Vimizim

Evrópusambandið - portúgalska - EMA (European Medicines Agency)

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Opinber matsskýrsla PAR
Virkt innihaldsefni:
n-acetilgalactosamina-6-sulfatase humana recombinante (rhgalns)
Fáanlegur frá:
BioMarin International Limited
ATC númer:
A16AB12
INN (Alþjóðlegt nafn):
elosulfase alfa
Meðferðarhópur:
Outro aparelho digestivo e metabolismo produtos,
Lækningarsvæði:
Mucopolissacaridose IV
Ábendingar:
Vimizim está indicado para o tratamento de mucopolissacaridose, tipo IVA (Síndrome de Morquio A, MPS IVA) em pacientes de todas as idades.
Vörulýsing:
Revision: 11
Leyfisstaða:
Autorizado
Leyfisnúmer:
EMEA/H/C/002779
Leyfisdagur:
2014-04-27
EMEA númer:
EMEA/H/C/002779

Skjöl

Opinber matsskýrsla Opinber matsskýrsla - búlgarska
Opinber matsskýrsla Opinber matsskýrsla - tékkneska
Opinber matsskýrsla Opinber matsskýrsla - eistneska
Opinber matsskýrsla Opinber matsskýrsla - lettneska
Opinber matsskýrsla Opinber matsskýrsla - litháíska
Opinber matsskýrsla Opinber matsskýrsla - ungverska
Opinber matsskýrsla Opinber matsskýrsla - maltneska
Opinber matsskýrsla Opinber matsskýrsla - hollenska
Opinber matsskýrsla Opinber matsskýrsla - rúmenska
Opinber matsskýrsla Opinber matsskýrsla - slóvakíska
Opinber matsskýrsla Opinber matsskýrsla - slóvenska
Samantekt á eiginleikum vöru Samantekt á eiginleikum vöru - norskt bókmál
Opinber matsskýrsla Opinber matsskýrsla - króatíska

B. FOLHETO INFORMATIVO

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Vimizim 1 mg/ ml concentrado para solução para perfusão

elosulfase alfa

Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de

nova informação de segurança. Poderá ajudar, comunicando quaisquer efeitos secundários que tenha.

Para saber como comunicar efeitos secundários, veja o final da secção 4.

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico. Ver secção 4.

O que contém este folheto

O que é Vimizim e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de administrar Vimizim

Como é administrado Vimizim

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Vimizim

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é Vimizim e para que é utilizado

Vimizim contém uma enzima chamada elosulfase alfa, que pertence a um grupo de medicamentos

conhecido como terapêuticas de substituição enzimática. É utilizado para tratar adultos e crianças com

Mucopolissacaridose Tipo IVA (doença MPS IVA, também conhecido por Síndrome de Morquio A).

Em pessoas com a doença MPS IVA quer tenham um nível nulo ou insuficiente de uma enzima

chamada N-acetilgalactosamina-6-sulfatase, uma enzima que degrada substâncias específicas no

corpo, como o sulfato de queratano, que pode ser encontrado em muitos tecidos no corpo, incluindo

cartilagens e ossos. Em consequência, estas substâncias específicas não são degradadas e processadas

pelo organismo como deviam. Acumulam-se nos tecidos do corpo interferindo com o seu normal

funcionamento e provocando os sintomas da MPS IVA, como por exemplo a dificuldade em andar, a

dificuldade em respirar, a altura baixa e a perda de audição.

Como funciona o Vimizim

Esta enzima consegue substituir a enzima natural N-acetilgalactosamina-6-sulfatase, que está ausente

nos doentes com MPS IVA. O tratamento mostrou melhorar a capacidade de andar e reduzir os níveis

de sulfato de queratano no corpo. Este medicamento pode melhorar os sintomas da MPS IVA.

2.

O que precisa de saber antes de administrar Vimizim

Não receba Vimizim

Se já teve reações alérgicas com risco de vida à elosulfase alfa ou a qualquer um dos outros

componentes deste medicamento (indicados na secção 6).

Advertências e precauções

Se for tratado com Vimizim, pode desenvolver reações à perfusão (administração “gota a gota”).

Uma reação à perfusão consiste em qualquer efeito secundário, incluindo reacção alérgica, que

ocorra durante a perfusão ou no dia a seguir à perfusão (ver a secção 4). Se ocorrer uma reacção

deste tipo,

deve contactar imediatamente o seu médico.

Se tiver uma reacção alérgica durante a perfusão, o seu médico pode abrandar ou interromper a

sua perfusão. O seu médico também pode dar-lhe medicamentos adicionais para gerir quaisquer

reações alérgicas (por ex., anti- histamínicos e/ou corticosteróides).

Se tiver dores nas costas, dormência nos braços ou nas pernas, ou falta de controlo sobre a urina

ou as fezes

deve contactar imediatamente o seu médico

Estes problemas podem fazer parte da

doença e podem ser causados por pressão na sua espinal medula

,

Outros medicamentos e Vimizim

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a

tomar outros medicamentos.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Não deve receber Vimizim durante a gravidez, a menos que tal seja claramente necessário. Não se

sabe se Vimizim é ou não excretado no leite materno. Converse com o seu médico sobre se os

benefícios de tomar Vimizim são superiores ao risco potencial para o seu recém-nascido enquanto está

a amamentar. Não se sabe se Vimizim tem impacto na fertilidade humana. Não se observaram efeitos

na fertilidade em animais.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Foram observadas tonturas em alguns doentes durante a perfusão com Vimizim. Informe o seu médico

se sentir tonturas depois da sua perfusão, especialmente antes de conduzir ou utilizar qualquer

máquina em que as tonturas podem representar perigo.

O Vimizim contém sódio e sorbitol (E420)

Este medicamento contém 8 mg de sódio (o principal componente do sal de cozinha/mesa) em cada

frasco para injetáveis de 5 ml. Esta quantidade é equivalente a 0,4% da dose diária recomendada de

sódio para um adulto.

Este medicamento contém 100 mg de sorbitol em cada frasco para injetáveis de 5 ml, o que é

equivalente a 40 mg/kg.

O sorbitol é uma fonte de frutose. Se você (ou o seu filho) tiverem intolerância hereditária à frutose

(IHF), uma doença genética rara, não deverão receber este medicamento, a menos que tal seja

recomendado pelo médico. Os doentes com IHF não conseguem decompor a frutose, o que pode

provocar efeitos secundários graves.

Deve informar o seu médico antes de receber este medicamento caso você (ou o seu filho) tenham IHF

ou caso o seu filho tenha deixado de tolerar alimentos ou bebidas doces por se sentir maldisposto,

vomitar ou apresentar efeitos desagradáveis, como inchaço abdominal, cólicas ou diarreia.

3.

Como é administrado Vimizim

O seu médico ou enfermeiro irão administrar-lhe Vimizim através de uma perfusão numa veia.

O medicamento tem de ser diluído antes de ser administrado. O seu médico ou enfermeiro irá dar-lhe

alguns medicamentos antes do tratamento, para reduzir reações alérgicas e podem também ser-lhe

administrados medicamentos para ajudar a controlar a febre.

Dose

A dose que recebe é baseada no seu peso corporal. O regime posológico recomendado para adultos e

crianças é de 2 mg/kg de peso corporal, administrado uma vez por semana, todas as semanas, através

de soro administrado numa veia (por perfusão intravenosa). Cada perfusão será administrada ao longo

de aproximadamente 4 horas. O tratamento com Vimizim destina-se a ser iniciado tão cedo quanto

possível e previsto a utilização de longo prazo.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou enfermeiro.

4.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se

manifestem em todas as pessoas.

Os efeitos secundários observaram-se sobretudo enquanto o medicamento estava a ser administrado

aos doentes, ou pouco depois (“reações à perfusão”). Os efeitos secundários mais graves foram

reações alérgicas graves (observadas com pouca frequência – podem afectar até 1 em 100 pessoas) e

vómitos ligeiros a moderados (observados com muita frequência – podem afectar mais de 1 em

10 pessoas). Os sintomas de uma reacção alérgica incluem erupção na pele, comichão ou urticária na

pele (observadas com frequência – podem afetar até 1 em 10 pessoas).

Caso tenha dificuldade em

engolir ou em falar, muita falta de ar ou pieira, inchaço da cara ou dos lábios, tonturas ou pulso

fraco, estes sintomas podem indicar uma reação alérgica grave e deve contactar o seu médico

imediatamente

. Consoante a gravidade dos efeitos secundários, o seu médico pode abrandar ou

interromper temporariamente a perfusão e/ou dar-lhe outros medicamentos para reduzir os efeitos de

uma reacção alérgica (por ex., anti- histamínicos e/ou corticosteróides) ou para reduzir a febre

(antipiréticos).

Os efeitos secundários muito frequentes incluem sintomas de reações à perfusão, como por exemplo

dor de cabeça, náuseas, febre, calafrios e dor de barriga. Outras reações adversas muito frequentes

foram diarreia, dor na boca e na garganta, tonturas e dificuldade em respirar.

Os efeitos secundários frequentes observados foram dor muscular.

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste

folheto, fale com o seu médico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos secundários

diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V. Ao comunicar

efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

5.

Como conservar Vimizim

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem e no frasco para

injetáveis após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Frascos para injetáveis por abrir:

Conservar no frigorífico (2°C – 8°C).

Não congelar.

Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

Não utilize Vimizim se a solução estiver descolorada ou se contiver partículas visíveis.

Após a diluição:

Uma vez diluído, o medicamento deve ser utilizado de imediato. Caso não seja utilizado

imediatamente, os tempos e condições de conservação em utilização são da responsabilidade do

utilizador e não devem, normalmente, exceder 24 horas entre 2°C – 8°C, seguindo-se até 24 horas

entre 23°C – 27°C durante a administração.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger

o ambiente.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Vimizim

A substância ativa é elosulfase alfa. Cada ml de concentrado contém 1 mg de elosulfase alfa.

Cada frasco para injetáveis de 5 ml contém 5 mg de elosulfase alfa.

Os outros componentes são: acetato de sódio tri-hidratado; di-hidrogenofosfato de sódio mono-

hidratado (ver a secção 2, em “Este medicamento contém sódio”); cloridrato de arginina,

sorbitol, polissorbato 20 e água para preparações injetáveis (ver secção 2 sob “Vimizim contém

sódio e sorbitol (E420)”).

Qual o aspecto de Vimizim e conteúdo da embalagem

Vimizim é apresentado sob a forma de concentrado para solução para perfusão (concentrado estéril).

O concentrado transparente a ligeiramente opalescente e incolor a amarelo-claro tem de estar isento de

partículas visíveis. A solução tem de ser mais diluída antes de poder ser utilizada para perfusão.

Apresentações

:

1 frasco para injetáveis de 5 ml.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

BioMarin International Limited

Shanbally, Ringaskiddy

County Cork, P43 R298

Irlanda

Fabricante

BioMarin International Limited

Shanbally, Ringaskiddy

County Cork, P43 R298

Irlanda

Este folheto foi revisto pela última vez em MM/AAAA

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu. Também existem links para outros sítios da

internet sobre doenças raras e tratamentos.

<------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------>

A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:

Vimizim não deve ser misturado com outros medicamento na mesma perfusão, à excepção dos

referidos abaixo.

Cada frasco para injetáveis de Vimizim destina-se a uma única utilização. O Vimizim tem de ser

diluído com solução de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) para perfusão, utilizando técnica asséptica.

A solução de Vimizim diluída deve ser administrada aos doentes utilizando um conjunto para

perfusão. Poder ser usado um conjunto para perfusão equipado com um filtro em linha de 0,2 µm.

Qualquer produto não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

Preparação da perfusão de Vimizim (Utilizar técnica asséptica)

O número de frascos para injetáveis a ser diluído, com base no peso individual de cada doente, tem

de ser determinado e retirado do frigorífico aproximadamente previamente, para permitir que

atinjam os 23°C – 27°C. Não aquecer nem colocar os frascos para injetáveis no microondas. O

regime posológico recomendado é de 2 mg/kg de peso corporal, administrado uma vez por semana,

todas as semanas, através de soro administrado numa veia (por perfusão intravenosa). Cada

perfusão leva cerca de 4 horas.

Peso do doente (kg) multiplicado por 2 (mg/kg) = Dose do doente (mg)

Dose do doente (mg) dividida por 1 (mg/ml de concentrado de Vimizim) = Número total de ml

de Vimizim

Quantidade total (ml) de Vimizim dividida por 5 ml por frasco para injetáveis = Número total

de frascos para injetáveis

O número total calculado de frascos para injetáveis é arredondado para cima, para o valor inteiro

seguinte de frascos para injetáveis.

Obtém-se um saco de perfusão contendo solução para perfusão de cloreto de sódio a 9 mg/ml

(0,9%), adequado para a administração intravenosa. O volume total da perfusão é determinado

através do peso corporal do doente.

Os doentes que pesem menos de 25 kg devem receber um volume total de 100 ml.

Os doentes que pesem 25 kg ou mais devem receber um volume total de 250 ml.

Antes da diluição, cada frasco deve ser inspeccionado quanto à presença de partículas e

descoloração. A solução transparente a ligeiramente opalescente e incolor a amarelo-clara tem de

estar isenta de partículas visíveis. Não agitar os frascos para injetáveis.

Deve retirar-se do saco de perfusão, e eliminar-se, um volume de solução de cloreto de sódio a

9 mg/ml (0,9%) de 100 ml ou 250 ml, igual ao volume total de Vimizim a ser adicionado.

O volume calculado de Vimizim é retirado lentamente do número adequado de frascos para

injetáveis, tendo o cuidado de evitar agitação excessiva.

O volume de Vimizim deve ser adicionado lentamente à solução para perfusão de cloreto de sódio

a 9 mg/ml (0,9%).

Quando diluído com 100 ml de solução para perfusão de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9 %);

taxa inicial será de 3 ml/h. A taxa de perfusão pode ser aumentada a cada 15 minutos, da seguinte

forma: primeiro aumentar a taxa para 6 ml/h, depois aumentar a taxa a cada 15 minutos em

incrementos de 6 ml/h até atingir uma taxa máxima de 36 ml/h.

Quando diluído com 250 ml de solução para perfusão de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9 %);

taxa inicial será de 6 ml/h. A taxa de perfusão pode ser aumentada a cada 15 minutos, da seguinte

forma: primeiro aumentar a taxa para 12 ml/h, depois aumentar a taxa a cada 15 minutos em

incrementos de 12 ml/h até atingir uma taxa máxima de 72 ml/h.

Peso do

doente

(kg)

Volume

total de

perfusão

(ml)

Etapa 1

Taxa

inicial de

perfusão

0-

15 minutos

(ml/h)

Etapa 2

15-30

minutos

(ml/h)

Etapa 3

30-45

minutos

(ml/h)

Etapa 4

45-60

minutos

(ml/h)

Etapa 5

60-75

minutos

(ml/h)

Etapa 6

75-90

minutos

(ml/h)

Etapa 7

90+

minutos

(ml/h)

< 25

≥ 25

A taxa de perfusão pode ser aumentada conforme tolerado pelo doente.

A solução diluída deve ser misturada cuidadosamente antes da perfusão.

A solução diluída deve ser inspeccionada visualmente quanto à presença de partículas antes da

utilização. Não utilizar se a solução estiver descolorada ou se contiver partículas

A solução diluída deve ser utilizada de imediato. Caso não seja utilizada imediatamente, os tempos

e condições de conservação em utilização são da responsabilidade do utilizador e não devem,

normalmente, exceder 24 horas entre 2°C – 8°C, seguindo-se até 24 horas entre 23°C – 27°C

durante a administração.

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Isto irá permitir a rápida identificação de

nova informação de segurança. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas

de reações adversas. Para saber como notificar reações adversas, ver secção 4.8.

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Vimizim 1 mg/ml concentrado para solução para perfusão

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada ml de solução contém 1 mg de elosulfase alfa*. Cada frasco para injetáveis de 5 ml contém 5 mg

de elosulfase alfa.

*A elosulfase alfa é uma forma recombinante da N- acetilgalactosamina 6-sulfatase humana

(rhGALNS) e é produzida por tecnologia ADN recombinante, utilizando cultura de células de Ovário

de Hamster Chinês.

Excipientes com efeito conhecido:

Cada frasco para injetáveis de 5 ml contém 8 mg de sódio e 100 mg de sorbitol (E420).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Concentrado para solução para perfusão (concentrado estéril).

Uma solução transparente a ligeiramente opalescente e incolor a amarelo-clara.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Vimizim é indicado para o tratamento da mucopolissacaridose, tipo IVA (Síndrome de Morquio A,

MPS IVA) em doentes de todas as idades.

4.2

Posologia e modo de administração

O tratamento deve ser supervisionado por um médico com experiência no tratamento de doentes com

MPS IVA ou com outras doenças metabólicas hereditárias. A administração de Vimizim deve ser

realizada por um profissional de saúde com formação adequada e com capacidade para gerir

emergências médicas. Poderá ser considerada a administração em casa sob a supervisão de um

profissional de saúde devidamente treinado para os doentes que toleram bem as perfusões.

Posologia

A dose recomendada de elosulfase alfa é de 2 mg/kg de peso corporal, administrada uma vez por

semana. O volume total da perfusão deve ser administrado ao longo de cerca de 4 horas (ver a

Tabela 1).

Devido ao potencial de reações de hipersensibilidade com elosulfase alfa, os doentes devem receber

anti-histamínicos com ou sem antipiréticos 30 a 60 minutos antes do início da perfusão (ver secção

4.4).

Populações especiais

Doentes idosos (≥ 65 anos)

A segurança e a eficácia de Vimizim em doentes com mais de 65 anos não foram estabelecidas, não se

podendo recomendar um regime de tratamento alternativo nestes doentes. Desconhece-se se os

doentes idosos respondem ou não de forma diferente dos doentes mais jovens.

População pediátrica

A posologia na população pediátrica é igual à dos adultos. Os dados atualmente disponíveis

encontram-se descritos na secção 4.8 e secção 5.1.

Modo de administração

Apenas para perfusão intravenosa.

Os doentes que pesem menos de 25 kg devem receber um volume total de 100 ml. Quando diluído em

100 ml, a taxa de perfusão inicial deve ser de 3 ml/h. A taxa de perfusão pode ser aumentada conforme

o tolerado, a cada 15 minutos, da seguinte forma: primeiro aumentar a taxa para 6 ml/h, depois

aumentar a taxa a cada 15 minutos em incrementos de 6 ml/h até atingir uma taxa máxima de 36 ml/h.

Os doentes que pesem 25 kg ou mais devem receber um volume total de 250 ml. Quando diluído em

250 ml, a taxa de perfusão inicial deve ser de 6 ml/h. A taxa de perfusão pode ser aumentada conforme

o tolerado, a cada 15 minutos, da seguinte forma: primeiro aumentar a taxa para 12 ml/h, depois

aumentar a taxa a cada 15 minutos em incrementos de 12 ml/h até atingir uma taxa máxima de

72 ml/h.

Tabela 1: Volumes e taxas de perfusão recomendados

*

Peso do

doente

(kg)

Volume

total de

perfusão

(ml)

Etapa 1

Taxa

inicial de

perfusão

0-

15 minutos

(ml/h)

Etapa 2

15-30

minutos

(ml/h)

Etapa 3

30-45

minutos

(ml/h)

Etapa 4

45-60

minutos

(ml/h)

Etapa 5

60-75

minutos

(ml/h)

Etapa 6

75-90

minutos

(ml/h)

Etapa 7

90+

minutos

(ml/h)

< 25

≥ 25

A taxa de perfusão pode ser aumentada conforme tolerado pelo doente.

Para instruções acerca da diluição do medicamento antes da administração, ver secção 6.6.

4.3

Contra-indicações

Hipersensibilidade potencialmente fatal (reacção anafiláctica) à substância ativa ou a qualquer um dos

excipientes mencionados na secção 6.1 (ver secção 4.4).

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Anafilaxia e reações alérgicas graves

Em estudos clínicos, registaram-se anafilaxia e reações alérgicas graves. Por conseguinte, terá de estar

prontamente disponível o apoio clínico adequado ao administrar elosulfase alfa. Se ocorrerem estas

reações, parar imediatamente a perfusão e iniciar o tratamento clínico adequado. Devem observar-se

os actuais padrões médicos para tratamento de emergência. Para os doentes que tenham apresentado

reações alérgicas durante a perfusão, deve ter-se cuidado aquando da readministração.

Reações à perfusão

As reações à perfusão (RP) foram as reações adversas observadas com maior frequência em estudos

clínicos. As RP podem incluir reações alérgicas

.

Os doentes devem receber anti-histamínicos, com ou

sem antipiréticos, antes da perfusão (ver secção 4.2). A gestão das RP deve basear-se na intensidade

da reacção e deve incluir o abrandamento ou a interrupção temporária da perfusão e/ou a

administração de anti-histamínicos, antipiréticos e/ou corticosteróides adicionais. Se ocorrerem RP

intensas, parar imediatamente a perfusão e iniciar o tratamento adequado. A readministração após uma

reacção intensa deve realizar-se com precaução e com uma monitorização atenta por parte do médico

assistente.

Compressão da espinal medula/cervical

Nos estudos clínicos, observou-se compressão da espinal medula/cervical (CEM), quer em doentes a

receber Vimizim, quer em doentes a receber placebo. Os doentes devem ser monitorizados quanto à

presença de sinais e sintomas de CEM (incluindo dorsalgia, paralisia dos membros abaixo do nível de

compressão, incontinência urinária e fecal) e devem ser-lhes administrados os cuidados clínicos

adequados.

Dieta com restrição de sódio

Este medicamento contém 8 mg de sódio por frasco para injetáveis, equivalente a 0,4% da dose

máxima diária recomendada pela OMS de 2 g de sódio para um adulto, e é administrado numa solução

para perfusão de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) (ver secção 6.6).

Sorbitol (E420)

Este medicamento contém 100 mg de sorbitol por frasco para injetáveis, o que é equivalente a

40 mg/kg. Este medicamento não deve ser administrado a doentes com intolerância hereditária à

frutose (IHF), a menos que tal seja estritamente necessário.

Os bebés e crianças pequenas (de idade inferior a 2 anos) podem ainda não ter sido diagnosticados

com intolerância hereditária à frutose (IHF). Os medicamentos com sorbitol/frutose administrados por

via intravenosa podem ser fatais. Antes do tratamento, há que fazer uma avaliação completa do

benefício do tratamento para a criança em comparação com os riscos associados.

É necessário recolher o historial pormenorizado de cada doente relativamente aos sintomas de IHF

antes de administrar este medicamento.

4.5

Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Não foram realizados estudos de interacção.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Não existem dados sobre a utilização de Vimizim em mulheres grávidas.

Os estudos em animais não indicam efeitos nefastos directos ou indirectos no que respeita à gravidez

ou ao desenvolvimento embrio-fetal (ver secção 5.3). Estes estudos, contudo, são de relevância

limitada. Como medida de precaução, é preferível evitar a utilização de Vimizim durante a gravidez, a

não ser que seja claramente necessário.

Amamentação

Os dados reprodutivos disponíveis em animais mostraram a excreção de elosulfase alfa no leite.

Desconhece-se se a elosulfase alfa é excretada no leite materno humano, mas não se prevê a exposição

sistémica através do leite materno. Devido à ausência de dados em seres humanos, Vimizim só deve

ser administrado às mulheres a amamentar se o benefício potencial for considerado como sendo

superior ao risco potencial para o lactente.

Fertilidade

Não se observou compromisso da fertilidade em estudos não clínicos (ver secção 5.3) com elosulfase

alfa.

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos do Vimizim sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são reduzidos. Registaram-

se tonturas durante as perfusões de Vimizim; se ocorrerem tonturas após a perfusão, a capacidade de

conduzir e utilizar máquinas pode ficar afectada.

4.8

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

A avaliação das reações adversas baseia-se na exposição de 176 doentes com MPS IVA, com idades

compreendidas entre os 5 e os 57 anos a 2 mg/kg de elosulfase alfa uma vez por semana (n = 58),

2 mg/kg de elosulfase alfa em semanas alternadas (n = 59) ou placebo (n = 59) num estudo

aleatorizado, em dupla ocultação, controlado por placebo.

A maioria das reações adversas nos estudos clínicos foram RP, que se definem como reações que

ocorrem após o início da perfusão e até ao fim do dia seguinte à perfusão. Observaram-se RP graves

em estudos clínicos, que incluíram anafilaxia, hipersensibilidade e vómitos. Os sintomas mais

frequentes de RP (que ocorreram em ≥ 10% dos doentes tratados com Vimizim e ≥ 5% mais do que

em comparação com o placebo) foram cefaleias, náusea, vómitos, pirexia, calafrios e dor abdominal.

As RP foram em geral ligeiras ou moderadas, a frequência foi mais elevada durante as primeiras

12 semanas de tratamento e tenderam a ocorrer com menor frequência ao longo do tempo.

Resumo em tabela das reações adversas

Os dados da Tabela 2 abaixo descrevem as reações adversas dos estudos clínicos em doentes tratados

com Vimizim.

As frequências são definidas como: muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥ 1/100, < 1/10), pouco

frequentes (≥ 1/1.000, < 1/100), raras (≥ 1/10.000, < 1/1.000), muito raras (< 1/10.000) e

desconhecidas (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis). Para cada grupo de frequência,

as reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade.

Tabela 2: Reações adversas em doentes tratados com Vimizim

MedDRA

Classe de sistema de órgãos

MedDRA

Termo preferido

Frequência

Doenças do sistema imunitário

Anafilaxia

Pouco frequentes

Hipersensibilidade

Frequentes

Doenças do sistema nervoso

Cefaleias

Muito frequentes

Tonturas

Muito frequentes

Doenças respiratórias, torácicas e do

mediastino

Dispneia

Muito frequentes

Doenças gastrointestinais

Diarreia, vómitos, dor orofaríngea, dor

abdominal superior, dor abdominal, náusea

Muito frequentes

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos

conjuntivos

Mialgia

Frequentes

Calafrios

Muito frequentes

Perturbações gerais e alterações no local de

administração

Pirexia

Muito frequentes

Descrição de reações adversas seleccionadas

Imunogenicidade

Todos os doentes desenvolveram anticorpos à elosulfase alfa nos estudos clínicos. Cerca de 80% dos

doentes desenvolveram anticorpos neutralizantes capazes de inibir a ligação da elosulfase alfa ao

receptor de manose-6-fosfato independente de catiões. Observaram-se melhorias sustentadas nas

medidas de eficácia e as reduções no sulfato de queratano (KS) urinário ao longo do tempo nos

estudos clínicos, apesar da presença de anticorpos anti-elosulfase alfa. Não se observaram correlações

entre os títulos mais elevados de anticorpos ou a positividade de anticorpos neutralizantes e as

reduções nas medições de eficácia ou a ocorrência de anafilaxia ou outras reações de

hipersensibilidade. Detectaram-se anticorpos IgE contra a elosulfase alfa em ≤ 10% dos doentes

tratados, que não foram relacionados consistentemente com anafilaxia ou quaisquer outras reações de

hipersensibilidade e/ou retirada do tratamento.

População pediátrica

Em doentes com idade < 5 anos, o perfil de segurança global de Vimizim a 2 mg/kg/semana foi

consistente com o perfil de segurança de Vimizim observado em crianças mais velhas.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma

vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema

nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

Nos estudos clínicos, as doses de elosulfase alfa foram exploradas até aos 4 mg/kg por semana e não

foram identificados sinais ou sintomas após doses superiores. Não foram observadas diferenças no

perfil de segurança. Para tratamento das reações adversas, ver as secções 4.4 e 4.8.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Outros produtos do trato alimentar e metabolismo, enzimas. Código ATC:

A16AB12.

Mecanismo de acção

As mucopolissacaridoses compreendem um grupo de perturbações de armazenamento lisossomal

causadas pela deficiência de enzimas lisossómicas específicas, necessárias para o catabolismo dos

glicosaminoglicanos (GAG). A MPS IVA caracteriza-se pela ausência ou redução acentuada na

actividade da

N

-acetilgalactosamina-6-sulfatase. A deficiência na actividade da sulfatase resulta na

acumulação de substratos de GAG, KS e sulfato de condroitina 6 (C6S) no compartimento lisossomal

das células de todo o corpo. A acumulação leva a disfunção celular, tecidular e de órgãos disseminada.

A elosulfase alfa destina-se a fornecer a enzima exógena N-acetilgalactosamina-6-sulfatase, que será

captada para o interior dos lisossomas e irá aumentar o catabolismo dos GAG, KS e C6S. A captação

de enzimas pelas células para o interior dos lisossomas é mediada por receptores manose-6-fosfato

independentes de catiões, levando à reposição da actividade GALNS e à eliminação de KS e C6S.

Eficácia e segurança clínicas

Os estudos clínicos realizados com Vimizim avaliaram o impacto do tratamento nas manifestações

sistémicas de MPS IVA em vários domínios, incluindo a resistência física, função respiratória,

velocidade de crescimento e mobilidade, bem como o KS urinário.

No total, foram incluídos e expostos a Vimizim 235 doentes com MPS IVA, em seis estudos clínicos.

A segurança e eficácia de Vimizim foi avaliada num estudo clínico aleatorizado, em dupla ocultação,

controlado por placebo, de Fase 3, de 176 doentes com MPS IVA, com idades compreendidas entre os

5 e os 57 anos. A maioria dos doentes eram de estatura baixa, apresentavam compromisso da

resistência física e sintomas musculosqueléticos. Foram incluídos no estudo os doentes que

conseguiam andar mais de 30 metros (m) mas menos de 325 m numa Prova de Marcha de 6 Minutos

(“6 Minute Walk Test”, MWT) na situação basal.

Os doentes receberam elosulfase alfa 2 mg/kg todas as semanas (n = 58) ou 2 mg/kg em semanas

alternadas (n = 59), ou placebo (n = 59) durante um total de 24 semanas. Todos os doentes foram

tratados com anti-histamínicos antes de cada perfusão. O parâmetro primário de avaliação final foi a

alteração relativamente à situação basal na distância percorrida na 6 MWT em comparação com o

placebo à Semana 24. Os parâmetros secundários de avaliação final foram a alteração relativamente à

situação basal na Prova de Subida de Degraus de 3 Minutos (“3 Minute Stair Climb Test”, MSCT) e

os níveis urinários de KS à Semana 24. Um total de 173 doentes foram subsequentemente incluídos

num estudo de extensão no qual os doentes receberam 2 mg/kg de elosulfase alfa todas as semanas ou

2 mg/kg em semanas alternadas, e em seguida todos passaram a receber 2 mg/kg todas as semanas,

aquando da disponibilização dos resultados à Semana 24.

Os parâmetros primário e secundário de avaliação final foram avaliados à Semana 24 (ver a Tabela 3).

O efeito do tratamento modelado na distância percorrida em 6 minutos, em comparação com o

placebo, foi de 22,5 m (IC

, 4,0, 40,9; p = 0,0174) para o regime de 2 mg/kg por semana. O efeito do

tratamento modelado no número de degraus subidos por minuto, em comparação com o placebo, foi

de 1,1 degraus/minuto (IC

, -2,1, 4,4; p = 0,4935) para o regime de 2 mg/kg por semana. O efeito do

tratamento modelado para a alteração percentual no KS urinário, em comparação com o placebo, foi

de -40,7 m (IC

, -49,0, -32,4; p < 0,0001) para o regime de 2 mg/kg por semana. A diferença foi

maior entre o grupo de placebo e o grupo de tratamento semanal para todos os parâmetros de avaliação

final. Os resultados do regime em semanas alternadas na distância percorrida em 6 minutos ou nos

degraus subidos por minuto foram comparáveis aos do placebo.

Tabela 3: Resultados do estudo clínico controlado por placebo a 2 mg por kg por semana

Vimizim

Placebo

Vimizim vs.

placebo

Situação

basal

Semana

24

Alteração

Situação

basal

Semana

24

Alteração

Diferença das

alterações

Prova de marcha de 6 minutos (metros)

Média

± DP

203,9

± 76,32

243,3

± 83,53

36,5

± 58,49

211,9

± 69,88

225,4

± 83,22

13,5

± 50,63

Média baseada no

modelo

(IC a 95%)

Valor de p

22,5

(IC a

, 4,0,

40,9)

(p = 0,0174)

Prova de subida de degraus de 3 minutos (degraus/minuto)

Média

± DP

29,6

± 16,44

34,9

± 18,39

± 8,06

30,0

± 14,05

33,6

± 18,36

± 8,51

Média baseada no

modelo

(IC a 95%)

Valor de p

(IC a

, -2,1,

4,4)

(p = 0,4935)

* Um doente no grupo de Vimizim saiu do estudo após 1 perfusão

Média baseada no modelo de Vimizim versus placebo, ajustada para a situação basal

Em estudos adicionais de extensão, os doentes a receber elosulfase alfa 2 mg/kg todas as semanas

mostraram a manutenção da melhoria inicial na resistência física e a redução sustentada do KS

urinário até 156 semanas.

População pediátrica

É importante iniciar o tratamento tão cedo quanto possível.

A maioria dos doentes que receberam Vimizim durante estudos clínicos encontrava-se no intervalo

etário pediátrico e adolescente (5 a 17 anos). Num estudo clínico em regime aberto, 15 doentes

pediátricos com MPS IVA - com idade inferior a 5 anos (9 meses a < 5 anos) - tomaram 2 mg/kg de

Vimizim uma vez por semana, durante 52 semanas. Os pacientes continuaram um estudo de

observação e acompanhamento de longo prazo por mais 52 semanas, perfazendo um total de

104 semanas. Os resultados de segurança e farmacodinâmica nestes doentes são consistentes com os

resultados observados nas primeiras 52 semanas (ver secção 4.8). A pontuação padrão da altura

vertical normalizada da média da linha de base (± DP) foi de -1,6 (± 1,61). Depois das primeiras

52 semanas de tratamento, a pontuação padrão da altura vertical normalizada foi de -1,9 (± 1,62). Na

semana número 104, a pontuação padrão da altura vertical normalizada da média foi de -3,1 (± 1,13).

A Agência Europeia de Medicamentos diferiu a obrigação de apresentação dos resultados dos estudos

com Vimizim em um ou mais subgrupos da população pediátrica em MPS IVA. Ver secção 4.2 para

informação sobre utilização pediátrica.

5.2

Propriedades farmacocinéticas

Os parâmetros farmacocinéticos da elosulfase alfa foram avaliados em 23 doentes com MPS IVA que

receberam perfusões intravenosas semanais de 2 mg/kg de elosulfase alfa ao longo de cerca de 4 horas

durante 22 semanas, tendo-se comparado os parâmetros à Semana 0 e à Semana 22. Na Semana 22, os

valores médios da AUC

e da C

aumentaram 181% e 192%, respetivamente, em comparação com

a Semana 0.

Tabela 4: Propriedades farmacocinéticas

Parâmetro farmacocinético

Semana 0

Média (DP)

Semana 22

Média (DP)

, minuto µg/ml

238 (100)

577 (416)

máx

, µg/ml

1,49 (0,534)

4,04 (3,24)

CL, ml/minuto/kg

10,0 (3,73)

7,08 (13,0)

, minuto

7,52 (5,48)

35,9 (21,5)

máx

, minuto

172 (75,3)

202 (90,8)

, área sob a curva de concentração plasmática-tempo, desde o tempo 0 até ao tempo da última

concentração mensurável;

máx

, concentração plasmática máxima observada;

CL, depuração total de elosulfase alfa

após administração intravenosa;

, semivida de eliminação;

máx,

tempo decorrido desde o zero até à concentração plasmática máxima

Biotransformação

A elosulfase é uma proteína, e prevê-se que seja metabolicamente degradada através de hidrólise

péptica. Consequentemente, não se prevê que o compromisso da função hepática afecte a

farmacocinética da elosulfase alfa.

Eliminação

A eliminação renal da elosulfase alfa é considerada uma via menor para a depuração. A média da

semivida (t

) aumentou de 7,52 minutos, à Semana 0, para 35,9 minutos à Semana 22. Os doentes do

sexo masculino e feminino apresentavam valores comparáveis de depuração da elosulfase alfa e a

depuração não mostrou tendências com a idade ou o peso à Semana 22. Avaliou-se o impacto dos

anticorpos na farmacocinética da elosulfase alfa. Não houve associação aparente entre o título total de

anticorpos e a depuração de elosulfase. No entanto, os doentes com respostas positivas para anticorpos

neutralizantes apresentaram valores diminuídos de depuração total (CL) e t

prolongada. Apesar da

alteração no perfil farmacocinético, a presença de anticorpos neutralizantes não afectou a

farmacodinâmica, a eficácia ou a segurança dos doentes que foram tratados com elosulfase alfa. Não

foi evidente a acumulação de elosulfase alfa no plasma após a administração semanal.

5.3

Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais

de farmacologia de segurança de avaliação dos sistemas nervoso, respiratório e cardiovascular,

toxicidade de dose única e repetida em ratos e macacos ou fertilidade e desenvolvimento embrio-fetal

em ratos ou coelhos. A avaliação do estudo de desenvolvimento peri- e pós-natal em ratos é

dificultada devido à administração subsequente de DPH e, por conseguinte, é de relevância limitada.

Não foram realizados estudos a longo prazo com elosulfase alfa em animais, para avaliar o potencial

carcinogénico nem estudos para avaliar o potencial mutagénico. Realizaram-se estudos reprodutivos

em ratos em doses até 10 vezes superiores à dose humana, que não revelaram evidência de

compromisso da fertilidade ou do desempenho reprodutivo.

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1

Lista dos excipientes

Acetato de sódio tri-hidratado

Di-hidrogenofosfato de sódio mono-hidratado

Cloridrato de arginina

Sorbitol (E420)

Polissorbato 20

Água para preparações injetáveis

6.2

Incompatibilidades

Este medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos, exceto os mencionados na

secção 6.6.

6.3

Prazo de validade

3 anos

Após diluição

A estabilidade química e física em utilização foi demonstrada durante um período de 24 horas, entre

2°C – 8°C, seguido de 24 horas entre 23°C – 27°C.

Do ponto de vista da segurança microbiológica, a solução diluída deve ser usada imediatamente. Caso

não seja utilizado imediatamente, os tempos e condições de conservação em utilização são da

responsabilidade do utilizador e não devem, normalmente, exceder 24 horas entre 2°C – 8°C,

seguindo-se até 24 horas entre 23°C – 27°C durante a administração.

6.4

Precauções especiais de conservação

Conservar no frigorífico (2°C – 8°C). Não congelar.

Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

Condições de conservação do medicamento após a diluição, ver secção 6.3.

6.5

Natureza e conteúdo do recipiente

Frasco para injetáveis de vidro transparente (Tipo I) com rolha de borracha butílica e selo moldado de

abertura fácil (alumínio) com tampa de plástico.

Apresentações: 1 frasco para injetáveis.

6.6

Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Cada frasco para injetáveis de Vimizim destina-se a uma única utilização. O Vimizim tem de ser

diluído com solução de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) para perfusão, utilizando técnica asséptica.

A solução diluída é administrada aos doentes utilizando um conjunto para perfusão. Pode utilizar-se

um conjunto para perfusão equipado com um filtro em linha de 0,2 μm.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências

locais.

Preparação da perfusão de Vimizim

Deve utilizar-se técnica asséptica.

Vimizim terá de ser diluído antes da administração.

O número de frascos para injetáveis a diluir determina-se com base no peso individual de cada doente.

A dose recomendada é de 2 mg por kg.

Determina-se o número de frascos para injetáveis a diluir com base no peso individual de cada

doente e a dose recomendada de 2 mg/kg utilizando o seguinte cálculo:

Peso do doente (kg) multiplicado por 2 (mg/kg) = Dose do doente (mg)

Dose do doente (mg) dividida por 1 (mg/ml de concentrado de Vimizim) = Número total

de ml de Vimizim

Quantidade total (ml) de Vimizim dividida por 5 ml por frasco para injetáveis = Número

total de frascos para injetáveis

O número total calculado de frascos para injetáveis é arredondado para cima, para o valor

inteiro seguinte de frascos para injetáveis. Retira-se o número adequado de frascos para

injetáveis do frigorífico. Não aquecer nem colocar no microondas os frascos para injetáveis.

Não agitar os frascos para injetáveis.

Obtém-se um saco de perfusão contendo solução para perfusão de cloreto de sódio a 9 mg/ml

(0,9%), adequado para a administração intravenosa. O volume total da perfusão é determinado

através do peso corporal do doente.

Os doentes que pesem menos de 25 kg devem receber um volume total de 100 ml.

Os doentes que pesem 25 kg ou mais devem receber um volume total de 250 ml.

Antes de retirar Vimizim do frasco para injetáveis, cada frasco para injetáveis é inspeccionado

visualmente quanto à presença de partículas e descoloração. Uma vez que se trata de uma

solução proteica, pode ocorrer uma ligeira floculação (fibras translúcidas finas). A solução de

Vimizim deve ser transparente a ligeiramente opalescente e incolor a amarelo-clara. Não

utilizar se a solução estiver descolorada ou se contiver partículas.

Deve retirar-se do saco de perfusão um volume de solução de cloreto de sódio a 9 mg/ml

(0,9%) igual ao volume de Vimizim concentrado a ser adicionado.

O volume calculado de Vimizim é retirado lentamente do número adequado de frascos para

injetáveis, tendo o cuidado de evitar agitação excessiva.

Vimizim é lentamente adicionado ao saco de perfusão, tendo o cuidado de evitar a agitação.

O saco de perfusão é rodado ligeiramente para assegurar a distribuição adequada de Vimizim.

Não agitar a solução.

A solução diluída é administrada aos doentes utilizando um conjunto para perfusão. Pode ser

usado um conjunto para perfusão equipado com um filtro em linha de 0,2 µm.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

BioMarin International Limited

Shanbally, Ringaskiddy

County Cork, P43 R298

Irlanda

8.

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/14/914/001

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 28 de abril de 2014

Data da última renovação:

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

MM/AAAA

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu.

7 Westferry Circus

Canary Wharf

London E14 4HB

United Kingdom

An agency of the European Union

Telephone

+44 (0)20 7418 8400

Facsimile

+44 (0)20 7418 8416

E-mail

info@ema.europa.eu

Website

www.ema.europa.eu

© European Medicines Agency, 2014. Reproduction is authorised provided the source is acknowledged.

EMA/109796/2014

EMEA/H/C/002779

Resumo do EPAR destinado ao público

Vimizim

elosulfase alfa

Este é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR) relativo ao Vimizim. O seu

objetivo é explicar o modo como a Agência avaliou o medicamento a fim de recomendar a sua

autorização na UE, bem como as suas condições de utilização. Não tem por finalidade fornecer

conselhos práticos sobre a utilização do Vimizim.

Para obter informações práticas sobre a utilização do Vimizim, os doentes devem ler o Folheto

Informativo ou contactar o seu médico ou farmacêutico.

O que é o Vimizim e para que é utilizado?

O Vimizim é um medicamento que contém a substância ativa elosulfase alfa. É utilizado no tratamento

da mucopolissacaridose, tipo IVA (MPS IVA, também conhecida por Síndrome de Morquio A). Esta

doença é causada pela falta de uma enzima chamada N-acetilgalactosamina-6-sulfatase, necessária

para a decomposição de substâncias no organismo chamadas glicosaminoglicanos (GAG). No caso de

ausência da proteína, ou de uma presença apenas em quantidades muito pequenas, os GAG não se

decompõem e acumulam-se nos ossos e órgãos. Tal causa os sinais da doença, sendo os mais

conhecidos ossos curtos, dificuldade em deslocar-se e respirar, turvação dos olhos e perda auditiva.

Dado o número de doentes afetados por MPS IVA ser reduzido, a doença é considerada rara, pelo que

o Vimizim foi designado medicamento órfão (medicamento utilizado em doenças raras) em 24 de julho

de 2009.

Como se utiliza o Vimizim?

O tratamento com o Vimizim deve ser supervisionado por um médico com experiência na MPS IVA ou

doenças semelhantes. O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica e deve ser

administrado por um profissional de saúde com formação adequada.

O Vimizim encontra-se disponível como um concentrado a ser reconstituído numa solução para

perfusão (administração gota a gota) numa veia. A dose recomendada é de 2 mg por quilograma de

Vimizim

EMA/109796/2014

Página 2/3

peso corporal, administrada uma vez por dia. A perfusão deve demorar cerca de 4 horas. Antes da

administração do Vimizim, o doente deve receber um medicamento para a prevenção de uma reação

alérgica ao Vimizim. Os doentes podem também receber um medicamento para a prevenção da febre.

Como funciona o Vimizim?

O Vimizim é uma terapêutica de substituição enzimática. A terapêutica de substituição enzimática

fornece aos doentes a enzima que lhes falta. A substância ativa do Vimizim, elosulfase alfa, é uma cópia

da enzima humana N-acetilgalactosamina-6-sulfatase. A enzima de substituição ajuda a decompor os

GAG e impede a sua acumulação nas células, melhorando, dessa forma, os sintomas da MPS IVA.

A elosulfase alfa é produzida por um método conhecido como "tecnologia de ADN recombinante": é

gerada por células nas quais foi introduzido um gene (ADN) que as torna capazes de produzir a

enzima.

Quais os benefícios demonstrados pelo Vimizim durante os estudos?

O Vimizim foi analisado num estudo principal que incluiu 176 doentes com MPS IVA e que comparou o

Vimizim com um placebo (tratamento simulado). O principal parâmetro de eficácia foi a alteração na

distância que os doentes conseguiam caminhar em seis minutos após 6 meses de tratamento.

Antes do tratamento, os doentes conseguiam caminhar, em média, apenas 200 metros em seis

minutos. Decorridos 6 meses, os doentes tratados com a dose recomendada do Vimizim passaram a

conseguir caminhar 37 metros extra em seis minutos, em comparação com 14 metros extra nos

doentes a receberem placebo. Os resultados do estudo também sugeriram que o medicamento

conseguia melhorar o modo como os doentes respiravam ou subiam escadas e, no caso das crianças,

como cresciam.

Quais são os riscos associados ao Vimizim?

Os efeitos secundários mais frequentes associados ao Vimizim (que podem afetar mais de 1 em cada

10 pessoas) são reações ligadas à perfusão, incluindo dor de cabeça, náuseas (sensação de enjoo),

vómitos, febre, calafrios e dor abdominal (dores de estômago). São, em geral, ligeiros ou moderados,

e a frequência foi mais elevada durante as primeiras 12 semanas de tratamento. As reações ligadas à

perfusão graves mas invulgares incluem anafilaxia (reação alérgica grave). Para a lista completa dos

efeitos secundários comunicados relativamente ao Vimizim, consulte o Folheto Informativo.

O uso do Vimizim é contraindicado em doentes que tenham sofrido reações alérgicas potencialmente

fatais à elosulfase alfa ou a qualquer um dos componentes do Vimizim.

Por que foi aprovado Vimizim?

O Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência concluiu que os benefícios do

Vimizim são superiores aos seus riscos e recomendou a sua aprovação para utilização na UE. O CHMP

concluiu que, decorridos 6 meses de tratamento, foi demonstrado que o Vimizim é eficaz a melhorar a

distância que os doentes conseguem caminhar em seis minutos, além de outros efeitos benéficos,

incluindo capacidade melhorada de realizar atividades diárias. O Comité considerou ainda que o perfil de

segurança do Vimizim parece ser controlável e que os efeitos secundários graves são invulgares,

embora seja necessário recolher dados adicionais de segurança a longo prazo.

Vimizim

EMA/109796/2014

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Que medidas estão a ser adotadas para garantir a utilização segura e eficaz

do Vimizim?

Foi desenvolvido um plano de gestão dos riscos para garantir a utilização segura do Vimizim. Com base

neste plano, foram incluídas informações de segurança no Resumo das Características do Medicamento

e no Folheto Informativo do Vimizim, incluindo as precauções apropriadas a observar pelos profissionais

de saúde e pelos doentes.

Além disso, a empresa responsável pelo fabrico do Vimizim tem de garantir que todos os profissionais

de saúde que se prevê que prescrevam ou utilizem o medicamento recebem material educacional,

informando-os do modo de utilização do medicamento e do risco de reações alérgicas graves. A

empresa irá também criar um registo destinado a avaliar os benefícios e riscos do Vimizim a longo

prazo.

Podem ser encontradas informações adicionais no resumo do plano de gestão dos riscos

Outras informações sobre o Vimizim

Em 28 de abril de 2014, a Comissão Europeia concedeu uma Autorização de Introdução no Mercado,

válida para toda a União Europeia, para o medicamento Vimizim.

O EPAR completo e o resumo do plano de gestão dos riscos relativos ao Vimizim podem ser

consultados no sítio Internet da Agência em:

ema.europa.eu/Find medicine/Human

medicines/European public assessment reports. Para mais informações sobre o tratamento com o

Vimizim, leia o Folheto Informativo (também parte do EPAR) ou contacte o seu médico ou

farmacêutico.

O resumo do parecer emitido pelo Comité dos Medicamentos Órfãos para o Vimizim pode ser

consultado no sítio Internet da Agência em:

ema.europa.eu/Find medicine/Human medicines/Rare

disease designation.

Este resumo foi atualizado pela última vez em 04-2014.

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