Xiapex

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  • Xiapex é indicado para:tratamento da contratura de Dupuytren em pacientes adultos com uma palpável cabo. O tratamento de homens adultos com a doença de Peyronie com um clima de placa bacteriana e deformidade na curvatura de, pelo menos, 30 graus no início da terapia.
  • Vörulýsing:
  • Revision: 18

Staða

  • Heimild:
  • EMA - European Medicines Agency
  • Leyfisstaða:
  • Autorizado
  • Leyfisnúmer:
  • EMEA/H/C/002048
  • Leyfisdagur:
  • 27-02-2011
  • EMEA númer:
  • EMEA/H/C/002048
  • Síðasta uppfærsla:
  • 30-03-2019

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EMA/748449/2015

EMEA/H/C/002048

Resumo do EPAR destinado ao público

Xiapex

colagenase de clostridium histolyticum

Este é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR) relativo ao Xiapex. O seu objetivo

é explicar o modo como o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) avaliou o medicamento

a fim de emitir um parecer favorável à concessão de uma autorização de introdução no mercado, bem

como as suas recomendações sobre as condições de utilização do Xiapex.

O que é o Xiapex?

O Xiapex é um pó e um solvente para preparação de uma solução injetável. Contém a substância ativa

colagenase de clostridium histolyticum.

Para que é utilizado o Xiapex?

O Xiapex é utilizado no tratamento da contratura de Dupuytren e da doença de Peyronie em adultos.

A contratura de Dupuytren é uma doença que faz com que um ou mais dedos se curvem para dentro,

na direção da palma da mão, e não consigam endireitar-se completamente. É causada por um

espessamento dos tecidos sob a pele da palma da mão e consequente formação de «cordões» que

puxam os dedos para dentro. O Xiapex é indicado para o tratamento de doentes com cordões nas

palmas das mãos suficientemente espessos para serem sentidos através da pele.

A doença de Peyronie é uma doença na qual os homens desenvolvem placas de tecido fibroso, tipo

cicatricial, no pénis, provocando uma curvatura anormal, o que, por vezes, causa dor ou dificuldade

durante as relações sexuais. O Xiapex é utilizado em doentes com placas que podem ser sentidas

através da pele e com uma curvatura anormal do pénis de, no mínimo, 30 graus no início da

terapêutica.

Este medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.

Xiapex

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Como se utiliza o Xiapex?

O Xiapex tem de ser administrado por um médico devidamente formado na administração do

medicamento e experiente no diagnóstico e tratamento da contratura de Dupuytren ou problemas nos

genitais masculinos.

Na contratura de Dupuytren, o médico injeta a dose adequada de Xiapex diretamente num cordão da

palma da mão do doente. Aproximadamente 24 horas após a injeção, o dedo pode ser endireitado pelo

médico mediante a aplicação de um «procedimento de extensão do dedo», durante o qual este é

esticado durante 10 a 20 segundos para facilitar a rutura do cordão. Podem ser tratados

simultaneamente, no máximo, 2 cordões ou 2 articulações afetadas na mesma mão. Se não for obtida

uma resposta satisfatória após uma injeção e um procedimento de extensão do dedo, o procedimento

pode ser repetido em intervalos de um mês, até um máximo de 3 injeções por cordão.

Nos doentes com doença de Peyronie, o Xiapex é administrado durante um máximo de 4 ciclos de

tratamento, cada um com uma duração de cerca de 6 semanas. Em cada ciclo, a dose de Xiapex é

injetada na placa causadora da deformidade, a que se segue uma segunda injeção administrada 1 a 3

dias depois da primeira. Decorridos mais 1 a 3 dias, o médico realiza um «procedimento de

modelagem peniana» para esticar e dobrar cuidadosamente a placa na direção contrária à curvatura

anormal. Os doentes devem, subsequentemente, continuar com os procedimentos de modelagem,

todos os dias, em casa, conforme indicado para o resto do ciclo.

Para mais informações sobre a utilização do Xiapex, incluindo instruções acerca dos procedimentos de

extensão do dedo e modelagem peniana, consulte o Resumo das Características do Medicamento

(também parte do EPAR).

Como funciona o Xiapex?

Os cordões na palma da mão dos doentes com contratura de Dupuytren e as placas na doença de

Peyronie são formados por fibras de uma proteína chamada colagénio. O Xiapex contém uma mistura

de duas «colagenases», que são enzimas que destroem o colagénio. Quando injetadas num cordão ou

numa placa, as colagenases destroem as fibras de colagénio, o que enfraquece e rompe o cordão ou a

placa.

As colagenases do Xiapex são extraídas da bactéria clostridium histolyticum.

Como foi estudado o Xiapex?

O Xiapex foi comparado com um placebo (tratamento simulado) em dois estudos principais que

incluíram um total de 374 doentes adultos com contratura de Dupuytren. Os doentes foram tratados

com três injeções e as suas mãos foram examinadas três meses após a administração da última

injeção para verificar o grau de extensão possível das articulações do dedo. O parâmetro de eficácia

principal foi a percentagem de doentes cuja articulação mais afetada podia ser endireitada de modo a

permanecer dobrada para dentro não mais do que cinco graus.

Na doença de Peyronie, o Xiapex foi comparado com um placebo em dois estudos adicionais que

incluíram 832 homens. Os doentes receberam até 4 ciclos de tratamento, tendo cada um envolvido

duas injeções e subsequentes procedimentos de modelagem. Os efeitos foram medidos no seguimento

ao fim de um ano. Os principais parâmetros de eficácia foram a redução da curvatura anormal do pénis

e o grau de incómodo causado ao doente.

Xiapex

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Qual o benefício demonstrado pelo Xiapex durante os estudos?

Demonstrou-se que o Xiapex foi mais eficaz do que o placebo no tratamento da contratura de

Dupuytren. Nos doentes que concluíram o primeiro estudo, 64 % (130 em 203) daqueles a quem foi

administrado o Xiapex conseguiram endireitar os dedos até um ângulo igual ou inferior a 5 graus, em

comparação com 7 % (7 em 103) dos doentes que receberam placebo. No segundo estudo, os valores

foram 44 % (20 em 45) para o grupo do Xiapex e 5 % (1 em 21) para o grupo do placebo.

O Xiapex foi também mais eficaz do que o placebo no tratamento da doença de Peyronie, produzindo

uma melhoria de 38 % e 31 % na curvatura anormal nos dois estudos, em comparação com 21 % e

15 %, respetivamente, com o placebo. Observou-se também uma melhoria mais significativa com o

Xiapex do que com o placebo em pontuações notificadas pelos doentes relativamente ao grau de

incómodo causado pela doença após o tratamento.

Qual é o risco associado ao Xiapex?

Os efeitos secundários mais frequentes associados ao Xiapex foram reações no local da injeção, tais

como inchaço, contusões, hemorragia e dor. As reações no local da injeção foram muito frequentes,

ocorrendo na grande maioria dos doentes. Essas reações foram, na maioria, de gravidade ligeira a

moderada e, em geral, desapareceram no prazo de uma a duas semanas. O Xiapex é contraindicado

no tratamento da doença de Peyronie se a placa afetar a uretra (o tubo que transporta a urina e o

sémen para o exterior). Para a lista completa dos efeitos secundários comunicados relativamente ao

Xiapex, consulte o Folheto Informativo.

Por que foi aprovado o Xiapex?

O CHMP concluiu que os benefícios do Xiapex são superiores aos seus riscos e recomendou a

concessão de uma autorização de introdução no mercado para o medicamento.

Que medidas estão a ser adotadas para garantir a utilização segura e eficaz

do Xiapex?

Foi desenvolvido um plano de gestão dos riscos para garantir a utilização segura do Xiapex. Com base

neste plano, foram incluídas informações de segurança no Resumo das Características do Medicamento

e no Folheto Informativo do Xiapex, incluindo as precauções apropriadas a observar pelos profissionais

de saúde e pelos doentes.

A empresa que fabrica o Xiapex deve também assegurar que todos os médicos que venham a utilizar o

medicamento são devidamente formados na correta administração do medicamento e experientes no

diagnóstico e tratamento da contratura de Dupuytren ou doença de Peyronie. A empresa deverá

implementar um programa informativo destinado a médicos, instruindo-os acerca da correta

administração do medicamento e dos possíveis efeitos secundários associados ao mesmo.

Outras informações sobre o Xiapex

Em 28 de fevereiro de 2011, a Comissão Europeia concedeu uma Autorização de Introdução no

Mercado, válida para toda a União Europeia, para o medicamento Xiapex.

O EPAR completo relativo ao Xiapex pode ser consultado no sítio Internet da Agência

em: ema.europa.eu/Find medicine/Human medicines/European Public Assessment Reports. Para mais

Xiapex

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informações sobre o tratamento com o Xiapex, leia o Folheto Informativo (também parte do EPAR) ou

contacte o seu médico ou farmacêutico.

Este resumo foi atualizado pela última vez em 11-2015

Upplýsingar um fylgiseðil sjúklinga: samsetning, vísbendingar, aukaverkanir, skammtar, milliverkanir, aukaverkanir, meðgöngu, brjóstagjöf

B. FOLHETO INFORMATIVO

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Xiapex 0,9 mg pó e solvente para solução injetável

Colagenase de

clostridium histolyticum

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico. Ver secção 4.

O que contém este folheto

O que é Xiapex e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de utilizar Xiapex

Como utilizar Xiapex

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Xiapex

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é Xiapex e para que é utilizado

Xiapex é utilizado para o tratamento de duas afeções diferentes:

Contratura de Dupuytren em

doentes adultos com um cordão palpável

Doença de Peyronie em homens adultos

Contratura de Dupuytren

Esta é uma doença que faz com que o(s) seu(s) dedo(s) curvem para dentro. Esta curvatura é chamada

contratura e é provocada por uma formação anormal de um cordão contendo colagénio sob a sua pele.

Para muitas pessoas a contratura provoca grandes dificuldades para fazer tarefas diárias como

conduzir, apertar as mãos, praticar desporto, abrir frascos, datilografar ou segurar objetos.

Doença de Peyronie

Esta é uma doença em que os homens adultos têm uma “placa” que pode ser sentida e uma curvatura

no pénis. A doença pode causar uma alteração da forma do pénis ereto devido a uma acumulação

anormal de tecido cicatricial, conhecida pelo nome de placa, nas fibras distensíveis do pénis. A placa

pode interferir com a capacidade de obter uma ereção direita porque a placa não estica tanto como o

resto do pénis. Os homens com a doença de Peyronie podem ter uma ereção com uma curvatura ou

dobra.

A substância ativa em Xiapex é a colagenase de

Clostridium histolyticum

, e esta colagenase é

produzida utilizando o microrganismo

Clostridium histolyticum

. O Xiapex é injetado pelo seu médico

no cordão do seu dedo/mão ou na placa no seu pénis e funciona quebrando o colagénio do cordão ou

placa.

Na doença de Dupuytren, Xiapex degrada o colagénio que forma o cordão, libertando assim a

contratura completa ou parcialmente e permitindo que o(s) seu(s) dedo(s) fique(m) mais direito(s).

Na doença de Peyronie, Xiapex degrada o colagénio na placa que causa a curvatura do seu pénis, o

que pode ajudar a ereção anteriormente dobrada a ficar mais direita e permitir-lhe que se sinta menos

incomodado com a sua doença. A redução da curva atingida varia entre indivíduos.

2.

O que precisa de saber antes de utilizar Xiapex

Não utilize Xiapex:

Se tem alergia à colagenase de

clostridium histolyticum

a qualquer outro componente deste

medicamento (indicados na secção 6).

Na doença de Peyronie se o tratamento da sua placa envolver o canal (chamado uretra) através

do qual passa a urina.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de lhe ser administrado Xiapex.

Reações alérgicas

Podem ocorrer reações alérgicas severas em doentes que são tratados com Xiapex, porque este contém

proteínas que são estranhas ao corpo humano.

Contacte imediatamente o seu médico se tiver qualquer destes sintomas de uma reação alérgica

após uma injeção de Xiapex:

urticária

face inchada

dificuldade em respirar

dor no peito

A possibilidade de uma reação alérgica grave ou de desenvolvimento de uma síndrome

musculosquelética em consequência da utilização repetida de Xiapex não pode ser excluída. Os

sintomas de síndrome musculosquelética podem ser dor nas articulações (articular) ou dor nos

músculos (muscular), rigidez do ombro, inchaço da mão, fibrose nas palmas das mãos e espessamento

ou aparecimento de nódulos nos tendões. Se notar algum destes sintomas deve informar o seu médico.

Antes de lhe ser administrado este medicamento,

certifique-se que o seu médico sabe:

se teve uma reação alérgica a uma injeção anterior de Xiapex.

se tem historial de problemas com a coagulação normal do seu sangue ou se está a tomar algum

medicamento para o ajudar a controlar a coagulação normal do seu sangue (conhecidos como

medicamentos anticoagulantes).

se está atualmente a tomar algum medicamento anticoagulante, não lhe pode ser administrado

Xiapex durante os 7 dias após a última dose do seu medicamento anticoagulante. Uma exceção

é a utilização de uma dose diária até 150 mg de ácido acetilsalicílico (uma substância presente

em muitos medicamentos utilizados para evitar a coagulação do sangue) que pode ser tomada.

Se

for

tratado para a contratura de Dupuytren

Este medicamento só pode ser injetado no cordão de colagénio na sua mão pelo seu médico. Este terá

o cuidado de evitar injetar em tendões, nervos ou vasos sanguíneos. A injeção incorreta em tendões,

nervos ou vasos sanguíneos pode causar hemorragia ou lesão e, possivelmente, a lesão permanente

destas estruturas. Se o cordão que vai ser tratado estiver preso à pele, terá um maior risco de

separação ou laceração da pele durante o procedimento de extensão do dedo após a injeção de

Xiapex.

Informe o seu médico se já recebeu antes ou está a pensar em receber Xiapex para tratar uma afeção

conhecida por doença de Peyronie. Esta é uma doença que afeta os homens adultos, que têm uma

placa que pode ser sentida e uma curvatura no pénis ereto.

Se

for

tratado para a doença de Peyronie

Este medicamento só pode ser injetado na placa no seu pénis pelo seu médico.

Fratura do pénis (rutura do corpo) ou outra lesão grave do pénis

A administração de uma injeção de Xiapex pode causar lesão dos tubos do seu pénis chamados

corpos. Após o tratamento com Xiapex, um destes corpos pode quebrar durante uma ereção. Isto é

chamado rutura do corpo ou fratura do pénis.

Após o tratamento com Xiapex, os vasos sanguíneos do seu pénis podem também romper,

produzindo uma acumulação de sangue sob a pele (que se chama hematoma).

Os sintomas de fratura do pénis (rutura do corpo) ou outra lesão grave do seu pénis podem incluir:

um som ou sensação de estalido no pénis ereto

perda súbita da capacidade de manter uma ereção

dor no seu pénis

formação de uma equimose roxa e inchaço do seu pénis

dificuldade em urinar ou sangue na urina

Informe imediatamente o seu médico se tiver qualquer dos sintomas de fratura do pénis ou de

lesão grave do seu pénis indicados acima, uma vez que estes podem exigir intervenção cirúrgica.

Não tenha relações sexuais ou qualquer outra atividade sexual durante pelo menos 2 semanas

após a segunda injeção de um ciclo de tratamento com Xiapex e após terem desaparecido a dor e

inchaço que existam.

Informe o seu médico se já recebeu antes ou está a pensar em receber Xiapex para tratar uma afeção

conhecida por contratura de Dupuytren. Nesta afeção, forma-se um cordão no tecido da palma da mão

que faz com que um ou mais dedos se dobrem na direção da palma, de tal modo que não podem ficar

direitos.

Crianças e adolescentes

Xiapex não deve ser utilizado em crianças e adolescentes com idades entre 0-18 anos para o

tratamento da contratura de Dupuytren ou da doença de Peyronie.

Outros medicamentos e Xiapex

Informe o seu médico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros

medicamentos. Isto inclui medicamentos que ajudam a controlar a coagulação normal do seu sangue

(conhecidos como medicamentos anticoagulantes), derivados de antraquinona, alguns antibióticos

(tetraciclinas e antraciclinas) utilizados para tratar infeções. Não se conhecem quaisquer interações

com a utilização concomitante de medicamentos para a disfunção erétil e o tratamento com Xiapex.

Gravidez e amamentação

Contratura de Dupuytren

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico

ou farmacêutico antes de lhe ser administrado este medicamento.

Não existe experiência na utilização de Xiapex em mulheres grávidas, desta forma o Xiapex não é

recomendado na gravidez, e o tratamento deve ser adiado até terminar a gravidez.

Não existe experiência com a utilização de Xiapex em mulheres que estão a amamentar, portanto, a

utilização de Xiapex não é recomendada durante a amamentação.

Doença de Peyronie

Esta afeção não ocorre em mulheres.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Se tiver tonturas, entorpecimento ou alteração da sensibilidade, e dores de cabeça imediatamente após

a injeção de Xiapex deve evitar tarefas potencialmente perigosas como conduzir ou utilizar máquinas

até estes efeitos terem passado ou até ser aconselhado pelo seu médico.

O inchaço e a dor podem dificultar a utilização da mão tratada na doença de Dupuytren.

Xiapex contém sódio

Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por dose,

ou seja, é praticamente

“isento de sódio”.

3.

Como utilizar Xiapex

Apenas os médicos que receberam formação apropriada na utilização correta de Xiapex e com

experiência no tratamento da doença de Dupuytren ou de Peyronie estão autorizados a administrar-lhe

o tratamento.

Xiapex ser-lhe-á administrado diretamente na zona que causa a curvatura do seu dedo/pénis (injeção

intralesional). O seu médico irá administrar todas as injeções de Xiapex.

A dose recomendada do seu medicamento é 0,58 mg.

Contratura de Dupuytren

O volume total da injeção depende da articulação a ser tratada. O seu médico irá escolher

cuidadosamente uma área onde o cordão de colagénio esteja mais acessível e irá administrar a injeção

no cordão.

Após a injeção, o seu médico irá colocar uma ligadura na sua mão. Durante um dia, deve limitar os

movimentos do dedo tratado e em alguns doentes é comum que o dedo endireite por si próprio. Não

flita ou estenda os dedos da mão injetada até que o seu médico lhe indique que o pode fazer. Não

tente, em nenhum momento, romper o cordão injetado por si próprio (automanipulação). Eleve a mão

injetada tanto quanto possível até ao dia seguinte a efetuar o procedimento de extensão do dedo.

O seu médico irá pedir-lhe que volte aproximadamente 24 – 72 horas após a injeção para tentar

estender o seu dedo para o endireitar. Após a extensão do seu dedo, o seu médico irá colocar-lhe uma

tala para utilizar na hora de dormir durante um período até 4 meses.

Se na consulta de seguimento com o seu médico, o seu dedo continuar incapacitado de se endireitar,

poderá necessitar de mais tratamentos com Xiapex que pode ser administrado aproximadamente 4

semanas após o primeiro tratamento. As injeções e os procedimentos de extensão do dedo podem ser

administrados até 3 vezes por cordão com aproximadamente 4 semanas de intervalo. Podem

administrar-se injeções em até dois cordões ou duas articulações afetadas na mesma mão durante uma

visita de tratamento. Se a doença originou várias contraturas, podem tratar-se cordões adicionais

noutras visitas de tratamento, com um intervalo de aproximadamente 4 semanas, como determinado

pelo seu médico.

Certifique-se que pergunta ao seu médico quando poderá retomar as suas atividades normais após o

tratamento com Xiapex. É recomendado que evite atividades cansativas dos seus dedos até que receba

mais instruções do seu médico. O seu médico poderá recomendá-lo a efetuar várias vezes ao dia,

durante vários meses, séries de flexões de dedo e exercícios de extensão.

A experiência obtida em estudos clínicos com Xiapex limita-se correntemente a um máximo de

3 injeções por cordão e a um total de 8 injeções nas mãos.

Doença de Peyronie

O seu médico injetará Xiapex na placa que causa a curvatura do seu pénis.

Xiapex é administrado como parte de um ciclo de tratamento. Em cada ciclo de tratamento

receberá uma injeção de Xiapex, seguida de uma segunda injeção num dia diferente (1 a

3 dias mais tarde).

Após cada injeção de Xiapex, o seu pénis pode ser envolvido por uma ligadura. O seu

médico dir-lhe-á quando deve retirar a ligadura.

Um a três dias após a segunda injeção de Xiapex num ciclo de tratamento, tem de voltar ao seu

médico para um procedimento manual que ajudará a esticar e a endireitar o seu pénis. O seu

médico dir-lhe-á quando deve voltar para este procedimento.

O seu médico mostrar-lhe-á como esticar e endireitar cuidadosamente, e de maneira correta, o

seu pénis. Para mais informações ver

“Instruções sobre como esticar cuidadosamente o seu

pénis”

“Instruções sobre como endireitar cuidadosamente o seu pénis” no fim do folheto

informativo do doente.

Só deverá esticar cuidadosamente o seu pénis quando não tiver uma ereção.

Deve esticar

cuidadosamente o seu pénis 3 vezes por dia durante 6 semanas após cada ciclo de tratamento.

Só deverá endireitar cuidadosamente o seu pénis se tiver uma ereção que acontece sem

qualquer atividade sexual (ereção espontânea).

Deve endireitar cuidadosamente o seu pénis

1 vez por dia durante 6 semanas após cada ciclo de tratamento.

O seu médico dir-lhe-á quando pode reiniciar a atividade sexual após cada ciclo de tratamento.

O seu médico também lhe dirá quando deve voltar se forem necessários mais ciclos de

tratamento.

A experiência obtida em estudos clínicos com Xiapex limita-se correntemente a quatro ciclos de

tratamento no qual pode ser administrado um total de 8 injeções na placa que causa a curvatura.

Informe o seu médico imediatamente se tiver problemas em esticar ou em endireitar o seu pénis ou se

tiver dores ou quaisquer outras preocupações.

Se receber mais Xiapex do que deveria

Como este medicamento lhe é administrado pelo seu médico é muito improvável que lhe seja

administrada a dose errada. No caso improvável do seu médico lhe administrar uma dose superior à

recomendada, poderá apresentar um agravamento dos efeitos secundários possíveis descritos na

secção 4 “ Efeitos Secundários Possíveis”.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou

farmacêutico.

4.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se

manifestem em todas as pessoas.

Reação alérgica

Foi comunicada reação alérgica grave com pouca frequência (1 caso). Por favor consulte

imediatamente o seu médico se apresentar alguns sinais ou sintomas de uma reação alérgica grave, por

ex. grande vermelhidão ou erupção cutânea, inchaço, tensão na garganta ou dificuldade em respirar.

Não lhe deve ser administrado Xiapex

, se sabe que sofreu uma reação alérgica grave à colagenase

ou a qualquer outro dos componentes.

Contratura de Dupuytren

A maioria dos efeitos secundários que aconteceram durante os estudos clínicos foi de gravidade ligeira

ou moderada e localizou-se na mão tratada.

Os seguintes efeitos secundários foram comunicados com Xiapex administrado em até dois cordões ou

articulações por visita de tratamento:

Efeitos secundários muito frequentes

(podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas):

reações no local da injeção como sangramento, dor, inchaço, sensibilidade ao toque e contusões

comichão na mão

sentir dor na mão, pulso ou braço

gânglios inchados e aumentados junto ao cotovelo ou debaixo do braço

inchaço da mão ou do braço

Efeitos secundários frequentes

(podem afetar até 1 em cada 10 pessoas):

reações no local da injeção como dor, sensação de calor, inchaço, presença de bolhas,

vermelhidão da pele e/ou erupção cutânea

pele ferida no local da injeção

pele ferida, bolha de sangue

dor nas glândulas junto aos cotovelos ou debaixo do braço

inchaço e dor na articulação

sensação de queimadura, perda parcial de sensibilidade, sensação de comichão ou

entorpecimento

tonturas, dor de cabeça, náuseas

aumento da transpiração

Efeitos secundários pouco frequentes

(podem afetar até 1 em cada 100 pessoas):

rutura do tendão, lesão do ligamento

contagem baixa de plaquetas

inchaço da pálpebra

reação alérgica

dor crónica

desconforto, lesões, paralisia dos membros

tremores/agitação, aumento da sensibilidade aos estímulos

desmaios

vómitos, diarreia, dor abdominal superior

erupção cutânea, eczema

rigidez, ranger das articulações

espasmos musculares, fraqueza muscular, rigidez ou desconforto musculo-esquelético

sentir dor na virilha, ombro, caixa torácica ou pescoço

inchaço

febre, dor generalizada, desconforto, cansaço, sentir-se quente, indisposição, sintomas gripais

intolerância ao frio nos dedos tratados

reações no local de injeção, incluindo descamação da pele, alteração na cor da pele, infeção,

dor, rigidez da pele, dormência, irritação ou nódulos, crostas, feridas

aumento das enzimas do fígado

agitação, desorientação, irritabilidade, inquietação, dificuldade em adormecer

dificuldade em respirar, hiperventilação

inflamação dos gânglios linfáticos (linfadenite), inflamação dos canais linfáticos (linfangite) que

leva a vermelhidão da pele com margens elevadas, sensível e quente, acompanhada em geral por

uma faixa vermelha, gânglios linfáticos aumentados

Doença de Peyronie

Fratura do pénis (rutura do corpo) ou outra lesão grave do pénis

Ocorreu com pouca frequência fratura do pénis (rutura do corpo) ou outra lesão grave do pénis.

Contacte imediatamente o seu médico se tiver qualquer um dos sintomas de fratura do pénis ou

outra lesão grave do pénis que são os seguintes:

um som ou sensação de estalido no pénis ereto,

perda súbita da capacidade de manter uma ereção, dor no seu pénis, formação de uma equimose roxa e

inchaço do seu pénis, dificuldade em urinar ou sangue na urina, uma acumulação de sangue por baixo

da pele no local de injeção.

A maior parte dos efeitos secundários que ocorreram nos estudos clínicos tiveram uma intensidade

ligeira ou moderada e a maioria resolveu-se no período de 2 semanas após a injeção.

Os seguintes efeitos secundários também foram observados com Xiapex:

Efeitos secundários muito frequentes

(podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas):

nódoa negra ou inchaço do pénis e dor no pénis

uma pequena acumulação de sangue por baixo da pele no local de injeção

Efeitos secundários frequentes

(podem afetar até 1 em cada 10 pessoas):

reações no local de injeção como a presença de uma bolha, inchaço, comichão ou uma zona

sólida elevada por baixo de pele

dor no local de injeção e acima do pénis

bolhas ou vermelhidão/descoloração do pénis

comichão genital

ereção dolorosa, relações sexuais dolorosas e disfunção erétil.

Efeitos secundários pouco frequentes

(podem afetar até 1 em cada 100 pessoas):

dor nos gânglios linfáticos e inchaço dos gânglios linfáticos

aumento dos glóbulos brancos

batimentos rápidos do coração

zumbido nos ouvidos

distensão do abdómen

prisão de ventre

sensação de calor

erupção na pele do local de injeção

febre

fraqueza

arrepios

doença do tipo gripe

drenagem de uma bolha no pénis

sensibilidade ao toque

reação alérgica

infeção por fungos da pele

infeção

infeção das vias respiratórias

corte na pele

ferida aberta

acumulação de sangue fora de um vaso sanguíneo no escroto

lesão de articulações

sensação/som como de estalido que indica fratura do pénis

aumento do açúcar no sangue

aumento da tensão arterial

retenção de líquidos

dor nas costas

dor e desconforto na virilha

espessamento próximo do ligamento na base do pénis

sensibilidade ao toque no ligamento na base do pénis

dores de cabeça

tonturas

sabor desagradável

sensação anormal

sensação de queimadura

aumento/diminuição da sensibilidade aos estímulos dos sentidos

sonhos anormais

depressão

evitar relações sexuais

micção dolorosa/aumentada

tecido cicatricial no pénis

afeção do pénis

agravamento da doença de Peyronie

disfunção sexual

vermelhidão, inchaço e dor no escroto

desconforto e equimose genital

dor pélvica

diminuição do tamanho do pénis

formação de um coágulo no interior da veia do pénis

tosse

pequena área de inflamação

suores noturnos

ferida na pele do pénis

erupção da pele que produz vermelhidão

afeção/irritação da pele

acumulação de sangue fora dos vasos sanguíneos

nódoas negras

doença dos vasos linfáticos

inflamação das veias superficiais

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste

folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.Também poderá comunicar efeitos secundários

diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V. Ao comunicar

efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

5.

Como conservar Xiapex

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

O seu médico não deverá utilizar este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem

exterior e no rótulo do frasco para injetáveis após VAL. O prazo de validade corresponde ao último

dia do mês indicado.

Conservar no frigorífico (2

°

°

C). Não congelar.

É recomendada a utilização imediata do medicamento, após a reconstituição. O Xiapex reconstituído

pode ser mantido à temperatura ambiente (20°C-25°C) durante um período máximo de 1 hora ou no

frigorífico 2°C-8°C por um período máximo de 4 horas antes da administração. Se refrigerada, a

solução reconstituída deve ser deixada à temperatura ambiente (20°C-25°C) aproximadamente durante

15 minutos, antes da utilização.

O seu médico não deve utilizar Xiapex se a solução reconstituída apresentar alteração na cor ou

partículas. A solução deve ser transparente, incolor sem grumos ou flocos ou partículas.

O seu médico irá ter os cuidados necessários no armazenamento, manuseamento e eliminação do

Xiapex. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger

o ambiente.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Xiapex

A substância ativa é a colagenase de clostridium histolyticum. Cada frasco para injetáveis de

Xiapex contém 0,9 mg de colagenase de clostridium histolyticum.

Os outros componentes são sacarose, trometamol e ácido clorídrico a 2,4% p/p (para ajuste do

pH).

O solvente contém cloreto de cálcio di-hidratado, cloreto de sódio e água para preparações

injetáveis.

Qual o aspeto de Xiapex e conteúdo da embalagem

O Xiapex é um pó e solvente para solução injetável. O pó liofilizado branco é fornecido num frasco

para injetáveis de 3 ml, transparente, de vidro tipo I com uma rolha de borracha, selo de alumínio e

cápsula de plástico de fecho de abertura fácil.

O solvente que é utilizado para dissolver o pó é um líquido límpido e incolor. São fornecidos 3 ml de

solução num frasco para injetáveis transparente de 5ml, de vidro tipo I com uma rolha de borracha,

selo de alumínio e cápsula de plástico de fecho de abertura fácil.

O Xiapex é fornecido numa embalagem contendo 1 frasco para injetáveis do pó de Xiapex e 1 frasco

para injetáveis de solvente.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Swedish Orphan Biovitrum AB (publ), SE-112 76 Stockholm, Suécia

Fabricante

Swedish Orphan Biovitrum AB (publ), SE-112 76 Stockholm, Suécia

Este folheto foi revisto pela última vez em

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu/

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A informação que se segue destina-se apenas aos doentes com doença de Peyronie:

Instruções sobre como esticar cuidadosamente o seu pénis

Estique cuidadosamente o seu pénis 3 vezes por dia. Estique o seu pénis apenas se este não

estiver rígido (ereto).

Com uma mão, segure na ponta do seu pénis com os dedos. Com a outra mão, segure na base

do pénis com os dedos (ver a ilustração abaixo).

Cuidadosamente puxe o seu pénis para o lado oposto ao do corpo até atingir o comprimento

total e mantenha-o esticado durante 30 segundos.

Solte a ponta do pénis e deixe que o pénis volte ao comprimento normal.

Instruções sobre como endireitar cuidadosamente o seu pénis

Cuidadosamente endireite o seu pénis uma vez por dia. Só pode endireitar o seu pénis se tiver

uma ereção que acontece sem qualquer atividade sexual (ereção espontânea). Dobrar o seu pénis

não deverá causar dor ou desconforto.

Com uma mão segure no seu pénis. Com a outra mão, dobre cuidadosamente o seu pénis na

direção oposta à da curvatura (ver ilustração abaixo). Mantenha o pénis nesta posição mais

direita durante 30 segundo e depois solte-o.

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A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:

Instruções para utilização e manuseamento

Contratura de Dupuytren

1.

Preparação – Procedimento para reconstituição

O frasco para injetáveis de dose única que contém Xiapex e o frasco para injetáveis de dose única que

contém o solvente para solução injetável para reconstituição devem ser refrigerados.

Antes de utilizar, retire o frasco para injetáveis que contém o pó liofilizado de Xiapex e o frasco

para injetáveis que contém o diluente para reconstituição do frigorífico e deixe que os dois

frascos para injetáveis atinjam a temperatura ambiente durante pelo menos 15 minutos e não

mais de 60 minutos. Inspecione visualmente o frasco para injetáveis que contém Xiapex. O bolo

de pó liofilizado deve estar intacto e ter uma cor branca.

Confirme a articulação a ser tratada (metacarpofalângica [MF] ou interfalângica proximal

[IFP]), uma vez que o volume de solvente necessário para a reconstituição é determinado pelo

tipo de articulação (articulações IFP requerem um volume menor para a injeção).

Após remoção da cápsula de fecho de destacar de cada frasco para injetáveis, utilizando uma

técnica assética, desinfete a rolha de borracha e a superfície circundante do frasco para

injetáveis que contém Xiapex e do frasco para injetáveis que contém o diluente para a

reconstituição com álcool estéril (não devem ser utilizados outros antisséticos).

Utilize apenas o diluente fornecido para a reconstituição. O diluente contém cálcio que é

necessário para a atividade de Xiapex.

Utilizando uma seringa com graduações de 0,01 ml com uma agulha de 12-13 mm de calibre 27

(não fornecida), extraia o volume correto do diluente fornecido:

0,39 ml de solvente para cordões que afetem uma articulação MF na contratura de

Dupuytren

0,31 ml de solvente para cordões que afetem uma articulação IFP na contratura de

Dupuytren

Injete o diluente lentamente dirigindo-o para os lados do frasco para injetáveis que contém

o pó

liofilizado de Xiapex. Não inverta o frasco para injetáveis ou agite a solução. Mexa lentamente

a solução para assegurar que todo o pó liofilizado é dissolvido.

A solução reconstituída de Xiapex pode ser mantida à temperatura ambiente (20º a 25ºC)

durante uma hora ou a 2º a 8°C durante 4 horas antes da administração. Se a solução

reconstituída de Xiapex for refrigerada, deixe que a solução atinja a temperatura ambiente

durante aproximadamente 15 minutos antes de utilizar.

Elimine a seringa e a agulha utilizadas para a reconstituição e o frasco para injetáveis do

diluente.

Ao administrar duas injeções na mesma mão durante uma visita de tratamento, utilize uma

seringa e frasco para injetáveis de solução reconstituída separados (contendo 0,58 mg de

Xiapex) para a segunda injeção. Repita os passos 1 a 8.

2.

Identificação da zona de tratamento

Antes de cada ciclo de tratamento, identifique a zona de tratamento como se segue:

Confirme a articulação a ser tratada (metacarpofalângica [MF] ou interfalângica proximal

[IFP]), uma vez que o volume de solvente necessário para a reconstituição é determinado pelo

tipo de articulação (articulações IFP requerem um volume menor para a injeção).

3.

Procedimento de injeção

Não é recomendada a administração de um anestésico local antes da injeção do Xiapex, uma vez que

pode interferir com a correta colocação da injeção.

A solução de Xiapex reconstituída deve ser límpida. A solução, deve ser inspecionada

visualmente para deteção de partículas e alteração de cor antes da administração. Se a solução

contiver partículas, se estiver turva ou apresentar alteração de cor, não deve ser injetada.

Reconfirme qual é o cordão a ser injetado. O local escolhido para a injeção, deve ser a área onde

existe uma separação máxima entre o cordão contraído e os tendões flexores adjacentes e onde a

pele não está intimamente ligada ao cordão.

Ao administrar duas injeções na mesma mão durante uma visita de tratamento, comece pelo

dedo afetado no aspeto mais ulnar da mão e continue em direção ao aspeto radial (p. ex., quinto

dedo para o dedo indicador). Em cada dedo, comece com a articulação afetada no aspeto mais

proximal do dedo e continue em direção ao aspeto distal (p. ex., MF a IFP). Para cada injeção,

siga os passos 4 - 10.

Aplique um antissético no local de injeção e deixe a pele secar.

Utilizando uma nova seringa estéril, com graduações de 0,01 ml e uma agulha de 12 ou 13 mm,

permanentemente fixa, de calibre 26 ou 27 gauge (não fornecida), retire o

volume adequado da

solução reconstituída

necessário para administrar uma dose de 0,58 mg de Xiapex.

0,25 ml de Xiapex reconstituído para cordões que afetem articulação MF ou

0,20 ml de Xiapex reconstituído para cordões que afetem articulação IFP.

Tenha especial cuidado com os cordões à medida que estes se aproximam da área digital de

flexão da articulação IFP. Se injetar num cordão que afete a articulação IFP ou o quinto dedo

(mindinho), deve ter-se cuidado para injetar o mais próximo possível da prega palmar e não

inserir a agulha mais do que 2 mm a 3 mm de profundidade. Para articulações IFP não injete a

mais de 4 mm distal da prega palmar.

Com a sua mão não dominante, segure na mão do doente a ser tratada, aplicando

simultaneamente tensão no cordão. Com a sua mão dominante, coloque a agulha no cordão,

tendo o cuidado de manter a agulha dentro do cordão. Evite que a ponta da agulha passe

completamente através do cordão de forma a minimizar a injeção de Xiapex em outros tecidos

que não o cordão. Após a inserção da agulha, se existir alguma preocupação da agulha poder

estar no tendão flexor, aplique um pequeno movimento passivo na articulação interfalângica

distal (IFD). Se o doente suspeitar ou detetar parestesia aquando a inserção da agulha, retire a

agulha e recoloque-a no cordão. Se a agulha estiver na localização adequada, será notada

alguma resistência durante o procedimento de injeção. Veja a Figura 1 em baixo para uma

ilustração da técnica de injeção.

Após confirmar que a agulha está corretamente posicionada no cordão, injete aproximadamente

um terço da dose.

Depois, mantendo sempre a agulha debaixo da pele, retire a ponta da agulha do cordão e

reposicione-a numa posição ligeiramente mais distal (aproximadamente 2-3 mm) da injeção

inicial do cordão e injete outro terço da dose.

Outra vez, mantendo sempre a agulha debaixo da pele, retire a ponta da agulha do cordão e

reposicione-a uma terceira vez, numa posição ligeiramente mais proximal (aproximadamente 2-

3 mm) da injeção inicial do cordão e injete a última porção da dose no cordão (ver Figura 2).

As figuras 1 e 2 em baixo são meramente ilustrativas e podem não ser representativas da localização

precisa das estruturas anatómicas num doente individual.

Figura 1: Ilustração da técnica de injeção.

Figura 2: Três passos para injetar o Xiapex no cordão.

Envolva a mão tratada do doente com uma gaze volumosa, suave.

Após a injeção, rejeite a porção não utilizada da solução reconstituída e do solvente. Não

armazene, reserve ou utilize nenhum frasco contendo a solução reconstituída ou solvente não

utilizados.

Os doentes devem ser instruídos para:

Não fletir ou estender os dedos da mão injetada, de forma a reduzir a extravasão do

Xiapex para fora do cordão, até que o procedimento de extensão do dedo esteja

concluído.

Não tentar em nenhum momento, romper o cordão injetado por automanipulação.

Elevar a mão injetada tanto quanto possível até ao dia seguinte ao procedimento de

extensão do dedo.

Para prontamente contactarem o seu médico se existir evidência de uma infeção (por ex.

febre, calafrios, aumento da vermelhidão ou edema) ou problemas a fletir o dedo, após o

inchaço diminuir (sintomas de rutura de tendão).

Voltar ao seu médico aproximadamente 24 – 72 horas após cada injeção para exame à

mão injetada e para uma possível extensão do dedo para rutura do cordão.

4.

Procedimento de extensão do dedo

Na visita de seguimento aproximadamente 24 – 72 horas após a injeção, verifique se a

contratura foi resolvida. Se a contractura do cordão permanecer, será efetuado um procedimento

passivo de extensão do dedo como tentativa de romper o cordão.

No caso de se tratarem duas articulações afetadas num dedo, efetue o procedimento de extensão

do dedo no cordão que afeta a articulação MI antes de efetuar o procedimento no cordão que

afeta a articulação IFP.

Se necessário, pode ser utilizada uma anestesia local, durante o procedimento de extensão do

dedo.

Enquanto o pulso do doente estiver na posição fletida, aplique uma pressão moderada de

alongamento ao cordão injetado, estendendo o dedo por aproximadamente 10 a 20 segundos.

Para cordões que afetem a articulação IFP, efetue o procedimento de extensão do dedo,

enquanto a articulação MF está numa posição fletida.

Se o primeiro procedimento de extensão do dedo não resultar na rutura do cordão, uma segunda

e terceira tentativa podem ser efetuadas com intervalos de 5 a 10 minutos. Não são

recomendadas mais de 3 tentativas por articulação afetada para romper o cordão.

Se, após 3 tentativas de extensão por cordão, o cordão não rompeu, uma visita de

acompanhamento pode ser agendada aproximadamente 4 semanas após a injeção. Se, na visita

subsequente a contratura do cordão persistir, pode ser administrada uma injeção adicional e ser

efetuado um procedimento de extensão do dedo.

Após o(s) procedimento(s) de extensão do dedo e após colocar uma tala ao doente (com a

articulação tratada numa extensão máxima), os doentes devem ser instruídos para:

Não efetuarem atividades extremas com a mão injetada até que sejam informados que o

podem fazer.

Utilizarem a tala na hora de dormir durante 4 meses.

Efetuarem séries de exercícios de flexão de extensão do dedo, várias vezes ao dia durante

vários meses.

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A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:

Instruções para utilização e manuseamento

Doença de Peyronie

1.

Preparação – Procedimento para reconstituição

O frasco para injetáveis de dose única que contém Xiapex e o frasco para injetáveis de dose única que

contém o solvente para solução injetável para reconstituição devem ser refrigerados.

Antes de utilizar, retire o frasco para injetáveis que contém o pó liofilizado de Xiapex e o frasco

para injetáveis que contém o diluente para reconstituição do frigorífico e deixe que os dois

frascos para injetáveis atinjam a temperatura ambiente durante pelo menos 15 minutos e não

mais de 60 minutos. Inspecione visualmente o frasco para injetáveis que contém Xiapex. O bolo

de pó liofilizado deve estar intacto e ter uma cor branca.

Após remoção da cápsula de fecho de destacar de cada frasco para injetáveis, utilizando uma

técnica assética, desinfete a rolha de borracha e a superfície circundante do frasco para

injetáveis que contém Xiapex e do frasco para injetáveis que contém o diluente para a

reconstituição com álcool estéril (não devem ser utilizados outros antisséticos).

Utilize apenas o diluente fornecido para a reconstituição. O diluente contém cálcio que é

necessário para a atividade de Xiapex.

Utilizando uma seringa com graduações de 0,01 ml com uma agulha de 12-13 mm de calibre 27

(não fornecida), extraia o volume correto do

diluente fornecido

0,39 ml de solvente para a placa peniana na doença de Peyroni

Injete o diluente lentamente dirigindo-o para os lados do frasco para injetáveis que contém

o pó

liofilizado de Xiapex. Não inverta o frasco para injetáveis ou agite a solução. Mexa lentamente

a solução para assegurar que todo o pó liofilizado é dissolvido.

A solução reconstituída de Xiapex pode ser mantida à temperatura ambiente (20º a 25ºC)

durante uma hora ou refrigerado a 2º a 8°C durante 4 horas antes da administração. Se a solução

reconstituída de Xiapex for refrigerada, deixe que a solução atinja a temperatura ambiente

durante aproximadamente 15 minutos antes de utilizar.

Elimine a seringa e a agulha utilizadas para a reconstituição e o frasco para injetáveis do

diluente.

2.

Identificação da zona de tratamento

Antes de cada ciclo de tratamento, identifique a zona de tratamento como se segue:

Induza a ereção do pénis

Localize a placa no ponto de concavidade máxima (ou ponto focal) na curvatura do pénis

Marque o ponto com um marcador cirúrgico. Este indica a zona alvo na placa para

deposição de Xiapex

3.

Procedimento de injeção

A solução de Xiapex reconstituída deve ser límpida. A solução, deve ser inspecionada

visualmente para deteção de partículas e alteração de cor antes da administração. Se a solução

contiver partículas, se estiver turva ou apresentar alteração de cor, não deve ser injetada.

Aplique um antissético no local de injeção e deixe a pele secar.

Administre o anestésico local adequado, se desejado.

Utilizando uma seringa nova sem conetor com graduações de 0,01 ml, com uma agulha de

12-13 mm de calibre 27 permanentemente fixa (não fornecida), extraia um volume de 0,25 ml

solução reconstituída (contendo 0,58 mg de Xiapex)

O pénis deve estar no estado flácido antes de Xiapex ser injetado. Coloque a ponta da agulha no

lado da placa alvo alinhando-a com o ponto de concavidade máxima. Oriente a agulha de modo

a que penetre na placa pelo lado, e NÃO para baixo ou perpendicularmente na direção dos

corpos cavernosos.

Introduza e avance a agulha transversalmente através da largura da placa, na direção do lado

oposto da mesma sem a atravessar completamente. A posição correta da agulha é verificada e

confirmada sentindo uma resistência à pressão mínima do êmbolo da agulha.

Com a ponta da agulha colocada na placa, inicie a injeção mantendo uma pressão constante para

injetar lentamente o medicamento na placa. Retire lentamente a agulha para depositar a dose

completa ao longo do trajeto da agulha na placa. Em placas que têm apenas alguns milímetros

de largura, a distância de retirada da seringa pode ser muito pequena. O objetivo é sempre o de

depositar a dose completa em toda a placa.

Após retirar completamente a agulha, exerça uma ligeira pressão no local de injeção. Aplique

um penso se necessário.

Elimine a porção não utilizada da solução reconstituída e o diluente após cada injeção. Não

conserve, adicione ou utilize quaisquer frascos para injetáveis contendo a solução reconstituída

ou diluente não utilizados.

A segunda injeção de cada ciclo de tratamento deve ser efetuada a uma distância de

aproximadamente 2 a 3 mm da primeira injeção.

4.

Procedimento de modelação peniana

A modelação peniana ajuda a aliviar a deformidade em curvatura e a endireitar o eixo do pénis. Na

visita de seguimento, 1 a 3 dias após a segunda injeção de cada ciclo de tratamento, efetue um

procedimento de modelação peniana (como descrito abaixo) no pénis flácido para esticar e alongar a

placa tratada que Xiapex rompeu:

Se desejado, administre o anestésico local adequado.

Usando luvas, agarre na placa ou porção endurecida do pénis flácido a uma distância de

cerca de 1 cm proximal e distal do local de injeção. Evite exercer uma pressão direta

sobre o local de injeção.

Utilizando a placa alvo como ponto de apoio, use as duas mãos para aplicar com firmeza

uma pressão constante para alongar e esticar a placa. O objetivo é criar gradualmente uma

curvatura oposta à curvatura do pénis do doente, esticando até ao ponto de resistência

moderada. Mantenha a pressão durante 30 segundos e depois liberte.

Após um período de repouso de 30 segundos, repita a técnica de modelação peniana até

um total de 3 tentativas de modelação com 30 segundos para cada tentativa.

Depois, devem ser dadas instruções ao doente para ele próprio efetuar as atividades de modelação

peniana em casa todos os dias durante o período de 6 semanas após a visita ao médico para modelação

da placa peniana de cada ciclo de tratamento, de acordo com as instruções detalhadas apresentadas no

folheto informativo.

ANEXO IV

CONCLUSÕES CIENTÍFICAS E FUNDAMENTOS DA ALTERAÇÃO DOS TERMOS DA

AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Conclusões científicas

Tendo em conta o relatório de avaliação do PRAC sobre o RPS para a colagenase de clostridium

histolyticum (tratamento da contratura de Dupuytren e tratamento da doença de Peyronie), as

conclusões científicas do CHMP são as seguintes:

O titular da AIM submeteu, com este RPS, uma revisão cumulativa de casos notificados de

intolerância ao frio que abrangem o período deste RPS. Cumulativamente, foram notificados 5 casos

de intolerância à temperatura, 5 casos de sensação de frio periférica, 3 casos de distúrbio vascular

periférico e 5 casos de fenómeno de Raynaud. Dois destes casos apresentaram um desfecho positivo

com a retirada do fármaco, 8 tiveram um desfecho negativo com a retirada do fármaco/continuam por

resolver, e em 8 casos desconhece-se o desfecho. Da informação disponível, é possível observar-se

que os dedos que foram tratados foram afetados e que ficam brancos e/ou frios em resposta ao clima

frio. O fenómeno desenvolveu-se em alguns casos vários meses após a injeção. Contudo, o

desenvolvimento de sensação de frio periférica pode ser considerado um efeito secundário grave com

influência na capacidade para trabalhar em alguns doentes. Os sintomas podem incluir dor, alteração

da sensação ou alterações de cor e pode causar morbilidade debilitante que afeta a vida dos doentes. É

também conhecido por fasciectomia e pode manifestar-se após uma intervenção cirúrgica ou trauma

dos membros superiores. Para além disso, foram notificados dois casos na literatura após o tratamento

da contratura de Dupuytrens com colagenase de clostridium histolyticum com novo aparecimento de

intolerância ao frio. A patofisiologia da sensibilidade ao frio enquanto complexo de sintomas que

ocorrem após uma lesão não é bem compreendida e, até à data, não se conhecem terapêuticas que

possam prevenir o desenvolvimento da síndrome ou como lidar com a mesma. Os sintomas tendem a

desaparecer ou a exacerbar-se com o passar do tempo. Com base na evidência disponível, o PRAC

concluiu que a “intolerância ao frio nos dedos tratados” deve ser acrescentada como reação adversa

medicamentosa nova, com uma frequência “pouco frequente”, na secção 4.8 do RCM e na secção 4 do

Folheto Informativo.

O CHMP concorda com as conclusões científicas do PRAC.

Fundamentos da alteração dos termos da autorização de introdução no mercado

Com base nas conclusões científicas relativas à colagenase de clostridium histolyticum (tratamento da

contratura de Dupuytren e tratamento da doença de Peyronie), o CHMP considera que o perfil de

benefício-risco do medicamento que contém colagenase de clostridium histolyticum se mantém

inalterado na condição de serem introduzidas as alterações propostas na informação do medicamento.

O CHMP recomenda a alteração dos termos da autorização de introdução no mercado.