema de segurança, mantenha o dedo sobre o êmbolo enquanto retira a seringa.

Seringas pré-cheias com sistema de segurança: Direcione a agulha para longe de si e dos

outros, ative o sistema de segurança pressionando o êmbolo com firmeza. O dispositivo de

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proteção irá cobrir automaticamente a agulha e será ouvido um 'clique' para confirmar a

ativação do dispositivo de proteção.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Addenda Pharma Srl

Viale Shakespeare, no. 47"

Italy

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

<[A ser completado nacionalmente]>

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO

MERCADO

<Data da primeira autorização: {DD de mês de AAAA}>

<Data da última renovação: {DD de mês de AAAA}>

<[A ser completado nacionalmente]>

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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