Bonviva

Evrópusambandið - portúgalska - EMA (European Medicines Agency)

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Opinber matsskýrsla PAR
Virkt innihaldsefni:
ácido ibandrónico
Fáanlegur frá:
Atnahs Pharma Netherlands B.V.
ATC númer:
M05BA06
INN (Alþjóðlegt nafn):
ibandronic acid
Meðferðarhópur:
Drogas para tratamento de doenças ósseas
Lækningarsvæði:
Osteoporose, pós-menopausa
Ábendingar:
Tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa correm maior risco de fratura (consulte a secção 5. Redução do risco de fracturas vertebrais tem sido demonstrado eficácia no colo do fêmur fraturas não foi estabelecida.
Vörulýsing:
Revision: 25
Leyfisstaða:
Autorizado
Leyfisnúmer:
EMEA/H/C/000501
Leyfisdagur:
2004-02-23
EMEA númer:
EMEA/H/C/000501

Skjöl

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Samantekt á eiginleikum vöru Samantekt á eiginleikum vöru - norskt bókmál
Opinber matsskýrsla Opinber matsskýrsla - króatíska

B. FOLHETO INFORMATIVO

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Bonviva

150 mg comprimidos revestidos por película

Ácido ibandrónico

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode

ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

Planear a altura em que deve tomar Bonviva

assinalando na sua agenda com os autocolantes

O que é Bonviva e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Bonviva

Como tomar Bonviva

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Bonviva

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é Bonviva e para que é utilizado

Bonviva pertence a um grupo de medicamentos denominados bifosfonatos. Contém a substância ativa

ácido ibandrónico. Ao interromper a perda óssea adicional e ao aumentar a massa óssea, Bonviva pode

reverter a perda de osso na maioria das mulheres que o toma, embora não sejam capazes de ver ou

sentir a diferença. Bonviva pode ajudar a diminuir as probabilidades de partir os ossos (fraturas). Esta

redução de fraturas foi demonstrada na coluna vertebral, mas não na anca.

Bonviva foi-lhe prescrito para tratamento da osteoporose pós-menopáusica, uma vez que

apresenta um risco aumentado de fraturas. A osteoporose é uma diminuição da espessura e um

enfraquecimento dos ossos, que é frequente nas mulheres pós-menopáusicas. Na menopausa, os

ovários da mulher deixam de produzir o estrogénio, uma hormona feminina, que contribui para manter

a saúde do esqueleto.

Quanto mais cedo a mulher atingir a menopausa, maior o risco de ocorrência de fraturas na

osteoporose.

Outros fatores que podem contribuir para aumentar esse risco de fraturas são:

ingestão insuficiente de cálcio e de vitamina D na alimentação

fumar ou beber álcool em excesso

realizar pouca atividade física, como caminhar ou outro exercício que envolva o suporte do peso

história familiar de osteoporose.

Um estilo de vida saudável também contribui para que retire os maiores benefícios do tratamento.

Isto inclui:

fazer uma alimentação equilibrada, rica em cálcio e em vitamina D

caminhar ou outro tipo de exercício que envolva o suporte do peso

não fumar e não beber álcool em excesso.

2.

O que precisa de saber antes de tomar Bonviva

Não tome Bonviva

Se tem alergia ao ácido ibandrónico ou a qualquer outro componente deste medicamento,

indicados na secção 6.

Se tiver alguns problemas do esófago, tais como estreitamento ou dificuldade em engolir.

Se não puder estar de pé ou sentada direito durante, pelo menos, uma hora (60 minutos) seguida.

Se tem, ou teve no passado, um baixo nível sanguíneo de cálcio. Consulte o seu médico.

Advertências e precauções

Na fase de pós-comercialização, tem sido comunicado muito raramente um efeito secundário chamado

osteonecrose da mandíbula (ONM) (lesão do osso do maxilar) em doentes que receberam Bonviva

para a osteoporose. A ONM também pode ocorrer após a interrupção do tratamento.

É importante tentar prevenir o desenvolvimento da ONM, pois é uma condição dolorosa que pode ser

difícil de tratar. De forma a reduzir o risco de desenvolver osteonecrose da mandíbula, existem

algumas precauções que deve tomar.

Antes de iniciar o tratamento, informe o seu médico/enfermeiro (profissional de saúde) se:

tiver quaisquer problemas na boca ou dentes como fraca saúde dentária, doença nas gengivas,

ou uma extração de dente planeada

não consulta regularmente o dentista ou se não faz uma revisão dentária há muito tempo

é fumador (pois isso pode aumentar o risco de problemas dentários)

tiver sido previamente tratado com um bifosfonato (usado para tratar ou prevenir doenças

ósseas)

está a tomar medicamentos chamados corticosteroides (como a prednisolona ou dexametasona)

tem cancro

O seu médico pode pedir-lhe para fazer um exame dentário antes de iniciar o tratamento com Bonviva.

Durante o tratamento, deve manter uma boa higiene oral (incluindo escovagem regular dos dentes) e

fazer exames dentários de rotina. Caso utilize próteses dentárias deve certificar-se que encaixam

corretamente. Se estiver sob tratamento dentário ou estiver para ser submetido a cirurgia dentária (por

exemplo, extrações de dentes), informe o seu médico sobre o seu tratamento dentário e informe o seu

dentista que está a ser tratado com Bonviva.

Contacte o seu médico e dentista imediatamente se tiver algum problema com sua boca ou dentes,

como dentes soltos, dor ou inchaço, ou não-cicatrização de feridas ou secreção, uma vez que estes

podem ser sinais de osteonecrose da mandíbula.

Algumas pessoas têm que ter um cuidado especial enquanto estão a tomar Bonviva. Fale com o seu

médico antes de tomar Bonviva:

Se tem algum distúrbio do metabolismo mineral (como por exemplo carência em vitamina D).

Se os seus rins não estão a funcionar normalmente.

Se tiver problemas de digestão ou em engolir.

Pode ocorrer irritação, inflamação ou formação de úlceras no esófago, por vezes com sintomas de dor

intensa no peito, dor intensa após a ingestão de alimentos e/ou bebidas, náuseas intensas ou vómitos,

especialmente se não beber um copo cheio de água e/ou se se deitar na hora seguinte à toma de

Bonviva. Caso desenvolva estes sintomas, pare de tomar Bonviva e informe o seu médico

imediatamente (ver secção 3).

Crianças e adolescentes

Não dê Bonviva a crianças nem a adolescentes com menos de 18 anos.

Outros medicamentos e Bonviva

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a

tomar outros medicamentos. Em especial:

Suplementos contendo cálcio, magnésio, ferro ou alumínio, pois podem possivelmente

influenciar os efeitos de Bonviva.

Ácido acetilsalicílico e outros medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)

(incluindo o ibuprofeno, o diclofenac sódico e o naproxeno) podem provocar irritação do

estômago e do intestino. O Bonviva também o poderá fazer. Assim, tenha especial cuidado ao

tomar medicamentos para as dores ou anti-inflamatórios enquanto estiver a tomar Bonviva.

Após a ingestão do comprimido mensal de Bonviva, aguarde 1 hora antes de tomar qualquer outro

medicamento, incluindo comprimidos para a indigestão, suplementos de cálcio ou vitaminas.

Bonviva com alimentos e bebidas

Não tome Bonviva com alimentos. Bonviva é menos eficaz quando é tomado com alimentos.

Pode beber água, mas mais nenhuma outra bebida.

Após ter tomado Bonviva, por favor aguarde 1 hora antes de ingerir os primeiros alimentos e mais

bebidas (ver secção 3. Como tomar Bonviva).

Gravidez e amamentação

Bonviva destina-se apenas a ser utilizado por mulheres pós-menopáusicas e não deve ser tomado por

mulheres que ainda possam engravidar.

Não tome Bonviva se está grávida ou a amamentar.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Pode conduzir e utilizar máquinas, pois estima-se que os efeitos de Bonviva sobre a capacidade de

conduzir e utilizar máquinas sejam nulos ou insignificantes.

Bonviva contém lactose.

Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares (por ex. se tem intolerância à

galactose, deficiência de lactase de Lapp ou má absorção de glucose-galactose), contacte-o antes de

tomar este medicamento.

3.

Como tomar Bonviva

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou

farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose habitual de Bonviva é de um comprimido uma vez por mês.

Tomar o comprimido mensal

É importante que respeite rigorosamente estas instruções. Elas destinam-se a contribuir para que o

comprimido de Bonviva atinja o estômago rapidamente, para diminuir a probabilidade de ocorrência

de irritação.

Tome um comprimido de Bonviva 150 mg uma vez por mês.

Escolha um dia do mês que seja fácil de recordar. Pode escolher o mesmo dia do mês (como

por exemplo o 1º dia de cada mês) ou o mesmo dia da semana (como por exemplo o 1º

Domingo de cada mês) para tomar o comprimido de Bonviva. Escolha a data que melhor se

adapta à sua rotina.

Tome o comprimido de Bonviva pelo menos 6 horas depois de ter comido ou bebido alguma

coisa, com exceção para a água.

Tome o comprimido de Bonviva

logo depois de se levantar de manhã, e

antes de ter comido ou bebido alguma coisa (deve estar em jejum)

Engula o comprimido com um copo bem cheio de água (pelo menos 180 ml).

Não tome o comprimido com água que tenha uma elevada concentração de cálcio, sumo de fruta ou

qualquer outra bebida. Se houver preocupação quanto à existência de níveis de cálcio potencialmente

elevados na água da torneira (água dura), recomenda-se usar água engarrafada com um baixo teor

mineral.

Engula o comprimido inteiro, não o mastigue, não o esmague nem o deixe dissolver-se na

boca.

Durante a hora seguinte (60 minutos) depois de ter tomado o comprimido

não se deite; se não se mantiver na posição vertical (em pé ou sentada), uma parte do

medicamento pode retroceder para o esófago

não coma nada

não beba nada (exceto água, se lhe apetecer)

não tome nenhum outro medicamento

Depois de ter esperado durante uma hora, pode tomar a primeira refeição ou bebida do dia.

Depois de ter comido já pode deitar-se, se quiser, e tomar outros medicamentos de que

necessite.

Continuar a tomar Bonviva

É importante continuar a tomar Bonviva todos os meses, durante o tempo que o médico lhe indicar.

Depois de utilizar Bonviva durante 5 anos, por favor aconselhe-se com o seu médico se deve continuar

a tomar Bonviva.

Se tomar mais Bonviva do que deveria

Se, por engano, tiver tomado mais comprimidos do que deveria, beba um copo bem cheio de leite e

contacte o seu médico imediatamente.

Não tente vomitar nem se deite - isto pode fazer com que o Bonviva provoque irritações no esófago.

Caso se tenha esquecido de tomar Bonviva

Caso se tenha esquecido de tomar o comprimido na manhã do dia previsto escolhido por si, não

tome o comprimido mais tarde nesse dia.

Em vez disso, consulte o seu calendário e veja para quando está prevista a próxima dose.

Caso se tenha esquecido de tomar o comprimido no dia previsto escolhido por si e se

faltarem 1 a 7 dias para a próxima dose prevista…

Nunca tome dois comprimidos de Bonviva na mesma semana. Deve aguardar até o dia em

que está prevista a dose seguinte e tomar o comprimido como habitualmente; depois continue a

tomar um comprimido uma vez por mês, nos dias previstos que tinha marcado no seu

calendário.

Caso se tenha esquecido de tomar o comprimido no dia previsto escolhido por si e se

faltarem mais de 7 dias para a próxima dose prevista…

Deve tomar um comprimido na manhã seguinte ao dia em que se lembrou; depois continue a

tomar um comprimido uma vez por mês, nos dias previstos que tinha marcado no seu

calendário.

4.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se

manifestem em todas as pessoas.

Fale imediatamente com um enfermeiro ou um médico se sentir algum dos seguintes efeitos

secundários graves – poderá precisar de tratamento médico urgente:

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

dor intensa no tórax, dor intensa após a ingestão de alimentos ou bebidas, náuseas intensas ou

vómitos, dificuldade em engolir. Pode ter uma inflamação grave do esófago, possivelmente com

ulceração ou constrição do esófago.

Raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas):

comichão, inchaço na face, lábios, língua e garganta, com dificuldade em respirar

dor persistente e inflamação nos olhos

nova dor, fraqueza ou desconforto na sua anca, coxa ou virilhas. Pode ser uma indicação precoce

de uma possível fratura atípica do osso da coxa

Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas):

dor ou feridas na boca ou maxilar. Pode estar com sinais precoces de problemas graves do

maxilar (necrose (tecido ósseo morto) no osso do maxilar)

fale com o seu médico se tiver dor de ouvido, corrimento do ouvido e/ou uma infeção do

ouvido. Estes podem ser sinais de lesões ósseas no ouvido

reações alérgicas graves e potencialmente fatais

reacções adversas na pele graves

Outros efeitos secundários possíveis

Frequentes (podem afetar até que 1 em 10 pessoas):

dores de cabeça

azia, desconforto ao engolir, dor de estômago ou de barriga (pode ser devida a inflamação do

estômago), indigestão, náusea, diarreia (fezes moles)

cãibras, rigidez das articulações e membros

sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febre, tremores e calafrios, sensação de mal estar,

dor nos ossos, músculos e articulações doridos. Fale com um enfermeiro ou com um médico se

algum efeito se tornar perturbador ou durar mais do que 2 dias

erupção cutânea

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

tonturas

flatulência (gazes, sentir-se inchado)

dor nas costas

sensação de cansaço e exaustão

ataques de asma

Raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas):

inflamação do duodeno (parte inicial do intestino) causando dor de estômago

urticária

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste

folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos secundários

diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V. Ao comunicar

efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

5.

Como conservar Bonviva

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não existem precauções especiais de conservação.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após “VAL”.

O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu

farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger

o ambiente.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Bonviva

A substância ativa é o ácido ibandrónico. Um comprimido contém 150 mg de ácido ibandrónico

(na forma de sal sódico mono-hidratado).

Os outros componentes são:

núcleo do comprimido: lactose mono-hidratada, povidona, celulose microcristalina, crospovidona,

ácido esteárico, sílica coloidal anidra

revestimento do comprimido: hipromelose, dióxido de titânio (E 171), talco, macrogol 6000

Qual o aspeto de Bonviva e conteúdo da embalagem

Os comprimidos de Bonviva são brancos a esbranquiçados, de forma oblonga, com gravação “BNVA”

num dos lados e “150” no outro. Os comprimidos são disponibilizados em blisters contendo 1 ou 3

comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Atnahs Pharma Netherlands B.V.

Strawinskylaan 3127

1077 ZX Amsterdam

Países Baixos

Fabricante

Waymade PLC

Sovereign House,

Miles Gray Road,

Basildon, Essex,

SS14 3FR

Reino Unido

Waymade PLC

Josselin Road

Burnt Mills Industrial Estate

Basildon,

SS13 1QF

Reino Unido

IL CSM Clinical Supplies Management GmbH

Marie-Curie-Strasse 8

Lörrach

Baden-Württemberg

79539, Alemanha

Este folheto foi revisto pela última vez em

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu.

TEXTO DOS AUTOCOLANTES

PLANEAR QUANDO DEVE TOMAR BONVIVA

A dose de Bonviva é de 1 comprimido uma vez por mês. Escolha um dia do mês que seja fácil de

recordar:

o mesmo dia do mês (como por exemplo o 1º dia de cada mês)

ou o mesmo dia da semana (como por exemplo o 1º Domingo de cada mês).

Utilize os autocolantes que fornecemos para marcar as datas no seu calendário ou agenda.

Depois de ter tomado o comprimido assinale com uma cruz o quadrado existente no autocolante.

AUTOCOLANTES PARA MARCAR O SEU CALENDÁRIO

Comprimido mensal

Comprimido mensal

Comprimido mensal

Bonviva

Bonviva

Bonviva

É importante que continue a tomar Bonviva todos os meses.

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Bonviva 3 mg solução injetável

ácido ibandrónico

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém

informação importante para si.

Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.

Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados

neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

O que é Bonviva e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de receber Bonviva

Como receber Bonviva

Efeitos secundários possíveis

Como conservar Bonviva

Conteúdo da embalagem e outras informações

1.

O que é Bonviva e para que é utilizado

Bonviva pertence a um grupo de medicamentos denominados bifosfonatos. Contém a substância ativa

ácido ibandrónico.

Ao interromper a perda óssea adicional e ao aumentar a massa óssea, Bonviva pode reverter a perda de

osso na maioria das mulheres que o toma, embora não sejam capazes de ver ou sentir a diferença.

Bonviva pode ajudar a diminuir as probabilidades de partir os ossos (fraturas). Esta redução de fraturas

foi demonstrada na coluna vertebral, mas não na anca.

Bonviva foi-lhe prescrito para tratamento da osteoporose pós-menopáusica, uma vez que

apresenta um risco aumentado de fraturas. A osteoporose é uma diminuição da espessura e um

enfraquecimento dos ossos, que é frequente nas mulheres pós-menopáusicas. Na menopausa, os

ovários da mulher deixam de produzir estrogénio, uma hormona feminina, que contribui para manter a

saúde do esqueleto. Quanto mais cedo a mulher atingir a menopausa, maior o risco de ocorrência de

fraturas na osteoporose.

Outros fatores que podem contribuir para aumentar o risco de fraturas são:

ingestão insuficiente de cálcio e de vitamina D na alimentação

fumar cigarros ou beber álcool em excesso

realizar pouca atividade física, como caminhar ou outro exercício que envolva o suporte do peso

história familiar de osteoporose

Um estilo de vida saudável também contribui para que retire os maiores benefícios do tratamento.

Isto inclui:

fazer uma alimentação equilibrada, rica em cálcio e em vitamina D

caminhar ou fazer outro tipo de exercício que envolva o suporte do peso

não fumar; e não beber álcool em excesso

2.

O que precisa de saber antes de receber Bonviva

Não receba Bonviva

se tem, ou teve no passado, um baixo nível sanguíneo de cálcio. Consulte o seu médico

se tem alergia ao ácido ibandrónico ou a qualquer outro componente deste medicamento

(indicados na secção 6)

Advertências e precauções

Na fase de pós-comercialização, tem sido comunicado muito raramente um efeito secundário chamado

osteonecrose da mandíbula (ONM) (lesão do osso do maxilar) em doentes que receberam Bonviva

para a osteoporose. A ONM também pode ocorrer após a interrupção do tratamento.

É importante tentar prevenir o desenvolvimento da ONM, pois é uma condição dolorosa que pode ser

difícil de tratar. De forma a reduzir o risco de desenvolver osteonecrose da mandíbula, existem

algumas precauções que deve tomar.

Antes de iniciar o tratamento, informe o seu médico/enfermeiro (profissional de saúde) se:

tiver quaisquer problemas na boca ou dentes como fraca saúde dentária, doença nas gengivas,

ou uma extração de dente planeada

não consulta regularmente o dentista ou se não faz uma revisão dentária há muito tempo

é fumador (pois isso pode aumentar o risco de problemas dentários)

tiver sido previamente tratado com um bifosfonato (usado para tratar ou prevenir doenças

ósseas)

está a tomar medicamentos chamados corticosteroides (como a prednisolona ou dexametasona)

tem cancro

O seu médico pode pedir-lhe para fazer um exame dentário antes de iniciar o tratamento com Bonviva.

Durante o tratamento, deve manter uma boa higiene oral (incluindo escovagem regular dos dentes) e

fazer exames dentários de rotina. Caso utilize próteses dentárias deve certificar-se que encaixam

corretamente. Se estiver sob tratamento dentário ou estiver para ser submetido a cirurgia dentária (por

exemplo, extrações de dentes), informe o seu médico sobre o seu tratamento dentário e informe o seu

dentista que está a ser tratado com Bonviva.

Contacte o seu médico e dentista imediatamente se tiver algum problema com sua boca ou dentes,

como dentes soltos, dor ou inchaço, ou não-cicatrização de feridas ou secreção, uma vez que estes

podem ser sinais de osteonecrose da mandíbula.

Alguns doentes têm que ter um cuidado especial quando utilizam Bonviva. Fale com o seu médico

antes de receber Bonviva:

Se tem ou teve alguma vez problemas de rins, in suficiência renal ou se alguma vez precisou de

fazer diálise, ou se tem alguma outra doença que possa afetar os seus rins

Se tem algum distúrbio do metabolismo mineral (como por exemplo carência em vitamina D).

Deve tomar um suplemento de cálcio e vitamina D durante o tratamento com Bonviva. Se não o

conseguir fazer, deve informar o seu médico

Se tem problemas de coração e o seu médico recomendou-lhe que limitasse a ingestão diária de

líquidos.

Foram notificados casos graves de reação alérgica, por vezes fatais, em doentes tratados com ácido

ibandrónico intravenoso. Se sentir um dos seguintes sintomas, tal como falta de ar/dificuldade em

respirar, sensação de aperto na garganta, inchaço da língua, tonturas, sensação de perda de

consciência, vermelhidão ou inchaço da face, erupção no corpo, náuseas e vómitos, deve alertar

imediatamente o seu médico ou enfermeiro (ver secção 4).

Crianças e adolescentes

Não dê Bonviva a crianças nem a adolescentes com menos de 18 anos.

Outros medicamentos e Bonviva

Informe o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou

se vier a tomar outros medicamentos.

Gravidez e amamentação

Bonviva destina-se apenas a ser utilizado por mulheres pós-menopáusicas e não deve ser tomado por

mulheres que ainda possam engravidar.

Não tome Bonviva se está grávida ou a amamentar.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Pode conduzir e utilizar máquinas, pois estima-se que os efeitos de Bonviva sobre a capacidade de

conduzir e utilizar máquinas sejam nulos ou insignificantes.

Bonviva contém menos do que 1 mmol de sódio (23 mg) por dose (3 ml), ou seja, é praticamente

“isento de sódio”.

3.

Como receber Bonviva

A dose recomendada de Bonviva para a injeção intravenosa é de 3 mg (1 seringa pré-cheia) uma vez

de 3 em 3 meses.

A administração deve ser feita na veia por um médico ou profissional de saúde qualificado/treinado.

Não faça a administração a si próprio.

A solução injetável deve apenas ser administrada numa veia e não em nenhuma outra parte do corpo.

Continuar a receber Bonviva

Para conseguir obter o máximo benefício do tratamento é importante continuar a receber as injeções

de 3 em 3 meses durante o tempo que o médico lhe indicar. Bonviva só pode tratar a osteoporose se

continuar a fazer o tratamento, mesmo que não observe ou sinta nenhuma diferença. Depois de receber

Bonviva durante 5 anos, por favor aconselhe-se com o seu médico se deve continuar a receber

Bonviva.

Deve ainda tomar suplementos de cálcio e de vitamina D de acordo com as recomendações do seu

médico.

Se lhe for administrado demasiado Bonviva

Pode vir a apresentar níveis sanguíneos baixos de cálcio, fósforo ou magnésio. O seu médico pode

tomar medidas para corrigir essas alterações e pode administrar-lhe uma injeção que contenha esses

minerais.

Caso seja omitida uma dose de Bonviva

Deve tentar conseguir marcar a administração da injeção seguinte logo que possível. Depois disso

volte a receber as injeções de 3 em 3 meses, contando o tempo a partir da data da administração desta

última injeção.

4.

Efeitos secundários possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, no entanto estes não

se manifestam em todas as pessoas.

Fale imediatamente com um enfermeiro ou um médico se sentir algum dos seguintes efeitos

secundários graves – poderá precisar de tratamento médico urgente:

Raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas):

comichão, inchaço na face, lábios, língua e garganta, com dificuldade em respirar

dor e inflamação persistente nos olhos (se prolongada)

nova dor, fraqueza ou desconforto na sua anca, coxa ou virilhas. Pode ser uma indicação

precoce de uma possível fratura atípica do osso da coxa

Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas):

Pode estar com sinais precoces de problemas graves do

maxilar (necrose (tecido ósseo morto)

no osso do maxilar)

fale com o seu médico se tiver dor de ouvido, corrimento do ouvido e/ou uma infeção do

ouvido. Estes podem ser sinais de lesões ósseas no ouvido

reação alérgica grave e potencialmente fatal (ver secção 2)

reacções adversas na pele graves

Outros efeitos secundários possíveis

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

dores de cabeça

dor de estômago (tal como gastrite) ou dor de barriga, indigestão, náusea, diarreia (fezes moles)

ou obstipação

dor nos músculos, articulações ou costas

sensação de cansaço e exaustão

sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febre, tremuras e calafrios, sensação de mal estar,

dor nos ossos e músculos e articulações doridos. Fale com um enfermeiro ou com um médico se

algum efeito se tornar perturbador ou durar mais do que 2 dias

erupção cutânea

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):

inflamação de uma veia

dor ou lesão no local de injeção

dor nos ossos

sentir-se fraco

ataques de asma

Raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas):

urticária

Comunicação de efeitos secundários

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste

folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos secundários

diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado no Apêndice V. Ao comunicar

efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento

5.

Como conservar Bonviva

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Este medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem e na seringa, após

“VAL” e “EXP”, respetivamente. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

A pessoa que proceder à administração da injeção deverá rejeitar a porção não utilizada da solução e

colocar a seringa e a agulha para injeção usadas num recipiente adequado para a eliminação segura.

6.

Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Bonviva

A substância ativa é o ácido ibandrónico. Uma seringa pré-cheia contém 3 mg de ácido

ibandrónico em 3 ml de solução (na forma de sal sódico mono-hidratado).

Os outros componentes são o cloreto de sódio, o ácido acético, o acetato de sódio tri-hidratado e

água para preparações injetáveis.

Qual o aspeto de Bonviva e conteúdo da embalagem

Bonviva 3 mg solução injetável em seringa pré-cheia é uma solução límpida e incolor. Cada seringa

pré-cheia contém 3 ml de solução. Bonviva está disponível em embalagens de 1 seringa pré-cheia e 1

agulha para injeção ou 4 seringas pré-cheias e 4 agulhas para injeção.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Atnahs Pharma Netherlands B.V.

Strawinskylaan 3127

1077 ZX Amsterdam

Países Baixos

Fabricante

Waymade PLC

Sovereign House,

Miles Gray Road,

Basildon, Essex,

SS14 3FR

Reino Unido

Waymade PLC

Josselin Road

Burnt Mills Industrial Estate

Basildon,

SS13 1QF

Reino Unido

Este folheto foi revisto pela última vez em

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu.

A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:

INFORMAÇÃO DESTINADA AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Para mais informações consulte o Resumo das Características do Medicamento.

Administração de Bonviva 3 mg solução injetável em seringa pré-cheia:

Bonviva 3 mg solução injetável em seringa pré-cheia deve ser administrado por injeção intravenosa durante

um período de 15-30 segundos.

A solução é irritante pelo que é importante a adesão estrita à administração por via intravenosa. Se,

inadvertidamente, fizer a administração nos tecidos circundantes da veia, os doentes podem apresentar

irritação local, dor e inflamação no local da administração.

Bonviva 3 mg solução injetável em seringa pré-cheia não pode ser misturado com soluções que contenham

cálcio (como a solução de lactato de Ringer ou heparina cálcica) ou outros medicamentos administrados por

via intravenosa. Sempre que Bonviva seja administrado por intermédio de uma linha de perfusão

intravenosa existente, a solução de perfusão intravenosa deverá restringir-se à solução salina isotónica ou a

solução de glucose 50 mg/ml (5 %).

Dose omitida:

Se uma dose for omitida a injeção deve ser administrada logo que possível. Em seguida, as administrações

devem ser marcadas de 3 em 3 meses, a contar da data desta última administração.

Sobredosagem:

Não existem informações específicas sobre o tratamento da sobredosagem com Bonviva.

Com base nos conhecimentos disponíveis sobre esta classe de compostos, a sobredosagem intravenosa

pode resultar em hipocalcemia, hipofosfatemia e hipomagnesemia, que podem originar parestesia. Nos

casos graves pode ser necessária a perfusão intravenosa de doses apropriadas de gluconato de cálcio,

de fosfato de potássio ou sódio e de sulfato de magnésio.

Recomendações gerais:

Bonviva 3 mg solução injetável em seringa pré-cheia, tal como acontece com outros bifosfonatos

administrados por via intravenosa, pode originar uma diminuição transitória nos valores séricos do

cálcio.

A hipocalcemia e outras alterações do metabolismo ósseo e mineral deve ser avaliada e eficazmente

controlada antes de se iniciar a terapêutica com Bonviva. É importante que todos os doentes façam

uma ingestão adequada de cálcio e de vitamina D. Todos os doentes têm que tomar um suplemento de

cálcio e vitamina D.

Durante o tratamento, os doentes com doenças concomitantes ou que estejam a utilizar outros

medicamentos que tenham potencial para provocar efeitos indesejáveis a nível renal, devem ser

examinados regularmente, em conformidade com as boas práticas médicas.

Qualquer solução injetável não utilizada, a seringa e a agulha para injeção devem ser eliminadas de

acordo com as exigências locais.

ANEXO I

RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Bonviva 150 mg comprimidos revestidos por película

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 150 mg de ácido ibandrónico (na forma de sal sódico

mono-hidratado).

Excipientes com efeito conhecido

Contém 154,6 mg de lactose anidra (equivalente a 162,75 mg de lactose mono-hidratada).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película

Comprimido revestido por película, branco a esbranquiçado, de forma oblonga, com inscrição

“BNVA” numa das faces e “150” na outra.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Tratamento da osteoporose na mulher pós-menopáusica com risco aumentado de fratura (ver secção

5.1).

Foi demonstrada a redução do risco de fraturas vertebrais, a eficácia nas fraturas do colo do fémur não

foi estabelecida.

4.2

Posologia e modo de administração

Posologia

A dose recomendada é de um comprimido revestido por película de 150 mg uma vez por mês. O

comprimido deverá ser tomado de preferência sempre no mesmo dia de cada mês.

Bonviva deve ser tomado após o jejum noturno (de pelo menos 6 horas) e 1 hora antes da ingestão da

primeira refeição ou bebida (se esta não for água) do dia (ver secção 4.5) ou de qualquer outro

medicamento ou suplemento (incluindo cálcio), administrado por via oral.

No caso de omissão de uma dose, os doentes devem ser instruídos a tomar um comprimido de Bonviva

150 mg na manhã seguinte do dia em que se lembrarem, exceto se a dose seguinte estiver programada

para daí a menos de 7 dias. Posteriormente, os doentes devem voltar a tomar o comprimido uma vez

por mês, na data originalmente estabelecida para a administração.

Se a dose seguinte estiver programada para um dos 7 dias seguintes os doentes deverão aguardar até

ao dia originalmente estabelecido para a administração da dose seguinte e depois continuar a tomar o

comprimido uma vez por mês, tal como anteriormente.

Os doentes não devem tomar dois comprimidos na mesma semana.

Se a ingestão diária de cálcio e/ou de vitamina D for inadequada os doentes devem tomar um

suplemento (ver secção 4.4 e secção 4.5).

Não foi estabelecida a duração adequada para o tratamento da osteoporose com bifosfonatos. A

necessidade da continuação do tratamento deve ser reavaliada periodicamente de acordo com os

benefícios e potenciais riscos de Bonviva em cada doente individualmente, particularmente após 5 ou

mais anos de utilização.

Populações especiais

Doentes com compromisso renal

Devido à limitada experiência clínica, não se recomenda Bonviva a doentes com depuração da

creatinina inferior a 30 ml/min (ver secção 4.4 e secção 5.2).

Não é necessário ajuste da dose em doentes com compromisso renal ligeiro ou moderado, nos quais a

depuração da creatinina apresente um valor igual ou superior a 30 ml/min.

Doentes com compromisso hepático

Não é necessário ajuste da dose (ver secção 5.2).

População idosa (> 65 anos)

Não é necessário ajuste da dose (ver secção 5.2).

População pediátrica

Bonviva não se destina para utilização em crianças com menos de 18 anos de idade e Bonviva não foi

estudado nesta população (ver secção 5.1 e secção 5.2).

Modo de administração

Para utilização por via oral.

Os comprimidos devem ser deglutidos inteiros com o auxílio de um copo de água (180 a

240 ml) estando a doente sentada ou em pé, em posição vertical. Águas com uma elevada

concentração de cálcio não devem ser utilizadas. Se houver preocupação quanto à existência de

níveis de cálcio potencialmente elevados na água da torneira (água dura), recomenda-se usar

água engarrafada com um baixo teor mineral

As doentes não devem deitar-se durante a hora que se segue à toma de Bonviva

A água é a única bebida que deve ser tomada com Bonviva

As doentes não devem mastigar nem chupar o comprimido devido ao potencial para ulceração

orofaríngea.

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade ao ácido ibandrónico ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1

Hipocalcemia

Anomalias do esófago que atrasem o esvaziamento esofágico, tais como aperto ou acalasia

Incapacidade de permanecer de pé ou sentada na posição vertical durante, pelo menos, 60

minutos.

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Hipocalcemia

A hipocalcemia existente deve ser corrigida antes do início da terapêutica com Bonviva. Também

deve ser eficazmente tratado qualquer outro distúrbio do metabolismo ósseo ou mineral. É importante,

em todos os doentes, uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D.

Irritação gastrointestinal

Os bifosfonatos administrados por via oral podem causar irritação local da mucosa gastrointestinal

alta. Devido a estes possíveis efeitos irritantes e ao potencial para agravamento da doença subjacente,

deve-se ter precaução quando se administra Bonviva a doentes com problemas gastrointestinais

superiores ativos (por ex., esófago de Barrett, disfagia, outras doenças esofágicas, gastrite, duodenite

ou úlceras).

Foram notificadas reações adversas em doentes a receber tratamento com bifosfonatos orais, tais como

esofagite, úlceras esofágicas e erosões esofágicas, em alguns casos graves e requerendo

hospitalização, raramente com hemorragia ou seguidas de aperto ou perfuração esofágica. O risco de

experiências adversas esofágicas graves parece ser superior em doentes que não seguem as instruções

posológicas e/ou que continuam a tomar os bifosfonatos orais após desenvolverem sintomas

sugestivos de irritação esofágica. Os doentes devem prestar particular atenção e serem capazes de

seguir as instruções posológicas (ver secção 4.2).

Os médicos devem estar alerta para quaisquer sinais ou sintomas indicativos de uma possível reação

esofágica, e os doentes devem ser instruídos no sentido de descontinuar o Bonviva e procurar ajuda

médica se desenvolverem disfagia, odinofagia, dor retro-esternal ou aparecimento ou agravamento de

azia.

Embora não tenha sido observado um aumento de risco em ensaios clínicos controlados, ocorreram

notificações pós-comercialização de úlceras gástricas e duodenais com a utilização de bifosfonatos

orais, algumas graves e com complicações.

Deve ter-se precaução durante a administração concomitante de Bonviva com AINEs, uma vez que

quer os bifosfonatos quer os Anti-Inflamatórios Não Esteroides estão associados a irritação

gastrointestinal.

Osteonecrose da mandíbula

Tem sido muito raramente notificada osteonecrose da mandíbula (ONM) na fase pós-comercialização,

em doentes tratados com Bonviva para a osteoporose (ver secção 4.8).

O início do tratamento ou de um novo ciclo de tratamento deve ser adiado nos doentes com lesões

abertas não cicatrizadas dos tecidos moles na boca.

É recomendado um exame dentário com odontologia preventiva e uma avaliação individual do

benefício-risco antes do tratamento com Bonviva em doentes com fatores de risco concomitantes.

Os seguintes fatores de risco devem ser considerados na avaliação do risco de um doente desenvolver

ONM:

Potência do medicamento que inibe a reabsorção óssea (maior risco para os compostos

altamente potentes), a via de administração (maior risco para administração parentérica) e dose

cumulativa de terapêutica de reabsorção óssea

Cancro, comorbilidades (por exemplo, anemia, coagulopatias, infeção), tabagismo

Terapêuticas concomitantes: corticoides, quimioterapia, inibidores da angiogénese, radioterapia

na cabeça e pescoço

Fraca higiene oral, doença periodontal, próteses dentárias mal ajustadas, antecedentes de doença

dentária, procedimentos dentários invasivos, por exemplo, extrações dentárias.

Todos os doentes devem ser encorajados a manter uma boa higiene oral, submeter-se a exames

dentários de rotina e comunicar imediatamente quaisquer sintomas orais, tais como mobilidade

dentária, dor ou inchaço, ou não-cicatrização de feridas ou supuração durante o tratamento com

Bonviva. Durante o tratamento, os procedimentos dentários invasivos devem ser realizados apenas

após cuidadosa consideração e ser evitados se muito próximos da administração com Bonviva.

O plano de monitorização dos doentes que desenvolvem ONM deve ser estabelecido em estreita

colaboração entre o médico prescritor e um dentista ou um cirurgião oral com experiência em ONM.

Deve ser considerada a interrupção temporária do tratamento com Bonviva até à resolução da situação

e os fatores de risco minimizados quando possível.

Osteonecrose do canal auditivo externo

Têm sido notificados casos de osteonecrose do canal auditivo externo com bifosfonatos,

principalmente em associação com terapêutica a longo prazo. Os possíveis fatores de risco para a

osteonecrose do canal auditivo externo incluem a utilização de esteroides e quimioterapia e/ou fatores

de risco locais como infeção ou trauma. A possibilidade de osteonecrose do canal auditivo externo

deve ser considerada em doentes em tratamento com bifosfonatos e que apresentem sintomas do

ouvido, incluindo infeções crónicas do ouvido.

Fraturas atípicas do fémur

Foram notificadas fraturas femorais subtrocantéricas e diafisárias atípicas com o tratamento com

bisfosfonatos, principalmente em doentes a receber tratamento prolongado para a osteoporose. Estas

fraturas transversas ou oblíquas curtas podem ocorrer em qualquer local ao longo do fémur, desde

imediatamente abaixo do pequeno trocanter até imediatamente acima da zona supracondiliana. Essas

fraturas ocorrem após um traumatismo ligeiro, ou sem traumatismo, e alguns doentes sentem dor na

coxa ou virilha, muitas vezes associadas às características imagiológicas de fraturas de esforço,

semanas ou meses antes de apresentarem uma fratura femoral completa. As fraturas são muitas vezes

bilaterais; portanto o fémur contralateral deve ser observado em doentes tratados com bisfosfonatos

que tenham sofrido uma fratura do eixo femoral. Também foi notificada cicatrização deficiente destas

fraturas. Deve ser considerada a descontinuação da terapêutica com bifosfonatos em doentes com

suspeita de uma fratura atípica do fémur na sequência da avaliação do doente, com base numa

avaliação risco/benefício individual.

Durante o tratamento com bifosfonatos os doentes devem ser aconselhados a notificar qualquer dor na

coxa, anca ou virilha e qualquer doente que apresente estes sintomas deve ser avaliado relativamente a

uma fratura de fémur incompleta.

Compromisso renal

Devido à limitada experiência clínica, não se recomenda Bonviva a doentes com depuração da

creatinina inferior a 30 ml/min (ver secção 5.2).

Intolerância à galactose

Este medicamento contém lactose. Doentes com problemas hereditários de intolerância à galactose,

deficiência de lactase Lapp ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Interação medicamento-alimentos

De um modo geral, a biodisponibilidade oral do ácido ibandrónico diminui na presença de alimentos.

Em particular, os produtos contendo cálcio, incluindo o leite, e outros catiões polivalentes (tais como

alumínio, magnésio ou ferro), poderão interferir com a absorção de Bonviva, o que é consistente com

os resultados obtidos nos estudos em animais. Assim, os doentes devem estar em jejum noturno (pelo

menos 6 horas) antes de tomar Bonviva e assim devem continuar durante mais uma hora após a sua

ingestão (ver secção 4.2).

Interações com outros medicamentos

Não se considera provável a ocorrência de interações metabólicas uma vez que o ácido ibandrónico

não inibe as principais isoenzimas P450 hepáticas humanas e mostrou não induzir o sistema do

citocromo P450 hepático no rato (ver secção 5.2). O ácido ibandrónico é eliminado apenas por

excreção renal, não sofrendo qualquer processo de biotransformação.

Suplementos de cálcio, antiácidos e alguns medicamentos administrados por via oral contendo catiões

polivalentes

Suplementos de cálcio, antiácidos e alguns medicamentos administrados por via oral contendo catiões

polivalentes (tais como alumínio, magnésio ou ferro), poderão interferir com a absorção de Bonviva.

Assim, os doentes não devem tomar nenhum outro medicamento por via oral, pelo menos nas 6 horas

anteriores à toma de Bonviva e até 1 hora após a sua toma.

Ácido acetilsalicílico e AINEs

Como o ácido acetilsalicílico, os Anti-Inflamatórios Não Esteroides (AINEs) e os bifosfonatos estão

associados a irritação gastrointestinal, deve ter-se precaução durante a administração concomitante

(ver secção 4.4).

Bloqueadores H2 ou inibidores da bomba de protões

Dos mais de 1500 doentes participantes no estudo BM 16549, comparando a administração mensal

com a administração diária de ácido ibandrónico, 14 % e 18 % utilizavam bloqueadores da histamina

(H2) ou inibidores da bomba de protões após um ano e dois anos respetivamente. Entre estes doentes,

a incidência de acontecimentos do trato gastrointestinal superior nos doentes tratados com Bonviva

150 mg uma vez por mês foi semelhante à observada entre os doentes tratados com ácido ibandrónico

2,5 mg diários.

Em voluntários saudáveis do sexo masculino e em mulheres pós-menopáusicas, a administração

intravenosa de ranitidina provocou um aumento da biodisponibilidade do ácido ibandrónico de cerca

de 20 %, provavelmente em resultado da diminuição da acidez gástrica. No entanto, uma vez que este

aumento se encontra dentro da variabilidade normal da biodisponibilidade do ácido ibandrónico, não

se considera necessário o ajuste da dose quando Bonviva é administrado com antagonistas dos

recetores H2 ou outros fármacos que aumentem o pH gástrico.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Bonviva destina-se apenas a mulheres pós-menopáusicas e não deve ser tomado por mulheres com

potencial para engravidar. Não existem dados adequados da utilização de ácido ibandrónico em

mulheres grávidas. Os estudos realizados em ratos demonstraram alguma toxicidade a nível da

reprodução (ver secção 5.3). Desconhece-se o risco potencial para o ser humano.

Bonviva não deve ser utilizado durante a gravidez.

Amamentação

Não se sabe se o ácido ibandrónico é excretado no leite humano. Estudos efetuados em ratos fêmeas

lactantes demonstraram a presença de níveis baixos de ácido ibandrónico no leite, após administração

intravenosa.

Bonviva não deve ser utilizado durante a amamentação.

Fertilidade

Não existem dados dos efeitos do ácido ibandrónico nos humanos. Nos estudos de reprodução

efetuados em ratos, pela via oral, o ácido ibandrónico diminuiu a fertilidade. Nos estudos efetuados em

ratos, pela via intravenosa, doses diárias elevadas de ácido ibandrónico diminuíram a fertilidade (ver

secção 5.3).

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Com base no perfil farmacocinético e farmacodinâmico e nas reações adversas notificadas, estima-se

que os efeitos de Bonviva sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas sejam nulos ou

insignificantes.

4.8

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas notificadas com maior gravidade são reação anafilática/choque anafilático,

fraturas atípicas do fémur, osteonecrose da mandíbula, irritação gastrointestinal, inflamação ocular

(ver parágrafo “Descrição de reações adversas selecionadas” e secção 4.4).

As reações adversas notificadas com mais frequência são artralgia e sintomas tipo gripe. Estes

sintomas estão tipicamente associados à primeira dose, geralmente de curta duração, de intensidade

ligeira ou moderada e geralmente desaparecem com a continuação do tratamento, sem a necessidade

de medidas corretivas (ver parágrafo "Estado gripal").

Tabela de reações adversas

Na tabela 1 apresenta-se a lista completa das reações adversas conhecidas. A segurança do tratamento

oral com ácido ibandrónico 2,5 mg diários foi avaliada em 1251 doentes tratados no âmbito de 4

estudos clínicos controlados com placebo, sendo a larga maioria dos doentes proveniente do estudo

principal de fraturas com 3 anos de duração (MF4411).

Num estudo com duração de dois anos, realizado em mulheres pós-menopáusicas com osteoporose

(BM 16549), a segurança global de Bonviva 150 mg uma vez por mês e de ácido ibandrónico 2,5 mg

uma vez por dia, foi semelhante. A proporção total de doentes que teve uma reação adversa foi de 22,7

% e 25,0 % para o Bonviva 150 mg uma vez por mês, após um ano e dois anos, respetivamente. Na

maioria dos casos essas reações não conduziram à suspensão da terapêutica.

As reações adversas encontram-se listadas por classes de sistemas de órgãos segundo a MedDRA e

por categoria de frequência. As categorias de frequência definem-se usando a seguinte convenção:

muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥ 1/100 a < 1/10), pouco frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100), raros

(≥ 1/10.000 a < 1/1.000), muito raros (< 1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos

dados disponíveis). Dentro de cada categoria de frequência, as reações adversas apresentam-se por

ordem decrescente de gravidade.

Tabela 1: Reações adversas medicamentosas que ocorreram em mulheres pós-menopáusicas tratadas

com Bonviva 150 mg uma vez por mês ou com ácido ibandrónico 2,5 mg diários, nos

estudos de fase III BM16549 e MF4411 e na experiência pós-comercialização.

Classes de

Sistemas de

Órgãos

Frequentes

Pouco frequentes

Raros

Muito raros

Doenças do

sistema imunitário

Exacerbação da

asma

Reação de

hipersensibilida

Reação

anafilática/choque

anafilático*

Doenças do

sistema nervoso

Cefaleia

Tonturas

Afeções oculares

Inflamação

ocular*

Doenças

gastrointestinais*

Esofagite,

Gastrite, Afeção

de refluxo

gastroesofágico,

Dispepsia,

Diarreia, Dor

abdominal,

Náuseas

Esofagite

incluindo

ulcerações ou

apertos esofágicos

e disfagia,

Vómito,

Flatulência

Duodenite

Afeções dos tecidos

cutâneos e

subcutâneos

Erupção cutânea

Angioedema,

Edema facial,

Urticária

Síndrome

Stevens-

Johnson

Eritema

multiforme

Dermatite

bolhosa

Afeções

musculosqueléticas

e dos tecidos

conjuntivos

Artralgia, Mialgia,

musculosquelética,

Cãimbra muscular,

Rigidez

musculosquelética

Dorsalgia

Fraturas

femorais

subtrocantéricas

e diafisárias

atípicas

Osteonecrose da

mandíbula*

†,

Osteonecrose do

canal auditivo

externo (reação

adversa de classe

aos bifosfonatos)

Perturbações

gerais e alterações

no local de

administração

Estado gripal*

Fadiga

*Ver informação adicional abaixo

†Identificado na experiência pós-comercialização.

Descrição de reações adversas selecionadas

Reações adversas gastrointestinais

No estudo de tratamento mensal, foram incluídos doentes com antecedentes de doença gastrointestinal,

incluindo doentes com úlcera gástrica sem episódios recentes de hemorragia ou de hospitalização, e

doentes com dispepsia ou refluxo controladas com medicação. Para estes doentes não se observaram

diferenças na incidência de acontecimentos adversos do trato gastrointestinal superior entre o regime

de tratamento com 150 mg uma vez por mês, e o regime de tratamento com 2,5 mg diários.

Estado gripal

O estado gripal inclui acontecimentos notificados como reação de fase aguda ou sintomas incluindo

mialgia, artralgia, febre, arrepios, fadiga, náuseas, perda de apetite ou dor óssea.

Osteonecrose da mandíbula

Foram notificados casos de osteonecrose da mandíbula, predominantemente em doentes com cancro

tratados com medicamentos que inibem a reabsorção óssea, como o ácido ibandrónico (ver secção

4.4). Foram notificados casos de ONM após comercialização do ácido ibandrónico.

Inflamação ocular

Com o ácido ibandrónico foram notificados acontecimentos com inflamação ocular, tais como uveíte,

episclerite e esclerite. Em alguns casos, estes acontecimentos não desapareceram até à descontinuação

do ácido ibandrónico.

Reação anafilática/choque anafilático

Foram notificados casos de reação anafilática/choque anafilático, incluindo acontecimentos fatais, em

doentes tratados com ácido ibandrónico intravenoso.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma

vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema

nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

Não existem informações específicas sobre o tratamento da sobredosagem com Bonviva.

No entanto, com base no conhecimento desta classe de fármacos, a sobredosagem por via oral pode

resultar em reações adversas do trato gastrointestinal superior (tais como indisposição gástrica,

dispepsia, esofagite, gastrite ou úlcera) ou hipocalcemia. Deve administrar-se leite ou antiácidos para

se ligarem ao Bonviva, e qualquer reação adversa que surja deve ser tratada sintomaticamente. Devido

ao risco de irritação esofágica, não se deve induzir o vómito e o doente deve permanecer em posição

vertical.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Medicamentos que atuam no osso, bifosfonatos, código ATC: M05BA06

Mecanismo de ação

O ácido ibandrónico é um bifosfonato muito potente pertencente ao grupo dos bifosfonatos

nitrogenados, que atuam seletivamente no tecido ósseo e inibem especificamente a atividade dos

osteoclastos sem afetar diretamente a formação óssea. Não interfere com a mobilização dos

osteoclastos. Nas mulheres pós-menopáusicas, o ácido ibandrónico conduz a aumentos progressivos

da massa óssea e a uma diminuição da incidência de fraturas através da redução da remodelação óssea

aumentada, para os níveis observados antes da menopausa.

Efeitos farmacodinâmicos

A ação farmacodinâmica do ácido ibandrónico é a inibição da reabsorção óssea. In vivo, o ácido

ibandrónico previne a destruição do osso induzida experimentalmente pela supressão da função

gonadal, por retinóides, tumores ou extratos de tumores. No rato jovem (em fase de crescimento

rápido), a reabsorção óssea endógena é também inibida, o que conduz ao aumento da massa óssea

normal, comparativamente à observada em animais não tratados.

Modelos animais confirmam que o ácido ibandrónico é um inibidor muito potente da atividade

osteoclástica. No rato em crescimento não se observaram indícios de diminuição da mineralização,

mesmo para doses superiores a 5000 vezes a dose necessária ao tratamento da osteoporose.

A administração prolongada, tanto diária como intermitente (com intervalos prolongados sem

medicação) no rato, cão e macaco esteve associada à formação de novo tecido ósseo de qualidade

normal e de resistência mecânica idêntica ou aumentada, mesmo com doses tóxicas. No ser humano, a

eficácia da administração tanto diária como intermitente de ácido ibandrónico, com um intervalo sem

tratamento de 9-10 semanas, foi confirmada num ensaio clínico (MF 4411), no qual o ácido

ibandrónico demonstrou possuir eficácia antifratura.

Em modelos animais, o ácido ibandrónico originou alterações bioquímicas indicadoras de inibição

dependente da dose da reabsorção óssea, incluindo a supressão dos marcadores bioquímicos urinários

da degradação do colagénio ósseo (tais como a desoxipiridinolina e os N-telopéptidos de ligações

cruzadas do colagénio do tipo I (NTX).

Num estudo de bioequivalência de fase I, realizado em 72 mulheres pós-menopáusicas em tratamento

com 150 mg por via oral, de 28 em 28 dias, num total de 4 doses, a inibição do CTX sérico após a

primeira dose foi logo observada 24 horas após a administração (inibição mediana de 28 %), com uma

inibição mediana máxima (69 %) observada 6 dias depois. Após a terceira e a quarta dose, a inibição

mediana máxima, 6 dias depois da administração foi de 74 %, com diminuição para uma inibição

mediana de 56 % observada 28 dias depois da quarta dose. Se não houver administrações posteriores

verifica-se uma perda da supressão dos marcadores bioquímicos da reabsorção óssea.

Eficácia clínica

De modo a identificar as mulheres com risco aumentado de fraturas osteoporóticas, devem ser

considerados fatores de risco independentes como, por exemplo, DMO diminuída, idade, existência de

fraturas prévias, antecedentes familiares de fraturas, elevada remodelação óssea e baixo índice de

massa corporal.

Bonviva 150 mg uma vez por mês

Densidade mineral óssea (DMO)

Num estudo clínico multicêntrico (BM 16549) com duração de dois anos, em regime de dupla

ocultação, realizado em mulheres pós-menopáusicas com osteoporose (DMO da coluna lombar com

índice T inferior a -2,5 desvios padrão na linha de base), Bonviva 150 mg uma vez por mês revelou ser

pelo menos tão eficaz como ácido ibandrónico 2,5 mg diários no aumento da DMO. Isto foi

demonstrado quer na análise primária do objetivo a um ano quer na análise confirmatória do objetivo a

dois anos (tabela 2).

Tabela 2: Variação média relativa à linha de base da DMO da coluna lombar, anca total, colo do fémur

e trocânter após um ano (análise primária) e dois anos de tratamento (População definida

no protocolo) no estudo BM 16549.

Dados a um ano do estudo BM

16549

Dados a dois anos do estudo

BM 16549

Variação média relativa à

linha de base % [IC 95 %]

ácido

ibandrónico

2,5 mg diários

(N = 318)

Bonviva 150 mg

uma vez por

mês

(N = 320)

ácido

ibandrónico

2,5 mg diários

(N = 294)

Bonviva

150 mg uma

vez por mês

(N = 291)

DMO da coluna lombar

L2-L4

3,9 [3,4; 4,3]

4,9 [4,4; 5,3]

5,0 [4,4; 5,5]

6,6 [6,0; 7,1]

DMO da anca total

2,0 [1,7; 2,3]

3,1 [2,8; 3,4]

2,5 [2,1; 2,9]

4,2 [3,8; 4,5]

DMO do colo do fémur

1,7 [1,3; 2,1]

2,2 [1,9; 2,6]

1,9 [1,4; 2,4]

3,1 [2,7; 3,6]

DMO do trocânter

3,2 [2,8; 3,7]

4,6 [4,2; 5,1]

4,0 [3,5; 4,5]

6,2 [5,7; 6,7]

Além disso, Bonviva 150 mg uma vez por mês demonstrou ser superior a ácido ibandrónico 2,5 mg

diários relativamente ao aumento da DMO da coluna lombar numa análise prospectivamente planeada

a um ano, p = 0,002 e a dois anos, p < 0,001.

Ao fim de um ano (análise primária), 91,3 % (p = 0,005) dos doentes tratados com Bonviva 150 mg

uma vez por mês apresentaram uma DMO da coluna lombar superior ou igual ao valor na linha de

base (respondedores DMO), comparativamente com 84,0 % dos doentes tratados com ácido

ibandrónico 2,5 mg diários. Ao fim de dois anos, 93,5 % (p = 0,004) e 86,4 % dos doentes tratados

com Bonviva 150 mg uma vez por mês ou ácido ibandrónico 2,5 mg diários, respetivamente,

responderam ao tratamento.

Relativamente à DMO da anca total, 90,0 % (p < 0,001) dos doentes tratados com Bonviva 150 mg

uma vez por mês e 76,7 % dos doentes tratados com ácido ibandrónico 2,5 mg diários apresentaram

uma DMO da anca total superior ou igual ao valor na linha de base ao fim de um ano. Ao fim de dois

anos, 93,4 % (p < 0,001) dos doentes tratados com Bonviva 150 mg uma vez por mês e 78,4 % dos

doentes tratados com ácido ibandrónico 2,5 mg diários apresentaram uma DMO da anca total superior

ou igual ao valor na linha de base.

Quando é considerado um critério mais rigoroso, em que se associa a DMO da coluna lombar com a

da totalidade da anca, 83,9 % (p < 0,001) e 65,7 % dos doentes tratados com Bonviva 150 mg uma vez

por mês ou ácido ibandrónico 2,5 mg diários, respetivamente, responderam ao tratamento ao fim de

um ano. Ao fim de dois anos, 87,1 % (p < 0,001) e 70,5 % dos doentes cumpriram este critério no

braço de tratamento com 150 mg mensais e 2,5 mg diários respetivamente.

Marcadores bioquímicos da remodelação óssea

Observaram-se diminuições clinicamente significativas nos níveis séricos do CTX em todas as

ocasiões em que se procedeu à determinação, i.e. nos meses 3, 6, 12 e 24. Após um ano (análise

primária) a variação mediana relativamente à linha de base foi de -76 % para Bonviva 150 mg uma

vez por mês e de -67 % para ácido ibandrónico 2,5 mg diários. Ao fim de dois anos a variação

mediana relativa foi de -68 % e -62 %, nos braços de tratamento com 150 mg mensais e 2,5 mg

diários, respetivamente.

Ao fim de um ano, 83,5 % (p = 0,006) dos doentes tratados com Bonviva 150 mg uma vez por mês e

73,9 % dos doentes tratados com ácido ibandrónico 2,5 mg diários foram identificados como doentes

que responderam à terapêutica (resposta definida como uma diminuição

50 % relativamente à linha

de base). Ao fim de dois anos, 78,7 % (p = 0,002) e 65,6 % dos doentes foram identificados como

doentes que responderam à terapêutica, nos braços de tratamento com 150 mg mensais e 2,5 mg

diários respetivamente.

Com base nos resultados do estudo BM 16549, espera-se que Bonviva 150 mg uma vez por mês seja

pelo menos tão eficaz na prevenção de fraturas como ácido ibandrónico 2,5 mg diários.

Ácido ibandrónico 2,5 mg por dia

Demonstrou-se uma diminuição, estatisticamente significativa e clinicamente relevante, na incidência

de novas fraturas vertebrais radiográficas (por critérios morfométricos) e fraturas clínicas, num estudo

de fraturas (MF 4411), com duração de 3 anos, aleatorizado, em dupla ocultação e controlado por

placebo (tabela 3). Neste estudo, o ácido ibandrónico foi avaliado em doses orais de 2,5 mg diários e

20 mg intermitentemente como regime exploratório. O ácido ibandrónico foi administrado 60 minutos

antes da primeira ingestão de alimentos ou bebidas do dia (período de jejum após a administração). O

estudo envolveu mulheres com idades entre os 55 e os 80 anos, pós-menopáusicas há pelo menos 5

anos, com DMO na coluna lombar de 2 a 5 desvios padrão abaixo do valor médio observado antes da

menopausa (índice T) em pelo menos uma vértebra [L1-L4], e que tivessem tido uma a quatro fraturas

vertebrais prévias. Todos os doentes receberam 500 mg de cálcio e 400 UI de vitamina D por dia. A

eficácia foi avaliada em 2928 doentes. O ácido ibandrónico 2,5 mg diários mostrou uma diminuição

estatisticamente significativa e clinicamente relevante, na incidência de novas fraturas vertebrais. Este

regime diminuiu a ocorrência de novas fraturas vertebrais radiográficas em 62 % (p = 0,0001), ao

longo dos 3 anos de duração do estudo. Foi observada uma diminuição do risco relativo de 61 % após

2 anos (p = 0,0006). Não foi atingida diferença estatisticamente significativa após 1 ano de tratamento

(p = 0,056). O efeito antifratura foi consistente durante toda a duração do estudo. Não houve qualquer

indício de uma diminuição do efeito com o passar do tempo.

A incidência de fraturas vertebrais clínicas, também diminuiu significativamente em 49 % (p = 0,011).

O intenso efeito nas fraturas vertebrais refletiu-se ainda numa redução, estatisticamente significativa,

da diminuição da altura, comparativamente ao placebo (p < 0,0001).

Tabela 3: Resultados do estudo de fraturas com 3 anos de duração, MF 4411 (%, IC de 95 %)

Placebo

(N = 974)

ácido ibandrónico 2,5 mg

diários

(N = 977)

Redução do risco relativo de

novas fraturas vertebrais morfométricas

62 % (40,9; 75,1)

Incidência de novas fraturas vertebrais

morfométricas

9,56 % (7,5; 11,7)

4,68 % (3,2; 6,2)

Redução do risco relativo de

fraturas vertebrais clínicas

49 % (14,03; 69,49)

Incidência de fraturas vertebrais clínicas

5,33 % (3,73; 6,92)

2,75 % (1,61; 3,89)

DMO da coluna lombar - variação média

relativa à linha de base, ao fim de 3 anos

1,26 % (0,8; 1,7)

6,54 % (6,1; 7,0)

DMO da anca total – variação média

relativa à linha de base, ao fim de 3 anos

-0,69 %(-1,0; -0,4)

3,36 % (3,0; 3,7)

O efeito do tratamento com ácido ibandrónico foi ainda avaliado numa análise da sub-população de

doentes que apresentavam um índice T da DMO da coluna lombar inferior a –2,5 relativamente à linha

de base. A redução do risco de fraturas vertebrais foi muito consistente com o observado na população

total.

Tabela 4: Resultados nos doentes com índice T da DMO da coluna lombar inferior a -2,5 na linha de

base, no estudo de fraturas com 3 anos de duração, MF 4411 (%, IC de 95 %)

Placebo

(N = 587)

ácido ibandrónico 2,5 mg

diários

(N = 575)

Redução do risco relativo de

novas fraturas vertebrais morfométricas

59 % (34,5; 74,3)

Incidência de novas fraturas vertebrais

morfométricas

12,54 % (9,53; 15,55)

5,36 % (3,31; 7,41)

Redução do risco relativo de

fraturas vertebrais clínicas

50 % (9,49; 71,91)

Incidência de fraturas vertebrais clínicas

6,97 % (4,67; 9,27)

3,57 % (1,89; 5,24)

DMO da coluna lombar - variação

média relativa à linha de base, ao fim de

3 anos

1,13 % (0,6; 1,7)

7,01 % (6,5; 7,6)

DMO da anca total – variação média

relativa à linha de base, ao fim de 3 anos

-0,70 %(-1,1; -0,2)

3,59 % (3,1; 4,1)

Na população total de doentes do estudo MF4411, não foi observada redução nas fraturas não

vertebrais. No entanto, o ácido ibandrónico diário pareceu ser efetivo na sub-população em risco

elevado (índice T da DMO do colo do fémur < -3,0), na qual foi observada uma diminuição de 69 %

do risco de fratura não vertebral.

O tratamento diário com 2,5 mg resultou em aumentos progressivos da DMO em locais vertebrais e

não vertebrais do esqueleto.

O aumento da DMO da coluna lombar, ao fim de 3 anos, comparativamente com a observada com

placebo foi de 5,3 % e de 6,5 % comparativamente à linha de base. O aumento da DMO na anca,

comparativamente à linha de base foi de 2,8 % no colo do fémur, de 3,4 % para a totalidade da anca e

de 5,5 % no trocanter.

Os marcadores bioquímicos da remodelação óssea (tais como CTX urinário e Osteocalcina sérica)

apresentaram o perfil esperado de supressão para níveis anteriores à menopausa e atingiram a

supressão máxima no período de 3-6 meses.

Observou-se uma diminuição com significado clínico, de 50 % dos marcadores bioquímicos da

reabsorção óssea, logo 1 mês após o início do tratamento com ácido ibandrónico 2,5 mg.

Após a descontinuação do tratamento, verifica-se uma reversão para os valores patológicos de elevada

reabsorção óssea, anteriores ao tratamento e associados à osteoporose pós-menopausa.

A análise histológica das biópsias ósseas, após dois e três anos de tratamento de mulheres pós-

menopáusicas, mostrou osso de qualidade normal, sem indícios de distúrbios da mineralização.

População pediátrica (ver secção 4.2 e secção 5.2)

Bonviva não foi estudado na população pediátrica, consequentemente não estão disponíveis dados de

eficácia ou de segurança para esta população de doentes.

5.2

Propriedades farmacocinéticas

Os principais efeitos farmacológicos do ácido ibandrónico no osso não estão diretamente relacionados

com a concentração plasmática, tal como demonstrado por vários estudos realizados no animal e no

ser humano.

Absorção

A absorção do ácido ibandrónico no trato gastrointestinal superior é rápida após administração oral e a

concentração plasmática aumenta de uma forma proporcional à dose, até aos 50 mg de dose ingerida.

Acima desta dose observam-se aumentos superiores aos aumentos proporcionais à dose. A

concentração plasmática máxima observada foi alcançada em 0,5 a 2 horas (mediana 1 hora) em jejum

e a biodisponibilidade absoluta foi de cerca de 0,6 %. A absorção sofre uma redução quando a

ingestão é feita juntamente com alimentos ou bebidas (exceto com água). A biodisponibilidade

diminui cerca de 90 % quando ácido ibandrónico é administrado com um pequeno-almoço

convencional, comparativamente com a biodisponibilidade observada em indivíduos em jejum. Não se

observa qualquer diminuição significativa da biodisponibilidade desde que o ácido ibandrónico seja

administrado 60 minutos antes da primeira refeição do dia. Quer a biodisponibilidade quer os efeitos

benéficos na DMO diminuem quando a administração de ácido ibandrónico é feita menos de 60

minutos antes da ingestão de alimentos ou bebidas.

Distribuição

Após exposição sistémica inicial, o ácido ibandrónico liga-se rapidamente ao osso ou é excretado na

urina. No ser humano, o volume de distribuição final aparente é de pelo menos 90 l e a dose que

alcança o osso é estimada em 40-50 % da dose circulante. A ligação às proteínas do plasma humano é

de aproximadamente 85 %-87 % (determinada in vitro para concentrações terapêuticas), pelo que o

potencial para a ocorrência de interações com outros medicamentos devidas a deslocação é reduzido.

Biotransformação

Não há qualquer indício de que o ácido ibandrónico seja metabolizado, quer no animal quer no ser

humano.

Eliminação

A fração absorvida do ácido ibandrónico é removida da circulação por meio de absorção óssea

(estimada em 40-50 % em mulheres pós-menopáusicas), sendo o restante eliminado na forma

inalterada pelo rim. A fração do ácido ibandrónico não absorvida é eliminada, na forma inalterada, nas

fezes.

O intervalo de valores observados para a semivida aparente é amplo, a semivida final aparente é

geralmente da ordem de 10-72 horas. Uma vez que os valores calculados são em grande parte uma

função da duração do estudo, a dose utilizada, e a sensibilidade do método, a verdadeira semivida final

é provável que seja substancialmente superior, tal como para outros bifosfonatos. Os níveis

plasmáticos iniciais descem rapidamente, atingindo 10 % do valor máximo no espaço de 3 e 8 horas

após administração intravenosa ou oral, respetivamente.

A depuração total do ácido ibandrónico é baixa e apresenta valores médios da ordem de 84-

160 ml/min. A depuração renal (cerca de 60 ml/min em mulheres pós-menopáusicas saudáveis)

contribui para 50-60 % da depuração total e está relacionada com a depuração da creatinina.

Considera-se que a diferença entre a depuração total aparente e a depuração renal aparente reflete a

absorção por parte do osso.

A via de excreção parece não incluir qualquer sistema de transporte conhecido, de natureza ácida ou

básica, envolvido na excreção de outros fármacos. Além disso, o ácido ibandrónico não inibe as

principais isoenzimas P450 hepáticas humanas nem induz o sistema do citocromo P450 hepático em

ratos.

Farmacocinética em situações clínicas especiais

Sexo

A biodisponibilidade e os parâmetros farmacocinéticos do ácido ibandrónico são similares nos homens

e nas mulheres.

Raça

Não há indícios de qualquer diferença interétnica clinicamente relevante entre asiáticos e caucasianos,

no que se refere à farmacocinética do ácido ibandrónico. Há poucos dados disponíveis sobre doentes

de origem africana.

Doentes com compromisso renal

A depuração renal do ácido ibandrónico em doentes com diversos graus de compromisso renal está

relacionada, de forma linear, com a depuração da creatinina.

De acordo com o estudo BM 16549, no qual a maioria dos doentes tinha compromisso renal ligeiro a

moderado, não é necessário ajuste da dose em doentes com compromisso renal ligeiro a moderado

(CLcr igual ou superior a 30 ml/min).

Os indivíduos com insuficiência renal grave (CLcr inferior a 30 ml/min) a receber uma dose diária oral

de 10 mg de ácido ibandrónico, durante 21 dias, apresentaram concentrações plasmáticas 2-3 vezes

mais elevadas do que os indivíduos com função renal normal e a depuração total do ácido ibandrónico

foi de 44 ml/min. Em indivíduos com insuficiência renal grave a depuração total, renal e não renal,

após administração intravenosa de 0,5 mg, diminui em 67 %, 77 % e 50 %, respetivamente, mas não

se registou qualquer diminuição na tolerabilidade associada ao aumento da exposição. Devido à

limitada experiência clínica, não se recomenda o uso de Bonviva em doentes com compromisso renal

grave (ver secção 4.2 e secção 4.4). Os parâmetros farmacocinéticos do ácido ibandrónico não foram

avaliados em doentes com doença renal terminal controlados por outros meios que não a hemodiálise.

Desconhece-se a farmacocinética do ácido ibandrónico nestes doentes e este não deverá ser utilizado

nestas situações.

Doentes com compromisso hepático (ver secção 4.2)

Não existem dados farmacocinéticos relativos ao ácido ibandrónico em doentes com compromisso

hepático. O fígado não tem um papel significativo na depuração do ácido ibandrónico, que não é

metabolizado, sendo eliminado por excreção renal e por fixação ao osso. Por conseguinte, não é

necessário o ajuste da dose em doentes com compromisso hepático.

População idosa (ver secção 4.2)

Numa análise multivariada, a idade não foi identificada como sendo um fator independente para

qualquer dos parâmetros farmacocinéticos estudados. Uma vez que a função renal diminui com a

idade, este é o único fator a tomar em consideração (ver ponto relativo a compromisso renal).

População pediátrica (ver secção 4.2 e secção 5.1)

Não existem dados sobre a utilização de Bonviva nestes grupos etários.

5.3

Dados de segurança pré-clínica

Foram observados efeitos tóxicos no cão, ex. sinais de lesão renal, apenas para exposições

consideradas bastante superiores à exposição máxima humana, o que indica pouca relevância na

utilização clínica.

Mutagenicidade/carcinogenicidade:

Não se observou qualquer indício de potencial carcinogénico. Os testes de genotoxicidade não

revelaram evidência de atividade genética para o ácido ibandrónico.

Toxicidade a nível da reprodução:

Não houve evidência de um efeito tóxico direto no feto nem de um efeito teratogénico do ácido

ibandrónico em ratos e coelhos tratados por via oral, e não se registaram efeitos adversos no

desenvolvimento das crias F

de ratos, para uma exposição extrapolada de pelo menos 35 vezes a

exposição humana. Nos estudos de reprodução efetuados em ratos, pela via oral, os efeitos na

fertilidade consistiram num aumento das perdas pré-implantação nas doses de 1 mg/kg/dia e

superiores. Nos estudos efetuados em ratos, pela via intravenosa, o ácido ibandrónico diminuiu a

contagem de espermatozoides nas doses de 0,3 e 1 mg/kg/dia e diminuiu a fertilidade nos ratos

machos na dose 1 mg/kg/dia e nos ratos fêmeas na dose 1,2 mg/kg/dia. As reações adversas do ácido

ibandrónico nos estudos de toxicidade na reprodução, realizados no rato foram as observadas com a

classe dos bifosfonatos em geral. Estas reações incluem uma diminuição do número de implantações,

interferência com o desenrolar normal do parto (distocia) e um aumento nas alterações viscerais

(síndrome uretero-renal pélvico).

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1.

Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido

Lactose mono-hidratada

Povidona

Celulose microcristalina

Crospovidona

Ácido esteárico

Sílica coloidal anidra

Revestimento do comprimido

Hipromelose

Dióxido de titânio (E 171)

Talco

Macrogol 6000

6.2

Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3

Prazo de validade

5 anos.

6.4

Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5

Natureza e conteúdo do recipiente

Bonviva 150 mg comprimidos revestidos por película apresenta-se em blisters (PVC/PVDC, selado

com folha de alumínio) contendo 1 ou 3 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6

Precauções especiais de eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências

locais. Deve-se minimizar a eliminação de produtos farmacêuticos para o meio ambiente.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Atnahs Pharma Netherlands B.V.

Strawinskylaan 3127

1077 ZX Amsterdam

Países Baixos

8.

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/03/265/003

EU/1/03/265/004

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 23 de fevereiro.de 2004

Data da última renovação: 18 de dezembro de 2013

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu.

1.

NOME DO MEDICAMENTO

Bonviva 3 mg solução injetável

2.

COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Uma seringa pré-cheia de 3 ml de solução contém 3 mg de ácido ibandrónico (na forma de sal sódico

mono-hidratado).

A concentração de ácido ibandrónico na solução injetável é de 1 mg por ml.

Excipientes com efeito conhecido: Sódio (menos que 1 mmol por dose).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3.

FORMA FARMACÊUTICA

Solução injetável.

Solução límpida e incolor.

4.

INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1

Indicações terapêuticas

Tratamento da osteoporose na mulher pós-menopáusica com risco aumentado de fratura (ver secção

5.1).

Foi demonstrada a redução do risco de fraturas vertebrais, a eficácia nas fraturas do colo do fémur não

foi estabelecida.

4.2

Posologia e modo de administração

Deve ser dado o folheto informativo o cartão de memória para o doente aos doentes tratados com

Bonviva.

Posologia

A dose recomendada de ácido ibandrónico é de 3 mg, administrada sob a forma de uma injeção

intravenosa durante 15 - 30 segundos, de 3 em 3 meses.

Os doentes têm que tomar um suplemento de cálcio e vitamina D (ver secção 4.4 e secção 4.5).

Se uma dose não for administrada, a injeção deve ser administrada logo que possível. Daí em diante as

injeções devem ser programadas, de 3 em 3 meses, a partir da data da última injeção.

Não foi estabelecida a duração adequada para o tratamento da osteoporose com bifosfonatos. A

necessidade da continuação do tratamento deve ser reavaliada periodicamente de acordo com os

benefícios e potenciais riscos de Bonviva em cada doente individualmente, particularmente após 5 ou

mais anos de utilização.

Populações especiais

Doentes com compromisso renal

Não se recomenda o uso de Bonviva injetável em doentes com creatinina sérica superior a 200 µmol/l

(2,3 mg/dl) ou nos quais a depuração da creatinina (determinada ou estimada) seja inferior a

30 ml/min devido aos poucos dados clínicos disponíveis resultantes de estudos que tenham incluído

doentes com estas características (ver secção 4.4 e secção 5.2).

Não é necessário ajuste da dose em doentes com compromisso renal ligeiro ou moderado, nos quais a

creatinina sérica apresente um valor igual ou inferior a 200 µmol/l (2,3 mg/dl) ou nos quais a

depuração da creatinina (determinada ou estimada) seja igual ou superior a 30 ml/min.

Doentes com compromisso hepático

Não é necessário ajuste da dose (ver secção 5.2).

População idosa (> 65 anos)

Não é necessário ajuste da dose (ver secção 5.2).

População pediátrica

Bonviva não se destina para utilização em crianças com menos de 18 anos de idade e Bonviva não foi

estudado nesta população (ver secção 5.1 e secção 5.2).

Modo de administração

Para utilização por via intravenosa, durante 15 – 30 segundos, de 3 em 3 meses.

É necessária uma adesão estrita à via de administração intravenosa (ver secção 4.4).

4.3

Contraindicações

Hipersensibilidade ao ácido ibandrónico ou a qualquer um dos excipientes mencionados na

secção 6.1

Hipocalcemia

4.4

Advertências e precauções especiais de utilização

Falhas de administração

Tem que se ter o cuidado de não administrar a injeção de Bonviva por via intra-arterial ou paravenosa

uma vez que isso poderia provocar danos nos tecidos.

Hipocalcemia

O Bonviva, tal como outros bifosfonatos administrados por via intravenosa, pode causar uma

diminuição transitória no valor sérico do cálcio.

A hipocalcemia existente deve ser corrigida antes do início da terapêutica com Bonviva injetável.

Também deve ser eficazmente tratado qualquer outro distúrbio do metabolismo ósseo ou mineral antes

de iniciar a terapêutica com Bonviva injetável.

Todos os doentes têm que tomar um suplemento de cálcio e vitamina D.

Reação anafilática/choque anafilático

Foram notificados casos de reação anafilática/choque anafilático, incluido acontecimentos fatais, em

doentes tratados com ácido ibandrónico IV.

Quando Bonviva injeção intravenosa é administrado, devem estar prontamente disponível suporte

médico adequado e medidas de monitorização. Caso ocorram reações anafiláticas ou outras reações de

hipersensibilidade/alérgicas, interrompa imediatamente a injeção e inicie o tratamento adequado.

Compromisso renal

Durante o tratamento, os doentes com doenças concomitantes ou que utilizem medicamentos com

potencial para provocar efeitos indesejáveis a nível renal, devem ser examinados regularmente de

acordo com as boas práticas médicas.

Devido à limitada experiência clínica, não se recomenda Bonviva injetável a doentes com valores da

creatinina sérica superiores a 200 µmol/l (2,3 mg/dl) ou com depuração da creatinina inferior a

30 ml/min (ver secção 4.2 e secção 5.2).

Doentes com compromisso cardíaco

A hiper-hidratação deve ser evitada em doentes com risco de insuficiência cardíaca.

Osteonecrose da mandíbula

Tem sido muito raramente notificada osteonecrose da mandíbula (ONM) na fase pós-comercialização,

em doentes tratados com Bonviva para a osteoporose (ver secção 4.8).

O início do tratamento ou de um novo ciclo de tratamento deve ser adiado nos doentes com lesões

abertas não cicatrizadas dos tecidos moles na boca.

É recomendado um exame dentário com odontologia preventiva e uma avaliação individual do

benefício-risco antes do tratamento com Bonviva em doentes com fatores de risco concomitantes.

Os seguintes fatores de risco devem ser considerados na avaliação do risco de um doente desenvolver

ONM:

Potência do medicamento que inibe a reabsorção óssea (maior risco para os compostos

altamente potentes), a via de administração (maior risco para administração parentérica) e dose

cumulativa de terapêutica de reabsorção óssea

Cancro, comorbilidades (por exemplo, anemia, coagulopatias, infeção), tabagismo

Terapêuticas concomitantes: corticoides, quimioterapia, inibidores da angiogénese, radioterapia

na cabeça e pescoço

Fraca higiene oral, doença periodontal, próteses dentárias mal ajustadas, antecedentes de doença

dentária, procedimentos dentários invasivos, por exemplo, extrações dentárias.

Todos os doentes devem ser encorajados a manter uma boa higiene oral, submeter-se a exames

dentários de rotina e comunicar imediatamente quaisquer sintomas orais, tais como mobilidade

dentária, dor ou inchaço, ou não-cicatrização de feridas ou supuração durante o tratamento com

Bonviva. Durante o tratamento, os procedimentos dentários invasivos devem ser realizados apenas

após cuidadosa consideração e ser evitados se muito próximos da administração com Bonviva.

O plano de monitorização dos doentes que desenvolvem ONM deve ser estabelecido em estreita

colaboração entre o médico prescritor e um dentista ou um cirurgião oral com experiência em ONM.

Deve ser considerada a interrupção temporária do tratamento com Bonviva até à resolução da situação

os fatores de risco minimizados quando possível.

Osteonecrose do canal auditivo externo

Têm sido notificados casos de osteonecrose do canal auditivo externo com bifosfonatos,

principalmente em associação com terapêutica a longo prazo. Os possíveis fatores de risco para a

osteonecrose do canal auditivo externo incluem a utilização de esteroides e quimioterapia e/ou fatores

de risco locais como infeção ou trauma. A possibilidade de osteonecrose do canal auditivo externo

deve ser considerada em doentes em tratamento com bifosfonatos e que apresentem sintomas do

ouvido, incluindo infeções crónicas do ouvido.

Fraturas atípicas do fémur

Foram notificadas fraturas femorais subtrocantéricas e diafisárias atípicas com o tratamento com

bisfosfonatos, principalmente em doentes a receber tratamento prolongado para a osteoporose. Estas

fraturas transversas ou oblíquas curtas podem ocorrer em qualquer local ao longo do fémur, desde

imediatamente abaixo do pequeno trocanter até imediatamente acima da zona supracondiliana. Essas

fraturas ocorrem após um traumatismo ligeiro, ou sem traumatismo, e alguns doentes sentem dor na

coxa ou virilha, muitas vezes associadas às características imagiológicas de fraturas de esforço,

semanas ou meses antes de apresentarem uma fratura femoral completa. As fraturas são muitas vezes

bilaterais; portanto o fémur contralateral deve ser observado em doentes tratados com bisfosfonatos

que tenham sofrido uma fratura do eixo femoral. Também foi notificada cicatrização deficiente destas

fraturas. Deve ser considerada a descontinuação da terapêutica com bifosfonatos em doentes com

suspeita de uma fratura atípica do fémur na sequência da avaliação do doente, com base numa

avaliação risco/benefício individual.

Durante o tratamento com bifosfonatos os doentes devem ser aconselhados a notificar qualquer dor na

coxa, anca ou virilha e qualquer doente que apresente estes sintomas deve ser avaliado relativamente a

uma fratura de fémur incompleta.

Bonvia é essencialmente isento de sódio.

4.5

Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não se considera provável a ocorrência de interações metabólicas uma vez que o ácido ibandrónico

não inibe as principais isoenzimas P450 hepáticas humanas e mostrou não induzir o sistema do

citocromo P450 hepático no rato (ver secção 5.2). O ácido ibandrónico é eliminado apenas por

excreção renal, não sofrendo qualquer processo de biotransformação.

4.6

Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Bonviva destina-se apenas a mulheres pós-menopáusicas e não deve ser tomado por mulheres com

potencial para engravidar.

Não existem dados adequados da utilização de ácido ibandrónico em mulheres grávidas. Os estudos

realizados em ratos demonstraram alguma toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). Desconhece-se o

risco potencial para o ser humano.

Bonviva não deve ser utilizado durante a gravidez.

Amamentação

Não se sabe se o ácido ibandrónico é excretado no leite humano. Estudos efetuados em ratos fêmeas

lactantes demonstraram a presença de níveis baixos de ácido ibandrónico no leite, após administração

intravenosa. Bonviva não deve ser utilizado durante a amamentação.

Fertilidade

Não existem dados dos efeitos do ácido ibandrónico nos humanos. Nos estudos de reprodução

efetuados em ratos, pela via oral, o ácido ibandrónico diminuiu a fertilidade. Nos estudos efetuados em

ratos, pela via intravenosa, doses diárias elevadas de ácido ibandrónico diminuíram a fertilidade (ver

secção 5.3).

4.7

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Com base no perfil farmacocinético e farmacodinâmico e nas reações adversas notificadas, estima-se

que os efeitos de Bonviva sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas sejam nulos ou

insignificantes.

4.8

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações adversas notificadas com maior gravidade são reação anafilática/choque anafilático,

fraturas atípicas do fémur, osteonecrose da mandíbula e inflamação ocular (ver parágrafo “Descrição

de reações adversas selecionadas” e secção 4.4).

As reações adversas notificadas com mais frequência são artralgia e sintomas tipo gripe. Estes

sintomas estão tipicamente associados à primeira dose, geralmente de curta duração, de intensidade

ligeira ou moderada e geralmente desaparecem com a continuação do tratamento, sem a necessidade

de medidas corretivas (ver parágrafo "Estado gripal").

Tabela de reações adversas

Na tabela 1 apresenta-se a lista completa das reações adversas conhecidas.

A segurança do tratamento oral com ácido ibandrónico 2,5 mg diários foi avaliada em 1251 doentes

tratados no âmbito de 4 estudos clínicos controlados com placebo, sendo a larga maioria dos doentes

proveniente do estudo principal de fraturas com 3 anos de duração (MF4411).

No estudo principal com duração de 2 anos em mulheres pós-menopáusicas com osteoporose

(BM16550), a segurança global da injeção intravenosa de Bonviva 3 mg, de 3 em 3 meses, e de ácido

ibandrónico 2,5 mg diários por via oral, revelou ser semelhante. A proporção global de doentes que

apresentaram uma reação adversa foi de 26,0 % e 28,6 % para o Bonviva 3 mg injetável, de 3 em 3

meses, após um e dois anos, respetivamente. A maior parte dos casos de reações adversas não

conduziu à suspensão da terapêutica.

As reações adversas encontram-se listadas por classes de sistemas de órgãos segundo a MedDRA e

por categoria de frequência. As categorias de frequência definem-se usando a seguinte convenção:

muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥ 1/100 a < 1/10), pouco frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100), raros

(≥ 1/10.000 a < 1/1.000), muito raros (< 1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos

dados disponíveis). Dentro de cada categoria de frequência, as reações adversas apresentam-se por

ordem decrescente de gravidade.

Tabela 1: Reações adversas medicamentosas que ocorreram em mulheres pós-menopáusicas tratadas

com Bonviva 3 mg injetável, de 3 em 3 meses, ou com ácido ibandrónico 2,5 mg diários, nos

estudos de fase III BM16550 e MF4411 e na experiência pós-comercialização.

Classes de

Sistemas de

Órgãos

Frequentes

Pouco

frequentes

Raros

Muito raros

Doenças do

sistema

imunitário

Exacerbação da

asma

Reação de

hipersensibilidade

Reação

anafilática/choque

anafilático*

Doenças do

sistema nervoso

Cefaleia

Afeções oculares

Inflamação

ocular*

Vasculopatias

Flebite/

tromboflebite

Doenças

gastrointestinais

Gastrite,

Dispepsia,

Diarreia, Dor

abdominal,

Náuseas,

Obstipação

Afeções dos

tecidos cutâneos e

subcutâneos

Erupção cutânea

Angioedema,

Tumefação/

edema

facial

Urticária

Síndrome

Stevens-Johnson

Eritema

multiforme

Dermatite

bolhosa

Afeções

musculosquelétic

as e dos tecidos

conjuntivos

Artralgia, Mialgia,

musculosquelética,

Dorsalgia

Dor óssea

Fraturas femorais

subtrocantéricas e

diafisárias

atípicas

Osteonecrose

mandíbula*

†,

Osteonecrose

canal

auditivo

externo

(reação

adversa

classe

aos bifosfonatos)

Perturbações

gerais e

alterações no

local de

administração

Estado gripal*,

Fadiga

Reações no

local da injeção,

Astenia

*Ver informação adicional abaixo

†Identificado na experiência pós-comercialização.

Descrição de reações adversas selecionadas

Estado gripal

O estado gripal inclui acontecimentos notificados como reação de fase aguda ou sintomas incluindo

mialgia, artralgia, febre, arrepios, fadiga, náuseas, perda de apetite e dor óssea.

Osteonecrose da mandíbula

Foram notificados casos de osteonecrose da mandíbula, predominantemente em doentes com cancro

tratados com medicamentos que inibem a reabsorção óssea, como o ácido ibandrónico (ver secção

4.4). Foram notificados casos de ONM após comercialização do ácido ibandrónico.

Inflamação ocular

Com o ácido ibandrónico foram notificados acontecimentos com inflamação ocular, tais como uveíte,

episclerite e esclerite. Em alguns casos, estes acontecimentos não desapareceram até à descontinuação

do ácido ibandrónico.

Reação anafilática/choque anafilático

Foram notificados casos de reação anafilática/choque anafilático, incluindo acontecimentos fatais, em

doentes tratados com ácido ibandrónico intravenoso.

Notificação de suspeitas de reações adversas

A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma

vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos

profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema

nacional de notificação mencionado no Apêndice V.

4.9

Sobredosagem

Não existem informações específicas sobre o tratamento da sobredosagem com Bonviva.

Com base no conhecimento desta classe de fármacos, a sobredosagem por via intravenosa pode

resultar em hipocalcemia, hipofosfatemia e hipomagnesemia. As diminuições clinicamente relevantes

nos níveis séricos de cálcio, fósforo e magnésio devem ser corrigidas através da administração

intravenosa de gluconato de cálcio, fosfato de potássio ou sódio e sulfato de magnésio,

respetivamente.

5.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Medicamentos que atuam no osso, bifosfonatos, código ATC: M05BA06

Mecanismo de ação

O ácido ibandrónico é um bifosfonato muito potente pertencente ao grupo dos bifosfonatos

nitrogenados, que atuam seletivamente no tecido ósseo e inibem especificamente a atividade dos

osteoclastos sem afetar diretamente a formação óssea. Não interfere com a mobilização dos

osteoclastos. Nas mulheres pós-menopáusicas, o ácido ibandrónico conduz a aumentos progressivos

da massa óssea e a uma diminuição da incidência de fraturas através da redução da remodelação óssea

aumentada, para os níveis observados antes da menopausa.

Efeitos farmacodinâmicos

A ação farmacodinâmica do ácido ibandrónico é a inibição da reabsorção óssea. In vivo, o ácido

ibandrónico previne a destruição do osso induzida experimentalmente pela supressão da função

gonadal, por retinóides, tumores ou extratos de tumores. No rato jovem (em fase de crescimento

rápido), a reabsorção óssea endógena é também inibida, o que conduz ao aumento da massa óssea

normal, comparativamente à observada em animais não tratados.

Modelos animais confirmam que o ácido ibandrónico é um inibidor muito potente da atividade

osteoclástica. No rato em crescimento não se observaram indícios de diminuição da mineralização,

mesmo para doses superiores a 5000 vezes a dose necessária ao tratamento da osteoporose.

A administração prolongada, diária ou intermitente (com grandes intervalos sem administração),

mesmo com doses tóxicas, no rato, cão e macaco esteve associada à formação de novo tecido ósseo de

qualidade normal e de resistência mecânica idêntica ou aumentada. No ser humano, a eficácia da

administração diária ou intermitente com um intervalo sem administração de 9 - 10 semanas de ácido

ibandrónico foi confirmada num ensaio clínico (MF 4411), no qual o ácido ibandrónico demonstrou

eficácia antifratura.

Em modelos animais, o ácido ibandrónico originou alterações bioquímicas indicadoras de inibição,

dependente da dose, da reabsorção óssea, incluindo a supressão dos marcadores bioquímicos urinários

da degradação do colagénio ósseo (tais como a desoxipiridinolina e os N-telopéptidos de ligações

cruzadas do colagénio tipo I (NTX)).

A administração de doses orais, diárias ou intermitentes (com intervalos sem dose de 9-10 semanas

por trimestre) bem como a administração de doses intravenosas de ácido ibandrónico em mulheres

pós-menopáusicas, originaram alterações bioquímicas indicadoras da inibição da reabsorção óssea

dependente da dose.

A injeção intravenosa de Bonviva diminuiu os níveis séricos do C-telopéptido da cadeia alfa do

colagénio tipo I (CTX) em 3 - 7 dias após o início do tratamento e diminuiu os níveis de osteocalcina

no espaço de 3 meses.

Após a interrupção do tratamento verifica-se uma reversão para os níveis patológicos anteriores ao

tratamento, de elevada reabsorção óssea, associados à osteoporose pós-menopáusica.

A análise histológica de biópsias ósseas após dois e três anos de tratamento de mulheres pós-

menopáusicas com ácido ibandrónico 2,5 mg diários por via oral e doses intravenosas intermitentes

administradas por via intravenosa, de até 1 mg de 3 em 3 meses, mostraram osso de qualidade normal

e sem indícios de alterações da mineralização. Observou-se ainda uma diminuição esperada na

remodelação óssea, osso de qualidade normal e ausência de alterações na mineralização, após 2 anos

de tratamento com Bonviva 3 mg injetável.

Eficácia clínica

De modo a identificar as mulheres com risco aumentado de fraturas osteoporóticas, devem ser

considerados fatores de risco independentes como, por exemplo, DMO diminuída, idade, existência de

fraturas prévias, antecedentes familiares de fraturas, elevada remodelação óssea e baixo índice de

massa corporal.

Bonviva 3 mg injetável, de 3 em 3 meses

Densidade mineral óssea (DMO)

A injeção intravenosa de Bonviva 3 mg, administrada de 3 em 3 meses, mostrou ser pelo menos tão

eficaz como o tratamento oral com ácido ibandrónico 2,5 mg diários, num estudo de não-inferioridade

(BM16550), com duração de 2 anos, aleatorizado, em dupla ocultação, multicêntrico, realizado em

mulheres pós-menopáusicas (1386 mulheres com idade entre 55 e 80 anos), com osteoporose (DMO

da coluna lombar com índice T inferior a -2,5 desvios padrão na linha de base). Esta informação foi

demonstrada quer na análise primária do objetivo a um ano, quer na análise confirmatória do objetivo

a dois anos (Tabela 2).

A análise primária dos dados provenientes do estudo BM16550, feita ao fim de 1 ano e a análise de

confirmação feita ao fim de 2 anos, demonstraram a não-inferioridade do regime injetável com 3 mg,

de 3 em 3 meses, comparativamente com o regime oral de 2,5 mg diários, em termos de aumento

médio na DMO na coluna lombar, anca total, colo do fémur e trocânter (Tabela 2).

Tabela 2: Alteração média relativa à linha de base da DMO da coluna lombar, anca total, colo do

fémur e trocânter, após um ano (análise primária) e dois anos de tratamento (população

definida no protocolo) no estudo BM 16550.

Dados a um ano do estudo BM

16550

Dados a dois anos do estudo BM

16550

Alteração média relativa à

linha de base % [95 % IC]

ácido

ibandrónico

2,5 mg diários

(N = 377)

Bonviva 3 mg

injetável, de 3

em 3 meses

(N = 365)

ácido

ibandrónico

2,5 mg diários

(N = 334)

Bonviva 3 mg

injetável, de 3

em 3 meses

(N = 334)

DMO da coluna lombar

L2-L4

3,8 [3,4; 4,2]

4,8 [4,5; 5,2]

4,8 [4,3; 5,4]

6,3 [5,7; 6,8]

DMO da anca total

1,8 [1,5; 2,1]

2,4 [2,0; 2,7]

2,2 [1,8; 2,6]

3,1 [2,6; 3,6]

DMO do colo do fémur

1,6 [1,2; 2,0]

2,3 [1,9; 2,7]

2,2 [1,8; 2,7]

2,8 [2,3; 3,3]

DMO do trocânter

3,0 [2,6; 3,4]

3,8 [3,2; 4,4]

3,5 [3,0; 4,0]

4,9 [4,1; 5,7]

Além disso, a injeção de Bonviva 3 mg, de 3 em 3 meses, provou ser superior à administração oral de

ácido ibandrónico 2,5 mg diários relativamente ao aumento da DMO da coluna lombar, numa análise

prospectivamente planeada a um ano (p < 0,001) e dois anos (p < 0,001).

Quanto à DMO da coluna lombar, 92,1 % dos doentes tratados com uma injeção de 3 mg, de 3 em

3 meses, apresentaram uma DMO superior ou igual após um ano de tratamento (ou seja, foram

considerados como doentes que responderam à terapêutica) comparativamente com 84,9 % dos

doentes tratados com 2,5 mg diários por via oral (p = 0,002). Após 2 anos de tratamento, 92,8 % dos

doentes tratados com injeções de 3 mg e 84,7 % dos doentes tratados por via oral com 2,5 mg

apresentavam aumento ou estabilização do valor da DMO da coluna lombar (p = 0,001).

Relativamente à DMO da anca total, 82,3 % dos doentes tratados com uma injeção de 3 mg, de 3 em

3 meses, apresentaram resposta ao fim de 1 ano, comparativamente com 75,1 % dos doentes tratados

com 2,5 mg diários por via oral (p =0,02). Após 2 anos de tratamento, 85,6 % dos doentes tratados

com injeções de 3 mg e 77,0 % dos doentes tratados por via oral com 2,5 mg apresentavam aumento

ou estabilização do valor da DMO da anca total (p = 0,004).

A proporção de doentes que apresentaram aumento ou manutenção do valor da DMO da coluna

lombar e da anca total, ao fim de 1 ano, foi de 76,2 % no braço de tratamento com injeções de 3 mg,

de 3 em 3 meses, e de 67,2 % no braço de tratamento oral com 2,5 mg diários (p = 0,007). Ao fim de

2 anos, 80,1 % e 68,8 % dos doentes no braço tratado com injeções de 3 mg de 3 em 3 meses e no

braço tratado com 2,5 mg diários (p = 0,001), respetivamente, atingiram este critério.

Marcadores bioquímicos da remodelação óssea

Observaram-se diminuições clinicamente significativas nos níveis séricos do CTX em todas as

ocasiões em que estes foram determinados. Ao fim de 12 meses, a alteração mediana relativamente à

linha de base, foi de -58,6 % para o regime com injeção intravenosa de 3 mg, de 3 em 3 meses, e de -

62,6 % para o regime de administração oral de 2,5 mg diários. Adicionalmente, 64,8 % dos doentes

em tratamento com injeções de 3 mg, de 3 em 3 meses, foram identificados como doentes que

responderam à terapêutica (resposta definida como uma diminuição ≥ 50 % relativamente à linha de

base), comparativamente com 64,9 % dos doentes em tratamento oral com 2,5 mg diários. A

diminuição na concentração sérica do CTX foi mantida durante os 2 anos, com mais de metade dos

doentes identificados como doentes que responderam à terapêutica, em ambos os grupos de

tratamento.

Com base nos resultados do estudo BM 16550, prevê-se que o Bonviva 3 mg injeção intravenosa,

administrado de 3 em 3 meses, seja pelo menos tão eficaz na prevenção de fraturas como o regime oral

de ácido ibandrónico 2,5 mg diários.

Ácido ibandrónico comprimidos 2,5 mg diários

No estudo inicial de fraturas (MF 4411) com duração de 3 anos, aleatorizado, em dupla ocultação e

controlado por placebo, demonstrou-se a existência de uma diminuição, estatisticamente significativa

e clinicamente relevante, na incidência de novas fraturas vertebrais radiográficas (por critérios

morfométricos) e fraturas vertebrais clínicas (tabela 3). Neste estudo, o ácido ibandrónico foi avaliado

em doses orais de 2,5 mg diários e 20 mg de forma intermitente como um regime exploratório. O

ácido ibandrónico foi administrado 60 minutos antes da primeira ingestão de alimentos ou bebidas do

dia (período de jejum após a administração). O estudo envolveu mulheres com idades entre os 55 e os

80 anos, pós-menopáusicas há pelo menos 5 anos, com DMO na coluna lombar 2 a 5 desvios padrão

abaixo do valor médio observado antes da menopausa (índice T) em pelo menos uma vértebra [L1-

L4], e que tivessem tido uma a quatro fraturas vertebrais prévias. Todas as doentes receberam 500 mg

de cálcio e 400 UI de vitamina D por dia. A eficácia foi avaliada em 2928 doentes. O ácido

ibandrónico 2,5 mg administrado diariamente apresentou uma diminuição estatisticamente

significativa e clinicamente relevante, na incidência de novas fraturas vertebrais. Este regime diminuiu

a ocorrência de novas fraturas vertebrais radiográficas em 62 % (p = 0,0001), ao longo dos 3 anos de

duração do estudo. Foi observada uma diminuição do risco relativo de 61 % após 2 anos (p = 0,0006).

Não foi atingida diferença estatisticamente significativa após 1 ano de tratamento (p = 0,056). O efeito

antifratura foi consistente durante toda a duração do estudo. Não houve qualquer indício de uma

diminuição do efeito com o passar do tempo.

A incidência de fraturas vertebrais clínicas, também diminuiu significativamente em 49 % após três

anos (p = 0,011). O intenso efeito nas fraturas vertebrais refletiu-se ainda numa redução,

estatisticamente significativa, da diminuição da altura, comparativamente ao placebo (p < 0,0001).

Tabela 3: Resultados do estudo de fraturas com 3 anos de duração, MF 4411 (%, IC de 95 %)

Placebo

(N = 974)

ácido ibandrónico 2,5 mg

diários

(N = 977)

Redução do risco relativo de

novas fraturas vertebrais morfométricas

62 % (40,9; 75,1)

Incidência de novas fraturas vertebrais

morfométricas

9,56 % (7,5; 11,7)

4,68 % (3,2; 6,2)

Redução do risco relativo de

fraturas vertebrais clínicas

49 % (14,03; 69,49)

Incidência de fraturas vertebrais clínicas

5,33 % (3,73; 6,92)

2,75 % (1,61; 3,89)

DMO da coluna lombar - variação média

relativamente ao valor basal, ao fim de 3

anos

1,26 % (0,8; 1,7)

6,54 % (6,1; 7,0)

DMO da anca total – variação média

relativamente ao valor basal, ao fim de 3

anos

-0,69 % (-1,0; -0,4)

3,36 % (3,0; 3,7)

O efeito do tratamento com ácido ibandrónico foi ainda avaliado numa análise da sub-população de

doentes que apresentavam um índice T da DMO como valor basal, inferior a -2,5 (tabela 4). A redução

do risco de fraturas vertebrais foi muito consistente com o observado na população total.

Tabela 4: Resultados do estudo de fraturas com 3 anos de duração, MF 4411 (%, IC de 95 %),

realizado em doentes com índice T da DMO da coluna lombar inferior a -2,5 como valor

basal ,

Placebo

(N = 587)

ácido ibandrónico 2,5 mg

diários

(N = 575)

Redução do risco relativo de

novas fraturas vertebrais morfométricas

59 % (34,5; 74,3)

Incidência de novas fraturas vertebrais

morfométricas

12,54 % (9,53; 15,55)

5,36 % (3,31; 7,41)

Redução do risco relativo de

fraturas vertebrais clínicas

50 % (9,49; 71,91)

Incidência de fraturas vertebrais clínicas

6,97 % (4,67; 9,27)

3,57 % (1,89; 5,24)

DMO da coluna lombar - variação

média relativamente ao valor basal, ao

fim de 3 anos

1,13 % (0,6; 1,7)

7,01 % (6,5; 7,6)

DMO da anca total – variação média

relativamente ao valor basal, ao fim de 3

anos

-0,70 % (-1,1; -0,2)

3,59 % (3,1; 4,1)

Na população total de doentes do estudo MF4411, não foi observada redução nas fraturas não

vertebrais. No entanto, o ácido ibandrónico diário pareceu ser efetivo na sub-população em risco

elevado (índice T da DMO do colo do fémur < -3,0), na qual foi observada uma diminuição de 69 %

do risco de fratura não vertebral.

O tratamento diário oral com ácido ibandrónico 2,5 mg comprimidos resultou em aumentos

progressivos da DMO em locais vertebrais e não vertebrais do esqueleto.

O aumento da DMO da coluna lombar, ao fim de 3 anos, comparativamente com a observada com

placebo foi de 5,3 % e de 6,5 % comparativamente ao valor basal. O aumento da DMO na anca,

comparativamente com o valor basal foi de 2,8 % no colo do fémur, de 3,4 % para a totalidade da anca

e de 5,5 % no trocânter.

Os marcadores bioquímicos da remodelação óssea (tais como CTX urinário e Osteocalcina sérica)

apresentaram o perfil esperado de supressão para níveis anteriores à menopausa e atingiram a

supressão máxima no período de 3-6 meses após o início do tratamento com ácido ibandrónico 2,5 mg

diários.

Observou-se uma diminuição com significado clínico, de 50 % dos marcadores bioquímicos da

reabsorção óssea, logo após um mês do início do tratamento com ácido ibandrónico 2,5 mg.

População pediátrica (ver secção 4.2 e secção 5.2)

Bonviva não foi estudado na população pediátrica, consequentemente não estão disponíveis dados de

eficácia ou de segurança para esta população de doentes.

5.2

Propriedades farmacocinéticas

Os principais efeitos farmacológicos do ácido ibandrónico no osso não estão diretamente relacionados

com a concentração plasmática, tal como demonstrado por vários estudos realizados no animal e no

ser humano.

A concentração plasmática de ácido ibandrónico aumenta de forma proporcional à dose após a

administração intravenosa de 0,5 mg a 6 mg.

Absorção

Não aplicável

Distribuição

Após exposição sistémica inicial, o ácido ibandrónico liga-se rapidamente ao osso ou é excretado na

urina. No ser humano, o volume de distribuição final aparente é de pelo menos 90 l e a dose que

alcança o osso é estimada em 40-50 % da dose circulante. A ligação às proteínas do plasma humano é

de aproximadamente 85-87 % (determinada in vitro para concentrações terapêuticas de ácido

ibandrónico), pelo que o potencial para a ocorrência de interações com outros medicamentos devidas a

deslocação é reduzido.

Biotransformação

Não há qualquer indício de que o ácido ibandrónico seja metabolizado, quer no animal quer no ser

humano.

Eliminação

O ácido ibandrónico é removido da circulação por meio de absorção óssea (estimada em 40-50 % em

mulheres pós-menopáusicas), sendo o restante eliminado na forma inalterada pelo rim.

O intervalo de valores observados para a semivida aparente é amplo, sendo a semivida final aparente

geralmente da ordem de 10-72 horas. Uma vez que os valores calculados dependem grandemente da

duração do estudo, da dose utilizada e da sensibilidade do ensaio, é provável que a verdadeira

semivida final seja substancialmente mais longa, tal como acontece com outros bifosfonatos. Os níveis

plasmáticos iniciais descem rapidamente, atingindo 10 % do valor máximo no espaço de 3 e de 8 horas

após administração intravenosa ou oral, respetivamente.

A depuração total do ácido ibandrónico é baixa e apresenta valores médios da ordem de 84-

160 ml/min. A depuração renal (cerca de 60 ml/min em mulheres pós-menopáusicas saudáveis)

contribui para 50-60 % da depuração total e está relacionada com a depuração da creatinina.

Considera-se que a diferença entre a depuração total aparente e a depuração renal aparente reflete a

absorção por parte do osso.

A via de excreção parece não incluir qualquer sistema de transporte conhecido, de natureza ácida ou

básica, envolvido na excreção de outros fármacos (ver secção 4.5). Além disso, o ácido ibandrónico

não inibe as principais isoenzimas P450 hepáticas humanas nem induz o sistema do citocromo P450

hepático em ratos.

Farmacocinética em situações clínicas especiais

Sexo

Os parâmetros farmacocinéticos do ácido ibandrónico são similares nos homens e nas mulheres.

Raça

Não há indícios de qualquer diferença interétnica clinicamente relevante entre asiáticos e caucasianos,

no que se refere à farmacocinética do ácido ibandrónico. Os dados disponíveis sobre doentes de

origem africana são limitados.

Doentes com compromisso renal

A depuração renal do ácido ibandrónico em doentes com diversos graus de compromisso renal está

relacionada, de forma linear, com a depuração da creatinina (CLcr).

Não é necessário ajuste da dose em doentes com compromisso renal ligeiro a moderado (CLcr igual

ou superior a 30 ml/min).

Os indivíduos com compromisso renal grave (CLcr inferior a 30 ml/min) a receber uma dose diária

oral de 10 mg de ácido ibandrónico, durante 21 dias, apresentaram concentrações plasmáticas 2-

3 vezes mais elevadas do que os indivíduos com função renal normal e a depuração total do ácido

ibandrónico foi de 44 ml/min. Em indivíduos com insuficiência renal grave a depuração total, renal e

não renal, após administração intravenosa de 0,5 mg de ácido ibandrónico, diminuí em 67 %, 77 % e

50 %, respetivamente, mas não se registou qualquer diminuição na tolerabilidade associada ao

aumento da exposição. Devido à limitada experiência clínica, não se recomenda o uso de Bonviva em

doentes com compromisso renal grave (ver secção 4.2 e secção 4.4). Os parâmetros farmacocinéticos

do ácido ibandrónico em doentes com doença renal terminal foram avaliados apenas num pequeno

número de doentes controladas por hemodiálise, pelo que se desconhecem os parâmetros

farmacocinéticos do ácido ibandrónico nas doentes não submetidas a hemodiálise. Devido aos poucos

dados disponíveis, o ácido ibandrónico não deverá ser utilizado em doentes com doença renal

terminal.

Doentes com compromisso hepático (ver secção 4.2)

Não existem dados farmacocinéticos relativos ao ácido ibandrónico em doentes com compromisso

hepático. O fígado não tem um papel significativo na depuração do ácido ibandrónico, que não é

metabolizado, sendo eliminado do plasma por excreção renal e por fixação ao osso. Por conseguinte,

não é necessário o ajuste da dose em doentes com compromisso hepático.

População idosa (ver secção 4.2)

Numa análise multivariada, a idade não foi identificada como sendo um fator independente para

qualquer dos parâmetros farmacocinéticos estudados. Uma vez que a função renal diminui com a

idade, a função renal é o único fator a ser tido em consideração (ver ponto relativo a compromisso

renal).

População pediátrica (ver secção 4.2 e secção 5.1)

Não existem dados sobre a utilização de Bonviva nestes grupos etários.

5.3

Dados de segurança pré-clínica

Foram observados efeitos tóxicos no cão, por ex. sinais de lesão renal, apenas para exposições

consideradas bastante superiores à exposição máxima humana, o que indica pouca relevância na

utilização clínica.

Mutagenicidade/carcinogenicidade:

Não se observou qualquer indício de potencial carcinogénico. Os testes de genotoxicidade não

revelaram evidência de atividade genética para o ácido ibandrónico.

Toxicidade reprodutiva:

Não se realizaram estudos específicos para o regime de administração de 3 em 3 meses. Nos estudos

feitos com a administração intravenosa diária não houve evidência de efeito tóxico direto no feto nem

de efeito teratogénico do ácido ibandrónico em ratos e coelhos. O aumento de peso corporal foi menor

nas crias F1 de ratos. Nos estudos de reprodução efetuados em ratos, pela via oral, os efeitos na

fertilidade consistiram num aumento das perdas pré-implantação nas doses de 1 mg/kg/dia e

superiores. Nos estudos efetuados em ratos, pela via intravenosa, o ácido ibandrónico diminuiu a

contagem de espermatozoides nas doses de 0,3 e 1 mg/kg/dia e diminuiu a fertilidade nos ratos

machos na dose de 1 mg/kg/dia e nos ratos fêmeas na dose de 1,2 mg/kg/dia. Outras reações adversas

do ácido ibandrónico nos estudos de toxicidade reprodutiva, realizados no rato, foram as observadas

com a classe dos bifosfonatos em geral. Estas reações incluem uma diminuição do número de

implantações, interferência com o desenrolar normal do parto (distocia) e um aumento nas alterações

viscerais (síndroma uretero-renal pélvico).

6.

INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1

Lista dos excipientes

Cloreto de sódio

Ácido acético glacial

Acetato de sódio tri-hidratado

Água para preparações injetáveis

6.2

Incompatibilidades

Bonviva solução injetável não pode ser misturado com soluções contendo cálcio ou outros

medicamentos administrados por via intravenosa.

6.3

Prazo de validade

2 anos.

6.4

Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5

Natureza e conteúdo do recipiente

Seringas pré-cheias (5 ml) de vidro tipo I incolor, o êmbolo de borracha cinzenta e a cápsula de fecho

sem rosca são feitos de borracha butílica laminada com fluororesina, contendo 3 ml de solução

injetável.

Embalagens com 1 seringa pré-cheia e 1 agulha para injeção ou 4 seringas pré-cheias e 4 agulhas para

injeção.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6

Precauções especiais de eliminação

Sempre que o medicamento seja administrado por intermédio de uma linha de perfusão i.v. existente, a

solução de perfusão deverá restringir-se a solução salina isotónica ou a solução de glucose 50 mg/ml

(5 %). Isto também se aplica às soluções utilizadas para lavagem da “butterfly” e outros dispositivos.

A solução injetável não utilizada, a seringa e a agulha para injeção devem ser eliminados de acordo

com as exigências locais. Deve-se minimizar a eliminação de produtos farmacêuticos para o meio

ambiente.

Os pontos seguintes devem ser criteriosamente seguidos em relação à utilização e eliminação de

seringas e outros objetos cortantes:

As seringas e agulhas nunca devem ser reutilizadas.

Colocar todas as agulhas e seringas usadas num contentor para objetos cortantes

(contentor descartável resistente è perfuração).

Manter esse contentor fora do alcance das crianças.

Deve-se evitar colocar os contentores para objetos cortantes usados no lixo doméstico.

Elimine o contentor completo de acordo com os requisitos locais ou de acordo com as

instruções dum profissional de saúde.

7.

TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Atnahs Pharma Netherlands B.V.

Strawinskylaan 3127

1077 ZX Amsterdam

Países Baixos

8.

NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

EU/1/03/265/005

EU/1/03/265/006

9.

DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 23 de fevereiro de 2004

Data da última renovação: 18 de dezembro de 2013

10.

DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Está disponível informação pormenorizada sobre este medicamento no sítio da internet da Agência

Europeia de Medicamentos: http://www.ema.europa.eu.

30 Churchill Place

Canary Wharf

London E14 5EU

United Kingdom

An agency of the European Union

Telephone

+44 (0)20 3660 6000

Facsimile

+44 (0)20 3660 5555

Send a question via our website

www.ema.europa.eu/contact

© European Medicines Agency, 2016. Reproduction is authorised provided the source is acknowledged.

EMA/232904/2016

EMEA/H/C/000502

Resumo do EPAR destinado ao público

Bonviva

ácido ibandrónico

Este é um resumo do Relatório Público Europeu de Avaliação (EPAR) relativo ao Bonviva. O seu

objetivo é explicar o modo como o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) avaliou o

medicamento a fim de emitir um parecer favorável à concessão de uma autorização de introdução no

mercado, bem como as suas recomendações sobre as condições de utilização do Bonviva.

O que é o Bonviva?

O Bonviva é um medicamento que contém a substância ativa ácido ibandrónico. Encontra-se disponível

na forma de comprimidos (150 mg) e de solução injetável numa seringa pré-cheia (3 mg).

Para que é utilizado o Bonviva?

O Bonviva é utilizado para tratar a osteoporose (uma doença que fragiliza os ossos) em mulheres pós-

menopáusicas e em risco de desenvolver fraturas ósseas. O seu efeito na redução do risco de fraturas

vertebrais (da coluna) foi demonstrado em estudos, apesar de não ter sido estabelecido o seu efeito

sobre o risco de fraturas do colo do fémur (parte superior da anca).

Este medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.

Como é utilizado o Bonviva?

O Bonviva pode ser administrado por via oral, na forma de comprimido, ou por injeção intravenosa

(injeção numa veia). Se for utilizado o comprimido, a dose é de um comprimido uma vez por mês, de

preferência na mesma data de cada mês. O comprimido tem de ser sempre tomado após o jejum

noturno, uma hora antes de qualquer alimento ou bebida (exceto água) e com um copo cheio de água

não gaseificada. (Em áreas de água dura, onde a água da torneira contém valores de cálcio dissolvido

bastante elevados, poderá ser usada água engarrafada com baixo teor mineral.) O doente não se deve

deitar nos 60 minutos seguintes à ingestão do comprimido. Se for utilizada a solução injetável, a dose

é de uma injeção (3 mg) por via intravenosa de três em três meses. As mulheres que tomam Bonviva

devem também tomar suplementos de vitamina D e de cálcio, caso não os obtenham em quantidade

suficiente na sua dieta alimentar.

Bonviva

EMA/232904/2016

Página 2/3

Como funciona o Bonviva?

A osteoporose ocorre quando não cresce osso novo em quantidade suficiente para substituir aquele

que se vai decompondo naturalmente. Progressivamente, os ossos tornam-se finos e frágeis, o que

aumenta a probabilidade de fraturas. A osteoporose é mais comum nas mulheres após a menopausa,

quando ocorre uma diminuição dos níveis da hormona feminina estrogénio, uma vez que o estrogénio

ajuda a manter os ossos saudáveis.

A substância ativa do Bonviva, o ácido ibandrónico, é um bifosfonato. Esta substância inibe a ação dos

osteoclastos, as células do organismo que são responsáveis pela degradação do tecido ósseo. Ao

bloquear a ação destas células, o ácido alendrónico leva a que haja menor perda de tecido ósseo.

Como foi estudado o Bonviva?

O Bonviva foi estudado em três estudos principais que incluíram mulheres com osteoporose. O

primeiro estudo comparou o Bonviva comprimidos de 2,5 mg tomados uma vez ao dia com um placebo

(tratamento simulado) em aproximadamente 3000 mulheres e avaliou o número de novas fraturas

vertebrais observado nas doentes tratadas durante três anos. Os outros dois estudos compararam o

Bonviva comprimidos de 150 mg tomados uma vez por mês (1609 doentes) e o Bonviva por via

intravenosa (1395 doentes) com o Bonviva comprimidos de 2,5 mg tomados uma vez ao dia. Os

estudos analisaram a alteração da densidade dos ossos na coluna e na anca durante um período de

dois anos.

Note-se que os comprimidos diários de 2,5 mg usados nos estudos já não se encontram autorizados.

Qual o benefício demonstrado pelo Bonviva durante os estudos?

No primeiro estudo, o tratamento diário com os comprimidos de Bonviva 2,5 mg reduziu o risco da

ocorrência de novas fraturas vertebrais em 62 %, em comparação com o placebo. Os outros dois

estudos demonstraram que os comprimidos mensais de 150 mg e as injeções foram mais eficazes do

que os comprimidos diários de 2,5 mg no aumento da densidade óssea da coluna e da anca. Ao longo

de dois anos, a densidade óssea da coluna aumentou em 7 % com o comprimido mensal e em 6 %

com as injeções, em comparação com 5 % com o comprimido diário. A densidade óssea na anca

aumentou em 4 % com o comprimido mensal e em 3 % com as injeções, em comparação com 2 %

com os comprimidos diários.

Qual é o risco associado ao Bonviva?

Os efeitos secundários mais frequentes associados ao Bonviva (observados em 1 a 10 doentes em

cada 100) são artralgia (dores nas articulações) e sintomas de tipo gripal. Os efeitos secundários mais

graves associados ao Bonviva são reação anafilática (reação alérgica grave), fraturas atípicas do fémur

(um tipo de fratura não habitual do osso superior da perna), osteonecrose (morte do tecido ósseo) do

maxilar (danos nos ossos do maxilar, podendo causar dor, feridas na boca ou perda de dentes),

irritação gastrointestinal (estômago e intestinos) e inflamação ocular. Para a lista completa dos efeitos

secundários comunicados relativamente ao Bonviva, consulte o Folheto Informativo.

O uso so Bonviva é contraindicado em doentes que apresentem hipocalcemia (níveis baixos de cálcio

no sangue). Os comprimidos estão contraindicados em doentes com anomalias do esófago ou que

sejam incapazes de se manter de pé ou sentados durante pelo menos uma hora. Para a lista completa

de restrições de utilização relativas ao Bonviva, consulte o Folheto Informativo.

Bonviva

EMA/232904/2016

Página 3/3

Por que foi aprovado o Bonviva?

O CHMP concluiu que os benefícios do Bonviva são superiores aos seus riscos e recomendou a

concessão de uma autorização de introdução no mercado para o medicamento.

Que medidas estão a ser adotadas para garantir a utilização segura e eficaz

do Bonviva?

Foi desenvolvido um plano de gestão dos riscos para garantir a utilização segura do Bonviva. Com base

neste plano, foram incluídas informações de segurança no Resumo das Características do Medicamento

e no Folheto Informativo do Bonviva, incluindo as precauções apropriadas a observar pelos

profissionais de saúde e pelos doentes.

Além disso, a empresa que comercializa o Bonviva fornecerá um cartão para informar os doentes sobre

o risco de osteonecrose do maxilar e alertando-os para que contactem o seu médico caso sintam

sintomas.

Outras informações sobre o Bonviva

Em 23 de fevereiro de 2004, a Comissão Europeia concedeu uma Autorização de Introdução no

Mercado, válida para toda a União Europeia, para o Bonviva.

O EPAR completo sobre o Bonviva pode ser consultado no sítio Internet da Agência

em: ema.europa.eu/Find medicine/Human medicines/European public assessment reports. Para mais

informações sobre o tratamento com o Bonviva, leia o Folheto Informativo (também parte do EPAR) ou

contacte o seu médico ou farmacêutico.

Este resumo foi atualizado pela última vez em 04-2016.

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