DuoTrav

Unjoni Ewropea - Portugiż - EMA (European Medicines Agency)

Ixtrih issa

Ingredjent attiv:
travoprost, timolol
Disponibbli minn:
Novartis Europharm Limited
Kodiċi ATC:
S01ED51
INN (Isem Internazzjonali):
travoprost / timolol
Grupp terapewtiku:
Ophthalmologicals,
Żona terapewtika:
Glaucoma, Abra-Ângulo, Hipertensão Ocular
Indikazzjonijiet terapewtiċi:
Diminuição da pressão intraocular (PIO) em pacientes adultos com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular insuficientemente sensíveis aos beta-bloqueadores tópicos ou análogos da prostaglandina.
Sommarju tal-prodott:
Revision: 16
L-istatus ta 'awtorizzazzjoni:
Autorizado
Numru ta 'awtorizzazzjoni:
EMEA/H/C/000665
Data ta 'l-awtorizzazzjoni:
2006-04-23
Kodiċi EMEA:
EMEA/H/C/000665

Dokumenti

B. FOLHETO INFORMATIVO

Folheto informativo: Informação para o utilizador

DuoTrav 40 microgramas/ml + 5 mg/ml colírio, solução

travoprost/timolol

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é DuoTrav e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de utilizar DuoTrav

Como utilizar DuoTrav

Efeitos secundários possíveis

Como conservar DuoTrav

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é DuoTrav e para que é utilizado

O DuoTrav colírio, solução é uma associação de duas substâncias ativas (travoprost e timolol). O

travoprost é um análogo da prostaglandina que reduz a pressão ocular através do aumento da

drenagem (saída) de fluido aquoso do olho. O timolol é um medicamento bloqueador beta que atua na

redução da produção de líquido no olho. Estes dois compostos atuam em simultâneo para reduzir a

pressão no interior do olho.

O colírio DuoTrav está indicado para o tratamento da pressão ocular elevada, em doentes adultos,

incluindo idosos. Esta pressão pode levar ao desenvolvimento de uma doença chamada glaucoma.

2.

O que precisa de saber antes de utilizar DuoTrav

Não utilize DuoTrav:

se tem alergia ao travoprost, prostaglandinas, timolol, bloqueadores beta ou a qualquer outro

componente deste medicamento (indicados na secção 6).

se tem ou teve no passado problemas respiratórios, tais como asma, bronquite obstrutiva crónica

grave (doença grave nos pulmões que causar pieira, dificuldade em respirar e/ou tosse

persistente) ou outros tipos de problemas respiratórios

se sofrer de febre dos fenos

se sofrer de ritmo cardíaco baixo, insuficiência cardíaca ou perturbação do ritmo cardíaco

(batimento cardíaco irregular)

se a superfície do seu olho estiver turva

Se uma destas situações se aplicar a si, consulte o seu médico.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar DuoTrav, se tem ou teve no passado

doença cardíaca coronária (os sintomas podem incluir dor ou aperto no peito, falta de ar ou

asfixia), insuficiência cardíaca, tensão arterial baixa.

perturbações do ritmo cardíaco tais como ritmo cardíaco lento.

problemas respiratórios, asma ou doença pulmonar obstrutiva crónica.

doenças de má circulação sanguínea (tais como doença de Raynaud ou síndroma de Raynaud).

diabetes (uma vez que o timolol pode mascarar os sintomas da diminuição de açúcar no sangue).

hiperactividade da glândula tiróide (uma vez que o timolol pode mascarar sinais e sintomas de

doenças da tiróide).

miastenia gravis (fraqueza neuromuscular crónica).

cirurgia às cataratas.

inflamação ocular.

Se precisar de ser submetido a algum tipo de cirurgia, informe o seu médico que está a utilizar

DuoTrav, uma vez que o timolol pode alterar os efeitos de alguns medicamentos utilizados durante a

anestesia.

Se manifestar uma reação alérgica grave (erupção cutânea, vermelhidão e comichão no olho) enquanto

estiver a utilizar DuoTrav, seja qual for a causa, o tratamento com adrenalina poderá não ser muito

eficaz. Deste modo, é importante informar o seu médico de que está a utilizar DuoTrav.

O DuoTrav poderá alterar a cor da íris (a parte colorida do olho) e esta mudança poderá ser

permanente.

O DuoTrav poderá alterar o comprimento, a espessura, a cor e/ou o número de pestanas e poderá

causar um crescimento anormal de pelos nas pálpebras.

O travoprost pode ser absorvido através da pele, pelo que não deverá ser utilizado por mulheres

grávidas ou a tentar engravidar. Se o medicamento entrar em contacto com a pele, deve ser

completamente removido de imediato.

Crianças

DuoTrav não deve ser utilizado em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos de idade.

Outros medicamentos e DuoTrav

Informe o sue médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a

tomar outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

O DuoTrav pode afetar ou ser afetado por outros medicamentos que esteja a utilizar, nomeadamente

outro tipo de colírio indicado para o tratamento do glaucoma. Informe o seu médico se estiver a

utilizar ou pretender utilizar medicamentos para baixar a tensão arterial, medicamentos para o coração

incluindo quinidina (utilizada para tratar doenças cardíacas e alguns tipos de malária), para o

tratamento da diabetes ou os antidepressivos fluoxetina ou paroxetina.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico

ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Não utilize DuoTrav se estiver grávida, excepto se o seu médico considerar necessária a sua utilização.

Se existir alguma possibilidade de ficar grávida, deve utilizar um meio contracetivo adequado

enquanto estiver a utilizar este medicamento.

Não utilize DuoTrav se estiver a amamentar. O DuoTrav poderá passar para o leite.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Logo após a administração do DuoTrav poderá sentir, temporariamente, a visão turva. Não conduza

nem utilize máquinas até a sua visão normalizar.

O DuoTrav contém óleo de rícino hidrogenado e propilenoglicol, que podem originar reações e

irritação cutânea.

3.

Como utilizar DuoTrav

Utilize este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou

farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose recomendada é uma gota no(s) olho(s) afetado(s), uma vez por dia de manhã ou à noite. Estas

administrações devem ser feitas sempre à mesma hora.

Utilize o DuoTrav em ambos os olhos, se o seu médico o recomendar.

Utilize as gotas de DuoTrav apenas como colírio.

Antes de utilizar o frasco pela primeira vez, abra a bolsa de segurança (figura 1), retire o frasco

e escreva a data de abertura no rótulo, no espaço indicado.

Certifique-se que tem um espelho disponível.

Lave as mãos.

Desenrosque o fecho do frasco.

Segure o frasco de cabeça para baixo, entre o polegar e o indicador.

Incline a cabeça para trás. Com um dedo limpo, puxe a pálpebra inferior para baixo até que se

forme uma ‘bolsa’ entre a pálpebra e o olho. É aí que deve cair a gota (figura 2).

Aproxime o conta-gotas do olho. Se ajudar, utilize o espelho.

Não toque no olho ou na pálpebra, zonas circundantes ou outras superfícies com a extremidade

do conta-gotas, pois poderá contaminar o colírio.

Aperte ligeiramente o frasco de forma a libertar uma gota de DuoTrav de cada vez (figura 3). Se

a gota não cair no olho, tente novamente.

Após administração do DuoTrav, pressione com o seu dedo o canto interior do olho, junto ao

seu nariz durante 2 minutos (figura 4). Desta forma, evitará que o DuoTrav seja absorvido para

o resto do organismo.

Se tiver de utilizar as gotas em ambos os olhos, repita os passos descritos acima para o outro

olho.

Após utilização, enrosque imediatamente o fecho e aperte-o bem.

Utilize apenas um frasco de cada vez. Não abra a bolsa de segurança até que tenha necessidade

de utilizar o frasco.

A duração do tratamento com DuoTrav deverá ser indicada pelo seu médico.

Se utilizar mais DuoTrav do que deveria

Se utilizar mais DuoTrav do que deveria, enxague os olhos com água tépida. Não aplique mais gotas

até ao momento da aplicação habitual da dose seguinte.

Caso se tenha esquecido de utilizar DuoTrav

Caso se tenha esquecido de utilizar DuoTrav, continue com a dose seguinte como previsto. Não tome

uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. A dose não deve exceder uma

gota por dia no(s) olho(s) afetado(s).

Se parar de utilizar DuoTrav

Se parar de utilizar DuoTrav sem consultar o seu médico, a tensão nos seus olhos não estará

controlada, o que pode originar a perda de visão.

Caso esteja a utilizar outros colírios juntamente com DuoTrav, aguarde, no mínimo, 5 minutos entre a

aplicação de DuoTrav e a das outras gotas.

Caso use lentes de contacto moles/hidrófilas não coloque as gotas com elas postas. Após a instilação

deve aguardar 15 minutos antes de voltar a colocar as lentes.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se

manifestem em todas as pessoas.

Em geral, pode continuar a utilizar as gotas, a não ser que os efeitos secundários sejam graves. Se

estiver preocupado, consulte o seu médico ou farmacêutico. Não interrompa o tratamento com o

DuoTrav sem falar com o seu médico.

Efeitos secundários muito frequentes (pode afetar mais do que 1 em 10 pessoas)

Efeitos nos olhos

Vermelhidão do olho.

Efeitos secundários frequentes (pode afetar até 1 em 10 pessoas)

Efeitos oculares

Inflamação superficial do olho com danos superficiais, dor no olho, turvação da visão, visão anormal,

secura ocular, comichão no olho, sensação de desconforto no olho, sinais e sintomas de irritação

ocular (p.e. ardor e picadas).

Efeitos secundários pouco frequentes (pode afetar até 1 em 100 pessoas)

Efeitos oculares

Inflamação da superfície ocular, inflamação das pálpebras, inchaço da conjuntiva, aumento do

crescimento das pestanas, inflamação da íris, inflamação dos olhos, sensibilidade à luz, visão reduzida,

olhos cansados, alergia ocular, inchaço dos olhos, aumento da produção de lágrima, vermelhidão das

pálpebras, mudança de cor das pálpebras, escurecimento da pele (à volta do olho).

Efeitos secundários gerais

Reação alérgica à substância ativa, tonturas, aumento ou diminuição da pressão arterial, falta de ar,

crescimento de cabelo excessivo, corrimento no fundo da garganta, inflamação e comichão na pele,

diminuição do ritmo cardíaco.

Efeitos secundários raros (pode afetar até 1 em 1.000 pessoas)

Efeitos oculares

Adelgaçamento da superfície do olho, inflamação das glândulas das pálpebras, rebentamento de vasos

no olho, crostas nas pálpebras, pestanas posicionadas anormalmente, crescimento anormal das

pestanas

Efeitos secundários gerais

Nervosismo, ritmo cardíaco irregular, queda de cabelo, afeções da voz, dificuldade na respiração,

tosse, irritação da garganta, urticária, resultados de testes sanguíneos hepáticos anormais, descoloração

da pele, sede, cansaço, desconforto no interior do nariz, urina com coloração, dores nas mãos e pés.

Efeitos secundários de frequência desconhecida (a frequência não pode ser estimada a partir dos

dados disponíveis)

Efeitos oculares:

Pálpebra descaída (deixando o olho meio fechado), olhos afundados (os olhos aparecem mais

encovados), alterações da cor da íris (a parte colorida do olho).

Efeitos secundários gerais:

Erupções cutâneas, insuficiência cardíaca, dor no peito, acidente vascular cerebral, desmaio, detensão,

asma, frequência cardíaca aumentada, entorpecimento ou sensação de formigueiro, palpitações,

inchaço dos membros inferiores, paladar desagradável.

Adicionalmente:

O DuoTrav é uma combinação de duas substâncias ativas, o travoprost e o timolol. Tal como os outros

medicamentos administrados nos olhos, o travoprost e o timolol (bloqueador beta) são absorvidos para

o sangue. Isto pode causar efeitos secundários semelhantes aos observados quando são administrados

medicamentos bloqueadores beta por via oral ou por injetável. A incidência de efeitos secundários

após a administração nos olhos é menor do que após a administração por via oral ou injetável.

Os efeitos secundários listados abaixo incluem reações observadas com a classe dos bloqueadores beta

utilizados para tratamento de doenças do olho ou reações observadas com travoprost em monoterapia:

Efeitos oculares

Inflamação da pálpebra, inflamação da córnea, descolamento da camada inferior da retina que contém

os vasos sanguíneos após filtração cirúrgica, o que pode causar perturbações da visão, diminuição da

sensibilidade da córnea, erosão da córnea (deterioração da camada frontal do globo ocular), visão

dupla, corrimento ocular, inchaço à volta dos olhos, comichão nas pálpebras, pálpebra virada para fora

com vermelhidão, irritação e lágrimas excessivas, visão turva (sinal de opacificação da lente do olho),

inchaço de uma parte do olho (úvea), eczema das pálpebras, visão em halo, diminuição da

sensibilidade ocular, pigmentação no interior do olho, pupilas dilatadas, alteração da cor das pestanas,

alteração da textura das pestanas, campo de visão anormal.

Efeitos secundários gerais:

Afeções do ouvido e do labirinto: tonturas com sensação de andar-à-roda,

zumbidos nos ouvidos.

Coração e circulação: frequência cardíaca lenta, edema (retenção de líquidos), alterações no ritmo ou

velocidade do batimento cardíaco, insuficiência cardíaca congestiva (doença cardíaca com falta de ar e

inchaço dos pés e pernas devido a retenção de líquidos), um tipo de doença do ritmo cardíaco, ataque

cardíaco, tensão sanguínea baixa, fenómeno de Raynaud, pés e mãos frias, aporte (transporte)

sanguíneo ao cérebro reduzido.

Respiratórios: estreitamento das vias pulmonares (predominantemente em doentes com doença pré-

existente), nariz a pingar ou entupido, espirros (devido a alergia), dificuldade em respirar, hemorragia

nasal, secura nasal.

Sistema nervoso e perturbações gerais: dificuldades em dormir (insónia), pesadelos, perda de

memória, perda de forças e energia, ansiedade (perturbação emocional excessiva).

Gastrointestinal: alterações do paladar, náuseas, indigestão, diarreia, boca seca, dor de barriga,

vómitos e obstipação.

Alergia: aumento dos sintomas alérgicos, reações alérgicas generalizadas incluindo inchaço debaixo

da pele que pode ocorrer em áreas tais como a cara e membros e pode obstruir as vias aéreas, podendo

causar dificuldade em engolir ou respirar, erupção da pele localizada ou generalizada, comichão,

reação alérgica grave súbita e com risco de vida.

Pele: erupção cutânea com aspeto branco prateado (erupção de tipo psoríase) ou agravamento da

psoríase, descamação da pele, alteração da textura do cabelo, inflamação da pele com erupção cutânea

com comichão e vermelhidão, alteração da cor dos pêlos, perda de pestanas, comichão, crescimento

anormal dos pêlos, vermelhidão na pele.

Muscular: aumento dos sinais e sintomas de miastenia gravis (doença dos músculos), sensação

anormal de picadas, fraqueza/cansaço muscular não provocados pelo exercício, dor articular.

Doenças renais e urinárias: dificuldade e dor ao urinar, perdas involuntárias de urina.

Reprodução: disfunção sexual, líbido diminuído.

Metabolismo: níveis de açúcar baixos no sangue, aumento do marcador de cancro da próstata.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste

folheto, fale com o seu médico, ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos secundários

diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

5.

Como conservar DuoTrav

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no rótulo do frasco e na embalagem

após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não conservar acima de 30ºC.

Para evitar o risco de infeções, deve inutilizar o frasco 4 semanas após a sua primeira abertura. Sempre

que iniciar um frasco novo escreva a data de abertura nos espaços indicados no rótulo do frasco e na

embalagem.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger

o ambiente.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de DuoTrav

-

As substâncias ativas são travoprost e timolol. Cada ml de solução contém 40 microgramas de

travoprost e 5 mg de timolol (na forma de maleato de timolol).

-

Os outros componentes são polyquaternário-1, manitol (E421), propilenoglicol (E1520), óleo de

rícino hidrogenado de polioxilo 40, ácido bórico, cloreto de sódio, hidróxido de sódio ou ácido

clorídrico (para ajuste do pH), água purificada.

São adicionadas pequenas quantidades de hidróxido de sódio ou ácido clorídrico para manter os

níveis de acidez (níveis de pH) normais.

Qual o aspeto de DuoTrav e conteúdo da embalagem

O DuoTrav é um líquido (uma solução límpida e incolor) fornecido num frasco de plástico de 2,5 ml e

fecho com rosca. Cada frasco é acondicionado dentro de uma bolsa de segurança.

Embalagens de 1, 3 ou 6 frascos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Novartis Europharm Limited

Vista Building

Elm Park, Merrion Road

Dublin 4

Irlanda

Fabricante

S.A. Alcon-Couvreur N.V.

Rijksweg 14

B-2870 Puurs

Bélgica

Alcon Cusí, S.A.

Camil Fabra 58

08320 El Masnou

Espanha

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do Titular

da Autorização de Introdução no Mercado.

België/Belgique/Belgien

Novartis Pharma N.V.

Tél/Tel: +32 2 246 16 11

Lietuva

SIA “Novartis Baltics” Lietuvos filialas

Tel: +370 5 269 16 50

България

Novartis Bulgaria EOOD

Тел.: +359 2 489 98 28

Luxembourg/Luxemburg

Novartis Pharma N.V.

Tél/Tel: +32 2 246 16 11

Česká republika

Novartis s.r.o.

Tel: +420 225 775 111

Magyarország

Novartis Hungária Kft.

Tel.: +36 1 457 65 00

Danmark

Novartis Healthcare A/S

Tlf: +45 39 16 84 00

Malta

Novartis Pharma Services Inc.

Tel: +356 2122 2872

Deutschland

Novartis Pharma GmbH

Tel: +49 911 273 0

Nederland

Novartis Pharma B.V.

Tel: +31 26 37 82 111

Eesti

SIA Novartis Baltics Eesti filiaa

Tel: +372 66 30 810

Norge

Novartis Norge AS

Tlf: +47 23 05 20 00

Ελλάδα

Novartis (Hellas) A.E.B.E.

Τηλ: +30 210 281 17 12

Österreich

Novartis Pharma GmbH

Tel: +43 1 86 6570

España

Novartis Farmacéutica, S.A.

Tel: +34 93 306 42 00

Polska

Novartis Poland Sp. z o.o.

Tel.: +48 22 375 4888

France

Novartis Pharma S.A.S.

Tél: +33 1 55 47 66 00

Portugal

Novartis Farma - Produtos Farmacêuticos, S.A.

Tel: +351 21 000 8600

Hrvatska

Novartis Hrvatska d.o.o.

Tel. +385 1 6274 220

România

Novartis Pharma Services Romania SRL

Tel: +40 21 31299 01

Ireland

Novartis Ireland Limited

Tel: +353 1 260 12 55

Slovenija

Novartis Pharma Services Inc.

Tel: +386 1 300 75 50

Ísland

Vistor hf.

Sími: +354 535 7000

Slovenská republika

Novartis Slovakia s.r.o.

Tel: + 421 2 5542 5439

Italia

Novartis Farma S.p.A.

Tel: +39 02 96 54 1

Suomi/Finland

Novartis Finland Oy

Puh/Tel: +358 (0)10 6133 200

Κύπρος

Novartis Pharma Services Inc.

Τηλ: +357 22 690 690

Sverige

Novartis Sverige AB

Tel: +46 8 732 32 00

Latvija

SIA “Novartis Baltics”

Tel: +371 67 887 070

United Kingdom

Novartis Pharmaceuticals UK Ltd.

Tel: +44 1276 698370

Este folheto foi revisto pela última vez em

Outras fontes de informação

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da Internet da Agência

Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu/.

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.

NOME DO MEDICAMENTO

DuoTrav 40 microgramas/ml + 5 mg/ml colírio, solução

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada ml de solução contém 40 microgramas de travoprost e 5 mg de timolol (na forma de maleato de

timolol).

Excipientes com efeito conhecido

Cada ml de solução contém 10 microgramas de polyquaternário-1 (POLYQUAD), 5 mg de

propilenoglicol e 1 mg de óleo de rícino hidrogenado polioxilo 40 (ver secção 4.4).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Colírio, solução (colírio).

Solução límpida e incolor.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

DuoTrav é indicado em adultos para a redução da pressão intraocular (PIO) em doentes adultos com

glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular que apresentam resposta insuficiente a bloqueadores

beta tópicos ou a análogos das prostaglandinas (ver secção 5.1).

4.2

Posologia e modo de administração

Posologia

Uso em adultos, incluindo idosos

A dose recomendada é de uma gota de DuoTrav no saco conjuntival do(s) olho(s) afetado(s), uma vez

por dia, de manhã ou à noite. A sua administração deverá ser feita sempre à mesma hora.

Se se esquecer de uma das doses, o tratamento deve continuar com a dose seguinte como planeado. A

dose diária não deve exceder uma gota em cada olho afetado.

Populações especiais

Compromisso renal ou hepático

Não foram efetuados quaisquer estudos com DuoTrav ou com timolol 5 mg/ml, colírio em doentes

com compromisso renal ou hepático.

O travoprost foi estudado em doentes com compromisso hepático moderado a grave e em doentes com

compromisso renal moderado a grave (depuração da creatinina tão baixa como 14 ml/min). Não foi

necessário qualquer ajuste na dosagem destes doentes.

É pouco provável que seja necessário o ajuste da dose de DuoTrav em doentes com compromisso da

função renal ou hepática (ver secção 5.2.).

População pediátrica

A segurança e eficácia do DuoTrav em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos não foram

estabelecidas. Não existem dados disponíveis.

Modo de administração

Uso oftálmico.

O doente deve remover o invólucro protetor imediatamente antes da primeira utilização. Para evitar a

contaminação do conta-gotas ou da solução, devem ser tomadas as devidas precauções para que a

extremidade do conta-gotas não toque nas pálpebras, zonas circundantes ou outras superfícies.

Se for utilizada a oclusão nasolacrimal ou as pálpebras fechadas por 2 minutos, a absorção sistémica é

reduzida. Isto pode resultar numa diminuição dos efeitos secundários sistémicos e num aumento da

atividade local (ver secção 4.4).

Se estiver a ser utilizado mais do que um medicamento oftálmico de aplicação tópica, estes devem ser

aplicados com um intervalo mínimo de 5 minutos (ver secção 4.5).

Em caso de substituição de outro medicamento antiglaucomatoso oftálmico pelo DuoTrav, deve

suspender-se o tratamento com o outro medicamento e iniciar a instilação de DuoTrav no dia seguinte.

Os doentes devem ser informados de que devem retirar as lentes de contacto antes da aplicação do

DuoTrav e aguardar 15 minutos após a instilação, antes de voltarem a colocar as lentes (ver

secção 4.4).

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

Hipersensibilidade a outros bloqueadores beta

Doença reativa das vias respiratórias incluindo bronquite asmática ou antecedentes de bronquite

asmática ou doença pulmonar obstrutiva crónica grave.

Bradicardia sinusal, síndrome do nódulo sinusal, incluindo bloqueio sinoauricular bloqueio

auriculoventricular de segundo ou terceiro grau não controlado com pacemaker. Insuficiência cardíaca

manifesta, choque cardiogénico. Rinite alérgica grave e distrofia da córnea.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Efeitos sistémicos

Como outros fármacos oftálmicos de aplicação tópica, o travoprost e o timolol são absorvidos por via

sistémica. Devido ao componente beta-adrenérgico timolol, podem ocorrer o mesmo tipo de reações

adversas cardiovasculares, pulmonares e outras que se verificam com a administração sistémica de

medicamentos bloqueadores beta-adrenérgicos A incidência de Reações Adversas Medicamentosas

após a administração tópica oftálmica é inferior à que se verifica para a administração sistémica. Para

informação sobre como reduzir a absorção sistémica, ver secção 4.2.

Cardiopatias

Em doentes com doenças cardiovasculares (ex: doença cardíaca coronária, angina de Prinzmetal e

insuficiência cardíaca) e hipotensão, a terapêutica com bloqueadores beta deve ser criteriosamente

avaliada e deve ser considerada a terapêutica com outras substâncias. Doentes com doenças

cardiovasculares devem ser monitorizados relativamente a sinais de deterioração dessas doenças e a

reações adversas.

Devido ao seu efeito negativo no tempo de condução, os bloqueadores beta devem apenas ser

administrados com precaução a doentes com bloqueio cardíaco de primeiro grau.

Vasculopatias

Doentes com perturbações/doenças circulatórias periféricas graves (i.e. formas graves de doença de

Raynaud ou síndroma de Raynaud) devem ser tratados com precaução.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino

Foram notificadas reações respiratórias, incluindo morte por broncospasmo em doentes com asma,

após a administração de alguns bloqueadores beta.

DuoTrav deve ser utilizado com precaução em doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica

(DPOC) e apenas se o potencial benefício superar o potencial risco.

Doenças do metabolismo e da nutrição

Os bloqueadores beta devem ser administrados com precaução em doentes com hipoglicemia

espontânea ou em doentes com diabetes lábil, uma vez que os bloqueadores beta mascaram os sinais e

sintomas de hipoglicemia aguda.

Fraqueza muscular

Os bloqueadores beta adrenérgicos têm sido reportados como potenciadores de fraqueza muscular,

consistente com sintomas de miastenias (p.e. diplopia, ptose e fraqueza generalizada).

Afeções oculares

Os bloqueadores beta oftálmicos podem causar secura ocular. Doentes com doenças da córnea devem

ser tratados com precaução.

Descolamento da coroide

Foi reportado o descolamento de coróide com a administração de terapêutica de supressão aquosa

(timolol, acetazolamida) após procedimentos de filtração.

Outros agentes bloqueadores beta

O efeito sobre a pressão intraocular ou o conhecido efeito sistémico dos bloqueadores beta pode ser

potenciado quando o timolol é administrado a doentes já tratados com um medicamento bloqueador

beta sistémico. A resposta destes doentes deve ser cuidadosamente monitorizada. Não se recomenda a

utilização de dois agentes bloqueadores adrenérgicos beta (ver secção 4.5).

Procedimentos cirúrgicos e médicos

As preparações oftalmológicas contendo bloqueadores bete podem bloquear os efeitos agonistas beta,

por exemplo da adrenalina. O anestesista deve ser informado quando o doente estiver a ser tratado com

timolol.

Hipertiroidismo

Os bloqueadores beta podem também mascarar os sinais de hipertiroidismo.

Contacto com a pele

As prostaglandinas e os análogos das prostaglandinas são substâncias biologicamente ativas que

podem ser absorvidas através da pele. Mulheres grávidas ou a tentar engravidar devem utilizar

precauções apropriadas para evitar o contacto direto com o conteúdo do frasco. Na eventualidade de

entrarem em contacto com uma porção substancial do conteúdo do frasco, a área exposta deve ser

completamente limpa de imediato.

Reações anafiláticas

Durante o tratamento com bloqueadores beta, os doentes com história de atopia ou história de reação

anafilática grave a vários alérgenos podem ser mais reativos à exposição repetida a alguns alérgenos e

não responder às doses habituais de adrenalina utilizadas no tratamento de reações anafiláticas.

Tratamento concomitante

O timolol pode interagir com outros medicamentos (ver secção 4.5).

Não se recomenda o uso concomitante de duas prostaglandinas de aplicação local.

Efeitos oculares

O travoprost poderá alterar gradualmente a cor do olho ao aumentar o número de melanossomas

(grânulos de pigmento) nos melanócitos. Antes de o tratamento ser iniciado, os doentes devem ser

informados sobre a possibilidade de ocorrer uma alteração definitiva da cor do olho. Um tratamento

unilateral poderá resultar numa heterocromia permanente. Neste momento, desconhecem-se os efeitos

a longo prazo nos melanócitos e quaisquer consequências daí resultantes. A mudança de pigmentação

da íris ocorre lentamente e pode não ser percetível durante meses ou anos. A mudança de cor tem sido

observada sobretudo em doentes com íris de cores mistas, tais como castanho-azulado,

castanho-amarelado e castanho-esverdeado, embora também tenha sido detetada em doentes com

olhos castanhos. Por norma, a pigmentação castanha em volta da pupila espalha-se de forma

concêntrica em direção à periferia nos olhos afetados, mas toda a íris ou parte dela pode tornar-se mais

acastanhada. Após a interrupção do tratamento, não foi observado qualquer aumento da pigmentação

castanha da íris.

Em ensaios clínicos controlados, foi descrito um escurecimento periorbital e/ou da pele da pálpebra

associado à utilização de travoprost.

Alterações nas pálpebras e na zona periorbital, incluindo aprofundamento dos sulcos das pálpebras,

têm sido observadas em análogos de prostaglandinas.

O travoprost poderá alterar gradualmente as pestanas do(s) olho(s) em tratamento. Estas mudanças,

observadas em cerca de metade dos doentes dos ensaios clínicos, incluem o aumento do comprimento,

espessura, pigmentação e/ou número de pestanas. O mecanismo de alteração das pestanas e as suas

consequências a longo prazo são, de momento, desconhecidos.

Nos estudos efetuados em macacos, comprovou-se que o travoprost provoca um ligeiro alargamento

da fissura palpebral. No entanto, este efeito não foi observado no decorrer dos estudos clínicos, pelo

que se considera que esteja associado à espécie em causa.

O DuoTrav não foi estudado em situações de inflamação ocular, glaucoma neovascular, de ângulo

fechado, de ângulo estreito ou congénito e há apenas uma experiência limitada na doença ocular

tiróideia, no glaucoma de ângulo aberto de doentes pseudofáquicos e no glaucoma pigmentar ou

pseudoexfoliativo.

Foi reportado edema macular durante o tratamento com análogos de prostaglandinas F

Recomenda-se precaução na utilização do DuoTrav em doentes afáquicos, doentes pseudofáquicos

com rutura da cápsula posterior ou lente de câmara anterior ou em doentes com fatores de risco

conhecidos para edema macular cistoide.

Em doentes com fatores de risco conhecido para irite/uveíte e em doentes com inflamação intraocular

ativa, o DuoTrav pode ser utilizado com precaução.

Excipientes

O DuoTrav contém propilenoglicol, que pode causar irritação cutânea.

O DuoTrav contém óleo de rícino hidrogenado polioxilo 40, o qual pode causar reações na pele.

Os doentes devem ser informados de que devem retirar as lentes de contacto antes da aplicação do

DuoTrav e aguardar 15 minutos após a instilação, antes de voltarem a colocar as lentes (ver

secção 4.2).

4.5

Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Não foram realizados estudos específicos de interacção com o travoprost ou com o timolol.

Existe um potencial para efeitos aditivos resultando em hipotensão e/ou bradicardia acentuada quando

são administradas soluções contendo bloqueadores beta concomitantemente com bloqueadores dos

canais de cálcio, agentes bloqueadores beta adrenérgicos, antiarrítmicos (incluindo amiodarona),

glicosídeos digitálicos, parassimpaticomiméticos ou guanetidina, administrados por via oral.

A reação hipertensiva após a suspensão súbita da clonidina pode ser potenciada quando se

administram bloqueadores beta.

Foi registado um beta-bloqueio sistémico potenciado (ex. frequência cardíaca diminuída, depressão)

durante o tratamento combinado entre inibidores CYP2D6 (ex., quinidina, fluoxetina, paroxetina) e o

timolol.

Foi ocasionalmente reportada midríase resultante do uso concomitante de bloqueadores beta

oftálmicos e adrenalina (epinefrina).

Os bloqueadores beta podem aumentar o efeito hipoglicemiante dos medicamentos antidiabéticos. Os

bloqueadores beta podem camuflar os sinais e sintomas da hipoglicemia (ver secção 4.4).

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Mulheres com potencial para engravidar/contraceção

O DuoTrav não deve ser utilizado por mulherescom idade/potencial para engravidar, a não ser que

sejam tomadas as medidas contracetivas adequadas (ver secção 5.3).

Gravidez

O travoprost tem efeitos farmacológicos nefastos durante a gravidez e/ou sobre o feto/recém-nascido.

A quantidade de dados sobre a utilização de DuoTrav ou dos seus componentes individuais em

mulheres grávidas é limitada ou inexistente. O timolol não deve ser utilizado durante a gravidez exceto

se for estritamente necessário.

Estudos epidemiológicos não revelaram efeitos de malformação mas demonstram um risco de atraso

no crescimento intrauterino quando se administram bloqueadores beta por via oral. Adicionalmente,

observaram-se sinais e sintomas de bloqueio beta (ex: bradicardia, hipotensão, dificuldade respiratória

e hipoglicémia) em recém-nascidos quando se administraram bloqueadores beta até ao parto. Se se

administrar DuoTrav até ao parto, o recém-nascido deve ser rigorosamente monitorizado durante os

primeiros dias de vida.

O DuoTrav não deve ser utilizado durante a gravidez a menos que tal seja claramente necessário. Para

informação sobre como reduzir a absorção sistémica, ver secção 4.2.

Amamentação

Desconhece-se se o travoprost em colírio é excretado no leite materno humano. Estudos em animais

revelaram a existência da excreção de travoprost e metabolitos no leite materno. O timolol é excretado

no leite materno e tem o potencial para causar reações adversas graves na criança lactente. No entanto,

com a dose terapêutica de timolol presente no colírio não é provável que esteja presente no leite

materno timolol em quantidade suficiente para provocar sintomas clínicos de bloqueio beta no

lactente. Para informação sobre como reduzir a absorção sistémica, ver secção 4.2.

Não se recomenda a utilização do DuoTrav em mulheres a amamentar.

Fertilidade

Não existe informação sobre o efeito de DuoTrav sobre a fertilidade humana. Estudos em animais

demonstraram não haver efeitos do travoprost sobre a fertilidade com doses até 75 vezes a dose

máxima recomendada para uso oftálmico em humanos, enquanto que não foi observado nenhum efeito

relevante do timolol a este nível de dose.

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de DuoTrav sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis.

Tal como acontece com qualquer colírio, pode haver uma turvação transitória da visão, assim como

outras perturbações visuais. Caso se verifique uma turvação da visão no momento da instilação, o

doente deve aguardar que a visão normalize antes de conduzir ou utilizar máquinas.

4.8

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

Em estudos clínicos que envolveram 2.170 doentes tratados com DuoTrav, a reação adversa associada

ao tratamento registada com maior frequência foi a hiperemia ocular (12,0%).

Resumo em forma de tabela das reações adversas

As reações adversas, listadas na tabela abaixo, foram observadas nos estudos clínicos ou na

experiência pós-comercialização. Estão agrupadas de acordo com as classes de sistemas de órgãos e

classificadas de acordo com a seguinte convenção: muito frequentes (≥1/10), frequentes

(≥1/100 a <1/10), pouco frequentes (≥1/1.000 a <1/100), raros (≥1/10.000 a <1/1.000), muito raros

(<1/10.000) ou desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis). Dentro de cada

classe de frequência as reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade.

Classe de sistema de órgãos

Frequência

Reação adversa

Doenças do sistema imunitário

Pouco frequentes

Hipersensibilidade

Perturbações do foro

psiquiátrico

Raros

Nervosismo

Desconhecido

Depressão

Doenças do sistema nervoso

Frequentes

Tonturas, cefaleia

Desconhecido

Acidente vascular cerebral, síncope, parestesia

Afeções oculares

Pouco frequentes

Hiperemia ocular

Frequentes

Queratite punctata, dor ocular, distúrbios

visuais, turvação da visão, secura ocular,

prurido ocular, desconforto ocular, irritação

ocular

Pouco frequentes

Queratite, irite, conjuntivite, inflamação da

câmara anterior, blefarite, fotofobia, acuidade

visual reduzida, astenopia, inchaço dos olhos,

aumento do lacrimejo, eritema das pálpebras,

crescimento das pestanas, alergia ocular, edema

conjuntival, edema das pálpebras

Raros

Erosão da córnea, meibomianite, hemorragia

conjuntival, crostas nas margens das pálpebras,

triquíase, distiquíase

Desconhecido

Edema macular, ptose da pálpebra, sulco da

pálpebra aprofundado, hiperpigmentação da íris

doenças da córnea

Cardiopatias

Pouco frequentes

Bradicardia

Raros

Arritmia, frequência cardíaca irregular

Desconhecido

Insuficiência cardíaca, taquicardia, dores no

peito, palpitações

Vasculopatias

Pouco frequentes

Hipertensão, hipotensão

Desconhecido

Edema periférico

Doenças respiratórias, torácicas

e do mediastino

Pouco frequentes

Dispneia, corrimento pós-nasal

Raros

Disfonia, broncospasmo, tosse, irritação da

garganta, dor orofaríngea, desconforto nasal

Desconhecido

Asma

Doenças gastrointestinais

Desconhecido

Disgeusia

Afeções hepatobiliares

Raros

Alanina aminotransferase aumentada, aspartato

aminotransferase aumentada

Afeções dos tecidos cutâneos e

subcutâneos

Pouco frequentes

Dermatite de contacto, hipertricose,

hiperpigmentação cutânea (periocular)

Raros

Urticária, descoloração da pele, alopécia

Desconhecido

Erupções cutâneas

Afeções musculosqueléticas e

dos tecidos conjuntivos

Raros

Dor nas extremidades

Doenças renais e urinárias

Raros

Cromatúria

Perturbações gerais e alterações

no local de administração

Raros

Sede, fadiga

As reações adversas seguintes foram descritas com uma das substâncias ativas e podem

potencialmente ocorrer com DuoTrav:

Travoprost

Classe de sistema de órgãos

Termo preferencial MedDRA

Doenças do sistema imunitário

Alergias sazonais

Perturbações do foro psiquiátrico

Ansiedade, insónia

Afeções oculares

Uveíte, folículos conjuntivais, corrimento ocular,

edema periorbitário, prurido das pálpebras, ectrópio,

cataratas, iridociclite, herpes simples oftálmico,

inflamação dos olhos, fotopsia, eczema palpebral,

visão em halo, hipoestesia ocular, pigmentação da

câmara anterior, midríase, hiperpigmentação das

pestanas, espessamento das pestanas, defeito do campo

visual

Afeções do ouvido e do labirinto

Vertigens, acufenos

Vasculopatias

Tensão arterial diastólica diminuída, tensão arterial

sistólica aumentada

Doenças respiratórias, torácicas e do

mediastino

Asma agravada, rinite alérgica, epistaxe, perturbação

respiratória, congestão nasal, secura nasal

Doenças gastrointestinais

Úlcera péptica reativada, afeção gastrointestinal,

diarreia, obstipação, boca seca, dor abdominal,

náuseas, vómitos

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Exfoliação cutânea, textura capilar anormal, dermatite

alérgica, alterações da cor dos pêlos, madarose,

prurido, anomalia do crescimento dos pêlos, eritema

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos

conjuntivos

Dor musculosquelética, artralgia

Doenças renais e urinárias

Disúria, incontinência urinária

Perturbações gerais e alterações no local de

administração

Astenia

Exames complementares de diagnóstico

Antigénio específico da próstata aumentado

Timolol

Tal como outros medicamentos de aplicação tópica oftálmica, o timolol é absorvido para a circulação

sistémica. Isto pode causar a ocorrência de efeitos indesejáveis semelhantes aos observados para

agentes bloqueadores beta sistémicos. As reações adversas listadas incluem reações observadas com a

classe de bloqueadores beta de uso oftálmico. A incidência de RAMs sistémicas após administração

tópica oftálmica é inferior à da administração sistémica. Para informação sobre como reduzir a

absorção sistémica, ver secção 4.2.

Classe de sistema de órgãos

Termo preferencial MedDRA

Doenças do sistema imunitário

Reações alérgicas sistémicas, incluindo angioedema,

urticária, erupção cutânea localizada e generalizada,

prurido, anafilaxia

Doenças do metabolismo e da nutrição

Hipoglicemia

Perturbações do foro psiquiátrico

Insónia, pesadelos, perda de memória

Doenças do sistema nervoso

Isquémia cerebral, aumento dos sinais e sintomas de

miastenia grave

Afeções oculares

Sinais e sintomas de irritação ocular (ex: sensação de

queimadura, picadas, prurido, lacrimejo e

vermelhidão), descolamento de coroide após

procedimentos de filtração (ver secção 4.4.),

diminuição da sensibilidade da córnea, diplopia

Cardiopatias

Edema, insuficiência cardíaca congestiva, bloqueio

auriculoventricular, paragem cardíaca

Vasculopatias

Fenómeno de Raynaud, mãos e pés frios

Doenças gastrointestinais

Náuseas, dispepsia, diarreia, boca seca, dor

abdominal, vómitos

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Erupção cutânea do tipo psoríase ou exacerbação da

psoríase

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos

conjuntivos

Mialgia

Doenças dos órgãos genitais e da mama

Disfunção sexual, diminuição da líbido

Perturbações gerais e alterações no local de

administração

Astenia

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma

vez que permite uma monotorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema

nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

É pouco provável a ocorrência de uma sobredosagem por aplicação tópica de DuoTrav ou que esta

seja associada com toxicidade.

Em caso de ingestão acidental, os sintomas de sobredosagem de bloqueadores beta sistémicos são

bradicardia, hipotensão, broncospasmo e insuficiência cardíaca.

Em caso de sobredosagem com o DuoTrav, o tratamento deve ser sintomático. A diálise do timolol

não é imediata.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Medicamentos usados em afeções oculares. Medicamentos usados no

tratamento do glaucoma, código ATC: S01ED51

Mecanismo de ação

O DuoTrav contém duas substâncias ativas: travoprost e maleato de timolol. Estes dois componentes

reduzem a pressão intraocular através de mecanismos de ação complementares e o seu efeito

combinado resulta numa maior redução da PIO, quando comparada com a ação de cada composto

individualmente.

O travoprost, um análogo da prostaglandina F

, é um agonista total altamente seletivo, tem uma

grande afinidade com o recetor da prostaglandina FP e reduz a pressão intraocular através do aumento

da drenagem do humor aquoso por via trabecular e uveoscleral. A redução da PIO no ser humano

inicia-se aproximadamente duas horas após a administração, sendo o efeito máximo atingido após

12 horas. A redução significativa da pressão intraocular pode ser mantida por períodos superiores a

24 horas com apenas uma dose.

O timolol é um bloqueador beta-adrenérgico não seletivo, que não apresenta atividade

simpatomimética intrínseca, depressora direta do miocárdio ou estabilizadora da membrana. Os

estudos tonográficos e fluorofotométricos no ser humano sugerem que a sua ação predominante pode

estar relacionada com uma reduzida formação de humor aquoso e com um ligeiro aumento da

drenagem.

Farmacologia secundária

Em estudos realizados em coelhos, o travoprost aumentou significativamente o fluxo sanguíneo da

cabeça do nervo ótico após 7 dias de aplicação tópica ocular (1,4 microgramas uma vez por dia).

Efeitos farmacodinâmicos

Efeitos clínicos

Num estudo clínico controlado de 12 meses em doentes com glaucoma de ângulo aberto ou

hipertensão ocular e uma pressão intraocular média basal de 25 a 27 mmHg, a redução média da PIO

com o DuoTrav administrado uma vez por dia pela manhã foi de 8 a 10 mmHg. A não inferioridade do

DuoTrav na redução média da PIO, quando comparado com o latanoprost

50 microgramas/ml + timolol 5 mg/ml, foi comprovada a cada momento em todas as consultas.

Num estudo clínico controlado de 3 meses em doentes com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão

ocular e uma pressão intraocular média basal de 27 a 30 mmHg, o efeito do DuoTrav, administrado

uma vez por dia pela manhã, na redução média da PIO foi de 9 a 12 mmHg, sendo 2 mmHg superior

ao travoprost 40 microgramas/ml administrado uma vez por dia à noite e 2 a 3 mmHg superior ao

timolol 5 mg/ml administrado duas vezes por dia. Em comparação com o travoprost, foi observada

uma redução estatisticamente superior na média da PIO matinal (08h00, 24 horas após a última dose

de DuoTrav) em todas as visitas e ao longo do estudo.

Em dois estudos clínicos controlados de 3 meses em doentes com glaucoma de ângulo aberto ou

hipertensão ocular e pressão intraocular média basal de 23 a 26 mmHg, o efeito do DuoTrav,

administrado uma vez por dia pela manhã, na redução média da PIO foi de 7 a 9 mmHg. As reduções

médias da PIO não foram inferiores, embora fossem em menor número, àquelas alcançadas através da

terapia concomitante com travoprost 40 microgramas/ml administrado uma vez por dia à noite e com

timolol 5 mg/ml administrado uma vez por dia pela manhã.

Num estudo clínico controlado de 6 semanas em doentes com glaucoma de ângulo aberto ou

hipertensão ocular e uma pressão intraocular média basal de 24 a 26 mmHg, o efeito do DuoTrav (com

polyquaternário-1 como conservante), administrado uma vez por dia pela manhã, na redução média da

PIO foi de 8 mmHg, sendo equivalente ao registado com o DuoTrav (com cloreto de benzalcónio

como conservante).

Os critérios de inclusão foram comuns através dos estudos, exceto no critério de PIO de entrada e

resposta a prévio tratamento da PIO. O desenvolvimento clínico do DuoTrav incluiu tanto doentes

novos como em tratamento. Resposta insuficiente a monoterapia não foi critério de inclusão.

Os dados existentes sugerem que a administração noturna pode ter algumas vantagens no que diz

respeito à redução da PIO média. Aquando da recomendação da administração matinal vs.

administração noturna deverá ser tida em conta a disponibilidade do doente e a sua probabilidade de

cumprimento das administrações.

5.2

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

O travoprost e o timolol são absorvidos através da córnea. O travoprost é um pró-fármaco que sofre

uma rápida hidrólise dos ésteres na córnea pela ação do ácido livre ativo. Após a administração do

DuoTrav PQ uma vez por dia em indivíduos saudáveis (N=22), durante cinco dias, o ácido livre do

travoprost não foi quantificável nas amostras de plasma da maioria dos indivíduos (94,4%) nem, em

geral, detetável uma hora após administração. Quando mensuráveis (

0,01 ng/ml, o doseamento

limite de quantificação), as concentrações variaram entre 0,01 e 0,03 ng/ml. A C

estável da média

timolol foi de 1,34 ng/ml e o T

foi de aproximadamente 0,69 horas após a administração diária do

DuoTrav.

Distribuição

Nos animais, o ácido livre do travoprost pode ser medido no humor aquoso durante as primeiras horas,

mas no plasma humano esta medição só é possível durante a primeira hora após a administração ocular

do DuoTrav. O timolol pode ser medido no humor aquoso humano após administração ocular de

timolol e no plasma até 12 horas após a administração ocular do DuoTrav.

Biotransformação

O metabolismo é a maior fonte de eliminação do travoprost e do ácido livre ativo. As vias metabólicas

sistémicas são idênticas às da prostaglandina F

endógena, que são caracterizadas por uma redução da

dupla ligação 13-14, oxidação do 15-hidroxil e clivagens

-oxidativas da cadeia lateral superior.

O timolol é metabolizado por duas vias. Uma via dá lugar a uma cadeia lateral de etanolamina no anel

tiadiazol e a outra a uma cadeia lateral etanólica no azoto morfolino e uma segunda cadeia lateral

semelhante com um grupo carbonilo adjacente ao azoto. A semivida plasmática do timolol é de

4 horas após administração ocular de DuoTrav.

Eliminação

O ácido livre do travoprost e os seus metabolitos são maioritariamente excretados pelos rins. Menos de

2% de uma dose ocular de travoprost foi recuperada na urina em forma de ácido livre. O timolol e os

seus metabolitos são principalmente excretados pelos rins. Cerca de 20% de uma dose de timolol é

excretada inalterada na urina e o restante é excretado na urina em forma de metabolitos.

5.3

Dados de segurança pré-clínica

Em macacos, a administração de DuoTrav, duas vezes por dia, revelou a indução de um alargamento

da fenda palpebral e um aumento da pigmentação da íris semelhante ao observado com a

administração ocular de prostanóides.

O DuoTrav com polyquaternário-1 como conservante induziu uma toxicidade mínima da superfície

ocular, comparativamente a gotas com cloreto de benzalcónio como conservante, em células córneas

humanas de cultura e após aplicação tópica ocular em coelhos.

Travoprost

A administração ocular tópica de travoprost a macacos em concentrações até 0,012% no olho direito,

duas vezes por dia, durante um ano, não revelou qualquer toxicidade sistémica.

Foram realizados estudos da toxicidade reprodutiva em ratazanas, ratos e coelhos utilizando a

administração sistémica de travoprost. Os resultados estão relacionados com a atividade agonista do

recetor FP no útero, observando-se uma mortalidade embrionária precoce, perda após implantação e

toxicidade do feto. Em ratazanas grávidas, a administração sistémica de travoprost em doses 200 vezes

superiores às doses clínicas durante o período de organogénese resultou no aumento da incidência das

malformações. Foram medidos baixos níveis de radioatividade no líquido amniótico e nas células

fetais de ratazanas grávidas nas quais foi administrado o

H-travoprost. Os estudos de

desenvolvimento e reprodução demonstraram um efeito significativo na perda do feto, com uma taxa

elevada observada nas ratazanas e nos ratos (180 pg/ml e 30 pg/ml de plasma, respetivamente)

expostos a doses 1,2 a 6 vezes superiores às doses clínicas (até 25 pg/ml).

Timolol

Os dados não clínicos obtidos em estudos convencionais de segurança farmacológica não revelaram

riscos especiais de toxicidade de dose repetida, genotoxicidade ou potencial carcinogénico. Os estudos

de toxicidade reprodutiva com timolol revelaram uma ossificação fetal retardada nas ratazanas sem

efeitos adversos no desenvolvimento pós-natal (7000 vezes a dose clínica) e reabsorções fetais

aumentadas nos coelhos (14000 vezes a dose clínica).

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1

Lista dos excipientes

Polyquaternário-1

Manitol (E421)

Propilenoglicol (E1520)

Óleo de rícino hidrogenado polioxilo 40 (HCO-40)

Ácido bórico

Cloreto de sódio

Hidróxido de sódio e/ou ácido clorídrico (para ajuste do pH)

Água purificada

6.2

Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3

Prazo de validade

2 anos.

Rejeitar 4 semanas após primeira abertura.

6.4

Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC.

6.5

Natureza e conteúdo do recipiente

Frasco oval de 2,5 ml de polipropileno (PP) ou de polietileno de baixa densidade (LDPE) e

extremidade dispensadora de PP ou LDPE e tampa de rosca de PP, dentro de uma saqueta.

Embalagens com 1, 3 ou 6 frascos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6

Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Novartis Europharm Limited

Vista Building

Elm Park, Merrion Road

Dublin 4

Irlanda

8.

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/06/338/001-6

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 24 de abril de 2006

Data da última renovação: 07 de outubro de 2010

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento está disponível na sítio da internet

da Agência Europeia de Medicamentos http://www.ema.europa.eu/

7 Westferry Circus

Canary Wharf

London E14 4HB

United Kingdom

Telephone

+44 (0)20 7418 8400

Facsimile

+44 (0)20 7418 8416

E-mail

info@ema.europa.eu

Website

www.ema.europa.eu

An agency of the European Union

© European Medicines Agency, 2010. Reproduction is authorised provided the source is acknowledged.

EMA/502114/2010

EMEA/H/C/000665

Resumo do EPAR destinado ao público

DuoTrav

travoprost / timolol

Este documento é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR) relativo ao DuoTrav. O

seu objectivo é explicar o modo como o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) avaliou o

medicamento a fim de emitir um parecer favorável à concessão de uma autorização de introdução no

mercado, bem como as suas recomendações sobre as condições de utilização do DuoTrav.

O que é o DuoTrav?

O DuoTrav é uma solução oftálmica transparente. Contém duas substâncias activas: travoprost

(40 microgramas/ml) e timolol (5 mg/ml).

Para que é utilizado o DuoTrav?

O DuoTrav é utilizado para reduzir a pressão intra-ocular (pressão no interior do olho). É utilizado em

doentes com “glaucoma de ângulo aberto” ou com “hipertensão ocular” que apresentam uma resposta

insuficiente às gotas oculares contendo bloqueadores beta ou análogos da prostaglandina (outros

medicamentos utilizados nestas patologias).

Hipertensão ocular significa que a pressão no olho é superior à normal. No glaucoma de ângulo aberto

a pressão elevada é causada por o fluido não ser drenado do olho.

O DuoTrav só pode ser obtido mediante receita médica.

Como se utiliza o DuoTrav?

A dose recomendada é de uma gota de DuoTrav no(s) olho(s) afectado(s) uma vez ao dia, de manhã

ou à noite e todos os dias à mesma hora. Se estiver a ser utilizado mais do que um tipo de solução

oftálmica, estas devem ser aplicadas com um intervalo mínimo de 5 minutos.

Como funciona o DuoTrav?

Um aumento da pressão intra-ocular provoca danos na retina (a membrana sensível à luz situada na

parte posterior do olho) e no nervo óptico que envia sinais do olho para o cérebro. Isto pode causar

perda da acuidade visual ou mesmo cegueira. Ao diminuir a pressão, o DuoTrav reduz o risco de danos

a estas estruturas.

O DuoTrav contém duas substâncias activas, o travoprost e o timolol, que reduzem a pressão no olho

de diferentes maneiras. O travoprost é um análogo da prostaglandina (uma cópia fabricada da

substância natural prostaglandina) que actua aumentando a saída de fluido do olho. O Travoprost

isoladamente encontra-se autorizado na UE desde 2001 com o nome Travatan. O timolol é um

bloqueador beta que actua reduzindo a produção de líquido no interior do olho. O timolol tem sido

utilizado para tratar o glaucoma desde a década de 1970. A combinação das duas substâncias activas

tem um efeito aditivo, reduzindo a pressão dentro do olho mais do que qualquer um dos

medicamentos tomados isoladamente.

Como foi estudado o DuoTrav?

O DuoTrav foi estudado em cinco estudos principais que incluíram um total de 1482 doentes (com

idades compreendidas entre os 18 e os 91 anos) com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão

ocular. Os estudos tiveram uma duração de seis semanas a 12 meses. Um estudo comparou o DuoTrav

tomado de manhã com o DuoTrav tomado à noite. Três estudos compararam o DuoTrav com o

travoprost e o timolol tomados isoladamente ou em conjunto, mas como gotas oculares separadas. O

quinto estudo teve uma duração de 12 meses e comparou o DuoTrav com as gotas oculares contendo

uma associação de latanoprost (outro análogo da prostaglandina) e timolol.

Em todos os estudos, o principal parâmetro de eficácia foi a alteração da pressão intra-ocular medida

em milímetros de mercúrio (mmHg). Num doente com glaucoma, a pressão ocular é normalmente

superior a 21 mmHg.

Qual o benefício demonstrado pelo DuoTrav durante os estudos?

Em todos os estudos o DuoTrav reduziu a pressão intra-ocular em cerca de um terço (a redução média

foi de aproximadamente 8-10 mmHg).

O DuoTrav tomado à noite foi tão eficaz como o DuoTrav tomado de manhã. O DuoTrav foi mais eficaz

na redução da pressão intra-ocular do que o timolol ou o travoprost isoladamente. Foi tão eficaz como

os dois medicamentos administrados sob a forma de gotas oculares separadamente e tão eficaz como

as gotas oculares contendo latanoprost e timolol.

Qual é o risco associado ao DuoTrav?

Os efeitos secundários mais frequentes associados ao DuoTrav (observados em mais de 1 em cada 10

doentes) são hiperemia ocular (aumento do fornecimento de sangue ao olho, causando vermelhidão) e

irritação no olho. Para a lista completa dos efeitos secundários comunicados relativamente ao DuoTrav,

consulte o Folheto Informativo.

O DuoTrav não deve ser utilizado em pessoas que possam ser hipersensíveis (alérgicas) ao travoprost,

ao timolol (e outros betabloqueadores) ou a qualquer outro componente do medicamento. O seu uso é

contra-indicado em pessoas asmáticas ou com doença pulmonar grave, e em pessoas com

determinadas doenças cardíacas. É ainda contra-indicado em pessoas com rinite alérgica grave

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(inflamação das passagens nasais causada por uma alergia) e distrofias corneanas (deficiências que

causam turvação da córnea, o tecido transparente que se encontra na parte frontal do olho).

O DuoTrav contém cloreto de benzalcónio, conhecido por descolorar lentes de contacto gelatinosas. As

pessoas que usam lentes de contacto moles devem, portanto, tomar precauções. O DuoTrav poderá

causar a alteração da cor da íris (escurecer) e tornar as pestanas mais espessas, mais escuras ou mais

compridas.

Por que foi aprovado o DuoTrav?

O CHMP concluiu que os benefícios do DuoTrav são superiores aos seus riscos e recomendou a

concessão de uma autorização de introdução no mercado para o medicamento.

Outras informações sobre o DuoTrav

Em 24 de Abril de 2006, a Comissão Europeia concedeu à Alcon Laboratories (UK) Limited uma

Autorização de Introdução no Mercado, válida para toda a União Europeia, para o medicamento

DuoTrav. A Autorização de Introdução no Mercado é válida por um período de tempo ilimitado.

O EPAR completo relativo ao DuoTrav pode ser consultado aqui

. Para mais informações sobre o

tratamento com o DuoTrav, leia o Folheto Informativo (também parte do EPAR) ou contacte o seu

médico ou farmacêutico.

Este resumo foi actualizado pela última vez em 08-2010.

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